O conjunto de obras que o governo brasileiro planejou para deixar o país pronto para sediar a Copa do Mundo de 2014 deve estar todo entregue só no segundo semestre de 2017, ou seja, três anos depois do fim do Mundial. Pelo menos é isso que informam as últimas estimativas de conclusão dos projetos incluídos na chamada Matriz de Responsabilidades da Copa lançada ainda em janeiro de 2010.
A matriz é o documento que listou todos os projetos em estádios, aeroportos, portos e de mobilidade urbana planejados para para o Mundial. Representantes do governo federal, das cidades-sede da Copa e dos governos estaduais envolvidos com o Mundial comprometeram-se em concluir os investimentos antes do início do torneio. Já se sabe, porém, que essa promessa não será cumprida.
Vinte e duas obras que foram incluídas na matriz já foram retiradas do documento porque não ficarão prontas antes da Copa. Até projetos que ainda constam da lista de obras do Mundial já foram oficialmente adiados e também não estarão concluídos até o torneio.
Governos prometem concluir a grande maioria das obras um dia incluídas na matriz mesmo após a Copa do Mundo. Segundo o Ministério das Cidades, 18 das que saíram da lista oficial de projetos para Copa já foram até incluídas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A entrega de todos esses projetos, que um dia foram considerados essenciais para o Mundial de 2014, ainda deve demorar.
O ministério informou que a execução das obras já incluídas no PAC é de responsabilidade de governos locais. Contudo, o órgão estima que os projetos sejam concluídos entre 2014 e 2016. Entretanto, já há obras que seriam feitas para a Copa com conclusão programada para 2017. Esse é o caso da construção da torre do aeroporto de Recife.
Confira abaixo como estão algumas obras prometidas para o Mundial e que não ficarão prontas a tempo para serem utilizadas no torneio.

Além de uma vergonha é de uma irresponsabilidade sem tamanho. Piada.
Os governantes brasileiros é de uma competência que eu vou te contar.
Mas será que teve algum governo que deixou para fazer tudo em cima da hora com o objetivo de alegar "emergência" e fazer as obras sem licitação?
Pelo texto da lei de licitações, somente duas situações autorizam a dispensa da concorrência pública para obras desse porte: calamidade pública e emergência. Aproximando-se a data para a realização do Mundial sem que obras “complementares” essenciais como as calçadas em torno dos estádios estejam contratadas, já dá para adivinhar o que pode acontecer: a alegação de urgência e interesse público da obra para afastar a licitação. E aí vem a parte que alguns dos governantes adoram: superfaturamento.