Diversos

Brasileiros se veem menos tolerantes e mais divididos que há dez anos, diz pesquisa

Os brasileiros se veem mais divididos e menos tolerantes que há dez anos. E veem as divergências políticas como o principal foco de tensão polarizadora no país.

O Brasil, contudo, segue uma tendência mundial. É o que aponta uma pesquisa da Ipsos Mori feita para a BBC em 27 países com 19.428 mil pessoas.

Questionados se as pessoas estão mais ou menos tolerantes em relação a pessoas com diferentes origens, culturas e pontos de vista se comparado com a década passada, 45% dos participantes brasileiros disseram estar menos tolerantes e 29% mais (ainda havia opções como “igual como era antes” e “não sei”). A média global foi 39% e 30% respectivamente.

O porcentual de brasileiros, 62%, que acreditam que o país esteja mais polarizado hoje do que há 10 anos também é superior ao de pessoas no mundo, 58%, que acham que o planeta está mais dividido.

Apenas 16% dos brasileiros acham que o país está menos dividido – o mesmo percentual de pessoas no mundo que veem uma divisão menor na sociedade hoje do que há 10 anos.

Os entrevistados tinham ainda como opção, além de “mais dividido…” ou “menos dividido…”, as resposta “o mesmo que há dez anos” e “não sei”.

A região com a maior percepção de divisão nos países hoje (66%) é a Europa. A América Latina (59%) aparece em segundo – além do Brasil, foram ouvidas pessoas no México, Argentina, Chile e Peru.

Assim como no Brasil, a política é apontada como principal foco de tensão no mundo. Dos mais de 19 mil entrevistados, 44% apontaram visões conflitantes na política como maior foco de tensão em seus países. Esse item é também citado como o principal foco de tensão na América Latina.

No Brasil, foi citado por 54% dos entrevistados. Na Argentina, por sua vez, essa porcentagem chega a 70%.

“É uma porcentagem muito, muito alta”, disse Gottfried. “Com exceção da Malásia (74%), essa pesquisa coloca a Argentina no topo em termos de ver diferenças políticas como principal problema”, explica Glenn Gottfried, da empresa responsável pela pesquisa e que monitorou o trabalho de coleta de dados.

Na Europa, além de divergências políticas, muitos entrevistados optaram pelo item imigração (tensão entre imigrantes e pessoas nascidas no país) como foco de tensão polarizadora em seus países.

Mas, enquanto a tensão entre imigrantes e locais é citada como problema por 61% dos italianos, 50% dos britânicos e 46% dos alemães, apenas 8% dos brasileiros a veem como foco de tensão no país.

O terceiro item mais apontado no mundo como foco de inquietude é a tensão social entre ricos e pobres, escolhido por 65% dos russos e chineses que participaram da pesquisa. No Brasil, essa porcentagem é de 40%.

A pesquisa permitia mais de uma resposta para a pergunta sobre fontes de tensão. Além da tensão entre pessoas de visões políticas divergentes, entre ricos e pobres e entre imigrantes e locais, os entrevistados podiam escolher a tensão entre jovens e velhos, homens e mulheres, grupos religiosos e etnias diferentes.

Na Europa, foram coletados dados em 11 países: Bélgica, França, Alemanha, Hungria, Itália, Polônia, Rússia, Espanha, Suécia, Sérvia e Reino Unido.

“Toda a Europa mostra uma tendência muito similar, com pelo menos três entre quatro participantes dizendo que suas respectivas sociedades estão muito ou razoavelmente divididas”, diz Glenn Gottfried.

Para Gottfried, as divisões entre os europeus cresceram de forma mais proeminente. “Isso pode ser um reflexo do clima político e da guinada mais à direita que temos visto em algumas partes do continente; isso pode estar fazendo com que as pessoas sintam mais tensões. Os dois estão correlacionados”, explica.

Por isso, segundo ele, a questão da imigração aparece forte em países como Itália, França, Suécia e Reino Unido. Mas Gottfried diz que as percepções de divisões sociais mais tradicionais ainda persistem, como a entre ricos e pobres.

TENSÃO NA SOCIEDADE

Onde estão as maiores fontes de divisão no mundo, segundo entrevistados em 27 países

44% acreditam que a maior fonte de tensão está entre quem difere politicamente; no Brasil são 54%

36% dizem estar entre ricos e pobres; no Brasil são 40%

30% acham que há tensão entre imigrantes e pessoas que nasceram no país; no Brasil são 8%

27% acreditam que a maior divisão está entre diferentes grupos religiosos; no Brasil são 38%

25% acham que estão entre diferentes etnias; no Brasil também

11% vêem divisão entre idosos e jovens / homens e mulheres

(Ipsos-BBC. Pesquisa online em 27 países)

“As tensões baseadas na classe social e na renda ainda existem. No Reino Unido, por exemplo, cerca de um terço dos entrevistados vê tensões entre ricos e pobres. Na Hungria mais pessoas veem tensões entre ricos e pobres que em relações a imigrantes”, observa.

Na América Latina, pelo menos três quartos dos participantes se veem divididos, a maioria por causa de questões políticas, mas também pela tensão entre ricos e pobres.

No Brasil, as diferenças religiosas também são apontadas como um grande problema por 38% dos entrevistados. Na Argentina, o tema é visto por apenas 8% como motivo de divisão da sociedade.

Os argentinos, contudo, têm uma alta percepção de que o país está dividido. Mais de 90% dos participantes disseram que a Argentina é um país muito ou relativamente dividido e 40% disse que a situação piorou nos últimos dez anos.

Análise: Política rachada na Argentina

O presidente da Argentina, Maurício Macri, fez campanha em 2015 prometendo acabar com “la grieta”, termo usado para descrever a polarização que cresceu no país durante os governos dos Kirchner (2003-2015).

No entanto, esse racha, que ainda faz parte da retórica argentina e é mencionado de forma recorrente pela mídia, está longe de acabar durante a gestão de Macri. Na verdade, ela pode ter se aprofundado, já que mais de 40% das pessoas sugeriram que seu país estava mais dividido agora do que há 10 anos.

Para o sociólogo Martin Gendler, da Universidade de Buenos Aires, é “interessante ver como as pessoas percebem esse racha como um fenômeno recente”.

“Na verdade, este país foi fundado com base numa série de dualidades e rivalidades que estão lá desde os primórdios da nação, e são ainda mais agudas do que em outros países. Elas foram reinterpretadas e ganharam novos significados ao longo dos anos, mas sempre giraram, em grande parte, em torno do confronto entre populismo versus antipopulismo”.

Um mundo muito menos tolerante?

Gottfied, contudo, é otimista. Ele diz que a pesquisa revela alguns indicadores e tendências positivos.

Dois terços dos participantes afiram que as pessoas no mundo têm mais coisas em comum que diferenças.

“Apenas um pequeno número diz que misturar pessoas com diferentes origens, culturas e pontos de vista causa conflitos”, salienta Gottfried.

Além disso, um terço dos participantes disse que essas interações podem levar a mal-entendidos, mas que estes podem ser superados. Ainda segundo a pesquisa, 40% dos entrevistados acreditam ser possível alcançar um melhor entendimento e respeito mútuos.

O Canadá, por exemplo, aparece como um dos países com mais alta percepção de tolerância: 74% dos canadenses disseram que o país é muito ou razoavelmente tolerante com pessoas de diferentes origens ou pontos de vista, seguidos por 65% dos chineses e 64% dos malaios.

BBC Brasil

 

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Geral

Oportunismo político nas chuvas: a diferença entre Natal, João Pessoa e Recife

Fotos: reprodução/redes sociais

Enquanto João Pessoa e Recife enfrentam fortes chuvas com alagamentos generalizados, protestos e pontos de calamidade, Natal registrou precipitações nas últimas 48 horas sem os impactos graves vistos nas duas capitais vizinhas.

Entre 1º e 28 de abril de 2026, a estação A304 do INMET em Natal acumulou 448 mm de chuva — três vezes a média histórica de 141 mm (período 2003-2025). Mesmo assim, a cidade lidou com o volume sem registrar os estragos significativos de João Pessoa e Recife.

Em João Pessoa, a oposição do PT – com figuras como Ricardo Coutinho e vereadores como Marcos Henriques – cobra duramente a prefeitura. As críticas são intensas, mas partem de um confronto político consistente com a gestão atual.

O mesmo vale para Recife. Ali, deputados e vereadores da oposição (principalmente do PP, PL e Novo) questionam drenagem e planejamento urbano. É um embate visível, mas dentro dos limites do jogo democrático. Não há torcida pela tragédia, e se ela chega há um mínimo de solidariedade em respeito aos afetados pelas chuvas.

Esse uso político das crises faz parte do debate. Não há como negar: oposição existe para fiscalizar e pressionar. O problema surge quando a cobrança vira exploração pura.

E é exatamente isso que diferencia Natal.

Na capital potiguar, a deputada Natália Bonavides e setores do PT costumam transformar qualquer chuva em oportunidade para atacar o prefeito Paulinho Freire. Há uma clara impressão de “quanto pior, melhor”. Parece haver uma torcida velada para que os problemas se agravem, de modo que o PT possa explorar o momento de forma mais conveniente.

Prova disso é o que estamos vendo agora. Choveu em Natal nos últimos dois dias, mas sem os estragos significativos registrados em João Pessoa e Recife. E, convenientemente, o oportunismo que marca presença em dias de maior crise simplesmente não aparece.

Quando não há estragos graves para explorar, o silêncio é eloquente. Isso revela que não se trata apenas de cobrança legítima por melhorias, mas de uma estratégia que se beneficia do caos.

As oposições em João Pessoa e Recife atuam dentro de um jogo político mais equilibrado. Em Natal, infelizmente, o nível de exploração parece ultrapassar o debate saudável e entrar no terreno do puro oportunismo.

A população merece oposição responsável – que cobre, fiscalize e proponha soluções. Não quem pareça comemorar as dificuldades alheias para colher vantagens eleitorais.

BG

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Geral

10ª Corrida do Trabalhador reúne 3 mil atletas, arrecada 3 toneladas de alimentos e reforça compromisso na gestão Nilda

Com cerca de 3 mil corredores nas ruas, arrecadação de 3 toneladas de alimentos e recorde de participação na categoria de pessoas com deficiência, a 10ª edição da Corrida do Trabalhador movimentou Parnamirim nesta sexta-feira (1º) e transformou o feriado em uma grande celebração de esporte, inclusão e solidariedade.

Quem também entrou no clima foi a prefeita Nilda, que não ficou apenas na largada: acompanhou tudo de perto e ainda encarou o percurso completo de 5 km, lado a lado com os participantes.

“Foi lindo de ver. Uma energia contagiante, famílias reunidas, atletas dando o seu melhor e, principalmente, um grande gesto de solidariedade com essas doações. Parabéns a todos que participaram e fizeram dessa corrida um momento tão especial para nossa cidade”, destacou a prefeita.

A organização também foi um dos pontos mais elogiados: estrutura bem montada, segurança garantida, trânsito organizado, boa sinalização em todo o percurso, além de pontos de hidratação e distribuição de frutas para os atletas. Todos os participantes receberam medalha, e a premiação contou ainda com troféus para os destaques, tudo pensado para oferecer a melhor experiência possível aos corredores.

Os vencedores em cada categoria foram:

Cidadão Parnamirinense (Masculino e Feminino)
Troféu para os 5 primeiros colocados:

Feminino:
1º Tamires Larissa Souza da Rocha
2º Jennys Barillas
3º Raniele Oliveira
4º Rita Leite da Silva Ribeiro
5º Geiza de Souza Virginio da Silva

Masculino:
1º Leonardo Teixeira de Lima
2º Silas Silva de Melo
3º Francisco Janilson de Almeida
4º João Cordeiro do Nascimento
5º Gabriel Lucas

Categoria Geral (Masculino e Feminino)
Troféu para os 5 primeiros colocados:

Feminino:
1º Janaina Fernandes Sales da Costa
2º Laura Gessica de Oliveira Costa
3º Camila Machado do Nascimento
4º Claudiana Cristina do Nascimento Silva
5º Rayane Daniel Torquato

Masculino:
1º José Adailton
2º Francisco Nascimento
3º Jean da Silva Cosme
4º Cleyvan Antonio dos Santos Rocha
5º Leandro Reinaldo Rodrigues

Pessoas com Deficiência (PCD) – 1º lugar por subcategoria:

Feminino:
Membro inferior – Rita Catarina Tonico da Cunha
Auditivo – Maria Cristine Santiago de Lima Dantas
Membro superior – Maria Vieira de Lima
Visual – Rita Maria André da Silva

Masculino:
Membro inferior – José Augusto Ribeiro de Oliveira
Membro superior – João Oliveira de Bastos
Visual – Joevan Francisco de Oliveira Costa

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Geral

VÍDEO: “Quem mais comete crime no Brasil é a polícia”, diz Daniela Mercury

A fala de Daniela Mercury insinuando que o cantor Edson Gomes batia na própria mulher não foi a única polêmica envolvendo a cantora na premiação do Troféu Armandinho e Irmãos Macêdo, realizada na noite da última terça-feira (28), em Salvador.

Daniela também afirmou que “quem mais comete crime no Brasil é a polícia”. Ela continuou, dizendo que “mais de 60% dos crimes não são os bandidos, não são os pretos… é de uma polícia que precisa ser educada”

Opinião dos leitores

  1. Ela aprendeu com Lula. Cria as “narrativas” e passa a divulgar para o povo pensar q é verdade. Xô Rouanet!!

  2. Uma completa IDIOTA ,o pior disso tudo é que vive só mamando nas tetas do governo e nós trabalhadores pagando seus luxos.

  3. Uma completa IDIOTA ,o pior disso tudo é que vive só mamando nas tetas do governo e nós trabalhadores pagando seus luxos

  4. Genial. Vamos trocar a farda pelo abadá e pedir pro tráfico fazer a segurança do Carnaval. Certeza que a ‘taxa de proteção’ vai ser super amigável.

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Geral

Cinco presos fogem de Alcaçuz após danificarem cela

Foto: divulgação/SEAP

Cinco detentos fugiram da Penitenciária Estadual de Alcaçuz. A fuga foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte neste sábado (2).

Segundo a pasta, os presos estavam na área de triagem do Pavilhão 1 e conseguiram escapar após danificarem a cela, durante o período de chuvas intensas no estado.

Os fugitivos são:

  • Carlos Soares Alves da Silva
  • Jefferson Cleyton Lima da Silva
  • Maycon Dias Mora
  • Pedro Gabriel da Silva
  • Rodrigo da Silva Nascimento

As forças de segurança foram acionadas e realizam buscas para recaptura. As circunstâncias da fuga estão sendo investigadas.

A população pode repassar informações de forma anônima pelo telefone 190. A última fuga registrada na unidade ocorreu em julho de 2021.

Opinião dos leitores

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Geral

STF tem quase 700 processos à espera de novo ministro após rejeição de Messias; entre os temas estão Lava Jato, aborto e previdência

Foto: reprodução/Agência Pública

Após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado, o STF (Supremo Tribunal Federal) segue com centenas de processos aguardando a definição de um novo ministro para assumir a vaga aberta desde a saída de Luís Roberto Barroso da relatoria desses casos. Agora, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar outro nome para a corte.

Levantamento no site do STF mostra que pelo menos 682 processos estão vinculados ao gabinete que será ocupado pelo futuro ministro. As ações tratam de temas sensíveis e de grande impacto social, que devem ficar sob a relatoria do indicado assim que ele tomar posse.

Casos

Entre os casos, estão ações sobre a descriminalização do aborto, questionamentos sobre regras para operações policiais no Rio de Janeiro, recursos remanescentes da Operação Lava Jato, além de processos que discutem candidaturas avulsas e pontos da reforma da Previdência.

No âmbito da Lava Jato, há cerca de 100 processos relacionados a bloqueio de bens e pagamento de multas de investigados que firmaram acordos de delação premiada.

Também aguardam relatoria 13 ações que contestam mudanças promovidas pela reforma da Previdência de 2019, que instituiu idade mínima para aposentadoria, alterou o cálculo de benefícios, modificou alíquotas de contribuição e criou regras de transição.

Outro tema relevante envolve a cobertura de tratamentos fora do rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). O STF já decidiu, por 7 votos a 4, que planos de saúde podem ser obrigados a custear procedimentos não listados, desde que cumpridos critérios técnicos — decisão que ainda é alvo de recursos.

Há ainda ações que tratam da possibilidade de perda de mandato por infidelidade partidária em cargos majoritários, da gratuidade para retificação de nome e gênero de pessoas trans em situação de vulnerabilidade e da constitucionalidade do ensino domiciliar (homeschooling).

R7

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Política

Petista vira ministro do TCU após acordo político; veja bastidores da escolha

Foto: Arquivo/Câmara dos Deputados

O deputado federal Odair Cunha (PT-MG) será o primeiro petista a assumir como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele foi eleito pela Câmara dos Deputados com 303 votos e tomará posse no próximo dia 20 de maio, após renunciar ao mandato. A escolha ocorreu em meio a articulações políticas dentro do Congresso.

De acordo com informações de bastidores, a eleição de Cunha foi resultado de um acordo entre o PT e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), envolvendo apoio político na disputa interna da Casa, conforme o Poder360.

Pela Constituição, o TCU é composto por nove ministros, sendo seis indicados pelo Congresso Nacional e três pelo presidente da República. Em tese, os nomes devem ter notório saber jurídico, contábil ou econômico, além de reputação ilibada.

Na prática, segundo especialistas, o tribunal tradicionalmente abriga ex-parlamentares e indicações políticas. O órgão, que tem nome de tribunal, não integra o Judiciário e atua como instância de fiscalização das contas públicas.

Com seis mandatos como deputado federal, Cunha é advogado e já foi relator da CPI do Cachoeira. Ele deve deixar o cargo na Câmara no dia anterior à posse no TCU.

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Saúde

Bolsonaro passa por 14ª cirurgia após facada; veja o que aconteceu

Foto: Reprodução/Facebook

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por uma nova cirurgia nesta sexta-feira (1º), em Brasília, e chegou ao total de 14 operações desde a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG). A intervenção mais recente foi no ombro, após uma queda em janeiro.

Do total de cirurgias, dez estão relacionadas diretamente às sequelas do atentado de 2018 e a complicações decorrentes de procedimentos anteriores. De acordo com informações médicas, o ex-presidente também enfrenta crises de soluço crônico, que já causaram episódios de refluxo com risco à via respiratória.

As intervenções mais recentes antes da atual ocorreram no fim de 2025. Segundo informações, uma delas corrigiu duas hérnias na região da virilha, enquanto outras tiveram como objetivo bloquear o nervo frênico, na tentativa de reduzir as crises de soluço.

A cirurgia desta sexta foi feita no manguito rotador do ombro, afetado após uma queda ocorrida em janeiro, quando Bolsonaro estava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O ex-presidente chegou ao hospital nas primeiras horas da manhã e contou com escolta da Polícia Militar do Distrito Federal até a unidade de saúde. A ex-primeira-dama também acompanhou a internação.

Opinião dos leitores

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Política

Escala 6×1 pode não acabar agora; entenda o impacto da crise entre Lula e Alcolumbre

Foto: Reprodução

A crise entre o presidente Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ganhou novos desdobramentos após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e já impacta a tramitação de propostas prioritárias do governo, incluindo a que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.

Conforme o Metrópoles, o desgaste político aumentou nos últimos dias e pode dificultar o avanço de matérias consideradas estratégicas no Congresso. Entre elas está a chamada PEC da Segurança Pública, que, de acordo com informações oficiais, aguarda andamento no Senado desde março, sem definição de relatoria até o momento.

A tensão também acende alerta sobre o futuro da proposta que trata do fim da jornada 6×1. Apesar do apelo popular, há avaliação interna de que o cenário político pode atrasar a tramitação ou levar a mudanças no texto durante a análise pelos parlamentares.

Atualmente, a proposta está em discussão na Câmara dos Deputados. Parlamentares analisam a possibilidade de incluir uma regra de transição de até quatro anos — hipótese que, segundo fontes, enfrenta resistência dentro do Executivo. Integrantes do governo defendem ajustes mais limitados, especialmente para setores mais impactados.

Para evitar alterações consideradas prejudiciais, o Planalto também encaminhou um projeto de lei alternativo em regime de urgência. Diferentemente de uma proposta de emenda à Constituição, esse tipo de medida depende de sanção presidencial, o que, na avaliação de aliados, permitiria maior controle sobre o conteúdo final.

Ainda conforme o Metrópoles, nos bastidores, a leitura é que o ambiente de tensão entre Executivo e Senado pode atrasar decisões importantes e impactar o calendário de votações, especialmente em um momento pré-eleitoral, quando o governo tenta acelerar entregas e reforçar sua agenda.

Opinião dos leitores

  1. Na minha opinião o colaborador deveria ganha por hora trabalhada. Simples! Quem quer ganhar mais faz mais horas. Isso já acontece nos países desenvolvidos

    1. Eu, bancário é uma profissão em extinção. Pense nisso!

    2. Falou o especialista provavelmente nunca que nunca abriu um CNPJ na vida

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Geral

ALERTA MÁXIMO: chuvas intensas colocam RN em risco neste sábado (2); veja onde

Foto: Divulgação/Inmet

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta de perigo para chuvas intensas em todo o RN neste sábado (2), com previsão de chuvas entre 30 e 60 mm por hora e até 100 mm por dia, além de ventos que podem chegar a 100 km/h. O aviso aponta risco de alagamentos, quedas de árvores, descargas elétricas e falta de energia. Ao todo, 118 municípios estão sob alerta laranja.

De acordo com o INMET, o volume de chuva previsto é considerado elevado e pode causar transtornos em diversas regiões do estado. Há risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica, além de danos estruturais provocados pelos ventos intensos.

Segundo orientações da Defesa Civil, a população deve evitar abrigo sob árvores durante rajadas de vento, não estacionar veículos próximos a torres ou placas e, se possível, desligar aparelhos elétricos para evitar danos. A recomendação é que os moradores acompanhem atualizações e, em caso de emergência, acionem a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).

Orientações importantes

  • Evite abrigo sob árvores
  • Não estacione próximo a torres ou placas
  • Desligue aparelhos elétricos se possível
  • Acione Defesa Civil (199) ou Bombeiros (193) em caso de emergência

📍 Municípios afetados pelo alerta do INMET

Açu Afonso Bezerra Alto do Rodrigues
Angicos Apodi Areia Branca
Arês Augusto Severo Baía Formosa
Baraúna Barcelona Bento Fernandes
Bodó Bom Jesus Brejinho
Caiçara do Norte Caiçara do Rio do Vento Campo Redondo
Canguaretama Caraúbas Carnaubais
Ceará-Mirim Cerro Corá Coronel Ezequiel
Currais Novos Espírito Santo Extremoz
Felipe Guerra Fernando Pedroza Florânia
Galinhos Goianinha Governador Dix-Sept Rosado
Grossos Guamaré Ielmo Marinho
Ipanguaçu Itajá Jaçanã
Jandaíra Januário Cicco Japi
Jardim de Angicos João Câmara Jucurutu
Jundiá Lagoa d’Anta Lagoa de Pedras
Lagoa de Velhos Lagoa Nova Lagoa Salgada
Lajes Lajes Pintadas Macaíba
Macau Maxaranguape Montanhas
Monte Alegre Monte das Gameleiras Mossoró
Natal Nísia Floresta Nova Cruz
Paraú Parazinho Parnamirim
Passa e Fica Passagem Pedra Grande
Pedra Preta Pedro Avelino Pedro Velho
Pendências Poço Branco Porto do Mangue
Pureza Riachuelo Rio do Fogo
Ruy Barbosa Santa Cruz Santa Maria
Santana do Matos Santo Antônio São Bento do Norte
São Bento do Trairí São Gonçalo do Amarante São José de Mipibu
São José do Campestre São Miguel do Gostoso São Paulo do Potengi
São Pedro São Rafael São Tomé
São Vicente Senador Elói de Souza Senador Georgino Avelino
Serra Caiada Serra de São Bento Serra do Mel
Serrinha Sítio Novo Taipu
Tangará Tenente Laurentino Cruz Tibau
Tibau do Sul Touros Triunfo Potiguar
Upanema Várzea Vera Cruz
Vila Flor

 

Alerta amarelo nos demais municípios potiguares

Para o restante do estado, o INMET também emitiu um alerta de perigo potencial (amarelo) para chuvas intensas neste sábado (2), válido até 23h59.

A previsão é de chuva entre 20 e 30 mm por hora, podendo chegar a 50 mm por dia, com ventos de 40 a 60 km/h. O risco é considerado baixo, mas pode haver alagamentos, queda de galhos e falta de energia em alguns pontos.

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Política

Após derrota no Senado, Lula sofre pressão para indicar mulher ao STF; entenda

Foto: Reprodução

A rejeição do nome do advogado-geral da União para o STF aumentou a pressão sobre o presidente Lula (PT), que agora enfrenta cobranças para indicar uma mulher para a vaga aberta na Corte. O movimento ocorre após derrota no Senado e amplia o clima de tensão em torno da escolha, conforme O Antagonista.

Um grupo formado por 524 magistrados divulgou um manifesto defendendo que a indicação recaia sobre uma mulher, preferencialmente negra. O documento aponta que o STF tem atualmente apenas uma ministra, o que, segundo o movimento, evidencia desigualdade na composição da Corte.

Segundo o texto, a sub-representação é ainda maior quando se trata de mulheres negras, que não ocupam cadeiras em tribunais superiores. O grupo afirma que a escolha pode representar um avanço institucional e reforçar a diversidade no Judiciário.

Nos bastidores, segundo fontes do Planalto, há divisão sobre o próximo passo. Uma ala defende deixar a vaga em aberto para evitar nova derrota política, enquanto outra avalia indicar uma mulher negra, apostando no custo político de eventual rejeição pelo Senado.

Já o presidente do Senado afirmou, de acordo com declarações públicas, que a decisão final sobre a vaga pode ficar para após as eleições, o que aumenta ainda mais a incerteza sobre o desfecho.

Leia na íntegra o “Manifesto pela indicação de uma mulher ao Supremo Tribunal Federal”

Abre-se nova oportunidade ao Presidente Lula de promover reparo histórico e indicar, desta vez, o nome de uma mulher, preferencialmente negra, para ocupar uma das cadeiras de Ministra do STF. É importante destacar que, apesar de as mulheres representarem mais da metade da população brasileira, sua presença nos cargos mais elevados do Judiciário ainda é extremamente reduzida. Atualmente, apenas a Ministra Carmen Lúcia ocupa tal cargo no mais importante Tribunal do País, o que coloca o Brasil em número aquém da média global e contribui para uma média das mais baixas da América Latina e Caribe no que se refere à participação feminina em tribunais superiores. Essa disparidade é agravada quando falamos de mulheres negras, que ainda não alcançaram qualquer posição nos tribunais superiores, evidenciando a necessidade urgente de uma política de nomeações mais inclusiva.

Mais do que representatividade, defendemos uma mudança estrutural: a inclusão de perspectivas diversas, experiências de vida plurais e vozes historicamente sub-representadas, fortalecendo a legitimidade do tribunal e contribuindo para uma Justiça verdadeiramente democrática. A construção de uma sociedade mais justa e igualitária depende diretamente de um Judiciário que represente, de forma equitativa, a diversidade da população brasileira.

O Movimento Nacional pela Paridade no Judiciário continua sua luta para assegurar a paridade de gênero e raça em todas as esferas do Poder Judiciário. Nossa atuação, apartidária e plural, busca garantir que o espaço para mulheres, nas instâncias de poder seja ampliado, em consonância com os valores democráticos e os direitos fundamentais estabelecidos na Constituição.

Movimento Nacional pela Paridade no Judiciário

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