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Carta dos EUA a Moraes: ‘ordens do tribunal brasileiro não são executáveis ​​nos Estados Unidos’; leia íntegra

Foto: Antônio Augusto/STF

A carta encaminhada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes o alerta de que ordens judiciais brasileiras não são executáveis dentro dos Estados Unidos a não ser que sejam reconhecidas pelo país.

“As ordens do tribunal brasileiro não são executáveis ​​nos Estados Unidos, a menos que haja procedimentos bem-sucedidos de reconhecimento e execução nos Estados Unidos”, afirma o documento, obtido pela CNN.

Também diz que “não nos posicionamos sobre a aplicabilidade das diversas ordens e outros documentos judiciais que ordenam a Rumble a agir dentro do território brasileiro, o que é uma questão de lei brasileira”.

“No entanto, na medida em que esses documentos ordenam a Rumble a realizar ações específicas nos Estados Unidos, informamos respeitosamente que tais diretivas não são ordens judiciais executáveis ​​nos Estados Unidos”, complementa a carta.

O alvo central da repreensão foi a suspensão da plataforma Rumble no Brasil, determinada por Moraes em fevereiro deste ano, após a empresa descumprir uma série de decisões, como a remoção do perfil do jornalista Allan dos Santos, o bloqueio de repasses financeiros feitos a ele e a indicação de um representante legal da empresa no país.

A rede social chegou a voltar ao ar em fevereiro, mas, posteriormente, foi novamente suspensa, em meio à controvérsia jurídica.

A carta é datada do dia 7 de maio de 2025 e foi endereçada ao Ministério da Justiça tendo como destinatário final “Hon. Justice Alexandre de Moraes”.

Na tarde desta sexta-feira (30), o governo brasileiro confirmou seu recebimento no dia 27 de maio às 15h.

O documento busca explicar a Moraes o procedimento que deveria ser adotado para que suas decisões fossem aplicadas nos Estados Unidos.

Leia a íntegra da carta:

Re: Petição 9.935 Distrito Federal
Prezado Ministro de Moraes:
Departamento de Justiça dos EUA
Divisão Cível
Escritório de Assistência Judicial Internacional
7 de maio de 2025

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos refere-se ao processo acima [Petição 9.935] mencionado e apresenta seus cumprimentos ao Supremo Tribunal Federal do Brasil (“Tribunal”). No âmbito do Departamento de Justiça, o Gabinete de Assistência Judicial Internacional (“OIJA”) atua como Autoridade Central, nos termos da Convenção de Haia sobre a Notificação no Exterior de Atos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil ou Comercial (“Convenção de Haia sobre Notificação”) e da Convenção de Haia sobre a Colheita de Provas no Exterior em Matéria Civil ou Comercial (“Convenção de Haia sobre Provas”), e o Gabinete de Assuntos Internacionais (“OIA”) atua como Autoridade Central dos Estados Unidos sob os Tratados de Assistência Jurídica Mútua em Matéria Criminal (“MLATs”), incluindo o Tratado entre o Governo dos Estados Unidos da América e o Governo da República Federativa do Brasil sobre Assistência Jurídica Mútua em Matéria Criminal (“Tratado Brasil-EUA de Assistência Jurídica Mútua”) e convenções multilaterais que incluem disposições de assistência jurídica mútua às quais o Brasil e os Estados Unidos são signatários.

Fomos informados pela Boies Schiller Flexner LLP, advogados externos dos EUA da Rumble Inc. (“Rumble”), que seu cliente recebeu quatro documentos judiciais relacionados ao processo acima referido, caracterizados da seguinte forma: (1) uma ordem de 9 de fevereiro de 2025; (2) uma ordem de 10 de fevereiro de 2025; (3) um mandado de citação e ordem associada de 19 de fevereiro de 2025; e (4) uma decisão de 21 de fevereiro de 2025. Esses documentos judiciais, de acordo com as traduções fornecidas pelos advogados da Rumble, ordenam à Rumble, uma corporação organizada sob as leis de Delaware, um estado dos EUA, com sede principal nos Estados Unidos, bloquear contas associadas a uma pessoa identificada na plataforma de mídia social da Rumble, suspender a transferência de pagamentos para essa pessoa, e fornecer ao Tribunal Brasileiro informações sobre transferências de pagamentos previamente efetuadas para essa pessoa. Essas supostas determinações à Rumble são feitas sob ameaça de sanções monetárias e outras penalidades.

Não nos posicionamos quanto à aplicabilidade das várias ordens e demais documentos judiciais que ordenam que a Rumble atue dentro do território brasileiro, o que é uma questão de direito brasileiro. No entanto, na medida em que esses documentos ordenam que a Rumble realize ações específicas nos Estados Unidos, respeitosamente informamos que tais determinações não são ordens judiciais exequíveis nos Estados Unidos. Segundo o direito internacional consuetudinário, “um Estado não pode exercer jurisdição ou aplicar a lei no território de outro Estado sem o consentimento deste.” Reformulação (Quarta Edição) do Direito das Relações Exteriores dos Estados Unidos, Seção 432 (Instituto Americano de Direito, 2018). Veja também id. Nota dos relatores 1 (“A jurisdição para execução inclui… o desempenho de funções governamentais coercitivas. Exemplos incluem… a entrega de processos obrigatórios, a condução de investigações policiais ou administrativas, a tomada de depoimentos e declarações de testemunhas, [e] a execução de uma ordem para a produção de documentos…”); cf. Fed. Trade Comm’n v. Compagnie de Saint-Gobain-Pont-á-Mousson, 636 F.2d 1300, 1313 (D.C. Cir. 1980) (“Quando o processo compulsório é entregue, no entanto, o próprio ato de entrega constitui um exercício da soberania de uma nação dentro do território de outra soberania. Tal exercício constitui uma violação do direito internacional.”) (notas de rodapé omitidas).

Para executar uma sentença civil estrangeira ou outra ordem judicial estrangeira em matéria civil nos Estados Unidos, a pessoa que busca a execução geralmente precisa iniciar um processo judicial nos EUA para reconhecer e executar a ordem estrangeira perante um tribunal competente dos EUA. O tribunal americano então aplicaria a legislação aplicável e decidiria se ordena a concessão da medida solicitada contra uma parte sobre a qual tenha jurisdição. A legislação dos EUA prevê várias bases para o não reconhecimento, que podem incluir devido processo insuficiente ou incompatibilidade com a legislação americana que protege a liberdade de expressão. As ordens do tribunal brasileiro não são executáveis nos Estados Unidos sem a abertura e sucesso em procedimentos de reconhecimento e execução perante os tribunais americanos.

Além disso, gostaríamos de expressar preocupações quanto à forma de entrega dos documentos à Rumble. Atualmente, não dispomos de informações suficientes para determinar o objeto ou natureza do processo mencionado, incluindo se se trata de matéria civil ou criminal. Contudo, na medida em que o Tribunal Brasileiro busque ordenar que a Rumble realize ações no Brasil, a entrega dos documentos judiciais à Rumble nos Estados Unidos deve ocorrer por meio de um canal apropriado, consistente com o direito internacional consuetudinário e quaisquer acordos aplicáveis entre Brasil e Estados Unidos. Esses canais variam conforme a natureza do processo, seja ele civil ou criminal.

Observamos que o cumprimento dos procedimentos adequados para a entrega de documentos judiciais, por si só, não determina se tais documentos têm efeito no país de origem, o que é uma questão de direito interno estrangeiro. Reiteramos que não tomamos posição sobre a eficácia das ordens do Tribunal dentro do Brasil, conforme a legislação brasileira.

Para documentos judiciais relacionados a matérias civis e comerciais, a entrega deve ser realizada em conformidade com a Convenção de Haia sobre Notificação, da qual tanto o Brasil quanto os Estados Unidos são partes. Pessoas nos Estados Unidos podem ser notificadas nos termos da Convenção de Haia por meio do canal principal de transmissão (Artigo 5) ou por quaisquer canais alternativos ou excepcionais (por exemplo, Artigos 8, 10 ou 25).

Pedidos de provas ou informações a terceiros em conexão com matérias civis ou comerciais não devem ser dirigidos por meio da Convenção de Haia sobre Notificação, mas podem ser feitos através de Carta Rogatória ao OIJA, nos termos da Convenção de Haia sobre Provas. Note-se que, de acordo com o Artigo 12(b), o OIJA não utilizará medidas coercitivas para executar uma Carta Rogatória que pretenda penalizar uma testemunha não parte nos Estados Unidos por não cumprir um pedido estrangeiro de obtenção de provas.

Os Estados Unidos podem fornecer uma ampla gama de assistências em casos criminais quando as informações ou provas solicitadas estiverem localizadas nos Estados Unidos.

Como Autoridade Central dos EUA responsável pela implementação dos MLATs, o OIA auxilia promotores estrangeiros, juízes de investigação e autoridades policiais a obter informações e provas localizadas nos Estados Unidos para uso em investigações criminais, julgamentos e procedimentos relacionados em países estrangeiros. A assistência inclui, entre outras coisas, a entrega de processos legais ou outras notificações a pessoas localizadas nos Estados Unidos. Autoridades Centrais ou Competentes legalmente designadas (Autoridade Central) sob MLATs ou acordos internacionais podem fazer solicitações aos Estados Unidos em nome das suas autoridades investigativas e judiciais. Todas as solicitações feitas nos termos dos MLATs devem ser submetidas por meio da Autoridade Central designada para fazer solicitações em nome das autoridades do país requerente, conforme o tratado ou convenção multilateral específica invocada. O OIA não pode executar um pedido de assistência nos termos de um MLAT se o pedido não for apresentado por meio da Autoridade Central do país solicitante.

O Artigo 13 do Tratado Brasil-EUA de Assistência Jurídica Mútua dispõe expressamente sobre a notificação de documentos pelo Estado Requerente à parte adequada no Estado Requerido.

CNN Brasil – Caio Junqueira

Opinião dos leitores

  1. Os EUA não querem interferir em outro país, e nem pode, o que fazem é proteger cidadãos e empresas americanas de ditadores, isso eles podem e fazem

  2. Justo. Da mesma forma que as leis dos EUA não seguem o ordenamento jurídico do Brasil. Nada além do óbvio.

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Chuvas

Chuvas fortes deixam ruas alagadas em Natal; STTU monitora pontos críticos. Confira

Foto: Reprodução

De acordo com o levantamento mais recente da STTU, 14 vias apresentavam pontos de alagamento, mas permaneciam transitáveis. Outras quatro estavam intransitáveis no início da manhã.

Entre os trechos considerados transitáveis estão a Avenida Doutor João Medeiros Filho com Moema Tinoco, a Avenida Prudente de Morais com Alexandrino de Alencar, além da Avenida Nevaldo Rocha, entre a Rua Bom Pastor e a Avenida Coronel Estevam.

Também seguem liberados pontos como a Avenida da Integração, Rua da Saudade, Airton Senna com Avenida das Alagoas e a Rua Antônio Freire de Lemos, no Planalto.

Já os pontos considerados intransitáveis pela STTU são:

  • Rua Dr. José Gonçalves com Poty Nóbrega;
  • Avenida dos Xavantes, próximo à lagoa de captação;
  • Avenida Solange Nunes, na altura da Unimetais;
  • Rua Belo Horizonte com Cauby Barroca, no bairro das Rocas.

Apesar dos transtornos causados pela chuva, a STTU informou que o trânsito fluía normalmente em importantes corredores da cidade, como a Avenida Felizardo Moura, nos dois sentidos, e a Avenida Senador Salgado Filho. O acesso à Ponte Newton Navarro também seguia sem alterações, com a faixa reversível sendo montada normalmente.

O órgão também registrou pane semafórica no cruzamento da Avenida Capitão-Mor Gouveia com a Rua Adolfo Gordo.

Além dos alagamentos, houve registro de quedas de árvores na Rua Henry Koster, no Tirol, e na Avenida Floriano Peixoto, por trás do Palácio dos Esportes.

Segundo a STTU, não houve registro de sinistros de trânsito relacionados às chuvas até o momento. A secretaria reforça que a população acompanhe os canais oficiais para atualização das condições das vias ao longo do dia.

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Chuvas

Mais uma vez, chuvas ultrapassam os 100 mm em Natal

Foto: Demis Roussos

A cidade do Natal registrou uma madrugada de fortes chuvas entre a noite desta terça-feira (12) e o início da manhã desta quarta-feira (13), com acumulados que ultrapassaram os 100 milímetros em alguns pontos da capital potiguar. Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB), por meio do setor de Geoprocessamento (GEOMA), com atualização realizada às 6h.

De acordo com os pluviômetros automáticos da rede SEMURB/GEOMA, o maior volume foi registrado no bairro de Pajuçara, na Zona Norte da cidade, onde choveu 100,2 mm durante o período analisado. Outros pontos também apresentaram índices elevados, como Salinas, na região da Gamboa, com 95,6 mm, e o conjunto Sarney, com 88,2 mm.

Em Ponta Negra, o acumulado foi de 68,6 mm. Já no Parque da Cidade, o registro chegou a 58 mm. Também foram contabilizados 56,2 mm no Tirol, 55,8 mm em Neópolis, 51,2 mm em Nossa Senhora de Nazaré e 47,4 mm na Urbana.

Segundo a SEMURB, a média pluviométrica registrada no município foi de aproximadamente 66 mm nas últimas horas. A situação segue sendo monitorada pelos órgãos municipais, que acompanham continuamente as condições meteorológicas e os volumes de chuva na capital.

Mais uma vez, Natal registra volumes expressivos de precipitação, com bairros ultrapassando a marca dos 100 milímetros em menos de 12 horas.

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Geral

[VÍDEO] “Vale tudo para enganar”: Bia Kicis diz que governo arrecadou R$ 2 bilhões com Taxa das Blusinhas

Imagens: Divulgação/Bia Kicis

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) criticou duramente o recuo do governo Lula na taxação de compras internacionais de até US$ 50, a chamada Taxa das Blusinhas. Segundo a parlamentar, a medida ocorre apenas por conveniência eleitoral, após o governo já ter arrecadado montantes bilionários.

“Depois de ter arrecadado quase R$ 2 bilhões com a ‘taxa das blusinhas’ — que Janja disse que seria paga apenas pelas empresas — agora, Lula, a menos de 5 meses das eleições, decide revogar a cobrança“, disparou a deputada.

Para Kicis, a mudança de postura é uma tentativa de ludibriar o cidadão: “Vale tudo para enganar o eleitor às vésperas das eleições”.

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Geral

[VÍDEO] Irmã relata ataque contra menino em Mossoró e diz que ele foi ameaçado: “A gente fica sem chão”

Imagens: Reprodução/Via Certa Natal

O caso envolvendo um ataque a um menino que vendia paçocas em um semáforo em Mossoró ganhou repercussão após o relato da irmã nas redes sociais e a abertura de investigação pelo Ministério Público do RN.

Segundo a família, o menino teria sido ameaçado durante a situação, o que só veio à tona dias depois. Em vídeo publicado nas redes sociais, a irmã da criança relatou que decidiu falar após ouvir o próprio menino descrever o que teria ocorrido, conforme o Via Certa Natal.

Segundo ela, o menino afirmou que estava trabalhando quando teria sido abordado e ameaçado por ocupantes de um veículo. A família diz que só tomou conhecimento completo da situação após a circulação do caso na internet.

A irmã relatou ainda que o menino apresentou mudança de comportamento após o episódio, ficando mais quieto e distante, o que chamou atenção da família. O caso passou a ser acompanhado pelo Ministério Público, que abriu apuração para verificar as circunstâncias do ocorrido e possíveis responsabilidades.

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Política

[VÍDEO] ANÁLISE: William Waack fala em “vale tudo” em decisões de Lula em ano eleitoral

Imagens: Reprodução/CNN

O jornalista William Waack, em sua coluna na CNN, avaliou que o Governo Federal entrou em um cenário de “vale tudo” para tentar manter a popularidade e evitar derrotas nas urnas em outubro.

Segundo ele, as recentes medidas do governo federal são por um cálculo puramente eleitoreiro, que ignora impactos econômicos a longo prazo em nome de ganhos políticos imediatos.

Waack destacou que a revogação da ‘Taxa das Blusinhas’ e o anúncio de gastos contra o crime organizado, às vésperas da eleição, mostram que a prioridade do governo mudou da arrecadação para a popularidade.

“Só tem uma coisa feia na política: é perder. O resto é bobagem”, pontuou o jornalista, citando ainda o prejuízo que a Petrobras pode ter ao segurar o preço da gasolina para evitar desgaste eleitoral.

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Política

[VÍDEO] “A culpa nunca é dele”: Flávio Bolsonaro cita Lula em lista de escândalos

Imagens: Divulgação/Flávio Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou o presidente Lula (PT), associando o nome do petista aos principais casos de corrupção do país. Ele elencou episódios como o Mensalão e o Petrolão, além de citar polêmicas recentes envolvendo o INSS e o Banco Master.

Flávio Bolsonaro afirmou que há um padrão de responsabilização do governo federal em diferentes escândalos políticos e econômicos. “A culpa nunca é dele”, disse o senador, ao comentar casos que, segundo ele, estariam associados ao governo Lula.

Ele também citou uma “lista de escândalos”, mencionando episódios que repercutiram nacionalmente nos últimos anos, sem detalhar provas ou documentos durante a fala.

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Política

[VÍDEO] “MILAGRE ELEITORAL”: Nikolas Ferreira detona recuo de Lula na ‘Taxa das Blusinhas’ em ano de eleição

 

Imagens: Divulgação/Nikolas Ferreira

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) subiu o tom contra o Governo Federal ao comentar a revogação da chamada “Taxa das Blusinhas”, que taxava compras internacionais de até US$ 50. Ele classificou o recuo do presidente Lula (PT) como um “milagre do ano eleitoral” e acusou a gestão petista de usar a medida como estratégia populista para tentar conquistar votos.

Nikolas relembrou que, no início da implementação do imposto, a narrativa oficial era de que a carga tributária não atingiria o consumidor.

“Lembra que no começo a Janja disse que o imposto era só para a empresa? As compras aumentaram de preço e tiveram que engolir calado porque foi o Lula que fez”, disparou o deputado, destacando o aumento no custo de vida para quem compra em sites estrangeiros.

Para o parlamentar, a revogação em pleno 2026, ano de eleições, não passa de uma manobra política. “Será que ele realmente está preocupado com o Brasil? De forma alguma. Ele está preocupado em ganhar o seu voto, mesmo que isso tenha significado você pagar mais caro durante muito tempo”, afirmou.

Nikolas finalizou o vídeo alertando os eleitores sobre o que chamou de “postura populista” de última hora. A crítica do deputado ecoa entre a oposição no Congresso, que vê no recuo do governo uma tentativa de conter a queda de popularidade do presidente Lula em setores da classe média e entre os jovens consumidores.

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Política

[VÍDEO] CLIMÃO: Michelle Bolsonaro interage com esposa de Moraes no TSE enquanto Janja evita cumprimento

Imagens: Reprodução/Metrópoles

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou, nesta terça-feira (12), da posse dos ministros Nunes Marques e André Mendonça na presidência e vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Ela acabou protagonizando momentos de interação com figuras ligadas a diferentes polos políticos.

Durante o evento, Michelle esteve próxima de Janja e da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, em um ambiente marcado por encontros discretos e pouca troca de cumprimentos, conforme a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles.

A ex-primeira-dama manteve a cortesia e chegou a interagir com Viviane, mas foi “ignorada” pela atual primeira-dama, Janja Lula da Silva. O desdém institucional chamou a atenção dos presentes e rapidamente se tornou o assunto principal nos bastidores de Brasília.

Por outro lado, Michelle Bolsonaro, que prestigiou a posse dos ministros indicados pelo marido, demonstrou resiliência mesmo em “território adversário”.

 

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Judiciário

[VÍDEO] Nunes Marques assume TSE e promete “eleições limpas e transparentes”

Imagens: Divulgação/TSE

O ministro Kassio Nunes Marques assumiu, na noite desta terça-feira (12), a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e afirmou que o foco da nova gestão será garantir “eleições limpas e transparentes” no processo eleitoral de 2026. O ministro André Mendonça assumiu a vice-presidência da Corte.

Nunes Marques destacou que a principal missão do TSE será organizar, orientar e fiscalizar as eleições, com atenção especial à integridade do processo e à segurança das urnas eletrônicas.

“É essencial que o TSE cumpra com sua missão constitucional de organizar, orientar e fiscalizar as eleições para que sejam eleições limpas e transparentes”, afirmou durante a cerimônia de posse.

O ministro também citou desafios que devem marcar o pleito de 2026, especialmente o uso de inteligência artificial e o avanço da desinformação nas redes sociais, temas que, segundo ele, exigirão atuação reforçada da Justiça Eleitoral.

A cerimônia de posse contou com a presença do presidente Lula (PT), do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e dos presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB) e do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e de diversas autoridades dos Três Poderes.

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Política

RECORDE: Oposição protocola 52º pedido de impeachment contra Moraes no Senado

Foto: Reprodução

Parlamentares da oposição protocolaram o 52º pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, nesta terça-feira (12). O pedido agora depende de análise do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A ofensiva é uma resposta direta à decisão monocrática de Moraes que travou a Lei da Dosimetria, norma aprovada pelo Congresso que poderia reduzir as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Para os parlamentares, o ministro “usurpou” a competência do Legislativo e do próprio plenário do Supremo.

O novo pedido, liderado pelo deputado Cabo Gilberto (PL-PB), acusa Moraes de crime de responsabilidade. O argumento central é que o ministro não poderia, sozinho, neutralizar uma lei federal regularmente aprovada e promulgada. Segundo a denúncia, a conduta é “incompatível com os limites constitucionais” e revela uma extrapolação de poder.

Os números impressionam: este é o 34º pedido de afastamento contra Moraes apenas durante o governo Lula (PT). No total, o magistrado já acumula 52 denúncias desde 2021.

A decisão de Moraes que gerou a revolta suspendeu a aplicação da lei que beneficiava os presos do 8 de janeiro até que o plenário do STF dê a palavra final. A oposição alega que o ministro criou um “expediente anômalo” para impedir que a nova legislação surta efeito imediato.

 

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