Cocaína é a droga mais usada por motoristas de veículos pesados, diz pesquisa

Erika Santelices | AFP / Getty Images

A cocaína é, de longe, a droga mais consumida por motoristas de veículos pesados (caminhões, ônibus e vans) que foram flagrados nos exames toxicológicos obrigatórios feitos em 2018.

De acordo com uma pesquisa inédita do Instituto de Tecnologias para o Trânsito Seguro, 69,1% dos condutores não conseguiram renovar suas habilitações por causa da cocaína.

Em seguida, aparecem os opiáceos (19,1%), a maconha (7%) e anfetaminas (4,8%). Em 2018, foram feitos 2,2 milhões de exames. Desses, apenas 47 mil (2%) deram positivo.

Em compensação, 918 mil motoristas não quiseram renovar suas carteiras. A pesquisa revelou ainda as cinco metrópoles onde houve maior consumo de cocaína: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e São Paulo.

Lauro Jardim – O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Turci disse:

    Lamentável.

  2. Lindolfo disse:

    É pouco, muito pouco, para o nível da corrupção que se instalou nesse país, isso é troco!
    Como manter o populismo arrecadando só isso?
    Como manter os cargos sem produtividade e pagar os salários?
    Como vão financiar a odebrecht, OAS, Camargo Correia e manter as AR$ticulações com uma arrecadação dessa?

Dois em cada três hotéis vazam dados pessoais de hóspedes, diz pesquisa com análise em 54 países

Pesquisa da empresa de segurança digital Symantec aponta que sistemas de reservas de hotéis compartilha informações confidenciais com anunciantes e empresas de análises de dados. — Foto: Kathy Willens/AP

Dois em cada três sites de hotéis inadvertidamente vazam detalhes de reservas de hóspedes e dados pessoais para sites de terceiros, incluindo anunciantes e empresas de análise de dados. A informação é parte de uma pesquisa divulgada pela empresa de segurança digital Symantec, nesta quarta-feira (10).

O estudo, que analisou mais de 1,5 mil sites de hotéis com duas a cinco estrelas em 54 países, foi divulgado vários meses depois que a rede Marriott International afirmou ter sofrido uma das piores violações de dados da história. A Symantec diz que a Marriott não foi incluída do levantamento.

As informações pessoais comprometidas incluem nomes completos, endereços de email, dados de cartão de crédito e números de passaporte de hóspedes que poderiam ser usados por criminosos cibernéticos, que estão cada vez mais interessados nos movimentos de profissionais influentes e funcionários de governo, disse a Symantec.

“Embora não seja nenhum segredo que os anunciantes estão rastreando os hábitos de navegação dos usuários, neste caso, as informações compartilhadas podem permitir que esses serviços façam login, visualizem detalhes pessoais e até cancelem a reserva”, disse Candid Wueest, pesquisador principal do estudo.

A pesquisa mostrou que os vazamentos geralmente ocorrem quando um site de um hotel envia emails de confirmação, que possui informações de reserva. O código de referência anexado ao link pode ser compartilhado com mais de 30 provedores de serviços diferentes, incluindo redes sociais, mecanismos de pesquisa e serviços de publicidade e análise.

Wueest disse que 25% dos responsáveis pela privacidade de dados nos sites de hotéis afetados não responderam à Symantec dentro de seis semanas quando notificados do problema, e os que responderam levaram uma média de 10 dias para fazê-lo.

“Alguns admitiram que ainda estão atualizando seus sistemas para serem compatíveis com o GDPR [legislação de proteção de dados na Europa]”, disse Wueest. A lei que entrou em vigor há cerca de um ano, impediria esse tipo de compartilhamento sem autorização. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados passa a vigorar em fevereiro de 2020 e deve trazer essas mudanças para companhias brasileiras.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Thamilla disse:

    Ótimo artigo. Lembro apenas que o prazo para entrada em vigor da LGPD brasileira passou a ser agosto de 2020 com a MP 869/18 de dezembro do ano passado. Portanto, as empresas ganharam mais seis meses para se adequar.

  2. João Pedro disse:

    É tudo culpa do PT!!!

Gatos imitam comportamento de humanos com quem convivem, diz pesquisa

A PERSONALIDADE DOS GATOS É INFLUENCIADA PELOS HUMANOS (FOTO: PEXELS)

Gatos são conhecidos por terem a personalidade forte e seguirem suas próprias vontades, muitas vezes sendo considerados até egoístas — uma grande injustiça com os bichinhos. Mas você sabia que o comportamento desses felinos é reflexo da personalidade dos tutores deles? Então se você reclama do seu animal de estimação, é hora de rever suas próprias atitudes.

Segundo o estudo publicado na revista científica PLOS One, essa relação acontece porque muitas pessoas consideram seus animais de estimação como membros da família, e formam laços sociais estreitos com eles. “É muito possível que os animais de estimação possam ser afetados pela maneira como interagimos com eles e os tratamos, e que ambos os fatores sejam, por sua vez, influenciados por nossas diferenças de personalidade”, explica Lauren Finka, uma das pesquisadoras, ao site The Telegraph.

Finka e sua equipe realizaram uma pesquisa com mais de 3 mil donos de gatos. Nela, fizeram série de perguntas seguindo o Big Five Inventory (BFI), um sistema de medição que avalia características da personalidade humana, como abertura para a experiências, conscienciosidade, extroversão, neuroticismo e agradabilidade.

Eles então descobriram que tutores com um nível maior de neuroticismo tinham gatos com “problemas comportamentais” (agressividade, ansiedade e medo, por exemplo) ou comportamentos relacionados ao estresse, além de excesso de peso.

Além disso, pessoas extrovertidas tinham maior probabilidade de ter animais que aproveitavam mais a liberdade fora de casa, enquanto os participantes que aparentavam ser mais agradáveis estavam mais satisfeitos com os seus pets.

Apesar dessas observações, os pesquisadores acreditam que é preciso fazer mais pesquisas para entender melhor nossa influência sobre os bichanos. “A maioria dos donos quer oferecer o melhor tratamento aos seus gatos, e esses resultados destacam uma relação importante entre nossas personalidades e o bem-estar de nossos animais de estimação”, disse Finka. “Os gatos nem sempre acham que viver como animais de estimação é fácil, e é importante que estejamos cientes de como nosso comportamento pode causar impactos, tanto de maneira positiva quanto negativa.”

Galileu

 

Hipertensão na adolescência dobra risco de doença renal na vida adulta, diz pesquisa

Foto: Pixabay

A hipertensão na adolescência dobra o risco de doença renal na vida adulta, independentemente do peso ou da gravidade da hipertensão. Isso é o que demonstrou um estudo realizado por pesquisadores israelenses e publicado no periódico médico Jama (Jornal da Associação Médica Americana).

Foram analisados dados de mais de 2,6 milhões de jovens candidatos ao serviço militar de Israel de 16 a 19 anos, a maioria do sexo masculino, entre 1967 a 2013. Entre eles, quase 8 mil apresentavam diagnóstico de hipertensão. Cerca de 20 anos depois, 2.189 desenvolveram doença renal com necessidade de diálise ou transplante renal.

A pesquisa ainda mostrou que cerca de metade dos jovens com hipertensão tinha sobrepeso ou obesidade, comprovando seu fator de risco para futuras doenças renais.

No entanto, mesmo com o controle do IMC (índice de massa corpórea), a hipertensão na adolescência duplicou o risco de doença renal na vida adulta.

O risco foi semelhante mesmo quando os jovens com hipertensão grave foram excluídos da análise.

Um dos autores do estudo, o médico Ehud Grossman, do Centro Médico Chaim Sheba, em Israel, alertou em entrevista ao jornal norte-americano The New York Times que adolescentes com hipertensão devem ser tratados.

“Não ignore a hipertensão em jovens”, afirmou. “Se você não a trata, aumenta o risco não apenas para doenças renais, mas também para acidentes vasculares cerebrais e doenças cardiovasculares”, completou.

Hipertensão é uma doença

Hipertensão arterial é o termo médico que se usa à alta pressão que exerce o coração para o sangue para passar pelas artérias. É considerada uma doença, sendo a principal causa de infarto e outras cardiopatias – as que mais matam no Brasil. Cerca de 300 milhões de pessoas morrem por ano dessas doenças.

É considerada hipertensa a pessoa que apresenta valores iguais ou acima de 14 por 9 (140mmHg x 90mmHg) ao ter pressão arterial medida em repouso.

A hipertensão é a causa de 60% dos infartos e 80% dos AVCs (acidente vascular cerebral), segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Além da hipertensão, os outros fatores de risco das cardiopatias são o colesterol alto e o diabetes. De acordo com a SBC, 94% das pessoas que sofrem de hipertensão não têm a doença controlada.

R7

 

Inflação do carnaval fica abaixo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), diz pesquisa

Os produtos e serviços mais consumidos no carnaval subiram, em média, 2,91% nos últimos 12 meses. Os números foram divulgados nessa segunda-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e refletem o período entre março de 2018 e fevereiro deste ano. O resultado ficou abaixo da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da FGV, que subiu 3,98% no mesmo período.

O cafezinho foi um dos itens que tiveram aumento inferior ao da inflação medida pelo IPC – Arquivo/Agência Brasil

Segundo o coordenador do IPC do Ibre, André Braz, a inflação do carnaval ficou menor que o IPC porque a economia ainda está andando um pouco devagar: “Temos ainda um número de desempregados bem grande, a inflação está contida e a previsão este ano é que ela continue abaixo da meta. Então, os preços andam bem-comportados”, disse o economista.

Para ele, um serviço ou outro surpreende um pouco, como por exemplo, as excursões, item que subiu 11,28%. Braz diz que o folião não vai estranhar muito os preços, mas deve ficar de olho no que acontece durante o carnaval. “Pela lei da oferta e da procura, os preços ficam diferenciados [nesse período]”.

Variações

Dos 23 itens pesquisados pelo Ibre/FGV, o gás natural veicular (GNV) foi o que mais subiu: 16,52%, enquanto o etanol teve deflação de 2,52%. André Braz reiterou que os desafios são hospedagem, pedágio, revisão de carro e comida fora de casa.

De acordo com o economista, uma forma de diminuir esse desafio é preparar pelo menos as principais refeições do dia em casa, ou no acampamento, e deixar para gastar na rua com a cerveja e a água mineral. “Dessa forma, dá para passar um carnaval sem estourar o orçamento.”

Conforme o levantamento do Ibre, subiram abaixo da inflação medida pelo IPC: óleo lubrificante (1,75%), pedágio (3,04 %), serviço de reparo em automóvel (3,74%), refeições em bares e restaurantes (2,82%), cafezinho (2,66%) e bebidas destiladas (2,19%). As menores variações foram observadas, porém, em cerveja (0,93 %) e hotel (0,53 %).

Além do item excursão, tiveram resultados negativos: preservativo e lubrificante (4,99%), doces e salgados (4,77%), café da manhã (4,59%) e sanduíches (4,29%), que subiram acima da inflação dos produtos consumidos no período carnavalesco.

Agência Brasil

 

Acordar sempre cedo ou muito tarde altera a função cerebral, diz pesquisa

A HORA QUE VOCÊ VAI DORMIR INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DO SONO! (FOTO: PEXELS/CREATIVE COMMONS)

A função cerebral de quem acorda muito tarde e de quem levanta cedo é diferente, de acordo com novo estudo publicado na revista Sleep. Pesquisadores examinaram os cérebros de 38 voluntários que iam dormir às 02:30 da madrugada e acordavam às 10:15, e de pessoas que costumavam deitar antes das 23:00 e levantavam por volta das 06:30 da manhã.

Testes cognitivos encontraram menos conectividade nas regiões do cérebro ligadas à manutenção da consciência nos participantes que foram dormir mais tarde. Eles também apresentaram menos atenção, reações mais lentas e aumento da sonolência. Os cientistas sugerem que pessoas que deitam mais tarde são prejudicados pelas “restrições de tempo” do dia a dia.

A pesquisa investigou a função cerebral em repouso dos voluntários usando ressonância magnética. Eles ainda realizaram uma série de tarefas das 08:00 às 20:00, e foram solicitados a relatar seus níveis de sonolência.

Os que levantavam cedo estavam menos sonolentos e tiveram reações mais rápidas nos testes matinais. Eles também desempenharam melhor suas atividades do que quem deitou mais tarde. Em contraste, quem foi dormir depois das 23:00 tinha menos sono e tempo de reação mais rápido às 20:00 da noite do dia seguinte, embora não tenham sido mais ativos.

A conectividade do cérebro nas regiões que previam melhor desempenho e menor sonolência foi maior em quem levanta cedo. Isso sugere que a conectividade nas pessoas que dormem tarde é prejudicada durante todo o dia de trabalho.

Elise Facer-Childs, do Centro para a Saúde do Cérebro Humano da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, afirmou que as descobertas “podem ser parcialmente motivadas pelo fato de que as atividades de quem dorme tarde são comprometidas por toda a vida”. A justificativa é o relógio biólogico. “Durante a escola, eles têm que levantar mais cedo. Depois começam trabalhar e têm que acordar cedo”, ela comentou. “Eles estão constantemente tendo que lutar contra suas preferências e seus ritmos inatos.”

Segundo a pesquisadora, havia uma “necessidade crítica” de entender como a adaptação aos horários rígidos pode afetar a saúde e a produtividade de quem costuma deitar mais tarde.

Cerca de 40 a 50% da população tem preferência por dormir mais tarde e levantar depois das 08:20 da manhã. “Um dia típico pode durar das 09:00 às 17:00, mas para quem deita tarde isso pode resultar em menor desempenho durante a manhã, menor conectividade cerebral em regiões ligadas à consciência e aumento da sonolência diurna”, disse Facer-Childs. “Se, como sociedade, pudéssemos ser mais flexíveis sobre como administramos o tempo, poderíamos percorrer um longo caminho para maximizar a produtividade e minimizar os riscos à saúde.”

Ela ainda enfatizou que as diferenças na conectividade cerebral não são um tipo de dano e provavelmente são reversíveis. Os testes não analisaram a função cerebral no final do dia, e é possível que outros fatores não detectados no estudo, como as escolhas de estilo de vida, possam ter afetado os resultados.

Alex Nesbitt, neurologista do King’s College em Londres, que não participou da pesquisa, disse que o estudo acrescenta evidências de que o desempenho do cérebro de uma pessoa é influenciado não apenas pela hora do dia, mas também pelo relógio biológico. “Está ficando cada vez mais claro que esses fatores são importantes quando as rotinas das 09:00 às 17:00 são impostas às pessoas”, acrescentou.

Galileu

 

Sobreviventes do câncer devem mudar estilo de vida, diz pesquisa

Sobreviver ao câncer é o principal objetivo de qualquer paciente com a doença. Pesquisa pioneira do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostrou que o desafio, no entanto, não termina com o fim do tratamento.

A pesquisa Compreendendo a Sobrevivência ao Câncer na América Latina: Os casos do Brasil foi desenvolvida ao longo dos anos de 2014 e 2015, com 47 indivíduos do Rio de Janeiro e Fortaleza que foram diagnosticados com câncer de próstata, de mama, do colo do útero ou leucemia linfoblástica aguda (LLA). O estudo analisou o pós-tratamento dos sobreviventes para garantir mais qualidade de vida a eles.

Um dos principais aspectos identificados foi a reavaliação que os pacientes fizeram sobre seus estilos de vida. Muitos deles deixaram de fumar e adotaram dietas mais saudáveis. Também foi percebida grande demanda de suporte emocional por parte dos sobreviventes e, principalmente, das famílias e cuidadores, que não contam com atendimento psicológico.

Depressão, problemas financeiros, dificuldade de reinserção no mercado de trabalho e o medo da recorrência da doença são apenas algumas das questões identificadas pelo estudo, que é um dos primeiros do país com enfoque, não no diagnóstico ou tratamento, mas na forma como os sobreviventes passaram a lidar com as consequências da doença.

Tratamento integral

A gerente da Divisão de Pesquisa Populacional do Inca, Liz Maria de Almeida, afirmou que os pacientes precisam de tratamento integral, mesmo após estarem livres da doença. É uma forma de evitar complicações futuras.

“Passamos mais tempo preocupados em mantê-los vivos, só que agora é preciso pensar em como eles estão vivendo. Agora a gente precisa olhar para a qualidade de vida. A depressão, por exemplo, atrapalha a resposta ao tratamento, então o apoio psicológico é muito importante. Outra questão é a parte financeira. Durante o tratamento, o paciente para de trabalhar e se ele é o chefe da família, isso impacta fortemente a família. A pessoa que acompanha o paciente também precisa faltar o trabalho, o que acaba impactando duplamente.”

Liz Maria ressaltou outro desafio, que é oferecer informações essenciais sobre a doença para que o paciente seja o agente principal do seu tratamento.

“O paciente não sabe nada sobre a doença, sobre o tratamento ao qual será submetido, sobre as possíveis complicações. Talvez a gente não consiga, de imediato, uma articulação entre todos os serviços que devem acompanhar a pessoa, mas a informação podemos oferecer.”

Para a médica oncologista Inês Gadelha, da Secretaria de Atenção à Saúde, o câncer também é um desafio para os gestores da saúde, porque é uma doença grave e com muita incidência. O câncer é a segunda maior causa de morte no Brasil, correspondendo a 17% dos óbitos, informou.

“O câncer é uma doença que atinge todos os órgãos e isso leva ao gestor da saúde um desafio enorme, que é oferecer toda a medicina. Em 2018, o tratamento do câncer foi o maior custo isolado do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram R$ 5 bihões, sem considerar o diagnóstico, toxicologia, mamografia, e outros”, disse.

De acordo com o Inca, entender as necessidades dos sobreviventes é essencial, já que o número de pessoas que vencem a doença tem aumentado significantemente. Para 2019, o instituto estima 68.220 novos casos de câncer de próstata, 59.700 de mama, 16.370 de colo de útero e 10.800 de leucemias.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santos disse:

    Essa regra não encaixa com Lula vivia bêbado e sem repouso para quem diz que teve câncer.

Brasileiro quer juntar dinheiro para pagar dívidas, diz pesquisa

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (2) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que as principais metas financeiras do brasileiro para 2019 são juntar dinheiro para pagar dívidas.
Segundo a pesquisa, 51% do total dos entrevistados pretende juntar dinheiro em 2019 e 37% e “sair do vermelho”. Sete em cada dez entrevistados (72%) dizem estar otimistas com a economia neste ano e que a vida financeira será melhor, enquanto 8% do total revela pessimismo, dizendo que a economia vai piorar.

“À medida em que o novo governo anuncia seus projetos para o país, aumenta o clima de otimismo com a retomada da economia, que deve começar a ser percebido a partir do segundo semestre”, disse José César da Costa, presidente da CNDL.

Entre os otimistas, as perspectivas para este ano são manter os pagamentos das contas em dia (69%), fazer reserva financeira (59%) e realizar algum sonho de consumo (57%).

Foram entrevistadas 702 pessoas, entre os dias 27 de novembro e 10 de dezembro de 2018, de ambos os sexos e acima de 18 anos, de todas as classes sociais, em todas as regiões brasileiras.

Crise

Seis em cada dez entrevistados (58%) acreditam que os efeitos da crise terão impacto ainda neste ano. Para evitar o impacto dela no cotidiano, os entrevistados dizem que pretendem organizar ou controlar mais as contas da casa (51%), pesquisar mais os preços (50%), aumentar a renda com trabalho extra e bicos (44%) e evitar o uso do cartão de crédito (44%).

Temores

Entre os principais temores para este novo ano foram citados: não conseguir pagar as contas (61%), não guardar dinheiro (45%), abrir mão de determinados confortos no dia a dia (34%), não obter um emprego (28%) e perder o emprego (20%).

“Apesar de os brasileiros continuarem sentindo os efeitos da crise, a possibilidade de crescimento da economia impõe novos desafios para o sucesso de projetos pessoais, que passará pela capacidade do consumidor de controlar o orçamento, planejar e poupar”, disse Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil.

Agência Brasil

 

Consumo moderado de álcool reduz hospitalizações, diz pesquisa

BEBER COM MODERAÇÃO PODE AJUDAR A REDUZIR A QUANTIDADE DE IDAS AO HOSPITAL (FOTO: MAX PIXEL/CREATIVE COMMONS)

Pessoas que consomem álcool moderadamente apresentam menos riscos de serem hospitalizadas em comparação com quem bebe muito e até com os abstêmios (que não ingerem nada de bebida alcoólica). A indicação é de um novo estudo realizado pelo Departamento de Epidemiologia e Prevenção do Instituto de Pesquisa, Hospitalização e Saúde (IRCCS) em Pozzilli, na Itália, em colaboração com o Departamento de Nutrição da Universidade de Harvard, a T.H. Chan Escola de Saúde Pública, nos Estados Unidos.

A pesquisa, publicada na revista científica Addiction, envolveu 21 mil participantes e durou cerca de seis anos. Durante esse período, os hábitos de consumo dessas pessoas foram relacionados ao número de vezes que precisaram ir até o hospital.

“O consumo pesado de álcool está associado a maior probabilidade de hospitalização, especialmente para casos de câncer e doenças relacionadas ao álcool, confirmando o efeito nocivo de sua ingestão em excesso”, disse Simona Costanzo, autora da análise. “Por outro lado, quem bebe com moderação apresenta menor risco de hospitalização por todas as enfermidades e problemas cardiovasculares do que os abstêmios e ex-alcoólotras.”

“As internações representam não apenas um sério problema para as pessoas, mas também têm forte impacto nos sistemas nacionais de saúde”, comentou Licia Iacoviello, chefe do Laboratório de Epidemiologia Molecular e Nutricional do IRCCS. “Nosso estudo confirma que o consumo moderado de álcool está associado a redução no risco de mortalidade, independentemente do tipo de doença.”

“Nós não estamos dizendo que qualquer abstêmio deveria começar a beber para melhorar sua saúde. No entanto, esta pesquisa reafirma que os efeitos do consumo de álcool não podem ser reduzidos a um único resultado”, afirmou Ken Mukamal, professor de medicina em Harvard.

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Nasto disse:

    Bebo todo dia, mais não bebo o dia todo. Por isso não passo nem na frente dos hospitais.

Brasileiros são os mais pessimistas com o próprio país entre 24 nações, diz pesquisa

Getty Images/ BBC NEWS BRASIL

Os brasileiros são os mais pessimistas com o futuro do próprio país, segundo pesquisa inédita do instituto Ipsos obtida pela BBC News Brasil.

Para sete em cada dez brasileiros (67%), o país está “em declínio”, isto é, tende a se tornar um lugar pior no futuro. Os brasileiros são os mais pessimistas dentre 24 países consultados pelo pela pesquisa de opinião Beyond Populism? Revisited (“Além do populismo? Revisto”, em tradução livre). O levantamento, inédito, é da empresa de pesquisas de origem francesa Ipsos.

Na pesquisa, os brasileiros são seguidos no pessimismo pelos sul-africanos (64% acham que o país está em declínio) e pelos argentinos (58%). Os mais otimistas são os chilenos (apenas 24% acham que o Chile está em declínio), seguidos pelos alemães (25%), e pelos canadenses (30%). Os brasileiros também são muito mais pessimistas que a média global (44%).

A pesquisa divulgada nesta segunda-feira repete um levantamento de 2016 da Ipsos e cujo o objetivo é avaliar até que ponto os entrevistados confiam nas regras políticas e econômicas de seus países e o quão dispostos estão a endossar soluções populistas ou autoritárias para seus problemas.

Segundo os responsáveis, os dados sugerem que a onda “antissistema” no mundo – ou seja, a tendência observada em diversos países de rejeição do establishment político e econômico – pode estar diminuindo, embora ainda seja cedo para se ter certeza.

Um indicativo dessa inflexão seria a melhora dos resultados trazidos pela pergunta sobre a percepção de “declínio” dos países: na média global, 57% dos entrevistados em 2016 achavam que seus países iam piorar no futuro, ante 44% agora.

O mesmo movimento foi observado no Brasil: em 2016, eram 72% os que achavam que o país estava em declínio, contra 67% agora. Dois anos atrás, a situação econômica econômica do país era ainda pior – tecnicamente, a recessão acabou em meados de 2017. Ano de eleições municipais, 2016 também registrou o recorde de fases da Lava Jato – com revelações quase diárias sobre corrupção no governo.

A pesquisa Ipsos deste ano ouviu 17.203 pessoas com idades entre 16 e 64 anos em 24 países, entre os dias 26 de junho e 9 de julho. A maioria dos entrevistados é de países ricos – Estados Unidos, Grã-Bretanha, Espanha, França – e emergentes – Brasil, Índia, Rússia, México e Turquia, entre outros.

De acordo com os dados da Ipsos, os brasileiros também estão entre os que mais consideram que as regras da economia no país são injustas e favorecem quem já é rico e poderoso: 71% pensam desta forma hoje.

Apenas russos (75%) e húngaros (74%) têm uma percepção pior sobre as regras econômicas de seus países. Na média global, 63% têm esta visão, percentual menor do que o registrado em 2016, quando 69% dos entrevistados compartilhavam da ideia.

“De fato, o que o resultado desta pesquisa nos mostra é uma espécie de ‘pausa’ naquele movimento global que resultou na eleição de Donald Trump (nos EUA, em 2016) e no Brexit (a decisão dos britânicos de sair da União Europeia, também em 2016). Mas, como estamos falando de pesquisas de opinião, é mais prudente esperar um ano ou dois para ver se essa tendência vai se manter ou não”, diz à BBC News Brasil o diretor da Ipsos Danilo Cersosimo.

“Esse resultado também pode estar atrelado ao fato de que vários dos países pesquisados elegeram governos de direita, de extrema-direita ou autoritários. Então, este sentimento antissistema, que teve um ápice em 2016, com a vitória do ‘sim’ ao Brexit e com a eleição de Trump, pode já ter arrefecido (em outros países). São dois anos de Trump, que perdeu apoio nas eleições legislativas deste ano; são dois anos de negociações travadas no Brexit”, diz Cersosimo.

Para o pesquisador, a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) representa a chegada ao poder do candidato que melhor soube trabalhar o descontentamento dos brasileiros – que se manifesta também em outros números da pesquisa.

Por exemplo, 64% dos brasileiros concordam com a afirmação “Políticos tradicionais e seus partidos não se importam com pessoas como eu”, ante 59% da média global. Além disso, 81% dos brasileiros não confiam em partidos políticos (a média global é de 79%).

Quando considerados todos os países pesquisados, os partidos políticos são a instituição em que há menor confiança.

Além disso, 67% dos entrevistados brasileiros disseram “não confiar” ou “confiar pouco” no sistema de Justiça do país, incluindo os tribunais. Globalmente, este número é de 56%. Os brasileiros também são mais descrentes na mídia (67% não confiam) que a média global (65%).

Mas, sobretudo, os brasileiros são desconfiados em relação ao governo.

Na pesquisa Ipsos, 81% disse “não confiar” ou “confiar pouco” no governo, ante 66% da média global. Neste caso, o número permaneceu inalterado em relação a 2016. Danilo Cersosimo diz que os brasileiros sempre estiveram entre os mais desconfiados em relação às instituições. Uma reversão deste quadro pode levar anos ou décadas, diz ele à BBC News Brasil.

Para Cersosimo, este movimento de contestação do establishment político já impactou o Brasil em 2016, nas eleições municipais, e atingiu seu ápice durante as eleições deste ano.

Democracia em baixa na América Latina

Se pensados em conjunto, os dados da pesquisa Ipsos sobre os países da América Latina apontam na mesma direção de um outro importante levantamento sobre as opiniões políticas dos moradores da região divulgado em meados de novembro.

Segundo a edição de 2018 da pesquisa Latinobarômetro, apenas 48% dos moradores da região prefere um sistema de governo democrático, ante 53% em 2017. Em 2010, 61% dos latino-americanos apoiavam ou preferiam um regime democrático de governo – e o índice vem caindo desde aquele ano.

Mais que isso, para 28% dos entrevistados neste ano eram indiferentes à forma de governo que gostariam de ver em vigor em seus países.

R7, com BBC Brasil

 

CRISE ECONÔMICA E HUMANITÁRIA: Vida piorou no último ano para 83% dos venezuelanos, diz pesquisa

Crise afeta distribuição de alimentos e remédios. Foto: Marco Bello/Reuters – 7.11.2018

Uma pesquisa feita pela organização Atlantic Council revelou que 83% dos venezuelanos acreditam que sua vida piorou no último ano.

O índice de insatisfação é alto inclusive entre aqueles que se identificaram como apoiadores do governo de Nicolás Maduro. Mais da metade deste entrevistados concordaram com a piora nas condições de vida.

Hector Carrasque, 37, não se considera um apoiador do presidente, tampouco um opositor. Mas ele afirma que sua vida também piorou.

“Por conta da economia. Dá para notar que piorou para toda a população”, diz Carrasque, que trabalha no Ministério do Desenvolvimento.

Para os entrevistados, os maiores problemas do país são a hiperinflação, falta de alimentos e medicamentos. As pessoas também demonstraram preocupação com segurança, serviços de saúde, apagões elétricos e mais recentemente, a falta de água potável.

A ONU calcula que pelo menos 3 milhões de pessoas deixaram a Venezuela, fugindo do cenário caótico, isso equivale a cerca de 9% da população do país.

Crise humanitária

De acordo com a pesquisa, a crise humanitária é percebida por oito em cada dez venezuelanos.

Cerca de 90% dos entrevistados diz que a distribuição de remédios é ruim ou muito ruim. Entre os que se identificaram como apoiadores do governo, oito em cada dez pessoas disseram que a situação dos remédios é ruim ou muito ruim.

Já a distribuição de alimentos é um pouco menos criticada. Para 80% dos venezuelanos ela é ruim ou muito ruim.

Para resolver o problema, a Igreja é apontada como a melhor instituição para ajudar os necessitados — 43% da população acredita que o clero é mais preparado para esta tarefa. Outros 28% confiam mais na comunidade internacional e nas ONGs para pedir ajuda.

Em contrapartida, a confiabilidade do governo e dos órgão que o apoiam — Assembleia Constituinte e Forças Armadas — para prestar ajuda humanitária é muito pequena entre a população. Metade dos entrevistados acredita que o governo não é capacitado para ajudar.

Carrasquel concorda que o país está em uma crise humanitária. No Ministério do Desenvolvimento, ele trabalha com projetos de habitação pública, mas também está entre aqueles que não acreditam que o governo pode resolvê-la.

Crise econômica

A falta de remédios e comida é motivada por uma crise econômica que se arrasta através dos anos. A inflação projetada pelo FMI é de 1.000.000% e impede o consumo de produtos básicos.

Maduro é indicado como o grande responsável pelos problemas financeiros do país por 60% da população, incluindo 10% de seus apoiadores.

O presidente também é considerado incapaz de resolver a crise com as medidas que anuncia.

Além disso, 56% dos venezuelanos acreditam que é necessária uma mudança no governo para que o país consiga se reerguer.

A pesquisa foi realizada em setembro e entrevistou 1.000 pessoas. A amostragem tem 95% de confiança e uma margem de erro de 3,4%.

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Breno disse:

    BG, mostra pra gente como é a vida nas capitalistas Zimbabue, Burkina Faso e Congo.
    Os minions q se preocupam tanto com a " socialista" Venezuela poderiam falar um pouco das capitalistas aí q citei.

  2. Potiguar disse:

    BG acabei de chegar da Argentina, lá milhares procuram emprego na Bolívia. A situação está precária no neoliberalismo de Macri. Uma boa dica para uma matéria. Fica a dica!!!

    • zezualdo disse:

      É isso mesmo Cumpanhêro! Lindo é o comunismo que deu certo onde foi imposto.

  3. euzim disse:

    Fatos que se sobrepõem a narrativas.

  4. Lindolfo Matias disse:

    Vejam que LINDO MODELO DE DEMOCRACIA, como afirmam Ciro Gomes e a esquerda brasileira. Todos IGUAIS, todos NIVELADOS NA TEORIA SOCIALISTA DA IGUALDADE, bravo, bravo, bravo… Que esse modelo fique na Venezuela, o Brasil precisa de homens sérios, pessoas responsáveis, gente produtiva, políticos honestos, oportunidade, desenvolvimento, crescimento, ordem e justiça.

  5. Sales disse:

    Sério?

Largar a maconha pode melhorar a memória em 7 dias, diz pesquisa

CANNABIS PODE ALTERAR O FUNCIONAMENTO DA MEMÓRIA E APRENDIZADO (FOTO: PXHERE/CREATIVE COMMONS)

Um novo estudo sugere que a capacidade de memória é suprimida pelo uso de produtos com cannabis. Contudo, o problema é logo resolvido quando o consumo de maconha é interrompido.

“Nossas descobertas fornecem duas evidências convincentes. A primeira é que os adolescentes aprendem melhor quando não estão usando cannabis”, afirmou em comunicado Randi Schuster, do Departamento de Psiquiatria do Hospital Geral de Massachusetts (MGH), nos Estados Unidos. “A segunda é que os déficits associados ao uso de cannabis não são permanentes e melhoram rapidamente após a sua descontinuação.”

Publicada no Journal of Clinical Psychology, a pesquisa analisou 88 jovens de 16 a 25 anos que viviam em Boston e que alegaram usar produtos com maconha pelo menos uma vez por semana.

Metade dos participantes foi instruída a parar completamente de consumir derivados da cannabis por 30 dias, enquanto a outra parte não mudou nenhum hábito. O uso ou abstinência foi monitorado com exames de urina.

Para medir a atenção e a memória, os pesquisadores administraram um teste de desempenho cognitivo já utilizado em estudos com cannabis, sendo aplicado uma vez a cada 7 dias, durante quatro semanas.

Depois de analisar os resultados, foi descoberto que os jovens que pararam de consumir maconha mostraram melhora significativa no aprendizado verbal e nas lembraças sobre o teste. Além disso, eles tiveram melhores notas de memória. Enquanto isso, os que continuaram o uso da cannabis estagnaram nas avaliações.

“A capacidade de aprender ou ‘mapear’ novas informações, uma faceta crítica do sucesso na sala de aula, melhorou com o não uso de cannabis. Jovens consumidores de maconha que param regularmente podem aprender com mais eficiência e, portanto, ficar melhor posicionados para o sucesso acadêmico”, declarou Schuster.

Segundo um comunicado de imprensa do MGH, dois estudos complemetares de já foram iniciados. Um vair comparar a capacidade cognitiva de quem interrompe o uso de cannabis com jovens que nuncam usara a substância, sendo que os participantes terão entre 13 e 19 anos de idade. A segunda pesquisa vai acompanhar a vida de adolescentes que abandonaram os produtos de maconha por um período mais longo de tempo.

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo disse:

    Não sei quais foram as pessoas que foram analisadas nessa pesquisa… Mas pra mim é muito a contrario do que esta sendo falado… Consigo me manter mais calmo e concentrado em algo.

  2. Carlos disse:

    Meu Deus, maconha melhorar a minha memória porque sou muito ansioso isso nem é válido pra todo mundo

AUTODIAGNÓSTICO NA INTERNET: Oito em cada 10 brasileiros tomam remédios sem receita, diz pesquisa

PEXELS

No Brasil, 79% das pessoas com mais de 16 anos admitem tomar remédios sem prescrição médica. O porcentual é o maior desde que a pesquisa começou a ser feita pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ). Em 2014, 76,2% diziam automedicar-se e em 2016, 72%. O imediatismo e o maior acesso à internet estão entre os motivos para o aumento, de acordo com os coordenadores do estudo.

“O brasileiro está na correria do dia a dia, e o smartphone leva as pessoas a pular etapas. Em vez de passar em um médico, vão diretamente à internet e fazem o autodiagnóstico, sem falar com ninguém”, afirma o farmacêutico clínico Ismael Rosa, pesquisador do ICTQ, entidade de pesquisa e pós-graduação na área de Farmácia.

Coordenador do levantamento, Rosa destaca que as pessoas têm recebido um grande volume de informação pelas redes sociais e, muitas vezes, as seguem sem saber se elas estão corretas. Também buscam referências com amigos e parentes, se afastando dos médicos.

“As pessoas buscam a validação social e procuram conversar com quem já teve a experiência, mas cada indivíduo tem a sua particularidade. O principal objetivo do estudo é alertar que a automedicação está crescendo e mostrar que existem profissionais da saúde para fazer (esse atendimento). Uma pessoa não pode ser médico ou farmacêutico de si mesma.”

O levantamento foi feito em setembro, com 2.126 pessoas a partir dos 16 anos, em 129 municípios das cinco regiões do País.De acordo com a pesquisa, dor de cabeça, febre, resfriado e dores musculares estão entre os principais sintomas que levam o brasileiro a se medicar.

O maior porcentual de automedicação foi observado entre adultos de 25 a 34 anos: 91%. É o caso da assistente financeira Michele Soares, de 34 anos. Mãe de duas crianças, de 2 e 11, ela também medica os filhos. “Se é um sintoma comum, como uma eventual dor de cabeça ou um resfriado, tomo algum analgésico. Meu filho é alérgico e, como sei os sintomas e o tipo de medicação que ele toma, já vejo o que ele precisa e dou o remédio. Mas se eu ou os meus filhos tivermos uma febre persistente, algo mais intenso ou fora do comum, claro, procuro atendimento médico.”

Segundo especialistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, a automedicação é um problema enfrentado por vários países e que deve ser combatido em casos de sintomas persistentes e uso de medicamentos que necessitam de prescrição médica. No entanto, a utilização responsável de remédios isentos de prescrição em situações pontuais, caracterizada como autocuidado, é uma conduta que pode ser adotada. “Há medicações que aliviam sintomas. Se não (houver a automedicação), as pessoas vão precisar ir para o médico para coisas que são pequenas”, afirma Gustavo Gusso, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade e professor de Clínica Geral da Universidade de São Paulo (USP).

Clínico e infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo Olzon diz que é preciso ficar atento quando o sintoma fugir do habitual. “Quem está habituado a ter dor de cabeça toma um remédio e ela passa. Passa a ser importante quando são medicações mais tóxicas. Não dá para achar que tem um problema cardíaco e tomar remédio sem a prescrição.”

Medo de médico

A professora Cleusa Maria de Almeida e Almeida, de 64 anos, tem lúpus (doença inflamatória autoimune) e faz acompanhamento semestral. Mesmo assim, recorre à automedicação. “Tenho medo de ir ao médico e descobrir algo muito ruim. Por isso, quando sinto alguma dor, acabo me automedicando. Já tomei até injeção por minha conta para evitar ir ao médico. Passei um bom tempo da minha vida em atendimento médico e hospitalar. Hoje, a minha doença está sob controle.”

Analgésicos, anti-inflamatórios e antiácidos são os tipos de medicamentos que sempre tem em casa. “Quando sinto alguma dor forte nos dedos, na articulação, tomo anti-inflamatório de 12 em 12 horas, por quatro dias e, logo quando passa a dor, volto a fazer as minhas coisas”, conta a professora.

Em 2006, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu os critérios para que remédios possam ser comprados sem receita médica, como não ter potencial para causar dependência, não ter indicação para doenças graves e ser tomado por curto período de tempo.

Riscos

Sintomas aparentemente comuns podem esconder doenças mais graves. Quem faz o alerta é o cardiologia e clínico-geral Abrão José Cury Júnior, que trabalha no Hospital do Coração (HCor) e na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“As pessoas têm dor na boca do estômago e tomam um antiácido, mas pode ser enfarte, pancreatite, gastrite e até tumor. Uma dor nas costas pode ser dor muscular, mas também um aneurisma. Ao tomar um analgésico, pode haver uma falsa melhora num primeiro momento, mas isso vai retardar o atendimento e pode ser grave. O uso abusivo de alguns medicamentos, como os anti-inflamatórios, pode causar lesões no rim.”

Cury Júnior recomenda que os pacientes tomem apenas medicamentos que já foram prescritos e também que o médico seja consultado caso os sintomas persistam. Além disso, orienta que todos tenham um bom relacionamento com um profissional da área. “É importante ter um médico de confiança. As pessoas têm mecânicos, manicure e cabeleireiro de confiança, mas não têm um médico.”

Para auxiliar os idosos, a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) realiza até esta sexta-feira, 26, uma campanha para ajudá-los a organizar a rotina de medicação. A proposta é oferecer revisão medicamentosa em mais de mil estabelecimentos no País, avaliando não só medicamentos prescritos, mas também os tomados por conta própria, além de fitoterápicos e suplementos. A entidade destaca que, ao longo do ano, realiza ações de conscientização sobre questões relacionadas à saúde.

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jirão disse:

    Médico e revista Veja vão falir depois da internet. É só dar uma goggada e pronto já está medicado. É melhor do q ser humilhado em posto de saúde.

  2. Pedro disse:

    Com plano de saúde tente marcar consulta com um especialista.
    Quando chegar o dia da consulta das duas uma ou você ficou bom, ou morreu

  3. Edi disse:

    Eu queria que as pessoas que recriminam esse uso de medicamentos sem receita fossem para um posto de saúde dormir pra pegar uma ficha e se pegar, pra poder fazer uma consulta e receber a receita pra comprar o remédio. Meu irmão tinha um exame pra fazer no posto do Pajuçara e um ano após ele ter morrido ligaram do posto pra autorizar o exame. É muito fácil falar com tem dinheiro pra pagar uma consulta particular.

Casamentos turbulentos podem causar sérios danos à saúde, diz pesquisa

Imagem: iStock

Um casamento ruim, cheio de brigas e desentendimentos, pode “azedar” muitas coisas — inclusive a saúde.

De acordo com psicólogos das universidades de Nevada e Michigan, nos Estados Unidos, conflitos frequentes (e mal resolvidos) podem impactar diretamente no funcionamento do corpo, causando estresse, inflamações e mudanças no apetite, por exemplo.

A pesquisa estudou a rotina dos primeiros 16 anos de casamento de 373 casais heterossexuais, categorizando o motivo de cada desentendimento: filhos, dinheiro, parentes, viagens, entre outros.

O mais curioso? Quem sai de um casamento turbulento com a saúde mais prejudicada, em geral, são os homens.

“Conflitos podem ser ainda mais prejudiciais para a saúde se os cônjuges são hostis ou defensivos durante as brigas ou, ainda, se eles discutem o mesmo assunto repetidas vezes sem solução”, disse Rosie Shrout, psicóloga envolvida no estudo, ao “The Guardian”.

Em casos mais extremos, um casamento turbulento pode afetar a função cardíaca e o sistema imunológico — impacto que, segundo ela, pode ser comparado aos danos do uso contínuo de álcool e cigarros.

O “nível” de saúde de esposos e esposas foi calculado de acordo com a resposta deles para perguntas como “você tem problemas para dormir?”, “você tem dores de cabeça” e “você é saudável o suficiente para fazer o que tem vontade?”, entre outras.

Apesar de tudo isso, pessoas casadas, em geral, vivem mais do que os solteiros.

“Não é o fato de assinar um papel que muda tudo, mas o que um cônjuge faz pelo outro e como se tratam durante anos juntos que pode afetar a saúde”, explica Shrout.

Universa – UOL

65% das mulheres preferem pagar a conta do primeiro encontro, diz pesquisa

Imagem: Getty Images

A iniciativa se tornou sinônimo de poder em relações românticas para as mulheres. Segundo uma pesquisa feita pela rede social Badoo e publicada nesta quarta (4), 65% das mulheres no Reino Unido preferem pagar a conta inteira do primeiro date com um novo parceiro.

74% delas ainda iniciam o papo em aplicativo de relacionamentos. “Homens que estão confiantes não devem encontrar problemas em mulheres que assumem o controle dessa maneira. Apenas homens pouco confiantes veriam isso como uma ameaça”, explicou a psicóloga Claire Scott, especialista em relacionamento do site.

“Aplicativos de relacionamentos significam que as pessoas estão tendo encontros mais do que costumavam ter. Para os homens aderirem à visão tradicional (e antiga) de pagar e iniciar dates o tempo todo, eles provavelmente enfrentarão problemas emocionais e financeiros. As mulheres estão cientes disso e, na maioria das vezes, não querem”, acredita Claire.

No entanto, os gastos das mulheres com dates também são diferentes daqueles dos homens. Em média, elas estão gastando R$ 830 com o encontro em si e seus preparativos, incluindo compras de roupas e maquiagens, além de cabelo e unhas.

Segundo a pesquisa, além de estarem se sentindo confiantes o suficiente para pagar pelo primeiro encontro, elas ainda usam este artifício para mandar uma mensagem clara: a de que estão jogando pela janela os papéis tradicionais em uma relação.

Universa – UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcia disse:

    Mulheres sem noção.quem tem que pagar e o homem

  2. Marcia disse:

    Quem tem que pagar a conta e o homem.mulheres sem noção que pagam ?

  3. Capitão caverna disse:

    Relevante essa pesquisa. Ora tenha paciencia.

Mulheres são mais exigentes do que homens nos sites de namoro, diz pesquisa

Imagem: Getty Images

As mulheres são mais seletivas e exigentes em seus critérios para eleger os caras com quem vão sair através de plataformas de relacionamentos.

A conclusão é do estudo “Mulheres e homens sabem o que querem? As diferenças de sexo nas preferências educacionais de quem namora online”, publicado na última sexta (22) por pesquisadores da Queensland University of Technology, da Queensland University of Technology, da Austrália, no periódico Psychological Science.

Segundo os dados de mais de 41 mil usuários de sites de namoro, de idades entre 18 e 80 anos, as mulheres com menos de 40 — no pico de sua fertilidade — são mais criteriosas na escolha de um parceiro do que um homem que usa o mesmo tipo de ferramenta.

Nesta faixa etária, elas tendem a procurar por parceiros com o mesmo nível de educação formal que elas ou mais.

No entanto, após os 40, o cenário se inverte: os homens se tornam mais exigentes do que elas, de acordo com as mais de 215 mil trocas de mensagens analisadas pelos estudiosos.

“Em muitas culturas, as mulheres usam a educação como um indicativo de qualidade [do parceiro] porque ela é comumente associada ao status social e à inteligência, ambos atributos muito procurados”, explicou o especialista em comportamento econômico Stephen Whyte ao jornal britânico “The Independent”.

Os resultados deste estudo chegam após um ano da primeira análise publicada pelo time do pesquisador Stephen Whyte no jornal de Cyberpsychology, Behaviour e Social Networking que afirmava que, apesar das diferenças em preferências entre homens e mulheres, usuários de plataformas digitais de namoro costumam ser menos exigentes do que aqueles que não fazem uso deste tipo de mídia para se relacionar.

Universa – UOL