Mais de 370 mil potiguares e de 82 mil turistas movimentaram R$ 40,3 milhões no Carnaval de Natal 2017, dizem Fecomércio RN e Prefeitura

Foto: Alex Régis

Pesquisa aponta redução de 25% no gasto diário dos turistas sobre 2016, mas incremento de 50 mil pessoas no público fez recursos totais movimentados serem 3% maiores este ano
O presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz, e o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, concederam entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, 22.03, no Palácio Felipe Camarão, quando apresentaram os resultados da pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio da Fecomércio RN (IPDC/Fecomércio RN).

A pesquisa traçou o perfil dos foliões que frequentaram o Carnaval Multicultural de Natal em 2017, como também detalhou os gastos realizados pelos participantes durante a festa. Ao todo foram realizadas 601 entrevistas, no período de 23 a 28 de fevereiro, em todos os polos do evento.

Com um público total estimado em quase 453 mil pessoas (informado pela Prefeitura de Natal), o IPDC estimou uma movimentação financeira de pouco mais de R$ 40,3 milhões (alta de 3,32% em relação a 2016). Com público estimado de 392 mil pessoas em 2016, e 325 mil pessoas em 2015, a mesma pesquisa apontou movimentação financeira de pouco mais de R$ 39 milhões em 2016; e de mais de R$ 54 milhões em 2015.

Com relação ao gasto médio diário dos participantes, o natalense gastou nos dias de festa, R$ 61,52; já o turista desembolsou R$ 213,20. Em 2016, os valores médios diários gastos pelos natalenses e turistas foram R$ 60,23 e R$ 285,26; e em 2015, R$ 82,12 e R$ 295,67 (natalenses e turistas, respectivamente).

“Pelo terceiro ano consecutivo nós fomos às ruas com o intuito de traduzir em números a percepção que todos nós já temos desde que o prefeito Carlos Eduardo e sua competente equipe decidiram apostar na revitalização desta importante festa popular: a de que muito mais do que o resgate da autoestima do natalense, a retomada do carnaval em nossa cidade tem impactos diretos e consideráveis na nossa economia. Os números da pesquisa mostram, claro, que a crise econômica pela qual passa o país teve reflexos nos valores movimentados. Mas também ratificam a consolidação do evento”, afirmou o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.

De acordo com a pesquisa, o público do Carnaval 2017 foi composto em sua maioria por homens (58,2%); da faixa etária entre 25 e 34 anos (29,1%); 81,8% de nativos. Em 2016, 55,9% eram homens; 34,2% estavam inseridos na faixa etária entre 25 e 34 anos; e 84,8% eram nativos. Um dado que chamou a atenção, foi o crescimento de pouco mais de 5 pontos percentuais, em 2017 com relação a 2016, de pessoas inseridas na faixa etária entre 45 e 59 anos – 20,4% em 2016 para 25,3% em 2017. Entre os visitantes, o estado que mais enviou turistas para o Carnaval de Natal foi Pernambuco, com uma estimativa de 5,7% de participantes em 2017 (em 2016, os pernambucanos eram 2%), número que quase triplicou.

Entre os motivos pelos quais as pessoas entrevistadas resolveram passar o Carnaval em Natal, 24,2% responderam que as atrações musicais eram o principal interesse. Em 2016, as atrações musicais foram o motivo alegado para que 40% do público ficasse na cidade. O destaque para este item ficou por conta do crescimento de quase quatro vezes no número de pessoas que alegaram ficar em Natal para poder economizar – 4,4% em 2016 para 15,3% em 2017.

Com relação à avaliação que as pessoas fizeram do evento, a nota média de 2017 manteve-se praticamente estável com relação ao ano passado, passando de 8,5 para 8,6. Quando perguntados se recomendariam o evento a outras pessoas, 95,3% disseram que sim (contra 94,6% em 2016); e 73,4% pretendem voltar em 2018 (contra 74,6% da pesquisa passada).

“Os dados da pesquisa da Fecomércio revelam que estamos no caminho certo. Podemos dizer que conseguimos trazer de volta o carnaval de Natal, que a festa está consolidada. Foram 320 shows, 835 bandas de frevo, 1.155 músicos, sendo 95% de artistas potiguares. E para 2018 vamos planejar a festa desde as prévias até a Quarta-feira de Cinzas”, comemorou o prefeito Carlos Eduardo Alves.

A íntegra da pesquisa está disponível no www.fecomerciorn.com.br/pesquisas.

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. cidadão disse:

    Se essa fábula é verdade, vamos aguardar as melhorias nas péssimas e esburacadas ruas da cidade, pagamento dos servidores em dia, melhorias na saúde e na educação DE FATO! Não é, Senhor Prefeito??

  2. Sergio Nogueira disse:

    Seria bom submeter os entrevistadores dessa pesquisa ao teste do bafômetro. São dados surreais.
    A se acreditar nessa pesquisa o Carnaval de Olinda, Salvador e do Rio, juntos, em breve perderão para o da Redinha.

    • Jaques Holanda disse:

      KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  3. Frasqueirino disse:

    Essas pesquisas da FECOMÉRCIO são megalomaniacas. Querem enfiar na cabeça do cidadão números mirabolantes. De real Sr
    Prefeito, quanto foi arrecadado a mais de ISS por conta do Carnaval?

  4. Francico Lima disse:

    É engraçado. Primeiro há um exagero, 835 bandas de frevo com uma formação mínima de 13 músicos daria 10.855 músicos. Impossível, seu Prefeito! Mande consertar esses dados.
    Em segundo, com tanto dinheiro que circulou na cidade, a lua-de-mel com os músicos locais acabou. Já vamos para um mês que terminou o carnaval e as bandas e as orquestras de frevos nem sequer assinaram os respectivos contratos, portanto. Menos, Prefeito! Menos.

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