Política

Ciro diz que Bolsonaro representa ‘risco muito grave’ para o país

Quatro dias após o atentado sofrido pelo candidato ao Planalto Jair Bolsonaro (PSL), o também presidenciável Ciro Gomes (PDT) disse nesta segunda-feira (10) que o opositor “representa um risco muito grave para a nação brasileira”.

Em evento de campanha em Mauá (SP), Ciro afirmou que o ataque a faca contra Bolsonaro foi um crime “absolutamente intolerável”, mas que é preciso identificar o que é “sentimento cristão de solidariedade” e o que é “decisão do futuro do país”.

Zanone Fraissat/Folhapress

“Ele representa um pensamento de uma revolta muito zangada, muito extremista, muito radical, e o Brasil, a maioria do nosso povo, quer uma solução equilibrada que encerre essa confrontação miúda que está empurrando o país para trás”, afirmou Ciro.

O candidato do PDT também disse que o posicionamento de Bolsonaro “é muito estimulante à violência”. “Não creio que seja a intenção dele, mas a natureza da atitude de fazer gesto de arma com a mão ainda dentro do hospital, de ensinar criança de 3, 4 anos a mostrar uma arma, de apologia ao armamento, de dizer que tem que fuzilar os adversários do partido A é um descuido de quem está nesse nível de projeção simbólica do conjunto da sociedade”, afirmou. “Você precisa tomar cuidado.’

Para ele, o impacto do atentado contra Bolsonaro não vai ter uma influência central “daqui a uma semana, duas semanas”. Segundo Ciro, o “povo brasileiro tem uma solidariedade humana muito instantânea” e, para uma “pequena fração, isso atingiu também a decisão de voto”.

“Mas daqui a pouco vai ficar muito claro que é só um momento emocional, compreensível, legítimo, coerente com a vida brasileira, e o debate vai voltar ao sei leito normal”, disse.

Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto. Na pesquisa Ibope da última semana, Ciro aparece empatado com Marina Silva (Rede) no segundo lugar, à frente de Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad, candidato a vice do PT que deve ser confirmado o cabeça de chapa nesta semana.

Ciro também disse nesta segunda (10) que não vai perder votos para Haddad depois que o partido confirmá-lo como candidato no lugar do ex-presidente Lula. “O povo já está ligado nisso há 10, 15 dias”, afirmou.

Segundo ele, que se apresentou como “um caminho que deixa os extremos de lado”, o PT contribuiu para a radicalização política no Brasil.

“Eu acho que estou demonstrando ao povo brasileiro que eu interpreto o melhor projeto para o Brasil, e, na política, nossa posição é encerrar essa crônica de confrontação radicalizada que infelizmente o PT também colaborou para acontecer”, disse.

Ciro fez uma caminhada pelo centro de Mauá e pediu voto aos candidatos a governador, senador e deputado do partido.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. A voz do equilíbrio falando…. Cyro é muita mais que a velha política… É demagogia pura…

  2. Heim? Como? Bolsonaro o quê?
    Eita Ciro olhou no espelho e falou de Bolsonaro foi? Deu uma de petista?
    Quem vai dar calote no comércio e perdoa dívidas inscritas no SPC é você Ciro
    Quem diz que vai perdoar crime de bandido condenado é você Ciro
    Quem gosta do regime que o povo da Venezuela vive, é você Ciro
    Lembrando: Quem fez tudo para ter o apoio do PT e levou um pé na bunda foi você Ciro
    Então tenha vergonha na cara e não se veja e fale com se fosse outro

  3. Esse Ciro é um cínico! Já deu a entender que era contra a lava-jato, contra as decisões de Moro, contra o Ministério Público, e ainda quer ganhar os votos dos abestados que acreditar que Lula é inocente… Ciro é que é o grande risco ao país, em todos os sentidos! Inclusive o mercado financeiro quer distância desse político louco!

  4. risco é vc cangaceiro. Não respeita o judiciário e quer incentivar os caloteiros a continuarem não pagando as suas contas. Você é um risco pra um país como o Brasil onde o povo já não tem educação, imagina com um presidente desses!!!
    Fui no ceará mÊs passado e vi o que você fez com o estado. Gangues trocando tiro no meio da rua, uma tal de GDE (guardiões do estado) contra o PCC e CV. Quer distribuir isso pelo país mais do que já tem? Incompetente!

  5. E VC CIRO GOMES É MANSO NÉ CORONÉ? SEGURA QUE A PELE DE CORDEIRO PODE CAIR ANTES A ELEIÇÃO.

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Política

Governadores reforçam ato pró-Bolsonaro na Paulista durante julgamento no STF

Foto: reprodução

Os governadores Tarcísio de Freitas(Republicanos-SP) e Romeu Zema (Novo-MG), além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, confirmaram participação na manifestação pró-Bolsonaro agendada para o Dia da Independência, 7 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Organizado pelo pastor Silas Malafaia, o ato reafirma o apoio ao ex-presidente e as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). A mobilização ocorre paralelamente ao julgamento da corte sobre a alegada trama golpista de 2022.

Nem tão perto que pareça adesão, nem tão longe que pareça traição…

Tarcísio confirmou sua presença. Percebido como sucessor natural de Jair Bolsonaro, ele descarta publicamente a intenção, e prefere reforçar suas intenções na reeleição estadual. A Faria Lima parece ter outra opinião, captada pelos filhos de Bolsonaro, que têm medo de ver o eleitorado bolsonarista tomar a direção do centro, para aonde vão os moderados e indecisos.

Romeu Zema, governador de Minas, também estará na capital paulista para o encontro, segundo sua assessoria. Ambos foram questionados a respeito de sua ausência em um evento anterior, em 3 de agosto. Na ocasião, Bolsonaro já utilizava tornozeleira eletrônica.

Tarcísio justificou sua ausência por um procedimento de saúde agendado. (Ele recebeu alta no mesmo dia.) Já Michelle Bolsonaro disse que faltou por compromissos em Belém, mas confirmou sua participação para o próximo 7 de Setembro.

Na pauta das manifestações, pedidos de anistia e censura ao Supremo. Malafaia, que foi indiciado pela Polícia Federal, declarou que o ato de setembro será mais amplo. Prometeu manter a postura crítica ao STF.

O pastor garantiu que sua retórica será a mesma: “Do mesmo jeito que eu faço sempre. Sem refrescar nada. Não estou impedido disso, não, apesar da covardia, de toda injustiça. Opinião não é crime, criticar ministros do STF não é crime. Vou abrir a boca lá e não vai ser brincadeira não”.

O que vem por aí…

O ex-presidente Bolsonaro atravessa um período de vulnerabilidade política e jurídica. Ele cumpre prisão domiciliar, com restrições a visitas, e tem demonstrado pessimismo frente a uma possível condenação pelo STF. As penas, somadas, poderiam ultrapassar quarenta anos de reclusão.

Malafaia, ao ser indagado sobre a capacidade de influenciar o julgamento, disse que Bolsonaro já foi julgado. Dos cinco ministros que vão julgar, três estão em suspeição. O que estamos fazendo é influenciar sociedade e pressionar o Congresso Nacional. Essas são as duas questões. STF, só intervenção do divino, se você quer saber minha opinião”.

O julgamento de Bolsonaro e dos demais réus envolvidos na trama golpista começará na Primeira Turma do STF na terça-feira, 2 de setembro. Ele se estenderá até o dia 12 do mesmo mês. A presença do ex-presidente na corte durante este período é incerta, conforme sua defesa. Isso se deve a crises de soluço que frequentemente resultam em vômitos.

Ainda que não existam outras manifestações planejadas, os apoiadores de Bolsonaro esperam por atos espontâneos caso ele seja condenado. Parlamentares planejam discursar em defesa do ex-presidente. Também buscam credenciamento para acompanhar as sessões do julgamento na corte.

O Antagonista 

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Brasil

Brasil descarta retaliar EUA com aumento de tarifas

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O governo brasileiro descarta usar cobranças de tarifas contra produtos dos Estados Unidos como ferramenta de retaliação contra o tarifaço de 50% aplicado por Donald Trump sobre o Brasil.

Na última quinta-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou o início do processo que pode resultar em retaliação, com base na lei da reciprocidade. Essa autorização vem causando preocupação em empresários e importadores nacionais.

Caso o Brasil concretize alguma medida de retaliação, estão previstas barreiras não tarifárias, como quebra de patente, por exemplo. A reportagem apurou que na avaliação do governo Lula cobrar tarifas mais altas de produtos americanos seria “um tiro no pé”, porque, no fim das contas, a punição — ou seja, preço mais alto — recairia sobre o consumidor brasileiro um ano antes das eleições.

Caso o Brasil decida impor tarifas mais caras será apenas de forma simbólica, pinçando produto de super luxo, como joias, por exemplo. Mas mesmo esta hipótese, por enquanto, está descartada.

A ideia de iniciar este processo junto à Camex (Câmara do Comércio Exterior) tomou corpo nos últimos três dias. Lula foi convencido de que era preciso deixar o processo de retaliação “engatilhado”, caso o Brasil decida dar uma resposta dura a Trump, pois pode levar meses.

Há ainda uma preocupação de que o iminente julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no Supremo Tribunal Federal, que começa no dia 2 de setembro, a depender do resultado, pode implicar em ainda mais sanções sobre o Brasil.

Além de deixar pronta esta carta na manga, o gesto de Lula neste momento foi explicado à reportagem como uma tentativa de mostrar internamente e para a comunidade internacional que o Brasil não está acuado nem intimidado por Donald Trump.

CNN

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Política

Se meu pai não puder disputar, eu gostaria de ser candidato, diz Eduardo

Foto: Beto Barata/PL via Flickr

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta sexta-feira (29), que gostaria de se candidatar à Presidência da República caso o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não possa disputar a eleição. Nos Estados Unidos, o parlamentar mencionou a possibilidade de realizar uma “campanha virtual”.

O parlamentar também não descartou deixar o Partido Liberal, caso o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se filie ao PL. O chefe estadual é cotado como possível presidenciável e herdeiro do espólio eleitoral de Bolsonaro, que está inelegível até 2030.

“Se o meu pai não puder se candidatar, eu gostaria de sair candidato. Se o Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo] vier para o PL, o que vai acontecer? Eu não terei espaço. Estou no meu terceiro mandato, sei como a banda toca. Eu teria que ir para outro partido”, afirmou em entrevista ao portal Metrópoles.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro. Em março deste ano, ele pediu licença do cargo por 120 dias. Desde 21 de julho, com o fim da licença, ele voltou a exercer o mandato oficialmente, mas não retornou ao Brasil.

“Qualquer pessoa que esteja apta, com seus direitos políticos, consegue concorrer. Isso é o que basta para poder concorrer. Como é que seria feita a campanha são outros quinhentos. Talvez, a primeira campanha virtual da história do país, mas, eu acredito que até lá a gente tenha aprovado uma anistia”, declarou.

Na quinta-feira (28), o deputado enviou ofício à Câmara solicitando autorização para exercer seu mandato parlamentar remotamente dos Estados Unidos. No documento, o congressista argumentou estar impossibilitado de retornar ao Brasil devido a uma suposta perseguição política.

Segundo ele, cabe agora ao presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), decidir sobre o assunto e enfrentar as “consequências”.

“Acho que o ideal é a gente pressionar o Hugo Motta para que seja dada uma solução. A solução tecnológica já existe. Eu consigo perfeitamente exercer o meu mandato [à distância], consigo fazer participações nas comissões”, disse.

Sanções dos EUA

No STF (Supremo Tribunal Federal), Eduardo Bolsonaro é alvo de inquérito que apura possível prática de crime contra a soberania nacional por articular contra o Judiciário brasileiro e em favor de sanções contra o país.

Segundo o deputado, a sua proposta original apresentada ao presidente norte-americano Donald Trump mirava sanções individuais contra Alexandre de Moraes, ministro do STF. Desde 6 de agosto, os Estados Unidos passaram a sobretaxar em 50% os produtos brasileiros.

“Ele [Trump] optou por fazer as tarifas. Eu confio no presidente Trump, acho que ele tem muito mais experiência nesse ponto do que eu e ele entendeu que existia um aparato financeiro que dá suporte ao regime e preferiu começar as pressões a partir dali”, declarou.

CNN

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Geral

Embaixada do Brasil comunicará Representante Comercial dos EUA sobre processo de retaliação ao tarifaço

Foto: Reuter/Yuri Gripas e Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Embaixada do Brasil em Washington comunicará oficialmente, na tarde desta sexta-feira (29), o USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) sobre a abertura de um processo que poderá resultar na aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra o país, em resposta à tarifa de 50% imposta a produtos brasileiros.

Na noite de quinta-feira (28), o Itamaraty acionou a Camex (Câmara de Comércio Exterior) para iniciar consultas e investigações voltadas à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica, após aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O governo brasileiro afirma que o processo até uma eventual reação será longo. Segundo integrantes do Executivo, a notificação abre espaço para que o governo Trump se manifeste, permitindo diálogo e negociação diplomática a qualquer momento.

O Brasil tem repetido que não se recusa a negociar os termos comerciais.

“A hora que eles quiserem negociar, o Lulinha paz e amor está de volta”, disse o petista na última quinta-feira (28), durante a nomeação dos novos diretores das agências reguladoras, no Palácio do Planalto.

Em visita ao México, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou esperar que a abertura do processo para aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos contribua para as negociações com o país.

“Espero que isso ajude a acelerar o diálogo e a negociação, que é o que o presidente Lula tem nos orientado. Primeiro, soberania nacional, o país não abre mão da sua soberania. No estado democrático, os poderes são separados. De outro lado, diálogo e negociação. Essa é a disposição do Brasil”, disse Alckmin nesta quinta-feira (28).

A Camex terá até 30 dias para produzir um relatório técnico analisando se as medidas americanas de sobretaxar em 50% produtos brasileiros se enquadram na Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada no Congresso e sancionada por Lula neste ano.

Caso a Câmara de Comércio Exterior conclua haver possibilidade de aplicação da legislação, será instalado um grupo específico para sugerir contramedidas econômicas, que podem incluir retaliações no comércio de bens, serviços e propriedade intelectual.

A iniciativa brasileira é comparada à Seção 301 dos EUA, instrumento legal usado por Washington para investigar práticas comerciais consideradas injustas e autorizar retaliações. O Brasil se tornou alvo dessa investigação após Donald Trump anunciar o tarifaço.

CNN Brasil

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Geral

STF recebe mais de 3 mil pedidos para acompanhar julgamento de Bolsonaro


Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu mais de 3 mil inscrições para acompanhar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado para ter início na terça-feira (2/9).

De acordo com a Corte, 3.357 inscrições foram apresentadas durante o período de credenciamento para o julgamento. O STF disponibilizou 150 lugares na Segunda Turma por dia de sessão (oito sessões marcadas).

Com isso, serão atendidos 1,2 mil cidadãos que se inscreveram primeiro. Os demais 2.157 não poderão acompanhar o julgamento, que será transmitido pela TV Justiça.

Bolsonaro e aliados — entre eles o ex-ministro Braga Netto e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid — são réus por tentativa de golpe, com o objetivo de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022 e manter o então presidente no poder.

Por determinação de Cristiano Zanin, que preside a Primeira Turma, foram convocadas sessões extraordinárias para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro de 2025, das 9h às 12h, além de uma sessão extraordinária no dia 12, das 14h às 19h. O ministro também convocou sessões ordinárias para 2 e 9 de setembro, das 14h às 19h.

Metrópóles

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Geral

62% dizem que Brasil caminha na direção errada, diz pesquisa Ipsos

Foto: Wilton Junior/Estadão

Uma pesquisa feita pela Ipsos revelou que 62% dos brasileiros afirmam que o país segue na direção errada, enquanto 38% dizem que está no rumo certo. A pesquisa “What worries the world” (“O que preocupa o mundo”, em tradução literal) entrevistou 25.177 pessoas, a maioria on-line, com idades de 16 a 74 anos em 30 países de 25 de julho a 8 de agosto. A amostra foi realizada em diversos países, no Brasil a amostragem foi de aproximadamente 1.000 pessoas.

De acordo com o levantamento, divulgado na quinta-feira (28), a avaliação negativa por parte dos brasileiros caiu 4 pontos percentuais em relação a julho de 2025, quando 66% disseram que o país ia na direção errada.

O Brasil empatou com os Estados Unidos na avaliação negativa da população. Em comparação à pesquisa de julho de 2025, os EUA tiveram uma alta de 6 pontos percentuais na quantidade de pessoas que entendem que o país vai na direção errada: eram 56% em julho; em agosto atingiram os mesmos 62% registrados no Brasil.

A percepção negativa em ambos os países está próxima à média das 30 nações participantes do levantamento, de 63%.

Em relação ao Brasil, o Ipsos faz uma ressalva de que a pesquisa tem um recorte entre as camadas “mais urbanas, mais educadas” e também “mais conectadas” se comparada à população em geral.

MAIORES PREOCUPAÇÕES NO BRASIL

No Brasil, o quesito “crime e a violência” segue no topo das preocupações dos entrevistados, seguido de “pobreza e desigualdade social”.

Eis cada uma das preocupações dos brasileiros apontada pelo levantamento:

  • crime e violência – 42% (alta de 1 ponto percentual em comparação a jul.2025);
  • pobreza e desigualdade social – 35% (queda de 1 ponto percentual);
  • corrupção financeira/política – 33% (alta de 1 ponto percentual);
  • impostos – 31% (alta de 3 pontos percentuais);
  • inflação – 29% (queda de 3 pontos percentuais);
  • educação – 19% (queda de 3 pontos percentuais);
  • desemprego – 18% (manteve-se igual);
  • mudanças climáticas – 11% (alta de 1 ponto percentual);
  • conflitos militares entre nações – 5% (manteve-se igual);
  • controle imigratório – 1% (manteve-se igual).

Poder 360

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Geral

PGR se manifesta contra PF dentro da casa de Bolsonaro

Foto: Adriano Machado/Reuters

A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou nesta sexta-feira (29) contra o reforço de policiamento dentro da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com o procurador Paulo Gonet, não há necessidade, no momento, de aplicar “soluções mais gravosas” que a prisão domiciliar, considerando que não há “situação crítica” relatada na casa do ex-presidente.

Na manifestação, o procurador diz ainda não ver necessidade na presença física continuada de policiais na área descoberta da residência.

Pediu, porém, que seja determinado que o ex-presidente mantenha a área livre de obstrução para caso seja necessária ação policial no local.

No documento, Gonet reconheceu serem necessárias medidas para reduzir o risco de fuga do ex-presidente, especialmente com o julgamento se aproximando.

Mencionou que recentes investigações levaram à descoberta de um pedido de asilo de Bolsonaro na Argentina e demonstrou proximidade do ex-presidente com “dirigentes de países estrangeiros”, o que facilitaria o acesso a embaixadas.

“Como o processo penal prossegue normalmente sob as regras do devido processo legal, e tendo em vista a disposição demonstrada de incivil inconformismo com o curso da Justiça, decerto que a perspectiva de busca de refúgio do ex-presidente nesses países se torna digna de cuidados reativos por parte das autoridades nacionais”, escreveu.

Gonet ponderou, porém, ser necessário estabelecer um “equilíbrio entre o status de Bolsonaro e os interesses da Justiça Pública”.

A decisão final sobre colocar policiais dentro da casa do ex-presidente caberá ao ministro relator do caso, Alexandre de Moraes. Ele não precisa seguir a recomendação da PGR. A cautelar foi um pedido da PF (Polícia Federal).

Em ofício assinado pelo diretor-geral, Andrei Rodrigues, o órgão diz que para “garantir a efetividade da medida (manutenção da prisão domiciliar) seria imperiosa a determinação para uma equipe de policiais permanecer 24h no interior da residência, como há precedentes”.

Nesta semana, o ministro atendeu a um outro pedido da PF e permitiu reforço de policiamento dos arredores da residência.

CNN Brasil

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Polícia

PF vai abrir inquérito sobre suspeita de vazamento de informações da megaoperação contra o PCC; alvos estão foragidos

Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, eram responsáveis por comandar o esquema do PCC no setor de combustíveis. — Foto: Montagem g1/Reprodução/Redes sociais/Polícia Civil

A Polícia Federal vai instaurar um inquérito para investigar um possível vazamento de informações na megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), deflagrada nesta quinta-feira (28). A cúpula da corporação demonstrou preocupação porque mais da metade dos investigados com mandado de prisão não foi localizada.

Entre os oito foragidos, de um total de 14 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal, estão os principais suspeitos de comandar a poderosa rede criminosa que contaminou o setor de combustíveis: Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”.

Delegados e agentes que acompanharam os inquéritos da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da Polícia Federal (DICOR) têm se reunido desde quinta para entender como foi possível que não apenas os principais, como a maioria dos alvos, tenham conseguido fugir.

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Geral

VÍDEO: Secretário de Natal rebate afirmação de Cadu Xavier sobre responsabilidade na falta de repasses da dívida ativa do Estado para os municípios

O secretário de Planejamento de Natal, Vagner Araújo, rebateu a afirmação do secretário da Fazenda e pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), de que ele teria responsabilidade pela falta de repasses da dívida ativa do Estado com o município de Natal e outras cidades, de origem tributária do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), aos municípios.

Araújo esclareceu que, a partir de 2014, através de uma portaria da Secretaria de Orçamento e Finanças do Governo Federal, que é quem regulamenta a Lei de Finanças Públicas do Brasil, a Lei 4.320 e 64, ela criou uma nova classificação justamente para, a partir de então, os Estados passarem a cumprir com esse repasse.

Araújo se isentou ao dizer que, durante sua gestão à frente do Planejamento Financeiro do RN (entre 2003 e 2009), a receita da dívida ativa tinha uma classificação única, sem desdobrar o que é de origem tributária. Ele afirmou ainda que, com isso, o entendimento da época da Procuradoria, da Contadoria Geral do Estado, era de que esse repasse não era cabível, inclusive por não se saber exatamente qual era a origem de cada arrecadação que era feita na dívida ativa.

“Eles criaram uma classificação que a receita da dívida ativa passou a ser receita da dívida ativa de origem tributária, receita da dívida ativa de origem tributária de ICMS e receita da dívida ativa de origem tributária de IPVA. Justamente para, a partir de então, se criar as condições e ter clareza, ter o dimensionamento, ter a segregação do que de fato é para ser repassado aos municípios. Essa portaria foi de 2014, fui secretário até 2009. Desde então, os Estados começaram a fazer esse repasse”, disse.

A Constituição prevê que o estado transfira aos municípios a participação na arrecadação, em um percentual de 25% em ICMS, e 50% do que é arrecadado em IPVA, seja essa em condições normais ou seja como cobrança da dívida ativa.

98 FM Natal

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