ma campanha da Riachuelo, criada para promover a marca com base no Dia Internacional da Mulher, tem causado polêmica nas redes sociais nas últimas horas. No filme, com o conceito “O dia da mulher brasileira”, uma modelo branca é seguida por braços, mãos e sombras de uma mulher negra colocando nela acessórios como colares e sapatos. Parte do público enxergou uma mensagem de cunho racista na propaganda.
A repercussão negativa foi tamanha, que a marca apagou o vídeo do Youtube. Entretanto, a ira do público já havia se espalhado tanto que as críticas negativas continuaram a todo vapor nas redes sociais, principalmente no Twitter e no Facebook. Alguns blogs também publicaram a sua opinião a respeito da campanha da Riachuelo. O “blogueiras negras” comentou que “a presença negra no comercial é de uma mão que serve. Um corpo sem cara, que não consome, não tem vontades, sequer existe, apenas serve. Uma sombra semivivente que só se presta a apoiar a existência da sua senhora”.
O Adnews já fez contato com a Riachuelo e aguarda o posicionamento da empresa sobre o impacto negativo da campanha. A marca tirou o filme de seu canal oficial, mas o vídeo foi postado também por outros usuários.

Sério que houve quem visse cunho racial nesse vídeo? Do jeito que esses etnochatos se comportam, Monteiro Lobato teria que extirpar de suas obras a figura da "Tia Nastácia". Sim, porque iria parecer uma forma de reforçar o discurso capitalista caucasiano que subjuga o afrodescendente colocando-o em posição inferior, sem dizer da clara tentativa de incutir nas gerações seguintes a ideia que a cor obriga os negros a exercerem papéis de pouca relevância.
Alguém já leu, ouviu ou viu alguma crítica ao bloco baiano Ilê ayê por não aceitar brancos como integrantes? Então racismo é apenas quando se tratar de ofensa a negros?
Para quem ainda não sabe desse detalhe leia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Il%C3%AA_ay%C3%AA
Isso é frescura, estamos perdendo a nossa liberdade de pensamento, de expressão, tudo agora é politicamente incorreto.
O filme é de uma infelicidade sem tamanho. Num filme simples como este, entre criação, aprovação e produção, no mínimo umas 20 cabeças são envolvidas. Capricham na plasticidade e esquecem a dignidade, ficam cegos com a própria ideia e cometem erros desastrosos como este. Recentemente, um ano ou dois atrás, também aconteceu com a Caixa Econômica Federal. O filme da Caixa mostrava que até Machado de Assis foi cliente da instituição. O ator que representava Machado era branco, e como se sabe, Machado de Assis era mulato. A confusão foi grande e a Caixa teve que refazer o filme. Tenho um amigo publicitário que diz que o difícil é ver ou fazer o óbvio. Taí.