Cientistas apontam a melhor forma de “apagar” uma lembrança do cérebro

NO ROMANCE DE JOEL E CLEMENTINE, MEMÓRIAS APAGADAS SÃO REALIDADE (FOTO: REPRODUÇÃO / UNIVERSAL PICTURES)

É comum tentarmos deixar lembranças ruins para lá. Porém, de acordo com um novo estudo conduzido por neurocientistas do Texas, nos Estados Unidos, para esquecer uma memória, nós deveríamos justamente nos concentrarmos nela.

A pesquisa foi publicada no jornal JNeurosci. Segundo os autores dela, o ato de esquecer uma lembrança aumenta o esforço e envolvimento do cérebro com a ideia. “Um nível moderado de atividade cerebral é fundamental para esse mecanismo de esquecimento”, explica a psicóloga Tracy Wang, da Universidade do Texas, em entrevista ao portal Science Alert.

Em pesquisas anteriores, os cientistas se concentraram em analisar a atividade cerebral no córtex pré-frontal e no hipocampo, que concentra a memória do cérebro. No novo estudo, os pesquisadores decidiram observar uma outra parte do cérebro: o córtex temporal ventral.

25 adultos jovens e saudáveis foram convidados para um experimento. Nele, os participantes foram instruídos a observar rostos e cenas que lhes foram mostrados, e, depois, lembrar ou esquecer deles.

Durante o trabalho, a atividade cerebral de cada participante foi monitorada com máquinas de ressonância magnética funcional. Após observarem a atividade no córtex temporal, os cientistas notaram que o ato de tentar esquecer algo usa mais “poder cerebral” do que o ato de tentar lembrar de uma memória.

“As imagens seguidas por uma instrução de esquecimento provocaram níveis mais altos de processamento no córtex temporal ventral em comparação àquelas seguidas por uma instrução de recordação”, escreveram os autores no artigo.

Galileu