Polêmica

Cardozo sobre corrupção: ‘Não há fato que demonstre que a presidente tem envolvimento’

2014-768689713-2014-768520424-2014111570505.jpg_20141115.jpg_20141116Foto: Michel Filho/15-11-2014 / Agência O Globo

Um dia depois de uma pesquisa do Datafolha mostrar que a popularidade da presidente Dilma Rousseff despencou, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo disse que o governo não está acuado. A pesquisa seria apenas uma fotografia de um momento ruim. O ministro afirma que a presidente não tem qualquer vínculo com as denúncias investigadas na Lava-Jato e que, desde o início do caso, tem tomado todas as medidas necessárias para combater as fraudes. O ministro concedeu entrevista depois que o governo decidiu sair a campo para vencer o que considera uma batalha pela comunicação.

A presidente perdeu 21 pontos na última pesquisa de opinião. Boa parte disso atribui-se à Operação Lava-Jato. Isso preocupa o governo? Como é que o governo vai enfrentar esse desgaste?

Pesquisas são sempre fotografias de momento. É evidente que elas devem ser analisadas, objetos de reflexão. Mas são fotografias de momento. E acho que essa é uma situação momentânea que, seguramente, será revertida ao longo do tempo. O governo tem um projeto muito claro em relação às ações governamentais. E no que diz respeito ao combate à corrupção, a postura do governo é muito firme. O governo não cede um milímetro na sua orientação de que tudo deve ser apurado. Claro, garantido o direito de defesa, garantido os princípios do estado de direito, tudo deve ser apurado e não importa quem eventualmente tenha praticado atos ilícitos. Deve ser punido com o máximo de rigor. E quando eu falo tudo deve ser apurado, eu me refiro a todos os fatos inclusive sem me referir a um marco temporal. Tenho visto depoimentos que estão públicos que mostram atos ilícitos possam ter ocorrido na Petrobras não só no período mais recente, mas desde 1997. Tudo isso tem que ser apurado. É um dever da Polícia Federal apurar se é no governo a, b ou c.

O senhor acredita que o momento, de fato, é muito ruim. Qual seria a saída ? Qual seria a alternativa ? O governo não está muito retraído?

O governo não está retraído não. O governo tem uma postura muito ofensiva. Quanto no passado já se apurou de corrupção denunciada antes do governo do presidente Lula? Muito pouco. Nenhuma doença é conhecida se você não coloca luz do sol nela, se você esconde a doença, se você engaveta a doença e inibe o conhecimento da doença, a sensação de que ela não existe é mais forte. Agora é só verificar os fatos como são, e as coisas vão se assentar ao longo do tempo, para mostrar que isso, infelizmente, pelo que dizem os depoimentos, acontece há muito tempo. Agora se apura, agora se investiga, agora se dá garantias para que se faça. Agora nós temos um Ministério Público autônomo. No passado não se fazia isso..

Alguns líderes da oposição têm falado sobre a possibilidade de até responsabilização da presidente diante do noticiário mais recente da Lava-Jato. Isso preocupa o governo?

Não há nenhum fato, absolutamente nenhum fato, que demonstre, que indique ou que gere indícios de que a presidente da República tenha qualquer envolvimento nesses fatos seja de maneira dolosa (intencional), seja de maneira culposa. A presidente, em relação a esses fatos, tem tido uma postura muito dura e rigorosa de que quer que tudo seja apurado. Envolvimento dela? Absolutamente nenhum. Logo é natural quando você líderes partidários tentando vincular a presidenta à essa situação, isso é um jogo político. E um jogo político que me espanta. Nós estamos há poucos meses da eleição. E há pessoas que, desde o dia seguinte à eleição, já falavam em impeachment, já queriam construir uma recontagem de votos, já queriam encontrar uma desculpa para tentar deslegitimar uma eleição que foi legítima. Me espanta porque algumas dessas pessoas que tem falado isso são pessoas que, no passado tinham um profundo espírito democrático. Ou seja, tem gente que quer estender a eleição para o terceiro turno e isso continua até hoje.

Mas, nos depoimentos dados pelos delatores, eles mencionaram uma ação muito forte do PT. Isso de certa forma não acaba transbordando para o governo?

De forma nenhuma. A primeira coisa é fazer uma apuração séria e rigorosa para verificar quais desses fatos são verdadeiros. O próprio juiz Moro, ao apreciar essas delações, tem citado inclusive todo o cuidado que se deve ter com delações premiadas. A delação premiada é um instrumento juridicamente muito importante das investigações, mas, ao se analisar uma delação premiada, é preciso verificar se ela corresponde à verdade ou não. Não se pode prejulgar nada. Tem que se investigar primeiro, dar direito de defesa para depois se concluir. Agora, se alguém realmente praticou os ilícitos, se foi praticado, essas pessoas têm de ser responsabilizadas. Não se pode generalizar. Seria a mesma coisa que eu dissesse o seguinte: ‘quando uma delação premiada diz que a corrupção começou desde 1997, eu tirasse a seguinte conclusão: ‘o presidente Fernando Henrique também estava envolvido nos fatos’.

O senhor está satisfeito com as explicações do tesoureiro do PT João Vaccari?

Quando se é ministro da Justiça não cabe, nem posso fazer qualquer juízo de valor, jurídico ou político, daquilo que está sob investigação. O que posso dizer que é que tudo tem de ser investigado. Aos acusados, deve ser garantido o direito de defesa. Se provada a culpa, se puna. Não provado, que se absolva.

Mas como integrante do PT, o senhor está satisfeito?

Neste momento, como ministro da Justiça, não posso agir como militante partidário que sou. Nem cabe a mim tecer quaisquer considerações que um militante político poderia fazer em relação a fatos que estão sob apuração. Não posso emitir juízo de valor sob pena de eu me desviar do meu papel. O que eu afirmo é seguinte: O governo quer que tudo se apure, independentemente da cor partidária daqueles que porventura praticaram atos ilícitos, pouco importa se são petistas, se são tucanos do período que antecede 2002, pouco importa se da base governista ou se são de outros partidos de oposição. Em relação a respostas políticas, obviamente eu não posso tecer considerações a respeito.

Essa estratégia usada desde a campanha eleitoral, de chamar atenção para o fato de que, segundo as denúncias, a corrupção vem de antes do governo petista e de que só agora tem sido investigada, não tem sido suficiente para evitar o desgaste do governo. Como reverter isso?

Quando você começa a analisar os fatos, você verá que o governo da presidenta Dilma combateu com rigor imenso a corrupção e deu transparência absoluta aos problemas. Isso não acontecia no passado. Você verá que daqui a alguns anos, ou daqui a alguns meses, não importa,haverá um reconhecimento de que, em larga medida, o combate à corrupção no Brasil se deu por medidas que foram tomadas ao longo do governo do presidente Lula e da presidenta Dilma. Isso pode até parecer algo repetitivo. Mas por que que a corrupção de 1997 só apareceu agora? Por que as pessoas só falaram agora? Não será por que na época tudo que se falava era arquivado? Não será porque na época nao se garantia uma autonomia nas nomeações dos procuradores-gerais da República? Não será por que a PF não tinha a estrutura, as condições, a autonomia que tem hoje? Eu tenho certeza que sim. Quantas coisas foram engavetadas naquele período? Quantos escândalos aconteceram? Tivessem sido investigadas como investigamos, seguramente grande desconforto teria aparecido em grande intensidade. Acho que o tempo coloca os fatos no seu devido lugar. E tudo isso será colocado no devido lugar.

O tempo político é um pouco mais complicado. E a percepção que as pessoas estão tendo, conforme mostrou a última pesquisa de popularidade, não é essa.

Pesquisas são episódicas. Nós tivemos o episódio do mensalão e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito. Depois que se maturou e a sociedade debateu naquele período. Essa questão da Petrobras já havia surgido no processo eleitoral. Quando as coisas se acomodam, se ajustam e há um livre debate na sociedade, as coisas aparecem. E eu não tenho a menor dúvida de que quando a presidenta Dilma falou na campanha o que foi feito de combate à corrupção no governo dela e do presidente Lula, isso calou fundo na população. Claro, muitos não concordaram, pessoas não votaram em Dilma. Mas a maioria votou, porque seguramente concordou com parte ou com todos esses argumentos.

O senhor acha que quando vier a famosa lista do Supremo, das pessoas que têm foro, com gente de diferentes colorações citadas, as pessoas terão a sensação de que que não é um caso concentrado no PT ou no governo?

Não tenho ideia do que há nessas delações premiadas. Não sei as cores partidárias das pessoas que podem estar envolvidas. O que eu sei foi o que vi pela imprensa. E, a julgar que foram corretas as matérias que saíram na imprensa, há partidos da oposição, líderes da oposição e presidente de partidos da oposição que também estariam envolvidos nessa situação. Também não sei se é verdade, mentira, se está no termo ou não, se os fatos correspondem à verdade ou não. Acho preferível aguardar que venha a público e não tecer considerações.

E o pacote de combate à corrupção?

Acredito que nos próximos dias algumas medidas serão encaminhadas pela presidenta ao Congresso. Estamos em fase final de redação. Sem prejuízo de outras medidas se somarem. Em outras palavras, o governo tem a coragem política necessária para enfrentar a corrupção. E essa é uma linha da qual seguramente a presidenta Dilma não abre mão.

O novo presidente da Petrobras foi criticado por ter problemas com empréstimos concedidos, não pagamento de impostos. Há constrangimento para o governo, é possível dizer que o presidente da Petrobras é ficha limpa?

Não trouxe nenhum constrangimento. (Adelmir) Bendine, presidente atual da Petrobras é uma pessoa que demonstrou já na presidência do Banco do Brasil uma excelente competência administrativa, é uma pessoa que nunca, ao que sei, teve um ato comprovado, que desabonasse sua vida pública. Portanto, acredito que fará uma grande gestão na Petrobras. Não vejo razão para que não faça.

O senhor falou que as medidas estão em fase de acabamento final. O sr. trabalha com que horizonte?

Eu acredito que, logo depois do carnaval, talvez até antes, num curto espaço de tempo, vamos estar apresentando.

Mas elas vão em pacote?

Acho que vão ser mandadas em conjunto pelo menos uma parte delas.

A agenda está muito negativa. Corrupção, economia, eleição de Eduardo Cunha para presidência da Câmara.

A vida de qualquer governo tem situações assim. Eduardo Cunha é da base governista. Tenho absoluta certeza que terá uma excelente relação com o Executivo, falando muito francamente. Se fosse a oposição que tivesse ganhado, você teria…

Mas ele não foi da oposição dentro da base?

O Eduardo tem suas posições, tem direito de tê-las. Eu acho que ele fará uma gestão harmoniosa com o Executivo. É uma pessoa que tem uma vivência política, é uma pessoa madura.

O senhor fala com ele diariamente?

Diariamente não, porque não é meu papel. Mas tenho excelente relação com o Poder Legislativo e com o Eduardo Cunha. Eu acho que ele fará uma boa gestão, harmoniosa. Acho que a maturidade política do Eduardo Cunha lhe dá o o senso de responsabilidade que um presidente deve ter na relação com os outros Poderes. Um presidente de Poder que pertence à base governista e que tem noção do seu papel cuida da relação harmoniosa entre os Poderes. É evidente que teve a disputa, é normal da vida política. Mas a disputa foi entre segmentos da base governista. Não vejo o catastrofismo que alguns anunciam. Acho que Eduardo terá uma excelente gestão.

Ele já anunciou logo a criação da CPI.

O que eu diria é que, pelo que me lembro, na Constituição, basta que tenha um terço de assinaturas para que você tenha que criá-las. Ele está no seu papel. É ato vinculado.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. "Batalha pela comunicação" em pleno limiar de regoverno… É uma boa amostra do tamanho da crise de credibilidade que avassala as hostes petistas e os capachos planaltinos.

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Cidades

Garis fazem paralisação em seis cidades do RN nesta segunda-feira (22)

Foto: Sérgio Henrique

Os garis paralisaram as atividades em seis cidades do Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (22). A manifestação ocorre em outras unidades da federação para cobrar a aprovação do Projeto de Lei 4146/2020, que estabelece o piso salarial nacional da categoria.

A manifestação começou às 6h. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Higienização e Limpeza Urbana do RN (Sindlimp), a categoria vai atuar com 40% do efetivo, respeitando a Lei de Greve.

Os garis buscam a aprovação de um projeto de lei de 2020 conhecido como PL dos Garis e Margaridas. Atualmente, o projeto aguarda apreciação no Senado.

A paralisação acontece em:

Natal;
Parnamirim;
São Gonçalo do Amarante;
Extremoz;
Ceará-Mirim;
Mossoró.

Segundo o Sindlimp, as atividades retornam ao normal na terça-feira. A princípio, explicou Milklenilson Leite, presidente do Sindlimp, a categoria não pretende realizar greve.

“A nossa PL já foi aprovada na Câmara dos Deputados e está no Senado esperando só ser pautada. Essa regulamentação da categoria é super importante porque há uma diferença gigantesca de piso de salário. Só aqui no RN são 4, 5 pisos. São seis tipos de vale. E isso acontece em todo o Brasil. E tendo em vista que o lixo é o mesmo, o trabalho é o mesmo. Então, o que que nós queremos? Regulamentar essa categoria”, falou Milklenilson Leite.

A recomendação do sindicato é para que as pessoas não coloquem o lixo para ser recolhido nesta segunda-feira.

“Vai estar comprometido. Então a gente pede à população que não coloque o lixo para fora hoje. Mas amanhã [terça-feira] volta ao normal”.

G1RN

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Política

Flávio Bolsonaro sobre eleição na Colômbia: “Direita segue triunfando”

Screenshot

Foto: Kebec Nogueira

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal nome do bolsonarismo na disputa pelo Planalto em outubro, parabenizou Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria, de direita) pela vitória nas eleições presidenciais da Colômbia. O resultado do peito é preliminar.

Flávio falou em espanhol e afirmou que a eleição representava a “vitória do bem sobre o mal”. “As agendas de direita continuam triunfando em toda a América, porque lutamos contra as organizações narcoterroristas, contra a corrupção, contra o aumento de impostos e para que nossas nações sejam livres e prósperas”, declarou o senador.

Se confirmado pela comissão eleitoral, Espriella assumirá o comando da Colômbia em 7 de agosto, quando sucederá o presidente de esquerda Gustavo Petro.

Metrópoles

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Mundo

Primeiro-ministro do Reino Unido renuncia e abre crise no governo britânico

Foto: Reprodução

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (22) sua renúncia ao cargo após 23 meses à frente do governo britânico, conforme informações do Poder360.

Segundo a declaração feita no número 10 da Downing Street, Starmer informou que já comunicou a decisão ao rei Charles III durante conversa realizada na manhã desta segunda.

O premiê afirmou que a saída ocorre após pressões internas dentro do Partido Trabalhista e uma crise política em seu governo, com setores da legenda defendendo a mudança de liderança.

Em pronunciamento oficial, Starmer declarou que aceita a avaliação de seu partido de que não seria o nome mais indicado para liderar os trabalhistas nas próximas eleições gerais.

“A pergunta que meu partido faz agora é se sou a pessoa mais indicada para nos liderar nas próximas eleições gerais. Ouvi a resposta do meu grupo parlamentar e a aceito de bom grado”, afirmou.

Ele acrescentou que todas as decisões tomadas tiveram como objetivo “colocar o país em primeiro lugar” e confirmou que deixará a liderança do partido.

TRANSIÇÃO DE PODER

De acordo com o cronograma citado no anúncio, o novo primeiro-ministro deve assumir em meados de julho, caso haja consenso interno, ou até o fim de agosto, caso seja necessária uma disputa interna no Partido Trabalhista.

Starmer também informou que permanecerá no cargo até a conclusão do processo de sucessão, garantindo uma transição considerada “organizada e sem interrupções” no governo britânico.

Ao final do discurso, o premiê afirmou que pretende deixar a política ativa em primeiro plano para dedicar mais tempo à vida pessoal, mencionando o papel de pai e marido como prioridade após sua saída do cargo.

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Política

Zenaide participa de tradicional almoço de São João Batista e reforça parceria com Assú

Foto: Divulgação

A senadora Zenaide Maia participou neste domingo do tradicional almoço de São João Batista, em Assú, um dos momentos mais simbólicos da festa do padroeiro da cidade, que celebra 300 anos em 2026.

“É o São João mais antigo do mundo. E aqui a gente encontra cultura, a conservação das nossas tradições, lazer e esperança”, afirmou a senadora.

Zenaide foi recebida pelo prefeito Lula Soares e pelo ex-prefeito Gustavo Soares, pré-candidato a deputado estadual. Os dois apoiam a pré-candidatura da senadora ao Senado.

No município, o mandato de Zenaide já destinou mais de R$ 27 milhões em recursos para as mais diferentes áreas.

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Geral

STF vê risco de constrangimento e ministros temem ser barrados em estádios da Copa nos EUA

Foto: Victor Piemonte/STF

Ministros do STF têm evitado planejar viagens para assistir aos jogos da Copa do Mundo nos Estados Unidos. O motivo é a incerteza sobre possíveis restrições de visto e o receio de serem barrados em aeroportos ou estádios devido a efeitos ainda não totalmente esclarecidos de sanções aplicadas no passado.

Segundo relatos internos, ainda não há confirmação oficial se os magistrados seguem, total ou parcialmente, sujeitos a eventuais restrições associadas à Lei Magnitsky, conforme a coluna Andreza Matais do Metrópoles.

Nos Estados Unidos, o governo de Donald Trump chegou a aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes com base na legislação. Na ocasião, também houve restrições de visto a autoridades brasileiras, enquanto outros ministros, como Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques, não teriam sido atingidos.

Embora parte das medidas tenha sido revista posteriormente após articulações diplomáticas envolvendo o presidente Lula, permanece a dúvida sobre a situação atual dos vistos de autoridades brasileiras, o que alimenta a cautela dentro do STF.

O ex-presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, chegou a comentar publicamente o tema, classificando a restrição de vistos como “desagradável” e afirmando que se trata de uma decisão soberana de cada país, ainda que considerada injusta por ele.

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Política

GASTO PÚBLICO: 94% do “pacote de bondades” de Lula fica fora do arcabouço fiscal

Foto: Reprodução

Um estudo aponta que a maior parte dos benefícios anunciados pelo governo federal não entra nas regras do arcabouço fiscal. As informações são da Revista Oeste.

Segundo levantamento do economista Marcos Mendes, pesquisador associado ao Insper, cerca de 94% das medidas do chamado “pacote de bondades” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficam fora dos limites de controle de gastos.

O total anunciado pelo governo chega a R$ 187,2 bilhões entre janeiro e junho deste ano. Desse montante, aproximadamente R$ 176,7 bilhões não são contabilizados dentro das regras fiscais, segundo o estudo. Isso representa 94,3% das medidas analisadas.

Entre os programas citados estão iniciativas como o Move Brasil, Move Aplicativos, Desenrola Brasil, Gás do Povo, ampliação do Minha Casa Minha Vida, além de mudanças em tributos e liberação de recursos do FGTS.

O arcabouço fiscal, aprovado em 2023, estabelece limites para o crescimento das despesas públicas.

O estudo destaca que, apesar das regras, a maior parte das medidas recentes do governo acaba ficando fora desses limites formais de controle.

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Política

[VÍDEO] Cadu Xavier diz que é julgado por ser “branco, hétero e bonito”

Imagens: Reprodução/Mossoró Notícias

Oo pré-candidato ao Governo do RN, Cadu Xavier (PT), comentou sobre sua trajetória pessoal e disse que, em alguns momentos, já foi julgado de forma superficial. Segundo ele, a forma como é percebido por algumas pessoas pode estar relacionada também à sua aparência física.

“Eu sou um cara branco, hétero, tem gente que diz que eu sou bonito, mas a minha família é uma família muito humilde”, afirmou, em entrevista ao programa Frente a Frente, da TV Clube RN .

Cadu Xavier destacou ainda que vem de origem simples e que nem sempre sua história de vida é reconhecida à primeira vista. O pré-candidato integra o grupo político do PT no RN.

Opinião dos leitores

  1. A minha família também me acha bonito rsrs
    O cara é político até na hora de se achar kkkkkk
    Outra coisa: o Cadú pode até ser de Lula (embora Lula não tenha derramado dinheiro no RN), mas claramente/obviamente o Cadú é de Fátima, secretário desde sempre da governadora (e ele esconde isso). Pq será?

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Esporte

Neymar treina com o grupo e se aproxima de estreia na Copa do Mundo

Foto: Rafael Ribeiro e Nelson Terme/CBF

Neymar voltou a treinar com o elenco da seleção brasileira neste domingo, no campo do Columbia Park, em Morristown, e avançou na preparação para uma possível estreia na Copa do Mundo, conforme informações do Estadão.

O atacante participou da atividade junto com os companheiros que foram ao gramado, em mais uma etapa do processo de recuperação de uma lesão na panturrilha.

Esta foi a terceira vez que Neymar treinou no campo com o grupo desde o início da preparação para o Mundial. A tendência é que ele fique à disposição no banco de reservas na partida contra a Escócia, na próxima quarta-feira, em Miami, pela última rodada do Grupo C.

Durante parte do treino aberto à imprensa, não houve esboço de equipe. Sete jogadores considerados titulares fizeram atividades na academia, entre eles Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos, Casemiro, Bruno Guimarães e Matheus Cunha.

A comissão técnica trabalha com a possibilidade de utilização gradual do atacante, dependendo do andamento da partida.

O Brasil precisa de uma vitória com boa margem de gols para tentar a primeira colocação do grupo, já que a disputa segue equilibrada na tabela.

Outro desfalque confirmado é Raphinha, que trata uma lesão muscular na coxa direita. Ele já iniciou o processo de recuperação e pode voltar apenas nas fases finais da competição, caso a seleção avance.

Com isso, Luiz Henrique surge como principal opção para a vaga, enquanto Rayan também aparece como alternativa no setor ofensivo.

 

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Mundo

“Leão e tigre rugem na América Latina”, diz Milei ao comemora vitória da direita na Colômbia

Foto: Reprodução/Diário360

O presidente da Argentina, Javier Milei, parabenizou o candidato de direita Abelardo de la Espriella pela vitória na eleição presidencial da Colômbia, realizada neste domingo (21).

Em publicação nas redes sociais, Milei afirmou: “O leão e o tigre rugem na América Latina!”, em referência aos símbolos usados nas campanhas dos dois políticos.

O argentino destacou ainda que o resultado representa a escolha por “liberdade econômica, prosperidade e segurança”, além do combate ao crime organizado e ao narcotráfico.

Segundo ele, “a liberdade avança na América Latina e já não há volta atrás”.

A manifestação reforça o alinhamento político entre os dois líderes, ambos identificados com pautas de direita na região, e foi celebrada como um gesto simbólico de aproximação entre Argentina e Colômbia no campo ideológico.

Opinião dos leitores

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Política

ELEIÇÃO NA COLÔMBIA: esquerda pede impugnação de 33 mil urnas após vitória da direita

Foto: Reprodução/Metrópoles

A eleição presidencial na Colômbia entrou em nova fase de tensão após o candidato de esquerda Iván Cepeda anunciar que vai pedir a impugnação de 33 mil urnas em todo o país.

Segundo ele, o pedido será feito por meio de sua equipe jurídica e de observadores eleitorais, após a divulgação de resultados preliminares da apuração.

Cepeda afirmou que reconhece que os números divulgados ainda não são definitivos, mas disse que só vai aceitar o resultado final após a análise das contestações.

De acordo com o resultado preliminar com 99,98% das urnas apuradas, o candidato de direita Abelardo de la Espriella aparece com 49,66% dos votos, enquanto Cepeda registra 48,70%.

Em discurso a apoiadores, Cepeda declarou que sua equipe “está procedendo à impugnação de 33 mil seções eleitorais em todo o país” e que só após o escrutínio final irá reconhecer o resultado oficial.

O segundo turno registrou 62,51% de participação dos eleitores. Na Colômbia, o voto não é obrigatório.

O resultado divulgado ainda é preliminar. A confirmação oficial depende da contagem final e das verificações do Registro Nacional, que podem ser concluídas nos próximos dias.

 

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