Judiciário

CASE DE CORRUPÇÃO: Brasil e mais 10 países criam força-tarefa para investigar casos de corrupção da Odebrecht

Rodrigo Janot
Foto Evaristo Sá

 

Por Estadão

Em uma reunião conjunta de trabalho realizada em Brasília nesta quinta-feira, representantes do Ministério Público de dez países e do Brasil decidiram formar equipes conjuntas de investigação sobre os esquemas de corrupção que envolvem a Odebrecht. No encontro, no entanto, os países foram informados que o sigilo dos acordos de delação premiada dos executivos da empresa não permite o compartilhamento do material neste momento.

A Procuradoria-Geral da República explicou aos dez países presentes que há uma cláusula de confidencialidade no acordo celebrado com a Odebrecht. Por isso, ainda que parte da delação seja conhecida nas próximas semanas quando forem enviados inquéritos ao Supremo Tribunal Federal (STF), os fatos relacionados a atos de corrupção praticados pela empresa fora do País devem permanecer em sigilo até junho.

A informação sobre o sigilo consta no texto elaborado pelo grupo de procuradores na reunião de hoje, denominado “Declaração de Brasília sobre a cooperação jurídica internacional contra a corrupção”. “Considerando que os acordos de leniência e os acordos de colaboração premiada estão sujeitos a dever de confidencialidade, conforme a legislação brasileira e cláusulas contratuais ali incluídas”, diz o texto, que informa que o sigilo tem vigência por seis meses a contar de 1º de dezembro de 2016, quando os acordos foram assinados. Isso indica que o dever de manter o segredo de justiça esbarra em pedidos de cooperação já feitos pelos demais países ao Brasil.

Os países concordaram com um pedido feito pela empresa para “escutar posição” dos advogados da empreiteira sobre a “disposição de cooperar”. A Odebrecht negocia acordos de delação em outros países, como o Peru. Se os acordos forem confirmados, o sigilo imposto ao Brasil pode ser derrubado. Assim, Brasil e Peru podem ficar livres para compartilhar as informações.

A intenção do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos de abertura de inquérito, arquivamentos e cisão das investigações da Odebrecht até o início do mês de março. Isso abarca crimes cometidos dentro do Brasil. Com isso, a maior parte do conteúdo da delação deve se tornar pública, mas as revelações sobre atos cometidos fora do País devem se manter em segredo até 1º de junho – período durante o qual a empresa tenta negociar acordos internacionais.

Nesta quinta-feira, Janot, recebeu procuradores-gerais e fiscais da Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Peru, Portugal, República Dominicana e Venezuela em reunião que se estendeu por toda a tarde.

Após a celebração do acordo de delação premiada de executivos da Odebrecht e da divulgação, pelo departamento de Justiça dos Estados Unidos, de informação sobre pagamento de propina pela empreiteira em ao menos 12 países, o Brasil tem recebido diversos pedidos de cooperação jurídica. Por conta disso, os países foram convidados pelo Brasil para participar da reunião conjunta.

Na reunião de hoje, os procuradores dos 11 países concordaram em formar grupos de investigação bilaterais ou multilaterais para avançar nas apurações sobre o caso Odebrecht ou casos de corrupção cometidos por outras empresas no âmbito da Lava Jato. Neste momento, o Brasil pode compartilhar informações com os outros países que foram obtidas antes dos acordos de delação ou que não derivaram das confissões dos delatores – ou ainda passar informações sobre outras empresas investigadas na Lava Jato que ajudarão os demais países a desvendar esquemas de corrupção.

A Odebrecht tem encontrado problemas fora do Brasil desde que informações sobre corrupção fora do País foram divulgadas pelos Estados Unidos. A Venezuela, por exemplo, congelou bens e contas bancárias ligadas à empresa. No texto assinado nesta quinta-feira, os procuradores se comprometeram a “Assumir o compromisso de brindar-se com a mais ampla, célere e eficaz cooperação jurídica internacional no caso Odebrecht e no caso Lava Jato, em geral”.

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[VÍDEO] Ezequiel publica vídeo desmentindo boatos e reafirmando apoio a Álvaro Dias para o Governo do Estado

O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), publicou um vídeo nas redes sociais neste sábado (12) reafirmando seu apoio a Álvaro Dias (PL) para o Governo do Estado.

Na gravação, Ezequiel chamou de “muído político” os boatos que circularam usando uma fala descontextualizada dele durante um ato político no município de Parazinho.

“Ontem estive no município de Parazinho, onde elogiei outro candidato por ser ex-deputado e ter convivido comigo. Mas deixo claro que meu posicionamento é Álvaro 22, governador do Rio Grande do Norte”, enfatizou o presidente da ALRN.

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Matheus Faustino denuncia boicote do União Brasil à sua candidatura e promete expor bastidores da eleição

O candidato a deputado federal Matheus Faustino afirma estar sendo boicotado pelo próprio União Brasil por não apoiar o candidato do partido ao Governo do Estado e por manter uma postura independente nas fiscalizações que vem realizando no interior do Rio Grande do Norte.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Faustino afirma que passou a sofrer retaliações após denunciar prefeituras ligadas ao União Brasil ou a grupos que apoiam Alyson Bezerra, além de apresentar denúncias envolvendo candidatos da própria chapa.

Faustino também questiona a distribuição de recursos dentro da campanha. Segundo ele, enquanto candidatos que considera pouco conhecidos estariam recebendo cifras milionárias em apoio, sua candidatura teria recebido pouco mais de R$ 200 mil.

Para o candidato, a diferença demonstra o preço de manter uma candidatura independente e não se submeter aos interesses das estruturas partidárias.

Mesmo com poucos recursos, Faustino afirma que não vai se intimidar nem abandonar a disputa. A promessa é continuar percorrendo o RN, fiscalizando prefeituras e enfrentando políticos, inclusive aqueles que fazem parte de seu próprio campo político.

“Se o preço da independência é ter menos dinheiro, eu pago. O que não vou fazer é me vender.”

Faustino diz ainda que pretende transformar as dificuldades em combustível para a campanha e fazer história nas eleições do Rio Grande do Norte.

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Carla Dickson reúne mais de 600 lideranças e mostra força política em Natal

A deputada federal Carla Dickson(PL-RN), reuniu na noite de ontem, mais de 600 lideranças de Natal durante encontro realizado no bairro das Quintas. A mobilização demonstrou a força política da parlamentar na capital potiguar e reforçou sua articulação para as eleições de 2026.

O encontro contou com a presença da vice-prefeita de Natal, Joanna Guerra, que representou o candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias. Em sua fala, Joanna destacou o trabalho desenvolvido por Carla Dickson em favor de Natal durante a gestão de Álvaro Dias à frente da Prefeitura.

A vice-prefeita ressaltou que Carla foi uma das deputadas que mais destinou recursos de emendas para a capital potiguar, contribuindo para que a administração municipal pudesse viabilizar importantes obras e ações em benefício da população.

Carla Dickson agradeceu a presença das lideranças e aproveitou o momento para prestar contas do trabalho realizado ao longo de seu mandato como deputada federal. Ao falar sobre o futuro, destacou a importância de dar continuidade a esse trabalho na Câmara Federal, especialmente na defesa das famílias atípicas do Rio Grande do Norte.

“Nosso trabalho precisa continuar. Temos muito a fazer por Natal e pelo Rio Grande do Norte, principalmente pelas famílias atípicas, que precisam de uma voz forte e atuante em Brasília”, destacou Carla.

O evento nas Quintas reuniu lideranças de diferentes regiões de Natal e consolidou mais um momento de demonstração de força e articulação política da deputada federal na capital.

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[VÍDEO] “É preciso parar com essa babaquice de fazer superavit e ter controle fiscal”, diz Lula

O presidente Lula (PT) classificou como “babaquice” a cobrança por controle fiscal e superavit durante um comício em Curitiba (PR) neste sábado (11).

“Para gerar emprego, a economia tem que crescer. E para a economia crescer, o governo tem que investir. E para o governo ter que investir, é preciso parar com essa babaquice de que tem que fazer superavit, fazer superavit, de tem que ter controle fiscal. Porque a grande dívida do Brasil é a taxa de juro que nós pagamos, R$ 1 trilhão e 300 milhões de juros. Isso é que é grande. O restante é investimento”, afirmou.

O Brasil vive um cenário de juros elevados e aumento da dívida pública. A Selic está em 14% ao ano, enquanto a dívida bruta chegou a R$ 10,9 trilhões em julho, equivalente a 82,5% do PIB. O endividamento cresceu 10,8 pontos percentuais durante o terceiro mandato de Lula.

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[VÍDEO] FLAGRA DO BEM: Dança de mãe e filha em hospital viraliza ao celebrar a vitória de adolescente que voltou a andar após doença rara

O que parecia uma simples dança entre mãe e filha em um quarto de hospital ganhou outro significado depois que a história por trás das imagens veio à tona. A gravação foi feita pela neuropsicóloga Lidiane Klein, que viu a cena do prédio em frente ao Hospital da Criança Santo Antônio, em Porto Alegre. Há cerca de uma semana, e sem conhecer a história, ela publicou o vídeo com a frase: “Não espere que tudo esteja bem para permitir que a vida aconteça”. Resultado, as imagens viralizaram.

O vídeo mostra Livia Borges, de 14 anos, comemorando a recuperação dos movimentos após enfrentar a Síndrome de Guillain-Barré, uma rara doença autoimune que provoca fraqueza muscular.

Livia depois comentou na postagem e explicou o significado daquele momento: “Sou eu no vídeo, num ato de extrema felicidade de poder voltar a andar e ainda mais, poder dançar”, afirmou. Para ela, a dança representava “uma grande vitória”.

A mãe, Elisiane Marques Lopez, contou que os passos eram um ensaio para a Semana Farroupilha. As duas dançavam a “rancheira”, ritmo tradicional gaúcho. “Entre paredes de hospital, desafios e dias difíceis, nós duas encontramos um jeito de continuar dançando”, disse Elisiane.

Depois que o vídeo viralizou e conheceu a história da família, Lidiane afirmou que passou a enxergar a gravação que fez de outra forma. “Eu achava que estava registrando simplesmente uma menina dançando. Depois compreendi que aquela dança representava muito mais: representava a possibilidade de voltar a dançar”, disse.

Com informações de g1

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Senadores reclamam de ‘silêncio’ de Alcolumbre e querem convocar ministro da Justiça e chefe da PF para prestar esclarecimentos sobre relatórios usados contra Mendonça

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Senadores criticam o que consideram um “silêncio” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), diante da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e o caso Banco Master. Enquanto Alcolumbre evita levar o tema ao plenário, parlamentares da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) preparam requerimentos para ouvir autoridades.

“Há um silêncio do Alcolumbre e o Senado está fechado até para discursos”, afirmou o senador Eduardo Girão (Novo-CE). “A quem interessa o Senado calado nesse momento? Só ao Alcolumbre”, acrescentou.

A CCAI deve analisar no início da semana a convocação do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e o convite ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Os requerimentos foram preparados pelo senador Esperidião Amin (PP).

A ideia dos senadores é pedir que o ministro da Justiça preste esclarecimentos sobre o afastamento e a posterior recondução de Andrei ao comando da PF. Já o diretor-geral deverá ser ouvido sobre a produção de relatórios de inteligência usados pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir uma investigação contra André Mendonça.

A movimentação ocorre em um contexto de pressão feita por congressistas para a abertura de um processo de impeachment contra Moraes após a divulgação de mensagens trocadas entre o ministro e Daniel Vorcaro. Alcolumbre já declarou ser contrário à iniciativa neste momento.

Com informações de Veja

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Fachin marca julgamento de relatório da PF sobre Mendonça para 23 de setembro

Foto: Alejandro Zambrana/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin marcou para 23 de setembro a sessão que vai analisar os relatórios da Polícia Federal envolvendo o ministro André Mendonça. Alexandre de Moraes havia solicitado que seu caso e o de Mendonça fossem analisados conjuntamente na próxima terça-feira (15), mas Fachin rejeitou o pedido.

A investigação envolvendo Mendonça ainda não teve a fase instrução concluída, alegou Fachin ao não marcar a sessão conjunta. O ministro destacou que foram solicitadas manifestações do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do próprio Mendonça antes da análise do caso. Fachin afirmou ainda que os dois procedimentos têm objetos distintos e, por isso, podem ser julgados em momentos diferentes.

A disputa entre Moraes e Mendonça começou após Mendonça determinar que a PF identificasse o interlocutor de Daniel Vorcaro em mensagens trocadas antes da prisão do banqueiro. Os investigadores apontaram Moraes como o interlocutor. O documento foi posteriormente tornado público por Mendonça e encaminhado a Fachin.

Após a divulgação, Moraes solicitou documentos da PF que mencionassem ministros do STF. Em resposta, a corporação encaminhou relatórios que questionam a atuação de Mendonça nos casos Banco Master e INSS.

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CASO DARK HORSE: Defesa de Flávio Bolsonaro pediu ao STF que investigação fosse transferida de Dino para Mendonça

Foto: Fabiano Rocha

A defesa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse” fosse transferida do ministro Flávio Dino para André Mendonça.

A defesa diz que houve erro na distribuição do caso para Flávio Dino, que ficou com a investigação por sua relação com emendas parlamentares, suspeita também levantada no financiamento do filme.

A defesa afirma também que a distribuição para Dino criou uma espécie “prevenção artificial”, já que a relação entre os processos seria apenas indireta, não havendo conexões suficientes para justificar que Dino seja o relator da investigação.

Vale lembrar que Flávio Dino foi indicado ao cargo de ministro do STF pelo presidente Lula, enquanto Mendonça foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Ambos trabalharam como ministros dos respectivos governos antes de chegar aos cargos de ministros da Suprema Corte.

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    1. Dino está querendo fazer pesca probatória. A função dele é investigar emendas e não relação com Vorcaro.

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[VÍDEO] Prefeita de Pau dos Ferros pede namorada em casamento durante show de José Augusto na Finecap

Um pedido de casamento marcou a noite da Finecap (Feira Intermunicipal de Educação, Cultura, Turismo e Negócios do Alto Oeste Potiguar), em Pau dos Ferros. A prefeita da cidade Marianna Almeida surpreendeu a namorada Lunaria Cavalcante durante o show do cantor José Augusto e fez o pedido diante do público na noite de sexta-feira (11), em um ato que representou o enfrentamento ao preconceito e o respeito à diversidade. O momento foi registrado em vídeo e compartilhado nas redes sociais. Um bilhete escrito por Marianna com o pedido de casamento foi entregue por um drone a Lunaria que disse o “sim”.

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CRISE NO STF: Fachin nega pedido de Moraes para julgamento conjunto com Mendonça na próxima terça-feira (15)

Fotos: Gustavo Moreno/STF/; Cristiano Mariz/Agência O Globo; Antonio Augusto/STF

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o pedido de investigação contra André Mendonça será julgado em 23 de setembro. A decisão foi comunicada neste sábado (12), em resposta a uma solicitação de Alexandre de Moraes.

Segundo Fachin, manter os julgamentos em sessões separadas permite o adequado andamento dos trabalhos do STF.

O pedido contra Moraes envolve sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Já Mendonça é acusado de usurpação da direção das investigações, condução irregular de tratativas de delação premiada e direcionamento de apuração contra Moraes.

Moraes havia pedido que o caso contra Mendonça fosse analisado na próxima terça-feira (15), junto com o processo que envolve sua própria atuação. Fachin, porém, afirmou que o pedido contra Mendonça ainda está em fase de instrução e que o prazo para o ministro apresentar informações termina apenas na segunda-feira (14).

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