
Por VEJA
O diretor de marketing, sócio e porta-voz da TelexFree no Brasil (que leva o nome de Ympactus), Carlos Roberto Costa, está se candidatando a uma vaga na Câmara. Costa filiou-se ao Partido Republicano Progressista (PRP) e quer concorrer ao cargo de deputado federal pelo Espírito Santo. A candidatura ainda não está confirmada, pois os pedidos de impugnação podem ser entregues à Justiça Eleitoral até as 19 horas do dia 12. Contudo, por obra da morosidade do Judiciário, não há nenhum impedimento conhecido que tire de Costa o direito de se candidatar. Enquanto nos Estados Unidos os dirigentes da TelexFree foram presos tão logo foram detectadas provas de que se tratava de um amplo esquema de pirâmide, a Justiça brasileira leva mais de um ano investigando o caso, sem que a acusação seja concluída. As investigações no Brasil começaram em maio de 2013, enquanto nos EUA, ocorreram no início de 2014. A prisão do presidente da TelexFree americana, James Merrill, foi decretada em maio deste ano. Outro sócio da empresa, Carlos Wanzeler, também teve a prisão decretada, porém fugiu para o Brasil antes de o mandado ser expedido.
Ficha de Costa no site do TSE mostra patrimônio de R$ 13 mi
Carlos Costa declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio superior a 13 milhões de reais, entre carros, imóveis, contas bancárias e participações em empresas. Ele afirmou ainda que gastará até 3 milhões de reais com a campanha eleitoral. Em sua ficha consta ainda que ele possui o Ensino Médio completo, nasceu em 1963 no Rio de Janeiro e é dono de três imóveis em Vila Velha (ES) que, juntos, valem 1,377 milhão de reais.
A TelexFree teve seus bens bloqueados no Brasil em junho do ano passado. Estima-se que o valor ultrapasse 600 milhões de reais — o que não é suficiente para ressarcir os membros da pirâmide, que perderam, segundo as investigações americanas, mais de 1 bilhão de dólares em todos os países em que o esquema funcionava. Para burlar o bloqueio no Brasil, os dirigentes da companhia tentaram transferir ilegalmente 100 milhões de reais para duas empresas, a Worldxchange e a Simternet. A Justiça conseguiu impedir a transação, mas não houve punição aos envolvidos.
Segundo relatório da Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que regula o mercado financeiro americano, Carlos Costa, amigo de longa data de Wanzeler, chegou a deter participação de 30% na TelexFree americana, mas vendeu sua fatia a James Merrill e ficou apenas com fatia na filial brasileira. Segundo dados da Justiça Eleitoral, ele possui hoje 300 mil reais em cotas da Ympactus (razão social da TelexFree no Brasil) e 2 milhões de reais em participação na Simternet, empresa usada para receber o dinheiro desviado da TelexFree.
Terá mais votos que Tiririca.
Eu fiz diferente, comprei telexfree de uma fonte da INGLATERRA ai sim vou lucrar de verdade e estou ansioso mas voces que comprarao no brasil ou estados unidos perderao foi tuuuuudo ai agora tao ai reclamando kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ACHO É POLCO!!!
Isso é uma vergonha.
Só numa democracia frágil com leis permissivas se chega a uma situação dessa, vergonha.
Pior são os partidos que vão dar legenda a esse tipo de criatura.
Outro detalhe importante é a constatação que pode se eleger e isso só acontece através do voto, ou seja, o povo sem educação vota mal e não tem convicção ou discernimento para entender o poder e valor do voto, por isso tem apoio de uns e outros políticos para continuarem votando..
E quer apostar como será eleito? Já vi uma postagem no facebook chamando os "divulgadores" da pirâmide para votarem nele porque assim a briga na justiça ficará mais fácil.
É O PAÍS DO PODE TUDO, DECIDIDAMENTE NAO É UM PAÍS SÉRIO.
Carvalho disse tudo!
Isso é uma vergonha, até quando?
As leis brasileiras são fracas e algumas beiram à ingenuidade.
Essas leis beneficiam de modo injustificado quem vive da prática de delitos.
Como resultado, temos a criminalidade crescendo exponencialmente.
Podemos dizer que no Brasil o crime compensa.
Já o cidadão de bem que paga impostos extorsivos e que banca todo o sistema, sofre com essa marginalidade e tem menos direitos do que os bandidos.
O cidadão quando vai fazer determinado concurso público tem que apresentar todo o tipo de certidão que comprove a sua idoneidade e que demonstre que não responde a nenhum processo.
Já para ser político nada é exigido, a não ser uma comprovação de que é alfabetizado.
Nem mesmo diploma escolar é exigido como único requisito para disputar uma eleição.
Como resultado, temos uma safra enorme de políticos corruptos, incompetentes e completamente despreparados para legislar ou para ocupar o cargo de chefe do poder executivo.