Segurança

Cinco razões para descrer da intervenção no Rio

Por JOSIAS DE SOUZA

Claro que a ideia de uma intervenção capaz de pacificar o Rio de Janeiro é sedutora. Mas a versão segundo a qual as Forças Armadas travarão contra a bandidagem aquilo que Michel Temer chamou de “batalha em que nosso único caminho só pode ser o sucesso” transforma a iniciativa numa espécie de teatro de bonecos —do tipo em que o boneco é manipulado por pessoas vestidas de preto dos pés à cabeça.

Na coreografia do Rio, os manipuladores de Brasília querem que você acredite que o boneco-interventor (pode me chamar de general Walter Souza Braga Netto), levando a virtude no coldre e distribuindo rajadas de civilização, vai estraçalhar o crime organizado em dez meses. E Temer, em Brasília, vibrando. Reconquistando por procuração, sem sair do Jaburu, o território que separa as praias dos morros cariocas. Vão abaixo cinco razões para você não fazer papel de bobo.

1. Faltou planejamento: Decidida na terça-feira de Carnaval, a intervenção foi sacramentada na madrugada de sexta-feira. O decreto foi redigido a toque de caixa. O interventor Braga Netto, recém-chegado das férias, desconhecia a intervenção até 5 horas antes de sua efetivação. A absoluta ausência de planejamento revela que Michel Temer encontrou na astrologia, na quiromancia ou no tarô o otimismo que o levou a prometer que ”o governo dará respostas duras, firmes e adotará todas as providências necessárias para derrotar o crime organizado e as quadrilhas”, devolvendo a paz ao Rio até 31 de dezembro de 2018.

2. Falta Dinheiro: A União está endividada até a raiz dos seus cabelos, caro contribuinte. E a penúria, ninguém ignora, é o caminho mais longo entre um projejo e sua realização. Pois bem. Até o momento, o governo federal não disse uma mísera palavra sobre o custo financeiro da intervenção no Rio. Ao blog, um integrante do staff do ministro Henrique Meirelles (Fazenda) disse que é impossível estimar quanto será aplicado no Rio. Por quê? Ora, muito simples: não havendo planejamento, não há como fazer as contas. De antemão, o auxiliar de Meirelles reitera o óvio: “O cobertor do Tesouro Nacional é curto.”

3. Falta sintonia: Para Temer, o crime organizado do Rio é “uma metástase que se espalha pelo país”. Perguntou-se ao general-interventor se a coisa era tão grave. E Braga Netto, fazendo sinal de negativo com o dedo: “Muita mídia.” Quer dizer: como um médico que prefere culpar a radiografia a tratar a doença, o general parece responsabilizar o noticiário pela proliferação do sangue, dos assaltos e da violência.

4. Sobra desconfiança: Na analogia construída pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a intervenção federal no Rio é comparável a um “salto triplo sem rede”. O deputado acrescentou: “Não dá para errar”. A metáfora circense é muito apropriada, pois os personagens envolvidos no trapézio da intervenção precisariam confiar um no outro de olhos fechados. Contudo, o próprio Maia, em privado, manifesta dúvidas quanto aos objetivos de Temer. E membros do alto comando do Exército suspeitam que a iniciativa tenha propósitos meramente eleitoreiros.

5. Falta nexo: em outubro de 2017, o ministro Torquato Jardim (Justiça) fez um diagnóstico aterrador da segurança pública no Rio. Conforme noticiado aqui, Torquato declarou que o governador Luiz Fernando Pezão e o secretário de Segurança do Estado, Roberto Sá, agora demissionário, não controlam a Polícia Militar. Pior: o comando da PM no Rio decorre de “acerto com deputado estadual e o crime organizado.” Muito pior: “Comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio.”

As declarações de Torquato abriram uma crise entre os palácios do Planalto e da Guanabara. Contudo, autoridades de Brasília admitiam em privado que o quadro era, já naquela época, de intervenção. Mas faltava a Brasília, além de dinheiro, autoridade moral para combater a corrupção alheia.

Cabe perguntar: com que autoridade o general Braga Netto, sendo um preposto de Temer, vai expurgar os corruptos da polícia? Ora, o presidente da República, ele próprio um colecionador de denúncias criminais, não demite auxiliares denunciados por ladroagem. Tampouco se importa de conviver com o correligionário Luiz Fernando Pezão, ex-secretário de Obras e ex-vice na gestão cleptocrata de Sergio Cabral.

É contra esse pano de fundo, tão impregnado de cinismo e hipocrisia, que a intervenção no Rio fica parecia com o teatro de bonecos. A diferença é que, no teatro original, a presença dos manipulares de preto no palco é enfatizada. O fingimento da plateia é parte do espetáculo. No palco organizado por Brasília, os manipulares pedem que você acredite que eles não estão lá e que o general tem ampla autonomia. Ou seja: há mais verdade no teatro de mentirinha.

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente, intervenção militar no RJ é enxugar gelo. Muito dinheiro público com mobilização de tropas militares, e no final das contas, pouco resultado.
    1 – O que adianta caçar bandidos, levá-los a delegacias, se no final das contas a "podre justiça" ordena a soltura? Ou passa no máximo pouquíssimo tempo de reclusão em regime fechado? Quem conhece ou já teve a curiosidade de ler o código penal e o código processual penal sabe da enorme quantidade de dispositivos legais a favor do criminoso.
    2 – A pena para maioria dos crimes no Brasil é muito branda, sem falar na impunidade. O criminoso tem a certeza disso. E quando chega a cumprir pena em regime fechado passa pouco tempo. Ou seja, o custo do crime é baixo diante das recompensas.
    3 – O Brasil tem uma imensa fronteira terrestre com os maiores produtores de cocaína do mundo, quase impossível de ser vigiada em tempo integral, a qual precisaríamos de um contingente imenso de pessoas para vigiá-las e que não fossem corrompidas pelos criminosos. Passam todos os dias por essas centenas de quilômetros armas ilegais e drogas que abastecem os bandidos.
    4 – Os presídios brasileiros são colônias de férias dos bandidos. Lá eles se juntam e fortalecem os vínculos sociais no crime organizado. Criminoso é ocioso dentro da cadeia. Não são obrigados por lei a trabalharem e proverem seu próprio sustento, o que favorece o agenciamento do crime de fora da cadeia. Não há um controle rigoroso de entrada de objetos ilegais, e nem um controle rigoroso de contatos entre detentos e familiares e, entre aqueles e advogados. De lá eles comandam o tráfico de drogas, homicídios e assaltos a mão armada.
    5 – As periferias das grandes cidades estão tomadas pelos criminosos. Lá eles ditam as leis de convívio e conseguem assediar jovens para o mundo do crime com uma velocidade que supera o contingente de segurança pública em combatê-los.
    6 – A corrupção dos entes públicos é endêmica. A corrupção vai desde o policial corrupto que recebe propina para proteger a "boca" ou fazer "vista grossa", até o magistrado que vende sentença de liberdade para o criminoso.

    1. 07- lembre se que soldado do exército não tem poder de policia, eles e o General são treinados para destruir o inimigo. Entendeu?? Deixe o homem trabalhar, que não venha direitos humanos e oab, atrapalhar. Sendo assim é só parti pro abraço, do contrário, aí sim vc tem toda razão, fracassa.

    2. Sr. Silva, esse é justamente um dos problemas que temos para o combate a criminalidade: O poder que a turma dos direitos "inumanos" e a maldita OAB têm em proteger criminosos, dada pela imunda constituição de 1988, além da conivência e passividade da justiça.

  2. Acho que estão brincando com o povo brasileiro. Intervenção era para ser feita no CE e no RN. Ali é um ato simplesmente político e eleitoreiro. Quando vc ver um presidente da camara RODRIGO MAIA consultar o suplemo para saber se pode ser votada a reforma da previdência mesmo com a intervenção, vc imagina o jogo de troca. Temer diz tiro o exercito se vc votar a Reforma da Previdência. Onde vamos parar com um STF corrupto e cheio de coixinhas.

  3. Como sempre os defensores do quanto pior melhor, ficam desesperados com atitudes necessárias e que tem o apoio da população, que precisa voltar a viver sem medo, enquanto os defensores do caos estão preocupados com a avaliação de Temmer, que vai melhorar, mas nunca nem que destribua ouro a população o terá como um bom presidente.

  4. Amigo uma coisa digo: Algo tem que ser feito, não pode é o crime organizado assumir o papel do estado. Outra coisa, se o estado não faz vcs reclamam e se faz vcs reclamam do mesmo jeito, deixa os homens fazerem.

  5. Esse Josias é muito derrubador, vou discorda dele e dizer uma só razão pra dá tudo certo. SEGURANÇA JURÍDICA é só isso que o General Braga Neto precisa pra dá certo, deixe o homem trabalhar, varrer esses morros, caçar vagabundos como quem caça Tatu nas serras do sertão nordestino, sem interferência de OAB e direitos humanos, feito isso é só sair pro abraço.

  6. A como seria bom que todo crítico trouxesse juntos das suas críticas as soluções , mas não. n
    Não trazem pq são como torcedores de futebol na hora do aberto viram todos técnicos.

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Mundo

GREEN CARD: Tempo de espera pelo benefício nos EUA chega a 179 anos após medida de Trump

Foto: Reprodução

O tempo de espera por green cards chega a surreais 179 anos, após o governo de Donald Trump impor limites rigorosos à concessão de residência permanente.

A atual fila de espera por green cards atingiu 1,2 milhão de pessoas. A legislação federal de imigração limitou a 140 mil o número de vistos concedidos anualmente, com um teto de 7% para cada país.

A nova política, revelada por relatório da National Foundation for American Policy (NFAP), indica que imigrantes de países populosos, como Índia e China, estão sujeitos a tempos de espera de décadas ou mais antes de obterem a residência permanente.

De acordo com os dados, um cidadão chinês que solicite um green Card na categoria EB-2, que abrange a maioria dos profissionais com mestrado, poderia enfrentar uma espera de aproximadamente 25 anos.

A situação é bem mais dramática com profissionais da Índia, para os quais a espera estimada é de 179 anos, segundo a NFAP, uma organização sem fins lucrativos sediada na Virgínia que estuda imigração e comércio internacional.

Já os trabalhadores mais qualificados, de acordo com os padrões da imigração dos EUA, das Filipinas enfrentam uma espera de apenas alguns meses.

Os maiores tempos de espera para os cobiçados green cards da categoria EB-1, reservados para pessoas com “habilidade extraordinária”, giram em torno de quatro a cinco anos para cidadãos indianos e cinco anos para solicitantes da China.

A NFAP argumenta que os longos períodos de espera dificultam a contratação e a retenção de trabalhadores estrangeiros por empregadores sediados nos EUA e sobrecarregam as famílias de imigrantes.

“Muitos americanos não percebem o quão desafiador pode ser imigrar legalmente para os Estados Unidos, mesmo para as pessoas mais inovadoras e altamente qualificadas do país”, disse Stuart Anderson, diretor executivo da NFAP, ao “San Francisco Chronicle”. “São pessoas que querem se tornar americanas e estão dispostas a esperar anos por essa oportunidade”, emendou.

Para os portadores de vistos de trabalho temporários H-1B, concedidos majoritariamente a profissionais do setor de tecnologia, processos pendentes de green card os imigrantes presos no chamado “limbo do H-1B”, obrigando-os a permanecer em postos em empresas que patrocinam a solicitação do benefício.

Com informações de Extra

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Brasil

APARECEU: OAB vai a Fachin pedir investigação rigorosa do escândalo Vorcaro/Moraes

Foto: Reprodução/IA

O presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, e os presidentes das 27 seccionais da Ordem marcaram reunião para o prøximo dia no dia 9 com o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para pedir investigação rigorosa das mensagens ligadas ao ministro Alexandre de Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Na audiência, a entidade deve manifestar a preocupação da advocacia com os fatos recentes envolvendo integrantes da Corte, em especial Moraes, e reiterar o pedido de investigação aprofundada, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência. Os representantes da OAB também pretendem ouvir de Fachin quais providências já estão sendo tomadas.

O encontro foi solicitado pelo próprio Simonetti, por telefone. Em nota divulgada no dia 1º de setembro, a OAB já havia defendido a apuração dos fatos “em relação a quem quer que seja” e alertado para os impactos da crise sobre as instituições. Os presidentes das seccionais terão espaço para apresentar suas posições durante a reunião.

Com informações do Diário do Poder

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Política

CACETADA: Emendas parlamentares podem chegar a R$ 57,5 bilhões em 2027

Foto: Ilustração/ Pinterest

As emendas parlamentares ao Orçamento da União podem chegar a R$ 57,5 bilhões em 2027.

O valor corresponde a pouco mais de 25% das despesas não obrigatórias do governo federal, que incluem recursos para custeio e investimentos.

O montante considera R$ 44,8 bilhões já reservados pelo Executivo na proposta orçamentária para emendas individuais e de bancadas estaduais, ambas de execução obrigatória, e até R$ 12,7 bilhões que poderão ser destinados às emendas de comissões do Congresso.

Na comparação com 2026, o crescimento seria de quase 7%.

Neste ano, as emendas somaram cerca de R$ 50 bilhões, mas outros R$ 3,9 bilhões inicialmente destinados às bancadas estaduais foram remanejados para o Fundo Eleitoral.

Considerado esse valor, a diferença entre os dois anos fica menor.

As emendas permitem que deputados e senadores direcionem recursos do Orçamento para Estados e municípios.

Embora possam financiar diferentes áreas, a saúde concentra parcela significativa das indicações parlamentares.

Os R$ 44,8 bilhões previstos para emendas individuais e de bancadas estaduais foram calculados a partir de uma regra estabelecida pelo ministro Flávio Dino, do STF, para limitar o ritmo de crescimento desses recursos.

Pelo critério, a atualização deve considerar o menor resultado entre três indicadores: o reajuste permitido pelo arcabouço fiscal para o limite total de gastos, a variação da receita corrente líquida e o crescimento das despesas não obrigatórias.

Para 2027, o menor índice foi justamente o previsto pelas regras do arcabouço fiscal.

Com isso, as emendas continuam crescendo, mas em ritmo inferior ao que ocorreria caso fossem adotados os demais critérios.

Com informações de Congresso em Foco

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Eleições 2026

Data Capital: Walter Alves lidera nominata do MDB e desempenho indica partido com força para eleger pelo menos três deputados estaduais

Foto: Divulgação

A pesquisa Data Capital, divulgada nesta sexta-feira (4), reforça a força do MDB na disputa por vagas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. O levantamento aponta Walter Alves na 3ª colocação geral entre os candidatos a deputado estadual e, mais uma vez, como o nome mais citado da nominata do MDB.

Além de Walter Alves, outros dois nomes do partido também aparecem entre os mais candidatos mais citados: Bibiano (4º) e Ivan Júnior. O resultado mostra a competitividade da nominata emedebista e sinaliza um cenário favorável para que o partido possa eleger pelo menos três deputados estaduais nas Eleições de 2026.

Para Walter Alves, o resultado representa o reconhecimento do trabalho realizado ao longo dos anos e a confiança do eleitor potiguar. “Recebo esse resultado com muita alegria e, principalmente, com gratidão. Quero agradecer a cada potiguar que confia no nosso trabalho e no MDB. Essa confiança aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de continuar trabalhando”, afirmou.

A liderança de Walter dentro da nominata e a presença de outros nomes do MDB entre os mais citados reforçam a expectativa de crescimento do partido na Assembleia Legislativa. O desempenho também evidencia a força da nominata construída pelo MDB para as Eleições deste ano.

Pesquisa

A pesquisa Data Capital foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte sob o número RN-03735/2026. O levantamento ouviu 2.150 eleitores entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro de 2026, em todo o Rio Grande do Norte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Brasil

Doença rara que atinge milhares de mulheres pode garantir isenção do Imposto de Renda

Foto: Divulgação

Uma falta de ar repentina durante uma caminhada curta, tosses que nunca passam e idas e vindas a postos de saúde com diagnósticos errados de asma ou bronquite. Essa é a rotina silenciosa enfrentada por cerca de 3 mil brasileiras que convivem com a linfangioleiomiomatose, conhecida na medicina pela sigla LAM. Para tentar diminuir o peso financeiro que acompanha essa condição grave e sem cura, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado deu um passo importante ao aprovar uma proposta que isenta as pacientes aposentadas e pensionistas do pagamento do Imposto de Renda.

O Projeto de Lei 2.220/2024, de autoria do senador Alan Rick (Republicanos) tem o objetivo de permitir que o dinheiro retido pela Receita Federal fique no bolso de quem precisa custear remédios contínuos, cilindros de oxigênio e deslocamentos frequentes para centros de tratamento especializados.

A LAM se caracteriza pelo crescimento desordenado de células musculares que formam cistos por todo o tecido pulmonar, destruindo aos poucos a capacidade da pessoa de respirar. Por ter forte ligação com hormônios femininos, o problema atinge quase que exclusivamente mulheres em idade fértil, entre 20 e 40 anos.

Com o avanço dos danos nos pulmões, muitas pacientes perdem a capacidade de trabalhar e acabam aposentadas por invalidez ainda jovens. O tratamento exige o uso do medicamento sirolimo, fornecido pelo SUS, mas os custos adicionais com exames particulares, fisioterapia respiratória e suporte de oxigênio dentro de casa comprometem grande parte da renda familiar. Caso a nova regra entre em vigor, a isenção valerá para quem recebe aposentadoria, pensão ou para militares que foram transferidas para a reserva por conta da saúde.

Além da barreira financeira, quem sofre com a LAM enfrenta uma corrida contra o tempo para descobrir o que realmente tem. Dados apresentados em agosto pela Comissão de Direitos Humanos do Senado que das cerca de 3 mil mulheres estimadas com a doença no Brasil, somente 500 conseguiram um laudo conclusivo.

Como os sintomas iniciais imitam problemas respiratórios comuns do dia a dia, a maioria das leva anos até passar por uma tomografia de tórax detalhada ou por exames de sangue específicos. Esse atraso faz com que muitas cheguem aos consultórios com os pulmões severamente comprometidos, quando a única alternativa de sobrevivência a longo prazo passa a ser a fila do transplante.

Apesar do avanço, a medida ainda não começou a valer. O texto segue agora para análise e votação na Câmara dos Deputados. Se for aprovado pelos parlamentares sem alterações, vai direto para sanção do presidente da República e só passa a vigorar após a publicação oficial.

Com informações do Correio 24h

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Política

JÁ PENSOU? Lula diz que ninguém tem “autoridade moral” para cobrá-lo na área fiscal

Foto: Marcelo Camargo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 6ª feira (4.set.2026) que nenhum economista ou ex-presidente tem “autoridade moral” para cobrá-lo sobre responsabilidade fiscal. Candidato à reeleição, o petista disse que aprendeu com a mãe, dona Lindu, a não gastar mais do que ganha e defendeu que despesas acima da receita só se justificam quando destinadas à aquisição de ativos ou à ampliação do patrimônio público.

“Não tem nenhum economista e nenhum ex-presidente que tem autoridade moral para falar de responsabilidade fiscal comigo”, declarou em entrevista à Rádio Progresso FM, no Ceará. Segundo Lula, os efeitos de desequilíbrios nas contas públicas recaem principalmente sobre a população de menor renda. “Eu sei que, quando a corda arrebenta, é sempre do lado do pobre”, disse.

A declaração foi dada depois de Lula ser questionado sobre como pretende conciliar equilíbrio fiscal e novos investimentos em um eventual 4º mandato. O presidente respondeu citando os resultados das contas públicas durante suas primeiras passagens pelo Palácio do Planalto.

“Ninguém vem a mim falar de responsabilidade, que eu aprendi com a dona Lindu, não aprendi na escola. Eu aprendi com a dona Lindu que, se a gente gastar mais do que a gente ganha, a gente vai quebrar a cara”, afirmou.

Com informações de Poder 360

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Política

“CABOU-SE”: Senadora diz que Moraes gastou ‘última ponta de credibilidade’ do STF

Foto: Agência Senado

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou nesta sexta-feira 4, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois de decisão que atingiu o ministro André Mendonça.

Segundo Damares, Moraes teria usado “a última ponta de credibilidade do STF” para atacar quem o investiga. A parlamentar também classificou como “ilegal” o inquérito em que a decisão foi tomada.

“Moraes gastou a última ponta de credibilidade do STF para, em decisão em um inquérito ilegal, partir para o ataque contra quem o investiga”, escreveu a senadora nas redes sociais.

Com informações da Revista Oeste

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Política

Flávio rebate deputado: “Será que vou ter que classificar o PT como organização terrorista?”

Foto: Reprodução/Redes sociais

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) usou uma denúncia apresentada contra um deputado estadual do PT para sugerir que poderá classificar a sigla como organização terrorista caso seja eleito.

No X, o parlamentar compartilhou uma reportagem sobre o pedido apresentado pelo Ministério Público Eleitoral para impugnar a candidatura do deputado estadual pelo Rio, Renato Machado, por supostamente liderar uma “narcomilícia” em Maricá, na Região dos Lagos.

“Será que além de PCC, CV e milícias vou ter que classificar o PT como organização terrorista também?”, escreveu no X.

Com informações de O Antagonista

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Política

“Mendonça tem que dar voz de prisão a Moraes em plenário”, encoraja Nikolas

Foto: Kayo Magalhães

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tem que dar voz de prisão ao colega de Corte Alexandre de Moraes. A declaração é dada em meio à crise instaurada no STF.

A publicação foi feita logo após Moraes pedir ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que Mendonça seja investigado.

Segundo Moraes, há “indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade” pelo ministro André Mendonça na condução dos inquéritos sobre o Banco Master e fraude no INSS.

Moraes, no entanto, utilizou um relatório da Polícia Federal (PF) classificado pela própria corporação como sem “valor probatório” para fundamentar a decisão em que atribui a Mendonça três supostos crimes relacionados à condução do caso Banco Master.

Com informações de Pleno News

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Brasil

Com fim definitivo da ‘taxa das blusinhas’, veja como ficam compras na Shein, Shopee e AliExpress

Foto: Agência Senado

O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória que mantém zerado o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O fim da chamada “taxa das blusinhas”, que já está em vigor desde maio, depende agora da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se tornar permanente.

A MP perderia a validade em 8 de setembro caso não fosse aprovada por deputados e senadores. Nesse cenário, a cobrança de 20% voltaria a incidir sobre encomendas feitas em plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress.

Apesar da retirada do imposto federal, as compras continuam sujeitas ao ICMS, cuja alíquota é de 17% ou 20%, dependendo do estado.

Na prática, a mudança reduz o preço final das encomendas. Uma compra de US$ 50, por exemplo, chegava a US$ 72,29 com o imposto de importação de 20% e o ICMS de 17%. Sem a cobrança federal, o valor fica em US$ 60,24. Pela cotação usada no cálculo, isso representa uma redução de aproximadamente R$ 374 para R$ 312.

A votação ocorreu após um acordo entre Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A articulação evitou que a MP perdesse a validade.

A “taxa das blusinhas” havia entrado em vigor em agosto de 2024, estabelecendo imposto de importação de 20% para compras de até US$ 50 dentro do programa Remessa Conforme. Em maio deste ano, o governo zerou a alíquota por meio da medida provisória.

Nos quatro primeiros meses de 2026, antes da mudança, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com imposto de importação sobre encomendas internacionais, segundo a Receita Federal. O resultado foi 25% maior que o registrado no mesmo período de 2025 e representou recorde para o intervalo.

Com informações do Correio 24h

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