Judiciário

CERCA DE R$ 4 bilhões: MPF-RN denuncia envolvidos em lavagem de dinheiro e evasão de divisas; casos ainda em SP, RJ, ES, SC, MT, GO, AL, RO e DF

Desdobramento da “Operação Pomar” identificou ramificação no Rio Grande do Norte do esquema que gerou prejuízos de R$ 4 bilhões aos cofres públicos

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) ofereceu denúncia contra quatro envolvidos no esquema ilícito investigado pela chamada Operação Pomar, que inicialmente não havia identificado ramificações em território potiguar. Edenilson Sebastião Cazula, Theógenes Costa da Silva, Eduardo Francisco Barbosa e Eliane Cristina Vieira da Silva foram denunciados por crimes como evasão de divisas e “lavagem de dinheiro”, através de uma empresa de fachada sediada em Natal.

A Operação Pomar foi deflagrada em São Paulo, em 2011, e apurou um esquema que incluía corrupção de agentes públicos, falsificação de documentos, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, subfaturamento de importações, descaminho e evasão de divisas. Estima-se que a quadrilha tenha causado, direta ou indiretamente, prejuízo de aproximadamente R$ 4 bilhões aos cofres públicos.

A nova denúncia, de autoria do procurador da República Rodrigo Telles, trata de uma ramificação do esquema no Rio Grande do Norte. Os envolvidos utilizaram uma empresa de fachada, constituída com documentos falsos, para promover ilegalmente a saída de divisas para o exterior, mediante contratos de câmbio baseados em operações de importação fictícias; além de usarem “laranjas” para receber e movimentar recursos provenientes do esquema.

Funcionamento – A Comax – Comércio, Indústria, Importação e Exportação Ltda., sediada em Natal, foi constituída com base em documentos falsos, em nome de “laranja”, e usada por Edenilson Cazula para receber recursos de empresas vinculadas ao esquema. A Comax não realizou formalmente nenhuma operação em comércio exterior, apesar disso apresentou movimentação financeira de mais de R$ 20 milhões, somente em 2010.

“Essa movimentação (…) não correspondeu a qualquer atividade econômica, (…) mas unicamente à aquisição de dólares no sistema financeiro, sob a justificativa de realização de importações futuras, que nunca foram realizadas. A aquisição de dólares em 2010 totalizou mais de US$ 12 milhões (doze milhões de dólares)”, informou a Receita Federal.

A Comax foi usada para “passagem” de recursos, servindo para remessa não autorizada de valores para o estrangeiro. Em um período de apenas um mês, entre meados de junho e meados de julho de 2010, a empresa remeteu quase 10 milhões de dólares irregularmente para o exterior.

Theógenes Costa da Silva foi quem transferiu a sede da Comax para Natal, em 2010, passando posteriormente a ser o único sócio. Ele utilizou documentos falsos em nome de outra pessoa para adquirir a empresa e praticar os atos relativos à mesma. Ao ser interrogado durante as investigações, confirmou ter utilizado documentação falsa e ressaltou que a aquisição da empresa foi sugerida por uma pessoa ligada a Edenilson Cazula, que seria o verdadeiro gestor da movimentação de dinheiro na conta da empresa. Theógenes esclareceu que ganhava 5% do valor movimentado.

Bloqueio e engodo – Em 19 de julho de 2010, Theógenes procurou a agência do Banco do Brasil para transferir R$ 1,2 milhão da Comax para uma conta em nome da empresa individual Eliane C V da Silva ME. Essa conta era movimentada por Eduardo Francisco Barbosa, que transferiu R$ 60 mil para Eliane Cristina Vieira da Silva, ligada a Eduardo Francisco, com quem tem um filho; e R$ 77.001 para uma empresa de venda de automóveis, com objetivo de adquirir um veículo para a esposa de Theógenes.

Diante das suspeitas sobre a movimentação, o gerente do banco bloqueou o dinheiro relacionado às transferências e comunicou os fatos ao Ministério Público do Rio Grande do Norte, que obteve decisão judicial de indisponibilidade dos valores. Os envolvidos tentaram sucessivamente, e de forma fraudulenta, liberar os recursos, perante as justiças estadual e federal de São Paulo e do Rio Grande do Norte. Eles ingressaram com ações e acionaram até mesmo a Polícia Civil em São Paulo.

A 2ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, segundo a denúncia do MPF, chegou a “cair no engodo de um dos implicados” e levantou a indisponibilidade dos valores. Porém o Tribunal Regional Federal da 5ª Região suspendeu de imediato essa decisão, mantendo os recursos indisponíveis.

Ramificações – A Operação Pomar, fruto de investigação conjunta do MPF, Polícia Federal e Receita Federal, foi deflagrada em 28 de junho de 2011, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisões cautelares. Além do centro de atividades da organização criminosa situado em São Paulo, ramificações já haviam sido identificadas nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Goiás, Alagoas e Rondônia, e ainda no Distrito Federal.

Crimes – A nova denúncia do MPF requer a condenação de Edenilson Cazula e Theógenes Costa por promover evasão de divisas (artigo 22 da Lei 7.492/1986) e por “lavagem de dinheiro” (artigo 1º da Lei 9.613/1998). E de Eduardo Francisco e Eliane Cristina por “lavagem de dinheiro”. O Ministério Público Federal pede ainda a perda em favor da União dos R$ 1,2 milhão judicialmente bloqueados, acrescidos de juros e correção monetária.

A ação penal tramitará na Justiça Federal sob o número 0000810-91.2015.4.05.8400.

http://www.prrn.mpf.mp.br/grupo-asscom/noticias-internet/mpf-denuncia-envolvidos-em-lavagem-de-dinheiro-e-evasao-de-divisas

Opinião dos leitores

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Política

Master repassa R$ 1,4 milhão a empresa de investigado conhecido como “Rei do Lixo”

Foto: Reprodução

O Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro, realizou um pagamento de R$ 1,4 milhão à empresa MM Limpeza Urbana, associada a Marcos de Moura, segundo dados de relatório da Receita Federal encaminhado à CPI do Crime Organizado. O valor aparece como “rendimentos de capital” na declaração do Imposto de Renda da instituição referente a 2024.

Apontado pela Polícia Federal como figura central em um esquema de desvio de recursos públicos por meio de contratos superfaturados, Moura ficou conhecido como “Rei do Lixo” na Bahia. As investigações indicam atuação em fraudes envolvendo emendas parlamentares e obras em municípios baianos.

Além do empresário, o relatório também menciona repasses feitos a figuras políticas ligadas ao União Brasil. O ex-prefeito ACM Neto teria recebido R$ 5,4 milhões por meio de consultoria, enquanto o presidente da sigla, Antônio Rueda, aparece com R$ 6,4 milhões em transferências. Ambos negam qualquer irregularidade.

As apurações fazem parte da Operação Overclean, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União, que investiga um suposto esquema bilionário de desvio de recursos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal por envolver autoridades com foro privilegiado.

Até o momento, a defesa de Marcos de Moura não se manifestou sobre os pagamentos identificados.

Com informações da CNN

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Geral

Pressionado no STF, Vorcaro acelera delação e mobiliza força-tarefa para fechar acordo

Foto: Reprodução

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro intensificou os trabalhos e montou uma força-tarefa para apresentar, nos próximos dias, a proposta de delação premiada. A corrida contra o tempo ocorre em meio ao avanço de uma ação no Supremo Tribunal Federal que pode impor novas restrições a esse tipo de acordo.

O alerta foi aceso após o ministro Alexandre de Moraes liberar para julgamento uma ação que discute limites das delações. Entre os pontos sensíveis está a possibilidade de impedir medidas como buscas e apreensões baseadas apenas em declarações de delatores, o que pode enfraquecer a estratégia da defesa.

Outro fator de preocupação envolve as chamadas delações cruzadas, como a que estaria sendo articulada entre Vorcaro e o empresário Fabiano Zettel. A proposta em análise no STF prevê que esse tipo de colaboração não tenha valor isolado, exigindo provas adicionais para validação.

Vorcaro já está na segunda etapa do processo, após assinar termo de confidencialidade com investigadores. O acordo, conduzido de forma conjunta pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, ainda depende da apresentação de anexos com provas robustas para avançar.

Apesar da pressa da defesa, investigadores avaliam que a negociação não será rápida. Eles exigem novos elementos, além do material já coletado — incluindo dados de celulares apreendidos —, e indicam que o empresário precisará apontar possíveis superiores no esquema para que a delação tenha peso na Justiça.

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Política

Fux muda voto sobre 8 de janeiro e admite: “Injustiças que a consciência não me permite sustentar”

Ministro Luiz Fux votou pela absolvição de réus que tinha condenadoFoto: WILTON JUNIOR

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, decidiu rever seu posicionamento e votou pela absolvição de parte dos réus condenados pelos atos de Ataques de 8 de janeiro de 2023. O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte e segue até o próximo dia 17.

Em seu voto, Fux afirmou que o entendimento anterior, adotado logo após os episódios, acabou gerando distorções. “Incorreu em injustiças que o tempo e a consciência já não me permitem sustentar”, declarou ao justificar a mudança de posição.

Dos dez casos analisados, o ministro votou pela absolvição total de sete réus, que haviam sido condenados por participação em acampamentos em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília. As penas aplicadas anteriormente variavam entre um e dois anos e meio de prisão.

Nos outros três processos, que envolvem acusados de participação direta nas invasões às sedes dos Três Poderes, Fux defendeu a absolvição parcial. Para esses, o ministro propôs a condenação apenas por dano ao patrimônio público, com redução significativa das penas.

Apesar da mudança, o novo entendimento não deve alterar o resultado final dos julgamentos, já que a maioria da Corte manteve posição diferente. A revisão, no entanto, abre novo capítulo nas análises sobre as responsabilidades nos atos de janeiro.

Com informações do Estadão

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Política

Aliados dizem que Lula não entende estagnação nas pesquisas e culpa comunicação

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A mais recente pesquisa do Datafolha acendeu um alerta no entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento indica que o senador Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente em um eventual segundo turno, cenário que tem causado incômodo dentro do governo.

De acordo com a analista Larissa Rodrigues, aliados relatam que Lula não compreende os motivos da estagnação de sua popularidade e, internamente, tem buscado responsabilizar terceiros pelo desempenho nas pesquisas.

A área de comunicação tem sido o principal alvo das críticas. O atual secretário Sidônio Palmeira vem sendo cobrado por integrantes do governo, inclusive em reuniões ministeriais, onde também houve questionamentos por parte de Rui Costa sobre a divulgação das ações do Executivo.

Nos bastidores, há tentativas de reverter o quadro. Entre as estratégias, estão orientações para que o presidente aborde temas com maior apelo popular, como o Pix, além da possibilidade de ampliar a presença digital com influenciadores e figuras públicas.

Apesar do desgaste, não há indicação de mudanças imediatas na equipe. Ainda assim, cresce a possibilidade de reforço na comunicação, com a eventual contratação de um marqueteiro para tentar melhorar a imagem do governo diante do eleitorado.

Com informações da CNN

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Geral

Empresário recorre ao STF para barrar quebra de sigilos na CPI e contesta investigação

Foto: Divulgação

O empresário Francisco Emerson Maximiano acionou o Supremo Tribunal Federal para tentar suspender decisões da CPI do Crime Organizado que determinaram a quebra de seus sigilos bancário e fiscal. O caso envolve apurações que citam conexões com a REAG Investimentos e o Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro.

A informação é da CNN. Na ação, a defesa pede a anulação imediata das medidas, alegando irregularidades na condução da investigação. Segundo os advogados, a decisão da CPI teria sido tomada de forma genérica, sem detalhar condutas específicas que justificassem a quebra de sigilo.

O processo está sob relatoria do ministro Luiz Fux, que já solicitou informações ao Senado antes de analisar o pedido. A defesa também questiona o uso de relatórios do Coaf, apontando que os dados teriam sido utilizados sem comprovação de vínculo direto com o objeto da comissão.

Entre os pontos levantados pela CPI estão movimentações financeiras envolvendo empresas ligadas ao empresário e instituições como a REAG e o Banco Master. Parlamentares veem nessas conexões possíveis indícios de circulação de recursos suspeitos.

Os advogados, no entanto, sustentam que as relações são indiretas e não comprovam qualquer ligação com atividades ilícitas. Além disso, criticam o procedimento adotado pela CPI, afirmando que a quebra de sigilo foi aprovada em bloco, sem individualização, o que, segundo eles, fere garantias constitucionais.

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Geral

Fachin diz não ter previsão de pautar ação do PT retomada por Moraes que restringe delações premiadas

Foto: Antonio Augusto/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou a interlocutores que não há previsão para pautar a ação do Partido dos Trabalhadores que pode restringir o uso de delações premiadas.

Como as pautas de abril e maio já foram definidas, a análise do caso não deve ocorrer nesse período.

A ação foi retomada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, em meio às negociações de delação envolvendo o empresário Daniel Vorcaro. O caso também menciona repasses de R$ 80,2 milhões do Banco Master ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes entre 2024 e 2025.

No processo, o PT pede que o STF estabeleça limites para o uso de delações, como a proibição de que elas, isoladamente, fundamentem medidas cautelares, denúncias ou condenações. O partido também questiona a falta de regras claras sobre os benefícios concedidos a delatores.

Segundo a Corte, cabe à presidência definir a pauta de julgamentos. A ação estava parada desde 2021 e agora aguarda inclusão em plenário.

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Geral

Negociações entre EUA e Irã avançam para 3ª fase com cenário indefinido; Estreito de Ormuz ainda é impasse

Foto: REUTERS/Stringer

A segunda rodada de negociações de paz entre Estados Unidos e Irã terminou neste sábado (11), em Islamabad, com expectativa de continuidade no domingo (12). O processo é mediado pelo Paquistão.

Apesar de relatos positivos sobre o andamento das conversas, o principal impasse segue sendo o controle do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás. O tema é descrito como ponto de “séria discórdia” entre as partes.

As negociações já ultrapassaram cinco horas e entraram na fase técnica, com comitês especializados discutindo questões econômicas, militares, jurídicas e nucleares. Há divergências sobre exigências dos EUA e a insistência iraniana em manter ganhos militares.

Os encontros incluem conversas diretas e indiretas e marcam o diálogo mais avançado entre os países desde a Revolução Islâmica de 1979, além de serem as primeiras negociações presenciais desde o acordo nuclear de 2015.

As delegações são lideradas pelo vice-presidente americano JD Vance e pelo chanceler iraniano Abbas Araghchi, com participação de autoridades de alto escalão dos dois países.

As tratativas ocorrem após um cessar-fogo de duas semanas iniciado na terça-feira (7). O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, classificou o momento como decisivo e uma oportunidade de “tudo ou nada” para avançar rumo a uma solução do conflito.

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Geral

Papa Leão XIV apela a países para fim da “loucura da guerra”

Foto: Reprodução/Vatican News

O papa Leão XIV fez um apelo, neste sábado (11/4), para que os Estados Unidos, Israel e Irã cheguem a um consenso que determine o fim da guerra no Oriente Médio. O pontífice chamou o conflito de “loucura” e acusou os envolvidos de terem idolatria por dinheiro.

“A verdadeira força se manifesta no serviço à vida. Que a loucura da guerra chegue ao fim e que a Terra seja curada e cultivada por aqueles que ainda sabem gerar, proteger, amar”, afirmou o papa, em um pronunciamento neste sábado.

Ao se manifestar sobre o conflito, iniciado no dia 28 de fevereiro deste ano, Leão acusou os envolvidos de terem idolatria por eles próprios e também pelo dinheiro. “Chega de idolatria de si mesmo e dinheiro”, disse o papa.

Estados Unidos e Irã estabeleceram um cessar-fogo e negociam um acordo de paz. A primeira fase de conversas sobre o tratado foi concluída na tarde deste sábado (11/4), no Paquistão.

Conforme as informações oficiais, as delegações trocaram documentos contendo os principais pontos discutidos, com o objetivo de formalizar os consensos alcançados por meio do diálogo.

O governo iraniano afirma que agora as negociações passam para a “fase técnica”. Neste ponto, os comitês especializados — compostos por técnicos das áreas econômica, militar, jurídica e nuclear — aprofundam as discussões.

A agência estatal Nournews noticiou que os diálogos continuam e há possibilidade de uma nova rodada ainda na noite deste sábado, podendo se estender até domingo (12/4).

Metrópoles

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Geral

[VÍDEO] SERÁ? Zema ‘convida’ Flávio Bolsonaro para ser seu vice

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro compartilhou um vídeo onde é ‘convidado’ pelo também pré-candidato à Presidência Romeu Zema para ser vice nas eleições deste ano.

“Pessoal, tô aqui com o Flávio fazendo o convite para ele ser meu vice. O que é que vocês acham?”, diz Zema.

Em seguida Flávio responde: “Será?”. Ambos brindam em caem na risada.

O vídeo foi inspirado numa trend criada pelo comunicador cearense João Inácio Júnior que tomou conta das redes sociais.

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Geral

Dino relata no STF investigações da PF contra adversário no Maranhão

Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, é relator de ao menos quatro investigações da Polícia Federal que envolvem o governador do Maranhão, Carlos Brandão, e familiares.

As apurações citam suspeitas de venda de vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e possível interferência em julgamento no Superior Tribunal de Justiça em um caso de homicídio ocorrido em 2022, em São Luís.

Brandão foi vice de Dino entre 2015 e 2022, mas rompeu politicamente com o ex-aliado em 2024, após o ministro suspender a indicação de um conselheiro para o TCE. O grupo do governador afirma que Dino atua para favorecer a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão, adversário político local.

Entre os casos, Dino autorizou investigação sobre o senador Weverton Rocha, suspeito de tentar influenciar decisão no STJ relacionada ao assassinato de João Bosco Pereira. No inquérito, também é citado Daniel Brandão, sobrinho do governador.

Outro foco é a apuração sobre suposta venda de indicações ao TCE. A investigação foi aberta após questionamentos sobre o rito de escolha de conselheiros na Assembleia Legislativa do Maranhão, considerado sigiloso. Dino suspendeu indicações e determinou apuração pela PF.

A defesa de Carlos Brandão nega irregularidades e sustenta que o STF não teria competência sobre o caso, que deveria tramitar no STJ. Já o gabinete de Flávio Dino afirma que o ministro não comenta processos em andamento nem questões políticas, conforme a Lei Orgânica da Magistratura. As investigações seguem em curso.

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