Em Natal, paciente faz cálculos matemáticos durante cirurgia no cérebro

Médicos conseguiram remover 100% do tumor utilizando o método ‘awake craniotomy’. Foto: Divulgação

Na semana passada, enquanto o mundo falava sobre a paciente inglesa que foi submetida a uma cirurgia no cérebro, no qual os médicos optaram por mantê-la acordada e ainda pediram para que ela tocasse um violino durante a intervenção, em Natal-RN também aconteceu algo parecido. A diferença foi que, ao invés de tocar algum instrumento musical, a paciente potiguar fez cálculos matemáticos durante o procedimento.

Uma equipe de neurocirurgiões potiguares fez uma cirurgia parecida para retirada de um tumor no cérebro de uma mulher formada em matemática. Durante a cirurgia, a paciente de 37 anos de idade se manteve acordada, fazendo cálculos complexos de maneira que a equipe pudesse avaliar sua fala e seu raciocínio, minimizando o risco de déficits.

Localizado no lobo frontal esquerdo, o tumor estava próximo de áreas cerebrais da linguagem e da cognição. Essa região é crucial para quem utiliza a fala e o raciocínio lógico e, em alguns pontos, o tumor estava tão perto que qualquer erro poderia comprometer o funcionamento.

Os médicos conseguiram remover 100% do tumor sem afetar nenhuma área do cérebro. Recuperada da cirurgia, ela já recebeu alta e está em casa com sua família. Antes do procedimento, a equipe de especialistas mapeou todo o cérebro da paciente para descobrir quais eram as áreas ativadas quando ela falava e fazia cálculos.

“A ‘awake craniotomy’ é um recurso cirúrgico utilizado em pacientes que possuem lesões cerebrais, como os tumores e displasias, próximas a área da linguagem. Com esse método, conseguimos minimizar possíveis déficits, pois o paciente interage conosco durante o procedimento”, explica Dr. Thiago Rocha.

Estavam na equipe, os neurocirurgiões Dr. Thiago Rocha, Marcos Moscatelli e Erton César, além do anestesista Wallace Andrino e o neurofisiologista Luiz Paulo.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Calebe disse:

    Graças a DEUS uma equipe de excelentes Médicos, parabéns!!! Precisamos de mais notícias dessa qualidade. Temos Ciência e Ótimos Profissionais.

  2. Lampejão disse:

    Parabéns aos Doutores,e saúde a paciente!!

FOTO: Mulher toca violino durante cirurgia em seu cérebro

Foto: Getty Images / Minha Vida

Cirurgias, normalmente, são realizadas com o paciente sedado e ele dificilmente consegue sentir ou ter consciência do que está acontecendo durante o procedimento. É exatamente por isso que uma operação realizada em uma mulher inglesa está dando o que falar no mundo.

A instrumentista Dagmar Turner, de 53 anos, precisou passar por uma cirurgia no King’s College Hospital, em Londres, para a remoção de um tumor no cérebro. Os médicos, no entanto, optaram por mantê-la acordada e ainda pediram para que ela tocasse um violino durante a operação.

Localizado no lobo frontal direito, o tumor de Turner estava próximo de áreas cerebrais que são responsáveis por coordenar os movimentos de sua mão esquerda. Essa região é crucial para quem toca violino e, em alguns pontos, o tumor estava tão perto que qualquer erro poderia ser catastrófico.

Por isso, antes do procedimento, um time de especialistas passou duas horas mapeando todo o cérebro de Turner para descobrir quais eram as áreas ativadas quando ela tocava o violino.

Após as análises, os médicos conseguiram remover mais de 90% do tumor sem comprometer as habilidades motoras de Turner. Recuperada da cirurgia, ela pode voltar para casa com sua família apenas três dias depois do procedimento.

“Nós fazemos cerca de 400 ressecções (remoção de tumores) todos os anos, que frequentemente envolvem pacientes ativos para fazermos testes de linguagem. Mas esta é a primeira vez que vejo uma paciente tocar um instrumento durante a cirurgia”, disse o neurocirurgião Keyoumars Ashkan, que atendeu Turner.

Apesar de inusitada, a decisão foi tomada como forma de garantir que a musicista não perdesse as habilidades motoras e cognitivas responsáveis por seu talento musical. E o resultado não poderia ser mais surpreendente.

Terra, com Minha Vida

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. lula presidente disse:

    Quer dizer q não precisa de cérebro pra tocar violino? Pensei q essa dispensa era só pra sanfoneiro exclusivamente. Kkkkkkk

    • Juninho Play disse:

      "só" e "exclusivamente" na mesma oração. Tinha que ser um filho de lula mesmo. kkkkk

    • Chico da Burra disse:

      Quem está precisando de um cérebro é você amigo!!!

    • Seca Mané disse:

      Pra tocar violino eu não sei mas pra entender o que lê e fazer comentários é preciso ter cérebro sim.

Estudo mapeia alterações no cérebro de pessoas que pensam em se suicidar e sugere que ao menos duas estruturas funcionam de forma diferente

Ao menos duas estruturas cerebrais funcionam de forma diferente em pessoas que pensam em (ou já tentaram) cometer suicídio. A descoberta foi publicada no periódico científico Molecular Psychiatry por pesquisadoras das universidades de Cambridge, no Reino Unido, e Yale, nos Estados Unidos.

O estudo se baseou na revisão de 131 artigos científicos que envolveram mais de 12 mil pessoas. Em todos os estudos, exames de imagem do sistema nervoso humano estavam em foco. “Esperamos que isso nos forneça mais informações sobre o que pode estar acontecendo em termos de mecanismos cerebrais”, apontou Anne-Laura van Harmelen, uma das autoras, segundo a New Scientist.

Combinando os resultados de todas as análises anteriores, a equipe notou evidências de alterações estruturais, funcionais e moleculares no cérebro das pessoas que haviam tentado cometer suicídio ou pensavam sobre isso. Dessa forma, os cientistas notaram que as conexões entre duas redes neurais do cérebro atuavam de forma diferente nesses voluntários, o que sugere uma correlação com o comportamento suicida.

Segundo eles, a primeira parte do cérebro que atua de forma diferente nas pessoas que pensam ou já tentaram cometer suicídio é o córtex pré-frontal ventral medial e lateral. Esta é a região do sistema nervoso responsável por se conectar às partes do cérebro envolvidas na emoção – logo, alterações nessa rede podem levar a pensamentos negativos excessivos e na dificuldades em regular emoções.

Já a segunda área que age diferente é conhecida como córtex pré-frontal dorsal e sistema de giro frontal inferior. Como explicam os autores, essa é a parte do cérebro que tem o papel de tomar decisões, encontrar soluções alternativas para problemas e controlar o comportamento.

Isso sugere que alterações na estrutura, função ou bioquímica dessas partes do cérebro podem resultar em mais pensamentos negativos sobre o futuro, além de incapacidade de controlar os pensamentos, o que pode levar a situações em que o indivíduo está em maior risco de suicídio.

Vale lembrar que essas alterações no cérebro não são marcadores definitivos, isto é, não definem quem tentará cometer suicídio. Na verdade, essas diferenças podem resultar em angústia e problemas de saúde mental nos indivíduos, envolvendo suicídio ou não.

Como explicou Lianne Schmaal, uma das participantes da pesquisa, artigos como o de sua equipe são importantes para ajudar a previnir a morte por suicídio. “É essencial que intervenhamos o mais cedo possível para reduzir o risco de um indivíduo”, disse ela, em comunicado. “Para muitas pessoas, isso será durante a adolescência. Se pudermos descobrir uma maneira de identificar os jovens em maior risco, teremos a chance de intervir e ajudá-los nesse estágio importante de suas vidas.”

Galileu

SE LIGUE NO QUE MUITA GENTE FAZ: Balançar a cabeça para tirar água do ouvido pode causar danos ao cérebro, alertam pesquisadores

Foto: (Bicho_raro/Getty Images)

Em um artigo que foi apresentado no último sábado (23) na reunião anual da Divisão de Dinâmica de Fluidos da Sociedade Americana de Física, em Seattle, pesquisadores da Universidade Cornell e do Instituto Politécnico da Virgínia explicam que chacoalhar a cabeça freneticamente para tentar tirar água do ouvido – algo comum após sair da piscina – pode causar danos no cérebro. As crianças, em particular, são mais suscetíveis ao problema.

O motivo é o mesmo pelo qual os pequenos sofrem tanto com infecções no ouvido: seus canais auditivos, mais estreitos, retêm com maior facilidade tanto micróbios quanto a água. Por isso, é mais difícil extrair o líquido de lá — a água só sai se a cabeça for balançada com bem mais violência que a dos adultos.

“Nossa pesquisa foca principalmente na aceleração requerida para pôr a água para fora do canal auditivo”, disse em comunicado o líder do estudo, Anuj Baskota, de Cornell. “A aceleração crítica que obtivemos experimentalmente em tubos de vidro e canais auditivos de mentira impressos em 3D girou em torno de 10 vezes a aceleração da gravidade para orelhas do tamanho das de uma criança, o suficiente para fazer mal ao cérebro”, afirmou o pesquisador.

Para medir a intensidade da força necessária para expulsar a água entalada, os cientistas produziram tubos de vidro com diâmetros variados, que eram réplicas de canais auditivos de pessoas reais. Também foram feitas orelhas falsas para espetar nos tubos. Elas foram impressas em 3D com base em tomografias computadorizadas de orelhas reais, para que a simulação fosse o mais realista possível.

Então foi só medir a aceleração que a cabeça precisava atingir para desobstruir tubos de diferentes tamanhos.

A boa notícia é que existem soluções mais simples e eficazes de como destampar um ouvido entupido do que aplicar uma força de 10 g capaz de danificar o cérebro. Às vezes, o simples ato de deitar de lado ou então dar uns puxões no lóbulo da orelha já bastam. Quando essas soluções não derem conta, o jeito é usar líquido contra líquido.

“A partir dos nossos experimentos e modelos teóricos, nós descobrimos que a tensão superficial do fluido é um dos fatores cruciais que fazem com que a água fique presa nos canais auditivos”, disse Baskota. Algumas gotas de álcool ou vinagre, que têm tensões superficiais mais baixas, costumam diminuir a coesão entre as moléculas e permitem que a água flua para fora. É certamente uma saída mais segura do que chacoalhar a cabeça.

Super Interessante

Usar demais o cérebro pode diminuir seu tempo de vida, diz estudo

Foto: (imaginima/Getty Images)

Utilizar o cérebro por muitas horas ao longo dia, seja para trabalhar ou para estudar, pode resultar em cansaço e até crises de estresse. Mas, de acordo com um estudo realizado por cientistas da Faculdade de Medicina de Harvard, Estados Unidos, o uso excessivo do cérebro também pode ser relacionado com a morte precoce – antes dos 80 anos. Pensar menos talvez seja uma das saídas para viver por mais tempo.

Publicada na revisa Nature, a pesquisa indica que quanto maior a atividade das células cerebrais, maiores as chances de essa frequência acabar se tornando prejudicial ao ser humano. Para realizar o estudo, pesquisadores de Harvard analisaram tecido cerebral, que havia sido doado para bancos de cérebros humanos, de indivíduos na faixa etária dos 60 e 70 anos e de pessoas que viveram por mais de 100 anos.

Depois da análise, eles perceberam que os indivíduos que faleceram antes de completar 80 anos apresentavam, no cérebro, níveis mais baixos da proteína REST – responsável por absorver os genes que estão envolvidos na atividade cerebral – do que pessoas que morreram próximas aos 100 anos ou mais velhas. Essa proteína, conhecida como Fator Silenciador Restritivo aos Neurônios, já foi apontada como uma protetora contra a doença de Alzheimer.

Como não é possível medir os níveis de REST em pessoas vivas, os pesquisadores utilizaram lombrigas e camundongos para testar o desempenho dessa proteína em melhorar a expectativa de vida. Nos animais em que eles aumentaram a quantidade de REST, a atividade cerebral se reduziu e esses animais conseguiram viver por mais tempo. Aqueles que não tiveram níveis de proteína mais altos morreram em menor tempo.

Bruce Yanker, professor de genética e neurologia em Harvard e um dos líderes do estudo, comentou que o objetivo do estudo é tentar estabelecer alguma relação entre a atividade cerebral e o envelhecimento. Seu laboratório está acompanhando também uma possível ligação do uso de drogas com os níveis da proteína REST: “Eu acho que a implicação do nosso estudo é que, com o envelhecimento, há alguma atividade neural aberrante ou deletéria. Ela não só torna o cérebro menos eficiente mas também é prejudicial para a fisiologia da pessoa ou do animal; e reduz a vida útil como resultado”, disse, em nota, Yankner.

Os cérebros doados, porém, foram de indivíduos cuja causa da morte é uma mistura de fatores, o que torna impossível concluir se a proteína está, de fato, relacionada com as mortes precoces. Angela Gutchess, professora de psicologia, disse ao ScienceAlert que o novo estudo foi um lembrete de que o envelhecimento cerebral só pode ser entendido a partir da conexão de observações e modelos de laboratórios em grande escala, levando em conta o comportamento humano, a imagem do cérebro e o funcionamento individual de suas células.

Exame

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Anibal disse:

    Está explicada a longevidade de certos elementos da esquerda.

  2. Expedito Junior disse:

    Essa faculdade não é aquela que Jean Wyllis é professor? Pobre Harvard!

  3. Biu Fontes disse:

    E muitos por aí e as loiras vão viver uns 300 anos

  4. Renata disse:

    Esse estudo não fala isso. O título é chamativo e desonesto. Se a proteína reduz a chance de Alzheimer; o Alzheimer se associa a incapacidade de estudar e trabalhar; pessoas q viveram mais apresentavam níveis mais altos da proteína, significa q elas tinham mais proteção contra Alzheimer e, provavelmente, mais capacidade para estudar e trabalhar.
    O q o pesquisador afirma é q a atividade neuronal aberrante é prejudicial. Atividade aberrante e não estudar e trabalhar.

  5. Fran disse:

    Outro estudo constatou que usar de menos favorece o mal de Alzheimer. Muita desinformação

Jogar videogame mantém o cérebro de idosos mais jovem, diz estudo

Jogar videogame é um passatempo popular entre adolescentes, mas os idosos também não devem ficar de fora: um novo estudo mostrou que os jogos podem manter o cérebro mais jovem.

Segundo pesquisadores da Austrália e dos Estados Unidos, gamers de 70 a 80 anos de idade podem realizar multitarefas de modo similar a pessoas até 50 anos mais jovens. Isso porque a experiência proporcionada pelos jogos mantêm o cérebro mais jovem, melhorando funções cognitivas na velhice.

“Nós descobrimos que pessoas em idades superiores que completaram treinos eram capazes de aumentar a habilidade cerebral para alternar entre tarefas em um jogo”, explicou Mark Steyvers, da Universidade da Califórnia, em comunicado.

Os pesquisadores analisaram dados do jogo Ebb and Flow, da plataforma online Lumosity, que trabalha a interpretação de formas e movimentos. Entre 1 milhão de usuários que jogaram o game de 2012 a 2017, foram selecionadas cerca de 1 mil pessoas para a pesquisa.

Os participantes escolhidos foram divididos em duas categorias: de idades de 21 a 80 anos que tinham completado menos de 60 partidas; e de 71 a 80 anos, que tinham jogado pelo menos em 1 mil sessões. Com isso, foi descoberto que os idosos que passavam mais horas com o game tinham um desempenho igual ou maior do que a dos jogadores mais novos que não jogavam muito.

Embora o desempenho fosse inferior quando os mais velhos jogavam com os jovens que praticavam pelo menos 10 partidas, os pesquisadores acreditam que os games possam ajudar a manter a cognição até a velhice. Além disso, o cérebro seria treinável para aumentar o desempenho intelectual.

“Avanços médicos e de estilo de vida estão nos permitindo viver mais”, afirmou Steyvers. ” É importante acrescentar a saúde cerebral nessa equação. Nós mostramos que com manutenção constante, a juventude cognitiva pode ser retida até os nossos ‘anos dourados’.”

Galileu

 

Cientistas apontam a melhor forma de “apagar” uma lembrança do cérebro

NO ROMANCE DE JOEL E CLEMENTINE, MEMÓRIAS APAGADAS SÃO REALIDADE (FOTO: REPRODUÇÃO / UNIVERSAL PICTURES)

É comum tentarmos deixar lembranças ruins para lá. Porém, de acordo com um novo estudo conduzido por neurocientistas do Texas, nos Estados Unidos, para esquecer uma memória, nós deveríamos justamente nos concentrarmos nela.

A pesquisa foi publicada no jornal JNeurosci. Segundo os autores dela, o ato de esquecer uma lembrança aumenta o esforço e envolvimento do cérebro com a ideia. “Um nível moderado de atividade cerebral é fundamental para esse mecanismo de esquecimento”, explica a psicóloga Tracy Wang, da Universidade do Texas, em entrevista ao portal Science Alert.

Em pesquisas anteriores, os cientistas se concentraram em analisar a atividade cerebral no córtex pré-frontal e no hipocampo, que concentra a memória do cérebro. No novo estudo, os pesquisadores decidiram observar uma outra parte do cérebro: o córtex temporal ventral.

25 adultos jovens e saudáveis foram convidados para um experimento. Nele, os participantes foram instruídos a observar rostos e cenas que lhes foram mostrados, e, depois, lembrar ou esquecer deles.

Durante o trabalho, a atividade cerebral de cada participante foi monitorada com máquinas de ressonância magnética funcional. Após observarem a atividade no córtex temporal, os cientistas notaram que o ato de tentar esquecer algo usa mais “poder cerebral” do que o ato de tentar lembrar de uma memória.

“As imagens seguidas por uma instrução de esquecimento provocaram níveis mais altos de processamento no córtex temporal ventral em comparação àquelas seguidas por uma instrução de recordação”, escreveram os autores no artigo.

Galileu

 

Pobreza afeta desenvolvimento do cérebro, diz estudo

Electric Thoughts
Crianças de famílias mais ricas e de pais mais escolarizados têm cérebros maiores e mais habilidades mentais que crianças de famílias pobres, aponta estudo divulgado no site Daily News. Apesar da diferença, políticas sociais e estudos podem acabar com a desigualdade e fazer com o desenvolvimento seja o mesmo.

As principais diferenças foram encontradas nas regiões do cérebro responsáveis pela linguagem e pela leitura, seguidas da região da memória e da tomada de decisões, explica Elizabeth Sowell, coautora do estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

— O impacto foi muito significante em termos da maneira como o cérebro dessas crianças está funcionando. Descobrimos que a condição social da família afeta o desenvolvimento cognitivo da criança.

O estudo ressalta a necessidade de proporcionar melhores condições para as crianças de baixa renda, com melhor qualidade no almoço dos pequenos, professores motivadores do desenvolvimento e programas educacionais que motivem o estudo.

— Não é tarde para pensar como impactar as fontes que podem contribuir com o desenvolvimento infantil.

No estudo, Sowell e sua equipe entrevistaram 1.099 crianças de três a 20 anos, de diferentes regiões e grupos. Eles compararam o estudo e a renda dos pais com a superfície do cérebro da criança através de tomografias e testes psicológicos.

— Faz sentido que crianças que cresceram em melhores condições de vida tenham melhor desenvolvimento cerebral e consigam evoluir mais, mas isso não significa que a criança que não possui tantos recursos está fadada ao não desenvolvimento. O estudo só reforça a necessidade de diminuir cada vez mais a desigualdade.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. joaozinho disse:

    Realmente, como a pobreza é endêmica neste país, explica-se assim o fato do PT e do PSDB estarem brigando pelo poder ha décadas. Com uma massa de pessoas que votam por comida ou 35 reais por manifestaçao, sem pensar muito nas consequencias disso, nosso futuro será o mesmo da epoca do coronelismo. Lula deve ter aprendido com os coroneis de Pernambuco como comprar voto com o bolsa esmola e usar recursos publicos para fazer fortuna. E, quem vai pagar a conta serão todos, inclusive aqueles que se dizem "intelectuais"bolivarianos, "que devem ter passado fome" e hoje mamam em sindicatos, orgaos publicos…

  2. SINESIO FILHO disse:

    Por isso tá explicado porque o PT ganhou a eleição..

Garota encontra cérebro de animal em refeição de famosa cadeia de fast-food

156Uma garota encontrou um cérebro de galinha em sua refeição. Flora Thomas, de apenas 16 anos, ficou horrorizada quando descobriu que em seu pedaço de frango que estava prestes a consumir existia um ‘cérebro’.

“Foi absolutamente repugnante. Todo mundo estava muito chocado e todos nós nos sentimos muito doentes. Eles nos ofereceram um substituto, mas tomamos um milkshake em vez disso”, comentou Flora ao portal Metro.

A adolescente comprou uma refeição no KFC – um fast-food com mais de 60 anos de existência e com 5.000 lojas em todo o mundo, inclusive no Brasil. A empresa surgiu de um pequeno restaurante dentro de um posto de gasolina no Kentucky, EUA.

Ela disse: “Eu não acho que eu vou para a KFC novamente. Eu já ouvi histórias, mas nunca pensei que iria acontecer comigo”.

Oficialmente, a loja se desculpou com Flora e disse que fez uma reciclagem de seus cozinheiros para garantir que deslizes não ocorram novamente.

157Um porta-voz da empresa comentou ao Bornemouth Eco: “Porque todos os nossos frangos são preparados à mão, infelizmente, em raras ocasiões, o erro humano pode significar que um “miúdo” não seja removido no processo de preparação e parece que é isso o que ocorreu neste caso”.

De acordo com o jornal britânico Metro, esta não é a primeira vez que algo assim ocorre na empresa. No início de 2013, outras duas clientes mostraram insatisfeitas quando encontraram órgãos como o cérebro em suas refeições.

R7 via Jornal Ciência

Enxaquecas podem causar danos permanentes ao cérebro

migraineUm novo estudo da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, mostra que a enxaqueca, mal que atinge entre 10% e 15% da população, aumenta o risco de lesões cerebrais, de anormalidades na massa branca e alterações no volume cerebral. A associação foi ainda mais forte em pessoas com enxaqueca com aura — ou quando havia um sinal antes do início da enxaqueca.

– Tradicionalmente a enxaqueca tem sido considerada um distúrbio benigno sem consequências a longo prazo para o cérebro. Nossa revisão e meta-análise sugere que o problema pode alterar a estrutura cerebral de forma permanente – explica o autor do estudo, Messoud Ashina.

Ashina revisou 19 estudos para ver se pessoas com enxaqueca tinham aumento no risco de lesões cerebrais, anormalidades silenciosas ou alteração do volume cerebral através de exames de ressonância magnética por imagem (MRI).

Os resultados mostraram que a enxaqueca com aura aumenta o risco de lesões em 68% e, sem aura, em 34%, comparando com pessoas que não sofrem de enxaqueca.

O risco de anormalidades aumentou 44% com aura em comparação aos sem aura. E as mudanças de volume também foram mais comuns em pessoas com enxaqueca e enxaqueca com aura em relação aos demais.

O Globo

Estudo mostra que cocaína muda estrutura do cérebro em duas horas

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Uma pesquisa feita por cientistas nos Estados Unidos revelou que a cocaína pode mudar a estrutura do cérebro poucas horas após o consumo.

Os estudiosos da Universidade da Califórnia fizeram experimentos com camundongos, que receberam injeções com cocaína.

Eles constataram que, apenas duas horas após receber a primeira dose, as cobaias já haviam desenvolvido no cérebro novas estruturas que são ligadas à memória, ao uso de drogas e a mudanças de comportamento.

Os camundongos que tiveram as maiores alterações no cérebro revelaram ter uma dependência mais elevada de cocaína, mostrando que, segundo especialistas, o cérebro deles estava ‘aprendendo o vício’.

A pesquisa foi divulgada na publicação científica ‘Nature Neuroscience’.

Caçador de cocaína

Os cientistas investigaram nas cobaias o surgimento de pequenas estruturas nas células do cérebro chamadas espinhas dendríticas, que têm relação profunda com a formação das memórias.

Um microscópio a laser foi usado para olhar dentro do cérebro dos camundongos, ainda vivos, para procurar por espinhas dendríticas após eles receberem doses de cocaína. A mesma análise foi feita em camundongos que, em vez de injeções com cocaína, receberam injeções com água.

O grupo que recebeu cocaína apresentou uma maior formação de espinhas dendríticas, o que indica que mais memórias, relacionadas ao uso da droga, foram formadas.

A pesquisadora Linda Wilbrecht, professora assistente de psicologia e neurociência da Universidade da Califórnia na cidade de Berkeley, disse: ‘Nossas imagens fornecem sinais claros de que a cocaína induz ganhos rápidos de novas espinhas, e quanto mais espinhas os camundongos ganham, mais eles mostram que ‘aprenderam’ (o vício) sobre a droga’.

‘Isso nos mostra um possível mecanismo ligando o consumo de drogas à busca por mais drogas.’

‘Essas mudanças provocadas pela droga no cérebro podem explicar como sinais relacionados à droga dominam o processo de tomada de decisões em um usuário humano’.

O pesquisador Gerome Breen, do Insituto de Psiquiatria do King’s College de Londres, ressaltou que ‘o desenvolvimento da espinhas dendríticas é particularmente importante no aprendizado e na memória’.

‘Este estudo nos dá um entendimento sólido de como o vício ocorre – ele mosta como a dependência é aprendida pelo cérebro.’

BBC Brasil

Pesquisa mostra que cérebro é capaz de aprender durante sono

Atenção concurseiros e candidatos ao vestibular, vamos otimizar o tempo. Estudo do instituto israelense Weizmann conclui que o cérebro humano tem capacidade de captar informações novas durante o sono

O cérebro humano tem a capacidade de captar informações novas durante o sono, concluiu uma pesquisa publicada na segunda-feira por pesquisadores do instituto israelense Weizmann.

A pesquisa, realizada ao longo de três anos pela neurobióloga Anat Arzi, examinou a correlação entre olfato e audição e a memória armazenada no cérebro.

“Esta é a primeira vez que uma pesquisa científica consegue demonstrar que o cérebro é capaz de aprender durante o sono”, disse Arzi à BBC Brasil.

Segundo a cientista, estudos prévios já demonstraram a capacidade de bebês aprenderem enquanto dormem, mas a pesquisa recém-divulgada descobriu que o mesmo vale para adultos.

‘Aprendizagem associativa’

O experimento, realizado por Arzi em colaboração com o professor Noam Sobel, diretor do Laboratório do Olfato do instituto, examinou as reações de 55 pessoas que foram expostas a sequências de sons e cheiros enquanto dormiam.

As sequências, que incluiam um intervalo de 2,5 segundos entre o som e o cheiro, expunham os participantes a odores agradáveis (de perfume ou xampu) ou desagradáveis (de peixes podres ou outros animais em decomposição), de forma sistemática e sempre antecedidos por sons que se repetiam.

“A vantagem de se utilizar o olfato é que os cheiros geralmente não interrompem o sono, a não ser que sejam muito irritantes para as vias respiratórias”, explicou a cientista.

Durante o experimento os cientistas observaram sinais de que os participantes adormecidos passaram por uma “aprendizagem associativa”.

“Com o tempo, criou-se um condicionamento. Bastava que (os participantes) ouvissem determinado som para que a respiração deles se alterasse e se tornasse mais longa e profunda – em casos de associação com odores agradáveis -, ou mais curta e superficial – em casos de sons ligados a cheiros desagradáveis”, afirmou Arzi.

A cientista também relatou que as mesmas reações ocorriam na manhã seguinte, quando os participantes acordavam. Se fossem expostos a um som associado com um odor agradável, respiravam longa e profundamente.

Informações gravadas

“O fato de que as informações ficaram gravadas no cérebro e causaram reações fisiológicas idênticas, mesmo quando os participantes estavam despertos, demonstra que eles passaram por uma aprendizagem associativa enquanto dormiam”, disse.

Pessoas com lesões no hipocampo – região do cérebro relacionada à criação da memória – não registraram as informações, disse a neurobióloga.

Para Arzi, a descoberta pode ser “um primeiro passo no estudo da capacidade do cérebro humano de obter uma aprendizagem mais complexa durante o sono”.

No entanto, segundo a cientista, são necessárias mais pesquisas para examinar as diferenças entre o funcionamento dos mecanismos cerebrais de pessoas adormecidas e despertas

 

 

Estresse e depressão podem diminuir o cérebro

Depressão e estresse crônico podem causar a perda de volume do cérebro, uma condição que contribui para insuficiências emocionais e cognitivas. Pesquisadores de Yale, em artigo publicado no jornal Nature Medicine, descobriram um dos motivos para isso ocorrer. Trata-se de uma espécie de interruptor genético que desencadeia a diminuição de conexões entre os neurônios.

As descobertas mostram que o interruptor reprime a expressão de genes necessários para a formação de conexões sinápticas entre células do cérebro, que por sua vez contribui para a perda de massa cerebral no córtex pré-frontal.

— Nós quisemos testar a tese de que o estresse causa a perta de sinapses cerebrais em humanos — disse o professor de neurobiologia e farmacologia Ronald Duman. — Mostramos então que circuitos normalmente envolvidos com a emoção, assim como a cognição, são interrompidos quando esta espécie de interruptor é ativado.

A equipe de pesquisadores analisou tecidos de pacientes deprimidos e não deprimidos doados de um banco de cérebros e procuraram diferentes padrões de genes. Os de deprimidos exibiram baixas taças de expressão nos genes necessários para o funcionamento e estruturas das sinapses. Autor principal do estudo, H.J. Kang descobriu que ao menos cinco destes poderiam ser regulados por um simples fator chamado GATA1. Quando ativado, os roedores que serviam de cobaias mostraram sintormas de depressão, sugerindo que tal fator tem um papel importante não apenas na perda de conexões entre neurônios, mas também nos sintomas da doença.

Duman acredita que as variações genéticas do GATA1 podem ajudar a identificar pessoas com risco alto de entrar em depressão ou muita sensibilidade para o estresse.

— Esperamos que estabelendo as conexões sinápticas consigamos desenvolver terapias mais eficientes.

Fonte: O globo

Trabalhar enquanto ouve música e usa Twitter é furada – o cérebro multitarefas é um mito

Você costuma trabalhar, ouvir música, conversar com amigos pela internet, postar coisas no Twitter e stalkear acompanhar as novidades no Facebook, tudo ao mesmo tempo?  Se a resposta for sim, a ciência tem uma notícia ruim para você. A ideia de que somos plenamente capazes de fazer várias coisas ao tempo, hoje mais difundida do que nunca graças à dependência às redes sociais que nós, pessoas de bem, desenvolvemos, é MI-TO.

“Uma década de pesquisas mostra que o dom das multitarefas – a capacidade de fazer várias coisas simultaneamente, com eficiência e bem-feitas – é um mito. O cérebro não foi projetado para atentar para duas ou três coisas simultâneas. Ele é configurado para reagir a uma coisa de cada vez”, dizem os pesquisadores Stephen Macknik e Sandra Blakeslee no livro “Truques da Mente – O que a mágica revela sobre o nosso cérebro”.

Você pode argumentar que seu caso é diferente porque você faz isso há anos e dá certo. Não é que seu cérebro seja incapaz de executar várias coisas ao mesmo tempo, mas ele não consegue fazer com eficiência.

Tanto é que no Brasil, por exemplo, dirigir falando ao celular sem o uso de viva-voz é considerado infração de gravidade média e está sujeito a multa pelo Código Nacional de Trânsito. Segundo pesquisas, quem fala ao telefone enquanto dirige, mesmo que usando acessórios que liberam as mãos, está tão incapacitado quanto uma pessoa bêbada.

Isso porque, quando presta atenção à conversa telefônica, o cérebro meio que “diminui o volume” das áreas visuais. O mesmo ocorre quando estamos checando o e-mail ou jogando videogame, alguém começa a falar e você, sem ouvir uma palavra, só fica lá concordando com tudo.

O livro cita Clifford Nass, professor de Comunicação da Universidade Stanford, que diz que os adeptos crônicos da multitarefa “são tarados pela irrelevância”, porque “tudo os distrai”. Sem muito autocontrole, eles são incapazes de ignorar estímulos, mas, por outro lado, também não conseguem se lembrar delas tão bem quanto os mais focados.

Por que isso acontece? Outro colega de Macknik e Blakeslee, chamado Russ Poldrack, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, mostrou que quando estamos distraídos usamos o “corpo estriado”, uma região do cérebro envolvida na aprendizagem de novas habilidades. Quando estamos concentrados, outra região é que entra em jogo: o hipocampo, relacionado à armazenagem e recuperação das informações. Por isso é que muitas vezes, depois de ler mil coisas ao mesmo tempo na internet, acabamos fazendo a triste constatação de que, embora tudo parecesse novo e interessante, não guardamos quase nada na memória.

“Quando nos esforçamos a exercer uma multiplicidade de tarefas, talvez estejamos contribuindo para que percamos eficiência a longo prazo, ainda que às vezes pareçamos estar sendo mais eficientes”, disse Poldrack.

Fica a lição do livro para nós: “Quando uma lista de tarefas tem páginas de comprimento, você pode sentir a tentação de fazer duas ou mais coisas de cada vez (…). O provável é que não execute nenhuma das duas tarefas. Para ter um desempenho melhor, faça uma coisa de cada vez.”

 

Imagens: Getty Images / Fonte: Superinteressante

Cirurgia de Iberê para retirada de tumor no cérebro deve ser iniciada nas próximas horas

O ex-governador Iberê Ferreira de Souza já está se preparando para ser submetido a uma radiocirurgia na tarde desta quarta-feira (2).

Ele já está no hospital Sírio Libanês para pelo procedimento para a retirada do novo tumor de cerca de um centímetro que foi encontrado no cérebro no último dia 27 de abril.

De acordo com as últimas informações divulgadas na internet, o procedimento está marcado para ser iniciado às 16h.

Desde 2010, Iberê Ferreira de Souza enfrenta o câncer e já passou por diversos tratamentos. Esse é o terceiro tumor encontrado no ex-governador, os outros dois foram no pulmão e no cérebro. Inclusive, esse segundo do cérebro é bem menor que o anterior.

Saúde e sucesso no procedimento para Iberê.

 

Aprender segunda língua pode aumentar poder do cérebro

Aprender uma segunda língua pode aumentar o poder do cérebro, segundo pesquisadores americanos. Os cientistas da Northwestern University dizem que o bilinguismo é uma forma de treinamento do cérebro – uma “ginástica” mental que apura a mente.

Falar duas línguas afeta profundamente o cérebro e muda a forma como o sistema nervoso reage ao som, segundo revelaram testes de laboratório. Especialistas dizem que o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences fornece evidências “biológicas” para isso.

A equipe de pesquisadores monitorou as respostas do cérebro de 48 estudantes voluntários saudáveis – 23 dos quais bilíngues – a sons diferentes. Foram usados eletrodos no couro cabeludo para traçar o padrão das ondas cerebrais.

Sob condições laboratoriais silenciosas, os dois grupos – o bilíngue e o de alunos que somente falavam inglês – responderam da mesma forma. Mas em um contexto de conversa barulhenta, o grupo bilíngue foi muito superior em processar os sons. Eles eram mais capazes de sintonizar informações importantes – a voz do orador – e bloquear outros ruídos que distraem – as conversas de fundo.

‘Poderoso’ benefício

As diferenças de resposta dos dois grupos foram visíveis no cérebro. As reações do tronco cerebral dos que falam duas línguas foram intensificadas.

De acordo com a professora Nina Kraus, que coordenou a pesquisa, “a experiência do bilíngue é aprimorada, com resultados sólidos em um sistema auditivo que é altamente eficiente, flexível e focado no seu processamento automático de som, especialmente em condições complexas de escuta”.

A pesquisadora e co-autora do estudo Viorica Marian disse: “As pessoas fazem palavras cruzadas e outras atividades para manter suas mentes afiadas. Mas as vantagens que temos descoberto em falantes de mais de uma língua vêm simples e automaticamente de conhecerem e usarem dois idiomas”.

“Parece que os benefícios do bilingüismo são particularmente poderosos e amplos, e incluem a atenção, seleção e codificação de som”, completou

Músicos parecem ganhar um benefício semelhante quando ensaiando, dizem os pesquisadores. Pesquisas anteriores também sugerem que ser bilíngue pode ajudar a afastar a demência.

Fonte: BBC Brasil