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Com nova lei, mais empresas aderem ao home office

Reprodução: Veja

Duas vezes por semana a administradora e gerente de finanças Fernanda Raiza, 33 anos, não precisa sair de casa para começar a sua jornada de trabalho. Bastam alguns passos até o escritório que montou em casa para se conectar com a equipe que coordena na multinacional Unilever e iniciar suas atividades. Toda semana, em dois dias a sua escolha, ela pode trabalhar de forma remota, no chamado home office. Ela não é a única. A companhia oferece essa e outras flexibilizações na jornada de trabalho para todos os seus funcionários de setores administrativos no Brasil.

A prática não é novidade. Nos últimos anos, o avanço da tecnologia permitiu que mais empresas diversificassem seus regimes de trabalho nas funções que permitem tais mudanças, se adaptando inclusive à necessidade de repensar a mobilidade dos funcionários em grandes cidades. As mudanças mais comuns, além do home office, são os horários flexíveis de entrada e saída para que os funcionários escapem do rush no trânsito, a carga horária mais curta às sextas-feiras, o part-time — quando a jornada semanal é reduzida pela metade — e a licença não-remunerada.

No Brasil e no mundo, trabalhar no escritório durante o horário comercial ainda é a prática predominante, revela levantamento da consultoria de recursos humanos Randstad. A empresa fez uma pesquisa online sobre flexibilização no trabalho com funcionários de diversas empresas em 33 países e constatou que sete em cada dez entrevistados brasileiros gostariam de trabalhar de casa ou de outro local, mas em seu emprego atual não encontram essa possibilidade. No entanto, a tendência é que a flexibilização ganhe cada vez mais espaço — principalmente depois da reforma trabalhista, que regulamentou o teletrabalho (home office). Na pesquisa, 45% dos entrevistados brasileiros afirmam que a maneira tradicional de trabalho está mudando para formas mais flexíveis. A percepção no Brasil é parecida com a média global, de 44%.

Outra pesquisa, feita pelo MindMetre Research a pedido do International Workplace Group (IWG) com 18000 pessoas em 96 países, constatou que mais de dois terços dos executivos trabalham de forma remota ao menos uma vez por semana em todo o mundo. “Na medida em que os ambientes de trabalho ficam mais dinâmicos e há o avanço da tecnologia, as empresas têm que se flexibilizar e adotar essas novas políticas”, explica João Paulo Klüppel, gerente-executivo da Michael Page. “Boa parte das empresas já fazem uma previsão de adotar políticas flexíveis como padrão até 2020”, completa o especialista.

Fonte: Randstad

Vantagens e desafios

Segundo o levantamento da IWG, 77% dos brasileiros entrevistados afirmam que o home office oferece maior qualidade de vida aos funcionários. Na pesquisa da Randstad, 90% dos entrevistados dizem que gostam de trabalhar de modo mais flexível, pois assim conseguem manter um equilíbrio maior entre trabalho e vida pessoal.

Para os empregadores, ao aumentar a satisfação do funcionário, a flexibilização gera maior engajamento, produtividade e ajuda a reter o trabalhador na empresa. “A base desse modelo é aumentar a produtividade visando a qualidade de vida dos colaboradores, mas, além disso, não deixa de ser uma política de retenção e uma forma de reduzir custos”, avalia Klüppel, da Michael Page.

Para Edivaldo Bardella Junior, 34 anos, líder dos centros de serviços compartilhados da Roche Farma na América Latina, a flexibilização oferecida pela empresa permitiu levar os dois filhos à escola todas as manhãs sem ter a preocupação de chegar atrasado no escritório. Na matriz da farmacêutica, em São Paulo, o funcionário pode escolher iniciar seu dia de trabalho entre 6h e 10h e consequentemente sair entre 15h e 19h.

Uma vez por semana ele também pode trabalhar de casa. Bardella Junior foi um dos primeiros funcionários a adotar a prática na Roche, em 2016, e revela que não teve dificuldades com a adaptação.

“A rotina não muda no home office. Começo no mesmo horário, faço meus intervalos para o café e almoço. Uso as ferramentas que a empresa disponibiliza para fazer conferências e ligações como se estivesse no escritório.”

Edivaldo Bardella Junior, 34 anos, líder dos centros de serviços compartilhados da Roche Farma na América Latina

Há oito anos na Unilever, a facilidade do home office fez Fernanda economizar, pelo menos duas vezes na semana, três horas que perderia no trânsito para ir e voltar da casa dos pais, na região do ABC, até o escritório da empresa, no Itaim Bibi, zona oeste da capital. Essa rotina durou nove meses. Além de economizar tempo no deslocamento, o home office permite que a administradora passe mais tempo com o filho de dois anos e quatro meses.

Fernanda fez nova mudança no seu ritmo de trabalho no início de junho. Ela passou a trabalhar no regime part-time, e terá a jornada reduzida para 20 horas nos próximos dois meses, enquanto o filho se adapta à rotina escolar e ela termina os últimos detalhes de uma reforma em casa. “Levei minhas necessidades para o RH da empresa e eles apresentaram essa proposta”, conta. “Dessa maneira, consigo equilibrar tudo o que tenho que fazer, não deixo a parte pessoal de lado, nem a carreira, que para mim é muito importante. Eu consigo fazer um pouco de tudo, sem deixar a desejar.”

O segredo, segundo a gerente de finanças do setor de alimentos da Unilever na América Latina, é a organização. “Preciso estar sempre em contato e todos devem saber o que está acontecendo, quando eu vou estar disponível e quando não vou estar. Dessa maneira as pessoas também se adaptam para pedir as coisas quando eu estou na empresa”, afirma a administradora.

A flexibilização pressupõe que a relação empregado e empregador seja baseada na construção de metas, de confiança e diálogo. “Conversas honestas entre gestor e funcionário sobre as necessidades individuais e do time são fatores críticos para o sucesso na implementação de modelos flexíveis”, afirma a gerente de recursos humanos da Unilever Brasil, Thais Simão. “É fundamental a confiança entre líder e funcionário, além do estímulo à postura de autonomia com responsabilidade, valorizando que o colaborador seja protagonista em suas entregas e gerencie bem as suas atividades”, reforça Denise Horato, diretora de recursos humanos da Roche Farma.

Por isso, em algumas empresas, os modelos de trabalho mais flexíveis ainda ficam restritos aos funcionários com cargos mais altos, de gestão e coordenação. Na própria Roche, por exemplo, o home office foi inicialmente implementado para gestores e, somente no ano passado, foi ampliado a todos os colaboradores administrativos da matriz em São Paulo.

Na empresa de tecnologia Softtek, o trabalho remoto ainda é exclusivo para funcionários mais experientes. “Percebemos que, conforme o nível de senioridade da equipe, você precisa ter um trabalho presencial para garantir desempenho. No caso de trainees e juniores, que ainda estão no processo de maturação profissional, de entender o que é o trabalho por resultado e quais são as responsabilidades com o cliente, sentimos que é preciso realizar o trabalho presencial”, explica o vice-presidente de operações da companhia, Alexandre Hernandes. Mas o executivo acredita que a tendência é de que cada vez mais formas de flexibilização ganhem espaço e se tornem a regra, inclusive para atender às demandas dos novos profissionais que chegam ao mercado esperando relações de trabalho mais modernas.

“Essa transformação acontece com o tempo e com exemplos. Aos poucos as pessoas vão percebendo que é possível ser eficiente trabalhando de outras formas”, afirma o diretor de RH da Bosch América Latina, Fernando Tourinho. O executivo explica que a Bosch adota medidas de flexibilidade há quatro décadas, mas os modelos foram mudando conforme a legislação e a tecnologia disponível. Hoje, além do banco de horas, o primeiro método de flexibilização adotado pela empresa, também é oferecido o turno com horário de entrada e saída variável, o home office opcional duas vezes na semana, o regime part-time e o trabalho remoto permanente para algumas funções. Os modelos variam conforme o cargo, a necessidade da empresa e do funcionário.

No caso de Weenna Ribeiro, 38 anos, analista de RH sênior da Bosch, a mudança ocorreu por um motivo muito pessoal. Em 2013, depois de 16 anos na empresa, ela estava decidida a pedir demissão para se dedicar integralmente à filha, que havia sido diagnosticada com um problema de saúde. Ao trazer a questão para empresa, Weena recebeu a proposta de mudar para a jornada parcial. “Foi um momento de revisão da minha vida pessoal, meus valores estavam sendo repensados e foi ótimo pode ficar na empresa nessa modalidade”, afirma a analista. “Fui a primeira part-time da organização. No começo era diferente para todo mundo, mas nos adaptamos”. Hoje mãe de mais uma menina, Weena escolheu seguir trabalhando no regime mesmo após a melhora da primeira filha. “Trabalho na parte da manhã e à tarde me dedico a elas”, conta.

Quando o home office não funciona

Apesar de as empresas estarem abertas para essas mudanças, muitas ainda estão estudando qual é o modelo ideal para sua área de atuação — se a flexibilidade do funcionário deve ser total ou se é preciso ter algumas regras, se o trabalho pode ser feito de forma completamente remota ou se o home office deve ser adotado apenas em um ou dois dias da semana.

“O trabalho remoto não é necessariamente uma virtude para todas as empresas e para todas as funções. A empresa precisa ter uma cultura e um modelo de trabalho que permitam isso para que essa flexibilidade potencialize o negócio e não o contrário”, afirma Klüppel, da Michael Page.

A troca presencial, na visão do especialista, continua sendo importante para fortalecer o engajamento dos colaboradores. “Em alguns casos, é importante que o funcionário esteja dentro da companhia se estiver numa posição em que a sua presença é fundamental para gerar uma influência nos demais. Para aquele cargo que precisa inspirar e motivar, não adianta a pessoa estar fora. Ou até mesmo nos casos em que as pessoas precisam estar próximas para tomar uma decisão mais rápida, de forma mais ágil, o trabalho remoto pode não funcionar.”

O ideal é que empresa avalie o que funciona para cada função e equipe, mas a adoção home office deve voluntária. “Se não tem essa cultura, a empresa precisa de adaptar e implementar novas práticas para que possa permitir esse novo modelo. Tem gente que prefere trabalhar dessa forma, mas tem gente que não, que prefere o modelo tradicional”, completa.

O que diz a legislação

Para o funcionário que faz a mudança para o part-time, é preciso um novo contrato de trabalho conforme as regras específicas desse tipo de regime. Desde novembro do ano passado, quando a reforma trabalhista entrou em vigor, a jornada parcial pode ser de até 30 horas semanais, ou 26 horas com até seis horas extras por semana.

A reforma também estabeleceu regras para o teletrabalho — aquele realizado fora da empresa, como o home office — e deixou claro elas só valem para quem trabalha majoritariamente dessa forma, explica o advogado trabalhista José Carlos Wahle, sócio do escritório Veirano Advogados. Ou seja, não se aplicam para quem trabalha em casa alguns dias na semana conforme sua própria conveniência ou da empresa. Nesses casos, segue valendo o regime tradicional celetista, de jornada de 44 horas semanais e controle de horas extras.

“Quem passar a trabalhar a semana inteira ou quatro dias em casa passará para o regime de teletrabalho. Nesse caso vai ser obrigatório um aditivo ao contrato de trabalho com cláusulas específicas, inclusive sobre o custeio da estrutura necessária para as atividades”, afirma o especialista.

Nos dois casos, do home office permanente ou eventual, é preciso que a empresa assuma a responsabilidade de dar ao empregado o equipamento profissional ergonômico e ofereça um treinamento sobre segurança no trabalho, diz Wahle. “O funcionário que trabalha em casa tem que cumprir normas de segurança e confidencialidade. A partir do momento que oferecer um acesso remoto a ele, a empresa tem que treiná-lo”, explica o advogado.

Esse tipo de preparo é feito na Bosch. “O funcionário passa por um treinamento antes de começar, sobre condições de ergonomia, saúde, segurança do trabalho”, explica Tourinho. O executivo conta que há equipes dentro da empresa que, ao adotar o home office eventual, conseguiram registrar aumentos de 20% na produtividade.

Para o controle de horário, embora esteja fora do escritório é preciso que o funcionário registre sua jornada. A empresa pode instituir um ponto externo ou dar a possibilidade de marcar as horas trabalhadas posteriormente, no retorno a empresa, mesmo que, na prática, o controle seja feito por projetos ou metas.

O regime de teletrabalho, por outro lado, pode não ter controle de jornada ou pagamento de horas extras. A regra está estabelecida na reforma trabalhista mas, na avaliação de Wahle, não vale para todos os casos de funcionários que trabalham total ou majoritariamente de forma remota. A lei presume que o controle remoto da jornada não é efetivo, explica o advogado, porém, se a empresa encontrar um meio de fazer isso, o trabalhador terá direito às horas extras. Isso vale para a companhia que usa algum programa que monitora a atividade no computador profissional ou até mesmo para o funcionário que preenche uma ‘time sheet’, especificando quantas horas trabalhou em determinada tarefa ou projeto.

Veja

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Caravana 22 começa pelo Seridó: Álvaro Dias reúne lideranças em grande comício em Jucurutu

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), participou na noite desta quinta-feira (27) de um grande comício em Jucurutu, no Seridó. O município marcou o início da Caravana 22, que percorrerá cidades da região nos próximos dias. Álvaro foi recebido pela população e contou com o apoio das lideranças locais Dr. Luciano Lopes e Júlio Queiroz.

Para Álvaro, iniciar a Caravana 22 pelo Seridó tem um significado especial. Natural de Caicó, o candidato mantém uma relação histórica com a região e afirmou conhecer de perto a realidade dos municípios e os desafios enfrentados pela população.

Durante o comício, Álvaro destacou a relação pessoal com Dr. Luciano Lopes, com quem estudou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“Nós passamos seis anos, eu e Luciano, na Universidade Federal, na Faculdade de Medicina. Queria aqui agradecer a sinceridade, o apoio e a recomendação que Dr. Luciano está fazendo ao nosso nome para governador do Rio Grande do Norte”, afirmou.

Álvaro também ressaltou a importância do Seridó para o desenvolvimento econômico do Estado e citou a tradição da região na pecuária de corte e leiteira, defendendo ações que fortaleçam as atividades produtivas e gerem oportunidades para a população.

O candidato afirmou ainda que pretende trabalhar pelo desenvolvimento do Seridó e convocou a população a participar da construção de um novo projeto para o Estado.

“Vamos juntos nessa caminhada em direção ao futuro. O principal voto de cada um de vocês é para o Governo do Estado, que vamos juntos reconstruir o Rio Grande do Norte”, afirmou.

Além de Dr. Luciano Lopes e Júlio Queiroz, participaram do comício o deputado federal General Girão; Coronel Hélio, candidato ao Senado; Coronel Brilhante, candidato a deputado federal; e Anne Lagartixa e Bibi Costa, candidatos a deputado estadual.

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GREVE: Bancários do RN paralisam por tempo indeterminado a partir de quarta-feira (2)

Foto: Sindicato dos Bancários-RN

Os bancários do Rio Grande do Norte decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira, 2 de setembro. A paralisação foi aprovada em assembleia realizada nesta quinta-feira (27) pelo Sindicato dos Bancários do RN.

A categoria cobra avanços nas negociações com os bancos, principalmente em pontos relacionados a reajuste salarial, participação nos lucros e resultados (PLR) e vale-alimentação. Segundo o sindicato, as reivindicações foram apresentadas há mais de dois meses, mas até agora não houve uma proposta considerada suficiente para ser submetida aos trabalhadores.

A greve no RN também faz parte de uma tentativa de ampliar a mobilização para outros estados. O sindicato potiguar convocou entidades de outras regiões a aderirem ao movimento e aguarda os resultados de assembleias realizadas pelo país.

O que muda para os clientes

Com o início da greve, o principal impacto poderá ocorrer no atendimento presencial das agências bancárias que aderirem à paralisação.

Aplicativos, internet banking, Pix, caixas eletrônicos e outros serviços digitais tendem a continuar disponíveis normalmente, embora a oferta de determinados serviços dependa de cada banco.

Quem precisa resolver questões que exigem atendimento de um funcionário na agência deve, se possível, antecipar o serviço ou verificar previamente se a unidade estará funcionando.

Com informações do Portal da 98 FM

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CONCURSO DA PMRN: certame é retomado e prova para 146 vagas já tem nova data

Foto: PMRN

O concurso público da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN) foi retomado após uma nova decisão judicial afastar a suspensão do certame. Com a mudança, a prova objetiva foi remarcada para 20 de setembro de 2026.

A retomada foi oficializada em edital publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (28). Os locais de prova serão divulgados no dia 11 de setembro.

O concurso oferece 146 vagas para os Cursos de Formação de Praças da Saúde (QPS) e Praças Músicos (QPM). O certame havia sido suspenso em junho após uma ação civil pública da Defensoria Pública do Rio Grande do Norte questionar regras relacionadas à reserva de vagas e à participação de pessoas com deficiência.

As provas objetivas estavam inicialmente marcadas para 14 de junho. No dia 13 daquele mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a suspensão. Agora, com a nova decisão judicial, as etapas poderão prosseguir e a comissão responsável atualizou o calendário.

Novo cronograma

Após a prova objetiva em 20 de setembro, o gabarito preliminar será divulgado no dia 21. Os recursos poderão ser apresentados nos dias 22 e 23 de setembro. O resultado definitivo da prova objetiva está previsto para 22 de outubro.

As etapas seguintes incluem exames de habilitação musical e profissional, teste de condicionamento físico, avaliação psicológica, inspeção de saúde, heteroidentificação e investigação social.

Pelo novo calendário, o resultado final do concurso está previsto para 16 de abril de 2027.

As inscrições para o certame foram realizadas entre março e abril deste ano. A comissão orienta os candidatos a acompanhar os canais oficiais do concurso para conferir informações e eventuais atualizações das próximas etapas.

Com informações do g1 RN

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CONTRADIÇÃO: Veja 12 fotos de Lula com lobista que ele disse no JN nunca ter visto na vida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou durante sabatina do Jornal Nacional, nesta quinta-feira (27), que não conhece e nunca viu a lobista Roberta Luchsinger, amiga de seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. No entanto, há pelo menos 12 fotos publicadas nas redes sociais de Roberta em que ela aparece com Lula.

“Não conheço essa moça. Nunca vi essa moça na minha vida. Nunca conversei com essa moça. Ela nunca esteve próxima de mim”, declarou Lula ao ser questionado sobre a lobista.

Os registros publicados no perfil de Roberta no Instagram vão de 2018 a 2023 e mostram encontros em diferentes ocasiões. Em uma das publicações, de 20 de julho de 2022, ela aparece ao lado de Lula e da primeira-dama Janja Lula da Silva. Na legenda, escreveu: “Quem tem amigos, tem tudo”.

Há também registros feitos durante a campanha eleitoral de 2022 e após a eleição de Lula. Em uma publicação de novembro daquele ano, Roberta aparece novamente com o petista e o chama de “o melhor presidente que esse país já teve e terá novamente”.

Em outro registro, de 2023, Lula aparece entre Roberta e a advogada Daniela Teixeira, posteriormente indicada para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Roberta Luchsinger é investigada pela Polícia Federal por suspeitas relacionadas à atuação junto ao governo federal. Ela também é apontada nas investigações como próxima de Lulinha.

Com informações do Poder 360

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PESQUISA CONSULT: Lula lidera no RN com 44,94%; Flávio Bolsonaro tem 30%

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Marina Uezima/Agência O Dia

O cenário estimulado da nova pesquisa do Instituto Consult encomendada pela TRIBUNA DO NORTE aponta para a polarização na disputa pela Presidência da República no Rio Grande do Norte entre o presidente Lula (PT), que aparece com 44,94% das intenções de voto, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 30%.

Juntos, os dois somam 74,94% das intenções de voto no cenário apresentado aos entrevistados.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparece em terceiro lugar, com 2,12%, seguido por Renan Santos (Missão), com 1,65%. Romeu Zema (Novo) registra 0,59% e Pablo Marçal (PRTB), 0,47%.

Samara (UP) e o escritor Augusto Cury (Avante) aparecem com 0,18% cada. Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Clariana Barão (DC) e Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram.

A pesquisa ouviu 1.700 eleitores entre os dias 21 e 23 de agosto. A amostrarem foi distribuída nas 12 áreas geográficas em 64 municípios do RN. A margem de erro é de 2.37%, com índice de confiabilidade de 95%. O levantamento está registrado com o número BR-09517/2026 RN-08989/2026 na Justiça Eleitoral.

Com informações da Tribuna do Norte

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[VÍDEO] Lula culpa imprensa pela Lava Jato, exige desculpas e chama Moro e Dallagnol de “mentirosos”

Durante entrevista ao Jornal Nacional nesta quinta-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a cobertura da imprensa sobre a Operação Lava Jato e cobrou um pedido de desculpas pelas acusações das quais foi alvo.

Lula afirmou ter sido vítima da “maior mentira montada” no país e citou o “PowerPoint mentiroso” apresentado pelo Ministério Público Federal em 2016, que colocava o petista no centro de um suposto esquema de corrupção.

O presidente também atacou o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol, chamando os dois de “mentirosos” ao falar sobre a condução das investigações.

Ao responder às críticas direcionadas à imprensa, a jornalista Renata Vasconcellos defendeu a atuação da emissora durante a Lava Jato. “Candidato, o jornalismo da Globo cumpriu a sua obrigação de noticiar o fato durante essa cobertura”, afirmou.

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[ARTIGO] ERICH RODRIGUES: O supercomputador e o novo momento do Rio Grande do Norte

Erich Rodrigues, CEO do Grupo Interjato e diretor do Comitê de Inovação da EPTEC – Associação das Empresas Potiguares de TI

A confirmação de que o Rio Grande do Norte receberá um dos supercomputadores previstos no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial é uma conquista que precisa ser compreendida para além do investimento bilionário. Estamos diante de uma infraestrutura capaz de ajudar a mudar a posição do Estado na economia brasileira.

Durante décadas, associamos infraestrutura a estradas, portos, aeroportos e redes elétricas. Tudo isso continua essencial. Mas a inteligência artificial acrescentou uma nova infraestrutura estratégica: capacidade computacional.

Treinar modelos de IA, realizar simulações científicas, aperfeiçoar previsões meteorológicas ou processar enormes volumes de dados exige capacidade que poucas instituições possuem. É esse o papel de um supercomputador.

A escolha do RN não aconteceu por acaso. Temos uma combinação singular de energia renovável, infraestrutura, pesquisa e um ecossistema tecnológico construído por instituições públicas e privadas.

A energia talvez seja o elemento mais emblemático. O RN tornou-se uma potência nacional em geração eólica e avança rapidamente na solar. Paradoxalmente, enfrentamos cortes dessa produção por limitações do sistema elétrico e momentos de excesso de oferta.

Isso nos obriga a pensar além do modelo de produzir energia no Nordeste para transportá-la aos grandes centros consumidores. Precisamos também atrair atividades de alto valor agregado para perto de onde essa energia é produzida.

É aí que a chegada do supercomputador ganha uma dimensão econômica muito maior: simboliza a possibilidade de transformar elétrons produzidos pelo vento e pelo sol potiguar em conhecimento, pesquisa, inteligência artificial e serviços digitais.

O impacto, entretanto, não estará apenas dentro da máquina. Infraestruturas dessa natureza funcionam como âncoras de ecossistemas. Universidades, pesquisadores, startups e empresas passam a ter novas razões para desenvolver projetos no seu entorno. O supercomputador poderá apoiar pesquisas em energia, saúde, clima, petróleo e gás, agricultura e inúmeras outras áreas.

Existe ainda uma oportunidade estratégica: os data centers. O mundo vive uma corrida por infraestrutura para inteligência artificial, sustentada por energia, conectividade e capacidade computacional. Receber uma infraestrutura dessa dimensão demonstra que o RN pode oferecer condições para operações digitais sofisticadas e fortalece nossa estratégia de atração de novos investimentos.

Ao redor desse ativo podemos estimular laboratórios de IA, startups, centros de pesquisa, serviços de nuvem e novos data centers, além de qualificar profissionais e aproximar universidades das empresas.

O RN passou as últimas décadas construindo uma posição de liderança em energia renovável. Agora surge a oportunidade de iniciar uma segunda transformação.

O Estado que aprendeu a transformar vento em energia precisa aprender a transformar energia em processamento, processamento em inteligência e inteligência em desenvolvimento econômico.

A chegada do supercomputador não encerra uma conquista. Ela inaugura uma oportunidade. Se soubermos aproveitá-la, poderá ser lembrada como o momento em que o Rio Grande do Norte começou a transformar sua potência energética também em potência digital.

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PESQUISA CONSULT: Cadu lidera rejeição entre candidatos a governador com 19,65%


Foto: Divulgação / Partido dos Trabalhadores

O candidato Cadu de Lula (PT) lidera o índice de rejeição na corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte, segundo dados da nova pesquisa do Instituto Consult encomendada pela TRIBUNA DO NORTE. O petista é o nome em quem 19,65% dos eleitores dizem que não votariam de maneira alguma na modalidade estimulada.

O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL) aparece na sequência com 13,59% de rejeição, enquanto Allyson Bezerra (União), registra o menor índice entre os três principais concorrentes, com 9,76%. A distância entre o primeiro e o último colocado dos três principais candidatos é de quase dez pontos percentuais.

A pesquisa revelou também que quase 40% do eleitorado potiguar não souberam responder ao questionamento de rejeição dos candidatos. 37,24% disseram “não saber dizer” em qual dos candidatos não votariam de maneira alguma. Outros 15,29% responderam que não votariam em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 4,76% afirmaram não rejeitar nenhum candidato.

Somados os percentuais dos entrevistados que disseram não saber responder e daqueles que afirmaram não rejeitar nenhum candidato, chega-se a 42% do eleitorado sem uma rejeição individual declarada entre os nomes apresentados.

A pesquisa ouviu 1.700 eleitores entre os dias 21 e 23 de agosto. A amostrarem foi distribuída nas 12 áreas geográficas em 64 municípios do RN. A margem de erro é de 2.37%, com índice de confiabilidade de 95%. O levantamento está registrado com o número BR-09517/2026 RN-08989/2026 na Justiça Eleitoral.

Com informações da Tribuna do Norte

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PESQUISA CONSULT: Allyson e Álvaro aparecem tecnicamente empatados em 1° lugar e Cadu cresce em 3°


Foto: Júnior Santos

A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte permanece estável após o início da campanha de rua, conforme levantamento do Instituto Consult encomendado pelo jornal TRIBUNA DO NORTE. A pesquisa, realizada entre 21 e 23 de agosto de 2026 com 1.700 eleitores, indica que Allyson Bezerra (União) lidera as intenções de voto na modalidade estimulada com 30,0%, empatado tecnicamente dentro da margem de erro com Álvaro Dias (PL), que tem 26,41%.

Cadu de Lula (PT) registrou alta de três pontos percentuais e surge em terceiro lugar com 16,06%. O crescimento do petista acontece após o candidato receber o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que fez comício em Natal no último dia 20 de agosto.

Na comparação com a rodada anterior da pesquisa, realizada entre 9 e 10 de agosto, além do crescimento de Cadu de Lula, que subiu de 13,06% para 16,06%, os outros dois candidatos tiveram uma pequena oscilação negativa dentro da margem de erro. Allyson Bezerra registrou queda de 0,18% e Álvaro Dias recuou 1,24%. O grupo de eleitores indecisos ou que declaram voto nulo manteve patamar semelhante ao do início do mês, 16,12% e 10,12%, respectivamente.

Outros candidatos que pontuaram na pesquisa: professor Robério Paulino (PSOL) e Rodrigo Bolsonaro (Agir), 0,53%; Dário Barbosa (PSTU), 0,18% e Henrique Lyra (PCO), 0,06%. Não pontuaram os candidatos Arinalda do MLB (UP) e Carlos Jararaca (DC). O resultado da Consult reflete os primeiros oito dias de campanha de rua no Rio Grande do Norte.

A pesquisa ouviu 1.700 eleitores entre os dias 21 e 23 de agosto. A amostrarem foi distribuída nas 12 áreas geográficas em 64 municípios do RN. A margem de erro é de 2.37%, com índice de confiabilidade de 95%. O levantamento está registrado com o número BR-09517/2026 RN-08989/2026 na Justiça Eleitoral.

Com informações da Tribuna do Norte

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[VÍDEO] Lula defende ex-chefe de gabinete e diz que “era como um pai” para Marcola

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou durante sabatina da TV Globo nesta quinta-feira (27) que o envolvimento de seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Ribeiro Santana (o Marcola), com a lobista Roberta Luchsinger gera “suspeita” e “desconfiança” no Palácio do Planalto.

“Leva suspeita e leva desconfiança para mim, porque o Marcola era meu chefe de gabinete. […] Porque ele não falou comigo? Eu disse, eu sou quase que nem seu pai, porque você não falou comigo do problema que você estava tendo? Agora, é o seguinte: ele cometeu o erro e pagará pelo erro que cometeu. Era uma pessoa da minha total confiança, trabalha comigo há 7 anos”, disse o presidente.

O petista considerou inadequada a relação financeira e afirmou que o ex-assessor ultrapassou os limites de sua função: “Não é adequado, é totalmente errado e o Marcola sabe do erro que ele cometeu, porque isso não é papel de chefe de gabinete”.

Apesar de defender a atuação institucional padrão de um gabinete, Lula ponderou sobre a ausência de provas de crimes: “Qual é o papel de um chefe de gabinete? As pessoas sabem que ela é lobista agora que a imprensa está falando que ela é lobista. Mas o lado concreto é que o papel dele, de qualquer pessoa que chegar à Presidência da República para conseguir uma audiência com ele e pedir uma audiência com alguém, é encaminhar para o ministério. Agora, essa mulher conseguiu liberar o dinheiro que ela estava atrás? Tem prova de que há dinheiro público? Porque aí é que está o crime”.

Marcola deixou o cargo de Chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República após a revelação de que recebeu R$ 249 mil da empresária, quantia que, segundo a defesa do ex-assessor, tratava-se de um empréstimo pessoal.

Investigações da Polícia Federal (PF) apontam que a lobista pagou mais de R$ 217 mil em despesas pessoais de Marcola entre fevereiro e novembro de 2024, incluindo faturas de cartão de crédito, parcelas de financiamento de veículo e compra de joias. Lula declarou estar “muito deprimido e chateado” com a situação, embora diga estar “tranquilo”.

Com informações do Metrópoles

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