Diversos

Com nova lei, mais empresas aderem ao home office

Reprodução: Veja

Duas vezes por semana a administradora e gerente de finanças Fernanda Raiza, 33 anos, não precisa sair de casa para começar a sua jornada de trabalho. Bastam alguns passos até o escritório que montou em casa para se conectar com a equipe que coordena na multinacional Unilever e iniciar suas atividades. Toda semana, em dois dias a sua escolha, ela pode trabalhar de forma remota, no chamado home office. Ela não é a única. A companhia oferece essa e outras flexibilizações na jornada de trabalho para todos os seus funcionários de setores administrativos no Brasil.

A prática não é novidade. Nos últimos anos, o avanço da tecnologia permitiu que mais empresas diversificassem seus regimes de trabalho nas funções que permitem tais mudanças, se adaptando inclusive à necessidade de repensar a mobilidade dos funcionários em grandes cidades. As mudanças mais comuns, além do home office, são os horários flexíveis de entrada e saída para que os funcionários escapem do rush no trânsito, a carga horária mais curta às sextas-feiras, o part-time — quando a jornada semanal é reduzida pela metade — e a licença não-remunerada.

No Brasil e no mundo, trabalhar no escritório durante o horário comercial ainda é a prática predominante, revela levantamento da consultoria de recursos humanos Randstad. A empresa fez uma pesquisa online sobre flexibilização no trabalho com funcionários de diversas empresas em 33 países e constatou que sete em cada dez entrevistados brasileiros gostariam de trabalhar de casa ou de outro local, mas em seu emprego atual não encontram essa possibilidade. No entanto, a tendência é que a flexibilização ganhe cada vez mais espaço — principalmente depois da reforma trabalhista, que regulamentou o teletrabalho (home office). Na pesquisa, 45% dos entrevistados brasileiros afirmam que a maneira tradicional de trabalho está mudando para formas mais flexíveis. A percepção no Brasil é parecida com a média global, de 44%.

Outra pesquisa, feita pelo MindMetre Research a pedido do International Workplace Group (IWG) com 18000 pessoas em 96 países, constatou que mais de dois terços dos executivos trabalham de forma remota ao menos uma vez por semana em todo o mundo. “Na medida em que os ambientes de trabalho ficam mais dinâmicos e há o avanço da tecnologia, as empresas têm que se flexibilizar e adotar essas novas políticas”, explica João Paulo Klüppel, gerente-executivo da Michael Page. “Boa parte das empresas já fazem uma previsão de adotar políticas flexíveis como padrão até 2020”, completa o especialista.

Fonte: Randstad

Vantagens e desafios

Segundo o levantamento da IWG, 77% dos brasileiros entrevistados afirmam que o home office oferece maior qualidade de vida aos funcionários. Na pesquisa da Randstad, 90% dos entrevistados dizem que gostam de trabalhar de modo mais flexível, pois assim conseguem manter um equilíbrio maior entre trabalho e vida pessoal.

Para os empregadores, ao aumentar a satisfação do funcionário, a flexibilização gera maior engajamento, produtividade e ajuda a reter o trabalhador na empresa. “A base desse modelo é aumentar a produtividade visando a qualidade de vida dos colaboradores, mas, além disso, não deixa de ser uma política de retenção e uma forma de reduzir custos”, avalia Klüppel, da Michael Page.

Para Edivaldo Bardella Junior, 34 anos, líder dos centros de serviços compartilhados da Roche Farma na América Latina, a flexibilização oferecida pela empresa permitiu levar os dois filhos à escola todas as manhãs sem ter a preocupação de chegar atrasado no escritório. Na matriz da farmacêutica, em São Paulo, o funcionário pode escolher iniciar seu dia de trabalho entre 6h e 10h e consequentemente sair entre 15h e 19h.

Uma vez por semana ele também pode trabalhar de casa. Bardella Junior foi um dos primeiros funcionários a adotar a prática na Roche, em 2016, e revela que não teve dificuldades com a adaptação.

“A rotina não muda no home office. Começo no mesmo horário, faço meus intervalos para o café e almoço. Uso as ferramentas que a empresa disponibiliza para fazer conferências e ligações como se estivesse no escritório.”

Edivaldo Bardella Junior, 34 anos, líder dos centros de serviços compartilhados da Roche Farma na América Latina

Há oito anos na Unilever, a facilidade do home office fez Fernanda economizar, pelo menos duas vezes na semana, três horas que perderia no trânsito para ir e voltar da casa dos pais, na região do ABC, até o escritório da empresa, no Itaim Bibi, zona oeste da capital. Essa rotina durou nove meses. Além de economizar tempo no deslocamento, o home office permite que a administradora passe mais tempo com o filho de dois anos e quatro meses.

Fernanda fez nova mudança no seu ritmo de trabalho no início de junho. Ela passou a trabalhar no regime part-time, e terá a jornada reduzida para 20 horas nos próximos dois meses, enquanto o filho se adapta à rotina escolar e ela termina os últimos detalhes de uma reforma em casa. “Levei minhas necessidades para o RH da empresa e eles apresentaram essa proposta”, conta. “Dessa maneira, consigo equilibrar tudo o que tenho que fazer, não deixo a parte pessoal de lado, nem a carreira, que para mim é muito importante. Eu consigo fazer um pouco de tudo, sem deixar a desejar.”

O segredo, segundo a gerente de finanças do setor de alimentos da Unilever na América Latina, é a organização. “Preciso estar sempre em contato e todos devem saber o que está acontecendo, quando eu vou estar disponível e quando não vou estar. Dessa maneira as pessoas também se adaptam para pedir as coisas quando eu estou na empresa”, afirma a administradora.

A flexibilização pressupõe que a relação empregado e empregador seja baseada na construção de metas, de confiança e diálogo. “Conversas honestas entre gestor e funcionário sobre as necessidades individuais e do time são fatores críticos para o sucesso na implementação de modelos flexíveis”, afirma a gerente de recursos humanos da Unilever Brasil, Thais Simão. “É fundamental a confiança entre líder e funcionário, além do estímulo à postura de autonomia com responsabilidade, valorizando que o colaborador seja protagonista em suas entregas e gerencie bem as suas atividades”, reforça Denise Horato, diretora de recursos humanos da Roche Farma.

Por isso, em algumas empresas, os modelos de trabalho mais flexíveis ainda ficam restritos aos funcionários com cargos mais altos, de gestão e coordenação. Na própria Roche, por exemplo, o home office foi inicialmente implementado para gestores e, somente no ano passado, foi ampliado a todos os colaboradores administrativos da matriz em São Paulo.

Na empresa de tecnologia Softtek, o trabalho remoto ainda é exclusivo para funcionários mais experientes. “Percebemos que, conforme o nível de senioridade da equipe, você precisa ter um trabalho presencial para garantir desempenho. No caso de trainees e juniores, que ainda estão no processo de maturação profissional, de entender o que é o trabalho por resultado e quais são as responsabilidades com o cliente, sentimos que é preciso realizar o trabalho presencial”, explica o vice-presidente de operações da companhia, Alexandre Hernandes. Mas o executivo acredita que a tendência é de que cada vez mais formas de flexibilização ganhem espaço e se tornem a regra, inclusive para atender às demandas dos novos profissionais que chegam ao mercado esperando relações de trabalho mais modernas.

“Essa transformação acontece com o tempo e com exemplos. Aos poucos as pessoas vão percebendo que é possível ser eficiente trabalhando de outras formas”, afirma o diretor de RH da Bosch América Latina, Fernando Tourinho. O executivo explica que a Bosch adota medidas de flexibilidade há quatro décadas, mas os modelos foram mudando conforme a legislação e a tecnologia disponível. Hoje, além do banco de horas, o primeiro método de flexibilização adotado pela empresa, também é oferecido o turno com horário de entrada e saída variável, o home office opcional duas vezes na semana, o regime part-time e o trabalho remoto permanente para algumas funções. Os modelos variam conforme o cargo, a necessidade da empresa e do funcionário.

No caso de Weenna Ribeiro, 38 anos, analista de RH sênior da Bosch, a mudança ocorreu por um motivo muito pessoal. Em 2013, depois de 16 anos na empresa, ela estava decidida a pedir demissão para se dedicar integralmente à filha, que havia sido diagnosticada com um problema de saúde. Ao trazer a questão para empresa, Weena recebeu a proposta de mudar para a jornada parcial. “Foi um momento de revisão da minha vida pessoal, meus valores estavam sendo repensados e foi ótimo pode ficar na empresa nessa modalidade”, afirma a analista. “Fui a primeira part-time da organização. No começo era diferente para todo mundo, mas nos adaptamos”. Hoje mãe de mais uma menina, Weena escolheu seguir trabalhando no regime mesmo após a melhora da primeira filha. “Trabalho na parte da manhã e à tarde me dedico a elas”, conta.

Quando o home office não funciona

Apesar de as empresas estarem abertas para essas mudanças, muitas ainda estão estudando qual é o modelo ideal para sua área de atuação — se a flexibilidade do funcionário deve ser total ou se é preciso ter algumas regras, se o trabalho pode ser feito de forma completamente remota ou se o home office deve ser adotado apenas em um ou dois dias da semana.

“O trabalho remoto não é necessariamente uma virtude para todas as empresas e para todas as funções. A empresa precisa ter uma cultura e um modelo de trabalho que permitam isso para que essa flexibilidade potencialize o negócio e não o contrário”, afirma Klüppel, da Michael Page.

A troca presencial, na visão do especialista, continua sendo importante para fortalecer o engajamento dos colaboradores. “Em alguns casos, é importante que o funcionário esteja dentro da companhia se estiver numa posição em que a sua presença é fundamental para gerar uma influência nos demais. Para aquele cargo que precisa inspirar e motivar, não adianta a pessoa estar fora. Ou até mesmo nos casos em que as pessoas precisam estar próximas para tomar uma decisão mais rápida, de forma mais ágil, o trabalho remoto pode não funcionar.”

O ideal é que empresa avalie o que funciona para cada função e equipe, mas a adoção home office deve voluntária. “Se não tem essa cultura, a empresa precisa de adaptar e implementar novas práticas para que possa permitir esse novo modelo. Tem gente que prefere trabalhar dessa forma, mas tem gente que não, que prefere o modelo tradicional”, completa.

O que diz a legislação

Para o funcionário que faz a mudança para o part-time, é preciso um novo contrato de trabalho conforme as regras específicas desse tipo de regime. Desde novembro do ano passado, quando a reforma trabalhista entrou em vigor, a jornada parcial pode ser de até 30 horas semanais, ou 26 horas com até seis horas extras por semana.

A reforma também estabeleceu regras para o teletrabalho — aquele realizado fora da empresa, como o home office — e deixou claro elas só valem para quem trabalha majoritariamente dessa forma, explica o advogado trabalhista José Carlos Wahle, sócio do escritório Veirano Advogados. Ou seja, não se aplicam para quem trabalha em casa alguns dias na semana conforme sua própria conveniência ou da empresa. Nesses casos, segue valendo o regime tradicional celetista, de jornada de 44 horas semanais e controle de horas extras.

“Quem passar a trabalhar a semana inteira ou quatro dias em casa passará para o regime de teletrabalho. Nesse caso vai ser obrigatório um aditivo ao contrato de trabalho com cláusulas específicas, inclusive sobre o custeio da estrutura necessária para as atividades”, afirma o especialista.

Nos dois casos, do home office permanente ou eventual, é preciso que a empresa assuma a responsabilidade de dar ao empregado o equipamento profissional ergonômico e ofereça um treinamento sobre segurança no trabalho, diz Wahle. “O funcionário que trabalha em casa tem que cumprir normas de segurança e confidencialidade. A partir do momento que oferecer um acesso remoto a ele, a empresa tem que treiná-lo”, explica o advogado.

Esse tipo de preparo é feito na Bosch. “O funcionário passa por um treinamento antes de começar, sobre condições de ergonomia, saúde, segurança do trabalho”, explica Tourinho. O executivo conta que há equipes dentro da empresa que, ao adotar o home office eventual, conseguiram registrar aumentos de 20% na produtividade.

Para o controle de horário, embora esteja fora do escritório é preciso que o funcionário registre sua jornada. A empresa pode instituir um ponto externo ou dar a possibilidade de marcar as horas trabalhadas posteriormente, no retorno a empresa, mesmo que, na prática, o controle seja feito por projetos ou metas.

O regime de teletrabalho, por outro lado, pode não ter controle de jornada ou pagamento de horas extras. A regra está estabelecida na reforma trabalhista mas, na avaliação de Wahle, não vale para todos os casos de funcionários que trabalham total ou majoritariamente de forma remota. A lei presume que o controle remoto da jornada não é efetivo, explica o advogado, porém, se a empresa encontrar um meio de fazer isso, o trabalhador terá direito às horas extras. Isso vale para a companhia que usa algum programa que monitora a atividade no computador profissional ou até mesmo para o funcionário que preenche uma ‘time sheet’, especificando quantas horas trabalhou em determinada tarefa ou projeto.

Veja

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Luto

Engenheiro potiguar Hédimo Jales Filho morre em acidente de carro no Pará

Foto: Divulgação

O engenheiro potiguar Hédimo Jales Dantas Filho, 36 anos, morreu nesta quinta-feira (27) em um acidente na BR-422, no trecho entre Novo Repartimento e Tucuruí, no Pará. A colisão envolveu duas caminhonetes e deixou outras três pessoas feridas, encaminhadas ao Hospital Municipal de Novo Repartimento.

Ele era filho do professor Hédimo Jales, o ‘Capitão Caverna‘, conhecido por dar aulas nos antigos cursinhos pré-vestibulares e no colégio Salesiano, em Natal. ‘Caverna’ faleceu em 2018. (Leia mais abaixo)

Hédimo era proprietário da CHJ Engenharia, de Natal, e tinha atuação profissional no Pará. Um dos veículos envolvidos no acidente pertencia à Áxia Energia, responsável pela operação da Usina Hidrelétrica de Tucuruí.

Em nota, a empresa lamentou a morte do profissional e informou que está prestando assistência às vítimas e aos familiares.

A morte também foi lamentada pela direção do Super Show Ayrton Senna, que destacou a amizade e a parceria com Hédimo. A CHJ Engenharia foi responsável pela construção da loja. “Sua ausência será profundamente sentida por todos nós”, destacou a empresa em publicação nas redes sociais.

Hédimo deixa a esposa e um casal de filhos.

LEIA MAIS

Luto: Morre o professor Capitão Caverna

Com informações do BZNotícias

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Mundo

FREIO: Instagram e Facebook vão limitar uso a 2 horas diárias e bloquear adolescentes à noite

Foto: Reprodução

A Meta, dona do Facebook e do Instagram, firmou nesta quarta-feira (26) um acordo de US$ 16,7 bilhões, cerca de R$ 86 bilhões, com procuradores de 47 estados e territórios dos Estados Unidos. Como parte do acerto, a empresa terá de impor novas restrições ao uso das plataformas por adolescentes, incluindo limite diário de duas horas e bloqueio durante a madrugada.

O acordo encerra um julgamento que discutia acusações de que a Meta teria desenvolvido suas redes sociais para estimular o uso excessivo por crianças e adolescentes. Os estados também alegaram que a companhia enganou o público sobre os riscos das plataformas e coletou ilegalmente informações de menores de 13 anos.

O valor definido no acordo representa uma parcela da receita obtida pela Meta em 2025, que chegou a R$ 201 bilhões. Segundo cálculos da própria empresa citados pela Bloomberg durante as negociações, uma eventual derrota no processo poderia resultar em uma penalidade de até US$ 1,4 trilhão.

As mudanças foram apresentadas como uma forma de reduzir o uso considerado problemático das redes sociais e evitar que os aplicativos interfiram no sono e na rotina escolar dos adolescentes.

Com informações do Correio 24h

 

 

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Política

Flávio aciona TSE contra Lula por uso do Alvorada em período eleitoral

Foto: Reprodução/ Record

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uso do Palácio da Alvorada durante o período eleitoral.

O senador acusa o presidente de usar a residência oficial como “plataforma material de comunicação eleitoral” em benefício da própria candidatura à reeleição. A ação cita uma decisão de 2022 da Corte que proibiu o então presidente Jair Bolsonaro de usar o Palácio da Alvorada para fazer lives de conteúdo eleitoral.

A representação da campanha de Flávio foi protocolada nesta quinta-feira (27) e questiona a entrevista concedida por Lula à Record. A conversa foi gravada no Alvorada e exibida no último domingo (23), no mesmo horário do primeiro debate entre os candidatos à Presidência, realizado pela Band.

Com informações da CNN

 

 

 

 

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Política

Criada por Lula, fim da taxa das blusinhas será comandado por petista, garante Motta

Foto: Zeca Ribeiro

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou o parlamentar Reginaldo Lopes (PT-MG) para cuidar do projeto do fim da taxa das blusinhas. A nomeação atende a pedido de Lula (PT), nesta quarta-feira (26), no Palácio da Alvorada.

O deputado mineiro irá presidir a comissão mista e poderá dar o ritmo à votação.

A relatoria do texto ficará a cargo de um senador, a ser indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A MP será apreciada na semana que vem, durante a semana de esforço concentrado, conforme o acordo firmado entre Congresso e governo, e deve ser aprovada sem dificuldades.

Na reunião, Lula convocou também o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), com quem selou novamente a aliança e a volta do relacionamento com o petista. O impasse sobre como os poderes se davam desde a recusa pelo nome de Jorge Messias, advogado-geral da União, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula (PT) acertou com eles a votação, na próxima semana, de temas caros ao governo em ano eleitoral, como a MP do fim da taxa das blusinhas, a PEC da Segurança, o Marco das Terras Raras e a PEC do fim da escala 6×1.

Com informações de Diário do Poder

 

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Brasil

Filho de ministro do STJ agride ‘garota do job’ após promessa quebrada de exclusividade

Foto: Reprodução

Processo protocolado na 5ª Vara Cível de Brasília cobra uma dívida de mais de R$ 60 mil do advogado Mauro Paciornik, filho do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Joel Ilan Pacionik. De acordo com os autos, Mauro teria abandonado o apartamento com móveis e eletrodomésticos danificados após agredir uma mulher no local. Além disso, o advogado não teria pago o aluguel e as taxas condominiais durante quatro meses.

Às margens do Lago Paranoá, o imóvel de luxo tinha ofurô privativo e terraço com vista para um dos principais cartões postais da capital do país. O processo aponta que o apartamento de um quarto foi alugado pelo advogado por R$ 6,5 mil em abril de 2025. O valor, no entanto, segundo os autos, teria sido pago apenas até agosto do mesmo ano.

Em dezembro, após quatro meses de atraso, os locatários descobriram que Mauro não morava mais no local. O motivo: uma medida protetiva expedida pela Justiça contra o filho do ministro após ele ter agredido uma mulher dentro do imóvel. A vítima continuava vivendo no apartamento mesmo com a energia cortada por falta de pagamento.

No registro de agressão, a mulher contou formalmente à autoridade policial que exercia a atividade de “acompanhante”. Segundo o seu relato, no início do relacionamento, Mauro pediu para que ela deixasse de trabalhar nessa função e perguntou quanto ela queria para isso, tendo a mulher solicitado uma contrapartida de pelo menos R$ 15 mil mensais.

Já Mauro afirmou em suas declarações que o relacionamento era conturbado justamente pelo fato dela exercer a função de “garota de programa”. Mauro alegou ter repassado mais de R$ 100 mil a ela sob a promessa de que manteriam uma relação exclusiva. A agressão teria ocorrido no momento em que Mauro descobriu que ela estaria exercendo a atividade às escondidas.

Com informações de Metrópoles

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Brasil

TÁ OSSO: ‘Vaquinha’ em favor de Lula arrecada apenas R$ 50 mil e fica longe da meta

Foto: Marcelo Camargo

A campanha de financiamento coletivo para a reeleição do presidente Lula da Silva arrecadou R$ 50.304 até a manhã dessa quarta-feira, 26, com 891 contribuições, abaixo da meta de 1,3 mil doadores estabelecida pelo PT. Lançada em 25 de agosto, a arrecadação representa 68,5% da meta de doadores, com 410 contribuições a menos que o esperado. Embora o PT tenha recebido R$ 615 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, a vaquinha serve como fonte adicional e mobilização da militância.

A plataforma virtual foi lançada na terça-feira 25, quando o PT passou a pedir dinheiro a filiados e simpatizantes. As contribuições podem variar de R$ 13 a R$ 1.064 por operação, sendo possível fazer mais de uma doação.

A arrecadação representa uma parcela pequena diante dos recursos públicos que estarão à disposição do partido. O PT recebeu R$ 615 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições deste ano, a segunda maior fatia entre as legendas, atrás apenas do PL.

Com informações da Revista Oeste

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Política

[VÍDEO] Senadora Zenaide Maia manifesta solidariedade a Lito Sousa e coloca mandato à disposição na luta por tratamento nos EUA

Potiguar de nascimento e dono do maior canal de aviação do YouTube, criador de conteúdo enfrenta doença neurológica rara e busca terapia experimental no exterior. Imagem: Reprodução

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) manifestou nesta quarta-feira (27) solidariedade ao comunicador e especialista em aviação Lito Sousa, natural de Natal, que enfrenta uma doença neurodegenerativa rara e busca acesso a um tratamento experimental nos Estados Unidos. Médica de formação, a senadora colocou o mandato à disposição da família para apoiar o esforço de viabilizar essa terapia.

Joselito Geraldo de Sousa, o Lito Sousa, nasceu em Natal em 25 de janeiro de 1967. Piloto, mecânico de aviação e especialista em segurança de voo, com passagens por companhias como Varig, Transbrasil e United Airlines, ele construiu ao longo dos anos uma das trajetórias mais reconhecidas da comunicação sobre aviação no país. À frente do canal “Aviões e Músicas”, que reúne milhões de inscritos e é o maior do gênero no YouTube brasileiro, Lito se notabilizou por explicar, com simpatia, didática e simplicidade, como funcionam os aviões e as viagens aéreas — desmistificando o setor, inspirando jovens e ajudando milhões de pessoas a superar o medo de voar. Também é autor do livro Onde Morrem os Aviões e idealizador do curso “Sem Medo de Voar”.

O caso de Lito tem comovido o Brasil nas últimas semanas. Em julho, ele revelou um diagnóstico de câncer de próstata; pouco depois, passou a apresentar sintomas neurológicos que levaram a internação e a uma investigação médica mais ampla. Em 21 de agosto, sua esposa, Mila Seidl, informou nas redes sociais que exames confirmaram a doença de Creutzfeldt-Jakob. Desde então, a mobilização em torno do comunicador cresceu — na quarta-feira (27), ele foi homenageado pelo Palmeiras no aniversário do clube, em meio a uma onda de manifestações de carinho de seguidores e de personalidades.

A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma enfermidade neurológica rara e progressiva, provocada por proteínas alteradas (príons) que danificam o tecido cerebral. Ela provoca deterioração rápida das funções motoras e cognitivas, não tem cura conhecida e costuma ter evolução acelerada, com expectativa de vida geralmente inferior a um ano após o início dos sintomas. É justamente essa urgência que tem levado a família a buscar, fora do país, protocolos experimentais em centros de pesquisa de referência.

Em vídeo, a senadora Zenaide destacou a identidade potiguar de Lito e o alcance de seu trabalho. “Como médica, sei o peso que é uma família viver um momento desses. E como senadora do Rio Grande do Norte, quero dizer com sinceridade: o meu mandato está à disposição do Lito, no que a gente puder ajudar.

A parlamentar reforçou que o apoio inclui colocar a estrutura do mandato a serviço das articulações necessárias ao esforço da família obter autorização para o tratamento no exterior, e encerrou com uma mensagem direta: “Lito, o Rio Grande do Norte está com você. O povo potiguar está torcendo e rezando por você.”

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Eleições 2026

MAPA POLÍTICO: Álvaro tem apoio de prefeitos de 71 municípios, que concentram 43% do eleitorado do RN

Foto: Reprodução

Álvaro reúne atualmente o apoio de prefeitos de 71 municípios, que concentram 1.147.671 eleitores. O número representa 43,1% de todo o eleitorado potiguar. Natal, com 570.517 eleitores, exerce um peso decisivo e representa praticamente a metade do eleitorado reunido no grupo do candidato.

Allyson Bezerra aparece com o apoio de prefeitos de 56 municípios, que somam 1.061.938 eleitores, correspondentes a 39,9% do eleitorado estadual. Apesar de contar com 15 municípios a menos, Allyson está apenas 85.733 eleitores atrás de Álvaro, resultado do peso de grandes colégios eleitorais como Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba e Nísia Floresta.

Cadu Xavier reúne o apoio de prefeitos de 40 municípios, que representam 450.956 eleitores, ou 16,9% do eleitorado do Rio Grande do Norte. Apesar de não liderar em número de prefeitos nem em eleitorado, Cadu tem como principal trunfo político a presença do presidente Lula em sua campanha. A força eleitoral do presidente no estado pode ampliar o alcance da candidatura para além das estruturas municipais formalmente alinhadas ao petista.

O levantamento ajuda a medir o tamanho territorial e o peso eleitoral dos palanques municipais, mas não pode ser confundido com uma pesquisa ou projeção de votos. Prefeito não é dono de voto. Da mesma forma, quando um candidato não possui o apoio do prefeito, pode contar com grupos de oposição, vice-prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, suplentes e outras lideranças com capacidade de mobilização dentro do município.

Com informações do Portal 98 FM

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Mundo

NEPAL E TIBETE: Equipes buscam quase 1.500 desaparecidos; mortes chegam a 362

Foto: AFP

Equipes de resgate buscam nesta quinta-feira, 27, cerca de 1.500 pessoas desaparecidas, a maioria delas turistas, após uma inundação catastrófica atingir o Nepal e o Tibete, em uma onda que desceu com força avassaladora pelos vales e montanhas, destruindo aldeias inteiras e ceifando pelo menos 335 vidas.

Como a região é popular destino de trekking e famosa pelas rotas de peregrinação hindu, quase 600 estrangeiros estão entre as 826 pessoas desaparecidas no Nepal — entre eles, 177 indianos, 63 americanos, 34 australianos, 33 britânicos e 25 canadenses. A mídia estatal chinesa informou que pelo menos 558 pessoas sumiram no lado tibetano da fronteira; desse total, pelo menos 260 eram cidadãos estrangeiros.

Muitas das vítimas estavam em peregrinação a Kailash Mansarovar, no alto das montanhas do Tibete e reverenciado por hindus e budistas.

Moradores das áreas mais atingidas, como Nuwakot e Dhading, se reúnem em frente a um centro de treinamento do exército nepalês — base das operações de resgate aéreo — em busca de informações sobre familiares. Policiais anotam os nomes dos desaparecidos logo na entrada do quartel, com lanternas de celular como única fonte de luz, já que a região segue sem eletricidade devido a danos na infraestrutura hidrelétrica.

No entanto, as operações de busca vêm sendo dificultados pela destruição de dezenas de pontes e de quase 40 km de estradas.

Com informações de Veja

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Economia

Prefeitura do Natal antecipa pagamento de agosto e injeta mais de R$ 97,2 milhões na economia

Foto: Divulgação

O mês de agosto termina com uma boa notícia para os servidores municipais. A Prefeitura do Natal realiza nesta sexta-feira (28) o pagamento da folha salarial referente ao mês, antecipando o crédito dos vencimentos para servidores ativos, aposentados e pensionistas. Ao todo, mais de R$ 97,2 milhões serão injetados na economia da capital potiguar.

O prefeito Paulinho Freire informou que a antecipação do pagamento faz parte do compromisso da gestão com o funcionalismo municipal. “Encerramos a semana com a antecipação do pagamento da folha de agosto, que estará disponível nas contas dos servidores na manhã desta sexta-feira. Essa regularidade do pagamento permite que os servidores tenham previsibilidade para organizar seus compromissos financeiros. Esse é mais um compromisso que estamos cumprindo com os servidores do município”, afirmou.

O secretário municipal de Finanças, Marcelo Oliveira, explicou que a antecipação da folha também tem impacto na economia local, ao colocar recursos em circulação e movimentar o comércio, o setor de serviços e outras atividades. “Manter o calendário de pagamentos é uma forma de garantir previsibilidade aos servidores e, ao mesmo tempo, fazer com que os recursos cheguem ao comércio, aos serviços e a outros setores da economia da cidade”, disse o secretário.

Os valores da folha salarial de agosto começaram a ser creditados nesta quinta-feira (27) e estarão integralmente disponíveis para movimentação na manhã da próxima sexta-feira (28). A política de pagamento em dia integra as ações da administração municipal voltadas à valorização dos servidores e à manutenção do equilíbrio fiscal do município.

 

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