Polêmica

Cardozo sobre corrupção: ‘Não há fato que demonstre que a presidente tem envolvimento’

2014-768689713-2014-768520424-2014111570505.jpg_20141115.jpg_20141116Foto: Michel Filho/15-11-2014 / Agência O Globo

Um dia depois de uma pesquisa do Datafolha mostrar que a popularidade da presidente Dilma Rousseff despencou, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo disse que o governo não está acuado. A pesquisa seria apenas uma fotografia de um momento ruim. O ministro afirma que a presidente não tem qualquer vínculo com as denúncias investigadas na Lava-Jato e que, desde o início do caso, tem tomado todas as medidas necessárias para combater as fraudes. O ministro concedeu entrevista depois que o governo decidiu sair a campo para vencer o que considera uma batalha pela comunicação.

A presidente perdeu 21 pontos na última pesquisa de opinião. Boa parte disso atribui-se à Operação Lava-Jato. Isso preocupa o governo? Como é que o governo vai enfrentar esse desgaste?

Pesquisas são sempre fotografias de momento. É evidente que elas devem ser analisadas, objetos de reflexão. Mas são fotografias de momento. E acho que essa é uma situação momentânea que, seguramente, será revertida ao longo do tempo. O governo tem um projeto muito claro em relação às ações governamentais. E no que diz respeito ao combate à corrupção, a postura do governo é muito firme. O governo não cede um milímetro na sua orientação de que tudo deve ser apurado. Claro, garantido o direito de defesa, garantido os princípios do estado de direito, tudo deve ser apurado e não importa quem eventualmente tenha praticado atos ilícitos. Deve ser punido com o máximo de rigor. E quando eu falo tudo deve ser apurado, eu me refiro a todos os fatos inclusive sem me referir a um marco temporal. Tenho visto depoimentos que estão públicos que mostram atos ilícitos possam ter ocorrido na Petrobras não só no período mais recente, mas desde 1997. Tudo isso tem que ser apurado. É um dever da Polícia Federal apurar se é no governo a, b ou c.

O senhor acredita que o momento, de fato, é muito ruim. Qual seria a saída ? Qual seria a alternativa ? O governo não está muito retraído?

O governo não está retraído não. O governo tem uma postura muito ofensiva. Quanto no passado já se apurou de corrupção denunciada antes do governo do presidente Lula? Muito pouco. Nenhuma doença é conhecida se você não coloca luz do sol nela, se você esconde a doença, se você engaveta a doença e inibe o conhecimento da doença, a sensação de que ela não existe é mais forte. Agora é só verificar os fatos como são, e as coisas vão se assentar ao longo do tempo, para mostrar que isso, infelizmente, pelo que dizem os depoimentos, acontece há muito tempo. Agora se apura, agora se investiga, agora se dá garantias para que se faça. Agora nós temos um Ministério Público autônomo. No passado não se fazia isso..

Alguns líderes da oposição têm falado sobre a possibilidade de até responsabilização da presidente diante do noticiário mais recente da Lava-Jato. Isso preocupa o governo?

Não há nenhum fato, absolutamente nenhum fato, que demonstre, que indique ou que gere indícios de que a presidente da República tenha qualquer envolvimento nesses fatos seja de maneira dolosa (intencional), seja de maneira culposa. A presidente, em relação a esses fatos, tem tido uma postura muito dura e rigorosa de que quer que tudo seja apurado. Envolvimento dela? Absolutamente nenhum. Logo é natural quando você líderes partidários tentando vincular a presidenta à essa situação, isso é um jogo político. E um jogo político que me espanta. Nós estamos há poucos meses da eleição. E há pessoas que, desde o dia seguinte à eleição, já falavam em impeachment, já queriam construir uma recontagem de votos, já queriam encontrar uma desculpa para tentar deslegitimar uma eleição que foi legítima. Me espanta porque algumas dessas pessoas que tem falado isso são pessoas que, no passado tinham um profundo espírito democrático. Ou seja, tem gente que quer estender a eleição para o terceiro turno e isso continua até hoje.

Mas, nos depoimentos dados pelos delatores, eles mencionaram uma ação muito forte do PT. Isso de certa forma não acaba transbordando para o governo?

De forma nenhuma. A primeira coisa é fazer uma apuração séria e rigorosa para verificar quais desses fatos são verdadeiros. O próprio juiz Moro, ao apreciar essas delações, tem citado inclusive todo o cuidado que se deve ter com delações premiadas. A delação premiada é um instrumento juridicamente muito importante das investigações, mas, ao se analisar uma delação premiada, é preciso verificar se ela corresponde à verdade ou não. Não se pode prejulgar nada. Tem que se investigar primeiro, dar direito de defesa para depois se concluir. Agora, se alguém realmente praticou os ilícitos, se foi praticado, essas pessoas têm de ser responsabilizadas. Não se pode generalizar. Seria a mesma coisa que eu dissesse o seguinte: ‘quando uma delação premiada diz que a corrupção começou desde 1997, eu tirasse a seguinte conclusão: ‘o presidente Fernando Henrique também estava envolvido nos fatos’.

O senhor está satisfeito com as explicações do tesoureiro do PT João Vaccari?

Quando se é ministro da Justiça não cabe, nem posso fazer qualquer juízo de valor, jurídico ou político, daquilo que está sob investigação. O que posso dizer que é que tudo tem de ser investigado. Aos acusados, deve ser garantido o direito de defesa. Se provada a culpa, se puna. Não provado, que se absolva.

Mas como integrante do PT, o senhor está satisfeito?

Neste momento, como ministro da Justiça, não posso agir como militante partidário que sou. Nem cabe a mim tecer quaisquer considerações que um militante político poderia fazer em relação a fatos que estão sob apuração. Não posso emitir juízo de valor sob pena de eu me desviar do meu papel. O que eu afirmo é seguinte: O governo quer que tudo se apure, independentemente da cor partidária daqueles que porventura praticaram atos ilícitos, pouco importa se são petistas, se são tucanos do período que antecede 2002, pouco importa se da base governista ou se são de outros partidos de oposição. Em relação a respostas políticas, obviamente eu não posso tecer considerações a respeito.

Essa estratégia usada desde a campanha eleitoral, de chamar atenção para o fato de que, segundo as denúncias, a corrupção vem de antes do governo petista e de que só agora tem sido investigada, não tem sido suficiente para evitar o desgaste do governo. Como reverter isso?

Quando você começa a analisar os fatos, você verá que o governo da presidenta Dilma combateu com rigor imenso a corrupção e deu transparência absoluta aos problemas. Isso não acontecia no passado. Você verá que daqui a alguns anos, ou daqui a alguns meses, não importa,haverá um reconhecimento de que, em larga medida, o combate à corrupção no Brasil se deu por medidas que foram tomadas ao longo do governo do presidente Lula e da presidenta Dilma. Isso pode até parecer algo repetitivo. Mas por que que a corrupção de 1997 só apareceu agora? Por que as pessoas só falaram agora? Não será por que na época tudo que se falava era arquivado? Não será porque na época nao se garantia uma autonomia nas nomeações dos procuradores-gerais da República? Não será por que a PF não tinha a estrutura, as condições, a autonomia que tem hoje? Eu tenho certeza que sim. Quantas coisas foram engavetadas naquele período? Quantos escândalos aconteceram? Tivessem sido investigadas como investigamos, seguramente grande desconforto teria aparecido em grande intensidade. Acho que o tempo coloca os fatos no seu devido lugar. E tudo isso será colocado no devido lugar.

O tempo político é um pouco mais complicado. E a percepção que as pessoas estão tendo, conforme mostrou a última pesquisa de popularidade, não é essa.

Pesquisas são episódicas. Nós tivemos o episódio do mensalão e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito. Depois que se maturou e a sociedade debateu naquele período. Essa questão da Petrobras já havia surgido no processo eleitoral. Quando as coisas se acomodam, se ajustam e há um livre debate na sociedade, as coisas aparecem. E eu não tenho a menor dúvida de que quando a presidenta Dilma falou na campanha o que foi feito de combate à corrupção no governo dela e do presidente Lula, isso calou fundo na população. Claro, muitos não concordaram, pessoas não votaram em Dilma. Mas a maioria votou, porque seguramente concordou com parte ou com todos esses argumentos.

O senhor acha que quando vier a famosa lista do Supremo, das pessoas que têm foro, com gente de diferentes colorações citadas, as pessoas terão a sensação de que que não é um caso concentrado no PT ou no governo?

Não tenho ideia do que há nessas delações premiadas. Não sei as cores partidárias das pessoas que podem estar envolvidas. O que eu sei foi o que vi pela imprensa. E, a julgar que foram corretas as matérias que saíram na imprensa, há partidos da oposição, líderes da oposição e presidente de partidos da oposição que também estariam envolvidos nessa situação. Também não sei se é verdade, mentira, se está no termo ou não, se os fatos correspondem à verdade ou não. Acho preferível aguardar que venha a público e não tecer considerações.

E o pacote de combate à corrupção?

Acredito que nos próximos dias algumas medidas serão encaminhadas pela presidenta ao Congresso. Estamos em fase final de redação. Sem prejuízo de outras medidas se somarem. Em outras palavras, o governo tem a coragem política necessária para enfrentar a corrupção. E essa é uma linha da qual seguramente a presidenta Dilma não abre mão.

O novo presidente da Petrobras foi criticado por ter problemas com empréstimos concedidos, não pagamento de impostos. Há constrangimento para o governo, é possível dizer que o presidente da Petrobras é ficha limpa?

Não trouxe nenhum constrangimento. (Adelmir) Bendine, presidente atual da Petrobras é uma pessoa que demonstrou já na presidência do Banco do Brasil uma excelente competência administrativa, é uma pessoa que nunca, ao que sei, teve um ato comprovado, que desabonasse sua vida pública. Portanto, acredito que fará uma grande gestão na Petrobras. Não vejo razão para que não faça.

O senhor falou que as medidas estão em fase de acabamento final. O sr. trabalha com que horizonte?

Eu acredito que, logo depois do carnaval, talvez até antes, num curto espaço de tempo, vamos estar apresentando.

Mas elas vão em pacote?

Acho que vão ser mandadas em conjunto pelo menos uma parte delas.

A agenda está muito negativa. Corrupção, economia, eleição de Eduardo Cunha para presidência da Câmara.

A vida de qualquer governo tem situações assim. Eduardo Cunha é da base governista. Tenho absoluta certeza que terá uma excelente relação com o Executivo, falando muito francamente. Se fosse a oposição que tivesse ganhado, você teria…

Mas ele não foi da oposição dentro da base?

O Eduardo tem suas posições, tem direito de tê-las. Eu acho que ele fará uma gestão harmoniosa com o Executivo. É uma pessoa que tem uma vivência política, é uma pessoa madura.

O senhor fala com ele diariamente?

Diariamente não, porque não é meu papel. Mas tenho excelente relação com o Poder Legislativo e com o Eduardo Cunha. Eu acho que ele fará uma boa gestão, harmoniosa. Acho que a maturidade política do Eduardo Cunha lhe dá o o senso de responsabilidade que um presidente deve ter na relação com os outros Poderes. Um presidente de Poder que pertence à base governista e que tem noção do seu papel cuida da relação harmoniosa entre os Poderes. É evidente que teve a disputa, é normal da vida política. Mas a disputa foi entre segmentos da base governista. Não vejo o catastrofismo que alguns anunciam. Acho que Eduardo terá uma excelente gestão.

Ele já anunciou logo a criação da CPI.

O que eu diria é que, pelo que me lembro, na Constituição, basta que tenha um terço de assinaturas para que você tenha que criá-las. Ele está no seu papel. É ato vinculado.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. "Batalha pela comunicação" em pleno limiar de regoverno… É uma boa amostra do tamanho da crise de credibilidade que avassala as hostes petistas e os capachos planaltinos.

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Geral

Influenciador potiguar Lito Sousa busca acesso a estudo internacional contra doença rara


Foto: Reprodução CNN

O Broad Institute anunciou nesta terça-feira (25) que está em contato com a equipe do influenciador digital e criador de conteúdo potiguar Lito Sousa para avaliar opções de atendimento. A manifestação do centro de pesquisa norte-americano ocorre após uma intensa mobilização de fãs nas redes sociais em busca de acesso a tratamentos experimentais para a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).

Após um vídeo de apelo publicado por Lito no último domingo (23), seguidores lotaram as redes sociais de instituições de referência — como Broad Institute, Harvard, Mayo Clinic e Ionis Pharmaceuticals — com hashtags como #HelpLito e #SaveLito. Apenas uma das publicações da Ionis acumulou mais de 25 mil comentários.

O Broad Institute e parceiros desenvolvem pesquisas avançadas sobre a doença priônica, incluindo o estudo de fase um PRiSM, que testa uma terapia baseada em RNA de interferência (siRNA) para reduzir a produção da proteína príon no cérebro. A instituição ressaltou, contudo, que as pesquisas estão em estágios iniciais, focando primariamente na segurança e tolerabilidade.

Até o momento, a família ainda não garantiu vaga em tratamentos experimentais. A Ionis informou que os estudos estão fechados para novos participantes e negou o uso compassivo do medicamento ION717 por ora. Já o Broad ofereceu inicialmente uma avaliação apenas para o grupo de controle (que não recebe o fármaco), mantendo a família à espera de novas alternativas para a enfermidade neurodegenerativa, que é rara e de rápida evolução.

A doença de Lito é rara e de evolução rápida. A DCJ é uma doença neurodegenerativa associada ao acúmulo de proteínas anormais chamadas príons. Atualmente, não há tratamento comprovado capaz de interromper sua progressão.

Com informações do UOL

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Geral

CAMPANHA NO NORDESTE: Flávio Bolsonaro tenta reverter desvantagem histórica no reduto petista


Flávio Bolsonaro faz campanha em Alagoas ao lado do vice, Alfredo Gaspar – Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro

A primeira agenda de campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Nordeste evidenciou as dificuldades do candidato bolsonarista na região, que foi decisiva para a vitória de Lula (PT) em 2022. Recepcionado apenas por militantes e políticos de direita, Flávio viu aliados locais evitarem o palanque e apostou na aproximação com líderes religiosos durante agenda em Maceió nesta terça-feira (25).

Para tentar diminuir a vantagem de Lula no Nordeste, a campanha aposta em uma tática de tolerância: o PL apoia nomes do Centrão e da centro-direita (como ACM Neto na Bahia e Ciro Gomes no Ceará) sem exigir reciprocidade pública no primeiro turno, visando preservar esses candidatos de perderem votos de eleitores lulistas e garantir apoios no segundo turno.

No primeiro estado visitado, o cenário gerou frustração. O prefeito de Maceió e candidato à reeleição, JHC (PSDB) — cujo partido e coligação incluem aliados locais —, e o ex-deputado Arthur Lira (PP-AL) não participaram da recepção oficial, ignoraram o candidato nas redes sociais e evitaram declarar voto publicamente para blindar suas próprias campanhas da polarização nacional. Flávio limitou-se a encontrar Lira em um culto da Assembleia de Deus e a reforçar o apoio a JHC.

Apelo econômico e social

Diante do isolamento político, Flávio focou em reuniões com empresários, acenos ao turismo e na lembrança de medidas populares da gestão anterior, como o Bolsa Família de R$ 600 e a transposição do São Francisco, afirmando que o eleitor nordestino busca o futuro e está decepcionado com o atual governo.

Com informações da Folha de São Paulo

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Brasil

ESQUECEU? Lula tem de avisar PF, PGR e STF que não é para proteger Lulinha, observa colunista

Foto: Reprodução

Indagado sobre Lulinha, que aparentemente deixou de ser o Ronaldinho dos negócios que fazia o orgulho do papai, o chefão petista disse o seguinte: “Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele.”

É preciso, então, avisar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que não é para proteger Lulinha.

Até hoje, por exemplo, a PF não subiu no processo relatado por André Mendonça a análise das quebras de sigilo telemático e bancário do filho de Lula.

Dado curioso, um dos peritos encarregados de fazer a análise pediu para não trabalhar mais no caso, alegando questões pessoais.

Também é recomendável que Lula dê um toque no procurador-geral da República, Paulo Gonet, para ele se segurar no seu afã de mostrar serviço.

Prestativo além da conta, o PGR quer transferir o caso de Lulinha para a primeira instância, contrariando fatos e jurisprudências.

Não menos vital, o chefão petista poderia aproveitar o próximo whisky com os políticos do STF para reafirmar que a justiça deve seguir o seu curso, sem que mãos peludas no tribunal tentem impedir o trabalho do ministro André Mendonça.

Com informações da coluna Mario Sabino/ Metrópoles

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Esporte

SURFE: Potiguar Ítalo Ferreira leva cinco pontos no nariz após acidente em Fiji

Foto: Reprodução/Instagram

O potiguar Ítalo Ferreira publicou uma imagem no Instagram em que aparece com o rosto ensanguentado após acidente com a prancha de surfe. Em Fiji, na Oceania, para mais uma etapa da WSL, o surfista brasileiro, líder do ranking, desabafou e revelou que precisou levar cinco pontos no nariz.

“Ontem foi mais um daqueles dias que o surf nos coloca à prova. A prancha atingiu meu nariz, foram 5 pontos e uma dor que eu não desejo pra ninguém”, declarou.

“Mas seguimos… O inimigo tenta de todas as formas, mas a minha fé permanece inabalável. Deus me protege, me fortalece e me faz seguir em frente em cada batalha. Mais uma cicatriz, mais um motivo para buscar”, fazendo referência à passagem bíblica Romanos 8:31.

Em nota, a equipe de Ítalo revelou mais detalhes do acidente. “Informamos que Ítalo Ferreira sofreu um pequeno acidente durante sessão de treino na manhã de quarta-feira em Fiji (horário local). O atleta precisou levar pontos no nariz após bater na borda da prancha, mas encontra-se estável e medicado. Apesar do ocorrido, Ítalo está confirmado na etapa”, descreveu.

Com informações de Metrópoles

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Eleições 2026

Há 8 dias no ar, site da campanha de Flávio é alvo de mais de 3 mil ataques hacker

Foto: Reprodução

A equipe de cibersegurança do candidato à presidência pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, identificou 3.250 tentativas de invasão do site oficial da campanha somente no primeiros oito dias em que portal online está no ar.

Lançada em 17 de agosto, a página www.flaviobolsonaro.com.br reúne informações sobre os compromissos de campanha, a cobertura dos atos públicos, as propostas do Plano de Governo “Para o Brasil Vencer o Atraso”, além de materiais informativos, fotos, imagens e logotipos.

A equipe de cibersegurança do candidato à presidência pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, identificou 3.250 tentativas de invasão do site oficial da campanha somente no primeiros oito dias em que portal online está no ar.

Lançada em 17 de agosto, a página www.flaviobolsonaro.com.br reúne informações sobre os compromissos de campanha, a cobertura dos atos públicos, as propostas do Plano de Governo “Para o Brasil Vencer o Atraso”, além de materiais informativos, fotos, imagens e logotipos.

Os dados enviados ao Pleno.News revelam que do total de ataques, 1.198 foram de buscas por arquivos sensíveis como credenciais, chaves de acesso e backups; 1.106 foram tentativas de comunicação direta com a infraestrutura e 853 foram de eventos contra o acesso administrativo, como tentativas de autenticação.

As investidas para tentar invadir o sistma têm como objetivo a obtenção de dados ou a derrubada do site por sobrecarrega de acessos simultâneos provocado por robôs. Foram registradas 375 mil requisições de acesso em um curto período com o objetivo de degradar o funcionamento ou tirar o serviço do ar.

Com informações de Pleno News

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Brasil

Advogado de Lulinha reclama de “vazamentos” a ministro e chefe da PF

Foto: Divulgação

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que encabeça a defesa de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, tratou nesta terça-feira (25) de vazamentos em inquéritos que citam o filho mais velho do presidente com o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, e o ministro da Justiça, Wellington César.

Marco Aurélio disse nas conversas que os vazamentos são prejudiciais ao trabalho do ministro e do chefe da PF. A defesa de Lulinha afirma que uma ala da corporação, com viés eleitoral, seletivamente veicula informações descontextualizadas do inquérito.

“Nunca vi nada parecido. Não tem precedentes, nem na história da finada Operação Lava-Jato. Precisamos tirar o rosto do processo. Se acontece algo assim com o filho do presidente, quem dirá o que pode ocorrer com outro cidadão qualquer?”, disse à reportagem.

Com informações da CNN

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Brasil

Brasil tem 6,3 mil empresas em recuperação judicial

Foto: Marcello Casal Jr

O Brasil terminou o primeiro semestre de 2026 com 6.341 empresas em recuperação judicial ativa, segundo o Monitor RGF-BizDoc. O levantamento, elaborado pelas consultorias RGF e BizDoc com dados da Receita Federal e dos Tribunais de Justiça, mostra crescimento de 6,2% no número de empresas em recuperação em relação ao fim de 2025.

O avanço foi mais expressivo entre as empresas de menor porte. Entre o primeiro trimestre de 2023 e o segundo trimestre de 2026, o número de microempresas em recuperação judicial cresceu 133%. Entre as pequenas empresas, a alta foi de 69%. Nas médias, o crescimento chegou a 31%.

Leia também: “Entenda o que a Casas Bahia tem a ver com suas compras mais caras“

Entre as microempresas, a proporção passou de 0,03 para 0,07 empresa em recuperação judicial a cada mil negócios. No grupo das pequenas, o índice subiu de 0,52 para 0,87 por mil.

As grandes companhias ainda apresentam índices proporcionalmente maiores de recuperação judicial. Segundo o levantamento, porém, essas empresas também recorrem a outros mecanismos de reestruturação, como negociações diretas e recuperações extrajudiciais.

O comércio tinha o maior estoque de empresas em recuperação judicial no fim do segundo trimestre, com 1.649 casos. A indústria aparecia na sequência, com 1.455 empresas, enquanto o agronegócio registrava 1.263.

O agronegócio também foi o setor que mais acrescentou novos casos durante o segundo trimestre, com 111 entradas.

O levantamento ocorre em um cenário de crédito mais caro e juros elevados. Esses fatores podem aumentar a pressão sobre empresas endividadas, mas os dados não atribuem o crescimento das recuperações judiciais a uma única causa.

Questões relacionadas à estrutura financeira dos negócios também podem contribuir para dificuldades de pagamento, como endividamento elevado, margens reduzidas, despesas incompatíveis com a geração de caixa e crescimento financiado por dívida.

Com informações da Revista Oeste

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Brasil

Justiça nega liminar pedida por Lulinha para retirar vídeo de Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo negou, em um primeiro momento, a liminar pedida por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para retirar das redes sociais um vídeo publicado pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, que o liga às fraudes no INSS.

Na decisão, a juíza Alessandra Lopes Santana de Mello, da 41ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, afirmou que “a prova documental carreada à inicial não permite aferir, nesse momento, a inveracidade do conteúdo do vídeo postado pelo primeiro réu nas redes sociais”.

“Não consta dos autos prova mínima do conteúdo das investigações mencionadas na inicial, o que impede a identificação, com segurança, da verossimilhança da ilicitude alegada”, escreveu a magistrada.

A juíza também defendeu cautela antes de determinar a retirada do conteúdo. “A questão merece ser apreciada com maior cautela e sob o crivo do contraditório, a fim de evitar cerceamento indevido à liberdade de expressão e ao direito de crítica, notadamente por recaírem tais direitos fundamentais sobre fatos que podem encerrar interesse público e político.”

Com informações da CNN

 

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Eleições 2026

Denúncias eleitorais em app do TSE triplicam em cinco dias

Foto: Divulgação

O número de denúncias de possíveis irregularidades nas campanhas eleitorais de 2026 disparou nos últimos dias. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o aplicativo Pardal recebeu 3.468 registros até esta segunda-feira (24). O volume representa um aumento de 2.365 ocorrências em apenas cinco dias, em relação às 1.103 denúncias contabilizadas na última quarta-feira (19).

Entre os cargos disputados, as campanhas para deputado estadual concentram a maior quantidade de queixas, com 1.245 registros. Na sequência aparecem deputado federal, com 1.096, e denúncias relacionadas a partidos, coligações e federações, que somam 447. Também foram registrados 392 casos envolvendo candidatos a governador, 120 a senador, 108 a deputado distrital, 57 a presidente e três a vice-governador.

O Pardal Móvel é utilizado pela Justiça Eleitoral como uma ferramenta de participação da sociedade na fiscalização das campanhas. Regulamentado para as Eleições Gerais de 2026 pela Portaria TSE nº 451/2026, o sistema permite que cidadãos comuniquem possíveis violações das regras eleitorais e encaminhem informações para análise dos órgãos competentes.

São Paulo aparece na liderança entre os Estados com maior quantidade de registros no Pardal, com 613 denúncias. A Bahia ocupa a segunda posição, com 309 ocorrências, seguida pelo Rio Grande do Sul, que soma 301.

Minas Gerais e Pernambuco aparecem logo depois, com 275 denúncias cada. O Paraná contabiliza 272 registros, enquanto o Ceará reúne 219. O levantamento indica uma distribuição significativa das ocorrências entre diferentes regiões do País.

As irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral em vias públicas são o principal motivo das denúncias, com 1.200 registros. A propaganda na internet aparece em segundo lugar, com 599 ocorrências.

Com informações de Pleno News

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Eleições 2026

TRE-RN libera candidato do PT ao Governo do Estado para usar “Cadu de Lula” como nome de urna

Foto: Divulgação/PT

O Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE-RN) rejeitou, nesta terça-feira (25), o pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) para impedir que o candidato do PT ao Governo do Estado, Cadu Xavier, usasse “Cadu de Lula” como nome de urna.

Para a Procuradoria Regional Eleitoral, a expressão pode confundir o eleitor e sugerir um parentesco inexistente com o presidente Lula. O Pleno do TRE-RN, no entanto, rejeitou a tese e liberou o candidato petista para usar o nome de urna “Cadu de Lula”.

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