Se você é um homem médio e tem desejos como todas as pessoas comuns, certamente ao final de um feriado prolongado a primeira coisa que você faz é correr atrás de um calendário para ver quando será a sua próxima “folga”.
Porém, contudo, entretanto, a vida dos operadores do direito não é fácil e feriados ainda que existentes, não são “utilizáveis”, pois sempre temos um trabalho a fazer, um livro para ler ou uma ação para contestar. Vejamos detalhadamente caso a caso.
Caso sejas um estudante de direito (responsável) irá usar o tempo livre que possui para colocar as leituras em dia, estudar para as provas que se aproximam, e torcer para sobrar um tempinho para participar daquele bacalhau à Gomes de Sá que a sua avó prepara como ninguém.
Amigo bacharel que está se preparando para a prova da OAB, meu conselho: esqueça o almoço de páscoa e contente-se com uma “beliscada” num pedacinho de chocolate, e volte para os estudos, porque considerando os índices de aprovação no último exame, toda a dedicação ainda será insuficiente.
Concurseiro? Esqueça o chocolate, pois via de regra o concurseiro além de ter a preocupação de estudar, ainda tem o peso de estar desempregado e dependendo de uma prova para poder almoçar satisfatoriamente no ano seguinte.
Advogados são um caso a parte, pois existem subcategorias destes profissionais, elenco pelo menos 3 tipos:
Aqueles que possuem seu próprio escritório, não tem grana para pagar um estagiário e fazem as próprias cargas de processos, certamente ficarão sem tempo para as comemorações “pascoais”, se você é um advogado rico e bem sucedido jogue suas mãos para o céu e agradeça, pois seu almoço será farto e terá tempo inclusive para tirar sarro dos seus estagiários, por fim, existem ainda aqueles advogados que possuem tempo de sobra para curtir o feriado, mas falta um pequeno detalhe: falta de dinheiro, logo, para estes pobres sofredores, miojo é a salvação.
Assim, após uma profunda análise empírico/científica eu posso concluir que os feriados para operadores do direito estão equiparados com o caviar da música do Zeca Pagodinho, a gente sabe que existe, ouve falar, mas nunca vê.

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