
Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados manteve, nesta quinta-feira (20), o veto do presidente Jair Bolsonaro à concessão, até 2021, de reajustes salariais a servidores públicos que estão na linha de frente no combate ao coronavírus.
Na quarta (19), o Senado tinha votado pela derrubada do veto. Para que o trecho fosse restaurado, no entanto, era preciso que as duas Casas do Congresso votassem nesse sentido.
Com a manutenção do veto, fica proibido, até o fim do ano que vem dar aumento salarial para qualquer categoria do serviço público no âmbito federal, estadual e municipal.
O placar foi de 316 votos sim (pela manutenção do veto), 165 votos não (pela derrubada) e duas abstenções.
A proibição de reajuste para o funcionalismo público foi uma contrapartida do governo federal para repassar R$ 60 bilhões aos estados e municípios, em maio, como forma de diminuir o impacto da crise gerada pela pandemia no país.
No entanto, durante a tramitação do projeto de lei, o Congresso abriu exceção para categorias que estivessem trabalhando diretamente no enfrentamento a doença no país, como os profissionais de saúde, segurança pública, educação pública, limpeza urbana, serviços funerários e assistência social.
O texto especificava que os recursos para bancar esse reajuste não poderiam vir da União. Na prática, governos estaduais e prefeituras que quisessem dar aumento teriam de usar dinheiro próprio.
O projeto não concedia reajuste automaticamente – apenas autorizava estados e municípios a fazê-lo caso quisessem. Seria preciso que cada Legislativo local aprovasse textos específicos.
O trecho vetado também permitia que, para essas categorias, continuasse a contagem do tempo de serviço para o recebimento de gratificações como anuênios, triênios, quinquênios e licenças-prêmio.
Com a manutenção do veto, esses profissionais estarão sujeitos à mesma regra dos demais servidores, que terão a contagem de vantagens e gratificações suspensa até o fim de 2021.
Articulação
A derrubada do veto pelos senadores na noite de quarta-feira (19) pegou de surpresa a base aliada do governo. Diante disso, a análise pelos deputados acabou adiada para esta quinta a fim de dar tempo ao governo para articular apoio suficiente à manutenção do veto.
A votação dos senadores rendeu críticas públicas do ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele disse que o Senado tinha dado “um péssimo sinal” e classificou a decisão como “um crime contra o país”.
Na manhã desta quinta, o presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer que seria “impossível” governar se o veto fosse derrubado. Pelas contas do governo, o impacto negativo seria de cerca de R$ 130 bilhões nas contas públicas.
Nas horas que antecederam a sessão do Congresso, houve intensa mobilização que envolveu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e líderes partidários aliados do governo para angariar votos a favor do veto.
Durante a votação, Maia foi à tribuna do plenário argumentar a favor da manutenção do veto e a derrubada definitiva da possibilidade de reajustes às categorias.
“Não é possível que, com mais de 16 milhões de contratos suspensos de trabalho do setor privado, quase 2 milhões de desempregados [na pandemia], a gente não possa dar um sinal aos milhões de brasileiros de que o serviço público no mínimo não dará nenhum tipo de aumento até o próximo ano”, disse.
“Se todos temos a certeza, e eu também tinha, que ninguém vai dar aumento, então, por que a pressão para derrubar o veto? Se ninguém vai ter condição de dar aumento, vamos trabalhar pela a manutenção desse veto”, completou.
Partidos de oposição defendiam a derrubada do veto. O líder da Minoria no Congresso, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), lembrou que havia sido o próprio líder do governo na Câmara à época, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), que havia ampliado a possibilidade de reajuste a mais categorias.
G1
Pode dar aumento pros Militares e comprar o Centrão, mas os servidores são os vilões da República.
Tá bom servidores civis e militares!!! Vcs estão com seus empregos garantidos e salários em dia e ainda querem mais. Ganância grande, pensem nos milhões de brasileiros que passam dificuldades. E não me venham com essa estória de “faça concurso”.
Espero que os deputados, senadores, vereadores, juízes e o próprio presidente não tenham aumentos. E que não apareça também nem mais um imposto a ser pago pela população, que já paga demais. Tá na hora , dos deputados e senadores , votar no projeto que fala da queda de juros dos cartões de créditos, que é um absurdo e que certamente iremos usar muito até final de 2021.
E os dois meninos do RN como votaram? Será que styvenson votou igual ao pool Prates? Não né possível.
Styvenson decepcionou
A nação não pode arcar com esse ônus. Todos tem que pagar. Esse é o patriotismo brasileiro, primeiro eu o resto que se lasque. Povo burro, nação egoísta.
Listinha de como votaram os nosso "nobres"?
E mais um presente do Bolsonaro ao trabalho brasileiro, vergonha nacionsl
A esquerda não cansa de passar vergonha.
Estamos no meio de uma pandemia mundial, na maioria dos países o pib vai cair 10%, o rombo das contas do governo vai ser uns 800 bilhões e você quer aumento???
O que dizer para os comerciantes que tiveram de fechar?
Para quem foi demitido?
Ai, você quer se aproveitar para falar mal do presidente eleito na eleição mais democrática da história do Brasil?
Paulinho ou é militar ou terraplanista para adorar o genocida e aceitar esse absurdo
Explica pra gente, Paulinho, por que os militares podem ter aumento e o enfermeiro que está morrendo atendendo vítimas do covid não?