Política

Câmara Federal vive a noite dos Porcos…

Por Josias de Souza

Deputado desde 1971, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, poucas vezes testemunhara semelhante espetáculo. Foi uma das mais constrangedoras sessões que já presenciei em 42 anos de mandato, disse. Referia-se à malograda tentativa de votar, na noite passada, a MP dos Portos. Como numa ópera bufa, começou em confusão e terminou em tragicomédia.

Tudo se passou diante das lentes da TV Câmara. O enredo era confuso. Mas terminou como terminam todas as boas operas – com o canto da gorda. O deputado Antony Garotinho (PR-RJ) escalou a tribuna. Estufando o peito como uma segunda barriga, soou dramático, à moda de uma mãe opulenta de tenor: “Isso não pode ser transformado em show do milhão, para tudo na vida tem limites.”

Por mais incompreensível que fosse o desenrolar da sessão, a audiência suspeitava desde o início que aquilo não terminaria bem. Os governistas eram os principais oposicionistas de Dilma Rousseff. Eduardo Cunha (PMDB-RJ), líder do partido do vice Michel Temer, comandava a turma dos que tramavam virar do avesso a medida provisória do Planalto.

Faltava um fato que resumisse tudo e conduzisse a encenação para aquela fase em que a platéia balbucia “não é possível!” e a gorda entra em cena para preparar o epílogo. “Não votarei essa emenda aglutinativa”, relampejou Garotinho, referindo-se a uma junção de nove emendas à MP dos Portos que Eduardo Cunha tivera a iniciativa de reunir e levar à mesa presidida por Henrique Alves.

“Essa emenda aglutinativa deveria ter outro nome”, Garotinho trovejou. “Essa, senhor presidente, não é a MP dos Portos. Vou dizer e assumo: essa é a MP dos Porcos. Alguém disse aqui que essa MP está cheirando mal. Não está cheirando mal, não. É podre.” Líder do governista PR, o orador chamou os colegas porcos e insinuou que o plenário convertera-se numa pocilga malcheirosa. Não havia mais dúvidas. A gorda, definitivamente, cantou.

Abespinhado Eduardo Cunha inflamou o plenário ao recordar que se limitara a reunir em sua emenda vitaminada nove propostas de ajustes apresentadas por outros parlamentares: três de Márcio França (PSB-SP), duas de Luiz Sérgio (PT-RJ), uma de Romero Jucá (PMDB-RR), uma de Paulinho da Força (PDT-SP), uma de Leonardo Quintão (PMDB-MG) e até uma de Cidinho Santos, um suplente do senador matogrossense Blairo Maggi, filiado ao PR de Garotinho.

O líder do PMDB levou a mão ao fogo pelos signatários das emendas: “São parlamentares sérios.” Recolheu os dedos ao falar de Garotinho, de quem já foi aliado na política fluminense. “Está condenado no primeiro grau da Justiça do Rio a dois anos e meio de cadeia, por ser chefe de quadrilha.” Eduardo Cunha anunciou que seu partido levará Garotinho ao Conselho de Ética. E anunciou que o PMDB não votaria mais a MP dos Portos. Foi ecoado por pela maioria dos líderes presentes.

Garotinho voltou à tribuna. Parte do plenário chegou a imaginar que ele se retrataria. Deu-se o oposto. Repisou a acusação de que a MP dos Portos convertera-se num balcão de “negociações escusas”. Mirou novamente no emendão organizado por Eduardo Cunha: “É a emenda Tio Patinhas”, espicaçou. “É a emenda da esperteza, do negócio”, declarou, antes de renunciar temporariamente à liderança, passando o comando da bancada ao vice-líder do PR, deputado Milton Monti (SP). O plenário pegou fogo.

Líder do PSB, Beto Albuquerque (RS) recordou a Garotinho os deputados que o escutavam não compunham uma “tropa de guris.” Verbo em riste, esqueceu o Vossa Excelência e cobrou: “Que negócio tu achas que tem aqui? Diga! Fale!”. E Garotinho: “Veste a carapuça quem quer.” Mendonça Filho (DEM-PE) ecoou Beto: “Se tem corrupção ou comportamento desonesto, quem acusa tem a obrigação de apontar quais são os porcos desta Casa.”

Miro Teixeira (PDT-RJ) lamuriou-se: “Hoje, nós temos uma noite para esquecer. Penso que não há o menor ambiente para nos prosseguirmos nessa votação. PDT vai entrar em obstrução. Não entendemos que se olhe com naturalidade o que aqui se passou. É muito grave.”

Suprema ironia: até Milton Monti, o vice-líder a quem Garotinho acabara de delegar a condução da bancada do PR, acusou o incômodo. Ele participara da negociação da MP dos Portos na fase anterior à votação em plenário. Achara engenhosa a iniciciativa de Eduardo Cunha de reunir num emendão nove das 28 emendas que constavam da pauta de votação.

Atarantado, Monti expressou seu desconforto num linguajar confuso: “Por questão óbvia, se eu falar ‘A’ é porque eu disse ‘A’, se eu disser ‘B’ é porque tenho interesse em dizer ‘B’. Eu não posso conduzir mais essa questão. O segundo vice-líder, Bernardo [Santana, PR-MG) vai conduzir pelo partido.” Os deputados faziam fila defronte do microfone de apartes quando Henrique Alves achou melhor atalhar o vexame: “Não quero que essa Casa se exponha mais. Está encerrada a sessão.”

Pouco antes da meia-noite, alcançado pelo blog no celular, Henrique explicou: “Tenho compromisso com a imagem desta Casa. Não é razoável chamar todos de porcos. Houve uma justa reação. O plenário se indignou. E eu tive que encerrar. Assumi o ônus, mesmo sabendo que pode não haver mais tempo para votar a MP dos Portos, importantíssima para o Brasil.”

A MP que Dilma classificara como “indispensável” expira na quinta-feira (16) da semana que vem. Além de ser votada na Câmara, teria de passar pelo Senado. A essa altura, só por um milagre. Salvaram-se quatro empreendimentos portuários. São terminais privados que, erigidos à margem da lei, correram para se “legalizar” antes que a gorda travasse a tramitação da MP.

Chamam-se Embraport (Santos-SP), Portonave (SC), Itapoá (SC) e Cotegipe (BA). “Nós poderíamos chamar essa medida provisória de MP do Eike Batista”, disse o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), mencionando um dos beneficiários escondidos atrás das logomarcas.

“Imaginem vocês a quantidade de intresses que tem numa medida provisória dessas”, declarou o líder do PT, José Guimarães (CE), no debate que precedeu a entrada da gorda em cena. “Imaginem a quantidade de pressão que nós sofremos. Eu digo para vocês, meus companheiros, eu não negociei essa medida provisória para atender esse ou aquele empresário, esse ou aquele grupo econômico.”

Dilma fez o oposto de Guimarães. Negociou apenas com os empresários. Com o Congresso, manteve um tipo de diálogo em que o interlocutor fica de boca fechada. No outro lado da corda estavam os empresários que operam portos públicos em regime de concessão. Julgando-se prejudicados, materializaram seus interesses na “emenda aglutinativa” reunida por Eduardo Cunha.

Não fosse pela Ópera dos Porcos, a chance de aprovação dos ajustes seria grande. A apoteose às avessas de Garotinho livrou Dilma de uma derrota. O episódio da noite passada vai ficar, no resumo da ópera, como mais uma evidência da inapetência da sucessora de Lula para a política. Considerando-se as derrotas anteriores, o Planalto já coleciona um coro de gordas. À medida que 2014 vai se aproximando, tudo no Congresso ganha a aparência de epílogo.

Opinião dos leitores

  1. Hoje acompanhamos a última pá sobre o túmulo da democracia contemporânea brasileira. Nada a ver com Portos e sim com Porcos. Sujeitar o Senado para em um dia conhecer, entender e aprovar uma medida provisória alterada na madrugada do mesmo dia é a demonstração concreta do esvaziamento da autonomia e independência do SENADO e sua total sujeição aos interesses externos. Vai ser uma derrota amarga. Decepciona. Depois desta humilhação cabe a rendição cerimonial do SENADO na promulgação da lei dos Porcos.
    Contrariamente às afirmações recorrentes de que a consciência de um Senador ou ideologia tradicionalmente vinculada a este não têm tido fontes legítimas, os Senadores têm rotineiramente considerado essas questões, mesmo que por vezes velada. Suas preocupações e objeções aos métodos do Governo são reais, pois definem o seu preço. Qual o preço do Senado?
    No Congresso Nacional nesta última terça faltou sacrificarem um bode para abrandarem os diversos deuses que comandam os parlamentares. Tudo isso embasado por um Regimento Interno que permite a figura excêntrica da “Obstrução”.
    Na minha singular visão, que é a de um bobo, a pauta deveria ser dada com antecedência de no mínimo um mês, permitindo o estudo e aprofundamento por parte dos Deputados e seus assessores. Posteriormente todos poderiam votar nominalmente e eletronicamente por um dispositivo móvel de onde estiverem não exigindo presença física no Plenário. Ficando as reuniões presenciais obrigatórias no plenário restritas para sessões especiais como a de Promulgação de Leis, alterações à Constituição e segurança nacional.
    Tem que acabar com sessões extenuantes que entram pelas madrugadas estrategicamente colocadas a “toque de caixa” para atropelar pela desorientação e cansaço uma possível oposição.
    Tem que acabar com o entra e sai de Deputados no Plenário ora dando quórum ora não e a apresentação de destaques e o levantamento de questões de ordem apenas para tumultuar e protelar uma sessão.
    Tem que acabar com acordos prévios do colégio de líderes que usa seu poder e influência para manobrar os votos do baixo clero e tirar destes a prerrogativa de votarem conforme sua consciência e interesse daqueles que nestes votaram.
    Na opinião do povo simples e comum que represento o Deputado tem como maior obrigação votar com pleno conhecimento do assunto e suas consequências respeitando o interesse dos seus eleitores. Podem até se unirem em interesses comuns aos seus eleitores, mas nunca usarem sua prerrogativa democrática como palanque ou como uma disputa egocêntrica, vaidosa, egoísta, irresponsável, fútil, gananciosa, cega e malograda por poder em suas mais diferentes e diversas facetas, nuances e esferas.
    Eu tenho absoluta certeza que o grande problema do Congresso Nacional não é a falta de esforço e trabalho dos seus integrantes. O que esta estragando o Congresso é a esperteza diante de um Regimento Interno criteriosamente construído para permitir uma total rendição do Legislativo aos interesses do Executivo. Dividir para Governar não é uma ação nova. Que diga o PMDB que deveria se chamar (sugestão) PSMDB (Partido Subdividido do Movimento Democrático Brasileiro).
    Ahh! Vale explicar para alguns Deputados possivelmente incautos que a intermodalidade, à geração de novos empregos e o aumento na movimentação de cargas no país fortalece o setor de logística no mercado nacional e interessa mais aos brasileiros do que suas intrigas colegiais e infantis.
    Sérgio Alberto Bastos da Paixão
    http://www.facebook.com/sergio.paixao.35

  2. O que esperar de politicos desse naipe? Não podemos esperar nada de uma casa que reune todo o tipo de pessoas de sem carater e sem moral. Pessoas que eriqueceram de forma nebulosa, que fazem todo tipo conchavo, que legislam em causa própria, que estão envoldas em todo tipo de crime, que nunca trabalharam de verdade.

  3. Só não vê quem não quer a ingerência política do Planalto sobre a atividade parlamentar. A usurpação das prerrogativas do Legislativo pelos interesses escusos inconfessáveis do Executivo. Da votação do Código Florestal à indicação de diretores para agências reguladoras, tudo foi assim, goela abaixo do Congresso. Percebe-se claramente por que o Brasil nunca vai ter uma reforma política digna desse nome.

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Natal recebe congresso internacional de cardiologia intervencionista com participação ativa do Incor Natal e transmissão de procedimentos em tempo real

Fotos: Divulgação

Natal foi palco, nos dias 18 e 19 de outubro, de um dos mais importantes encontros da América Latina dedicados ao tratamento de doenças coronarianas complexas. O CTO CHIP Imaging and Physiology Summit 2026, realizado no Serhs Natal Grand Hotel & Resort, reuniu especialistas brasileiros e internacionais para compartilhar conhecimentos, apresentar novas tecnologias e discutir os avanços da cardiologia intervencionista.

Com uma programação científica de alto nível, o encontro abordou temas que estão transformando o tratamento das doenças cardiovasculares, especialmente os procedimentos de alta complexidade, as técnicas modernas de desobstrução das artérias coronárias, o uso de imagens intracoronárias e a aplicação de inteligência artificial na medicina.

Um dos grandes destaques foi a realização de procedimentos cardíacos transmitidos em tempo real, permitindo que médicos de diferentes instituições acompanhassem técnicas, estratégias e decisões adotadas pelos especialistas durante intervenções de elevada complexidade. As transmissões proporcionaram uma experiência de aprendizado diferenciada, aproximando a prática médica da discussão científica.

Nesse contexto, o Incor Natal – Instituto do Coração de Natal teve participação de destaque como um dos realizadores do evento. A instituição contribuiu ativamente, disponibilizando sua estrutura hospitalar, infraestrutura tecnológica e equipe para viabilizar a realização e a transmissão de procedimentos em tempo real diretamente de suas instalações.

A participação do Incor Natal reforça a capacidade técnica e tecnológica da cardiologia potiguar, demonstrando que Natal dispõe de estrutura e profissionais preparados para participar de iniciativas científicas de alcance internacional. Durante o congresso, procedimentos realizados no Hospital Rio Grande, onde funciona o Incor Natal, integraram a programação científica, possibilitando o compartilhamento de experiências com especialistas de diferentes partes do Brasil e do exterior.

Entre os assuntos que despertaram atenção na programação estiveram os tratamentos de obstruções coronarianas crônicas, as intervenções em artérias com calcificação intensa, os procedimentos em bifurcações e no tronco da coronária esquerda, além do uso do ultrassom intracoronário (IVUS) para orientar intervenções com maior precisão e segurança.

Outro destaque foi a discussão sobre inteligência artificial aplicada à análise de imagens cardíacas, uma tecnologia que vem ampliando as possibilidades de avaliação e planejamento dos procedimentos. Também foram apresentadas técnicas inovadoras para o tratamento de lesões complexas, incluindo o uso de ondas de choque para modificar calcificações nas artérias coronárias.

O congresso contou ainda com sessões práticas em simuladores, apresentação de casos clínicos desafiadores e competições científicas, estimulando a troca de experiências entre profissionais e a atualização permanente dos conhecimentos médicos.

Mais do que apresentar novidades e tecnologias, o CTO CHIP Summit 2026 evidenciou a importância da integração entre instituições de saúde, especialistas e centros de referência para o desenvolvimento da cardiologia. A participação ativa do Incor Natal nesse cenário também representa o reconhecimento da estrutura e da capacidade assistencial do Rio Grande do Norte, colocando a medicina potiguar em conexão com importantes centros de conhecimento do Brasil e do mundo.

Ao sediar um encontro dessa dimensão, Natal fortalece sua posição como destino para grandes eventos científicos e reafirma o potencial da saúde potiguar na produção, disseminação e aplicação de conhecimento em benefício dos pacientes.

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ELEIÇÕES 2026: Lula ganhou 10,3 milhões de votos entre os turnos; São Paulo liderou crescimento

Foto: Ricardo Stuckert

Lula (PT) recebeu 10.376.694 votos a mais no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 em comparação com o primeiro. São Paulo foi o estado que mais contribuiu para o aumento, com 2.613.861 votos adicionais, seguido por Minas Gerais, com 1.162.163, e Rio de Janeiro, com 872.372.

Os dados do TSE mostram que o crescimento da votação de Lula ocorreu nas 27 unidades da Federação, embora em proporções diferentes. A Bahia aparece na quarta posição, com 820.487 votos a mais, seguida por Pernambuco, com 563.542, e Rio Grande do Sul, com 529.793.

No Nordeste, região em que Lula venceu nos nove estados no segundo turno, o maior aumento absoluto foi registrado na Bahia. O Ceará teve acréscimo de 480.861 votos, enquanto a Paraíba registrou 252.932 e o Maranhão, 241.930.

O Rio Grande do Norte aparece na 14ª posição do levantamento, com 175.633 votos adicionais para Lula entre os dois turnos. Alagoas registrou aumento de 157.162 votos, o Espírito Santo teve 151.937 e o Piauí, 130.279.

Na outra ponta da lista, Roraima apresentou o menor crescimento em números absolutos, com 9.085 votos adicionais. Acre e Amapá também tiveram aumentos inferiores a 11 mil votos.

Os números representam a diferença entre as votações de Lula nas duas etapas da eleição em cada estado. A comparação mostra onde o candidato ampliou sua votação, mas não identifica individualmente em quem votaram os eleitores entre os turnos.

No resultado nacional, Lula terminou o segundo turno com 64.256.232 votos, contra 59.826.041 de Flávio Bolsonaro (PL). O aumento da votação petista entre as duas etapas foi superior ao registrado pelo adversário, que recebeu cerca de 3,7 milhões de votos a mais no segundo turno.

 

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[VÍDEO] Flávio caiu nos 27 estados e perdeu para Lula em 213 cidades que havia vencido no 1º turno

Flávio Bolsonaro (PL) ampliou sua votação em quase 4 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, mas terminou derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um levantamento do Radar do Voto analisou os resultados dos 5.561 municípios brasileiros para mostrar onde a votação dos candidatos mudou entre as duas etapas.

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ELEIÇÕES RN: Allyson venceu em Natal após receber apoio de Paulinho Freire

Foto: Reprodução

Allyson Bezerra (União Brasil) venceu Cadu de Lula (PT) em Natal no segundo turno da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte. O resultado ocorreu após o prefeito da capital, Paulinho Freire (União Brasil), anunciar apoio à candidatura de Allyson em 13 de outubro, ao lado de vereadores e lideranças políticas.

Na capital, Allyson recebeu 236.592 votos, contra 210.971 de Cadu, uma diferença de 25.621 votos. No primeiro turno, o resultado entre os dois havia sido diferente: Cadu terminou à frente de Allyson por 45.568 votos. Naquela etapa, Álvaro Dias (PL) foi o candidato mais votado em Natal, com 165.210 votos.

Entre os turnos, Allyson ampliou sua votação na capital em 134.651 votos, enquanto Cadu teve um acréscimo de 63.462. Os números mostram a mudança no resultado da disputa entre os dois candidatos em Natal.

Em Parnamirim, Allyson também ampliou a vantagem sobre Cadu. A diferença, que era de 6.287 votos no primeiro turno, passou para 27.178 no segundo. Somados os resultados de Natal e Parnamirim, Allyson melhorou seu saldo em 92.080 votos entre as duas etapas da eleição.

Apesar do desempenho na capital e na região metropolitana, Allyson não conseguiu compensar a diferença registrada em outras regiões do estado. Cadu foi eleito governador com 1.073.024 votos, contra 1.040.399 de Allyson.

Com informações do Blog do Dina

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ELEIÇÕES RN: Cadu virou em 31 municípios onde Allyson havia vencido no primeiro turno

Foto: Reprodução

Cadu de Lula (PT) venceu em 31 municípios do Rio Grande do Norte onde Allyson Bezerra (União Brasil) havia sido o candidato mais votado no primeiro turno da eleição para o Governo do Estado. O levantamento do Blog do Dina, elaborado a partir dos dados do TSE, compara os resultados municipais das duas etapas da disputa.

Dos 167 municípios potiguares, 73 tiveram Cadu como candidato mais votado nos dois turnos, enquanto 34 mantiveram Allyson na liderança nas duas etapas. Em outras 31 cidades, Allyson venceu no primeiro turno e Cadu passou à frente no segundo. Segundo o levantamento, não houve município em que Cadu liderou no primeiro turno e Allyson assumiu a dianteira no segundo.

Entre as cidades em que houve mudança de liderança estão São José de Mipibu, Areia Branca, Governador Dix-Sept Rosado, Alto do Rodrigues, Santo Antônio, Cerro Corá e Montanhas.

O levantamento também analisou os 29 municípios em que Álvaro Dias (PL) foi o candidato mais votado no primeiro turno. Nesse grupo, 14 deram a vitória a Cadu no segundo turno, enquanto 15 tiveram Allyson como vencedor.

Entre os municípios que ficaram com Allyson estão Natal, Parnamirim e Extremoz. Nessas três cidades, Álvaro havia somado 219.663 votos no primeiro turno. Entre os municípios desse grupo em que Cadu venceu no segundo turno, Caicó foi o maior.

Os dados municipais mostram como os resultados se distribuíram pelo estado entre as duas etapas da eleição. A comparação, porém, não permite identificar individualmente em quem votaram os eleitores de Álvaro Dias, já que os totais por município não registram a escolha de cada eleitor entre os turnos.

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ELEIÇÕES RN: Região de Mossoró virou saldo de 58 mil votos a favor de Cadu do 1º para o 2º turno

Fotos: Magnus Nascimento/TN

A região intermediária de Mossoró registrou uma mudança de 58.576 votos no saldo entre Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil) entre o primeiro e o segundo turno da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte. O levantamento do Blog do Dina, com base nos dados do TSE, mostra que a região passou de uma vantagem de 18.378 votos para Allyson no primeiro turno para uma vantagem de 40.198 votos para Cadu no segundo.

Nos 68 municípios que compõem a região intermediária de Mossoró, Cadu acrescentou 96.234 votos à sua votação entre os turnos, enquanto Allyson teve um aumento de 37.658 votos.

Mossoró, cidade onde Allyson foi prefeito, apresentou um resultado diferente do registrado no conjunto da região. O candidato do União Brasil venceu nos dois turnos, mas sua vantagem sobre Cadu caiu de 38.084 para 35.033 votos.

Entre as duas etapas, Cadu ampliou sua votação em Mossoró em 15.883 votos, enquanto Allyson acrescentou 12.832 votos. A redução da diferença foi de 3.051 votos a favor do petista, embora Allyson tenha mantido a liderança no município.

No Seridó, a vantagem de Cadu na região intermediária de Caicó passou de 21.895 para 31.935 votos. Já na região intermediária de Natal, Allyson ampliou sua vantagem de 19.026 para 39.508 votos.

No resultado estadual, Cadu terminou o segundo turno com 1.073.024 votos, contra 1.040.399 de Allyson, uma diferença de 32.625 votos.

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DIREITA: Tarcísio e Michelle ganham força após derrota de Flávio Bolsonaro

Foto: Douglas Gomes/Republicanos

A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial abre espaço para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) ampliarem sua influência na direita e se posicionarem como possíveis nomes para a eleição presidencial de 2030. A avaliação é do colunista Artur Rodrigues, do UOL.

Tarcísio conta com a estrutura política do governo paulista e o apoio de partidos de centro-direita. Reeleito governador, ele terá quatro anos para articular alianças e buscar espaço como alternativa para liderar o campo conservador.

Michelle, por sua vez, chega ao Senado com apoio de setores evangélicos e uma trajetória de atuação política à frente do PL Mulher. A eleição amplia sua estrutura partidária e pode fortalecer seu nome em futuras disputas nacionais.

A derrota de Flávio também expõe desafios para a família Bolsonaro na definição de sua liderança política. O senador perde a disputa pelo Planalto, enquanto Jair Bolsonaro havia apoiado sua candidatura. A disputa por espaço na direita pode envolver ainda o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que ampliou sua projeção nacional.

Apesar da derrota presidencial, o PL mantém força no Congresso Nacional, com as maiores bancadas da Câmara e do Senado, o que garante à legenda influência nas articulações políticas dos próximos anos.

Com informações do UOL

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ORÇAMENTO 2027: Governo Lula terá de remanejar R$ 20 bilhões para custear medidas anunciadas na campanha

Foto: Ricardo Stuckert

O Orçamento da União para 2027 precisará passar por ajustes para acomodar despesas e medidas anunciadas pelo governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha eleitoral. Segundo a CNN Brasil, o Ministério do Planejamento e Orçamento estima a necessidade de remanejar cerca de R$ 20 bilhões.

Entre as medidas que pressionam as contas públicas estão o reajuste do Bolsa Família e a terceira edição do programa Desenrola, com impactos estimados em R$ 22,7 bilhões e R$ 5 bilhões, respectivamente.

Lula também prometeu ampliar o Pé-de-Meia para estudantes universitários e criar o chamado Pix MEI, com transferências de até R$ 5 mil para microempreendedores individuais.

Outra proposta enviada pelo presidente antes do segundo turno prevê transporte público gratuito aos fins de semana. Para financiar a medida, a proposta de emenda à Constituição prevê destinar 26,8% dos recursos reservados às emendas parlamentares, o equivalente a R$ 12 bilhões em 2027.

Meta fiscal

A proposta orçamentária para 2027 prevê superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), estimado em R$ 73,2 bilhões. A equipe econômica afirma que a meta fiscal está mantida, apesar das despesas previstas.

Além dos gastos, o governo deverá considerar uma perda estimada de R$ 5,3 bilhões em arrecadação em 2027 com o fim das bets.

Especialistas ouvidos pela CNN Brasil apontam que o desafio será conciliar as medidas anunciadas com o equilíbrio das contas públicas. O economista Gabriel Leal de Barros avalia que novas despesas ou reduções de receitas dificultam o ajuste fiscal. Já o especialista em contas públicas Murilo Viana defende mudanças graduais para evitar impactos negativos sobre a atividade econômica.

A composição do Congresso também é apontada como um fator de dificuldade para a aprovação de mudanças fiscais, diante da presença do PL como maior bancada na Câmara e no Senado.

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[VÍDEO] Rogério Marinho diz que decisão de contestar resultado partiu de Flávio Bolsonaro

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, afirmou que seguirá a decisão do candidato de questionar o resultado das eleições. A declaração foi dada a jornalistas neste domingo (25), em Brasília.

“A decisão do líder é a nossa decisão”, disse Marinho, ao comentar o anúncio de Flávio de que pretende pedir a anulação do pleito.

A campanha alega que a prorrogação do horário de votação, determinada pelo ministro do STF, Cristiano Zanin, teria prejudicado o resultado eleitoral e favorecido o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Marinho afirmou que o grupo pretende recorrer à Justiça e citou a possibilidade de contestação prevista na legislação. Até o momento, as alegações apresentadas pela campanha não comprovam irregularidades capazes de alterar o resultado da eleição.

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ELEIÇÕES 2026: Urnas registraram 5 mil votos após as 17h, aponta levantamento com dados do TSE

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

A extensão do horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais atingiu 7.352 urnas em todo o país, o equivalente a 1,48% do total de equipamentos utilizados. Nessas urnas, foram registrados 5.052 votos após as 17h, segundo levantamento do programador Apolinário Passos com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgado pelo Metrópoles.

O número representa uma parcela reduzida do total de votos válidos da eleição. Lula (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) por uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

O levantamento utilizou dados do TSE e teve o código disponibilizado pelo programador na plataforma GitHub.

A prorrogação do horário de votação foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Após a derrota, Flávio Bolsonaro questionou a medida e afirmou que pretende contestar o resultado na Justiça.

O candidato alegou que a decisão alterou as regras durante o processo eleitoral. Os números apresentados no levantamento dimensionam a quantidade de votos registrados após as 17h nas urnas afetadas, mas, isoladamente, não demonstram eventual impacto sobre o resultado final.

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