Casos de dengue no país têm maior patamar desde epidemia de 2015

O Ministério da Saúde antecipou este ano o combate ao mosquito Aedes aegypti. FOTO: EFE/ Marcelo Sayão

O verão ainda não chegou, mas o país já está em alerta contra a dengue e o mosquito Aedes aegypti, seu transmissor, pois foram registrados neste ano quase 1,5 milhão de casos, o maior patamar desde 2015, segundo dados oficiais.

Embora a doença seja endêmica no Brasil e os picos sejam comuns a cada dois ou três anos, o expressivo aumento de registros antes mesmo da chegada da primavera – que começa no próximo dia 23 – e da temporada de chuvas vem provocando preocupação na comunidade médica e científica do país.

Segundo dados do Ministério da Saúde, pelo menos 591 pessoas morreram devido à doença de 30 de dezembro de 2018 a 24 de agosto deste ano, e outras 486 mortes suspeitas de terem a dengue como causa estão sob investigação. Neste período foram registrados mais de 1,4 milhão de casos de dengue, um crescimento de 600% em relação ao mesmo período de 2018 (que foi de 205.791). Foi o maior índice desde 2015, quando houve 1,6 milhão de casos de janeiro a dezembro.

Apesar de a dengue ser considerada uma doença cíclica, a preocupação entre médicos, agentes de saúde e autoridades é que o período mais quente e úmido do ano ainda não começou.

“A temporada de chuvas ainda não chegou. É quando os casos se multiplicam. Nós ainda estamos no inverno – um bastante seco, inclusive. Não deveríamos ter esse pico da dengue agora, esses números estão fora da curva”, afirmou o médico Thiago Henrique dos Santos, mestre em Saúde Pública pela USP.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que uma situação é considerada epidemia a partir de 300 casos para cada 100 mil habitantes. Atualmente, a taxa de incidência da doença no Brasil é de 690,4 casos a cada 100 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde.

Santos criticou o que classificou como desmonte das políticas públicas de prevenção da doença.

“O governo está correndo atrás do prejuízo”, disse o médico, que lamentou os cortes drásticos para o setor de saúde pública, que vem acontecendo desde 2016.

Essa redução, segundo Santos, impactou de maneira significativa os recursos das equipes de saúde ambiental que atuam em todo o país no combate à dengue e que dão orientação aos moradores sobre as melhores estratégias de prevenção da doença.

O médico e pesquisador Alexander Precioso, diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantan, também vê os orçamentos cada vez menores como uma preocupação para todos que trabalham com pesquisa no país.

O especialista, no entanto, afirmou que, no campo da dengue, os recursos estão em uma “situação bastante satisfatória”.

Precioso é um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento de uma vacina de dose única contra os 4 tipos da doença. Ele aponta que mesmo que a fórmula tenha proteção confirmada, dificilmente acabará sozinha com a doença, e por isso o país não pode abandonar as outras ações.

“A luta contra a dengue é uma batalha eterna. É uma luta que depende de políticas públicas de saúde, de ações governamentais, mas também da participação ativa da população”, garantiu.

Com isso, as visitas casa a casa e a orientação aos moradores de áreas de risco continuam sendo a maneira mais eficaz de combate aos criadouros do mosquito, permitindo, assim, que seja interrompido o contágio da população urbana.

“O período para que uma larva se transforme em mosquito é de apenas uma semana. É um ciclo muito rápido, constante e a partir do momento que as pessoas esquecem os recipientes cheios de água, os casos de dengue voltam a disparar”, declarou à Efe a agente de endemias do município de São Paulo, Dulcineia Prates.

Porém, a maior cidade do Brasil é considerada uma “bolha” que constrasta com os números nacionais: enquanto em todo o estado de São Paulo o coeficiente de incidência alcançou a marca de 959,7 casos por 100 mil habitantes, na capital paulista a taxa se situa em 138 casos a cada 100 mil pessoas, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde.

A coordenadora do Departamento Municipal de Vigilância em Saúde de São Paulo, Solange Saboia, contou que estão sendo preparadas atividades ampliadas de combate ao mosquito nos meses que antecedem o verão, devido à situação alarmante deste ano.

“Temos bastante preocupação em relação à chegada do calor e das chuvas e, por isso, estamos antecipando várias das estratégicas de intensificação”, explicou.

Por sua vez, a agente de endemias Marlene Ferreira, que há 18 anos faz visitas residenciais, lembrou que, para uma prevenção efetiva, é necessário um esforço coletivo, constante, maciço e metódico.

“Logo chega a temporada de chuvas, e qualquer respingo de água nos vasos de planta ou tigelas de animais já é suficiente para que o mosquito venha, coloque seus ovinhos, e a gente tenha um novo surto de dengue”, alertou.

EFE

 

FOTOS: Potiguares recebem maior honraria concedida aos profissionais da engenharia, agronomia e geociências do país

Divulgação. Foto: 1 – Presidente do Crea-RN, Ana Adalgisa Dias, engenheiro Antônio Medeiros e o conselheiro federal Modesto Ferreira; foto 2- Dirceu Gomes de Holanda, filho do homenageado

Na abertura da 76ª Semana Oficial da Engenharia e Agronomia, que acontece em Palmas (TO), dois Norte-rio-grandenses foram homenageados com a honraria Láurea ao Mérito, oferecida pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea ) aos profissionais que se destacaram em suas áreas.

Os potiguares receberam a maior honraria concedida aos profissionais da engenharia, agronomia e geociências do país. Os engenheiros civis Flávio José Cavalcanti de Azevedo e Dirceu Victor de Holanda (in memoriam) integram a lista dos homenageados pelo Confea. O engenheiro civil Antônio Medeiros de Oliveira recebeu a Medalha do Mérito em nome do sogro Flávio Azevedo, enquanto que o filho de Dirceu de Holanda, o também Dirceu Gomes de Holanda, representou o pai na solenidade, que teve o nome dele inscrito no Livro do Mérito. As duas indicações foram enviadas pelo Crea-RN e aprovadas pelo Plenário Conselho Federal.

A presidente do Crea-RN, Ana Adalgisa Dias, que participou das homenagens juntamente com o Conselho Federal Modesto Ferreira dos Santos Filho, falou da importância desse reconhecimento. “Foi uma noite de muita emoção porque homenageamos duas pessoas importantes para a engenharia, o empreendedorismo e o Sistema dentro do nosso estado e do país”, destacou.

Láurea ao Mérito

Todo ano o Confea seleciona 27 personalidades que se destacaram no Sistema Confea, Crea e Mútua para receber a Medalha do Mérito (12), Menção Honrosa (três) e os 12 a serem homenageados in memoriam, com a inscrição de seus nomes no Livro do Mérito.

A solenidade de entrega das honrarias ocorreu durante a abertura da Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia que aconteceu na noite do dia 16, no Centro de Convenções Arnoud Rodrigues, em Palmas, no Tocantins.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Eduardo Peixoto disse:

    Parabéns aos homenageados!

IFRN é considerada a quinta melhor instituição federal de ensino do país

De acordo com o último relatório do índice integrado de governança (iGG), divulgado no final de agosto pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o IFRN aparece na segunda posição de toda a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica e na quinta geral, dentre todas as instituições federais de ensino do país, que também engloba as universidades. Os resultados foram obtidos com base em levantamento de dados feito em 2017 sobre governança e gestão na administração pública federal (APF), de maneira a identificar os pontos mais vulneráveis e induzir melhorias nas quatro aéreas analisadas: gestão em tecnologia da informação (TI), contratações, gestão de pessoas e resultados.

A governança na APF refere-se à capacidade que as instituições têm de produzir e entregar valor, isto é, a entrega de resultados, de forma eficiente e com riscos bem geridos. Em geral, em uma instituição pública, o valor costuma ser percebido como benefícios para a sociedade. Quanto mais valor se entrega, melhor costuma ser a governança. No entanto, os resultados sugerem que as boas práticas de governança pública corporativa ainda são um desafio para maior parte das 488 organizações relacionadas. O levantamento apontou que 58% delas se encontram em estágio inicial no iGG; 39% em estágio intermediário e somente 3% em estágio mais avançado.

Para o Pró-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, professor Marcos Oliveira, o IFRN está no rumo certo, implementando os mecanismos necessários para continuar avançando. “Trabalhamos na perspectiva de realizar as entregas que a sociedade espera, a partir da otimização do fazer institucional em todas as áreas de atuação, com responsabilidade de transparência. Demos início à implantação do novo PDI 2019-2026, com agenda de visitas a todos os campi, iniciada desde o mês de agosto deste ano, possibilitando a construção de instrumentos para acompanhamento de desempenho tanto por parte da comunidade acadêmica quanto da sociedade em geral”, afirma.

Com informações do IFRN

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gildete pereira de oliveira disse:

    gente eo sol estudante do ifrn de mossoró sim tem muita coisas a ce feita para melora o ifrn de mossoró

  2. Marineide Maria da Silva disse:

    Verdade poderia ser a primeira, pois fiz Especialização e gostaria de fazer o mestrado lá, responsabilidade e acolhimento com seus Educandos.. parabéns IFRN. J. Câmara RN.

  3. Fina ironia disse:

    Ainda querem acabar com o IFRN…

    • joaozinho da escola disse:

      Ninguem quer acabar. Querem salvar a instituicao da politicagem sebosa que ocorre la dentro, antes que de 5 lugar termine perdendo pra curdos EAD do afeganistao.

  4. Sincero disse:

    Qual o nome do servidor do IFRn que casou com uma dondoca entrou só com a cara e vive publicando fotos luxando na internet?

  5. Emmanoel do Nascimento Costa disse:

    Ainda tem gente que procura desqualificar as escolas técnicas. Tem gente para tudo.

  6. damião gonçalves disse:

    Tem muitos projetos interessantes no IFRN, tem um professor fazendo um trabalho na ACAPORD em João Câmara, ele desenvolve como voluntário cadeiras de rodas motorizadas de baixo custo para o pessoal de lá, segue o face da associação dos deficientes de lá: https://www.facebook.com/acapordjc/

  7. Tamires disse:

    Não é novidade, sempre teve lugar de destaque no Brasil. Tenho orgulho de ter estudado lá. No meu tempo era ETFERN !

DIRETO NO CARTÓRIO: CNJ permite alterar sobrenome dos pais sem decisão judicial

Foto: Reprodução

A modificação do nome do genitor no registro de nascimento e no de casamento dos filhos, em decorrência de casamento, separação, divórcio, pode ser requerida em cartório, mediante a apresentação da respectiva certidão. É o que determina o Provimento 82/2019 da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça.

Na prática, passou a ser permitida em todo o país a correção do sobrenome dos genitores nos registros de nascimento e de casamento dos filhos, sem o necessário ajuizamento de ação de retificação.

Segundo o CNJ, haverá uma grande redução das ações de retificações e os documentos retratarão o nome atual dos genitores, evitando-se desgastes em viagens internacionais, hospedagens e até mesmo na apresentação de documentos aptos a comprovar a filiação em situações cotidianas.

Leia texto completo aqui no Justiça Potiguar.

Apple vira alvo em nova onda de golpes que afeta o país

Macs e iPhone tiveram 1,6 milhões de ataques de phishing entre setembro de 2018 e 2019 — Foto: Divulgação/Apple

Usuários de Mac, iPhone e outros aparelhos da Apple foram alvo de mais de 1,6 milhão de golpes de phishing apenas no primeiro semestre de 2019. Segundo estudo da Kaspersky divulgado nesta semana, o Brasil teve participação expressiva nos casos que visaram o macOS: de acordo com o levantamento, um terço das vítimas foram brasileiras.

Os ataques já superam em 9% o número total de casos registrados em todo o ano passado. A estatística leva em conta apenas os dados coletados pelo serviço de detecção em nuvem Kaspersky Security Network, levando a crer que a quantidade de fraudes possa ser bem maior. As fraudes visam, principalmente, o roubo de dados financeiros por meio de falsificação de páginas da empresa.

Segundo os especialistas, os golpes mais comuns envolvem a criação de páginas que simulam o site oficial da Apple ou a tela de login do iCloud para roubar senhas. Os golpistas distribuem e-mails de suporte falsos contendo alertas de segurança e ameaças de bloqueio de conta. O objetivo é fazer com que o usuário menos atento clique em um link, caia no site fake e informe dados de login e cartão de crédito ao criminoso sem perceber.

Embora os softwares da Apple sejam considerados popularmente mais seguros que o Windows ou o Android, o relatório aponta certa paridade em número de incidentes quando se trata de phishing. Como esse tipo de golpe é baseado em truques de engenharia social para atrair vítimas, a plataforma onde a isca é plantada importa menos quando o assunto é infecção por malware, em que os produtos de Microsoft e Google ficam em desvantagem.

Segundo a Kaspersky, usuários Apple podem ser mais suscetíveis a ataques do tipo por considerarem o iOS ou macOS mais seguros e, por isso, tomarem menos precauções. No entanto, os softwares tampouco estão livres de vírus: a firma de segurança também detectou adwares e o malware Shlayer, um cavalo-de-troia que se disfarça de atualização para o Flash Player.

Como se proteger

Para se manter seguro é importante entender que os sistemas da Apple podem esconder riscos assim como os concorrentes. Tendo isso em mente, é importante ter um bom antivírus e não baixar programas de locais desconhecidos, dando sempre preferência pela Mac App Store. Além disso, é recomendável manter o sistema operacional e aplicativos atualizados para não deixar de instalar eventuais pacotes de correções de bugs.

Globo, via Techctudo e Kaspersky

 

Setor de serviços cresce 0,8% de junho para julho no país, diz IBGE

Foto: (Nacho Doce/Reuters)

O volume de serviços do país teve um crescimento de 0,8% na passagem de junho para julho deste ano, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o setor se recupera da queda de 0,7% registrada na passagem de maio para junho.

Os serviços cresceram 1,8% na comparação com julho de 2018, 0,8% no acumulado do ano e 0,9% no acumulado de 12 meses.

A alta de junho para julho foi puxada pelos serviços de informação e comunicação, que avançaram 1,8% no período, que recuperou parte da perda de 2,2% do mês anterior. Também tiveram alta os segmentos de outros serviços (4,6%) e de transportes, serviços auxiliares de transportes e correios (0,7%).

Por outro lado, tiveram queda os segmentos de serviços prestados às famílias (-0,5%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,3%).

A receita nominal do setor cresceu 1,6% de junho para julho, 4,7% na comparação com julho de 2018, 4,3% no acumulado do ano e 4,2% no acumulado de 12 meses.

Agência Brasil

 

Casos de dengue no país crescem 599% em um ano

Aedes aegypti transmite zika, dengue e chikungunya | Josué Damacena / IOC Fiocruz

A dengue voltou a explodir no Brasil em 2019. Até o final de agosto, já foram registrados 1.439.710 casos da doença. Isso representa um aumento de 599% em comparação ao mesmo período de 2018.

A febre chikungunya também avançou: 76.742 ocorrências, 69,3% a mais do que o verificado ao longo do mesmo intervalo de tempo do ano passado.

Já a zika registrou crescimento de 47,1%: 9.813 casos até 24 de agosto de 2019, contra os 6.669 do mesmo período de 2018.

Dada a gravidade do quadro, o Ministério da Saúde vai antecipar a campanha de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Normalmente, as ações publicitárias contra a proliferação do Aedes aegypti são veiculadas a partir de novembro, quando o calor e a chuva costumam castigar mais.

A nova campanha, que irá para as ruas semana que vem, tem como mote a pergunta: “E você? Já combateu o mosquito hoje?”.

Lauro Jardim – O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Barbosa Santos disse:

    Se Bolsonaro lançar uma campanha para matar o mosquito veremos notícias como: "Governo autoriza chacina em criadouro de Aedes" ou "Carta branca para a morte".

  2. SHATONSOM disse:

    culpa do bolsonaro, a gente já esperava

Enquanto se noticia “fritura”, Moro celebra apreensão recorde de cocaína, queda de crimes no país e enaltece que governo e estados “estão trabalhando como nunca”

Reprodução/Twitter

Em meio as noticiários de supostas tentativas ou estratégias de “fritura”, o ministro da Segurança e Justiça, Sérgio Moro, voltou a celebrar a queda de crimes no Brasil. No Twitter, divulgou números de cocaína apreendida de janeiro a julho deste ano,  e celebrou recorde.

Moro também enalteceu os esforços de segurança do governo Bolsonaro, e ainda os estados. “Estão trabalhando como nunca”, disse.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. João Batista disse:

    Quem é Mariele no jogo do bicho?

  2. Rosi Sampaio disse:

    E o caso Marielle? Cadê a solução?
    No Brasil só se desvenda os crimes que interessa, os demais é um faz de conta ou será que estão abafando alguma coisa? Muito estranho!

    • Fernando disse:

      Foram presos os executores e as investigações prosseguem, agora o caso de Celso Daniel e Toninho do PT é que o PT passou 16 anos investigando e não divulgaram a realidade, apesar de todo mundo já saber

  3. Ivan disse:

    A petralhada pira!!! Chupem essa manga adoradores de corruptos!!!! kkkkkkkkkkkkk

  4. PensoLogoExisto disse:

    Trabalhando como nunca?

    Porque eles nunca trabalharam assim? Porque só começaram a trabalhar mais agora? Quer dizer que é por governo? As forças de segurança do Brasil nunca cresceram tanto como nos governos do PT, assim como as escolas, saúde e etc.

    • Fato disse:

      Seu pseudônimo é inversamente proporcional ao que escreve.
      Onde a saúde cresceu com o PT?
      As escolas melhoraram em quê?
      Vamos refrescar sua memória: De 2013 a 2016 cerca de R$ 3,2 bilhões deixaram de ser repassados aos estados e municípios para serem utilizados na saúde pública.
      Apenas em 2015, DILMA CORTOU quase R$ 12 bilhões do Ministério da Saúde.
      (dados oficiais e públicos) Quer que desenhe?

  5. Bolsominion disse:

    Petistas detectados!!! kkkkkkk Chorem mais, bebês: o choro é livre. O Lula não… !!! kkkkkkkk

  6. Alexandre disse:

    Duvido prender Queiroz….

  7. José Cláudio Pereira disse:

    Moro para provar sua competência, tem de desvendar o mistério da propriedade do carregamento de cocaína 39 kilos encontrado no avião da presidência da República

    • Manoel disse:

      Eu já acho que para Moro mostrar que é super herói mesmo, tem que desvendar o assassinato "queima de arquivo" de Celso Daniel!

    • Waldemir disse:

      Petista encantado detectado

  8. Eu disse:

    #Moro2022

    • Rosi Sampaio disse:

      Nem Moro e nem Bolso! Com fé em Deus, em 2022 vai aparecer alguém melhor. #novoscandidatosem2022.

País tem ao menos 200 concursos públicos abertos com quase 20 mil vagas

Foto: Reprodução

Pelo menos 200 concursos públicos estão com inscrições abertas no país nesta segunda-feira (26). Ao todo, são ofertadas quase 20 mil vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade.

Só a Polícia Militar de São Paulo oferece 2,7 mil vagas no cargo de soldado. Já os salários chegam a R$ 28.884,20 no Ministério Público de Goiás.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Entre os principais concursos federais com inscrições abertas estão:

•Aeronáutica, que oferece 372 vagas em dois concursos: um para 120 vagas e outro para 252;

•Exército, com oferta de 10 vagas;

Nesta segunda-feira (26), pelo menos quatro órgãos públicos abrem as inscrições para cerca de 720 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Só na Prefeitura de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, são ofertadas 612 vagas.

Os salários chegam a R$ 9,6 mil na Universidade Federal da Paraíba – UFPB.

CONFIRA AQUI A LISTA COMPLETA DE CONCURSOS

G1

Salários e aposentadorias são mais da metade dos gastos de todos os estados do país; RN entre destaques em reportagem

Foto: Pixabay

O pagamento de servidores ativos e inativos estaduais consumiu, em 2018, mais da metade do orçamento em todos os 26 estados do Brasil e no Distrito Federal, deixando poucos recursos para serviços e investimentos . Em 12 deles, o percentual superou o limite de gastos com pessoal estabelecido por lei previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal ( LRF ), de 60% de suas receitas com salários e encargos. Outros quatro estão próximos de estourar o limite, com percentuais entre 59% e 60%.

A situação mais preocupante é a do Tocantins, onde essa despesa corresponde a mais de 80% de tudo o que é arrecadado pelo estado. Em Minas Gerais, onde 78% da arrecadação está comprometida com a folha de servidores, desde 2016 o governo tem adotado o pagamento escalonado de salários do funcionalismo.

A crise enfrentada pelos estados poderá ganhar um novo capítulo nesta quarta-feira, com o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) da ação que trata da possibilidade de redução de salários de servidores públicos de qualquer ente da federação mediante a diminuição de jornada de trabalho. O tema, que já foi pautado para ir ao plenário por três vezes, mas sem conclusão, poder dar um fôlego às finanças estaduais.

Além de Tocantins e Minas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Acre, Goiás, Piauí, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio de Janeiro e Maranhão descumpriram o teto permitido de gastos, de 60%. Bahia, Paraná, Santa Catarina e Sergipe estão em estado de alerta, com percentual acima de 59% segundo o último relatório do Tesouro.

Dados dos últimos sete anos apontam para um quadro de expansão dos gastos tanto dos ativos quanto dos inativos, alguns com crescimento mais modestos que outros. Em média, entre 2011 e 2018, o crescimento real (considerando a inflação do período), foi de 39,36%. Nesse período, o Rio de Janeiro aumentou seus gastos com pessoal em 110%. Em valores reais, o crescimento foi de R$ 24,1 bilhões, o maior crescimento entre todas as unidades da federação. Atualmente, de cada R$ 10 arrecadados pelo estado, um pouco mais de R$ 6 é destinado para folha salarial dos servidores.

Apesar do cenário de expansão, as despesas brutas com ativos e inativos dos estados sofreram queda real de R$ 985 milhões, entre 2017 e 2018. Um pequeno alívio na trajetória ascendente da dívida fiscal desses entes. As variações vão desde um crescimento real de 13,3% (Acre) até uma queda real de 10,7% (Rio Grande do Norte). No Rio, por sua vez, o crescimento foi de 2,4%, abaixo da mediana dos estados, de 2,8%.

Segundo o economista Raul Velloso, o resultado das contas de 2018 é fruto da adoção de medidas pontuais de ajuste, como aumento de alíquotas de contribuição, falta de reajuste salarial e paralisação de concursos. Além disso, foi impactado pelo ingresso de alguns estados, como Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, no Regime de Recuperação Fiscal, criado para fornecer instrumentos de ajuste fiscal para Estados com desequilíbrio financeiro.

— Os estados têm poucas válvulas para lidar com essa crise — admite Velloso. — Não têm como, com medidas superficiais, obter um resultado muito forte. É só pensar no setor privado. Quando eles precisam fazer um ajuste grande, mandam um monte de profissionais embora. Aí conseguem um resultado rápido, pagam indenizações, mas se livram daquela despesa.

A despeito da crise orçamentária, as despesas com salários permaneceram em alta nos últimos anos de recessão. Os gastos aumentaram do equivalente a 5,32% do PIB, em 2015, para 6,9%, ou R$ 470,9 bilhões.

Nas últimas décadas, de acordo com do Atlas do Estado Brasileiro, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número total de servidores públicos do país, nas três esferas de governo, sem contar trabalhadores de empresas estatais, cresceu 83% em 20 anos, passando de 6,264 milhões, em 1995, para 11,492 milhões, em 2016. No mesmo período, o crescimento da população foi de 28%.

Apesar da diferença, o percentual de funcionários públicos em relação ao total de ocupados formalmente no conjunto da economia – segundo dados do antigo Ministério do Trabalho, que incluem as empresas públicas – se reduziu de 22,3%, em 1995, para 17,4%, em 2016.

— Em grande medida, o setor público se manteve na mesma faixa das pessoas com ocupação formal, se comparado com o total no setor privado. Em termos absolutos houve aumento de vínculos, mas, no comparativo com setor privado, você relativiza muito esse número — explica Félix Lopez, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea e coordenador do estudo.

Segundo o relatório, o crescimento mais vigoroso dos vínculos de trabalho no setor público municipal elevou a participação deste nível administrativo de 38%, em 1995, para 57%, em 2016. Em sentido inverso, o total de vínculos no setor público estadual caiu de 47% para 33%, no mesmo período.

Uma das razões é o crescimento do número de municípios do país; de 1985 a 2003 foram criados 1.456 novos municípios, o que representa expansão de 35%. Atualmente, quatro em cada dez servidores municipais são professores, médicos ou enfermeiros.

Para analistas, um melhor ajuste depende de uma reforma administrativa nos estados brasileiros, discutindo o emaranhado de carreiras e regras distintas de cada uma, além das progressões salariais aceleradas, que também podem ser vistas no governo federal. Uma mudança no regime previdenciário de estados e municípios também surge como alternativa para reversão da trajetória crescente da folha de pagamentos.

Entre 2017 e 2018, estados como Espírito Santo e São Paulo tiveram crescimento negativo de gastos com ativos, em parte pela contenção dessa despesa, com crescimento inferior ao da inflação. No entanto, houve crescimento real das despesas com inativos, a maior preocupação dos analistas no médio prazo.

— Nenhum dos estados trata do assunto de maneira estrutural. Acredito que para que haja uma solução de fato, é necessário a reforma previdenciária dos RPPS (Regime de Previdência dos Servidores Públicos) dos estados e municípios, além de uma reforma administrativa, principalmente para melhorar os incentivos à progressão de carreira e com consequente melhora da prestação dos serviços públicos — afirma Vilma Pinto, pesquisadora da área de Economia Aplicada do Ibre/FGV.

Para Vilma, uma eventual decisão do STF no sentido de permitir a redução salarial dos servidores em caso de diminuição da carga horária deve ser analisada com cuidado pelos agentes públicos, a fim de não prejudicar serviços essenciais.

— Se reduzir a jornada de trabalho dos policiais, como ficará a prestação de serviços de segurança? Se for servidores que possuem ociosidade e que não existe déficit na área, acho que seja válido sim. Mas tem que ser olhado caso a caso. O impacto vai depender dessa análise, para saber em que casos se aplicam a medida ou não — afirma.

Na avaliação de Velloso, o impacto financeiro de uma decisão favorável do STF não deve ser expressivo nas contas estaduais, mas poderá gerar um alívio para realização de futuros ajustes, como administrativo.

— Não deverá ser expressivo, mas para o cara (secretário) que está fazendo das tripas coração para sobreviver, qualquer ganho é ganho, mas é perda de tempo de jogar fichas nisso (redução de salários e jornada) — conclui.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. UILSON disse:

    Policial trabalha 1 e folga 3, imagine se ruduzir a carga horária. Será que ficaria 1×6

    • CHICO100 disse:

      Vá estudar, Uilson! Policial trabalha igual ou mais do que outros servidores. 40 horas semanais. Quando ele trabalha 2 dias por semana, ele cumpre uma carga horária maior do que deveria, pois 2 dias correspondem a 2 serviços de 24h, totalizando 48h semanais

    • UILSON disse:

      Tá bom… vou acreditar que o ser humano trabalha 24 horas seguidas… ainda mais sendo funcionário público.

Desemprego recua em 10 estados do país no 2º trimestre, e média nacional cai para 12%, aponta IBGE

O desemprego caiu em 10 das 27 unidades da federação no 2º trimestre, na comparação com o trimestre anterior, permanecendo estável nas demais, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desemprego média no país recuou para 12% no 2º trimestre, ante 12,7% no 1º trimestre, conforme já divulgado anteriormente pelo órgão, mas ainda atinge 12,8 milhões de brasileiros.

Segundo o IBGE, as maiores taxas de desemprego foram observadas na Bahia (17,3%), Amapá (16,9%) e Pernambuco (16,0%) e a menores, em Santa Catarina (6,0%), Rondônia (6,7%) e Rio Grande do Sul (8,2%). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as taxas ficaram em 12,8% e 15,1%, respectivamente.

“As maiores variações foram no Acre (-4,4 p.p.), Amapá (-3,3 p.p) e Rondônia (-2,2 p.p). Já em relação ao mesmo trimestre de 2018, a taxa subiu em duas UFs: Roraima (3,7 p.p) e Distrito Federal (1,5 p.p.). Houve quedas em três UFs: Amapá (-4,4 p.p.) Alagoas (-2,7 p.p.) e Minas Gerais (-1,2 p.p.), com estabilidade nas demais”, informou o IBGE.

“Essa tendência de queda na taxa de desocupação foi observada em quase todo o país”, destacou a analista da PNAD Contínua, Adriana Beringuy. “Em termos gerais, pode ser que a desocupação caiu mais intensamente ou a ocupação aumentou com mais intensidade”.

Veja a taxa de desemprego por unidade da federação:

Santa Catarina: 6%
Rondônia: 6,7%
Rio Grande do Sul:8,2%
Mato Grosso do Sul: 8,3%
Mato Grosso: 8,3%
Paraná: 9,0%
Minas Gerais: 9,6%
Goiás: 10,5%
Ceará: 10,9%
Espírito Santo: 10,9%
Pará: 11,2%
Tocantins: 11,4%
Paraíba: 11,9%
Brasil: 12%
Rio Grande do Norte: 12,5%
Piauí: 12,8%
São Paulo: 12,8%
Acre: 13,6%
Distrito Federal: 13,7%
Amazonas: 13,9%
Maranhão: 14,6%
Alagoas: 14,6%
Roraima: 14,9%
Rio de Janeiro: 15,1%
Sergipe: 15,3%
Pernambuco: 16%
Amapá: 16,9%
Bahia: 17,3%

Subutilização em alta

O Brasil encerrou o semestre com uma taxa de subutilização da força de trabalho em 24,8%. Isso significa que falta trabalho para 28,4 milhões de brasileiros – um leve recuo frente à taxa de 25% registrada no trimestre encerrado em maio.

Segundo o IBGE, Piauí (43,3%), Maranhão (41,0%) e Bahia (40,1%) apresentam as maiores taxas de subutilização. Já as menores taxas ocorreram em Santa Catarina (10,7%), Rondônia (15,7%) e Mato Grosso (15,8%).

Os maiores contingentes de desalentados (que desistiram de procurar trabalho) estão na Bahia (766 mil pessoas) e no Maranhão (588 mil) e os menores no Amapá (13 mil) e em Rondônia (15 mil). O número de desalentados no 2º trimestre no país atingiu 4,9 milhões de pessoas, o que corresponde a 4,4% da força de trabalho.

Já as unidades da federação com os maiores percentuais de empregados sem carteira de trabalho assinada são Maranhão (49,7%), Piauí (48,0%) e Pará (47,3%). Na outra ponta, os estados com as maiores fatias de empregados com carteira de trabalho assinada são Santa Catarina (87,6%), Rio Grande do Sul (83,3%) e Paraná (81,4%).

Regionalmente, segundo o IBGE, só foi observada alteração significativa na carteira de trabalho assinada no 2º trimestre no Paraná, onde houve aumento de 3,4%, e em Roraima, onde houve queda de 12,7% – lá, foram dispensados cerca de 6 mil trabalhadores que eram contratados formalmente.

Desemprego maior entre mulheres e negros

Segundo os números do IBGE, a taxa de desocupação no país ficou em 12% no 2º trimestre, mas com diferenças significativas entre homens (10,3%) e mulheres (14,1%). As mulheres também se mantiveram como a maior parte da população fora da força de trabalho (64,6%). O nível da ocupação dos homens, no Brasil, foi estimado em 64,3% e o das mulheres, em 45,9%.

A taxa de desemprego daqueles que se declararam brancos ficou em 9,5%, abaixo da média nacional, enquanto a dos pretos e a dos pardos foi 14,5% e 14%, respectivamente.

G1

 

Levantamento alerta para consumo de álcool no país; mais de dois milhões de brasileiros têm traços de dependência

Mais de dois milhões de brasileiros têm traços de dependência da bebida alcoólica (Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O índice de consumo de álcool no Brasil é mais alarmante do que o do uso de substâncias ilícitas, segundo o 3º Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A pesquisa revelou que mais da metade da população brasileira de 12 a 65 anos declarou ter consumido bebida alcoólica alguma vez na vida.

Cerca de 46 milhões (30,1%) informaram ter consumido pelo menos uma dose nos 30 dias anteriores. E aproximadamente 2,3 milhões de pessoas apresentaram critérios para dependência de álcool nos 12 meses anteriores à pesquisa.

O levantamento que ouviu cerca de 17 mil pessoas com idades entre 12 e 65 anos, em todo o Brasil, entre maio e outubro de 2015, é apontado como um dos mais completos por sua abrangência. Pesquisadores da fundação afirmam, inclusive, que os resultados são representativos inclusive de municípios de pequeno porte e de zonas de fronteira.

Álcool e violência

A relação entre álcool e diferentes formas de violência também foi abordada pelos pesquisadores que detectaram que, aproximadamente 14% dos homens brasileiros de 12 a 65 anos dirigiram após consumir bebida alcoólica, nos 12 meses anteriores à entrevista. Já entre as mulheres esta estimativa foi de 1,8%. A percentagem de pessoas que estiveram envolvidos em acidentes de trânsito enquanto estavam sob o efeito de álcool foi de 0,7%.

Cerca de 4,4 milhões de pessoas alegaram ter discutido com alguém sob efeito de álcool nos 12 meses anteriores à entrevista. Destes, 2,9 milhões eram homens e 1,5 milhão, mulheres. A prevalência de ter informado que “destruiu ou quebrou algo que não era seu” sob efeito de álcool também foi estaticamente significativa e maior entre homens do que entre mulheres (1,1% e 0,3%, respectivamente).

Percepção de Risco

A percepção do brasileiro quanto às drogas atrela mais risco ao uso do crack do que ao álcool: 44,5% acham que o primeiro é a droga associada ao maior número de mortes no país, enquanto apenas 26,7% colocariam o álcool no topo do ranking.

Segundo coordenador do levantamento e pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde da Fiocruz, Francisco Inácio Bastos,os principais estudos sobre o tema, como a pesquisa de cargas de doenças da Organização Mundial de Saúde, não deixam dúvidas: o álcool é a substância mais associada, direta ou indiretamente, a danos à saúde que levam à morte”, afirmou Bastos.

“Tanto o álcool quanto o crack, porém, representam grandes desafios à saúde pública. Os jovens brasileiros estão consumindo drogas com mais potencial de provocar danos e riscos, como o próprio crack. Além disso, há uma tendência ao poli uso [uso simultâneo de drogas diferentes]. Por isso é tão importante atualizar os dados epidemiológicos disponíveis no país, para responder às perguntas de um tema como o consumo de drogas, que se torna ainda mais complexo num país tão heterogêneo quanto o Brasil”, advertiu.

Agência Brasil

 

‘Governadores do Nordeste querem a divisão do país’, diz Bolsonaro; presidente afirma que movimento ocorre enquanto ele tenta unir a nação

FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente Jair Bolsonaro disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que, em seu entendimento, governadores do Nordeste agem para “dividir o País”, enquanto ele trabalharia para unir.

Bolsonaro deu uma carona para a reportagem enquanto se deslocava em Sobradinho, na Bahia, na sua segunda viagem ao Estado em menos de um mês após controvérsia com políticos da região.

Em um áudio captado pela TV Brasil, Bolsonaro diz que o governo federal não devia dar “nada” para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Ele nega que na ocasião tenha usado o termo “paraíba” de forma pejorativa.

Sobre as polêmicas causadas por declarações recentes, o presidente disse que tenta ser um pouco mais polido, mas que o seu estilo é o mesmo da época da campanha.

Aos que o criticam, afirmou: “Paciência. Já sabiam que eu era assim. A gente procura se polir um pouco mais, mas acontece”. Leia os principais trechos da entrevista:

O sr. fez hoje (ontem) um discurso inflamado dizendo que o Brasil não pode se dividir. Pode explicar melhor?

O PT lançou a divisão entre nós. E nós temos de nos unir. Agora mesmo estão tendo indícios de que, se não todos, a maioria dos nove governadores do Nordeste quer começar a implementar a divisão do Nordeste contra o resto do Brasil.

A sua vinda ao Nordeste é para sinalizar algo à população?

Não é para isso. Minha maneira de ser sempre foi essa. Unir este país, não desunir.

Boa parte do seu eleitorado diz que gosta do chamado “Bolsonaro raiz”. O sr. está voltando a ser “Bolsonaro raiz” depois das eleições de outubro?

Não há diferença do que eu pensava na campanha e do que eu penso agora. Eu quero implementar o que eu falei em campanha. Pela primeira vez na história do Brasil um presidente está buscando honrar aquilo que prometeu durante a campanha. Agora, palavrão sai de vez em quando, isso é natural, pô. Agora, alguns falam que isso não é linguajar para um presidente. Paciência. Já sabiam que eu era assim. A gente procura se polir um pouco mais, mas acontece. Mas isso não vai me aborrecer, essas conotações que dão, quando a gente fala um pouco mais com o coração do que com razão.

O sr. participou da inauguração de uma usina de energia em Sobradinho (BA). Foi a segunda viagem ao Nordeste desde o início do seu mandato.

Essa obra efetivamente começou a andar no governo do (ex-presidente) Michel Temer. Então, não é obra minha, para não achar que estou querendo pegar obra de ninguém. Agora, também, a obra é feita com dinheiro público. Não tem pai da criança. Todo o povo brasileiro é que é pai da criança. Estou rodando o Brasil todo, para mostrar, ter espaço, junto à imprensa e dizer que nossa união pode realmente fazer um Brasil melhor.

Como o sr. avalia as críticas em relação ao seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, ser embaixador nos Estados Unidos?

Num primeiro momento, por ser filho meu, foi bombardeado. O (Donald) Trump mesmo, semana passada, falou que acompanha meu trabalho, me chamou de “Trump dos Trópicos”. E citou meu filho Eduardo Bolsonaro como uma pessoa que ele conhece. E quer melhor referência do que essa? Impossível? Agora, obviamente (a indicação) passa pelo Senado, por comissão no Senado.

Com relação à Amazônia, o sr. acha que existe interesse estrangeiro por trás dos dados que mostram aumento de 40% no desmatamento da região?

Tinham interesse por essa área antes mesmo de o Brasil ser descoberto. E aí, é uma loucura minha? 1492. Descobriram a América. O que aconteceu em 1494, dois anos depois? Tratado de Tordesilhas. 1500, descobriram o Brasil. Por coincidência ou não essa área não seria nossa.

O espírito aventureiro do brasileiro do português, é que fez com que esse tratado não fosse respeitado e fosse revogado. Então, a conquista vem daí. Agora, (a Amazônia) é a área mais rica do mundo.

Está sentado à sua esquerda aqui a pessoa que já comandou o Comando Militar da Amazônia e conhece muito bem, melhor do que eu (aponta para o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno Ribeiro).

É a área mais rica do mundo, sem comentários. São incalculáveis as riquezas minerais que têm por ali, a biodiversidade.

Na avaliação do sr., a divulgação desses dados é feita por algum tipo de interesse?

A esquerda usa as minorias para atingir seu objetivo. Ela pega as minorias e usa. Procura um afrodescendente com a cabeça no lugar. Por que ele foi beneficiado com as políticas de cotas do passado? Benefício nenhum, zero.

A questão das comunidades indígenas, a mesma coisa. Usam o índio, usam o negro, usam a comunidade LGBT para atingir seus objetivos. Usam o povo do Nordeste muitas vezes.

O sr. faz críticas à imprensa, mas ao mesmo tempo tem atendido jornalistas com frequência. Como está essa relação?

Uma coisa é você que está na ponta da linha, o cara que opera uma câmera. A outra é lá em cima, o editor e o dono do jornal.

Eu gostaria que o que eu vou falar aqui não fosse verdade, e essas palavras aqui não são minhas, mas eu assino embaixo: “Quem não lê jornal, não está informado. Quem lê, está desinformado”.

Eu queria que essa máxima deixasse de existir. (Nesse momento, o presidente abre sites de notícias no celular e passa a comentar notícias.)

E a relação do sr. com os demais Poderes da República?

Toffoli (ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal), por exemplo, como ele está sob ataques, o pessoal (da imprensa) quer dizer que eu seria um Toffoli do Executivo.

O que eu penso do Toffoli: ele é o chefe do Poder Judiciário. E tem de ter respeito e consideração por parte do chefe do Executivo. E vou tratá-lo com todo respeito e consideração, não interessa o que seja discutido lá dentro do Supremo.

O que por ventura eu não goste, sou obrigado democraticamente a aceitar. E ponto final.

Estadão

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Anti-Político de estimação disse:

    Os próprios políticos profissionais parasitas, da esquerda e da direita , estão alimentando esta polarização idiota. Isso só não é bom para os cidadãos, que sustentam toda essa máquina.
    Ninguém é "santo" nessa estória.

    • Evan Jegue disse:

      Isso. Parasitas são de direita, centro e esquerda, e infestam norte, sul e centro.

  2. Vitor Silva disse:

    Esse Johnny Bravo…. hahahahahaha

  3. Maria disse:

    Esses governadores consultaram o povo nordestino sobre essa divisão?

  4. José disse:

    "…Imagine o Brasil ser dividido e o Nordeste ficar independente". Já dizia o poeta!

    • Manoel disse:

      KKK. Meu amigo, na atual circunstância, com governadores de esquerda e os Estados nordestinos todos falidos, esse "país independente" se tornaria uma "potência" tipo Venezuela ou Cuba viu!

    • SANTOS disse:

      Poetas Ivanildo Vila Nova e Braulio Fernandes

    • Ceará-Mundão disse:

      Seria um "suicídio poético". O Nordeste é uma região pobre, com problemas climáticos e pouca água na maior parte do seu território, com um povo acostumado a velhas práticas clientelistas e a vender seu voto por migalhas. Dependente de ajuda governamental e com péssimos governantes, essa região não iria longe. Infelizmente.

Pequenos negócios sustentam geração de emprego pelo quinto mês no país

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

A geração de empregos com carteira assinada em junho veio dos pequenos negócios, pela quinta vez seguida neste ano. A análise feita pelo Sebrae a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia, mostra que foram criados 52,7 mil postos de trabalho no segmento. O número de empregos criados pelas micro e pequenas empresas em junho registrou o melhor resultado para o mês nos últimos cinco anos.

Segundo o levantamento, as médias e grandes corporações, pela segunda vez consecutiva, mais demitiram do que contrataram, registrando saldo negativo de 4,8 mil empregos. Ao se agregar o resultado da Administração Pública a esses saldo, no total foram gerados no país 48.436 postos de trabalho no país.

No primeiro semestre de 2019, os pequenos negócios respondem por 387,3 mil empregos, 70 vezes maior que o saldo de empregos gerados pelas médias e grandes empresas (5,5 mil).

Enquanto as micro e pequenas empresas registraram pequeno crescimento na geração de empregos no primeiro semestre, as médias e grandes tiveram redução significativa no saldo. Na comparação com o período de janeiro a junho de 2018, as micro e pequenas empresas apresentaram crescimento de 0,8% na geração de emprego e as médias e grandes, saldo 80% menor.

Setores

No primeiro semestre, foram os pequenos negócios do setor de serviços que sustentaram a geração de empregos no país, respondendo pela criação de 213,8 mil postos de trabalho, 55,2% do total. Os pequenos negócios da indústria de transformação assumiram a segunda posição no ranking setorial, com criação de 56,6 mil empregos, seguidos pelas micro e pequenas empresas da agropecuária (+54 mil empregos). Já os pequenos negócios que atuam no comércio registraram, no primeiro semestre de 2019, demissão líquida de quase 50 mil trabalhadores.

De acordo com os dados do Caged, no primeiro semestre, o comércio foi o único a registrar foi o único semento a registrar saldo negativo, ao se considerar todos os portes de empresas. O saldo negativo nesse setor chegou a 88,7 mil, na comparação com o primeiro semestre de 2018. Ao apresentar os dados na última quinta-feira (25), o subsecretário de Políticas Públicas e Relações de Trabalho do Ministério da Economia, Matheus Stivali, avaliou que retração do emprego no comércio é reflexo da atividade econômica em recuperação. “A explicação é próprio desempenho fraco da economia. O comércio emprega pessoas de qualificação média e é onde mais a crise econômica é sentida”, disse.

Estados

A maior parte das contratações com carteira assinada aconteceram entre as MPE do estado de São Paulo, com a criação de 15,2 mil postos de trabalho, acompanhadas das empresas de Minas Gerais (mais 14 mil empregos). Isso fez com que o Sudeste assumisse a liderança na criação de vagas de trabalho no mês de junho deste ano (mais 33 mil empregos), sendo seguido pelos pequenos negócios da região Centro-Oeste (mais 11,6 mil vagas).

Agência Brasil

 

Natal vai sediar um dos mais conceituados eventos de direito processual civil do país

Natal receberá, no próximo dia 2, no Hotel Holiday Inn, importante evento discutindo as novidades implementadas na justiça brasileira, com o Código de Processo Civil de 2015. O evento terá nomes como os professores Fredie Didier (UFBA), Antonio Carlos Marcato (USP), Daniel Assumpção (LFG), Luís Guilherme Marinoni (UFPR) e Rodrigo Cunha Lima (LFG), além do ministro Marcelo Navarro (STJ). Serão tratados temas como as novas questões sobre a imparcialidade judicial, precedentes judiciais, recursos e execução frente ao novo código. As inscrições podem ser efetuadas com valor reduzido até o dia 30/7, pelo site atualeventos.com/direitoprocessual

Obesidade no país aumentou entre 2006 e 2018, diz pesquisa

Conselho Federal de Nutricionistas/Direitos Reservados

Enquanto parte dos brasileiros incorporou mais frutas e hortaliças à dieta e tem se exercitado mais, outra parcela da população está ficando mais obesa.

De acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Ministério da Saúde, a taxa de obesidade no país passou de 11,8% para 19,8%, entre 2006 e 2018.

Foram ouvidas, por telefone, 52.395 pessoas maiores de 18 anos de idade, entre fevereiro e dezembro de 2018. A amostragem abrange as 26 capitais do país, mais o Distrito Federal.

Para o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, apesar de ter havido melhora no cardápio, o brasileiro ainda compra muitos itens calóricos e sem tanto valor nutricional. “Temos ainda um aumento maior de obesidade porque ainda há consumo muito elevado de alimentos ultraprocessados, com alto teor de gordura e açúcar.” Segundo ele, o excesso de peso é observado sobretudo entre pessoas de 55 e 64 anos e com menos escolaridade.

O estudo mostra que, no período, houve alta do índice de obesidade em duas faixas etárias: pessoas com idade que variam de 25 a 34 anos e de 35 a 44 anos. Nesses grupos, o indicador subiu, respectivamente, 84,2% e 81,1% ante 67,8% de aumento na população em geral.

A pesquisa Vigitel reúne dados sobre o excesso de peso e confere a prática de exercícios – Ginecomastia.org/Direitos Reservados

A capital com o menor índice de obesidade foi São Luís, com 15,7%. Na outra ponta, está Manaus, com 23% de prevalência.

O ministério destacou que, no ano passado, ocorreu uma inversão quanto ao recorte de gênero. Diferentemente do padrão verificado até então, identificou-se um nível maior de obesidade entre as mulheres. A percentagem foi de 20,7% contra 18,7% dos homens.

Além de conferir a prevalência de obesidade, a Vigitel reúne dados sobre o excesso de peso. Os pesquisadores concluíram que mais da metade da população brasileira (55,7%) se encontra nessa condição, índice que resultou de um crescimento de 30,8%, acumulado ao longo dos 13 anos de análise. Em 2006, a proporção de brasileiros com excesso de peso era de 42,6%.

Nesse quesito, o grupo populacional com predominância é o de pessoas mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos. As mulheres apresentaram um crescimento mais significativo do que os homens. O delas aumentou 40%, ao passo que o deles subiu 21,7%.

Mudança de hábitos

A pesquisa também constatou que os brasileiros têm seguido uma linha de hábitos mais saudável. O consumo regular de frutas e hortaliças, por exemplo, passou de 20% para 23,1%, entre 2008 e 2018, uma variação de 15,5%.

A recomendação é da ingestão de, no mínimo, cinco porções diárias desses alimentos, cinco vezes por semana, segundo parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com base nessa referência, a Vigitel considera que as mulheres têm se alimentado melhor, já que 27,2% delas mantêm o consumo recomendado. Entre homens, a taxa é de 18,4% e, entre brasileiros, de 23,1%.

Mexendo o corpo

Outro registro positivo diz respeito à prática de atividades físicas no tempo livre. A taxa subiu 25,7%, na comparação de 2009 com 2018. O salto foi de 30,3% para 38,1%.

A dedicação a uma rotina de exercícios que dure ao menos 150 minutos semanais, é algo mais comum entre homens (45,4%) do que mulheres (31,8%). Adultos com idade entre 35 e 44 anos geraram o aumento mais expressivo na última década, de 40,6%.

A taxa global de inatividade física sofreu queda de 13,8% em relação a 2009. O percentual de inatividades das mulheres é de 14,2% e o dos homens, ligeiramente inferior, de 13%.

Ao mesmo tempo em que muitos deixam o sedentarismo, um número maior de pessoas também afasta da mesa refrigerantes e bebidas açucaradas. Ao todo, de 2007 a 2018, o índice de consumo desses produtos caiu 53,4% entre adultos das capitais.

Em material distribuído à imprensa, o ministério ressalta que uma das medidas do governo federal para promoção de uma alimentação adequada é um acordo fechado com representantes da indústria alimentícia, que se comprometeram a reduzir a quantidade de açúcar em produtos.

Segundo a pasta, o acordo, feito em novembro de 2018, deve atingir mais da metade das bebidas adoçadas, biscoitos, bolos, misturas para bolos, produtos lácteos e achocolatados que chegam às prateleiras dos mercados.

A previsão é de que 144 mil toneladas de açúcar deixem de ser usadas nos produtos até 2022.

Diabetes

No documento, o ministério ressalta que nos últimos anos os entrevistados da pesquisa Vigitel têm demonstrado um conhecimento mais amplo sobre saúde,o que facilita a descoberta de doenças como diabetes.

Na avaliação da pasta, outro fator que tem contribuído para os diagnósticos é o acesso às Unidades Básicas de Saúde (UBS), na Atenção Primária. De 2006 para 2018, houve um aumento de 40% no volume de pessoas diagnosticadas com a doença.

O balanço mais recente, feito no ano passado, contabilizou 7,7% da população adulta brasileira com o quadro de diabetes confirmado, proporção que era de 5,5% em 2006. As mulheres têm um percentual maior de diagnóstico: 8,1%. O índice dos homens é de 7,1%.

Segundo o ministério, no intervalo de 2008 a 2018, o acesso a medicamentos para diabetes aumentou em mais de 1.000%. No ano passado, foram distribuidos 3,2 bilhões de medicamentos a 7,2 milhões de pacientes. Em 2008, o quantitativo foi de 274 milhões de unidades entregues a 1,2 milhão de pacientes.

Atualmente, o SUS [Sistema Único de Saúde] oferta de forma gratuita o tratamento medicamentoso para a doença, entre eles, cloridrato de metformina, glibenclamida e insulinas NPH e regular. Em 2018, a pasta investiu R$ 726 milhões na aquisição dos medicamentos.

Agência Brasil