Cientistas apontam a melhor forma de “apagar” uma lembrança do cérebro

NO ROMANCE DE JOEL E CLEMENTINE, MEMÓRIAS APAGADAS SÃO REALIDADE (FOTO: REPRODUÇÃO / UNIVERSAL PICTURES)

É comum tentarmos deixar lembranças ruins para lá. Porém, de acordo com um novo estudo conduzido por neurocientistas do Texas, nos Estados Unidos, para esquecer uma memória, nós deveríamos justamente nos concentrarmos nela.

A pesquisa foi publicada no jornal JNeurosci. Segundo os autores dela, o ato de esquecer uma lembrança aumenta o esforço e envolvimento do cérebro com a ideia. “Um nível moderado de atividade cerebral é fundamental para esse mecanismo de esquecimento”, explica a psicóloga Tracy Wang, da Universidade do Texas, em entrevista ao portal Science Alert.

Em pesquisas anteriores, os cientistas se concentraram em analisar a atividade cerebral no córtex pré-frontal e no hipocampo, que concentra a memória do cérebro. No novo estudo, os pesquisadores decidiram observar uma outra parte do cérebro: o córtex temporal ventral.

25 adultos jovens e saudáveis foram convidados para um experimento. Nele, os participantes foram instruídos a observar rostos e cenas que lhes foram mostrados, e, depois, lembrar ou esquecer deles.

Durante o trabalho, a atividade cerebral de cada participante foi monitorada com máquinas de ressonância magnética funcional. Após observarem a atividade no córtex temporal, os cientistas notaram que o ato de tentar esquecer algo usa mais “poder cerebral” do que o ato de tentar lembrar de uma memória.

“As imagens seguidas por uma instrução de esquecimento provocaram níveis mais altos de processamento no córtex temporal ventral em comparação àquelas seguidas por uma instrução de recordação”, escreveram os autores no artigo.

Galileu

 

Pobreza afeta desenvolvimento do cérebro, diz estudo

Electric Thoughts
Crianças de famílias mais ricas e de pais mais escolarizados têm cérebros maiores e mais habilidades mentais que crianças de famílias pobres, aponta estudo divulgado no site Daily News. Apesar da diferença, políticas sociais e estudos podem acabar com a desigualdade e fazer com o desenvolvimento seja o mesmo.

As principais diferenças foram encontradas nas regiões do cérebro responsáveis pela linguagem e pela leitura, seguidas da região da memória e da tomada de decisões, explica Elizabeth Sowell, coautora do estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

— O impacto foi muito significante em termos da maneira como o cérebro dessas crianças está funcionando. Descobrimos que a condição social da família afeta o desenvolvimento cognitivo da criança.

O estudo ressalta a necessidade de proporcionar melhores condições para as crianças de baixa renda, com melhor qualidade no almoço dos pequenos, professores motivadores do desenvolvimento e programas educacionais que motivem o estudo.

— Não é tarde para pensar como impactar as fontes que podem contribuir com o desenvolvimento infantil.

No estudo, Sowell e sua equipe entrevistaram 1.099 crianças de três a 20 anos, de diferentes regiões e grupos. Eles compararam o estudo e a renda dos pais com a superfície do cérebro da criança através de tomografias e testes psicológicos.

— Faz sentido que crianças que cresceram em melhores condições de vida tenham melhor desenvolvimento cerebral e consigam evoluir mais, mas isso não significa que a criança que não possui tantos recursos está fadada ao não desenvolvimento. O estudo só reforça a necessidade de diminuir cada vez mais a desigualdade.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. joaozinho disse:

    Realmente, como a pobreza é endêmica neste país, explica-se assim o fato do PT e do PSDB estarem brigando pelo poder ha décadas. Com uma massa de pessoas que votam por comida ou 35 reais por manifestaçao, sem pensar muito nas consequencias disso, nosso futuro será o mesmo da epoca do coronelismo. Lula deve ter aprendido com os coroneis de Pernambuco como comprar voto com o bolsa esmola e usar recursos publicos para fazer fortuna. E, quem vai pagar a conta serão todos, inclusive aqueles que se dizem "intelectuais"bolivarianos, "que devem ter passado fome" e hoje mamam em sindicatos, orgaos publicos…

  2. SINESIO FILHO disse:

    Por isso tá explicado porque o PT ganhou a eleição..

Garota encontra cérebro de animal em refeição de famosa cadeia de fast-food

156Uma garota encontrou um cérebro de galinha em sua refeição. Flora Thomas, de apenas 16 anos, ficou horrorizada quando descobriu que em seu pedaço de frango que estava prestes a consumir existia um ‘cérebro’.

“Foi absolutamente repugnante. Todo mundo estava muito chocado e todos nós nos sentimos muito doentes. Eles nos ofereceram um substituto, mas tomamos um milkshake em vez disso”, comentou Flora ao portal Metro.

A adolescente comprou uma refeição no KFC – um fast-food com mais de 60 anos de existência e com 5.000 lojas em todo o mundo, inclusive no Brasil. A empresa surgiu de um pequeno restaurante dentro de um posto de gasolina no Kentucky, EUA.

Ela disse: “Eu não acho que eu vou para a KFC novamente. Eu já ouvi histórias, mas nunca pensei que iria acontecer comigo”.

Oficialmente, a loja se desculpou com Flora e disse que fez uma reciclagem de seus cozinheiros para garantir que deslizes não ocorram novamente.

157Um porta-voz da empresa comentou ao Bornemouth Eco: “Porque todos os nossos frangos são preparados à mão, infelizmente, em raras ocasiões, o erro humano pode significar que um “miúdo” não seja removido no processo de preparação e parece que é isso o que ocorreu neste caso”.

De acordo com o jornal britânico Metro, esta não é a primeira vez que algo assim ocorre na empresa. No início de 2013, outras duas clientes mostraram insatisfeitas quando encontraram órgãos como o cérebro em suas refeições.

R7 via Jornal Ciência

Enxaquecas podem causar danos permanentes ao cérebro

migraineUm novo estudo da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, mostra que a enxaqueca, mal que atinge entre 10% e 15% da população, aumenta o risco de lesões cerebrais, de anormalidades na massa branca e alterações no volume cerebral. A associação foi ainda mais forte em pessoas com enxaqueca com aura — ou quando havia um sinal antes do início da enxaqueca.

– Tradicionalmente a enxaqueca tem sido considerada um distúrbio benigno sem consequências a longo prazo para o cérebro. Nossa revisão e meta-análise sugere que o problema pode alterar a estrutura cerebral de forma permanente – explica o autor do estudo, Messoud Ashina.

Ashina revisou 19 estudos para ver se pessoas com enxaqueca tinham aumento no risco de lesões cerebrais, anormalidades silenciosas ou alteração do volume cerebral através de exames de ressonância magnética por imagem (MRI).

Os resultados mostraram que a enxaqueca com aura aumenta o risco de lesões em 68% e, sem aura, em 34%, comparando com pessoas que não sofrem de enxaqueca.

O risco de anormalidades aumentou 44% com aura em comparação aos sem aura. E as mudanças de volume também foram mais comuns em pessoas com enxaqueca e enxaqueca com aura em relação aos demais.

O Globo

Estudo mostra que cocaína muda estrutura do cérebro em duas horas

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Uma pesquisa feita por cientistas nos Estados Unidos revelou que a cocaína pode mudar a estrutura do cérebro poucas horas após o consumo.

Os estudiosos da Universidade da Califórnia fizeram experimentos com camundongos, que receberam injeções com cocaína.

Eles constataram que, apenas duas horas após receber a primeira dose, as cobaias já haviam desenvolvido no cérebro novas estruturas que são ligadas à memória, ao uso de drogas e a mudanças de comportamento.

Os camundongos que tiveram as maiores alterações no cérebro revelaram ter uma dependência mais elevada de cocaína, mostrando que, segundo especialistas, o cérebro deles estava ‘aprendendo o vício’.

A pesquisa foi divulgada na publicação científica ‘Nature Neuroscience’.

Caçador de cocaína

Os cientistas investigaram nas cobaias o surgimento de pequenas estruturas nas células do cérebro chamadas espinhas dendríticas, que têm relação profunda com a formação das memórias.

Um microscópio a laser foi usado para olhar dentro do cérebro dos camundongos, ainda vivos, para procurar por espinhas dendríticas após eles receberem doses de cocaína. A mesma análise foi feita em camundongos que, em vez de injeções com cocaína, receberam injeções com água.

O grupo que recebeu cocaína apresentou uma maior formação de espinhas dendríticas, o que indica que mais memórias, relacionadas ao uso da droga, foram formadas.

A pesquisadora Linda Wilbrecht, professora assistente de psicologia e neurociência da Universidade da Califórnia na cidade de Berkeley, disse: ‘Nossas imagens fornecem sinais claros de que a cocaína induz ganhos rápidos de novas espinhas, e quanto mais espinhas os camundongos ganham, mais eles mostram que ‘aprenderam’ (o vício) sobre a droga’.

‘Isso nos mostra um possível mecanismo ligando o consumo de drogas à busca por mais drogas.’

‘Essas mudanças provocadas pela droga no cérebro podem explicar como sinais relacionados à droga dominam o processo de tomada de decisões em um usuário humano’.

O pesquisador Gerome Breen, do Insituto de Psiquiatria do King’s College de Londres, ressaltou que ‘o desenvolvimento da espinhas dendríticas é particularmente importante no aprendizado e na memória’.

‘Este estudo nos dá um entendimento sólido de como o vício ocorre – ele mosta como a dependência é aprendida pelo cérebro.’

BBC Brasil

Pesquisa mostra que cérebro é capaz de aprender durante sono

Atenção concurseiros e candidatos ao vestibular, vamos otimizar o tempo. Estudo do instituto israelense Weizmann conclui que o cérebro humano tem capacidade de captar informações novas durante o sono

O cérebro humano tem a capacidade de captar informações novas durante o sono, concluiu uma pesquisa publicada na segunda-feira por pesquisadores do instituto israelense Weizmann.

A pesquisa, realizada ao longo de três anos pela neurobióloga Anat Arzi, examinou a correlação entre olfato e audição e a memória armazenada no cérebro.

“Esta é a primeira vez que uma pesquisa científica consegue demonstrar que o cérebro é capaz de aprender durante o sono”, disse Arzi à BBC Brasil.

Segundo a cientista, estudos prévios já demonstraram a capacidade de bebês aprenderem enquanto dormem, mas a pesquisa recém-divulgada descobriu que o mesmo vale para adultos.

‘Aprendizagem associativa’

O experimento, realizado por Arzi em colaboração com o professor Noam Sobel, diretor do Laboratório do Olfato do instituto, examinou as reações de 55 pessoas que foram expostas a sequências de sons e cheiros enquanto dormiam.

As sequências, que incluiam um intervalo de 2,5 segundos entre o som e o cheiro, expunham os participantes a odores agradáveis (de perfume ou xampu) ou desagradáveis (de peixes podres ou outros animais em decomposição), de forma sistemática e sempre antecedidos por sons que se repetiam.

“A vantagem de se utilizar o olfato é que os cheiros geralmente não interrompem o sono, a não ser que sejam muito irritantes para as vias respiratórias”, explicou a cientista.

Durante o experimento os cientistas observaram sinais de que os participantes adormecidos passaram por uma “aprendizagem associativa”.

“Com o tempo, criou-se um condicionamento. Bastava que (os participantes) ouvissem determinado som para que a respiração deles se alterasse e se tornasse mais longa e profunda – em casos de associação com odores agradáveis -, ou mais curta e superficial – em casos de sons ligados a cheiros desagradáveis”, afirmou Arzi.

A cientista também relatou que as mesmas reações ocorriam na manhã seguinte, quando os participantes acordavam. Se fossem expostos a um som associado com um odor agradável, respiravam longa e profundamente.

Informações gravadas

“O fato de que as informações ficaram gravadas no cérebro e causaram reações fisiológicas idênticas, mesmo quando os participantes estavam despertos, demonstra que eles passaram por uma aprendizagem associativa enquanto dormiam”, disse.

Pessoas com lesões no hipocampo – região do cérebro relacionada à criação da memória – não registraram as informações, disse a neurobióloga.

Para Arzi, a descoberta pode ser “um primeiro passo no estudo da capacidade do cérebro humano de obter uma aprendizagem mais complexa durante o sono”.

No entanto, segundo a cientista, são necessárias mais pesquisas para examinar as diferenças entre o funcionamento dos mecanismos cerebrais de pessoas adormecidas e despertas

 

 

Estresse e depressão podem diminuir o cérebro

Depressão e estresse crônico podem causar a perda de volume do cérebro, uma condição que contribui para insuficiências emocionais e cognitivas. Pesquisadores de Yale, em artigo publicado no jornal Nature Medicine, descobriram um dos motivos para isso ocorrer. Trata-se de uma espécie de interruptor genético que desencadeia a diminuição de conexões entre os neurônios.

As descobertas mostram que o interruptor reprime a expressão de genes necessários para a formação de conexões sinápticas entre células do cérebro, que por sua vez contribui para a perda de massa cerebral no córtex pré-frontal.

— Nós quisemos testar a tese de que o estresse causa a perta de sinapses cerebrais em humanos — disse o professor de neurobiologia e farmacologia Ronald Duman. — Mostramos então que circuitos normalmente envolvidos com a emoção, assim como a cognição, são interrompidos quando esta espécie de interruptor é ativado.

A equipe de pesquisadores analisou tecidos de pacientes deprimidos e não deprimidos doados de um banco de cérebros e procuraram diferentes padrões de genes. Os de deprimidos exibiram baixas taças de expressão nos genes necessários para o funcionamento e estruturas das sinapses. Autor principal do estudo, H.J. Kang descobriu que ao menos cinco destes poderiam ser regulados por um simples fator chamado GATA1. Quando ativado, os roedores que serviam de cobaias mostraram sintormas de depressão, sugerindo que tal fator tem um papel importante não apenas na perda de conexões entre neurônios, mas também nos sintomas da doença.

Duman acredita que as variações genéticas do GATA1 podem ajudar a identificar pessoas com risco alto de entrar em depressão ou muita sensibilidade para o estresse.

— Esperamos que estabelendo as conexões sinápticas consigamos desenvolver terapias mais eficientes.

Fonte: O globo

Trabalhar enquanto ouve música e usa Twitter é furada – o cérebro multitarefas é um mito

Você costuma trabalhar, ouvir música, conversar com amigos pela internet, postar coisas no Twitter e stalkear acompanhar as novidades no Facebook, tudo ao mesmo tempo?  Se a resposta for sim, a ciência tem uma notícia ruim para você. A ideia de que somos plenamente capazes de fazer várias coisas ao tempo, hoje mais difundida do que nunca graças à dependência às redes sociais que nós, pessoas de bem, desenvolvemos, é MI-TO.

“Uma década de pesquisas mostra que o dom das multitarefas – a capacidade de fazer várias coisas simultaneamente, com eficiência e bem-feitas – é um mito. O cérebro não foi projetado para atentar para duas ou três coisas simultâneas. Ele é configurado para reagir a uma coisa de cada vez”, dizem os pesquisadores Stephen Macknik e Sandra Blakeslee no livro “Truques da Mente – O que a mágica revela sobre o nosso cérebro”.

Você pode argumentar que seu caso é diferente porque você faz isso há anos e dá certo. Não é que seu cérebro seja incapaz de executar várias coisas ao mesmo tempo, mas ele não consegue fazer com eficiência.

Tanto é que no Brasil, por exemplo, dirigir falando ao celular sem o uso de viva-voz é considerado infração de gravidade média e está sujeito a multa pelo Código Nacional de Trânsito. Segundo pesquisas, quem fala ao telefone enquanto dirige, mesmo que usando acessórios que liberam as mãos, está tão incapacitado quanto uma pessoa bêbada.

Isso porque, quando presta atenção à conversa telefônica, o cérebro meio que “diminui o volume” das áreas visuais. O mesmo ocorre quando estamos checando o e-mail ou jogando videogame, alguém começa a falar e você, sem ouvir uma palavra, só fica lá concordando com tudo.

O livro cita Clifford Nass, professor de Comunicação da Universidade Stanford, que diz que os adeptos crônicos da multitarefa “são tarados pela irrelevância”, porque “tudo os distrai”. Sem muito autocontrole, eles são incapazes de ignorar estímulos, mas, por outro lado, também não conseguem se lembrar delas tão bem quanto os mais focados.

Por que isso acontece? Outro colega de Macknik e Blakeslee, chamado Russ Poldrack, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, mostrou que quando estamos distraídos usamos o “corpo estriado”, uma região do cérebro envolvida na aprendizagem de novas habilidades. Quando estamos concentrados, outra região é que entra em jogo: o hipocampo, relacionado à armazenagem e recuperação das informações. Por isso é que muitas vezes, depois de ler mil coisas ao mesmo tempo na internet, acabamos fazendo a triste constatação de que, embora tudo parecesse novo e interessante, não guardamos quase nada na memória.

“Quando nos esforçamos a exercer uma multiplicidade de tarefas, talvez estejamos contribuindo para que percamos eficiência a longo prazo, ainda que às vezes pareçamos estar sendo mais eficientes”, disse Poldrack.

Fica a lição do livro para nós: “Quando uma lista de tarefas tem páginas de comprimento, você pode sentir a tentação de fazer duas ou mais coisas de cada vez (…). O provável é que não execute nenhuma das duas tarefas. Para ter um desempenho melhor, faça uma coisa de cada vez.”

 

Imagens: Getty Images / Fonte: Superinteressante

Cirurgia de Iberê para retirada de tumor no cérebro deve ser iniciada nas próximas horas

O ex-governador Iberê Ferreira de Souza já está se preparando para ser submetido a uma radiocirurgia na tarde desta quarta-feira (2).

Ele já está no hospital Sírio Libanês para pelo procedimento para a retirada do novo tumor de cerca de um centímetro que foi encontrado no cérebro no último dia 27 de abril.

De acordo com as últimas informações divulgadas na internet, o procedimento está marcado para ser iniciado às 16h.

Desde 2010, Iberê Ferreira de Souza enfrenta o câncer e já passou por diversos tratamentos. Esse é o terceiro tumor encontrado no ex-governador, os outros dois foram no pulmão e no cérebro. Inclusive, esse segundo do cérebro é bem menor que o anterior.

Saúde e sucesso no procedimento para Iberê.

 

Aprender segunda língua pode aumentar poder do cérebro

Aprender uma segunda língua pode aumentar o poder do cérebro, segundo pesquisadores americanos. Os cientistas da Northwestern University dizem que o bilinguismo é uma forma de treinamento do cérebro – uma “ginástica” mental que apura a mente.

Falar duas línguas afeta profundamente o cérebro e muda a forma como o sistema nervoso reage ao som, segundo revelaram testes de laboratório. Especialistas dizem que o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences fornece evidências “biológicas” para isso.

A equipe de pesquisadores monitorou as respostas do cérebro de 48 estudantes voluntários saudáveis – 23 dos quais bilíngues – a sons diferentes. Foram usados eletrodos no couro cabeludo para traçar o padrão das ondas cerebrais.

Sob condições laboratoriais silenciosas, os dois grupos – o bilíngue e o de alunos que somente falavam inglês – responderam da mesma forma. Mas em um contexto de conversa barulhenta, o grupo bilíngue foi muito superior em processar os sons. Eles eram mais capazes de sintonizar informações importantes – a voz do orador – e bloquear outros ruídos que distraem – as conversas de fundo.

‘Poderoso’ benefício

As diferenças de resposta dos dois grupos foram visíveis no cérebro. As reações do tronco cerebral dos que falam duas línguas foram intensificadas.

De acordo com a professora Nina Kraus, que coordenou a pesquisa, “a experiência do bilíngue é aprimorada, com resultados sólidos em um sistema auditivo que é altamente eficiente, flexível e focado no seu processamento automático de som, especialmente em condições complexas de escuta”.

A pesquisadora e co-autora do estudo Viorica Marian disse: “As pessoas fazem palavras cruzadas e outras atividades para manter suas mentes afiadas. Mas as vantagens que temos descoberto em falantes de mais de uma língua vêm simples e automaticamente de conhecerem e usarem dois idiomas”.

“Parece que os benefícios do bilingüismo são particularmente poderosos e amplos, e incluem a atenção, seleção e codificação de som”, completou

Músicos parecem ganhar um benefício semelhante quando ensaiando, dizem os pesquisadores. Pesquisas anteriores também sugerem que ser bilíngue pode ajudar a afastar a demência.

Fonte: BBC Brasil

STF decidiu: aborto de feto sem cérebro não é crime

Após dois dias de debate, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, por 8 votos a favor e 2 contrários, que a interrupção de gravidez no caso de fetos com anencefalia comprovada não é crime.

Os votos contrários foram proferidos pelos ministros Ricardo Lewandowski e Cezar Peluso. O ministro Dias Toffoli não votou por ter se considerado impedido, já que se manifestou sobre a ação enquanto advogado-geral da União.

Último a votar, o ministro Cezar Peluso defendeu que o feto anencéfalo tem vida intra e extra-uterina, mesmo que dure apenas alguns segundos ou dias. “Não é possível pensar em morte do que nunca foi vivo”, disse.

Para Peluso, este foi o julgamento mais importante da história do tribunal. Isso porque “tentou definir o alcance constitucional do conceito de vida e de sua tutela normativa”.

Ainda no primeiro dia de julgamento, o ministro Ricardo Lewandowski foi o primeiro a votar contrário a ação. Para ele, só o Congresso Nacional poderia mudar a lei e permitir o aborto nestes casos. Lewandowski foi o último ministro a se manifestar ontem.

A FAVOR

O primeiro ministro a se manifestar sobre o aborto de fetos anencéfalos, ontem, foi o relator da ação Marco Aurélio Mello. Em um voto que durou mais de duas horas, ele afirmou que “obrigar a mulher a manter a gestação [de feto anencéfalo] assemelha-se, sim, à tortura e a um sacrifício que não pode ser pedido a qualquer pessoa ou dela exigido”.

A ministra Rosa Weber e o ministro Joaquim Barbosa falaram em seguida e seguiram o voto do relator. Em seguida, votou o ministro Luiz Fux, que afirmou que não entraria na discussão sobre a valoração das vidas. “Não me sinto confortável de fazer a ponderação de que vida é mais importante, se a da mulher ou a do feto.”

Já a ministra Cármen Lúcia afirmou que qualquer que seja a decisão da mulher sempre será uma “opção de dor”, e também votou a favor da antecipação terapêutica do parto no caso de fetos comprovadamente anencéfalos.

O ministro Celso de Mello foi o oitavo ministro a votar favoravelmente à antecipação do parto no caso de fetos anencéfalos. Mello iniciou seu voto reforçando a separação entre Estado e Igreja. “O único critério a ser utilizado na solução da controvérsia agora em questão é o que se fundamenta no texto da Constituição, nos tratados internacionais e nas leis da República”, disse.

O ministro Gilmar Mendes foi o sétimo voto favorável. “O aborto de anencéfalos tem o objetivo de zelar pela saúde psíquica da gestante”, afirmou. “Não é razoável, não pode ser tolerável, não pode ser tolerável que se imponha à mulher esse tamanho ônus à falta de um modelo institucional adequado”.

O ministro Ayres Britto resumiu o debate dizendo que “se todo aborto é interrupção de gravidez, nem toda interrupção de gravidez é um aborto para fins penais”. O caso em questão, disse, é atípico e, assim, não deve ser entendido como o aborto proibido em lei. Mas como um aborto em linguagem corrente.

Fonte: Folha.com

STF decide nesta quarta se aborto de feto sem cérebro será crime ou não

Ao final de quase oito anos de discussão, o Supremo Tribunal Federal (STF) definirá se grávidas de fetos sem cérebro podem abortar sem que a prática configure um crime.

A tendência é que a interrupção da gravidez seja autorizada nesses casos. Durante o julgamento, que começa nesta quarta-feira e pode se estender até quinta, ministros ressaltarão que uma decisão favorável não é um primeiro passo para a descriminalização total do aborto ou a abertura para a interrupção da gestação em outros casos de deficiência do feto.

Quatro ministros já se pronunciaram favoravelmente à possibilidade de interrupção da gestação – Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Carlos Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Cezar Peluso, hoje presidente do tribunal, indicou que pode ser contrário.

Os votos de outros ministros são uma incógnita. Cármen Lúcia, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski não integravam a Corte quando o assunto foi discutido. Gilmar Mendes, apesar de ter participado do julgamento, não indicou como votará.

Os ministros que se manifestaram em favor da liberação da interrupção da gravidez nesses casos argumentam que, por não haver chances de vida, a prática não poderia ser criminalizada. Não se poderia sequer se falar em aborto, pois não haveria uma vida a ser protegida. “O crime deixa de existir se o deliberado desfazimento da gestação já não é impeditivo da transformação de algo em alguém (…) Se a criminalização do aborto se dá como política legislativa de proteção à vida de um ser humano em potencial, faltando essa potencialidade vital, aquela vedação penal já não tem como permanecer”, disse Britto em 2004.

Contrariamente a essa tese, ministros devem argumentar que o Código Penal só prevê duas exceções ao crime de aborto: quando a gravidez resulta de estupro ou a interrupção da gestação visa a salvar a vida da mulher. Se o Código não prevê expressamente o aborto em caso de anencefalia, argumentou reservadamente um ministro, não caberia ao STF essa decisão.

Há projeto de lei tramitando no Congresso sobre o assunto. Recentemente, a comissão de juristas convocada para reformar o Código Penal propôs a mudança no texto para permitir o aborto em caso de anencefalia.

A discussão no STF se arrasta desde fevereiro de 2004, quando um primeiro habeas corpus chegou com o pedido de uma grávida de anencéfalo que tentou, sem sucesso, uma decisão judicial que lhe garantisse o direito de interromper a gravidez.

O julgamento desse processo foi iniciado, mas ao longo dele o tribunal recebeu a informação de que a mulher havia dado à luz e a criança viveu 7 minutos. Em razão disso, o julgamento foi encerrado sem uma definição.

Meses depois, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS) ajuizou no STF a ação que deve ser julgada hoje. Em julho de 2004, quando o tribunal entrava em recesso, o ministro Marco Aurélio concedeu liminar autorizando a interrupção de gravidez em caso de anencefalia em todo o País, cassada em outubro daquele ano. Em 2008, o STF discutiu o assunto em audiência pública com médicos, cientistas e representantes de entidades religiosas.

Fonte: Estadão

O Facebook pode destruir o seu cérebro!

Das 845 milhões de pessoas cadastradas no Facebook, 483 milhões utilizam a rede social todos os dias. No ano passado, a empresa de pesquisas Nielsen revelou que o tempo médio gasto noFacebook é de pelo menos quatro horas mensais, e que alguns de nossos hábitos têm sido alterados pela maneira como nos portamos na rede – isso inclui dormir pouco, beber, fumar, entre outros exemplos.

Estes são alguns exemplos de como o Facebook tem alterado consideravelmente a nossa vida – e, consequentemente, a nossa saúde. Para mostrar o papel que a rede social adquiriu na vida dos usuários, o Digital Trends listou cinco motivos pelos quais o site de Mark Zuckerberg pode prejudicar o nosso comportamento diário e até psicológico. Acompanhe.

1. Transtornos alimentares
Um estudo recente do Centro de Transtornos Alimentares em Sheppard Pratt feito com 600 usuários do Facebook, com idades entre 16 e 40 anos, constatou que mais da metade dos entrevistados afirmou que fotos deles mesmos e de outras pessoas na rede social os fazem julgar mais o próprio corpo. E olha que não foi uma exclusividade apenas das mulheres: 40% dos homens se mostraram insatisfeitos em relação à própria aparência em imagens do Facebook. Além disso, 32% relataram que se sentem “tristes” quando comparam fotos de si mesmos com fotos de outros usuários, e 44% disseram que gostariam de ter o mesmo peso dos amigos quando visualizam suas fotografias no site.

2. Baixa auto-estima e depressão
Um número crescente de pesquisas (123) descobriu que as mensagens dos amigos postadas no Facebook nos fazem sentir mais tristes com relação às nossas próprias vidas. Isto se dá pelo fato de que nós, naturalmente, comparamos o nosso cotidiano com o das outras pessoas. Essa situação se agrava porque, geralmente, as pessoas preferem postar coisas boas sobre suas vidas ao invés de coisas ruins, o que distorce a nossa percepção de como é a realidade. Com isso, os especialistas sugerem limitar o número de amigos no Facebook para evitar possíveis crises.

3. Distúrbios psicológicos
Além de nos deixar mais deprimidos, o Facebook pode implantar sentimentos de loucura, principalmente nos mais jovens. O Dr. Larry D. Rosen, professor de psicologia na Universidade Dominguez Hills, do Estado da Califórnia, divulgou um relatório no ano passado e concluiu que os adolescentes e adultos que passam muito tempo no Facebook possuem um risco maior de desenvolver uma série de distúrbios psicológicos, incluindo vício, paranoia, tendências agressivas e comportamento antissocial. Além disso, a rede social pode elevar os níveis de narcisismo dos adolescentes, o que seria prejudicial na construção de caráter dos indivíduos quando mais velhos.

4. Estresse
A Dra. Kathy Charles, da Universidade Edinburgh Napier realizou um estudo no ano passado que constatou que a maioria das 200 pessoas entrevistadas já havia sentido algum tipo de estresse em relação ao Facebook, e que 12% disseram se sentir ansiosos toda vez em que usavam o site. Charles também descobriu que muitos ficam perturbados com a ideia de perder alguma coisa (supostamente) boa postada na rede social, um fenômeno que agora é conhecido como o “medo de perder”, ou FOMO na sigla em inglês.

5. Vício
Assim como o sexo, o vício em internet é tachado como um mal do novo século. Pesquisadores da Universidade de Chicago analisaram recentemente mais de 8 mil relatos dos desejos diários de 250 pessoas. No final do estudo, os cientistas concluíram que parar de usar o Facebook (e o Twitter também) foi pior do que desistir do cigarro ou álcool. Neste caso, o vício tem o mesmo efeito do estresse e está diretamente relacionado à FOMO.

Fonte: Olhar Digital

Choque na cabeça ajuda no desenvolvimento de habilidades mentais

Já pensou se houvesse um jeito de melhorar suas habilidades matemáticas, por exemplo, de uma forma simples e rápida? Pois pesquisadores descobriram que isso é possível com a estimulação elétrica do cérebro. Calma, não estamos falando da eletroconvulsoterapia, usada no tratamento psiquiátrico.

A técnica é conhecida como ETCC, ou estimulação transcraniana por corrente contínua. Ela consiste em aplicar fracas correntes eléctricas na cabeça das pessoas, através de eletrodos, por alguns minutos. As correntes passam através do crânio e alteram a atividade neural espontânea. Alguns tipos de estimulação podem excitar os neurônios, enquanto outros podem suprimir sua atividade.

Isso é indolor: as pessoas geralmente sentem apenas um leve formigamento por menos de 30 segundos. Mas os efeitos, segundo os pesquisadores, podem durar até 12 meses. Roi Cohen Kadosh, da Universidade de Oxford, explica que isso “provavelmente ocorre devido a alterações moleculares e celulares” relacionados à aprendizagem e memória.

Desafios quase impossíveis

Pesquisadores da Universidade de Sidney, na Austrália, descobriram que a ETCC pode aumentar a habilidade das pessoas em resolver problemas complexos que exijam aquela coisa de “pensar fora da caixa”.

Para o experimento, foi usado o desafio abaixo. Você consegue unir todos os nove pontos usando apenas quatro traços retos sem tirar a lápis da página?

Parece simples, mas, segundo o professor Allan Snyder, líder do estudo, pesquisas feitas ao longo do último século mostraram que quase ninguém consegue resolver isso. A estimativa muda radicalmente quando as pessoas recebem estímulos elétricos não invasivos. Bastaram 10 minutos disso para que mais de 40% dessas pessoas conseguissem resolver o desafio.

Nesse caso, o que garantiu o sucesso cerebral foi o fato de que a ETCC inibiu o lobo temporal anterior esquerdo do cérebro, enquanto o lobo temporal anterior direito foi ativado. Isso, segundo Snyder e seus colegas, permitiu a melhora da percepção e memória dos voluntários.

Estimulando as habilidades numéricas

O já citado Cohen Kadosh, da Universidade de Oxford, também descobriu que a ETCC, quando aplicada ao córtex parietal posterior, pode melhorar a habilidade das pessoas com os números – e os efeitos duraram até 6 meses.

Kadosh também fez o teste em pessoas com discalculia (o equivalente à dislexia para os números). A ETCC também funcionou para eles, mas somente quando aplicada em regiões diferentes do cérebro em relação a quem não tinha o problema. Para ele, “isso sugere que pessoas com discalculia recrutam diferentes áreas do cérebro para o processamento numérico, provavelmente devido à reorganização cerebral”.

As descobertas abrem boas perspectivas e já estão sendo feitos estudos para a aplicação desse método na melhora da aprendizagem matemática em crianças que tenham dificuldades. Vamos acompanhar.

Para quem ficou curioso, a resposta do desafio “impossível”é essa…

* Com informações da Super

Ansiedade pode ser causada por cérebro “insensível”

Os ansiosos frequentemente são classificados como hipersensíveis: eles seriam pessoas mais facilmente afetadas pelos acontecimentos e que se sentem ameaçadas com mais facilidade que as outras. Mas um estudo da Universidade de Tel Aviv sugere que o problema deles pode ser justamente o contrário: talvez eles não sejam sensíveis o suficiente.

O estudo visava entender como o cérebro processa o medo e a ameaça em indivíduos ansiosos e não ansiosos e foi publicado na revista científica Biological Psychology. Para isso, os pesquisadores Tahl Frenkel e Yair Bar-Haim mediram a atividade elétrica cerebral de 240 voluntários enquanto viam imagens que lhes provocavam medo e ansiedade. Um dos testes envolveu um conjunto de imagens que mostravam uma pessoa parecendo progressivamente mais temerosa, em uma escala de 1 a 100. Quando os participantes ficavam ansiosos, a atividade em seus neurônios aumentava e, consequentemente, a elétrica também.

O resultado surpreendeu: a resposta cerebral dos não-ansiosos foi bem mais intensa aos estímulos do que a dos ansiosos. Em outras palavras, os ansiosos, que teoricamente deveriam apresentar maior sensibilidade na percepção de ameaças, demonstraram ser fisiologicamente menos sensíveis a mudanças sutis em seu ambiente.

Para os autores do estudo, os não-ansiosos parecem ter um “sistema de alerta precoce” no subconsciente, o que lhes permite perceber com antecedência tais sinais e se preparar antes que possam reconhecer conscientemente a ameaça. Por outro lado, pessoas ansiosas podem ter um déficit nesse tipo de sensibilidade, o que faz com que tenham uma reação menor a estímulos ameaçadores sutis. Quando a ameaça fica mais clara, eles acabam sendo surpreendidos e muitas vezes reagem mais fortemente por causa disso. Assim, o que se parece com hipersensibilidade em seu comportamento é na verdade a tentativa da pessoa ansiosa de compensar um déficit na sensibilidade de sua percepção.

Revista Superinteressante