Polêmica

Cardozo sobre corrupção: ‘Não há fato que demonstre que a presidente tem envolvimento’

2014-768689713-2014-768520424-2014111570505.jpg_20141115.jpg_20141116Foto: Michel Filho/15-11-2014 / Agência O Globo

Um dia depois de uma pesquisa do Datafolha mostrar que a popularidade da presidente Dilma Rousseff despencou, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo disse que o governo não está acuado. A pesquisa seria apenas uma fotografia de um momento ruim. O ministro afirma que a presidente não tem qualquer vínculo com as denúncias investigadas na Lava-Jato e que, desde o início do caso, tem tomado todas as medidas necessárias para combater as fraudes. O ministro concedeu entrevista depois que o governo decidiu sair a campo para vencer o que considera uma batalha pela comunicação.

A presidente perdeu 21 pontos na última pesquisa de opinião. Boa parte disso atribui-se à Operação Lava-Jato. Isso preocupa o governo? Como é que o governo vai enfrentar esse desgaste?

Pesquisas são sempre fotografias de momento. É evidente que elas devem ser analisadas, objetos de reflexão. Mas são fotografias de momento. E acho que essa é uma situação momentânea que, seguramente, será revertida ao longo do tempo. O governo tem um projeto muito claro em relação às ações governamentais. E no que diz respeito ao combate à corrupção, a postura do governo é muito firme. O governo não cede um milímetro na sua orientação de que tudo deve ser apurado. Claro, garantido o direito de defesa, garantido os princípios do estado de direito, tudo deve ser apurado e não importa quem eventualmente tenha praticado atos ilícitos. Deve ser punido com o máximo de rigor. E quando eu falo tudo deve ser apurado, eu me refiro a todos os fatos inclusive sem me referir a um marco temporal. Tenho visto depoimentos que estão públicos que mostram atos ilícitos possam ter ocorrido na Petrobras não só no período mais recente, mas desde 1997. Tudo isso tem que ser apurado. É um dever da Polícia Federal apurar se é no governo a, b ou c.

O senhor acredita que o momento, de fato, é muito ruim. Qual seria a saída ? Qual seria a alternativa ? O governo não está muito retraído?

O governo não está retraído não. O governo tem uma postura muito ofensiva. Quanto no passado já se apurou de corrupção denunciada antes do governo do presidente Lula? Muito pouco. Nenhuma doença é conhecida se você não coloca luz do sol nela, se você esconde a doença, se você engaveta a doença e inibe o conhecimento da doença, a sensação de que ela não existe é mais forte. Agora é só verificar os fatos como são, e as coisas vão se assentar ao longo do tempo, para mostrar que isso, infelizmente, pelo que dizem os depoimentos, acontece há muito tempo. Agora se apura, agora se investiga, agora se dá garantias para que se faça. Agora nós temos um Ministério Público autônomo. No passado não se fazia isso..

Alguns líderes da oposição têm falado sobre a possibilidade de até responsabilização da presidente diante do noticiário mais recente da Lava-Jato. Isso preocupa o governo?

Não há nenhum fato, absolutamente nenhum fato, que demonstre, que indique ou que gere indícios de que a presidente da República tenha qualquer envolvimento nesses fatos seja de maneira dolosa (intencional), seja de maneira culposa. A presidente, em relação a esses fatos, tem tido uma postura muito dura e rigorosa de que quer que tudo seja apurado. Envolvimento dela? Absolutamente nenhum. Logo é natural quando você líderes partidários tentando vincular a presidenta à essa situação, isso é um jogo político. E um jogo político que me espanta. Nós estamos há poucos meses da eleição. E há pessoas que, desde o dia seguinte à eleição, já falavam em impeachment, já queriam construir uma recontagem de votos, já queriam encontrar uma desculpa para tentar deslegitimar uma eleição que foi legítima. Me espanta porque algumas dessas pessoas que tem falado isso são pessoas que, no passado tinham um profundo espírito democrático. Ou seja, tem gente que quer estender a eleição para o terceiro turno e isso continua até hoje.

Mas, nos depoimentos dados pelos delatores, eles mencionaram uma ação muito forte do PT. Isso de certa forma não acaba transbordando para o governo?

De forma nenhuma. A primeira coisa é fazer uma apuração séria e rigorosa para verificar quais desses fatos são verdadeiros. O próprio juiz Moro, ao apreciar essas delações, tem citado inclusive todo o cuidado que se deve ter com delações premiadas. A delação premiada é um instrumento juridicamente muito importante das investigações, mas, ao se analisar uma delação premiada, é preciso verificar se ela corresponde à verdade ou não. Não se pode prejulgar nada. Tem que se investigar primeiro, dar direito de defesa para depois se concluir. Agora, se alguém realmente praticou os ilícitos, se foi praticado, essas pessoas têm de ser responsabilizadas. Não se pode generalizar. Seria a mesma coisa que eu dissesse o seguinte: ‘quando uma delação premiada diz que a corrupção começou desde 1997, eu tirasse a seguinte conclusão: ‘o presidente Fernando Henrique também estava envolvido nos fatos’.

O senhor está satisfeito com as explicações do tesoureiro do PT João Vaccari?

Quando se é ministro da Justiça não cabe, nem posso fazer qualquer juízo de valor, jurídico ou político, daquilo que está sob investigação. O que posso dizer que é que tudo tem de ser investigado. Aos acusados, deve ser garantido o direito de defesa. Se provada a culpa, se puna. Não provado, que se absolva.

Mas como integrante do PT, o senhor está satisfeito?

Neste momento, como ministro da Justiça, não posso agir como militante partidário que sou. Nem cabe a mim tecer quaisquer considerações que um militante político poderia fazer em relação a fatos que estão sob apuração. Não posso emitir juízo de valor sob pena de eu me desviar do meu papel. O que eu afirmo é seguinte: O governo quer que tudo se apure, independentemente da cor partidária daqueles que porventura praticaram atos ilícitos, pouco importa se são petistas, se são tucanos do período que antecede 2002, pouco importa se da base governista ou se são de outros partidos de oposição. Em relação a respostas políticas, obviamente eu não posso tecer considerações a respeito.

Essa estratégia usada desde a campanha eleitoral, de chamar atenção para o fato de que, segundo as denúncias, a corrupção vem de antes do governo petista e de que só agora tem sido investigada, não tem sido suficiente para evitar o desgaste do governo. Como reverter isso?

Quando você começa a analisar os fatos, você verá que o governo da presidenta Dilma combateu com rigor imenso a corrupção e deu transparência absoluta aos problemas. Isso não acontecia no passado. Você verá que daqui a alguns anos, ou daqui a alguns meses, não importa,haverá um reconhecimento de que, em larga medida, o combate à corrupção no Brasil se deu por medidas que foram tomadas ao longo do governo do presidente Lula e da presidenta Dilma. Isso pode até parecer algo repetitivo. Mas por que que a corrupção de 1997 só apareceu agora? Por que as pessoas só falaram agora? Não será por que na época tudo que se falava era arquivado? Não será porque na época nao se garantia uma autonomia nas nomeações dos procuradores-gerais da República? Não será por que a PF não tinha a estrutura, as condições, a autonomia que tem hoje? Eu tenho certeza que sim. Quantas coisas foram engavetadas naquele período? Quantos escândalos aconteceram? Tivessem sido investigadas como investigamos, seguramente grande desconforto teria aparecido em grande intensidade. Acho que o tempo coloca os fatos no seu devido lugar. E tudo isso será colocado no devido lugar.

O tempo político é um pouco mais complicado. E a percepção que as pessoas estão tendo, conforme mostrou a última pesquisa de popularidade, não é essa.

Pesquisas são episódicas. Nós tivemos o episódio do mensalão e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito. Depois que se maturou e a sociedade debateu naquele período. Essa questão da Petrobras já havia surgido no processo eleitoral. Quando as coisas se acomodam, se ajustam e há um livre debate na sociedade, as coisas aparecem. E eu não tenho a menor dúvida de que quando a presidenta Dilma falou na campanha o que foi feito de combate à corrupção no governo dela e do presidente Lula, isso calou fundo na população. Claro, muitos não concordaram, pessoas não votaram em Dilma. Mas a maioria votou, porque seguramente concordou com parte ou com todos esses argumentos.

O senhor acha que quando vier a famosa lista do Supremo, das pessoas que têm foro, com gente de diferentes colorações citadas, as pessoas terão a sensação de que que não é um caso concentrado no PT ou no governo?

Não tenho ideia do que há nessas delações premiadas. Não sei as cores partidárias das pessoas que podem estar envolvidas. O que eu sei foi o que vi pela imprensa. E, a julgar que foram corretas as matérias que saíram na imprensa, há partidos da oposição, líderes da oposição e presidente de partidos da oposição que também estariam envolvidos nessa situação. Também não sei se é verdade, mentira, se está no termo ou não, se os fatos correspondem à verdade ou não. Acho preferível aguardar que venha a público e não tecer considerações.

E o pacote de combate à corrupção?

Acredito que nos próximos dias algumas medidas serão encaminhadas pela presidenta ao Congresso. Estamos em fase final de redação. Sem prejuízo de outras medidas se somarem. Em outras palavras, o governo tem a coragem política necessária para enfrentar a corrupção. E essa é uma linha da qual seguramente a presidenta Dilma não abre mão.

O novo presidente da Petrobras foi criticado por ter problemas com empréstimos concedidos, não pagamento de impostos. Há constrangimento para o governo, é possível dizer que o presidente da Petrobras é ficha limpa?

Não trouxe nenhum constrangimento. (Adelmir) Bendine, presidente atual da Petrobras é uma pessoa que demonstrou já na presidência do Banco do Brasil uma excelente competência administrativa, é uma pessoa que nunca, ao que sei, teve um ato comprovado, que desabonasse sua vida pública. Portanto, acredito que fará uma grande gestão na Petrobras. Não vejo razão para que não faça.

O senhor falou que as medidas estão em fase de acabamento final. O sr. trabalha com que horizonte?

Eu acredito que, logo depois do carnaval, talvez até antes, num curto espaço de tempo, vamos estar apresentando.

Mas elas vão em pacote?

Acho que vão ser mandadas em conjunto pelo menos uma parte delas.

A agenda está muito negativa. Corrupção, economia, eleição de Eduardo Cunha para presidência da Câmara.

A vida de qualquer governo tem situações assim. Eduardo Cunha é da base governista. Tenho absoluta certeza que terá uma excelente relação com o Executivo, falando muito francamente. Se fosse a oposição que tivesse ganhado, você teria…

Mas ele não foi da oposição dentro da base?

O Eduardo tem suas posições, tem direito de tê-las. Eu acho que ele fará uma gestão harmoniosa com o Executivo. É uma pessoa que tem uma vivência política, é uma pessoa madura.

O senhor fala com ele diariamente?

Diariamente não, porque não é meu papel. Mas tenho excelente relação com o Poder Legislativo e com o Eduardo Cunha. Eu acho que ele fará uma boa gestão, harmoniosa. Acho que a maturidade política do Eduardo Cunha lhe dá o o senso de responsabilidade que um presidente deve ter na relação com os outros Poderes. Um presidente de Poder que pertence à base governista e que tem noção do seu papel cuida da relação harmoniosa entre os Poderes. É evidente que teve a disputa, é normal da vida política. Mas a disputa foi entre segmentos da base governista. Não vejo o catastrofismo que alguns anunciam. Acho que Eduardo terá uma excelente gestão.

Ele já anunciou logo a criação da CPI.

O que eu diria é que, pelo que me lembro, na Constituição, basta que tenha um terço de assinaturas para que você tenha que criá-las. Ele está no seu papel. É ato vinculado.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. "Batalha pela comunicação" em pleno limiar de regoverno… É uma boa amostra do tamanho da crise de credibilidade que avassala as hostes petistas e os capachos planaltinos.

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Na contramão do mundo, Brasil aumentou o consumo de vinho em 2025 e bateu recorde

Foto: wavebreakmedia_micro/freepik

Os brasileiros bateram recorde no consumo de vinho ao longo de 2025. O país registrou consumo de 4,4 milhões de hectolitros no ano passado, o maior já registrado no Brasil pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). Um hectolitro equivale a 100 litros.

O número representa uma alta de 41,9% em relação a 2024, segundo estimativas divulgadas pela OIV. Assim, o Brasil foi um dos poucos que tiveram aumento no consumo no mercado mundial de vinhos em 2025, que recuou 2,7%.

Diante destes dados expressivos, um estudo traçou um “raio-x” no consumo de vinhos no país ao longo de 2025. Os estados da Região Sul se destacaram.

O Rio Grande do Sul foi o estado com maior nível de consumo per capita no Brasil, com consumo de 3,35 litros por habitante ao longo do ano, segundo o levantamento da consultoria de inteligência de mercado Ideal BI. Em seguida, aparece Santa Catarina, com 3,02 litros por habitante.

O Espírito Santo ficou em terceiro lugar, com consumo de 2,12 litros por habitantes. Fecham o top 5 o Distrito Federal (1,95 L/hab) e Minas Gerais (1,76 L/hab).

O estado de São Paulo é o maior consumidor total com seus mais de 46 milhões de pessoas, concentrando 26% do volume total, mas ficou em sexto lugar com 1,64 litro por habitante.

g1

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São João de Natal encerra primeiro fim de semana com Natanzinho Lima, Henry Freitas e Mano Walter na programação neste domingo (7)

Foto: Prefeitura de Natal/Reprodução

Depois de dois dias de programação na Arena das Dunas, com shows e grande participação do público, o São João de Natal chega ao encerramento do primeiro fim de semana. A festa abriu a programação junina na capital e segue reunindo moradores e visitantes em uma agenda que se estende ao longo do mês de junho.

A programação continua neste domingo (7), na Arena das Dunas, com apresentações de Ricardo Britto, Natanzinho, Henry Freitas e Mano Walter. Os shows dão sequência às atividades do primeiro polo do evento, que seguirá recebendo atrações nacionais e artistas locais nas próximas semanas.

A Prefeitura do Natal reforça o pedido para que o público contribua com a campanha solidária do São João de Natal por meio da doação de 1 kg de alimento não perecível. As arrecadações são destinadas ao Banco de Alimentos de Natal, em ação coordenada pela Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas), para atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade social.

As doações podem ser feitas nos pontos de coleta instalados nas entradas dos eventos. Entre os itens que podem ser entregues estão arroz, feijão, leite em pó e outros produtos da cesta básica. A campanha será mantida até o fim da programação do São João de Natal, contribuindo para ampliar o atendimento às instituições e às pessoas acompanhadas pela rede socioassistencial do município.

O São João de Natal 2026 é apresentado por Esportes da Sorte e Brahma, com patrocínio de Cachaça Matuta e Ballantine’s.

PROGRAMAÇÃO SÃO JOÃO DE NATAL

Polo Arena das Dunas (Estacionamento)

07 de junho

* Ricardo Britto
* Natanzinho
* Henry Freitas
* Mano Walter

13 de junho

* Circuito Musical
* Fagner
* Zezé Di Camargo e Luciano
* Zezo

14 de junho

* Daniel Donato
* Matheus e Kauan
* Xand Avião
* Léo Foguete

19 de junho

* Israel Fernandes
* Raynel Guedes
* Bruno e Marrone
* Nattan

20 de junho

* Grafith
* Seu Desejo
* Jotavê
* Kadu Martins

21 de junho

* Messias Paraguai
* Simone Mendes
* Leonardo
* Giullian Monte

Polo Nélio Dias

26 de junho

* Roberto do Acordeon
* Michele Andrade
* Matheus Fernandes
* Cláudio Ney e Juliana

27 de junho
* Nathan Vinícius
* Alinne Reis
* Samira Show
* Raça Negra

28 de junho
* Chicão Forrozeiro
* Toca do Vale
* Zé Cantor
* Filho do Piseiro

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Copa do Mundo deve gerar aumento de até R$ 25 bilhões em depósitos para apostas esportivas no Brasil

Foto: iStock

A Copa do Mundo 2026 deve elevar o volume de recursos destinados às apostas esportivas no Brasil. Segundo estimativa da consultoria H2 Gambling Capital, os depósitos realizados por apostadores durante o torneio podem crescer entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões.

A projeção ocorre em meio à expansão do mercado de apostas online, regulamentado no país desde janeiro de 2025. De acordo com dados da Receita Federal, a arrecadação de impostos sobre o setor passou de R$ 2,2 bilhões para R$ 4,5 bilhões nos quatro primeiros meses de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Crescimento do mercado regulamentado

A receita das empresas licenciadas alcançou R$ 12,2 bilhões entre janeiro e abril deste ano. Desde o início da regulamentação, o Ministério da Fazenda concedeu 85 licenças, que autorizam a operação de 187 sites de apostas.

O setor reúne empresas nacionais e estrangeiras e tem ampliado sua presença por meio de publicidade e patrocínios esportivos, especialmente no futebol.

Mais apostadores

Segundo o governo federal, cerca de 25 milhões de CPFs realizaram apostas em 2025. No primeiro semestre daquele ano, eram 17 milhões.

O gasto médio mensal por apostador foi estimado em R$ 123, considerando os valores depositados descontados os prêmios recebidos.

Debate sobre endividamento e dependência

O crescimento do setor ocorre paralelamente a discussões sobre os impactos das apostas na renda das famílias.

Estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontou que 4,4% dos apostadores apresentam quadro de “jogo problemático”, caracterizado por dependência e prejuízos financeiros ou pessoais. O índice é superior à média global, estimada em cerca de 2%.

Entidades do comércio e especialistas também relacionam a expansão das apostas ao aumento do endividamento de parte da população, embora não haja consenso sobre o peso exato dessa influência.

Mercado ilegal segue relevante

Outro desafio apontado por empresas e autoridades é a atuação de plataformas não autorizadas.

Estimativas do setor indicam que as apostas clandestinas ainda representam uma parcela significativa do mercado brasileiro, movimentando bilhões de reais sem recolher tributos ou cumprir as regras estabelecidas para operadores licenciados.

Além das bets ilegais, empresas do setor têm cobrado medidas contra plataformas estrangeiras de previsão de eventos, que também disputam usuários no país.

Com informações de Folha de S. Paulo

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VÍDEO: Turista se pendura em passarela e pula nas águas das Cataratas do Iguaçu para pegar celular

Um turista foi flagrado pulando nas águas das Cataratas do Iguaçu para pegar um celular que deixou cair. A cena foi registrada por outros visitantes na manhã deste sábado (6), no lado brasileiro que fica em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Nas imagens, é possível ver o momento em que ele se pendura na passarela, pula e fica próximo às quedas d’água. Depois de pegar o celular, ele sobe na estrutura para retornar.

A administração do Parque Nacional do Iguaçu não divulgou a identidade do turista, disse apenas que ele é um brasileiro.

A situação foi atendida por bombeiros civis da unidade, que atuam no monitoramento das trilhas e da passarela de acesso à Garganta do Diabo.

“Ao tomar conhecimento da situação, os profissionais realizaram a intervenção imediata, orientaram o visitante sobre os procedimentos de segurança e acompanharam o turista até o término do passeio, quando ele foi retirado do parque”, informou a administração.

Em nota, o Parque Nacional do Iguaçu reforçou que é expressamente proibido ultrapassar, subir ou sentar nos guarda-corpos, seja para tirar fotos ou recuperar objetos.

Segundo a administração do parque, os visitantes recebem orientações de segurança das equipes de emergência que atuam de forma permanente na unidade e por meio da sinalização instalada ao longo do percurso.

Com informações de g1

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Total de empresas inadimplentes no Brasil chega a 9 milhões e atinge novo recorde, diz Serasa; dívidas somam R$ 220,9 bilhões

Foto: Boonchai Wedmakawand/Getty Images

A inadimplência das empresas brasileiras voltou a crescer em abril e atingiu o maior nível da série histórica da Serasa Experian. Pela primeira vez, o país chegou a 9 milhões de CNPJs negativados, alta de 1,5 milhão em relação aos 7,5 milhões registrados um ano antes.

O total de dívidas em atraso também bateu recorde, chegando a 63,7 milhões de débitos, que somam R$ 220,9 bilhões. Em média, cada empresa inadimplente possui 7,1 contas negativadas e dívida de R$ 24,6 mil.

Juros altos mantêm pressão

Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o ambiente de crédito continua restritivo para as empresas.

“O dado de inadimplência vem sinalizando uma tendência de manutenção em um patamar bastante elevado e com potencial de quebrar novos recordes ao longo de 2026.”

Ela afirma que, apesar do início da redução dos juros, o custo do crédito ainda segue elevado e insuficiente para aliviar a situação financeira das empresas.

Setor de serviços lidera inadimplência

Entre as empresas negativadas, a maior concentração está no setor de serviços, que responde por 55,6% do total. Na sequência aparecem:

  • Comércio: 32,4%;
  • Indústria: 8,1%;
  • Setor primário: 0,9%.

Na origem das dívidas, os principais credores são:

  • Serviços: 31,7%;
  • Bancos e cartões: 19,4%;
  • Cooperativas: 8,6%;
  • Utilities (água, energia e gás): 7%;
  • Telefonia: 5,7%.

Sudeste concentra mais empresas negativadas

A região Sudeste reúne o maior número de empresas inadimplentes do país.

Estados com mais CNPJs negativados:

  • São Paulo: 3,07 milhões;
  • Minas Gerais: 881,6 mil;
  • Rio de Janeiro: 864,7 mil;
  • Paraná: 588,9 mil;
  • Rio Grande do Sul: 518,1 mil.

Micro e pequenas empresas são as mais afetadas

As micro e pequenas empresas representam a maior parte dos negócios inadimplentes, com 8,5 milhões de CNPJs negativados, também um recorde da série histórica.

O grupo acumula:

  • 57,6 milhões de dívidas;
  • R$ 191,8 bilhões em débitos;
  • Dívida média de R$ 22,5 mil por empresa.

“As micro e pequenas empresas continuam sendo as mais vulneráveis a um ambiente de crédito restritivo”, afirma Camila Abdelmalack.

Segundo a economista, a dependência de crédito de curto prazo e a dificuldade para recompor o capital de giro ajudam a manter a inadimplência em níveis elevados.

Com informações de O Globo

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Geral

Álvaro Dias participa do Pingo da Mei Dia e recebe demonstrações de apoio popular em Mossoró

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou neste sábado do tradicional Pingo da Mei Dia, evento que marca a abertura oficial do Mossoró Cidade Junina e reúne milhares de pessoas de todas as regiões do estado em uma das maiores festas populares do Nordeste. Durante a visita, Álvaro foi calorosamente recebido pelo público e recebeu forte apoio popular ao longo de toda a programação.

Durante a visita, Álvaro percorreu diversos espaços da festa, conversou com moradores, comerciantes, turistas e lideranças da região, acompanhando de perto a movimentação do evento. Ao longo do percurso, o pré-candidato foi recebido com entusiasmo pelo público, com manifestações de apoio de pessoas de Mossoró e de diversas cidades do Rio Grande do Norte.

Em clima de celebração da cultura nordestina, Álvaro destacou a importância do Mossoró Cidade Junina para a economia, o turismo e a valorização das tradições populares do estado. A visita também proporcionou momentos de diálogo com a população, permitindo ouvir opiniões, demandas e expectativas sobre o futuro do Rio Grande do Norte.

“O Mossoró Cidade Junina é um patrimônio cultural do nosso estado e um exemplo da força da nossa gente. É uma alegria participar dessa grande festa, reencontrar amigos, conversar com as pessoas e receber o carinho da população de Mossoró e de toda a região Oeste”, afirmou.

Ao longo da programação, Álvaro manteve contato direto com o público, visitou espaços do evento e acompanhou de perto a grandiosidade da festa, que movimenta a economia local, fortalece o turismo e gera oportunidades para milhares de trabalhadores durante o período junino.

A presença de Álvaro Dias no Pingo da Mei Dia reforçou sua agenda de visitas pelo interior do estado e marcou sua participação em um dos eventos mais tradicionais do calendário cultural potiguar.

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Geral

Fundador da A2 Trader, investigado por esquema de pirâmide e procurado pela Justiça, é levado à delegacia após apresentar documento falso durante abordagem

Foto: reprodução

Kleyton Alves Pinto, fundador da A2 Trader, empresa investigada por suposto envolvimento em um esquema de pirâmide financeira com criptomoedas, foi capturado pela Guarda Municipal de Parnamirim, na última sexta-feira (5).

Segundo a corporação, ele era considerado foragido da Justiça e é investigado por suposto envolvimento em golpes financeiros praticados em diversos estados do país.

De acordo com a Guarda Municipal, durante a abordagem, Kleyton apresentou um documento de identidade falso, na tentativa de ocultar sua verdadeira identificação. Porém, após a verificação dos dados, os agentes confirmaram sua identidade e constataram a existência de pendências judiciais em nome dele.

Em seguida, ele foi encaminhado à 3ª Delegacia de Polícia Civil de Parnamirim, onde foram realizados os procedimentos cabíveis. O caso foi comunicado à Justiça.

Kleyton é apontado como fundador da A2 Trader, empresa que tinha sede em Natal e ganhou notoriedade ao prometer altos rendimentos em investimentos ligados ao mercado de criptomoedas. A companhia fechou as portas no fim de 2019.

A empresa atraiu investidores de diferentes estados, mas interrompeu as atividades após relatos de atrasos nos pagamentos e dificuldades para saques.

O caso passou a ser investigado por órgãos de fiscalização e pelo Ministério Público em diferentes estados. Entre as apurações está uma ação civil pública, ajuizada pelo Ministério Público da Bahia, que pede a condenação dos envolvidos ao pagamento de R$ 5 milhões por danos morais coletivos e a restituição dos valores aos investidores que alegam ter sido prejudicados.

De acordo com os autos do processo, a empresa prometia investimentos em criptomoedas com supostos rendimentos diários de 4% sobre o aporte ou de 60% em apenas 40 dias. O modelo de negócio é investigado por suspeita de operar como esquema de pirâmide financeira.

Além da Bahia, o caso também é alvo de investigação no Rio Grande do Norte e de análises por órgãos de fiscalização do mercado financeiro. Os processos e procedimentos relacionados ao caso continuam em tramitação.

Via Certa Natal

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Geral

[VÍDEO] DENÚNCIA: Turista é assaltado em Pipa e encontra delegacia de portas fechadas ao tentar registrar boletim de ocorrência

Um turista assaltado no centro de Pipa, em Tibau do Sul, vai deixar o Rio Grande do Norte com as piores impressões. Orientado a registrar um boletim de ocorrência, o homem se deparou com a delegacia de portas fechadas.

Em vídeo publicado pelo perfil @tibaudosulnews mostra o turista encontrando a delegacia fechada e se queixando da situação. “O ‘belo’ serviço prestado a turistas quem vêm de longe para conhecer o estado. Olha o tipo de serviço que eles prestam. Pediram que eu viesse hoje cedo à delegacia e está fechada”, reclamou.

“Querem omitir a criminalidade dentro da Praia de Pipa e com isso o turista não pode nem registrar um boletim de ocorrência. A delegacia não funciona”, completou.

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Mundo

ALERTA NUCLEAR: Ucrânia acusa Rússia de atacar instalação ligada a Chernobyl

Foto: Reprodução

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de atacar neste domingo (7) uma instalação de armazenamento de combustível nuclear usado localizada nas proximidades da usina de Chernobyl, cenário do maior desastre nuclear da história.

Segundo autoridades ucranianas, a estrutura sofreu danos após o impacto, mas não houve aumento nos níveis de radiação registrados na região.

A instalação atingida fica a cerca de 15 quilômetros da antiga usina nuclear. De acordo com a agência estatal de energia atômica da Ucrânia, não havia combustível armazenado no prédio no momento do ataque.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que foi notificada sobre o incidente e confirmou danos em um edifício destinado ao recebimento de combustível nuclear usado. A onda de choque também teria afetado construções próximas.

As autoridades locais afirmaram que um incêndio provocado pelo impacto foi controlado rapidamente e que não houve feridos.

Em publicação nas redes sociais, Zelensky afirmou que o ataque foi realizado por um drone do tipo Shahed e classificou a ação como um ataque deliberado contra uma infraestrutura considerada crítica.

“Hoje, os russos voltaram a atacar a área especial ao redor da Usina Nuclear de Chernobyl. Um Shahed atingiu um dos edifícios da Instalação Centralizada de Armazenamento de Combustível Nuclear Usado”, escreveu o presidente ucraniano.

Ele ainda chamou o episódio de “ataque extremamente vil” contra uma instalação sensível.

Apesar dos danos, o governo da Ucrânia informou que os níveis de radiação permanecem dentro da normalidade. A AIEA anunciou que enviará especialistas ao local para avaliar os impactos da ocorrência.

Até o momento, a Rússia não comentou oficialmente as acusações.

O episódio acontece pouco mais de um ano após outro incidente envolvendo um drone que atingiu a estrutura de contenção construída sobre o reator destruído no acidente nuclear de 1986. Na ocasião, Moscou também negou qualquer responsabilidade.

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Judiciário

IMPARCIALIDADE EM XEQUE: STM julga no dia 24 pedido para retirar ministro de processo sobre patente de Bolsonaro

Foto: Reprodução

O Superior Tribunal Militar (STM) marcou para o próximo dia 24 de junho o julgamento de um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que questiona a participação de um ministro da Corte em um processo relacionado à sua patente militar.

Os advogados pedem o afastamento do ministro tenente-brigadeiro do ar Joseli Parente Camelo, indicado para relatar a ação que avalia se Bolsonaro deve ou não permanecer no oficialato. A defesa sustenta que o magistrado não teria a imparcialidade necessária para atuar no caso.

Segundo o recurso, declarações públicas atribuídas ao ministro em 2023 levantariam dúvidas sobre sua isenção. Entre os pontos citados estão manifestações em defesa da pacificação do país e da responsabilização de militares envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

O pedido já havia sido rejeitado pela presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha. Agora, a questão será analisada pelo plenário da Corte, que decidirá se o ministro permanece ou não na condução do processo.

A ação foi aberta após representação do Ministério Público Militar (MPM), que defende a análise da permanência de Bolsonaro no oficialato. O órgão argumenta que o ex-presidente teria praticado condutas incompatíveis com os deveres previstos no Estatuto dos Militares.

Em manifestação apresentada neste ano, o MPM relacionou supostas transgressões atribuídas ao ex-presidente e reforçou o pedido para que a Justiça Militar avalie sua permanência nas Forças Armadas.

No julgamento marcado para o dia 24, o STM analisará exclusivamente o recurso da defesa sobre a participação do ministro no caso. O mérito do processo será apreciado em etapa posterior.

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