
Por Interino
Os 538 integrantes do Colégio Eleitoral americano votaram segunda-feira em seus respectivos estados para declarar formalmente Donald Trump vencedor das eleições, encerrando chances de críticos do bilionário conseguirem barrar seu acesso à Casa Branca. O resultado oficial desta votação será anunciado pelo Congresso em 6 de janeiro de 2017.
Normalmente, o passo do colégio é uma formalidade adotada por uma instituição obscura no processo eleitoral americano, e tende a passar despercebida. Mas não desta vez. A surpreendente vitória do republicano sobre a democrata Hillary Clinton deixou o país dividido. A isso, soma-se o alvoroço provocado pelas revelações de que a Rússia teria lançado um ciberataque contra os democratas durante a campanha presidencial para favorecer Trump nas eleições.
Com mais de 43 estados apurados, Trump já havia superado os 270 delegados necessários para ser formalizado presidente. Apesar de delegados republicanos ameaçarem votar contra ele, só anotaram outros nome até a última edição desta reportagem eleitores do Texas: um votou pelo senador Ron Paul, e outro pelo governador de Ohio, Josh Kasich. Na votação dos delegados, Hillary, por sua vez, foi abandonada por pelo menos quatro. No estado de Washington, três deles votaram pelo ex-secretário de Estado Colin Powell.
Quando os americanos votaram em 8 de novembro, não elegeram seu futuro presidente diretamente, função esta exercida pelos 538 grandes eleitores (ou delegados) encarregados de transformar seus desejos em realidade. Trump conquistou uma clara maioria desses grandes eleitores – 306, quando são necessários 270 para ser eleito -, mas perdeu para Hillary na votação popular por quase três milhões de votos.
O Globo
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