Ômega-3 reduz morte de neurônios pelo vírus Zika, diz pesquisa

Foto: Robson Moura/TV Brasil

Testes clínicos realizados no Laboratório de Imunologia e Inflamação (Limi) da Universidade de Brasília (UnB) indicam que o ômega-3 – um ácido graxo normalmente encontrado em peixes que reduz o colesterol ruim no organismo – combate a inflamação dos neurônios causada pelo vírus Zika. A substância também auxilia na redução da carga viral nas células do sistema nervoso humano.

O vírus Zika acarreta em complicações neurológicas, como encefalites, Síndrome de Guillain Barré e microcefalia. Com a infecção do vírus Zika, as mitocôndrias das células nervosas, que capturam energia e funcionam como uma espécie de “pulmão celular”, são atacadas e sofrem estresse oxidante. O desfecho é a morte dos neurônios.

“Quando o Zika infecta um neurônio, ele faz com que esse neurônio produza série de moléculas inflamatórias, citotóxicas e radicais livres que vão causar dano ao DNA”, descreve a coordenadora do Limi/UnB e professora do Depastamento de Biologia Celular Kelly Magalhães.

“O pré-tratamento do ômega-3 faz com que a célula produza outras moléculas que têm atividade antagônica ao que o Zika faz”, detalha professora que orientou a pesquisadora Heloísa Braz-de-Melo, estudante de mestrado, responsável pelo estudo recentemente publicado em revista científica internacional. Com o ômega 3, os neurônios produzem moléculas neuro protetoras e anti-inflamatórias.

A investigação sobre os efeitos do ômega-3 sobre na prevenção e tratamento aos efeitos do vírus Zika foi feita a partir de amostra do vírus isolado de um paciente infectado em Pernambuco no ano de 2015, quando houve surto da doença em alguns estados brasileiros. Pesquisadores da Universidade de Brasília também realizaram testes com camundongos, os resultados deverão ser divulgados ainda neste semestre. O Limi/UnB participa de rede internacional com laboratórios do Canadá, Escócia e Estados Unidos para pesquisar o vírus Zika.

Infertilidade masculina

Além de identificar novos benefícios do ômega-3 contra o Zika, o laboratório também identificou que o vírus pode acarretar infertilidade masculina. “A gente está demonstrando que a infecção do zika vírus também causa a infertilidade masculina. Quando o camundongo é infectado, o vírus se aloja no testículo, causa morte de espermatozoides ou anormalidades morfológicas de movimento”, assinala Kelly Magalhães.

O Zika Vírus é transmitido por picada do mosquito Aedes Aegypti, relação sexual, e da mãe para o feto durante a gravidez. Os sintomas mais comuns são vermelhidão no corpo e coceira depois de alguns dias. Pode ocorrer febre baixa, nem sempre percebida, conjuntivite sem secreção, dor de cabeça, dor muscular e até dor nas juntas.

As medidas de controle são semelhantes às da dengue e chikungunya. Conforme o Ministério da Saúde, “a melhor forma de prevenção, e a mais eficaz, é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que pode se tornar um possível criadouro, como em vasos de plantas, lagões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas e pratos de plantas”.

O ômega-3 é encontrado no óleo de peixes de águas frias e profundas (salmão, atum, bacalhau, cação) e óleos vegetais e linhaça. O nutriente é vendido em cápsulas por farmácias e lojas de suplementos alimentares. A compra não exige prescrição médica, a orientação especializada, no entanto, é recomendada pelos pesquisadores. O preço do produto varia conforme a concentração da substância.

Agência Brasil

 

Homens evitam reuniões com colegas mulheres no trabalho, diz pesquisa

Imagem: Getty Images/iStockphoto

Homens estão relutantes em falar com suas colegas de trabalho mulheres, aponta um estudo divulgado pelo jornal Independent.

A Universidade de Houston, nos Estados Unidos, começou uma análise em 2018 para saber os efeitos de movimentos como o “MeToo”, a respeito de casos de assédio, na interação entre homens e mulheres no local de trabalho.

De acordo com a pesquisa, em 2019, mais de 25% dos funcionários do sexo masculino hesitariam em ter uma reunião com uma colega do sexo oposto sem haver outra pessoa no local. Um ano antes, eles eram 14%.

Um dos resultados também aponta que os homens estão 3% menos suscetíveis a contratar uma mulher que eles achem atraente.

Outro dado é que homens estão 6% menos dispostos a colocarem uma mulher em um posto que requer “relações interpessoais próximas”, como viajar em conjunto.

A pesquisa ouvir 152 homens e 303 mulheres que atuam em uma gama variada de funções.

Universa – UOL

Depressão está relacionada a excesso de gordura corporal, diz pesquisa

Pesquisadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, relacionaram a depressão ao excesso de gordura corporal em um novo estudo. A análise foi feita comparando informações de quase 1 milhão de pessoas de diversos países.

De acordo com a pesquisa, um excesso de dez quilos de gordura já aumenta em 17% o risco de desenvolver depressão. E essa probabilidade pode ser ainda maior se o peso na balança subir. “Um dos pontos fortes do nosso estudo é que conseguimos ampliar e observar a relação específica entre a quantidade de gordura corporal e o risco de depressão”, afirmou um dos autores, Søren Dinesen Østergaard, em comunicado.

Como explicou o especialista, trabalhos anteriores utilizaram predominantemente o Índice de Massa Corporal (IMC) para medir a obesidade, o que é um problema: como o índice é calculado apenas com base no peso e na altura, não leva em conta, por exemplo, os percentuais de gordura e de massa muscular.

Além disso, a análise também indicou que a localização da gordura no corpo não faz diferença no risco de desenvolver a doença, o que sugere que são as consequências psicológicas do excesso de peso ou obesidade que levam ao aumento do risco de depressão. “Se o contrário fosse verdade, teríamos observado que gordura localizada no centro do corpo aumenta mais o risco, já que tem o efeito mais prejudicial em termos biológicos”, apontou Østergaard.

Para os especialistas, esse estudo contribui para melhorar os índices globais de obesidade, que atinge quase 40% da população mundial. Contudo, eles ressaltam a importância de fazer isso sem comportamentos gordofóbicos, que podem prejudicar ainda mais quem sofre com o problema: “Os esforços da sociedade para combater a obesidade não devem estigmatizar, porque provavelmente aumentará ainda mais o risco de depressão. É importante ter isso em mente para que possamos evitar fazer mais mal do que bem no esforço para conter a epidemia de obesidade”, explicou o pesquisador.

Galileu

 

Ter um cachorro ou outro animal de estimação faz bem para saúde do coração, diz pesquisa

Ter um cachorro – ou outro animal de estimação – faz um bem danado para o coração. É o que aponta um estudo recém-publicado na revista científica MayoClinic. A pesquisa foi desenvolvida pela equipe do Kardiozive Brno 2030, um projeto estudo sobre saúde cardiovascular realizado no leste europeu.

“Em geral, as pessoas que possuíam qualquer animal de estimação tinham maior probabilidade de realizar atividades físicas, ter uma dieta melhor e o nível ideal de açúcar no sangue”, disse Andrea Maugeri, coautor da pesquisa, em comunicado. “Mas os maiores benefícios de se ter um pet foram notados em quem possuía um cachorro, independentemente de idade, sexo e nível de educação.”

O estudo registrou informações de 2 mil voluntários que vivem na cidade de Brno, na República Tcheca. Tempos depois, os pesquisadores fizeram uma nova avaliação dessas pessoas, analisando o que havia mudado em termos de índice de massa corporal (o famoso IMC), dieta, atividade física, tabagismo, pressão arterial, glicemia e colesterol.

Ao comparar os resultados, os especialistas concluíram que existe, sim, um elo entre ter um companheiro animal (em especial se for um cão) e apresentar melhor saúde cardiovascular. “Os achados do estudo apoiam a ideia de que as pessoas podem adotar, resgatar ou comprar um animal de estimação como uma potencial estratégia para melhorar sua saúde cardiovascular”, comenta Maugeri.

Mas, para que o peludo realmente dê um up no seu bem-estar, é preciso garantir que tanto a sua rotina quanto a dele sejam ativas. Ah, vai: fazer uma caminhada ou dar aquela corrida no parque vai ficar muito mais gostoso, né?

Galileu

 

Só 15,5% dos brasileiros concordariam com a soltura de criminosos por causa das mensagens roubadas da Lava Jato, diz pesquisa CNT

Só 15,5% dos brasileiros concordariam com a soltura de criminosos por causa das mensagens roubadas da Lava Jato, diz a pesquisa da CNT. O golpe da “imprensa Glenn Greenwald”  para tirar Lula da cadeia foi um fiasco.

O Antagonista

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Papudim disse:

    Quem concorda com a soltura dos bandidos, que assine a petição de soltura e adoção deste bandido, e que seja obrigado a acolhê-lo em sua própria casa….

Obesidade no país aumentou entre 2006 e 2018, diz pesquisa

Conselho Federal de Nutricionistas/Direitos Reservados

Enquanto parte dos brasileiros incorporou mais frutas e hortaliças à dieta e tem se exercitado mais, outra parcela da população está ficando mais obesa.

De acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Ministério da Saúde, a taxa de obesidade no país passou de 11,8% para 19,8%, entre 2006 e 2018.

Foram ouvidas, por telefone, 52.395 pessoas maiores de 18 anos de idade, entre fevereiro e dezembro de 2018. A amostragem abrange as 26 capitais do país, mais o Distrito Federal.

Para o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, apesar de ter havido melhora no cardápio, o brasileiro ainda compra muitos itens calóricos e sem tanto valor nutricional. “Temos ainda um aumento maior de obesidade porque ainda há consumo muito elevado de alimentos ultraprocessados, com alto teor de gordura e açúcar.” Segundo ele, o excesso de peso é observado sobretudo entre pessoas de 55 e 64 anos e com menos escolaridade.

O estudo mostra que, no período, houve alta do índice de obesidade em duas faixas etárias: pessoas com idade que variam de 25 a 34 anos e de 35 a 44 anos. Nesses grupos, o indicador subiu, respectivamente, 84,2% e 81,1% ante 67,8% de aumento na população em geral.

A pesquisa Vigitel reúne dados sobre o excesso de peso e confere a prática de exercícios – Ginecomastia.org/Direitos Reservados

A capital com o menor índice de obesidade foi São Luís, com 15,7%. Na outra ponta, está Manaus, com 23% de prevalência.

O ministério destacou que, no ano passado, ocorreu uma inversão quanto ao recorte de gênero. Diferentemente do padrão verificado até então, identificou-se um nível maior de obesidade entre as mulheres. A percentagem foi de 20,7% contra 18,7% dos homens.

Além de conferir a prevalência de obesidade, a Vigitel reúne dados sobre o excesso de peso. Os pesquisadores concluíram que mais da metade da população brasileira (55,7%) se encontra nessa condição, índice que resultou de um crescimento de 30,8%, acumulado ao longo dos 13 anos de análise. Em 2006, a proporção de brasileiros com excesso de peso era de 42,6%.

Nesse quesito, o grupo populacional com predominância é o de pessoas mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos. As mulheres apresentaram um crescimento mais significativo do que os homens. O delas aumentou 40%, ao passo que o deles subiu 21,7%.

Mudança de hábitos

A pesquisa também constatou que os brasileiros têm seguido uma linha de hábitos mais saudável. O consumo regular de frutas e hortaliças, por exemplo, passou de 20% para 23,1%, entre 2008 e 2018, uma variação de 15,5%.

A recomendação é da ingestão de, no mínimo, cinco porções diárias desses alimentos, cinco vezes por semana, segundo parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com base nessa referência, a Vigitel considera que as mulheres têm se alimentado melhor, já que 27,2% delas mantêm o consumo recomendado. Entre homens, a taxa é de 18,4% e, entre brasileiros, de 23,1%.

Mexendo o corpo

Outro registro positivo diz respeito à prática de atividades físicas no tempo livre. A taxa subiu 25,7%, na comparação de 2009 com 2018. O salto foi de 30,3% para 38,1%.

A dedicação a uma rotina de exercícios que dure ao menos 150 minutos semanais, é algo mais comum entre homens (45,4%) do que mulheres (31,8%). Adultos com idade entre 35 e 44 anos geraram o aumento mais expressivo na última década, de 40,6%.

A taxa global de inatividade física sofreu queda de 13,8% em relação a 2009. O percentual de inatividades das mulheres é de 14,2% e o dos homens, ligeiramente inferior, de 13%.

Ao mesmo tempo em que muitos deixam o sedentarismo, um número maior de pessoas também afasta da mesa refrigerantes e bebidas açucaradas. Ao todo, de 2007 a 2018, o índice de consumo desses produtos caiu 53,4% entre adultos das capitais.

Em material distribuído à imprensa, o ministério ressalta que uma das medidas do governo federal para promoção de uma alimentação adequada é um acordo fechado com representantes da indústria alimentícia, que se comprometeram a reduzir a quantidade de açúcar em produtos.

Segundo a pasta, o acordo, feito em novembro de 2018, deve atingir mais da metade das bebidas adoçadas, biscoitos, bolos, misturas para bolos, produtos lácteos e achocolatados que chegam às prateleiras dos mercados.

A previsão é de que 144 mil toneladas de açúcar deixem de ser usadas nos produtos até 2022.

Diabetes

No documento, o ministério ressalta que nos últimos anos os entrevistados da pesquisa Vigitel têm demonstrado um conhecimento mais amplo sobre saúde,o que facilita a descoberta de doenças como diabetes.

Na avaliação da pasta, outro fator que tem contribuído para os diagnósticos é o acesso às Unidades Básicas de Saúde (UBS), na Atenção Primária. De 2006 para 2018, houve um aumento de 40% no volume de pessoas diagnosticadas com a doença.

O balanço mais recente, feito no ano passado, contabilizou 7,7% da população adulta brasileira com o quadro de diabetes confirmado, proporção que era de 5,5% em 2006. As mulheres têm um percentual maior de diagnóstico: 8,1%. O índice dos homens é de 7,1%.

Segundo o ministério, no intervalo de 2008 a 2018, o acesso a medicamentos para diabetes aumentou em mais de 1.000%. No ano passado, foram distribuidos 3,2 bilhões de medicamentos a 7,2 milhões de pacientes. Em 2008, o quantitativo foi de 274 milhões de unidades entregues a 1,2 milhão de pacientes.

Atualmente, o SUS [Sistema Único de Saúde] oferta de forma gratuita o tratamento medicamentoso para a doença, entre eles, cloridrato de metformina, glibenclamida e insulinas NPH e regular. Em 2018, a pasta investiu R$ 726 milhões na aquisição dos medicamentos.

Agência Brasil

 

No Brasil, 84% evitam atender celular na rua por medo, diz pesquisa

Foto: Pond5

Os brasileiros têm medo de atender o smartphone na rua devido à insegurança crônica no país. Embora a sensação seja compartilhada por muitos, agora ela é confirmada por um estudo que mostra que 84% dos participantes evitam atender as chamadas quando estão fora de casa. Um terço toma o cuidado em qualquer rua, enquanto 51% dizem que a medida “depende da rua”. Apenas 16% dos entrevistados atendem ao telefone em qualquer lugar.

Os números fazem parte de um estudo cujos principais pontos o TechTudo antecipa em primeira mão. Intitulado de “Panorama Mobile Time/Opinion Box – Roubo de Celulares no Brasil – Julho de 2019”, o levantamento traz um raio X completo a partir de questionários online enviados a 2.532 brasileiros. Quase metade admite que já sofreu roubo ou furto de smartphone.

O medo é maior entre usuários que tiveram smartphone roubado ou furtado no passado. Dentre as pessoas que passaram pelo sufoco, 62% dizem ter sofrido o perrengue uma única vez, enquanto 27% declararam que por duas vezes tiveram o celular roubado ou furtado. Para piorar, 11% vivenciaram os crimes ao menos três vezes.

A Opinion Box e o site Mobile Time também produziram uma espécie de mapa dos assaltos de smartphones. O Brasil se divide da seguinte forma, quando considerado o percentual da população que ficou sem o aparelho por ação de bandidos:

Região Norte: 65%
Região Nordeste: 54%
Região Centro-Oeste: 47%
Região Sudeste: 45%
Região Sul: 34%

Na divisão por gêneros, os homens compõem o grupo que mais se queixou do problema, com 48% de vítimas, enquanto as mulheres equivalem a 46%.

A classificação etária traz o grupo entre 16 e 29 anos como principal vítima do roubo ou furto de smartphones (52%), seguido de perto pelo faixa entre 30 e 39 anos (44%). A população mais vivida aparece na lanterna (34%).

Ainda de acordo com o estudo, praticamente não há distinção entre alvos das classes A/B e vítimas das classes C/D/E.

O momento posterior ao crime também foi abordado pela pesquisa: 52% dos entrevistados disseram não ter feito boletim de ocorrência. A maioria bloqueou tanto o aparelho quanto o chip (55%), enquanto parcelas menores optaram por desativar só o chip de telefonia (21%) ou apenas o aparelho (6%). Além disso, 18% dos usuários simplesmente deixaram o assunto de lado e não tomaram nenhuma medida de bloqueio.

O que fazer uma vez que o ladrão leva embora o aparelho que guarda nossas vidas? O estudo revela que 72% dos consumidores compraram um telefone melhor, 15% pegaram um modelo similar e 11% acabaram substituindo por um telefone pior. Apenas 2% das vítimas não pegaram um novo smartphone – um sinal de que o equipamento se tornou indispensável.

Globo, via Techtudo

 

Cocaína é a droga mais usada por motoristas de veículos pesados, diz pesquisa

Erika Santelices | AFP / Getty Images

A cocaína é, de longe, a droga mais consumida por motoristas de veículos pesados (caminhões, ônibus e vans) que foram flagrados nos exames toxicológicos obrigatórios feitos em 2018.

De acordo com uma pesquisa inédita do Instituto de Tecnologias para o Trânsito Seguro, 69,1% dos condutores não conseguiram renovar suas habilitações por causa da cocaína.

Em seguida, aparecem os opiáceos (19,1%), a maconha (7%) e anfetaminas (4,8%). Em 2018, foram feitos 2,2 milhões de exames. Desses, apenas 47 mil (2%) deram positivo.

Em compensação, 918 mil motoristas não quiseram renovar suas carteiras. A pesquisa revelou ainda as cinco metrópoles onde houve maior consumo de cocaína: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e São Paulo.

Lauro Jardim – O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Turci disse:

    Lamentável.

  2. Lindolfo disse:

    É pouco, muito pouco, para o nível da corrupção que se instalou nesse país, isso é troco!
    Como manter o populismo arrecadando só isso?
    Como manter os cargos sem produtividade e pagar os salários?
    Como vão financiar a odebrecht, OAS, Camargo Correia e manter as AR$ticulações com uma arrecadação dessa?

Dois em cada três hotéis vazam dados pessoais de hóspedes, diz pesquisa com análise em 54 países

Pesquisa da empresa de segurança digital Symantec aponta que sistemas de reservas de hotéis compartilha informações confidenciais com anunciantes e empresas de análises de dados. — Foto: Kathy Willens/AP

Dois em cada três sites de hotéis inadvertidamente vazam detalhes de reservas de hóspedes e dados pessoais para sites de terceiros, incluindo anunciantes e empresas de análise de dados. A informação é parte de uma pesquisa divulgada pela empresa de segurança digital Symantec, nesta quarta-feira (10).

O estudo, que analisou mais de 1,5 mil sites de hotéis com duas a cinco estrelas em 54 países, foi divulgado vários meses depois que a rede Marriott International afirmou ter sofrido uma das piores violações de dados da história. A Symantec diz que a Marriott não foi incluída do levantamento.

As informações pessoais comprometidas incluem nomes completos, endereços de email, dados de cartão de crédito e números de passaporte de hóspedes que poderiam ser usados por criminosos cibernéticos, que estão cada vez mais interessados nos movimentos de profissionais influentes e funcionários de governo, disse a Symantec.

“Embora não seja nenhum segredo que os anunciantes estão rastreando os hábitos de navegação dos usuários, neste caso, as informações compartilhadas podem permitir que esses serviços façam login, visualizem detalhes pessoais e até cancelem a reserva”, disse Candid Wueest, pesquisador principal do estudo.

A pesquisa mostrou que os vazamentos geralmente ocorrem quando um site de um hotel envia emails de confirmação, que possui informações de reserva. O código de referência anexado ao link pode ser compartilhado com mais de 30 provedores de serviços diferentes, incluindo redes sociais, mecanismos de pesquisa e serviços de publicidade e análise.

Wueest disse que 25% dos responsáveis pela privacidade de dados nos sites de hotéis afetados não responderam à Symantec dentro de seis semanas quando notificados do problema, e os que responderam levaram uma média de 10 dias para fazê-lo.

“Alguns admitiram que ainda estão atualizando seus sistemas para serem compatíveis com o GDPR [legislação de proteção de dados na Europa]”, disse Wueest. A lei que entrou em vigor há cerca de um ano, impediria esse tipo de compartilhamento sem autorização. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados passa a vigorar em fevereiro de 2020 e deve trazer essas mudanças para companhias brasileiras.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Thamilla disse:

    Ótimo artigo. Lembro apenas que o prazo para entrada em vigor da LGPD brasileira passou a ser agosto de 2020 com a MP 869/18 de dezembro do ano passado. Portanto, as empresas ganharam mais seis meses para se adequar.

  2. João Pedro disse:

    É tudo culpa do PT!!!

Gatos imitam comportamento de humanos com quem convivem, diz pesquisa

A PERSONALIDADE DOS GATOS É INFLUENCIADA PELOS HUMANOS (FOTO: PEXELS)

Gatos são conhecidos por terem a personalidade forte e seguirem suas próprias vontades, muitas vezes sendo considerados até egoístas — uma grande injustiça com os bichinhos. Mas você sabia que o comportamento desses felinos é reflexo da personalidade dos tutores deles? Então se você reclama do seu animal de estimação, é hora de rever suas próprias atitudes.

Segundo o estudo publicado na revista científica PLOS One, essa relação acontece porque muitas pessoas consideram seus animais de estimação como membros da família, e formam laços sociais estreitos com eles. “É muito possível que os animais de estimação possam ser afetados pela maneira como interagimos com eles e os tratamos, e que ambos os fatores sejam, por sua vez, influenciados por nossas diferenças de personalidade”, explica Lauren Finka, uma das pesquisadoras, ao site The Telegraph.

Finka e sua equipe realizaram uma pesquisa com mais de 3 mil donos de gatos. Nela, fizeram série de perguntas seguindo o Big Five Inventory (BFI), um sistema de medição que avalia características da personalidade humana, como abertura para a experiências, conscienciosidade, extroversão, neuroticismo e agradabilidade.

Eles então descobriram que tutores com um nível maior de neuroticismo tinham gatos com “problemas comportamentais” (agressividade, ansiedade e medo, por exemplo) ou comportamentos relacionados ao estresse, além de excesso de peso.

Além disso, pessoas extrovertidas tinham maior probabilidade de ter animais que aproveitavam mais a liberdade fora de casa, enquanto os participantes que aparentavam ser mais agradáveis estavam mais satisfeitos com os seus pets.

Apesar dessas observações, os pesquisadores acreditam que é preciso fazer mais pesquisas para entender melhor nossa influência sobre os bichanos. “A maioria dos donos quer oferecer o melhor tratamento aos seus gatos, e esses resultados destacam uma relação importante entre nossas personalidades e o bem-estar de nossos animais de estimação”, disse Finka. “Os gatos nem sempre acham que viver como animais de estimação é fácil, e é importante que estejamos cientes de como nosso comportamento pode causar impactos, tanto de maneira positiva quanto negativa.”

Galileu

 

Hipertensão na adolescência dobra risco de doença renal na vida adulta, diz pesquisa

Foto: Pixabay

A hipertensão na adolescência dobra o risco de doença renal na vida adulta, independentemente do peso ou da gravidade da hipertensão. Isso é o que demonstrou um estudo realizado por pesquisadores israelenses e publicado no periódico médico Jama (Jornal da Associação Médica Americana).

Foram analisados dados de mais de 2,6 milhões de jovens candidatos ao serviço militar de Israel de 16 a 19 anos, a maioria do sexo masculino, entre 1967 a 2013. Entre eles, quase 8 mil apresentavam diagnóstico de hipertensão. Cerca de 20 anos depois, 2.189 desenvolveram doença renal com necessidade de diálise ou transplante renal.

A pesquisa ainda mostrou que cerca de metade dos jovens com hipertensão tinha sobrepeso ou obesidade, comprovando seu fator de risco para futuras doenças renais.

No entanto, mesmo com o controle do IMC (índice de massa corpórea), a hipertensão na adolescência duplicou o risco de doença renal na vida adulta.

O risco foi semelhante mesmo quando os jovens com hipertensão grave foram excluídos da análise.

Um dos autores do estudo, o médico Ehud Grossman, do Centro Médico Chaim Sheba, em Israel, alertou em entrevista ao jornal norte-americano The New York Times que adolescentes com hipertensão devem ser tratados.

“Não ignore a hipertensão em jovens”, afirmou. “Se você não a trata, aumenta o risco não apenas para doenças renais, mas também para acidentes vasculares cerebrais e doenças cardiovasculares”, completou.

Hipertensão é uma doença

Hipertensão arterial é o termo médico que se usa à alta pressão que exerce o coração para o sangue para passar pelas artérias. É considerada uma doença, sendo a principal causa de infarto e outras cardiopatias – as que mais matam no Brasil. Cerca de 300 milhões de pessoas morrem por ano dessas doenças.

É considerada hipertensa a pessoa que apresenta valores iguais ou acima de 14 por 9 (140mmHg x 90mmHg) ao ter pressão arterial medida em repouso.

A hipertensão é a causa de 60% dos infartos e 80% dos AVCs (acidente vascular cerebral), segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Além da hipertensão, os outros fatores de risco das cardiopatias são o colesterol alto e o diabetes. De acordo com a SBC, 94% das pessoas que sofrem de hipertensão não têm a doença controlada.

R7

 

Inflação do carnaval fica abaixo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), diz pesquisa

Os produtos e serviços mais consumidos no carnaval subiram, em média, 2,91% nos últimos 12 meses. Os números foram divulgados nessa segunda-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e refletem o período entre março de 2018 e fevereiro deste ano. O resultado ficou abaixo da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da FGV, que subiu 3,98% no mesmo período.

O cafezinho foi um dos itens que tiveram aumento inferior ao da inflação medida pelo IPC – Arquivo/Agência Brasil

Segundo o coordenador do IPC do Ibre, André Braz, a inflação do carnaval ficou menor que o IPC porque a economia ainda está andando um pouco devagar: “Temos ainda um número de desempregados bem grande, a inflação está contida e a previsão este ano é que ela continue abaixo da meta. Então, os preços andam bem-comportados”, disse o economista.

Para ele, um serviço ou outro surpreende um pouco, como por exemplo, as excursões, item que subiu 11,28%. Braz diz que o folião não vai estranhar muito os preços, mas deve ficar de olho no que acontece durante o carnaval. “Pela lei da oferta e da procura, os preços ficam diferenciados [nesse período]”.

Variações

Dos 23 itens pesquisados pelo Ibre/FGV, o gás natural veicular (GNV) foi o que mais subiu: 16,52%, enquanto o etanol teve deflação de 2,52%. André Braz reiterou que os desafios são hospedagem, pedágio, revisão de carro e comida fora de casa.

De acordo com o economista, uma forma de diminuir esse desafio é preparar pelo menos as principais refeições do dia em casa, ou no acampamento, e deixar para gastar na rua com a cerveja e a água mineral. “Dessa forma, dá para passar um carnaval sem estourar o orçamento.”

Conforme o levantamento do Ibre, subiram abaixo da inflação medida pelo IPC: óleo lubrificante (1,75%), pedágio (3,04 %), serviço de reparo em automóvel (3,74%), refeições em bares e restaurantes (2,82%), cafezinho (2,66%) e bebidas destiladas (2,19%). As menores variações foram observadas, porém, em cerveja (0,93 %) e hotel (0,53 %).

Além do item excursão, tiveram resultados negativos: preservativo e lubrificante (4,99%), doces e salgados (4,77%), café da manhã (4,59%) e sanduíches (4,29%), que subiram acima da inflação dos produtos consumidos no período carnavalesco.

Agência Brasil

 

Acordar sempre cedo ou muito tarde altera a função cerebral, diz pesquisa

A HORA QUE VOCÊ VAI DORMIR INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DO SONO! (FOTO: PEXELS/CREATIVE COMMONS)

A função cerebral de quem acorda muito tarde e de quem levanta cedo é diferente, de acordo com novo estudo publicado na revista Sleep. Pesquisadores examinaram os cérebros de 38 voluntários que iam dormir às 02:30 da madrugada e acordavam às 10:15, e de pessoas que costumavam deitar antes das 23:00 e levantavam por volta das 06:30 da manhã.

Testes cognitivos encontraram menos conectividade nas regiões do cérebro ligadas à manutenção da consciência nos participantes que foram dormir mais tarde. Eles também apresentaram menos atenção, reações mais lentas e aumento da sonolência. Os cientistas sugerem que pessoas que deitam mais tarde são prejudicados pelas “restrições de tempo” do dia a dia.

A pesquisa investigou a função cerebral em repouso dos voluntários usando ressonância magnética. Eles ainda realizaram uma série de tarefas das 08:00 às 20:00, e foram solicitados a relatar seus níveis de sonolência.

Os que levantavam cedo estavam menos sonolentos e tiveram reações mais rápidas nos testes matinais. Eles também desempenharam melhor suas atividades do que quem deitou mais tarde. Em contraste, quem foi dormir depois das 23:00 tinha menos sono e tempo de reação mais rápido às 20:00 da noite do dia seguinte, embora não tenham sido mais ativos.

A conectividade do cérebro nas regiões que previam melhor desempenho e menor sonolência foi maior em quem levanta cedo. Isso sugere que a conectividade nas pessoas que dormem tarde é prejudicada durante todo o dia de trabalho.

Elise Facer-Childs, do Centro para a Saúde do Cérebro Humano da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, afirmou que as descobertas “podem ser parcialmente motivadas pelo fato de que as atividades de quem dorme tarde são comprometidas por toda a vida”. A justificativa é o relógio biólogico. “Durante a escola, eles têm que levantar mais cedo. Depois começam trabalhar e têm que acordar cedo”, ela comentou. “Eles estão constantemente tendo que lutar contra suas preferências e seus ritmos inatos.”

Segundo a pesquisadora, havia uma “necessidade crítica” de entender como a adaptação aos horários rígidos pode afetar a saúde e a produtividade de quem costuma deitar mais tarde.

Cerca de 40 a 50% da população tem preferência por dormir mais tarde e levantar depois das 08:20 da manhã. “Um dia típico pode durar das 09:00 às 17:00, mas para quem deita tarde isso pode resultar em menor desempenho durante a manhã, menor conectividade cerebral em regiões ligadas à consciência e aumento da sonolência diurna”, disse Facer-Childs. “Se, como sociedade, pudéssemos ser mais flexíveis sobre como administramos o tempo, poderíamos percorrer um longo caminho para maximizar a produtividade e minimizar os riscos à saúde.”

Ela ainda enfatizou que as diferenças na conectividade cerebral não são um tipo de dano e provavelmente são reversíveis. Os testes não analisaram a função cerebral no final do dia, e é possível que outros fatores não detectados no estudo, como as escolhas de estilo de vida, possam ter afetado os resultados.

Alex Nesbitt, neurologista do King’s College em Londres, que não participou da pesquisa, disse que o estudo acrescenta evidências de que o desempenho do cérebro de uma pessoa é influenciado não apenas pela hora do dia, mas também pelo relógio biológico. “Está ficando cada vez mais claro que esses fatores são importantes quando as rotinas das 09:00 às 17:00 são impostas às pessoas”, acrescentou.

Galileu

 

Sobreviventes do câncer devem mudar estilo de vida, diz pesquisa

Sobreviver ao câncer é o principal objetivo de qualquer paciente com a doença. Pesquisa pioneira do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostrou que o desafio, no entanto, não termina com o fim do tratamento.

A pesquisa Compreendendo a Sobrevivência ao Câncer na América Latina: Os casos do Brasil foi desenvolvida ao longo dos anos de 2014 e 2015, com 47 indivíduos do Rio de Janeiro e Fortaleza que foram diagnosticados com câncer de próstata, de mama, do colo do útero ou leucemia linfoblástica aguda (LLA). O estudo analisou o pós-tratamento dos sobreviventes para garantir mais qualidade de vida a eles.

Um dos principais aspectos identificados foi a reavaliação que os pacientes fizeram sobre seus estilos de vida. Muitos deles deixaram de fumar e adotaram dietas mais saudáveis. Também foi percebida grande demanda de suporte emocional por parte dos sobreviventes e, principalmente, das famílias e cuidadores, que não contam com atendimento psicológico.

Depressão, problemas financeiros, dificuldade de reinserção no mercado de trabalho e o medo da recorrência da doença são apenas algumas das questões identificadas pelo estudo, que é um dos primeiros do país com enfoque, não no diagnóstico ou tratamento, mas na forma como os sobreviventes passaram a lidar com as consequências da doença.

Tratamento integral

A gerente da Divisão de Pesquisa Populacional do Inca, Liz Maria de Almeida, afirmou que os pacientes precisam de tratamento integral, mesmo após estarem livres da doença. É uma forma de evitar complicações futuras.

“Passamos mais tempo preocupados em mantê-los vivos, só que agora é preciso pensar em como eles estão vivendo. Agora a gente precisa olhar para a qualidade de vida. A depressão, por exemplo, atrapalha a resposta ao tratamento, então o apoio psicológico é muito importante. Outra questão é a parte financeira. Durante o tratamento, o paciente para de trabalhar e se ele é o chefe da família, isso impacta fortemente a família. A pessoa que acompanha o paciente também precisa faltar o trabalho, o que acaba impactando duplamente.”

Liz Maria ressaltou outro desafio, que é oferecer informações essenciais sobre a doença para que o paciente seja o agente principal do seu tratamento.

“O paciente não sabe nada sobre a doença, sobre o tratamento ao qual será submetido, sobre as possíveis complicações. Talvez a gente não consiga, de imediato, uma articulação entre todos os serviços que devem acompanhar a pessoa, mas a informação podemos oferecer.”

Para a médica oncologista Inês Gadelha, da Secretaria de Atenção à Saúde, o câncer também é um desafio para os gestores da saúde, porque é uma doença grave e com muita incidência. O câncer é a segunda maior causa de morte no Brasil, correspondendo a 17% dos óbitos, informou.

“O câncer é uma doença que atinge todos os órgãos e isso leva ao gestor da saúde um desafio enorme, que é oferecer toda a medicina. Em 2018, o tratamento do câncer foi o maior custo isolado do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram R$ 5 bihões, sem considerar o diagnóstico, toxicologia, mamografia, e outros”, disse.

De acordo com o Inca, entender as necessidades dos sobreviventes é essencial, já que o número de pessoas que vencem a doença tem aumentado significantemente. Para 2019, o instituto estima 68.220 novos casos de câncer de próstata, 59.700 de mama, 16.370 de colo de útero e 10.800 de leucemias.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santos disse:

    Essa regra não encaixa com Lula vivia bêbado e sem repouso para quem diz que teve câncer.

Brasileiro quer juntar dinheiro para pagar dívidas, diz pesquisa

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (2) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que as principais metas financeiras do brasileiro para 2019 são juntar dinheiro para pagar dívidas.
Segundo a pesquisa, 51% do total dos entrevistados pretende juntar dinheiro em 2019 e 37% e “sair do vermelho”. Sete em cada dez entrevistados (72%) dizem estar otimistas com a economia neste ano e que a vida financeira será melhor, enquanto 8% do total revela pessimismo, dizendo que a economia vai piorar.

“À medida em que o novo governo anuncia seus projetos para o país, aumenta o clima de otimismo com a retomada da economia, que deve começar a ser percebido a partir do segundo semestre”, disse José César da Costa, presidente da CNDL.

Entre os otimistas, as perspectivas para este ano são manter os pagamentos das contas em dia (69%), fazer reserva financeira (59%) e realizar algum sonho de consumo (57%).

Foram entrevistadas 702 pessoas, entre os dias 27 de novembro e 10 de dezembro de 2018, de ambos os sexos e acima de 18 anos, de todas as classes sociais, em todas as regiões brasileiras.

Crise

Seis em cada dez entrevistados (58%) acreditam que os efeitos da crise terão impacto ainda neste ano. Para evitar o impacto dela no cotidiano, os entrevistados dizem que pretendem organizar ou controlar mais as contas da casa (51%), pesquisar mais os preços (50%), aumentar a renda com trabalho extra e bicos (44%) e evitar o uso do cartão de crédito (44%).

Temores

Entre os principais temores para este novo ano foram citados: não conseguir pagar as contas (61%), não guardar dinheiro (45%), abrir mão de determinados confortos no dia a dia (34%), não obter um emprego (28%) e perder o emprego (20%).

“Apesar de os brasileiros continuarem sentindo os efeitos da crise, a possibilidade de crescimento da economia impõe novos desafios para o sucesso de projetos pessoais, que passará pela capacidade do consumidor de controlar o orçamento, planejar e poupar”, disse Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil.

Agência Brasil

 

Consumo moderado de álcool reduz hospitalizações, diz pesquisa

BEBER COM MODERAÇÃO PODE AJUDAR A REDUZIR A QUANTIDADE DE IDAS AO HOSPITAL (FOTO: MAX PIXEL/CREATIVE COMMONS)

Pessoas que consomem álcool moderadamente apresentam menos riscos de serem hospitalizadas em comparação com quem bebe muito e até com os abstêmios (que não ingerem nada de bebida alcoólica). A indicação é de um novo estudo realizado pelo Departamento de Epidemiologia e Prevenção do Instituto de Pesquisa, Hospitalização e Saúde (IRCCS) em Pozzilli, na Itália, em colaboração com o Departamento de Nutrição da Universidade de Harvard, a T.H. Chan Escola de Saúde Pública, nos Estados Unidos.

A pesquisa, publicada na revista científica Addiction, envolveu 21 mil participantes e durou cerca de seis anos. Durante esse período, os hábitos de consumo dessas pessoas foram relacionados ao número de vezes que precisaram ir até o hospital.

“O consumo pesado de álcool está associado a maior probabilidade de hospitalização, especialmente para casos de câncer e doenças relacionadas ao álcool, confirmando o efeito nocivo de sua ingestão em excesso”, disse Simona Costanzo, autora da análise. “Por outro lado, quem bebe com moderação apresenta menor risco de hospitalização por todas as enfermidades e problemas cardiovasculares do que os abstêmios e ex-alcoólotras.”

“As internações representam não apenas um sério problema para as pessoas, mas também têm forte impacto nos sistemas nacionais de saúde”, comentou Licia Iacoviello, chefe do Laboratório de Epidemiologia Molecular e Nutricional do IRCCS. “Nosso estudo confirma que o consumo moderado de álcool está associado a redução no risco de mortalidade, independentemente do tipo de doença.”

“Nós não estamos dizendo que qualquer abstêmio deveria começar a beber para melhorar sua saúde. No entanto, esta pesquisa reafirma que os efeitos do consumo de álcool não podem ser reduzidos a um único resultado”, afirmou Ken Mukamal, professor de medicina em Harvard.

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Nasto disse:

    Bebo todo dia, mais não bebo o dia todo. Por isso não passo nem na frente dos hospitais.