Diversos

Carga tributária aumentou 10 pontos percentuais após criação do real

A estabilidade da moeda trouxe custos para o contribuinte. Necessário para derrubar a inflação, o ajuste fiscal resultou em aumento de impostos. De acordo com a Receita Federal, a carga tributária – peso dos tributos sobre a economia – saltou mais de dez pontos percentuais depois do Plano Real. De 25,72% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1993, ano anterior ao plano, o indicador subiu para 35,85% em 2012, dado mais recente.

Para equilibrar as contas públicas, o governo federal criou e aumentou tributos nos anos seguintes à criação do real. O destaque foram as contribuições sociais, cujas receitas ficam todas com a União. As principais são a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (Cofins), o PIS, o Pasep e a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que taxou as transações financeiras até 2007. A voracidade sobre os contribuintes, no entanto, destacam especialistas, puniu as camadas mais pobres da população e não resultou em melhoria de serviços públicos.

carga_tributariaPresidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), João Eloi Olenike diz que o real acentuou uma tendência iniciada com a Constituição de 1988, que permitiu aos governos (federal, estadual e municipal) obter cada vez mais recursos por meio do aumento de tributos. Para ele, o maior problema é que a tributação, no Brasil, concentra-se no consumo e nos salários.

Com caráter regressivo, a tributação sobre o consumo pune os mais pobres porque as alíquotas incidem sobre o preço final dos produtos. Para uma mercadoria que custa R$ 5 e tem alíquota de 20%, o consumidor pagará R$ 1 de tributo, independentemente da classe social. Proporcionalmente, a quantia pesa mais no bolso dos mais pobres. Com desconto direto na folha de pagamento, a tributação sobre os salários taxa os trabalhadores, não os empresários.

“Hoje, no Brasil, não temos uma política tributária para que haja uma arrecadação de acordo com a capacidade contributiva de cada cidadão. Existe, sim, uma política de arrecadação tributária. Aquela do quanto mais eu arrecadar, melhor”, critica Olenike. Ele defende uma reforma tributária executada em etapas que mude o foco da tributação para o lucro e o patrimônio, que têm maior impacto sobre as parcelas mais ricas da população. “Hoje não existe interesse em fazer reforma tributária. Se cada vez se arrecada mais, por que fazer reforma tributária?”, questiona.

Em 2012, os tributos sobre o consumo e os salários corresponderam a 76,26% da arrecadação, segundo a Receita Federal. Nos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo que reúne nações desenvolvidas, a média correspondia a 58,35% em 2011. A tributação sobre a renda e o patrimônio somava 21,69% da arrecadação no Brasil, contra 38,27% da OCDE.

Para Cláudio Damasceno, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), as distorções no sistema tributário brasileiro persistem porque, até hoje, o grande capital define os rumos da política tributária. “Temos uma carga de primeiro mundo e retorno de terceiro mundo nos serviços que o governo acaba oferecendo à população. Desde a criação do real, pouco mudou”, comenta.

Damasceno cita a defasagem de 61% na correção da tabela do Imposto de Renda e a isenção na distribuição de lucros e dividendos para sócios e acionistas como medidas que pioraram o sistema tributário brasileiro para a população de menor renda nos últimos 20 anos. “Nos países desenvolvidos, a tributação sobre o patrimônio é muito maior. Essa discrepância tem raízes profundas”, diz.

Apesar do aumento da carga tributária nas últimas duas décadas, a Receita Federal não considera o peso dos impostos sobre a economia alto em relação a outros países. Segundo o órgão, o Brasil está numa posição intermediária na comparação com os 27 países da OCDE. Além disso, a Receita informa que alguns países como o Chile, cuja carga tributária soma 21,8% do PIB, não tem Previdência Social.

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda alega que a carga tributária líquida, que desconta dos tributos arrecadados o retorno à sociedade por meio de subsídios e das transferências de renda, ficou praticamente estável nos últimos anos, passando de 18,39% em 2002 (dado mais antigo disponível) para 19,82% em 2012. Segundo a secretaria, a carga tributária líquida é mais importante que a carga bruta porque considera as devoluções do governo, que aumentam a renda disponível do setor privado e o bem-estar das famílias.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Tem gente aqui que se faz de doido para nao dizer outra coisa. O que o gráfico mostra é SIM que o aumento dos impostos foi maior no governo tucano que no governo petista. Querer procurar cabelo em ovos é ridículo. O real, que tanto os tucanos se orgulham, estava explodindo no fim do governo do príncipe com inflação chegando a 12% e o dólar comprando 4 reais. Isso eles nao falam! Patético!

  2. O governo do PT costuma alterar a metodologia de cálculo de diversos índices numa tentativa de maquiar a realidade e mostrar para a sociedade que a situação está "maravilhosa".
    Por exemplo: querem tirar os alimentos do cálculo da inflação para que o IPCA apareça com indicação menor. Já que o governo não consegue controlar a inflação e o ministro Mantega não acerta uma previsão otimista, a alternativa em estudo é tentar controlar as estatísticas.
    Alguém lembra da suspensão do PNAD? será que o governo resolveu adiar a divulgação para janeiro de 2015 para não prejudicar o PT na campanha?
    No ano de 2013, o governo do PT também pensou em mudar o cálculo da dívida bruta, que é a soma de todas as dívidas do governo em nível federal e regional e das empresas estatais. Alegou que a metodologia inflava o indicador.
    O que o governo queria esconder? que estava gastando demais?
    O governo do PT também foi acusado de, sem maiores explicações, mudar as bases de cálculo de miseráveis no Brasil por lhe ser conveniente no momento ocultar que a verdade.
    Os programas do estado no inicio utilizavam dados do IBGE e afirmavam haver mais de 16 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza no Brasil.
    Sem maiores explicações passaram a basear no CadÚnico, que é a relação elaborada em municípios.
    Suspeita-se que o número de miseráveis seja muito maior do que o colocado pelo governo no PT e que estes são ocultados em suas diversas formas de medição e manipulação de dados, como essa troca de bases de cálculo sem nenhuma explicação.
    E com relação a altíssima carga tributária no Brasil? o grande doutor em economia, que atende pelo nome de Lula da Silva, em discurso de improviso na Comissão Econômica para América Latina e Caribe no ano de 2010, defendeu a elevada carga tributária no Brasil, alegando que com cargas tributárias baixas "não tem Estado, o Estado não pode fazer absolutamente nada".

  3. REFORMA TRIBUTARIA, eis um tema a ser priorizado e enfrentado com destemor e visão de estadista, pois TRIBUTAR GRANDES FORTUNAS ainda é um sacrilégio para os donatários das grandes fortunas e rentistas que lucram com a usura e agiotagem internacional legalizada.
    Dizer que "com caráter regressivo, a tributação sobre o consumo pune os mais pobres porque as alíquotas incidem sobre o preço final dos produtos", é chover no molhado, agora colocar a culpa disso num governo ou em outro é discutível, uma vez que essa matéria tem sido um vespeiro quando simplesmente mencionado, e, colocado em pauta vira um tormento para as bancadas dos Estados Ricos da Federação: São Paulo e Minas Gerais, governados há décadas pelos descendentes dos Coronéis do Leite e Barões do Café.
    Para termos um compromisso de se colocar em pauta tal tema indigesto para nosso parlamento, temos que mudar significativamente tal configuração parlamentar. Sem isso, afirmo categoricamente e sem falsa demagogia, é praticamente impossível tal empreendimento, a despeito da ignorância, fanatismo e má vontade de determinados analfabetos funcionais ou intelectuais orgânicos alimentados por contracheques gordinhos no fim do mês.

  4. Caro Sergio Nogueira,
    Será que você sabe raciocinar?
    Interpretar um texto com toda certeza você não sabe, porque o texto fala justamente que o maior prejudicado são os mais pobres "Proporcionalmente, a quantia pesa mais no bolso dos mais pobres."
    Deixe de fanatismo que esse tipo de ódio sem argumento, esse tipo de pre-conceito contra pobre, nordestino… é justamente o que mantem o PT no poder, isso alimenta a militância deles.
    Se quer tirar o PT do poder, utilize argumentos sólidos, bem fundamentados, e não queira justificar o voto no PSDB porque a comparação com o governo tucano é ótimo para eles, eles adoram, possui números melhores em praticamente tudo.
    Então, argumente, não use pre-conceitos de que pobre não raciocina, que nordestino não sabe votar ou coisas do tipo, e defenda a candidatura de uma terceira via, fugindo da polarização PTxPSDB, e neste caso EDUARDO CAMPOS é a opção.

    1. Tiagão, assim que o efeito passar leia o que escrevi e promova nova manifestação. Abraço.

  5. Esse é o caminho que o PT escolhe e trilha para se manter na sinecura. Tira da classe média que por raciocinar sabe que o partido não presta, e entrega, por meio de bolsas, eleitorais aos que trocam um emprego por uma rede embaixo do pé de caju.
    Esse conta tinha que ser paga com o sacrifício de alguém.

    1. Não sou petista, mas sempre me impressiono com este tipo de comentário tendencioso. Dos 10% de aumento, 9% foram no governo do PSDB. Basta olhar o gráfico que acompanha a matéria. Nada que espante, vindo de quem vem o comentário…

    2. Espanto não causa que você não se assuma petista. Qual espécie humana, usando o retrovisor, acha que os fatos acontecidos quando o PSDB estava no poder, e isso terminou desde o início deste século, ainda são justificativas para o desastre petista?
      O PT é assim: quando dá certo, e isso quase nunca acontece, é por competência dele. Quando dá errado, e isso está ficando cada vez mais claro, é porque em 1999 o PSDB estava no poder.
      O que o gráfico mostra é sob a batuta dos "cumpanhêru" o peso dos impostos só tem crescido. Se não estou enganado, não seria esse um ponto de promessa de campanha, ou seja, não prometeram diminuir esse percentual?
      Mas Sabino fico na torcida para que lembrem de lhe nomear para algum cargo comissionado em futuro breve, afinal deve ser horrível esse papel de mero difusor de inverdades.

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Política

Em ano eleitoral, Lula terá agenda de lançamentos e inaugurações

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá uma agenda de inaugurações e lançamentos em todo o país no primeiro semestre deste ano.

A relação de compromissos tem sido preparada pela Casa Civil, com a contribuição de todas as pastas da Esplanada dos Ministérios.

O objetivo é que o petista participe do máximo de cerimônias antes da vedação eleitoral, a partir de julho, quando o agente público não pode marcar presença.

Segundo relatos feitos à CNN, a ideia é priorizar eventos no Sudeste e no Nordeste, considerados cruciais na estratégia eleitoral do presidente.

O primeiro reúne os três maiores colégios eleitorais do país, onde direita e esquerda disputam preferência no processo eleitoral.

O segundo costuma garantir vantagem à esquerda, nos últimos processos eleitorais, para compensar vantagem da direita no Sul e no Centro-Oeste.

As últimas pesquisas eleitorais mostraram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem melhorado seu desempenho no Sudeste.

Por isso, Lula tem se dedicado nas últimas semanas a definir palanques estaduais tanto em São Paulo como em Minas Gerais.

Um segundo turno nos dois estados, segundo aliados do presidente, é considerado crucial para evitar uma derrota nas eleições presidenciais.

CNN

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Geral

Senado ignora CPMI e dados do WhatsApp de Vorcaro ficam com Alcolumbre

Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles

A CPMI do INSS foi esvaziada de informações consideradas centrais para a investigação ao ter ignorado, pela Advocacia do Senado, um pedido formal para acessar dados sigilosos do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Com isso, as informações seguem sob controle exclusivo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sem qualquer compartilhamento com o colegiado.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. Na prática, Alcolumbre mantém em mãos a quebra dos sigilos telemáticos de Vorcaro enviados pela Meta, que incluem registros de contatos e grupos no WhatsApp, além de dados bancários e financeiros. Conforme já revelado, os documentos apontam movimentações expressivas, com faturas de cartão de crédito que chegam a R$ 2,4 milhões mensais.

A concentração do material ocorreu após decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, em 12 de dezembro, que determinou o envio de todos os dados sigilosos de Vorcaro ao gabinete da presidência do Senado. Desde então, a CPMI perdeu acesso às informações, apesar de ter solicitado formalmente à Advocacia do Senado que peticionasse ao Supremo para reverter a medida — o que nunca foi feito.

A CPMI havia aprovado a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Vorcaro por conta da relação do Banco Master com o INSS, no âmbito da oferta de crédito consignado a aposentados. Diante do impasse, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que solicitou audiência com Dias Toffoli para tratar da devolução do material, enquanto cresce a insatisfação entre parlamentares com o esvaziamento da investigação.

Com informações do Metrópoles

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Política

STF retoma atividades com caso Master, assassinato de Marielle e emendas parlamentares no centro da pauta

Foto: Antonio Augusto/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma os trabalhos nesta segunda-feira (2) com uma série de processos de forte impacto político no radar. Um dos principais focos é o caso envolvendo o Banco Master, que ainda concentra investigações pendentes, quebras de sigilo e questionamentos sobre decisões tomadas durante o recesso, especialmente aquelas relacionadas ao ministro Dias Toffoli.

Conforme apurou a CNN, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, deixou aberta a possibilidade de revisão de decisões adotadas no caso após o retorno das atividades. Em nota, Fachin afirmou que não se furtará a conduzir ou validar eventuais revisões, desde que feitas pelos meios regimentais, afastando qualquer influência de pressão política, manifestações populares ou críticas da imprensa.

Outro tema de destaque é o julgamento do assassinato da vereadora Marielle Franco. A expectativa é que, já em fevereiro, o STF leve a julgamento o ex-deputado federal Chiquinho Brazão e outros réus acusados de participação no crime. Além disso, a Corte deve avançar em processos que investigam o desvio de recursos por meio de emendas parlamentares, envolvendo deputados do PL, com julgamento previsto para março.

O STF também deve enfrentar debates relevantes no plenário, como os limites do foro privilegiado e a chamada “uberização”, que discute o vínculo empregatício entre trabalhadores de aplicativos e plataformas digitais. No campo penal, seguem no radar ações envolvendo Eduardo Bolsonaro e a possível conclusão do inquérito que apura o ex-presidente Jair Bolsonaro no caso das joias sauditas, o que pode resultar em nova denúncia a ser analisada pela Corte.

Com informações da CNN

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Economia

Impostos sobre consumo ganham espaço na arrecadação apesar do discurso de Lula de taxar os mais ricos

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Apesar do discurso do governo Lula de ampliar a tributação sobre os mais ricos, os impostos incidentes sobre renda e patrimônio perderam participação na arrecadação federal nos primeiros anos da atual gestão. Dados da Receita Federal mostram que esses tributos representavam 42% do total arrecadado em 2022, último ano do governo anterior, e caíram para 40% em 2025, dentro de um montante de R$ 2,8 trilhões.

No mesmo período, quem ganhou peso foram os impostos sobre consumo, que afetam de forma mais direta a população de baixa renda. A participação dos tributos sobre bens e serviços subiu de 24,8% para 26,8% do total arrecadado, enquanto as cobranças sobre movimentações financeiras também avançaram, ainda que de forma mais tímida. Já os tributos sobre a folha de salários perderam espaço, encerrando 2025 com 28,4% do bolo.

Especialistas apontam que o movimento tem relação com fatores técnicos e conjunturais, como o fim de desonerações concedidas em 2022, mudanças após decisões do STF e a maior eficiência da máquina arrecadatória, especialmente na cobrança de PIS e Cofins. Além disso, a perda de dinamismo nos lucros de setores como o petrolífero reduziu a arrecadação de impostos sobre o lucro das empresas, que são mais voláteis.

Apesar disso, em valores nominais, todos os grupos de tributos cresceram acima da inflação, reflexo da estratégia do governo de priorizar o aumento de receitas em vez do corte de despesas. A expectativa do Planalto é que, a longo prazo, a reforma tributária do consumo e medidas como o imposto mínimo sobre altas rendas aumentem a progressividade do sistema, embora, por ora, o peso maior da arrecadação continue recaindo sobre o consumo.

Com informações do O Globo

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Política

CPI do INSS volta do recesso sob risco de encerramento e Lulinha no radar da oposição

O president do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

A CPI do INSS retoma os trabalhos após o recesso parlamentar, no próximo dia 5, cercada de incertezas sobre seu futuro. A oposição articula a prorrogação da comissão por mais dois meses, além do prazo regimental de 120 dias, com o objetivo de aprofundar investigações que passaram a atingir o entorno do presidente Lula, especialmente seu filho, Fábio Lula da Silva, o Lulinha.

A informação é da colunista Malu Gaspar, do O Globo. A estratégia, no entanto, enfrenta resistência no comando do Congresso. Por se tratar de uma CPI mista, cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidir sobre a prorrogação. Nos bastidores, aliados do parlamentar indicam que não há disposição para estender os trabalhos, avaliando que a comissão já teria cumprido seu papel e que a continuidade poderia transformar o colegiado em palco eleitoral.

A pressão da oposição aumentou após a Polícia Federal informar ao STF que apura a possível atuação de Lulinha como “sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o chamado Careca do INSS, apontado como pivô do esquema de descontos indevidos em aposentadorias. Embora a PF destaque que não há indícios diretos de envolvimento do filho do presidente, o tema reacendeu pedidos de convocações e quebras de sigilo ainda pendentes na comissão.

Além do impacto político, o calendário eleitoral pesa contra a prorrogação da CPI. Parlamentares admitem que o ritmo intenso de sessões dificulta a atuação nas bases eleitorais, enquanto o prolongamento tende a favorecer figuras centrais da comissão. Nos bastidores, a avaliação é de que, sem aval da cúpula do Congresso, a CPI caminha para um encerramento antecipado, mesmo sob forte pressão da oposição.

Com informações do O Globo

Opinião dos leitores

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Geral

Críticas a “telegramas” sobre Venezuela geram debate sobre atuação do Itamaraty

Foto: Xenia Antunes/Creative Commons

Documentos produzidos pela Embaixada do Brasil em Caracas e enviados ao Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) têm sido alvo de críticas na imprensa e no meio político por reproduzirem informações favoráveis ao governo venezuelano, liderado por Nicolás Maduro, sem um contexto crítico ou questionador. Trechos desses telegramas, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, foram publicados na Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder, e apontados como vexatórios por críticos da atuação diplomática brasileira.

Entre os exemplos citados está uma comunicação de 29 de julho de 2025 que faz referência a projeções de crescimento econômico na Venezuela — mencionando um suposto “crescimento por 17 trimestres consecutivos” e expansão de 9% do PIB — mesmo diante de relatos amplamente divulgados de dificuldades econômicas e sociais no país vizinho.

Os críticos afirmam que as mensagens se limitam a copiar e retransmitir relatos sobre eventos considerados favoráveis ao regime chavista, como atividades de turismo ou celebrações, e que isso teria pouco valor analítico. Um dos telegramas chegou a ser comparado a um press-release por reproduzir, sem análise, notícias produzidas pelo próprio governo venezuelano.

Especialistas em relações internacionais e diplomacia ouvidos nos bastidores afirmam que a divulgação desses documentos intensifica o debate sobre o papel do Itamaraty e a forma como o Brasil acompanha desenvolvimentos em Caracas, sobretudo em meio a tensões regionais e negociações multilaterais envolvendo Caracas e Brasília. O governo brasileiro tem buscado manter canais de diálogo com a Venezuela, inclusive em fóruns regionais, mas também tem enfrentado desafios diplomáticos mais amplos na relação bilateral.

Com informações do Diário do Poder

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Política

Manobra fiscal garante “déficit zero” e governo Lula deixa R$ 48,7 bilhões fora da conta

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O governo federal anunciou, na última quinta-feira (29), o cumprimento formal da meta fiscal de 2025, que previa déficit zero. O resultado, porém, só foi alcançado após a exclusão de R$ 48,7 bilhões em despesas do cálculo oficial do resultado primário — mecanismo permitido pelo atual arcabouço fiscal, mas que reacendeu críticas sobre a real situação das contas públicas.

Dados oficiais mostram que o déficit primário total do governo central em 2025 somou R$ 61,6 bilhões, o equivalente a 0,48% do PIB. O rombo é superior ao registrado em 2024, quando o resultado negativo foi de R$ 42,9 bilhões. Com a retirada dos gastos classificados como “fora da meta”, o déficit considerado oficialmente caiu para R$ 13 bilhões, cerca de 0,1% do PIB.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelecia meta de déficit zero, com margem de tolerância de até 0,25 ponto percentual do PIB — aproximadamente R$ 31 bilhões. Sem as exclusões, portanto, a equipe econômica não teria conseguido cumprir a meta fiscal formalmente pactuada.

Entre os principais valores retirados do cálculo estão R$ 41,1 bilhões em precatórios excedentes, R$ 2,8 bilhões em ressarcimentos do INSS por descontos indevidos, R$ 2,2 bilhões em despesas temporárias nas áreas de educação e saúde e R$ 2,5 bilhões destinados a projetos estratégicos de defesa nacional. Apesar de previstas nas regras do arcabouço fiscal, as exceções vêm sendo alvo de críticas de especialistas, que alertam para a flexibilização excessiva da meta e o risco de perda de credibilidade da política fiscal brasileira.

Opinião dos leitores

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Geral

Evento privado, Bloco das Virgens, contou com equipes da saúde e trânsito de Macaíba

Foto: Divulgação

Atendendo solicitação da organização do “Bloco das Virgens”, evento privado que acontece nas vias públicas da cidade, a Prefeitura de Macaíba disponibilizou ambulância com equipe de saúde e apoio do Trânsito. A organização do bloco é do ex-vice-prefeito Netinho França e da vereadora Luciana.

A equipe do Trânsito atuou na frente do cortejo, para o fechamento temporário das vias e colocação de cones na frente da igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, local de manobra do trio. Importante destacar que todo solicitante de apoio em eventos privados em vias públicas assina Termo de Responsabilidade, sendo alertado para a responsabilidade civil, necessidade de equipe na condução do mesmo e se comprometendo com a obrigação descrita no artigo 95, § 1º, do Código Brasileiro de Trânsito, segundo o qual cabe ao organizador do evento a sinalização do mesmo.

Diante do acidente registrado, a equipe de saúde imediatamente agiu, levando a paciente para a UPA Aluízio Alves, onde foi prontamente atendida pela equipe médica, conforme os protocolos, incluindo avaliação clínica, monitorização e exame de imagem. Diante do quadro apresentado, a paciente foi encaminhada para avaliação da ortopedia, sendo referenciada para o Hospital Walfredo Gurgel, em Natal.

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Geral

Homem que atacou Bolsonaro afirma querer disputar eleições de 2026

Fotos: Divulgação/2° BPM e Reprodução

Adélio Bispo de Oliveira, autor do ataque a faca contra o então candidato Jair Bolsonaro em 2018, afirmou a peritos que teria a intenção de concorrer à Presidência da República em 2026. Segundo o laudo, ele chegou a citar os jornalistas William Bonner e Patrícia Poeta como possíveis vices, alegando confiar na credibilidade dos apresentadores.

Os peritos responsáveis pela avaliação médica, no entanto, classificaram as declarações como delírios, destacando que o conteúdo revela um claro distanciamento da realidade. O documento aponta a presença de transtornos mentais graves, incompatíveis com a capacidade civil plena.

De acordo com os especialistas, Adélio não reúne condições psíquicas para responder por seus atos de forma consciente, o que reforça a necessidade de acompanhamento permanente.

Atualmente, ele permanece sob custódia do Estado, com monitoramento contínuo da Justiça e de equipes de saúde, seguindo o entendimento já consolidado de inimputabilidade penal no caso.

Opinião dos leitores

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Geral

ATUALIZAÇÃO: Acidente com trio elétrico em Macaíba não deixou feridos

Foto: Reprodução

A organização do evento entrou em contato com o Blog do BG para esclarecer informações sobre o acidente envolvendo um trio elétrico em Macaíba. Segundo os responsáveis, não houve pessoas feridas em decorrência da ocorrência.

Ainda de acordo com a organização, uma mulher apresentou uma crise de pânico após o acidente, recebeu atendimento no local e passa bem. Não foi necessária remoção para unidade hospitalar.

O acidente resultou apenas em danos materiais, com veículos atingidos durante a ocorrência. As circunstâncias do caso seguem sendo apuradas.

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