Por Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo
A abertura do Ano Judiciário de 2018, ontem, no Supremo, virou um ato de desagravo à Justiça, que está na berlinda com a Lava Jato e é atacada sem cerimônia pelo PT e pelo próprio ex-presidente Lula desde que ele foi condenado pelo juiz Sérgio Moro e depois pelo TRF-4 .
Em discurso, a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, declarou que é “inadmissível e inaceitável desacatar a Justiça”. Em seguida, a procuradora-geral Raquel Dodge lembrou singelamente o óbvio, que as decisões judiciais “devem ser cumpridas”. E o presidente da OAB, Claudio Lamachia, condenou tentativa de “constranger e influenciar” a Justiça.
Tudo isso no dia seguinte a um encontro de entidades de juízes, magistrados e procuradores que criticaram duramente os ataques à Justiça, em referência às vezes indireta, às vezes mesmo direta, à declaração de Lula de que não respeitaria a decisão do TRF-4, à nota do PT classificando essa decisão de “farsa judicial” e às barbaridades que senadores como Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias andam falando.
Houve também uma defesa em cadeia ao entendimento do Supremo de que condenados em segunda instância, caso de Lula, já podem ser presos. Cármen Lúcia abriu a fila, ao anunciar publicamente que não poria em pauta a revisão dessa questão. Na quarta, as entidades do Judiciário foram na mesma linha. Na quinta, Dodge ratificou. Fecha-se o cerco.
A defesa às decisões do Judiciário, uma constante de Cármen Lúcia, está sendo neste momento um recado duro para o PT e para Lula, mas não custa lembrar que não são só eles, muito pelo contrário, os alvos da Lava Jato. Os demais partidos talvez sejam mais discretos, ou tenham mais prurido, ou ajam mais institucionalmente nas críticas, mas eles também não morrem de amores por essa “nova” Justiça que parte para cima, incisivamente, decisivamente, dos poderosos de colarinho branco e dos crimes de corrupção.
Mas… os mesmos juízes, desembargadores e procuradores, que têm não apenas o direito, mas também o dever de defender o Judiciário, não estão sabendo lidar com uma outra face da moeda. Eles têm de reagir à altura aos ataques às decisões de juízes e tribunais, mas não devem permitir que o corporativismo comprometa os méritos, avanços e louros do Judiciário.
Na mesma reunião em que falaram grosso contra os ataques do PT, as entidades de juízes e procuradores bateram o martelo a favor de um manifesto exigindo a manutenção dos privilégios de suas categorias. Colocaram-se contra a reforma da Previdência para, por exemplo, manter os salários e os índices de reajuste salarial mesmo depois de aposentados.
Pior: insistem no auxílio-moradia indiscriminado, mesmo para quem sempre morou no mesmo lugar e mesmo para juízes como Marcelo Bretas, do Rio, que são casados com juízas e acumulam dois auxílios-moradia para morar numa só casa. Não é nada, não é nada, são R$ 8.400 mensais cobrados do meu, do seu, do nosso e daquele rico dinheirinho da parte da população que mais sofre com crises e déficits.
Daí porque Cármen Lúcia foi dura ao reagir aos ataques do PT e de Lula, mas também mandou um recado claríssimo ao corporativismo do Judiciário no seu discurso de ontem: “A nós, servidores públicos, o acatamento irrestrito à lei impõe-se como dever acima de qualquer outro. Constitui mau exemplo para o cidadão. E o mau exemplo contamina e compromete”.
A Justiça que combate a corrupção alheia deve ter vergonha de dar “mau exemplo”. Estourar o teto constitucional (R$ 33.700) para ganhar o dobro, ou mais, à custa de auxílios-moradia ilegítimos e coisas assim é um péssimo exemplo. Ainda mais numa hora dessas.

No discurso da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmen Lúcia, nessa quinta-feira, 1º, durante a abertura do Ano Judiciário de 2018 Cármen Lúcia disse ser "inadmissível" atacar a Justiça, ela estava acompanhada de vários investigados pela operação Lava Jato, como Michel Temer, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Discurso pra Inglês ver.
O Judiciário está nu com o imoral auxílio moradia entalada na garganta, fingindo-se de dama pura.
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Só discurso não adianta que ver é ação
O Brasil passa por um momento interessante, 90% do país quer que a ordem e o progresso voltem, 10% quer o país se curve a Lula e as vontades do PT. Então fica assim: No grito, como sempre, os apoiadores dos regimes totalitários e defensores dos corruptos, querem a PF, o MP e a Justiça seja feita de acordo com as ordens do PT, nunca pelo que está estabelecido na legislação , na constituição, pois caso contrário, gritam os desesperados: É revanchismo, é revolta das elites, é perseguição e vão as redes sociais convocar a desordem e a desobediência civil com a maior naturalidade.
Tem um detalhe, todos aqueles que estão gritando tem ficha criminal a ser julgada, dependem do PT ou necessitam de cargos públicos pois são inoperantes e improdutivos.
Estão perdendo tempo aqui, vão para seus paraísos na terra, comprem passagem só de ida para Venezuela ou Cuba. Caso contrário, serão torturados com a aplicação da justiça, encaminhamento da ordem e condução ao progresso, dentro de um processo democrático.
De discurso o País já está cheio.
Sem nenhuma credibilidade ou respeito!
Os PTRALHAS querem mandar no judiciário
Como cantava Renato Russo: "Quem me dera Ao menos uma vez. Provar que quem tem mais Do que precisa ter. Quase sempre se convence Que não tem o bastante. Fala demais Por não ter nada a dizer." E viva nosso judiciário!
Concordo inteiramente com o Carlos.