Política

Com aplausos e vaias ao lado de Cardozo, Moro diz que ‘julgamentos não são políticos’

Dias após ouvir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como réu na Lava Jato, o juiz federal Sérgio Moro disse neste sábado, em Londres, que “julgamentos não são políticos” e defendeu uma aplicação “ortodoxa da lei” por juízes.

O juiz fez a declaração em palestra no Brazil Forum, em mesa da qual participava ainda o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, que, segundo a publicitária Mônica Moura, foi responsável pela antecipação de ações da Lava-Jato à ex-presidente Dilma Rousseff. Cardozo nega. Moro foi recebido com aplausos e vaias por um auditório lotado.

Moro disse que julgamentos envolvendo corrupção de políticos têm reflexos na política partidária, mas afirmou que o juiz não pode julgar pensando nisso.

– Se o juiz for julgar pensando na consequência política, ele não está fazendo seu papel de juiz. Acho que muitas vezes tem essa confusão. Como esse caso envolve pessoas poderosas, crime de elevada dimensão, se faz uma confusão no sentido de que julgamentos são políticos, quando eles não são.

O juiz defendeu ainda uma “aplicação ortodoxa” da lei penal por juízes ao falar de prisões preventivas. A Lava Jato é acusada por opositores de fazer uso excessivo de prisões preventivas para obter acordos de delação premiada.

– A prisão preventiva é excepcional, tem que se evitar o risco de um inocente ser preso. Não obstante, a lei também permite que o juiz eventualmente adote a prisão preventiva com objetivos previstos em lei, como por exemplo para proteger investigação criminal.

Ao justificar o uso da medida, Moro acrescentou que a investigação da Lava Jato mostrou uma corrupção “sistêmica, uma prática habitual, profissional, serial, profunda e penetrante”.

CARDOZO CRITICA PRISÕES PREVENTIVAS

Em sua fala, logo antes da do juiz, o ex-ministro José Eduardo Cardozo havia dito que prisões cautelares são medidas extremas.

– As medidas restritivas de liberdade cautelar, as prisões, só podem ser aplicadas quando nenhuma outra medida pode ser aplicada. Por que isso foi feito? Não era para proteger políticos, mas para proteger pobres que eram colocados diariamente na cadeia, como ainda são. A pena restritiva de liberdade é extremíssima, só quando não há outra alternativa. 50% da população prisional brasileira é de presos provisórios.

Cardozo citicou ainda ainda medida adotada com frequência por Moro, as conduções coercitivas.

O ex-ministro disse também que juízes nunca são neutros, porque precisam tomar decisões com base em sua convicção sobre a lei. O problema, segundo ele, ocorre quando há parcialidade.

-O que ele não pode ser é parcial.

COTOVELADA

Moro e Cardozo se sentaram lado a lado durante o debate. Ao iniciar sua fala, o juiz brincou dizendo que algumas pessoas esperavam confronto, mas que ele não havia dado “nem uma cotovelada” no colega.

Segundo o juiz, é uma tolice pensar que eles não poderiam dividir um espaço, já que “a democracia é um espaço acima de tudo de liberdade”.

Moro, principal nome do evento Brazil Forum UK, foi muito aplaudido ao ser anunciado – houve também breves vaias. Durante o dia, o juiz foi tietado por estudantes, mas se recusou a tirar “selfies” com a maior parte.

Cardozo também foi aplaudido pela plateia, composta principalmente por estudantes brasileiros, principalmente quando afirmou que o processo de impeachment que retirou Dilma Rousseff do poder havia sido um golpe. Quando disse que não adiantava “aplaudir quando o direito suprimido era de um adversário e vaiar quando é um aliado”, ouviu um grito de “arrasou” da plateia.

A mesa também foi a mais requisitada pelos próprios palestrantes do evento: o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad fez uma das perguntas destinadas a plateia. Ele quis saber sobre a diferença no tempo que processos levam para ser julgados em diferentes instâncias – usou como exemplo o caso conhecido como mensalão mineiro, que teve início antes do mensalão petista mas cujo julgamento demorou mais para ocorrer.

A filósofa Djamila Ribeiro, que participará de discussão sobre gênero, também fez uma pergunta a Cardozo sobre “populismo judiciário”.

Opinião dos leitores

  1. A Lava Jato perdeu a batalha de Curitiba. A acusação envolvendo o suposto apartamento triplex expôs as ridículas inconsistências do processo judicial e, em vista disso, fragilizou a hipótese de imputação de crime ao ex-presidente. Apesar disso, contudo, sabe-se de antemão que Moro deverá se pronunciar pela condenação do Lula".
    No entanto, pouco mais de 24 horas depois do fracasso da força-tarefa, a Lava Jato passou por um rápido recall para consertar a artilharia e aprumar a ofensiva da guerra contra Lula.
    Num passe de mágica, tiraram da cartola do STF os depoimentos do casal de marqueteiros Mônica Moura e João Santana, prestados nas delações sob chantagem psicológica, em troca da redução dos anos de cadeia a que seriam condenados caso não mentissem para incriminar Lula e Dilma".

  2. O Brasil, agora tá vendo quem é esse advogado de merda, quê devia tá preso porquê vazou informações prá bandidos quê estavam sendo investigados. um filho da puta desse quero ver se tem coragem de dizer prá mulher, e os filhos, eu sou honesto.

  3. Realmente a justiça é cega. De um lado o competente Moro do outro o petista aproveitador de cargos públicos e língua solta da lava jato, um advogado de conhecimento limitado e atuações pra lá de controvertidas. A começar pela defesa de Dilma, coisa imprópria a quem está a frente da AGU. Mas como era governo do PT, as vavas as regras, é o vale tudo da esquerda.
    A delação de João Santana e Mônica Moura abriu a porta de entrada a comprovação dos crimes de Dilma, até pouco tempo, segundo seus defensores, uma presidanta "honesta".
    Depois que Mônica Moura abriu o bico e apresentou as provas, parece que o silêncio será a melhor opção a seus defensores e a Dilma, resta pagar pelos crimes cometidos, certo Iolanda? ou seria Janete?
    Como tem no e-mail de Dilma 2602iolanda. Iolanda foi a esposa de Costa e Silva e 26.06 foi o dia do atentado do comunistas contra o regime militar que resultou em morte de militar. Seria mera coincidência os números e nome do email? Qual o significado dele?

  4. "Por diferentes ângulos que se olhe, Lula venceu o 1º round no depoimento a Sérgio Moro, ainda que não tenha mudado em nada as 'convicções' do juiz e da Lava Jato".
    "Os vídeos que continuam sendo vistos por milhões Internet afora mostram que Lula cravou duas estacas sobre o que será a história da Lava Jato: a de que vem sendo perseguido (pelo que fez e representa) e acusado sem provas, um estigma nefasto para qualquer juiz; e a de que vem sendo massacrado por uma mídia associada aos acusadores, o que faz dela uma perdedora lateral. Pois se não é parte formal do processo, é instrumento indiscutível dele".
    Moro preparou o cenário onde se esperou fatos incontestáveis e definitivos, e Lula deu o espetáculo, caindo nos braços do povo que pintou a capital antipetista de esperança aos que são esquecidos por uma elite hipócrita (que vive na e da corrupção e critica como se fosse honesta) e preconceituosa (que detesta pobres, negros, deficientes e as minorias).

    1. O cinismo do Ex Presidente foi mais do que claro, ele depõe rindo da nossa cara, e ele falando da finada mulher chega ser NOJENTO, (vergonha alheia). Acho que vc faz parte do fã clube, não basta ser Lula, ser Ptista, tem que fzer parte do Fã Clube.
      Com a delação dos Marketeiros comprova mais ainda o que essa quadrilha, usou e abusou do nosso dinheiro.
      Lamentável!

    2. Seu comentário é simplesmente político partidário e alude ao estigma que neste país, a corrupção compensa e você sem dúvidas se não for adepto é beneficiado.

      Temos que torcer e brigar verbalmente e sensatamente para quê todos os corruptos sejam julgados, punidos e presos. Independente de quem for, pois nem Lula ou Temer e suas respectivas crias, são inocentes. Então deve sim, ser aplicada a lei.

    3. O molusco ama os pobres, tirou milhões deles (deu migalhas ao povo)e depositou nas suas contas pelo mundo.
      Quem gosta de migalhas?

    4. Parabéns Jean, seus comentários são sóbrios e corretos do ponto de vista do observador apartidário que somente se preocupa com a corrupção singrando por todos os lados e em todas as instituições.
      "Não há como não reconhecer, porém, que ao impor a presença do ex-presidente em Curitiba, Sérgio Moro ajudou a solidificar a liderança do petista que ele, aparentemente, também quer condenar. Moro ofereceu o palco, e o mito Lula reapareceu".
      Contra fatos não existe argumentos!
      E não precisamos gostar ou não de tais fatos ou argumentos. Basta observar sem paixão e ver o óbvio.
      Caso haja dúvidas, sugiro ler a cobertura internacional do caso e do episódio em particular, pra sair do dilema "esquerda e direita" do pseudojornalismo brasileiro, que virou publicidade.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

CADÊ JANJA? Governo Lula dá honraria a diplomata que cometeu assédio sexual contra funcionária

Foto: Arte/Metrópoles

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu uma honraria da Ordem de Rio Branco ao diplomata Rubem Mendes de Oliveira, que foi punido administrativamente pelo Itamaraty após beijar a boca, sem consentimento, de uma funcionária da Embaixada do Brasil no Cairo, no Egito.

A condecoração foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em abril deste ano. O texto é assinado pelo presidente Lula e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

A Ordem de Rio Branco é uma distinção concedida pelo governo brasileiro para reconhecer “serviços meritórios e virtudes cívicas, estimular a prática de ações e feitos dignos de honrosa menção”.

A homenagem ocorre quatro anos depois do episódio envolvendo o diplomata. Em 28 de fevereiro de 2022, Rubem Mendes de Oliveira, então número 2 da embaixada brasileira no Cairo, beijou na boca uma funcionária egípcia de 23 anos sem que ela tivesse consentido.

Segundo o relato da funcionária, ela entrou no escritório do diplomata para se despedir antes de sua transferência para Porto Príncipe, no Haiti. Rubem teria dito que a considerava como uma filha e perguntou se poderia dar um beijo de despedida. Ela assentiu, imaginando que se tratava de um beijo no rosto, mas ele a beijou na boca.

Segundo o relato da funcionária, ela entrou no escritório do diplomata para se despedir antes de sua transferência para Porto Príncipe, no Haiti. Rubem teria dito que a considerava como uma filha e perguntou se poderia dar um beijo de despedida. Ela assentiu, imaginando que se tratava de um beijo no rosto, mas ele a beijou na boca.

No dia seguinte, Rubem enviou uma mensagem dizendo esperar que ninguém da embaixada tivesse visto a cena. Depois de ser repreendido pela funcionária, pediu desculpas e disse estar envergonhado. O próprio diplomata confessou o beijo durante o processo administrativo disciplinar aberto pelo Itamaraty.

Com informações da coluna Tácio Lorran/ Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

URGENTE: Fachin suspende decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da PF e decisão de Dino que reintegrou diretor

Foto: Rosinei Coutinho

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (9) a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada.

“É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência”, escreveu Fachin.

“Considero necessária a suspensão das decisões ora analisadas, porquanto, para além de qualquer juízo meritório sobre o afastamento ou não de autoridades, o qual será realizado oportunamente, cumpre obstar quadro de conflitos e sobreposições processuais que, por si só, configuram lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal”, continuou Fachin.

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes começou a partir de decisões relacionadas às investigações sobre o Banco Master.

O caso passou a envolver também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal (PGR), Andrei Rodrigues, o presidente do STF, Edson Fachin, e, posteriormente, o ministro Flávio Dino.

Antes da divulgação do relatório que desencadeou a sequência de decisões, já havia divergências entre o gabinete de André Mendonça e a direção da PF sobre o andamento das investigações do caso Master.

Com informações do g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

[VÍDEO] CARLOS ANDREAZZA: “Existe uma bancada do governo Lula no STF; depois querem falar em código de ética”

Imagem: Reprodução/ Band News TV

O colunista Carlos Andreazza afirmou à Band News TV, nesta quarta-feira, que existe uma bancada do governo Lula no Supremo Tribunal Federal (STF).

Andreazza criticou a atuação política de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio ao encontro ocorrido na casa de Alexandre de Moraes com o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Segundo ele, isso representa um rompimento na ética e da separação de poderes no Brasil.

“Alexandre de Moraes recebendo, em casa, um encontro de natureza política entre o presidente da República e o presidente do Congresso Nacional. Isso precisa ser tratado como um escândalo”, afirma.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

GUERRA DE LIMINARES: Ministros do STF ligam para Fachin e cobram providências; Mendonça vê ilegalidade em decisão de Dino

Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

A guerra de liminares no Supremo Tribunal Federal (STF) aumentou a pressão sobre o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, para que adote medidas concretas diante da crise envolvendo os ministros André Mendonça, Flávio Dino e Alexandre de Moraes.

Logo após Dino derrubar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Leandro Almada, ministros procuraram Fachin. Segundo publicação do jornal O Globo, Mendonça classificou a decisão de Dino como “ilegal” e cobrou providências.

Fachin também deve se reunir com Moraes, vice-presidente do STF e um dos protagonistas da crise envolvendo as investigações do Banco Master.

Nos bastidores, ministros avaliam que as decisões de Dino e Mendonça acabaram esvaziando as prerrogativas do presidente da Corte.

Ao reintegrar Andrei, Dino afirmou que Mendonça não deveria ter decidido sobre o afastamento antes de uma manifestação de Fachin ou do plenário.

Em meio à escalada do conflito, Fachin cancelou a sessão plenária do STF prevista para esta quarta-feira (9).

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TRE-RN aprova envio de Força Federal para nove cidades do Rio Grande do Norte; veja quais

Foto: TRE-MA

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) aprovou, por unanimidade, o pedido de envio da Força Federal para nove municípios durante as Eleições Gerais deste ano. A decisão foi tomada nesta terça-feira (8) e será encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dará a palavra final.

Os municípios incluídos são Serra Negra do Norte, Jardim de Piranhas, Alexandria, Tibau, Boa Saúde, Sítio Novo, Serra Caiada, Ipanguaçu e João Dias.

Segundo o TRE-RN, a solicitação considera informações de juízes eleitorais e dados de inteligência da Polícia Militar e da Justiça Eleitoral. Quatro cidades — Serra Negra do Norte, Jardim de Piranhas, Alexandria e João Dias — já tiveram reforço federal nas eleições de 2024. Caso o TSE autorize, as tropas atuarão em conjunto com as forças de segurança estaduais e federais para reforçar a segurança de eleitores, mesários e demais envolvidos na votação.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VIROU MEME: Fachin é ridicularizado nas redes sociais por demora em agir na crise do STF

Imagem: Reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, virou alvo de memes nas redes sociais nesta quarta-feira (9) por causa da demora em se posicionar diante da crise envolvendo ministros da Corte, a Polícia Federal e o caso Banco Master.

Internautas compartilharam montagens no X ironizando a postura de Fachin e cobrando uma reação diante dos conflitos internos do Supremo. Um das imagens faz um trocadilho com a expressão “tomar medidas” enquanto mostra Fachin utilizando trenas no plenário do STF, sem agir em relação à crise na Corte.

O episódio mais recente da crise envolve o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master e a recondução de Andrei ao cargo, ordenada pelo ministro Flávio Dino.

Veja mais abaixo:

Fachin foi retratado como o carteiro Jaiminho, em referência ao personagem do seriado “Chaves” que dizia sempre preferir “evitar a fadiga” para justificar a preguiça de realizar seu trabalho.

Imagem: Reprodução

Fachin segura uma boneca que representa a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que o indicou ao Supremo.

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

Fachin foi também comparado ao ‘Tio Paulo’, idoso de 68 anos levado pela sobrinha, já morto, para assinar um empréstimo num banco do Rio de Janeiro, em 2024.

Imagem: Reprodução

O Presidente do STF também foi ilustrado como o famoso meme do “Pablo Escobar pensativo” (interpretado por Wagner Moura na série Narcos). O meme original mostra o personagem sozinho em vários cenários, encarando o nada com um olhar perdido, reflexivo e esperando o tempo passar.

Imagem: Reprodução

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Empresário que fez repasses para ‘Dark Horse’ passa por audiência com auxiliar de Mendonça e diz que delação sobre Master foi voluntária

Foto: Divulgação

O empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, prestou depoimento nesta terça-feira (8) a um juiz auxiliar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para confirmar a voluntariedade de sua delação premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Mendonça é o relator do caso Master.

Mineiro é responsável pela Entre Investimentos e segundo sua delação, realizou repasses para o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os valores, estimados em US$ 12,3 milhões, foram destinados a um fundo nos Estados Unidos ligado a um advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Segundo o empresário, ele movimentou cerca de R$ 1,3 bilhão entre 2020 e 2025, a pedido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e de pessoas ligadas a ele. Parte dos valores era convertida em dinheiro vivo e entregue a operadores do esquema.

Mineiro afirmou que os pedidos eram feitos por WhatsApp. Para obter o dinheiro, ele transferia recursos para empresas indicadas pelos operadores, que providenciavam as quantias em espécie. O dinheiro era posteriormente entregue na sede da Entre Investimentos, empresa de Mineiro, em São Paulo.

O empresário relatou ainda que combinava pelo WhatsApp a entrega das malas de dinheiro a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Segundo ele, as entregas ocorriam geralmente no mesmo dia, em estacionamentos e garagens para reduzir o risco de armazenamento.

Como parte da colaboração, Mineiro apresentou à PGR recibos de compra de malas, contratos de mútuo usados para justificar pagamentos, comprovantes de transferências bancárias e uma tabela com valores e datas das operações. A delação ainda não foi homologada por André Mendonça. Não há prazo definido para a decisão.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Associação Brasileira de Imprensa divulga nota de apoio à reeleição de Lula

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) divulgou nesta terça-feira (8) uma nota pública em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No manifesto, a entidade afirma que a posição é “coerente” com sua história e reafirma compromissos com a democracia, o Estado Democrático de Direito, a liberdade de expressão e de imprensa, os direitos humanos e a soberania nacional.

A nota da ABI é assinada pelo presidente Octávio Costa e pela vice-presidente Regina Pimenta.

Sem citar diretamente os adversários de Lula, a ABI criticou candidatos que, segundo a entidade, colocam a democracia em risco e são “coniventes com o golpismo e com golpistas”. Também condenou tentativas de romper a ordem constitucional e de retirar punições de seus autores e cúmplices.

A manifestação ocorre em meio ao acirramento da disputa presidencial. Pesquisa BTG/Nexus (BR-06790/2026) divulgada também nesta terça-feira mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto contra 45% de Lula em um eventual segundo turno.

A ABI finaliza a nota afirmando que Lula se mantém, tanto em sua trajetória política quanto no exercício dos mandatos, “em sintonia com os princípios que defendemos”, independentemente de “qualquer juízo partidário”.

Opinião dos leitores

  1. Estas “entidades ” sempre com as narrativas cretinas de defesa da “democracia” e a roubalheira correndo solta no Pais. Tenham vergonha, caras de pau.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

“MANIFESTO À NAÇÃO BRASILEIRA”: Mais de 3 mil entidades citam “crise institucional de extrema gravidade” cobram imparcialidade e transparência do STF

Foto: Felipe Sampaio/SCO/STF

Entidades de diferentes setores da economia cobraram, nesta quarta-feira (9), que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise com urgência e em sessão pública os fatos relacionados à crise institucional envolvendo ministros da Corte.

O “Manifesto à Nação Brasileira” reúne mais de 3 mil entidades (veja lista completa aqui), incluindo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fiesp e Confederação Nacional do Comércio (CNC), que representam cerca de 90% do PIB brasileiro.

O documento afirma que o país vive uma “crise institucional de extrema gravidade” e cobra transparência e imparcialidade do STF.

“Não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita. A autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem.”

As entidades pedem que o plenário do Supremo examine publicamente os fatos envolvendo a crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, especialmente nas investigações sobre o Banco Master e as fraudes no INSS.

A tensão aumentou após Mendonça determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, além de retirar o sigilo de investigação que revelou mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em outro manifesto, o presidente da CNI, Ricardo Alban, classificou o momento como um “teste de integridade inédito” e defendeu uma reação “vigorosa”, com discussões públicas e transparentes.

Na terça-feira (8), outro grupo, formado por 157 empresários, economistas e personalidades, também cobrou uma investigação “completa, célere e independente” sobre os fatos envolvendo ministros do STF e outras autoridades.

Leia a íntegra:

O Brasil, como é notório, atravessa uma crise institucional de extrema gravidade, e o seu epicentro é, precisamente, a Corte de Justiça a quem a Constituição confiou a última palavra. Não se trata de ruído passageiro.

Não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita. A autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem. Se a legitimidade é questionada, tudo o mais se torna incerto: a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a própria paz social.

O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas. Quem julga a Nação há de submeter-se, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da Sociedade e da História. A Constituição que a Corte protege é a mesma que lhe impõe julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas.

A Sociedade Brasileira exige que o Plenário do Supremo examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo. A resposta que a Nação aguarda não admite prazo!

Cada dia é um dia a mais de descrédito.

O País já venceu crises profundas e delas saiu mais forte, porque, em cada uma, houve quem se recusasse a calar.

Ninguém, ninguém está acima da LEI!

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Motorista sem CNH atropela duas crianças que brincavam na rua em Caicó; vítimas sofrem apenas escoriações

Duas crianças foram atropeladas por uma motorista na noite desta terça-feira (8), em Caicó, no Seridó potiguar. As vítimas tem 1 ano e 8 meses e a outra tem 3 anos, Uma câmera de segurança registrou o momento em que o carro passou por cima das vítimas, que brincavam na rua.

As crianças sofreram apenas escoriações leves. Elas foram atendidas no Hospital Regional do Seridó, passaram por exames e foram liberadas. O médico Gabriel Dantas afirmou que as crianças estavam estáveis e sem sinais de lesões graves. “As crianças, graças a Deus, estavam estáveis, todas conscientes, sem muitas queixas, embora a imagem seja bem chocante. O quadro clínico delas era bem favorável”, disse o médico que atendeu as crianças.

Segundo a Polícia Civil, a motorista não possuía CNH, foi presa em flagrante e liberada após pagar fiança de R$ 2 mil. A condutora, que mora na mesma rua das vítimas, vai responder por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *