O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, estão reunidos na manhã desta quarta-feira, 4, para discutir os detalhes da atuação que o órgão de fiscalização fará em conjunto com a Polícia Federal para investigar os brasileiros com contas secretas no HSBC da Suíça.
O vazamento da lista com o nome de 4,8 mil brasileiros donos de contas não declaradas está sendo chamado de “Caso Swissleaks”, após ter sido revelado pelo International Consortium of Investigative Journalism (ICIJ). Essas contas somariam US$ 7 bilhões em depósitos entre 2006 e 2007.
A Polícia Federal apura se existe irregularidade na origem do dinheiro e, a partir de agora, deve contar com ajuda da Receita no “pente-fino” que faz na vida financeira de cada um dos brasileiros envolvidos. O Ministério Público Federal também investiga o caso.
O candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL), o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), ofereceu à Procuradoria-Geral da República (PGR) a coleta de seu material genético para que seja realizado um exame de DNA, como forma de esclarecer a acusação de estupro de vulnerável apresentada por parlamentares.
Em documento assinado por advogados da campanha de Flávio, Gaspar pede que a PGR faça a comparação genética e promova o arquivamento do caso, se não for identificado vínculo genético.
“Estou implorando para que haja um DNA. O meu material está à disposição há cinco meses da Justiça. A minha verdade não interessa, interessa a verdade científica”, disse a jornalistas.
Gaspar diz que as amostras do material genético já foram coletadas há cinco meses sob supervisão do Judiciário, de perito oficial, da PF e do Ministério Público.
O parlamentar também afirmou estar à disposição para uma nova coleta, caso o exame não seja considerado suficiente.
Segundo o deputado, o caso só teve andamento por ele ter sido anunciado por Flávio para ser vice em sua chapa.
A PGR pediu diligências à PF antes de se manifestar sobre o pedido de abertura de inquérito contra Gaspar. A solicitação foi protocolada pela PGR em 21 de maio, mas o encaminhamento feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes ocorreu na quarta-feira, 5.
Alfredo Gaspar nega as acusações e afirma que o caso citado diz respeito a um primo com o mesmo nome, em Alagoas.
Segundo o deputado, não houve crime e há exame de DNA que comprovaria que ele não é o pai da criança mencionada.
A Polícia Federal (PF) concluiu nesta quinta-feira (6/8), um novo inquérito sobre fraudes em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e indiciou seis pessoas pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa. A informação foi confirmada pelo Metrópoles.
Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto; o ex-procurador-geral do órgão Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho; e o ex-diretor de Benefícios André Paulo Félix Fidelis.
Segundo a investigação, o grupo é suspeito de manipular informações nos sistemas do INSS para viabilizar a concessão irregular de benefícios previdenciários em favor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). As alterações teriam permitido a liberação de aposentadorias com base em dados falsificados.
O relatório foi entregue ao ministro André Mendonça, relator do inquérito da Farra do INSS. O caso foi revelado em uma série de reportagens do Metrópoles.
De acordo com os investigadores, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) alertou a PF sobre a saída de R$ 26.457.531,95 das contas da confederação para 15 pessoas físicas e jurídicas ligadas aos setores de turismo, alimentação e eventos, além de federações estaduais vinculadas à Contag.
O que chamou a atenção foi o fato de as movimentações terem sido realizadas de forma fracionada, em uma suposta tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos. Ainda assim, o modus operandi despertou suspeitas no Coaf, que acionou a Polícia Federal.
Com a entrega do relatório, caberá ao ministro André Mendonça encaminhar o caso para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Preso em flagrante pelo estupro de uma criança de 5 anos durante uma festa de aniversário em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, o ator Marco Furlan mantinha um perfil ativo no aplicativo de relacionamento Tinder onde buscava por conversas e novos relacionamentos.
O ator foi detido no último domingo (2) e a prisão foi convertida em preventiva pela Justiça de SP.
A existência da conta chamou atenção em razão do ator ter declarado em depoimento que teria entrado em um quarto após consumir bebida alcoólica e confundido a criança de 5 anos com a namorada com a qual possuía relacionamento sério.
Perfil no aplicativo dizia buscar relacionamento monogâmico
Na plataforma, Marco Furlan se apresentava como solteiro, afirmava buscar um relacionamento monogâmico e dizia estar aberto para conhecer alguém, em contraste com declarações prestadas posteriormente às autoridades durante a investigação.
O perfil do ator no aplicativo permaneceu ativo mesmo após familiares iniciarem a desativação das demais redes sociais do ator. A conta reunia diversas fotografias, indicava que ele era solteiro e informava que procurava um relacionamento monogâmico.
Na descrição, o ator também procurava transmitir autenticidade aos possíveis contatos. Entre as mensagens exibidas no perfil estava a frase: “Se for do bem, bora conversar”. Além disso, informava que não era um perfil falso e dizia que uma chamada de vídeo poderia confirmar sua identidade.
Segundo relatos de pessoas próximas divulgados pela reportagem, familiares conseguiram desativar os perfis do ator no Instagram, Facebook e X após um advogado obter as senhas junto à delegacia.
O aplicativo de relacionamento, entretanto, permaneceu ativo porque, conforme essas pessoas, Marco Furlan afirmou não se lembrar do código de acesso.
Portal NDMais
CAMALEÕES: Deputado se declara preto após ser registrado como branco e pardo; no RN, ex-deputada ‘parda’ voltou a ser branca
O deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil-BA), candidato à reeleição neste ano, declarou-se como preto em seu registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apesar de ter usado duas outras cores em pleitos diferentes.
Nas eleições de 2018, em que foi eleito como deputado pelo DEM, ele tinha se declarado como branco. Já no pleito de 2022, quando também disputava uma vaga na Câmara dos Deputados, o parlamentar se declarou como pardo.
Questionado pela reportagem, Elmar explicou que o registro foi feito de maneira equivocada pelo partido e que o campo será corrigido para pardo.
No Rio Grande do Norte, a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB), candidata a vice na chapa de Cadu Xavier (PT), se declarou parda à Justiça Eleitoral na eleição de 2026. Em candidaturas anteriores, no entanto, ela havia se apresentado como branca. O caso ganhou repercussão nacional nesta quarta-feira (5) ao ser noticiado pela Folha de S.Paulo.
De acordo com a publicação, após ser procurada pela coluna Painel para explicar a alteração, Larissa pediu à Justiça Eleitoral a retificação do registro, voltando a se declarar branca. A candidata atribuiu a mudança a um erro de sua assessoria durante o preenchimento da documentação e afirmou que “nunca se identificou como uma pessoa parda”.
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como vice de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência, afirmou nesta quinta-feira (6) que não tem interesse em um acordo com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) para uma possível retratação sobre a acusação de estupro.
O parlamentar nega as acusações e afirma que insistirá em uma ação contra o petista e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) por denunciação caluniosa. O vice de Flávio também representou contra os dois parlamentares no Conselho de Ética da Câmara e do Senado, além da PGR (Procuradoria-Geral da República) e do STF (Supremo Tribunal Federal).
A informação de que havia uma suspeita de estupro contra o deputado foi levantada durante a CPMI do INSS, da qual Gaspar era relator, por Lindbergh e Soraya, em 28 de março. Na data, Gaspar fazia a leitura do relatório final da comissão. O documento, que mais tarde foi rejeitado pelo colegiado, pediu o indiciamento de ex-ministros, dirigentes de entidades e do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
“Não tem acordo. Quando ficar esclarecido que é uma fake news, vou seguir com o processo até o fim contra Lindbergh e Soraya”, disse Gaspar.
A possibilidade de uma “pacificação” foi tratada pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) com o petista nesta quarta-feira (5), horas após Gaspar ter sido confirmado como vice de Flávio.
O assunto foi tratado por Sóstenes e Lindbergh por telefone, horas após Gaspar ser anunciado como vice, segundo o líder do PL. “Ele me disse que não tem provas contra o Gaspar. É uma acusação muito grave sem prova nenhuma”, disse Sostenes à CNN.
O tema também foi discutido em uma troca de mensagens à qual a CNN teve acesso. Às 18h26, o petista enviou um arquivo no WhatsApp com a proposta de uma nota sobre o caso.
O líder do PL, por sua vez, respondeu que aquele não seria o texto ideal e que ele reacenderia o caso. Segundo apurou a CNN, Lindbergh, em sua declaração, apenas defenderia a investigação por parte da PF (Polícia Federal) e do STF (Supremo Tribunal Federal).
Em nova mensagem, o líder do PT escreve que poderia “dizer que não tem provas”. Sóstenes responde, mais uma vez: “Essa frase resolve tudo”, complementando que, daquela maneira, o assunto estaria “pacificado”.
Investigada pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de envolvimento em fraudes no INSS, a empresária e lobista Roberta Luchsinger afirmou nesta quinta-feira (6/8) que sua vida “virou de cabeça para baixo”. As informações são do Metrópoles.
Roberta foi apontada pela PF como personagem central em diferentes frentes de investigação. Ela também é citada por sua proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Após as menções, ela publicou um desabafo nas redes sociais. Na mensagem, disse enfrentar “ataques diários” e afirmou que continuará confiando na Justiça.
“Não tem sido fácil viver sob ataques diários. Ver meu nome e também pessoas queridas sendo atingidas por acusações, julgamentos e narrativas que desconsideram os fatos é profundamente doloroso. Minha vida virou de cabeça para baixo. Ainda assim, permaneço de pé. Não permitirei que as dificuldades me façam perder a fé, a serenidade ou a confiança na verdade e na Justiça”, escreveu.
Na publicação, Roberta também criticou o que classificou como tentativa de transformar relações pessoais em motivo de suspeita. “Criminalizar relações de amizade afronta os princípios mais elementares do Estado Democrático de Direito. Nenhuma democracia se fortalece quando vínculos pessoais passam a ser tratados como justificativa para suspeitas ou narrativas que desconsideram os fatos”, afirmou.
Uma sessão da Câmara Municipal de Riachão do Jacuípe, no interior da Bahia, precisou ser suspensa após os vereadores Joquinha (PSD) e João Igor (União) se desentenderem na manhã desta quinta-feira (6).
Os parlamentares entram em confronto físico e trocam socos, enquanto colegas e outras pessoas tentavam separá-los. A Polícia Militar foi chamada, mas não resultou em prisões.
A sessão marcava a reabertura dos trabalhos do Legislativo municipal para o segundo semestre, mas a confusão começou logo depois do “bom dia” dado pelo presidente da Câmara, Franklin Santana (União).
João Igor, vice-presidente, deixou a cadeira na Mesa Diretora e seguiu em direção à saída, por onde Joquinha entrava no Plenário. Eles se esbarram e o confronto começa em seguida.
Após o episódio, o presidente determinou a suspensão temporária dos trabalhos legislativos. Com a confusão contida, a sessão foi reiniciada no fim da manhã, cerca de duas horas depois.
Em nota, a Câmara Municipal chamou a briga de “desentendimento pontual”. A Presidência da Casa lamentou a situação e reiterou o compromisso com o respeito, o diálogo e a convivência democrática.
Segundo a Casa, os vereadores serão enquadrados nos termos do Regimento Interno para assegurar o decoro parlamentar, a harmonia institucional e o funcionamento dos trabalhos.
O salário mínimo projetado pelo governo federal para 2027 deve continuar distante do valor considerado necessário para bancar as despesas básicas de uma família brasileira. Enquanto a estimativa oficial aponta para um piso de 1.717 reais no próximo ano, cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indica que seriam necessários mais de 8.110 reais nesse período para sustentar uma família de quatro pessoas.
A projeção para o salário mínimo consta do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), encaminhado ao Congresso Nacional em abril. Caso o valor seja confirmado, o piso terá aumento de 96 reais em relação aos atuais 1.621 reais, equivalente a um reajuste nominal de 5,92%.
A diferença é significativa quando comparada à estimativa do Dieese. Segundo o levantamento referente a junho de 2026, o salário mínimo necessário para atender às despesas de uma família formada por quatro pessoas deveria chegar a 8.110 reais. O montante equivale a aproximadamente cinco vezes o piso nacional vigente, de 1.621 reais, e a 4,72 vezes o valor projetado pelo governo para 2027.
Divulgado todos os meses, o cálculo do Dieese busca mensurar a diferença entre o salário mínimo efetivamente pago no país e a renda necessária para cobrir o custo de vida. A estimativa leva em consideração os preços da cesta básica de alimentos e as despesas que, de acordo com a Constituição Federal, devem ser atendidas pelo piso salarial para assegurar condições dignas de vida.
O indicador mostra, assim, a dificuldade de famílias brasileiras para financiar despesas essenciais ao longo do mês e permite acompanhar a distância entre a renda recebida pelos trabalhadores e aquela considerada necessária para atender às necessidades previstas constitucionalmente.
Para fazer a estimativa, o Dieese utiliza como referência a cesta básica de maior custo entre as 17 capitais incluídas em sua pesquisa. Em maio, São Paulo voltou a apresentar o valor mais elevado. Com base nesse custo, o departamento calcula quanto uma família composta por dois adultos e duas crianças precisaria ter à disposição para manter um padrão mínimo de bem-estar.
A rede municipal de ensino de Macaíba registrou o maior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da série histórica, iniciada em 2005. No Ideb 2025, nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), a nota passou de 4,4 em 2023 para 5,0 em 2025, representando um crescimento de 0,6 ponto percentual. Já nos anos finais (6º ao 9º ano), o índice avançou de 3,6 em 2023 para 4,1 em 2025, um aumento de 0,5 ponto percentual.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (05) e apontam o avanço no desempenho dos estudantes do ensino fundamental e dos indicadores educacionais do município, resultado das ações voltadas ao fortalecimento da qualidade da educação básica.
A melhoria dos índices do Ideb é resultado de um conjunto de ações planejadas e executadas de forma contínua. Entre as iniciativas adotadas para elevar os indicadores da educação municipal, a Prefeitura de Macaíba tem investido na formação dos profissionais, incluindo a adesão ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, avaliações contínuas dos alunos, reestruturação das escolas, ampliação das vagas de tempo integral, adoção de merenda escolar de qualidade nutricional, kit escolar e fardamento, além de criar o Prêmio Aprova Macaíba. A ação foi desenvolvida para incentivar a melhoria do desempenho das escolas no Ideb, reconhecendo e valorizando gestores, equipes pedagógicas, professores e estudantes.
O secretário municipal de Educação, Ademar Júnior, comemorou o resultado e destacou que o desempenho representa um marco para a educação de Macaíba. “Recebemos com muita alegria o resultado do Ideb 2025, que representa um marco histórico para a educação de Macaíba. Estes índices confirmam que um trabalho sério, planejado e construído de forma coletiva gera resultados. Quero agradecer a todos que fazem a educação de Macaíba. Esta conquista é resultado do compromisso, da dedicação e do trabalho coletivo de gestores, professores, coordenadores pedagógicos, equipes técnicas, servidores, estudantes e famílias.”, relatou.
Foto: Pedro Franca/Agência Senado – Kebec Nogueira/Metrópoles
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a senadora Soraya Thronicke (PSB) e o deputado Lindbergh Farias (PT) apresentem, no prazo de 15 dias, novas informações sobre a denúncia de suposto estupro de vulnerável envolvendo o deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro.
Soraya e Lindbergh apresentaram notícia-crime sem provas
A investigação teve origem em uma notícia-crime apresentada à Polícia Federal em março. Na representação, os parlamentares afirmam ter recebido documentos que relatariam o estupro de uma adolescente de 13 anos, ocorrido há cerca de oito anos, mas não anexaram provas, alegando a necessidade de preservar a identidade da suposta vítima e do filho.
Na decisão, Gilmar Mendes determinou que Soraya e Lindbergh apresentem elementos que possam identificar os autores das mensagens citadas na denúncia, além de informações sobre ligações telefônicas mencionadas nos autos.
O caso ganhou repercussão durante a CPI do INSS, quando Lindbergh chamou Alfredo Gaspar de “estuprador” em um bate-boca no colegiado. Gaspar nega as acusações e, em abril, realizou um exame de DNA para antecipar a produção de provas e buscar o esclarecimento do caso.
O Plano de Governo apresentado pela chapa Álvaro Dias e Babá Pereira (PL) para o período 2027-2030 parte do diagnóstico de que apenas 3% da receita do Rio Grande do Norte foi destinada a investimentos em 2025, o menor percentual do Nordeste. O programa propõe um pacote de medidas para reverter o quadro, com foco em equilíbrio fiscal, parceria com prefeituras e retomada de obras paradas.
A proposta central é a criação de um “Pacto pelo Equilíbrio Fiscal”, com metas públicas monitoradas por um Portal de Metas, além da retomada do Fundo de Equilíbrio Fiscal do Estado (Fundern), pensado como reserva para blindar o RN de crises futuras.
Um dos eixos mais explorados no material é o municipalismo. A candidatura de Álvaro Dias promete regularizar repasses às 167 Prefeituras do RN, criar consórcios públicos regionais e instituir uma agenda permanente de diálogo com a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn).
No plano, Álvaro Dias usa a gestão em Natal como vitrine de resultados: cita a revisão do Plano Diretor, a modernização do licenciamento urbanístico, a engorda de Ponta Negra, o novo Mercado da Redinha e a criação do primeiro Hospital Público Veterinário da capital como exemplos de entregas concretas que pretende reproduzir em escala estadual.
Na saúde e na educação, o plano assume metas específicas: reduzir o tempo de espera por consultas e cirurgias com o programa “RN Saúde 2030” e reverter o último lugar do Estado no Indicador Criança Alfabetizada do MEC (48% das crianças alfabetizadas na idade certa, ante 84% no Ceará) por meio do “Pacto Potiguar pela Alfabetização”.
Já na segurança, a resposta ao aumento de 19,6% nas mortes violentas intencionais em 2025 — a maior alta entre os estados — é um plano integrado de enfrentamento ao crime organizado, com ênfase em inteligência, investigação patrimonial e integração entre polícias.
Álvaro Dias também apresenta um plano de “100 Primeiros Dias” com 22 ações objetivas, entre as quais o levantamento real das contas públicas, a criação de um calendário de obras estratégicas, a recuperação das rodovias estaduais mais críticas, melhorar o atendimento regional de saúde, estabelecer metas de redução da criminalidade por região e ações emergenciais de segurança hídrica.
Comente aqui