
Jair Bolsonaro inovou. Criou uma via expressa ligando a escolha de um novo ministro à frigideira. O diplomata Ernesto Araújo migrou instantaneamente do anúncio de sua indicação como novo chanceler para o óleo quente. No início da madrugada desta quinta-feira, o blog testemunhou num restaurante chique de Brasília um conciliábulo de destacados membros da Casa de Rio Branco. Dedicavam-se a organizar uma “resistência” ao que chamaram de “diplomacia do desastre”.
Convocado às pressas, o jantar reuniu oito diplomatas. Todos mais estrelados que o preferido de Bolsonaro. Na definição de um dos presentes, são “servidores sem partido.” Avaliaram que Bolsonaro chutou em gol ao escolher Ernesto Araújo. Marcou para os Estados Unidos. Tentaram enumear vantagens e desvantagens.
De vantajoso, apenas o fato de que o novo chanceler brasileiro não será convidado a tirar os sapatos para uma revista no aeroporto de Washington, como fez Celso Lafer na era FHC. Imaginam que, para poupar a saliva dos agentes da imigração americana, Ernesto Araújo já ”pisará o solo americano descalço”. No mais, tudo seria desvantajoso.
Havia sobre a mesa um tablet, aberto no blog ‘Metapolítica 17’, abastecido com textos de Ernesto Araújo. Extraíram-se previamente dos posts do novo ministro das Relações Exteriores duas aparentes prioridades: “Ajudar o Brasil e o mundo a se livrarem da ideologia globalista” e erguer barricadas contra a “China maoísta que dominará o mundo”.
Além de “envergonhar” a inteligência do Itamaraty, as pretensões seriam “inexequíveis”. O nacionalismo antiglobalista não resistiria a um embate com o ultraliberalismo do Posto Ipiranga Paulo Guedes. Quanto à dominação maoísta, a impossibilidade de ressuscitar Mao Tsé-Tung e os valores que ele representava deixam a cruzada sem alvo.
A prioridade mais “preocupante” de Ernesto Araújo foi sublinhada num artigo escrito para a revista ‘Cadernos de Política Exterior’. Ali, o novo chanceler emite sinais de que não hesitaria em encostar a diplomacia brasileira no potencial que enxerga em Donald Trump para “salvar o Ocidente.” Não há “risco de dar certo”. Salva-se não o Ocidente, mas o projeto de transformar Bolsonaro ”numa versão periférica de Trump”.
O grupo chegou a um par de conclusões: Bolsonaro colocou no comando do Itamaraty não um chanceler, mas um espelho para refletir suas próprias idiossincrasias. De resto, haverá não um, mas dois chefes do Itamaraty: o oficial, em Brasília, e seu padrinho Olavo de Carvalho, que patrocinou sua indicação desde os Estados Unidos.
Consolidou-se no grupo a ideia é ampliar a “resistência” inaugurada de madrugada utilizando uma ferramenta muito apreciada por Bolsonaro: o WhatsApp. Deseja-se transferir Ernesto Araújo da frigideira para o micro-ondas. Se funcionar, o novo ministro chegará ao dia da posse, em 1º de janeiro, já bem passado. No limite, disse um dos presentes, “o Itamaraty de Bolsonaro vai virar não uma sucursal de Washington, mas do Vietnã.”
JOSIAS DE SOUZA
Não dá pra acreditar na falha de SP. Nem ler.
Portal ptralha. Verdadeiro engenho de fake News.
BG, sinceramente não tenho mais natureza para ler matérias da Folha de São Paulo, Josias de Souza entre outros, estes não são apenas do contra na verdade são incitadores do quanto pior, melhor.
Tudo santo dia são matérias depreciativas e carregadas de ranço hoje contra o presidente eleito e ainda não diplomado e empossado, uma palavra dele é o suficiente para uma página inteira.
Qualquer nome ventilado por futuro membro de sua equipe vão pra cima como urubus na carniça.
Fico imaginando se Dom Helder Câmara fosse vivo e pôr um lapso de uma bricandeira o seu nome citado com indicado como será que a impressa
"marrom" iria se virar para arrumar adjetivos prejorrativos para macular a sua indicação.
Qualquer comentário do Josias de Souza sobre o novo governo é opinião da Folha. Então, não tem validade jornalística. São oriundos de fontes duvidosas como o da reportagem do Whatsapp na eleição que foi desmentido por todas as redes sociais. Esse oito diplomatas não entram descalços no Estados Unidos, entram sem roupa, então, falar de um Chanceler descalços é elogio.
PTistas prevendo o caos. Onde estavam nos ultimos anos e quando Dilma idealizava estocar vento?
Reuniu oito diplomatas de esquerda alinhado com agendas socialistas e globalistas. Tudo que a grande imprensa divulgar como ruim é porque é bom.