
Infeliz com a notícia publicada pelo jornal Estado de S. Paulo neste domingo, que acusa a “venda” da Seleção Brasileira , a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou um comunicado no seu site refutando os fatos de que as convocações para a equipe levem em consideração fatores além do desempenho dos atletas dentro de campo.
No texto, a entidade garantiu que “os critérios de escolha para jogos da Seleção Brasileira são e serão, sempre, técnicos” e repudiou as afirmações de que as empresas as empresas International Sports Events (ISE) e Pitch International participem das decisões de quem será convocado.
No entanto, a CBF confirmou que o valor recebido em amistosos e jogos que não contem com as maiores estrelas brasileiras é inferior do que aqueles nos quais os principais atletas estão presentes, embora tenha dito que a cláusula contratual com a ISE e Pitch International que trata deste assunto não tenha sido “invocada ou levada a efeito desde o início de vigência do acordo”.
Em suma, a entidade limitou-se a negar que as informações divulgadas fossem verdadeiras, sem dar grandes explicações, utilizando palavras como ridícula, infantil e maliciosa para descrever as acusações, além de chamar o autor do texto de mal-intencionado.
Confira a íntegra do comunicado
Reportagem publicada neste domingo no jornal Estadão levanta infundadas suspeitas de irregularidades no tocante ao contrato que a CBF celebrou com a empresa ISE, que integra o Grupo Dallah All Baraka.
A CBF, ao mesmo tempo em que repudia, com veemência, tais insinuações maliciosas, aproveita para ressaltar a lisura dessa contratação, esclarecendo o seguinte:
1 – Ao contrário do que diz a reportagem do Estado de S. Paulo de hoje, (17/05/2015), a CBF não “vendeu” a Seleção Brasileira, hipótese ridícula, manchete que não se sustenta em nenhuma evidência e somente se explica pela necessidade do jornalista Jamil Chade de buscar a notícia fácil, que gera escândalos.
2 – a CBF informa também que não leiloou a Seleção Brasileira como diz a reportagem do jornal, outra hipótese infantil, tradição das reportagens deste repórter. O tal contrato citado pelo jornalista não é secreto e em nenhum momento tem influência sobre convocações de atletas e, tampouco, traz prejuízo técnico para a seleção. A matéria, inclusive, pode ser chamada de requentada, já que vários dados deste contrato já foram divulgados, inclusive no próprio jornal.
3 – A CBF afirma que os critérios de escolha dos convocados para os jogos da Seleção Brasileira são e serão, sempre, técnicos. Jogarão e jogaram, sempre, os melhores jogadores em atividade. A população brasileira acompanha, jogo após jogo, a escolha dos convocados, anunciados publicamente, e, portanto, sabe que o jornalista mentiu ao afirmar que as escolhas são feitas por critérios comerciais.
Terra
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