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‘Casamento é um risco para a vida das mulheres’, diz especialista em saúde mental

A cidade de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, recebeu uma série de formações em gênero e saúde mental promovidas pelo projeto Girassóis. Os cursos, iniciados em março de 2014 e divididos em três datas, capacitaram profissionais da saúde, da rede de enfrentamento à violência contra mulheres e lideranças comunitárias. Uma das pessoas que tornou essa medida possível foi a médica baiana Maria José Araújo, que esteve na cidade para participar do Seminário “Gênero, componente essencial na atenção à saúde mental das mulheres”.

Maria José formou-se em Pediatria e fez mestrado em Saúde Mental Materna e Infantil na França, seguido de uma formação em Ginecologia de Atenção Primária na Suíça. Ela é ativista pelos direitos das mulheres e uma das fundadoras da Rede Feminista de Saúde, além de ter sido coordenadora da área técnica de Saúde da Mulher no Ministério da Saúde no primeiro mandato do presidente Lula, e coordenadora, no Brasil, da instituição internacional “Médicos pelo direito a decidir”. Em 2005, Maria José foi uma das 52 brasileiras indicadas pelo projeto 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz. A iniciativa selecionou mil mulheres ao redor do mundo todo indicadas para o prêmio como forma de criticar o fato de apenas 11 mulheres o terem recebido durante seus 113 anos.

Nesta entrevista, ela analisa as questões que relacionam gênero e saúde mental, defendendo que as mulheres têm mais problemas psiquiátricos (elas são 74% da população que toma remédios para estas doenças) devido às desigualdades, violências e pressões sociais sofridas. As políticas públicas voltadas à saúde mental, porém, não fazem esse recorte, critica a médica. “Não tem nenhuma base no sentido de mudar um pouco a autoestima das mulheres, de tentar interferir na questão da violência, no autoconhecimento, na tripla jornada, na discriminação que as mulheres sofrem”, aponta.

Essa violência que as mulheres sofrem na sociedade pode ser tanto física quanto psicológica. “É real a violência psicológica. Tanto é real que está categorizada na lei Maria da Penha, mas as mulheres às vezes nem percebem que estão sofrendo com essa violência que não deixa marca física, mas deixa marca emocional”, avalia a médica. Isso passa por questões de autoestima, determinada sempre pelo “olhar masculino”, segundo ela, que faz com que as mulheres tenham cada vez mais problemas de saúde. Confira a entrevista completa:

Como começou o seu envolvimento com o Projeto Girassóis?

Maria José: A gente [ela e o Coletivo Feminino Plural] faz parte da mesma rede, a Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos, já trabalho com o coletivo há muitos anos. E com o começo desse projeto, elas precisavam de uma pessoa que tivesse uma visão de saúde mental distinta, que contemplasse as questões de direitos humanos, gênero e vulnerabilidade, com outro olhar sobre a saúde mental das mulheres. E eu venho trabalhando com isso há bastante tempo, por isso me convidaram para ser consultora do projeto e fiquei muito feliz.

Muitos profissionais da área parecem ainda não ter formação nesse sentido, nem a percepção da relação entre gênero e saúde mental. Como a senhora percebe essa questão?

É, na verdade as políticas públicas homogeneízam todo mundo. Fora as políticas de pré-natal, parto e aborto, as políticas públicas de saúde são políticas globais, que não contemplam essa questão. Não são elaboradas a partir de uma percepção de que as mulheres têm determinantes da saúde diferentes dos homens. Têm questões relacionadas à biologia e à socialização que exigem políticas diferentes, com outros olhares, outras abordagens, outras percepções. Quando sai uma política de saúde mental, ela sai para todo mundo. Não tem nenhuma base no sentido de mudar um pouco a autoestima das mulheres, tentar interferir na questão da violência, no autoconhecimento, na tripla jornada, na discriminação que as mulheres sofrem. [Essas políticas] homogeneízam o que é desigual, e muitas vezes são inadequadas a visão e a abordagem.

Então a mulher com sofrimento psíquico vai permanentemente ao serviço de saúde e não consegue ter suas questões resolvidas justamente por isso. Enquanto as políticas públicas não conseguirem ter essa abordagem, mulheres vão continuar sem ter suas questões resolvidas.

Isso tem também a ver com toda a questão da autoimagem, da pressão da mídia e da sociedade sobre os corpos das mulheres?

Exatamente. O Brasil é um dos países do mundo em que mulheres mais fazem cirurgias plásticas. A autoestima das mulheres é sempre baseada no olhar masculino, são os homens que determinam o valor das mulheres e dão status. Não é por acaso que é um dos países onde elas mais são consideradas como objetos. Pelo comportamento, tipo de roupa, por essa questão da cirurgia plástica. Eu estava em um debate onde uma das debatedoras disse que fizeram uma pesquisa com as meninas de 15 anos e o presente que elas pedem nos aniversários é botar silicone nos seios. Com 15 anos! É tão complicado isso, essa questão da mulher como objeto. Eu achava até que isso tinha melhorado, mas nos últimos dois anos acho que regrediu.

Tem a questão da violência que é perpetuada em casa, não apenas física, mas também psicológica.

E a violência psicológica não é nunca relatada. A física e sexual, embora muitas mulheres não denunciem, outras o fazem. Enquanto a [violência] psicológica, às vezes, a mulher nem percebe, são as micro violências cotidianas: “Você é feia, burra, tem o peito caído, está gorda, não entende nada, você é incapaz, não presta para nada”. Esse tipo de violência, que é sutil, vai minando a autoestima das pessoas o tempo inteiro. Toda mulher que sofre violência tem muito baixa autoestima, ou porque sofre violência há muito tempo, ou porque a mãe já sofria violência e cresceu vendo aquilo. É real a violência, tanto é real que está categorizada na lei Maria da Penha, mas as mulheres, às vezes, nem percebem que estão sofrendo com essa violência que não deixa marca física, mas deixa marca emocional.

Em comparação com outros países, se a sociedade for menos machista, percebe-se uma diferença na saúde mental das mulheres?

Eu acho que sim. Quanto mais as mulheres têm autoestima, são menos discriminadas, se valem por elas mesmas, a saúde mental melhora demais. As mulheres casadas que têm mais de três filhos, isso é um risco para a saúde mental. Porque são elas que fazem tudo, cuidam da casa, criam as crianças sozinhas, são elas que abortam, elas que gerenciam a casa. Quando chegam do trabalho, se forem pobres, vão ter que fazer de novo tudo que fizeram na casa da patroa; se não forem pobres, de qualquer forma têm que cuidar das crianças, ajudar nos deveres da escola. É uma sobrecarga que não termina nunca. Então, o casamento é um risco para a vida das mulheres. Infelizmente, essa é a realidade. Porque aumenta demais a sobrecarga de trabalho.

Eu tenho uma reflexão, acho que no Brasil a maioria das mulheres de classe média e alta só está junto com os homens porque têm empregada doméstica. É um amortecedor da falta de apoio, da falta de divisão sexual do trabalho, porque os homens e os filhos não fazem nada. Tem um círculo vicioso que as mulheres não conseguem sair, e aí é uma sobrecarga de saúde mental. Por isso que elas são 74% dos consumidores de remédios psiquiátricos, porque tem que ter alguma válvula de escape.

E ao mesmo tempo, parece que muitas vezes os problemas das mulheres não são levados a sério, e elas mesmas não percebem.

Elas muitas vezes não percebem o círculo vicioso em que entram. Sabem que se sentem mal, mas não sabem por que. Não tem uma reflexão de que é a vida dela que provoca aquele mal estar: a infelicidade, sobrecarga de trabalho, violência. Há muitas mulheres hoje que conseguem perceber, mas é lento o processo.

Atualmente, os cuidados de saúde mental são muito voltados para a medicalização. Quais os efeitos disso?

Eu sou médica, acho que alguns casos precisam de medicamento. Uma depressão grave, severa, provavelmente tanto homens quanto mulheres precisam de medicamentos, além do apoio de uma terapia, de um profissional. Mas só pelo número já dá para ver que existe um abuso de medicação. Todas as queixas das mulheres para ginecologistas, obstetras e psiquiatras, são imediatamente medicalizadas. Uma pessoa que perdeu a mãe, por exemplo, tanto homens quanto mulheres, é normal que a pessoa chore, sinta tristeza, sinta seu luto. Mas o próprio manual de Doenças Mentais, o DSM, traz que 15 dias de luto já é uma doença mental. Ou seja, transformam o que é do cotidiano do ser humano em doença, e assim o primeiro passo é a medicalização. Nessa sociedade capitalista, pós-moderna, individualista, as pessoas não podem mais fazer seu luto, de todos os tipos. Como é uma sociedade de supérfluos, de consumismo, que tudo é temporário e descartável, os afetos também viraram descartáveis. Se seu pai, mãe, companheiro ou companheira morre,
você tem que, 15 dias depois, já estar numa boa. É todo um conjunto de sintomas da sociedade atual, da contemporaneidade.

E essas questões de saúde mental afetam de forma diferente em função da raça ou da classe social?

Que eu saiba, não tem nenhum estudo no Brasil que diga, por exemplo, se as mulheres negras tomam mais medicamentos psiquiátricos ou não. Na minha cidade, Salvador, 70% das mulheres são negras, então… Eu não tenho dados científicos, mas pode ser que sejam mais medicalizadas, porque têm acesso a serviços de saúde que não são de boa qualidade, estão nas camadas mais pobres, são mais discriminadas. É só ver o que aconteceu com a Maju, a mulher do tempo no Jornal Nacional, que foi alvo de piadas discriminatórias. Tinha um comentário que dizia: “onde eu posso comprar essa escrava?”, ou seja, estamos num país totalmente machista e racista. Então, isso acontece com uma mulher que está no Jornal Nacional, que é uma mulher culta, que todo mundo elogia o trabalho dela, e mesmo assim os comentários nas redes sociais são terríveis. Eu fiquei chocada, eu imagino que podemos inferir que as mulheres negras tomam mais medicamentos psiquiátricos, até porque as mulheres brancas são discriminadas por serem mulheres, mas não por sua cor.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/samuel/41005/casamento+e+um+risco+para+a+vida+das+mulheres+diz+especialista+em+saude+mental.shtml?cmpid=fb-uol

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Mauro Vieira e Marco Rubio conversam durante cúpula do G20 e acertam reunião bilateral entre Brasil e EUA

Foto: Reprodução/cedida ao Metrópoles

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, combinaram agendar uma reunião para discutir a agenda bilateral entre os dois países. A conversa ocorreu nesta sexta-feira (30), durante um coquetel da cúpula de chanceleres do G20, nos Estados Unidos.

Segundo interlocutores do Itamaraty, o encontro foi breve e não abordou temas específicos. A nova reunião deverá ocorrer antes da cúpula de chefes de Estado do G20, prevista para dezembro, mas ainda não tem data definida.

A aproximação acontece em meio a um novo momento de tensão entre Brasília e Washington. O presidente Donald Trump ainda não reconheceu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. Além disso, um funcionário da Casa Branca teria ajudado o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo petista, a deixar o Brasil em direção aos Estados Unidos.

Flávio chegou a Miami na quarta-feira (28), após sair do país pela fronteira com a Argentina em um voo privado. A viagem ocorreu apesar de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a apreensão de seus passaportes e o proibiu de deixar o Brasil. A medida atendeu a um pedido da Polícia Federal, que apontou risco de fuga no contexto de investigações sobre suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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CLÁUSULA DE BARREIRA: MP defende soma de votos de partidos que se unirem após eleição para garantir acesso ao Fundo Partidário

Foto: Isadora Pereira/g1

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) defendeu que o Avante e a Federação Renovação Solidária, formada por Solidariedade e PRD, possam somar os votos obtidos separadamente nas eleições de 2026 para atingir a cláusula de barreira. O parecer foi encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (29) e gerou questionamentos de especialistas.

A soma dos votos permitiria ao grupo cumprir a cláusula de desempenho e ter acesso a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão. Separadamente, tanto o Avante quanto a federação ficaram abaixo dos critérios exigidos em 2026.

O Avante já aprovou seu ingresso na federação, que também autorizou a entrada do partido. As legendas aguardam agora a decisão do TSE e pedem uma autorização provisória antes de 1º de janeiro de 2027, quando começa a próxima legislatura.

A PGE argumenta que, embora os votos não possam ser somados para alterar o quociente eleitoral ou a distribuição de cadeiras, não há impedimento para que sejam considerados conjuntamente no cálculo da cláusula de barreira.

O entendimento foi criticado pelo professor de Direito Constitucional Gustavo Sampaio, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Para ele, como as legendas disputaram as eleições separadamente, não deveriam ter direito a somar os resultados posteriormente para obter acesso aos recursos públicos.

“Se o partido concorreu isoladamente, se a federação concorreu isoladamente, eu quero acreditar que ela não tendo superado a cláusula de barreira perde acesso ao Fundo Partidário”, afirmou.

A federação, por sua vez, sustenta que a união não altera o resultado eleitoral, a lista de eleitos ou a distribuição de vagas. A PGE também citou uma decisão anterior do presidente do TSE, Nunes Marques, sobre o cálculo da cláusula de barreira, para reforçar o entendimento de que mudanças posteriores podem afetar apenas o acesso aos recursos e à propaganda eleitoral.

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Chilli Beans pede recuperação extrajudicial para renegociar dívida de R$ 340 milhões

Foto: Divulgação

A Chilli Beans, rede brasileira de óculos e acessórios fundada por Caito Maia, entrou com um pedido de recuperação extrajudicial nesta sexta-feira (30) para renegociar uma dívida de R$ 340 milhões. O acordo com os principais credores também prevê um aporte de até R$ 50 milhões para financiar a reestruturação da empresa.

A negociação envolve Itaú, Akron Capital e Vega Asset. Segundo a companhia, o plano estabelece novas condições e prazos para o pagamento das dívidas com instituições financeiras, sem incluir fornecedores, funcionários e outros parceiros comerciais.

Caito Maia atribuiu o endividamento principalmente aos juros elevados e ao aumento da inadimplência entre os franqueados. Segundo ele, o índice chegou a 22% no período pós-pandemia, mas atualmente está em torno de 4%.

Apesar das dificuldades financeiras, a rede mantém cerca de 900 franquias no Brasil e está presente em mais de 14 países. Em outubro, abriu nove pontos de venda no mercado brasileiro e outras quatro unidades na América do Sul.

O faturamento passou de R$ 890 milhões em 2023 para R$ 1 bilhão em 2025. Para 2026, porém, a expectativa da empresa é de R$ 940 milhões, uma redução de 6% em relação ao ano anterior.

A recuperação extrajudicial permite que a empresa negocie diretamente com os credores novas condições para quitar suas dívidas, com posterior submissão do acordo à Justiça para homologação.

A Chilli Beans se prepara para completar 30 anos em 2027 e pretende manter os planos de expansão, mas com maior atenção à eficiência financeira.

“Eu sempre tenho boas expectativas para a Chilli Beans, mas ano que vem será um período de muito mais foco em qualidade e eficiência do que quantidade, especialmente em períodos de taxas de juros tão elevados”, afirmou Caito Maia.

Com informações de Exame

Opinião dos leitores

  1. Isso é apenas o início da quebradeira por pagar altos impostos para sustentar a vagabundagem, e vamos a la Cuba!!!

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Geral

LUDOPATIA: Afastamentos do trabalho por vício apostas batem recorde em 2026

Foto: Arquivo/Agência Brasil

O número de trabalhadores afastados por vício em apostas chegou a 377 entre janeiro e agosto de 2026, superando os 312 registros de todo o ano passado. Os dados da Previdência Social, levantados pelo g1, representam um recorde e apontam o avanço da ludopatia no país.

O impacto financeiro também cresceu. Apenas até agosto deste ano, os benefícios concedidos somaram R$ 1,9 milhão. Desde junho de 2023, o custo para a Previdência chegou a pelo menos R$ 4,8 milhões.

A alta acompanha a expansão das apostas on-line. Até 2022, os afastamentos por ludopatia giravam em torno de dez por ano.

Especialistas alertam, porém, que os números não representam toda a dimensão do problema: o levantamento considera apenas segurados do INSS afastados por mais de 15 dias e casos registrados especificamente como jogo patológico. Pessoas com ansiedade e depressão relacionadas às apostas podem aparecer em outras classificações médicas.

Ludopatia

Reconhecida como doença pela psiquiatria desde 1980, a ludopatia tem mecanismos semelhantes aos da dependência de álcool e outras drogas. Segundo especialistas, o acesso permanente aos jogos pelo celular tornou o tratamento ainda mais desafiador. Não há pesquisas nacionais recentes sobre o problema. O levantamento mais atual citado é de 2023, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que estimou em 1,4 milhão o número de brasileiros com uma relação problemática com apostas.

O setor também enfrenta controvérsias sobre a fiscalização das plataformas. Enquanto empresas defendem que regras e mecanismos de controle ajudam a identificar jogadores em risco, especialistas questionam a eficácia dessas medidas. Uma casa de apostas anteriormente autorizada é investigada pelo Ministério Público por oferecer atendimento personalizado pelo WhatsApp e bebida alcoólica a uma cliente com ludopatia.

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Simone Tebet ganha força para vaga no STF em lista de cotados do governo Lula


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Aliados da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet levaram seu nome ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como opção para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Até o fim de seu mandato, o chefe do Executivo terá a prerrogativa de indicar três magistrados para a Corte: além do assento vago com a aposentadoria do ex-ministro Luís Roberto Barroso, novas duas vagas serão abertas com as aposentadorias compulsórias de Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Segundo interlocutores do Planalto, Lula já decidiu que reservará ao menos uma das indicações a uma mulher, restando definir a qual das vagas ela será destinada. Mestre em Direito pela PUC-SP, ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ex-professora universitária, Tebet aproximou-se do presidente ao apoiá-lo no segundo turno das eleições de 2022. Recentemente, disputou uma vaga ao Senado por São Paulo, mas não se elegeu. Além de seu nome, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Daniela Teixeira também é cotada para integrar a Corte.

O cenário de escolhas ocorre após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga deixada por Barroso. Apesar da recusa parlamentar, o presidente sinalizou a intenção de reapresentar o nome de Messias à apreciação da Casa.

Outro cotado para compor a lista de indicados é o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Rodrigo Pacheco. A escolha de Pacheco conta com a articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e tem o respaldo de integrantes do próprio STF.

Com informações da coluna de Mônica Bergamo/Estadão

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Geral

Fachin acelera análise e planeja encerrar inquérito das fake news até dezembro


Foto: Fellipe Sampaio

Após o encerramento do período eleitoral, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, intensificou o ritmo de análise das apurações derivadas do inquérito das fake news. A investigação, aberta de ofício em 2019 e mantida por sete anos e meio sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, reuniu 104 procedimentos paralelos e somou cerca de 12 mil páginas ao longo de sua tramitação.

Desde que assumiu a condução do processo no início deste mês, Fachin determinou o arquivamento dos oito primeiros processos examinados. A intenção do presidente do STF é concluir o pente-fino em todo o acervo e promover o encerramento definitivo do inquérito até o fim de dezembro.

A maioria dos arquivamentos efetuados até o momento teve como base pareceres emitidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR tem apontado a fragilidade dos conjuntos probatórios, a impossibilidade de avanço das diligências e a perda dos prazos legais para a conclusão das investigações. Entre os casos já encerrados está uma apuração sobre o ativista Guilherme Fiuza, arquivada por prescrição do suposto delito, e um procedimento contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro relativo a um fato pelo qual já havia sido julgado pela própria Corte.

Em nota recente, o ministro ressaltou que a gestão busca finalizar o caso com transparência. “Sob a atual Presidência, pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito, garantindo-se então a ampla publicidade de todos os atos”, escreveu Fachin.

Histórico da apuração

Identificado sob o número 4.781, o inquérito das fake news gerou, desde a sua instauração, a análise de 325 apurações sigilosas no STF. Inicialmente focado em apurar ataques e críticas dirigidas à Corte e a seus integrantes, o procedimento teve seu escopo ampliado ao longo dos anos.

Recentemente, a inclusão do ministro André Mendonça no rol de investigados por Moraes — com base em relatório policial classificado como “sem valor probatório” — levou Fachin a desmembrar o pedido e defender o encerramento formal do inquérito.

Com informações do Estadão

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Tiroteio em loja de Halloween deixa um morto e seis feridos nos EUA


Foto: Reprodução/Noteworthy News

Um tiroteio ocorrido na noite dessa sexta-feira (30/10) em uma loja de artigos festivos na Califórnia, nos Estados Unidos, deixou uma pessoa morta e outras seis feridas. O ataque foi registrado no estabelecimento temporário Spirit Halloween, localizado dentro do shopping Solano Town Center, na cidade de Fairfield.

De acordo com o chefe de polícia local, Dan Marshall, três das vítimas feridas permanecem em estado crítico. O autor dos disparos fugiu do local após o ataque e continuava foragido até a última atualização da corporação.

Em nota oficial, a Polícia de Fairfield informou que detetives estão ouvindo testemunhas e colhendo elementos no local para identificar o atirador. O escritório do FBI em Sacramento anunciou o envio da sua Equipe de Resposta a Evidências (Evidence Response Team) para prestar apoio às investigações e solicitou que o público evite a região do shopping.

O caso em Fairfield ocorreu no mesmo dia em que outro tiroteio fatal foi registrado em uma unidade da mesma rede no estado de Michigan. Na ocasião, um homem foi atingido durante uma discussão no período da tarde, sendo socorrido ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Com informações do Metrópoles

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Geral

[VÍDEO] Flávio Bolsonaro cogita disputar a Presidência antes de 2030


Vídeo: Reprodução/Metrópoles/Instagram

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em transmissão ao vivo realizada no Instagram a partir dos Estados Unidos nesta sexta-feira (30), que está disposto a disputar a Presidência da República antes do próximo pleito presidencial regular, previsto para 2030. O parlamentar abordou o tema ao comentar os desdobramentos de sua atuação política e a estratégia de oposição no Congresso Nacional.

Durante a transmissão, Flávio declarou que pretende manter atuação pública no exterior e colocou seu nome à disposição para concorrer ao Palácio do Planalto. Em seguida, ressaltou que sua fala não se limitava ao calendário eleitoral ordinário, conclamando seus apoiadores a se manterem unidos.

A declaração ocorre no contexto de ações movidas por interlocutores e aliados de sua base política que buscam contestar a chapa composta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A eventual procedência de recursos dessa natureza poderia, em tese, levar a novas determinações sobre o comando do Executivo federal.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Qualquer um da direita democrática, menos essa família de Playboys que não aceita perder.

  2. Tá difícil acompanhar: primeiro Flávio Bolsonaro se achava eleito e escolhendo ministério, depois perde mas não sabe perder, depois diz que nunca irá fugir e desistir do Brasil, mas logo em seguida foge e se autointitula Presidente do Brazil, depois muda pra líder da oposição no Brasil e agora já quer dar um golpe EAD pra se candidatar a outra eleição antes da eleição de 2030? Assim nem os mais fervorosos bolsonaristas aguentam !

  3. Se esse bandido vier ao Brasil vai preso, se ficar nos EUA só dura por lá até o Trumpalhão ser defenestrado do poder. A única candidatura dele é para presidiário.

  4. Deus me livre. espero que lula e essa familia chibata deixem a gente em paz. Inferno sem fim é esse?

    1. Certeza mesmo ele tem dos palhaços petistas kkkkk, vc está certo.

    2. Não sei se só tem palhaço, mas aqui antes de responder seu comentário li o nome de um.

  5. Tem que entender que esse ciclo de embate que só prejudica o país tem de acabar. A direita precisa rever seus conceitos e nso pode ser refem de uma família. Ela nso é dona dos votios. Ninguém é. Os votos são do povo. Novas lideranças devem assumir o processo de renovação. Para nso cair na mesmice de velhas lideranças, não pode seguir o caminho da esquerda, onde Lula jamais permitiu o surgimento de uma sombra qye fugisse ao seu controle. Qualquer outra nova cabeça teria vencido o cansado Lula, nso fosse a teimosia de impor um nome Bolsonaro.

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Geral

Lula endurece critérios para ceder ministérios e exige meta de votos do Centrão no Congresso


Foto: Ricardo Stuckert

Após ser reeleito para o seu quarto mandato presidencial em uma virada histórica sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja adotar critérios mais rigorosos na negociação de cargos e ministérios com os partidos do Centrão.

Segundo interlocutores do Partido dos Trabalhadores (PT), a postura de Lula em relação ao bloco que apoiou majoritariamente a candidatura de oposição durante a campanha será marcada pela cobrança prévia de fidelidade parlamentar. A nova diretriz visa exigir das siglas compromissos formais quanto ao número de votos que cada bancada conseguirá entregar às pautas do Executivo no Congresso Nacional.

A mudança no tom das negociações busca evitar o impasse vivenciado na gestão anterior, quando legendas contempladas com pastas no governo não garantiram o apoio esperado nas votações da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Apesar do endurecimento dos termos, os canais de interlocução já foram abertos. Emissários da gestão petista iniciaram contatos com caciques partidários para estruturar a base governista. Entre os encontros previstos está uma reunião entre Lula e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

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Geral

Flávio Bolsonaro diz que decidiu deixar o país com a esposa após alerta do pai


Foto: Reprodução/Instagram

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil rumo a Miami, nos Estados Unidos, descumprindo o prazo estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a entrega de seus passaportes. Em transmissão ao vivo realizada no Instagram nesta sexta-feira (30), o parlamentar afirmou que a decisão de sair do país foi tomada em sigilo com sua esposa, Fernanda, após receber um alerta de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o relato de Flávio, a conversa com o ex-presidente ocorreu na última segunda-feira, ao final de uma visita de 30 minutos. Na ocasião, agentes da Polícia Federal aguardavam o senador para notificá-lo da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinava a apreensão de seus documentos de viagem. O parlamentar afirmou que o pai se emocionou ao se despedir e que ambos interpretaram a medida como o início de uma nova fase de ações judiciais.

O senador justificou a saída sob a alegação de que poderia ser alvo de novas restrições e utilizado como “moeda de troca” em eventuais negociações políticas envolvendo o ex-presidente. Durante a live, criticou a atuação de integrantes do Judiciário, defendeu aliados de críticas internas da oposição, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas e declarou apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado. Flávio também afirmou que pretende manter atuação política no exterior e manifestou disposição para disputar a Presidência da República no futuro.

A ordem do STF para a entrega dos passaportes foi proferida no âmbito de uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e conexões financeiras entre o senador e o advogado Willer Tomaz. Entre os pontos investigados está a atribuição de perfil administrador ao parlamentar em uma conta bancária da empresa Alcazar Holding. Além disso, Flávio é alvo de apuração relatada pelo ministro André Mendonça sobre a captação de recursos para o filme Dark Horse. O senador nega a prática de qualquer irregularidade em ambos os casos.

A defesa informou à Justiça que não conseguiu contato com o senador antes do encerramento do prazo fixado para a entrega dos documentos, às 11h de terça-feira. A saída não comunicada surpreendeu aliados políticos, que defendiam sua permanência no país para exercer a liderança da oposição no Congresso Nacional.

Com informações de O Globo

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