Economia

Brasil tem recorde de trabalhadores há mais de dois anos desempregados

 

No início do ano passado, Marcelo Freitas Henrique, 29 anos, estava cheio de esperanças de que deixaria os quase três anos de desemprego para trás. Prestes a concluir um curso de organização de eventos e recreação, estava fazendo trabalhos temporários na área e esperava que a experiência abrisse caminhos rumo a uma vaga efetiva.

“Quando comecei o curso, em 2019, o setor estava no auge, eu tinha certeza que ia dar certo, mas veio a pandemia e ela [a empresa para quem prestou serviços] também parou. Parou tudo”, diz.

Ao todo, Henrique já está há quatro anos sem trabalho fixo, seja ele formal ou informal. Como ele, outros 3,487 milhões de brasileiros estão desocupados há pelo menos dois anos, segundo dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do primeiro trimestre de 2021.

O chamado desemprego de longa duração bateu recorde em meio à crise econômica gerada pela pandemia. Os quase 3,5 milhões de pessoas buscando vagas há dois anos ou mais representam o ponto mais alto da série histórica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em 2012.

O recorde anterior havia sido registrado no segundo trimestre de 2019, quando 3,347 milhões de trabalhadores estavam desocupados havia pelo menos dois anos.

No patamar atual, quase um quarto (23,6%) dos 14,805 milhões de desempregados está nessa situação há mais de dois anos. Um ano antes, no começo de 2020, o Brasil tinha 3,075 milhões de pessoas em busca de emprego havia pelo menos dois anos. Isso quer dizer que, durante a pandemia, o grupo teve acréscimo de 412 mil profissionais, alta de 13,4%.

Para especialistas, o quadro é resultado de um mercado de trabalho que ainda não tinha se recuperado plenamente da crise anterior. Quando a pandemia começa, em março de 2020, o nível de emprego ainda estava em processo de melhora.

Para José Ronaldo Castro Júnior, diretor de estudos e políticas macroeconômicas do Ipea, a crise iniciada em 2015 chegou com mais força sobre o mercado de trabalho um ano depois. A recuperação, iniciada a partir de 2017, ainda não tinha sido suficiente para elevar o nível de emprego. “Houve uma melhora leve, mas ainda tinha um contingente muito grande de pessoas sem ocupação. Para um conjunto considerável de pessoas, isso [o início da pandemia] foi um prolongamento da crise anterior”, afirma.

É essa também a avaliação do economista Rodolpho Tobler, pesquisador do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). “O desemprego mais longo é resultado das duas últimas crises. A pandemia afetou diretamente o mercado de trabalho, mas já vínhamos em um momento que não era bom. Desde 2016, o Brasil tem mais de 11 milhões de desempregados [no total]”, diz.

“As pessoas que já tinham dificuldades para entrar no mercado ficaram com ainda mais dificuldades na pandemia.”

Para Tobler, o desemprego de longa duração é a fase mais crítica da desocupação. Ao ficar distante do mercado por muito tempo, o profissional tende a encontrar mais obstáculos para conseguir chamar a atenção em novos processos seletivos.

Marcelo Henrique queria trabalhar com eventos. Ele diz, porém, que, depois de quatro anos desempregado, aceita a vaga que aparecer.

“Trabalhei como operador de telemarketing por dois anos, então procuro nessa área. Só que, quando as pessoas veem meu currículo, acham ruim que eu não tenho outras experiências e estou sem nada há muito tempo, mas ninguém me contrata, como vou ter? Agora eu to atrás de qualquer coisa, faxina, gari, aceito tudo.”

 

Castro Júnior vê ainda o risco alto de esse trabalhador desempregado há muito tempo migrar para o desalento, quando há a desistência na busca pela vaga. Ao fim do primeiro trimestre deste ano, 6 milhões de pessoas haviam desistido de procurar emprego.

“O outro efeito é a pessoa com certo nível de formação aceitar um função menor ou uma vaga de tempo parcial”, afirma.

Segundo a Pnad do trimestre encerrado em março, 5,6 milhões de pessoas passaram a integrar, em um ano, o grupo dos subutilizados.

Ao todo, são 33,2 milhões que estão desempregados, trabalhando menos de 40 horas semanais ou na força de trabalho potencial —quando há o desejo por uma vaga, mas não a procura, ou quando o trabalhador não pode preencher o posto de trabalho por qualquer razão.

O economista Ely José de Mattos, professor da Escola de Negócios da PUCRS, diz que, diante de maiores dificuldades em voltar ao mercado, o trabalhador vai em busca de alternativas, como a informalidade e o trabalho por conta própria.

“Há possibilidade de essas pessoas irem para uma situação de pobreza muito grave, dependendo do apoio de programas sociais, ou de migrarem para a informalidade. Agora, que tipo de trabalho será esse? Existe toda uma discussão sobre a qualidade dos negócios por conta própria”, diz o professor.

Na casa de Marcelo Henrique, a família tem conseguido se manter graças ao corte radical de despesas, aos trabalhos que o pai faz como serralheiro e à doação de cestas básicas de uma obra social.

No ano passado, os pais dele receberam o auxílio emergencial. Em 2021, somente a mãe recebeu. Uma tia, que é pessoa com deficiência e vive sob os cuidados da família, recebe um benefício assistencial, que também entra no orçamento.

“A gente tem que se dobrar aqui até para pagar a condução para eu ir nas entrevistas de emprego”, diz Henrique.

Segundo o IBGE, desempregados com tempo de procura por trabalho de um ano a menos de dois também bateram recorde no primeiro trimestre. Foram 2,557 milhões de pessoas nessa faixa. O número representa alta de 58,4% em relação a igual período de 2020 (1,614 milhão). Ou seja, teve incremento de 943 mil pessoas durante a pandemia.

Tobler, da FGV, diz que a reação do mercado de trabalho depende da retomada da economia como um todo. Para isso, afirma o pesquisador, é necessário que o país avance na vacinação contra o coronavírus.

A imunização é considerada essencial para diminuir restrições em setores como o de serviços, o maior empregador no Brasil. “A principal saída é o crescimento econômico, e o mais importante agora é acelerar a vacinação”, diz.

Para Castro Júnior, do Ipea, já é possível ver alguma recuperação de setores econômicos diversos. A fragilidade ainda vem dos serviços, segmento que inclui setores com funcionamento ainda restrito ou totalmente paralisado pela pandemia.

Estão nesse grupo bares e restaurantes, trabalho doméstico remunerado, e as atividades de turismo, eventos, shows e atividades culturais. “Esses setores dependem mesmo de a pandemia arrefecer, pois são atividades com ligação direta com aglomerações e que seguem impedidas de acontecer.”

Mattos, da PUCRS, defende a necessidade de um investimento em treinamentos, como as qualificações realizadas por instituições como Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), que permitissem a reciclagem das habilidades de trabalhadores desempregados há muito tempo. “Apostar em políticas de treinamento direcionado nunca é demais”, diz.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Enquanto isso o minto presidente aumentou o próprio salário. Inflação, desemprego, desvalorização recorde do real, gasolina a R$ 6,00, que governo fracassado. Mas os corruptos continuam prosperando. O posto Ipiranga se mostrou um incompetente. Não serviu para nada, como quase todo esse governo federal.

  2. Sendo a vacina a única esperança, o Bolsotrapo estava, agora em dezembro, falando mal de toda e qualquer vacina.

  3. Pera aí…. mas a pandemia só tem 15 meses? Nem culpar a pandemia os bolsonaristas poderão. Se bem que pra eles pouco importa, mentir é o maior argumento, com direito a versículo bíblico.

  4. Comemoram uma certa melhora na economia e temos recorde de desempregados?
    Como essa conta fecha?
    Principalmente quando entramos num supermercado, paramos num posto de gasolina ou vamos comprar gás de cozinha. Sem falar que carne e feijão agora são produtos de luxo.
    Acordem e se lembrem do tempo de Lula.

  5. O governo do MINTOmaníaco não criou emprego algum. No momento está recuperando muito lentamente alguns dos que foram demitidos devido a pandemia, infelizmente pq não se investiu em vacinas a recuperação será ainda mais lenta… Haja auxílio pra aumentar a popularidade do MINTOmaníaco!

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VÍDEO: Pescadores fazem protesto e travam trânsito na BR-101 e na marginal, na altura do Centro Administrativo

Pescadores artesanais realizam protesto na tarde desta quarta-feira (20) em Natal e travaram completamente o trânsito na BR-101, e na marginal, na altura do Centro Administrativo do Governo do RN, no sentido Zona Sul.

Entre as reivindicações feitas ao Governo do Estado, eles cobram liberação de captura e venda de ovas do peixe-voador. Eles contestam restrições relacionadas à captura e comercialização da ova do peixe-voador após ações de fiscalização ambiental.

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Ministro André Mendonça vai analisar pedidos para criação de CPI do Banco Master

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi designado para relatar e analisar as ações que envolvem os pedidos de criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o Banco Master.

Com o ministro, há ações apresentadas pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) e por outros parlamentares de oposição.

O magistrado terá o poder de destravar ou arquivar uma das principais frentes de pressão política e econômica que miram a instituição financeira nos bastidores do Congresso e do Judiciário.

A decisão de André Mendonça definirá se as suspeitas que orbitam o Banco Master serão debatidas sob o holofote político e midiático de uma CPI ou se a apuração permanecerá restrita aos canais jurídicos e sigilosos tradicionais.

Outros casos

O ministro Kassio Nunes Marques também foi sorteado como relator de um mandado de segurança para forçar o Congresso Nacional a iniciar uma CPI sobre o tema.

Em março, o ministro Cristiano Zanin negou o pedido apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) para criar uma CPI. Na decisão, o magistrado apontou “defeitos processuais” na petição apresentada ao Supremo e entendeu que o tema deve ser inicialmente analisado no âmbito do próprio Poder Legislativo.

R7

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Lobista diz à PF ter apresentado Lulinha a Careca do INSS

Foto: Redes sociais

Por Tácio Lorran, Metrópoles

A empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, prestou depoimento à Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (20/5) no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga a chamada Farra do INSS.

No depoimento, Roberta Luchsinger alegou que Lulinha não prestou qualquer serviço relativo à regulação de canabidiol, nem foi remunerado por isso direta ou indiretamente. A lobista assegurou ainda que jamais repassou qualquer valor ao amigo. Ela disse também que apresentou Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, a Lulinha em “contexto social”.

“Após a deflagração da operação, teve receio de que esse contato pudesse ser explorado politicamente”, diz trecho de nota divulgada pela defesa de Roberta Luchsinger, com base no depoimento.

O Careca do INSS é apontado pela PF como um dos principais operadores do esquema de descontos indevidos de aposentados e pensionistas. Ele repassou cerca de R$ 1,5 milhão para Roberta Luchsinger. Em mensagem interceptada pelos investigadores, o lobista afirmou que o dinheiro era para o “filho do rapaz”, possivelmente se referindo a Lulinha.O Careca do INSS está preso desde setembro do ano passado. Já Roberta Luchsinger foi alvo de mandado de busca e apreensão dois meses depois, em dezembro. Desde então, a empresária tem usado tornozeleira eletrônica.

Advogado diz que amiga de Lulinha é alvo de campanha difamatória

Em nota, o advogado Bruno Salles afirmou que Roberta Luchsinger tem sido alvo de verdadeira campanha difamatória.

“Sua trajetória foi eclipsada de maneira bastante misógina e preconceituosa, sendo reportada como herdeira, amiga, sócia, representante, socialite ou ainda, mais comum, e de maneira pejorativa, como “lobista”. Os esclarecimentos apresentados por meio de petição e ora oferecidos presencialmente desvelam por completo a tese acusatória desenhada inicialmente e vazada seletivamente de forma sistemática. Esperamos que após o depoimento, com a conclusão das apurações, sejam as investigações arquivadas em relação a sua pessoa, ante a demonstração da absoluta inexistência de qualquer conduta ilícita”, escreveu Bruno Salles.

Leia a íntegra da nota:

Os representantes de ROBERTA LUCHSINGER informam que, na data de hoje, 20 de maio de 2026, ROBERTA prestou esclarecimentos à Polícia Federal, no âmbito da Operação Sem Desconto. Nos cerca de cinquenta minutos de duração do ato, ROBERTA respondeu a todas as perguntas formuladas pela autoridade policial e por seus advogados.

ROBERTA reafirmou em seu depoimento que:

  • Efetivamente prestou serviços a ANTÔNIO CAMILO ANTUNES, relativos à regulação do mercado de Canabidiol no Brasil e que foi devidamente remunerada por isso.
  • ANTÔNIO CAMILO ANTUNES sempre foi um reconhecido empresário do ramo farmacêutico e quando o conheceu não pendia sobre ele qualquer suspeita de irregularidades, sequer possuindo processos em seu nome ou de suas empresas.
  • Não conhecia qualquer atuação de ANTÔNIO CAMILO ANTUNES relativa a descontos associativos de INSS, algo que só veio a tomar conhecimento com a deflagração da Operação Sem Desconto, a partir de quando encerrou a prestação de serviços e qualquer recebimento.
  • Não sabia a origem dos recursos que financiavam a World Cannabis, acreditando se tratar de recursos próprios de ANTÔNIO CAMILO ANTUNES, oriundo de sua extensa e reconhecida atuação do mercado farmacêutico.

Questionada sobre sua relação com FÁBIO LUÍS LULA DA SILVA, esclareceu que:

  • Possui relação de amizade com ele e sua esposa há muitos anos.
  • Fábio não prestou qualquer serviço relativo à regulação de canabidiol e nem foi remunerado por isso direta ou indiretamente.
  • Nunca repassou qualquer valor a Fábio ou a quem quer que seja.
  • Nunca viajou com Fábio e Antônio Camilo Antunes, no Brasil ou no exterior.
  • Não esteve em viagem a Portugal, mas, do que tem conhecimento, tratava-se de uma viagem de prospecção e de sondagem de negócios, algo fora do escopo de sua prestação de serviços. E que Fábio foi convidado por sua curiosidade relativa ao assunto, oriunda, inclusive, em função da utilização de medicamento à base de canabidiol por familiares.
  • Não conhece Edson Claro ou Danielle Fonteles e nunca esteve com eles.
  • Apresentou Antônio a Fábio em contexto social e, após a deflagração da operação, teve receio de que esse contato pudesse ser explorado politicamente, como de fato vem ocorrendo.

Roberta tem sido alvo de verdadeira campanha difamatória. Sua trajetória foi eclipsada de maneira bastante misógina e preconceituosa, sendo reportada como herdeira, amiga, sócia, representante, socialite ou ainda, mais comum, e de maneira pejorativa, como “lobista”. Os esclarecimentos apresentados por meio de petição e ora oferecidos presencialmente desvelam por completo a tese acusatória desenhada inicialmente e vazada seletivamente de forma sistemática. Esperamos que após o depoimento, com a conclusão das apurações, sejam as investigações arquivadas em relação a sua pessoa, ante a demonstração da absoluta inexistência de qualquer conduta ilícita.

Coluna de Tácio Lorran, Metrópoles

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Zenaide aparece entre os senadores eleitos em mais uma pesquisa

Uma nova pesquisa reforçou o cenário favorável da senadora Zenaide Maia na disputa por uma das duas vagas ao Senado Federal pelo Rio Grande do Norte em 2026.

Na pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo blog RN Hoje, considerando o somatório do primeiro e do segundo voto para o Senado, Zenaide aparece com 23,8%, consolidando presença entre os nomes mais competitivos da corrida eleitoral. O levantamento mostra ainda a força da senadora tanto no primeiro voto (12,1%) quanto no segundo (11,7%), indicando capilaridade eleitoral em diferentes segmentos do eleitorado potiguar.

O resultado reforça o desempenho que Zenaide vem mantendo nas pesquisas mais recentes, sustentado pela atuação parlamentar em pautas sociais, de saúde pública e defesa dos municípios. A senadora também tem ampliado presença política no interior do estado, participando de agendas administrativas e eventos populares em diversas regiões do RN. Além de receber prefeitos e vereadores em Brasília.

A pesquisa ouviu 1.200 eleitores em 30 municípios do Rio Grande do Norte, entre os dias 12 e 14 de maio de 2026. O levantamento está registrado sob os números RN-03468/2026 e BR-04357/2026.

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Pelo menos 21 crucifixos de bronze são furtados de jazigos em cemitério no interior do RN

Foto: Reprodução

Ao menos 21 crucifixos de bronze foram furtados de jazigos no cemitério público de Severiano Melo, no Alto Oeste potiguar. O caso foi descoberto nesta quarta-feira (20), segundo a Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

De acordo com a PM, o coveiro responsável pela manutenção do cemitério informou que esteve no local pela última vez na sexta-feira (15). Ao retornar na manhã desta terça-feira, percebeu horas depois que várias peças haviam sido levadas.

Segundo o relato, os criminosos furtaram 21 crucifixos de bronze que estavam sobre os jazigos dentro da área interna do cemitério.

A Polícia Militar foi acionada, confirmou a ocorrência e orientou os responsáveis pelos túmulos atingidos a registrarem boletim de ocorrência na Polícia Civil.

Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso. A PM informou que segue realizando diligências para tentar localizar os responsáveis pelo crime.

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Em depoimento à PF, amiga de Lulinha diz que ele viajou com “Careca do INSS” a Portugal

Fotos: Reprodução/CNN

A empresária Roberta Luchsinger afirmou em depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira (20) que Fábio Luís Lula da Silva, o ‘Lulinha’, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, viajou para Portugal com Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

O depoimento faz parte da investigação sobre fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social.

Segundo a defesa de Roberta, a viagem teria objetivo de “prospecção e sondagem de negócios”. Os advogados afirmam que Lulinha participou por interesse no tema relacionado ao uso de medicamentos à base de canabidiol por familiares.

A empresária é apontada pela PF como possível operadora financeira e política do esquema investigado. De acordo com os investigadores, recursos obtidos de forma ilegal teriam sido distribuídos por empresas para ocultar dinheiro desviado de aposentados e pensionistas.

Em depoimento, Roberta afirmou que prestou serviços ao “Careca do INSS” antes das denúncias sobre as fraudes se tornarem públicas e disse não conhecer a suposta atuação dele no esquema.

A investigação também apura a proximidade entre Roberta e Lulinha. Segundo a defesa, ela apresentou Antônio Camilo Antunes ao filho do presidente em um contexto social.

Os advogados disseram ainda que, após a operação “Sem Desconto”, Roberta passou a temer que essa relação fosse usada politicamente.

O depoimento foi realizado por videoconferência e integra uma série de ao menos 35 oitivas pendentes ligadas ao caso dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

A investigação vive um momento de tensão interna após a PF transferir o inquérito da área de crimes previdenciários para o setor responsável por casos com foro privilegiado.

A mudança gerou críticas da oposição, que vê possível interferência do governo nas investigações. Segundo informações divulgadas, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, avalia a situação com preocupação diante de possíveis impactos na continuidade das apurações.

Com informações do blog de Elijonas Maia, CNN Brasil

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“Precisamos ter de volta um presidente municipalista, não um comunista”, diz Carla Dickson aos prefeitos do RN

O recado da deputada Carla Dickson (PL-RN) foi objetivo e claro na noite desta terça-feira (20), durante a reunião da bancada federal potiguar com os chefes dos executivos municipais do Rio Grande do Norte. Eles estão em Brasília participando da edição 2026 da Marcha dos Prefeitos do Brasil e houve uma queixa generalizada em relação à ausência do governo federal no evento. Para a parlamentar, isso não é fruto do acaso.

“Qual a surpresa de vocês com isso? Pra mim é zero. Enquanto esse desgoverno do PT já gastou, só esse ano, quase 500 milhões de reais com viagens internacionais, os repasses a vocês estão atrasados. Estou aqui pra cobrar que o Governo do Estado faça os repasses mínimos por lei para cada município e que o presidente Lula pare de olhar pra o exterior e comece a olhar pra as cidades. É ali que a população sofre e é ali que tem que agir. Em resumo, precisamos ter de volta um presidente municipalista, não um comunista.”, enfatizou Carla Dickson.

A parlamentar aproveitou pra lembrar o que ela considerou como “armadilhas” do PT para os prefeitos. Pautas como a do piso salarial e da aposentadoria especial para os agentes de endemias, e a implantação dos auxiliares nas salas de aula pra crianças com autismo. Para Carla, são pautas mais que legítimas, necessárias e até urgentes, mas que os governos federal e estadual precisam dar suporte e não deixar todo a carga no colo dos executivos municipais.

“O que Lula e Fátima fazem é populismo barato. É um jogo sujo. Por um lado tentam capitalizar prestígio como se estivesse atendendo os pleitos da população, mas por outro jogam todo o peso dos custos com os prefeitos? Oras, como vocês vão arcar com isso sozinhos? Eles sabem que vocês não conseguem, mas fazem de propósito pra jogar a população contra vocês.”, destacou ela.

Carla Dickson foi além e finalizou. “Chamo vocês pra uma análise de consciência sem paixões político-partidárias. Está tudo bem com os municípios de vocês? Se estão com todos os repasses federais e estaduais em dia, se Lula tá firme ao lado de vocês, então continuem fazendo o “L”. Ou, peço que avaliem o que vocês querem nos próximos anos de mandato. Essa é a hora da mudança e isso depende também de vocês que cuidam de pessoas que tem famílias e histórias”.

A fala da deputada foi maciçamente aplaudida por todos os prefeitos presentes.

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Lula determina novas regras para big techs atuarem no Brasil; entenda

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (20) dois decretos que criam novas regras para plataformas digitais no Brasil e ampliam a proteção de mulheres no ambiente online. As medidas serão publicadas no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (21).

Os decretos foram assinados durante evento dos 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, no Palácio do Planalto.

Uma das principais mudanças é que plataformas digitais poderão ser responsabilizadas por falhas na prevenção de golpes, fraudes e conteúdos ligados a crimes graves, como terrorismo, exploração sexual infantil, tráfico de pessoas, incentivo à automutilação e violência contra mulheres.

As empresas que vendem anúncios também terão que guardar dados dos anunciantes para ajudar na identificação de criminosos e na reparação de danos às vítimas.

Outra novidade é que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) passa a ter poder para fiscalizar e investigar possíveis infrações ao Marco Civil da Internet.

Proteção às mulheres na internet

O segundo decreto cria regras específicas para combater violência digital contra mulheres.

As plataformas deverão manter canais rápidos e permanentes para denúncias de divulgação de imagens íntimas sem autorização, inclusive conteúdos criados com inteligência artificial.

Nesses casos, o material deverá ser removido em até duas horas após a denúncia.

O governo também determinou que as plataformas adotem medidas preventivas para evitar a circulação desse tipo de conteúdo.

Principais novidades das leis sancionadas

Além dos decretos, Lula sancionou quatro projetos de lei voltados ao combate à violência contra a mulher.

Cadastro Nacional de Agressores

Foi criado o Cadastro Nacional de Agressores, um banco de dados com informações de condenados por crimes contra mulheres, como:

  • feminicídio;
  • estupro;
  • assédio sexual;
  • perseguição;
  • violência psicológica;
  • lesão corporal;
  • divulgação de intimidade sexual sem autorização.

Os dados das vítimas permanecerão em sigilo.

Medidas mais duras para presos que ameaçam vítimas

Outra lei endurece punições para agressores que continuam ameaçando mulheres mesmo presos.

Entre as medidas estão:

  • transferência do agressor para presídios de outros estados;
  • punição mais rígida para descumprimento de regras durante saídas temporárias;
  • aumento das penalidades em casos de violência contínua contra vítimas e familiares.

Ampliação do afastamento imediato do agressor

Também foi ampliada a possibilidade de afastamento imediato do agressor em casos de violência:

  • moral;
  • patrimonial;
  • sexual.

Menos burocracia para medidas protetivas

O governo ainda sancionou uma lei que acelera o cumprimento de decisões judiciais e medidas protetivas, incluindo pagamentos de pensão alimentícia, para garantir mais rapidez na proteção das vítimas.

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Estrela, icônica fabricante de brinquedos, pede recuperação judicial

Foto: André Rigue/CNN

A fábrica de brinquedos Estrela informou, nesta quarta-feira (20), que entrou com pedido de recuperação judicial. Segundo fato relevante divulgado pela empresa, a decisão foi tomada por conta da necessidade de reestruturação do passivo da companhia.

Segundo o comunicado, outros fatores levaram ao pedido de recuperação judicial, como o aumento do custo de capital, restrição de crédio, além de impactos ao longo dos últimos anos sobre a estrutura financeira da companhia e demais empresas integrantes do grupo.

No fato relevante, a empresa ainda citou “mudanças no comportamento de consumo, com maior competição de alternativas digitais”. O pedido de recuperação judicial inclui todo o Grupo Estrela.

“A Recuperação Judicial tem como objetivo permitir a superação da atual situação econômico-financeira, mediante a reorganização estruturada do endividamento“, informa o comunicado.

O grupo Estrela é conhecido pela fabricação de jogos de tabuleiro populares no Brasil, como Banco Imobiliário e Detetive. Segundo a empresa, a continuidade das atividades empresariais, os empregos e a “geração de valor para todos os stakeholder” serão preservados.

A companhia ainda vai apresentar o plano de recuperação judicial para os seus credores. Conforme fato relevante, a Estrela vê continuidade regular das operações, assim como atividades industriais, comerciais e atendimento a clientes, parceiros e fornecedores.

A empresa afirmou que vai adotar as medidas necessárias para assegurar a continuidade de seus negócios ao longo do processo de reestruturação.

CNN Brasil

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Brasil

Pesquisas indicam que apoio popular contra escala 6×1 começa a perder força

Foto: Bruno Peres 

O apoio popular à proibição da escala 6×1 vem perdendo força nas últimas semanas, de acordo com diferentes medições de opinião pública. Segundo dados do Datafolha, da AtlasIntel, da Genial/Quaest e da Escuta Social da Abrasel indicam que esse apoio vem diminuindo à medida que o debate se estabelece e a população passa a conhecer os impactos econômicos, custos e o risco de piora dos serviços essenciais.

Em março de 2026, a Escuta Social da Abrasel registrou 73% de aprovação ao fim da escala 6×1 nas redes sociais. No mesmo período, o Datafolha apontava 71%. Já em 26 de abril, o indicador da Escuta Social caiu para 66%, sinalizando uma mudança na percepção em poucas semanas. Em 30 de abril, levantamento da AtlasIntel mostrou um patamar ainda mais baixo, com 59,4% de favoráveis.

Em 1º de maio, a Escuta Social indicou 67% de apoio, mas a tendência de queda voltou a aparecer na sequência. Em 8 de maio, o Datafolha registrou recuo para 64%. As perguntas das duas pesquisas do Datafolha não eram exatamente iguais, pois em maio a pergunta sobre o apoio era precedida por uma pergunta sobre o nível de conhecimento do assunto, mas as duas avaliaram o suporte à proibição. O percentual de 64% se repetiu no dia 9 de maio na Escuta Social da Abrasel. No levantamento da Genial/Quaest, o apoio, que era de 72% em dezembro, caiu para 68% em maio. O conjunto dos dados revela um desgaste gradual do apoio popular à proposta nos levantamentos mais recentes que permitem comparação temporal.

No caso específico do Datafolha, a Abrasel observa que as perguntas feitas em março e em maio tiveram formulações diferentes. Ainda assim, os resultados ajudam a mostrar uma mudança no ambiente de opinião: em março, quando a pergunta tratava da redução da jornada máxima de trabalho, o apoio foi de 71%; em maio, quando a pergunta passou a tratar diretamente da proposta de fim da escala 6×1, o apoio registrado foi de 64%.

A Escuta Social da Abrasel já aponta que a tendência de recuo segue, de forma ainda mais acelerada, no ambiente digital.

Para a Abrasel, esse movimento mostra que a sociedade não está simplesmente rejeitando o debate sobre qualidade de vida, mas passando a se perguntar: quem paga essa conta e como os serviços vão funcionar?

A Escuta Social da Abrasel é um sistema de medição contínua que acompanha a evolução da opinião pública a partir da análise de publicações e comentários em mídias sociais, como YouTube, Facebook, Instagram, X e TikTok, além de conteúdos publicados em grandes veículos jornalísticos e sites de opinião. O indicador funciona como um termômetro do debate público e permite identificar mudanças de percepção conforme novas informações passam a circular.

Mesmo diante dessa tendência, o Congresso Nacional tem acelerado a tramitação de projetos que tratam da proibição da escala 6×1. Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, há um claro descompasso entre o ritmo do Legislativo e o amadurecimento da discussão na sociedade.

A Tarde

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