Saúde

Para conter variante Delta, Israel pede volta ao home office e fim de ‘apertos de mão, beijos e abraços’

Foto: POOL / REUTERS

As autoridades de Israel pediram que as empresas retornem ao regime de home office para ajudar o país no combate ao surto de Covid-19 provocado pela variante Delta. A medida faz parte de uma série de restrições anunciadas na terça-feira, que o governo disse serem essenciais para evitar novas quarentenas.

A força-tarefa antipandemia do país fez um apelo para que a população pare de “apertar as mãos e dar beijos e abraços”. O governo também tornou obrigatória a apresentação do passaporte da vacina para entrar em ambientes que comportem menos de 100 pessoas. O passe é concedido para quem já se inoculou, testou negativo ou contraiu a doença recentemente.

Em espaços abertos com capacidade superior a 100 pessoas, o uso de máscara será obrigatório. O governo também limitará em 50% o número de funcionários em repartições públicas:

— Nosso objetivo é manter Israel aberta e, ao mesmo tempo, evitar uma situação de lotação de hospitais e falta de leitos — disse o primeiro-ministro do país, Naftali Bennett, afirmando que sabem a hora de “acionar o freio” caso seja necessário. — Para evitar restrições mais duras, vamos nos vacinar, usar máscaras e manter o distanciamento.

Mais 3.280 novos casos de Covid-19 foram registrados nas últimas 24 horas. Do total, 236 pessoas apresentavam sintomas graves da doença, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde. Não se sabe ao certo quantas destas pessoas estavam vacinadas, mas nas últimas semanas as complicações vinham ocorrendo majoritariamente em pessoas não vacinadas.

Mais de 62% dos israelenses estão totalmente vacinados contra o vírus, em sua maioria com doses da Pfizer-BioNTech, de acordo com dados do site Our World in Data. Assim como a Alemanha, o país é um dos que já aplica doses de reforço na população com mais de 60 anos ou com comorbidades, afirmando que a efetividade das duas doses cai com o tempo e a terceira injeção serve para reforçar a resposta imunológica.

Nesta quarta, contudo, a Organização Mundial da Saúde fez um apelo para que a aplicação da terceira dose seja suspensa até pelo menos o fim de setembro para ajudar todos os países a vacinarem ao menos 10% de suas populações. Em uma entrevista coletiva, o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que isso é necessário para fazer frente à disparidade global na vacinação.

— Eu entendo a preocupação de todos os governos de protegerem suas populações da variante Delta — disse Tedros. — Mas nós não podemos, e não devemos, aceitar que países que já usaram a maior parte do estoque global de vacinas usem ainda mais doses, enquanto a maior parte das pessoas vulneráveis continuam desprotegidas.

Das mais de 4 bilhões de vacinas aplicadas no mundo até o momento, mais de 80% foram usadas em países ricos ou de renda média-alta, segundo o diretor. Os países mais ricos administraram cerca de 100 doses para cada 100 pessoas, enquanto nos mais pobres, a taxa é de 1,5 dose para 100 pessoas. O governo de Israel ainda não comentou o apelo da OMS.

Em mais uma ação para conter o avanço da Delta, o país determinou que todos os viajantes oriundos de 18 países façam uma quarentena obrigatória ao desembarcarem em território israelense, independentemente do status de vacinação. Entre as nações que ficarão sujeitas às restrições, que começarão a valer em 11 de agosto, estão França, Alemanha, Itália, Grécia e Estados Unidos.

Também na terça-feira, o ministro da Defesa, Benny Gantz, convocou mil reservistas para ajudar o Exército na contenção da pandemia.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Alerta aos incautos e vesgos que põem nas atuais vacinas a solução à pandemia, a história não é como vcs propagam e pensam, estão vendendo ilusão barata, continuem em casa na medida do possível, vejam o que já ocorreu na Argentina e está ocorrendo em Israel, não entrem nessa política barata da CPI, genocida em pandemia não existe, o que mata é o vírus.

  2. Solicitar a suspensão temporal de abraços, beijos e apertos de mãos é razoável. Mas sugerir o fim destes gestos é o “fim da picada”.

    1. O que deve acontecer é ser razoável no comportamento, não dá para brincar, por óbvio vc não vai deixar de ter contato próximo das pessoas do seu convívio, nem vai deixar de viver, mais é interessante restringir alguns contatos desnecessarios, assim penso, não é lógico pedir o fim de nada.

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Judiciário

Desembargadora que ganha salário de R$ 35 mil pede que TJMA a reembolse por gastos com energia e internet no home office

Foto: Reprodução TJMA

A desembargadora Nelma Sarney, cunhada do ex-presidente José Sarney (MDB-MA), pediu que a presidência do Tribunal de Justiça do Maranhão considere compensar os gastos a mais que os magistrados têm tido com eletricidade, internet e compra de equipamentos no regime de home office.

Em ofício, Nelma diz que não se trata de ajuda de custo, mas de justa e correta compensação de gastos. O salário-base de um desembargador é de R$ 35,5 mil, sem contar penduricalhos e vantagens extras.

Justiça Potiguar, com Painel, Folha de S Paulo

Opinião dos leitores

  1. Certíssima. O risco do negócio é do empreendedor, não pode sair do salário do trabalhador. O home fofice precisa ser regulamentado nessa área. Onde já se viu o empregado arcar com equipamentos (mesa, cadeira, computador, impressora etc), além de energia, internet, ar condicionado (se for o caso)?

    1. Você tem a ficha partidária dela? Acusou baseado em quê?
      Por acaso ela não seria da mesma linha política dos Ministros Toffolli e Lewandoski, cujas decisões você nunca reclamou?

    2. É incrível como essa esquerdalha é desonesta nas mínimas coisas. É o DNA, o “sangue ruim”. Baseado em que essa idiotice? Se fosse para dizer algo (nem assim deveria), podia ao menos ter lido o sobrenome da desembargadora. São uns pulhas!

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Diversos

Serasa abre mais de 70 vagas em home office, para qualquer lugar do Brasil

Foto: (Serasa Experian/Divulgação)

A Serasa está em busca de 70 profissionais para a área de tecnologia, com oportunidades em home office em diversas frentes de atuação, de programação à especialista em inteligência artificial e machine learning.

As vagas são voltadas para “alimentar” a demanda por profissionais para operar as aplicações digitais da empresa. Com mais de 25 milhões de downloads no último ano, o app da Serasa tem em média 230 mil usuários ativos por dia e está entre os 15 mais baixados na categoria “finanças” do Google Play.

A companhia busca profissionais que se identifiquem com os valores de autonomia, capacidade de execução, ambição, senso de dono e resiliência.

Inscrições: podem se inscrever no site http://www.serasa.com.br/carreiras.

Exame

Opinião dos leitores

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Economia

Oferta de vagas em home office dispara 309% em 2020, diz pesquisa

As ofertas de emprego em modelo home office cresceram 309% no ano passado. É o que revela levantamento realizado pela Vagas.com, empresa de soluções tecnológicas de recrutamento e seleção.

De acordo com a companhia, o volume de vagas ofertadas saltou de 594 posições em 2019 para 2.428 no ano passado. Veja abaixo a criação de vagas em home office trimestre a trimestre:

Foto: Economia G1

De acordo com Rafael Urbano, especialista em Inteligência de Negócios da Vagas.com, os setores que mais contribuíram para esse aumento de posições em regime de trabalho flexível foram:

Tecnologia (41%)

Finanças (11%)

Consultoria e Gestão Empresarial (10%)

Seguros (8%)

Telecom (7%)

Educação (4%)

Outros (19%)

Entre as áreas mais buscadas pelas empresas para atuação remota aparecem:

Tecnologia (38%)

Vendas (10%)

Recursos Humanos (4%)

Marketing (4%)

Administrativo (3%)

Financeiro (2%)

Telemarketing (2%)

Atendimento (2%)

Consultor (2%)

Direito (1%)

Contabilidade (1%)

Inteligência de Mercado (1%)

Outros (20%)

“Notamos um maior interesse por parte dos nossos clientes na oferta de vagas em modelo home office a partir do segundo trimestre, justamente no período em que a pandemia registrou forte expansão de casos registrados no Brasil, forçando as empresas a se readequarem para que não perdessem a produtividade”, explica Urbano.

369 oportunidades abertas

Na plataforma de empregos Vagas.com.br há, neste momento, 369 vagas para atuar em modelo home office, trabalho remoto ou teletrabalho. As remunerações e benefícios variam em cada oferta. Para ter mais informações sobre as oportunidades oferecidas pelas empresas, é recomendado pesquisar as vagas pelas palavras-chave home office, trabalho remoto ou teletrabalho.

G1

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Diversos

Startup abre 200 vagas com home office para início imediato

Geraldo Brasil, fundador da JobHome. Foto: (JobHome/Divulgação)

Está procurando um emprego para trabalhar em casa? Há quatro anos, a startup JobHome já apostava que o modelo remoto seria o futuro e começou o negócio de soluções de atendimento com a equipe em home office. Agora, eles querem crescer em 2021: a empresa está contratando para 200 vagas 100% remotas e para início imediato.

Os colaboradores só precisam ir ao escritório em São Paulo uma vez por mês para realizar treinamentos. Segundo Geraldo Brasil, fundador da empresa de call center, o desenvolvimento é um dos principais valores do negócio. Inclusive, o plano de carreira é um destaque para eles.

“Temos as diretrizes de competência para cada posição, que são somente uma parte da justificativa de cada cargo. Gostamos de estimular cada um dos JobHomers a crescerem em suas áreas e até mesmo criarem as oportunidades de carreira para si”, conta ele.

Com a proposta do modelo de trabalho flexível, o objetivo era promover melhor qualidade de vida aos profissionais de atendimento. O fundador também queria que o serviço fosse mais inclusivo, tirando uma barreira para jovens entrarem no mercado de trabalho e crescerem dentro da empresa.

E isso se tornou muito valioso durante a pandemia. Geraldo Brasil explica que a área de pessoas ficou mais atenta para a saúde física e mental dos colaboradores, dando maior apoio.

“Como já tínhamos expertise nesse modelo de trabalho podemos dizer que para quem está ingressando agora ou no ano passado que há muitos desafios que vão além do distanciamento físico. Em nossa experiência, toda empresa que dispõe desse modelo de trabalho deve pensar no conforto físico, cuidado psicológico, comunicação e o engajamento, pois é por intermédio deles que será possível colher resultados de alta qualidade”, explica ele.

Assim, a startup oferece como benefícios o auxílio alimentação, assistência médica, assistência odontológica, auxílio internet, comissão, computador e seguro de vida.

Para se candidatar, é necessário ter mais de 18 anos e ter ensino superior (tradicional ou tecnólogo) completo ou em andamento. Para os alunos que precisaram trancar os estudo devido a pandemia, os currículos também serão analisados no processo.

Os interessados podem mandar o currículo pelo e-mail: [email protected]

Super Interessante

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Diversos

Empresa tem 300 vagas com home office e dá 7 mil bolsas aos candidatos

Foto: Everis/Divulgação

Everis, consultoria de negócios e tecnologia da informação, quer contratar 300 profissionais especialistas em Kotlin. Para isso, vai oferecer 7 mil bolsas de estudo para os candidatos aprenderem a linguagem de programação.

A primeira fase do recrutamento é o bootcamp em parceria com o Digital Innovation One. Dessa forma, os desenvolvedores podem aprender a linguagem necessária para as vagas e quem termina o treinamento se classifica para a fase seguinte.

Seria esse o processo de seleção do futuro? Também junto com a Digital Innovation One, as empresas Inter, Localiza e MRV vão oferecer formação gratuita de desenvolvedor para 100 mil pessoas. Cada curso é focado em habilidades que as empresas precisam e os melhores alunos começam a concorrer às vagas.

Na consultoria, as oportunidades são para suas operações nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Uberlândia (MG) e Florianópolis (SC). A empresa está trabalhando com modelos de home office total e híbrido, dependendo da vaga.

Segundo Ricardo Neves, CEO da Everis Brasil, o programa vai ajudar a acompanhar a transformação digital pela qual os negócios brasileiros estão passando.

“Nossa operação brasileira tem se expandido de forma significativa, por estar ajudando os clientes a inovar e aperfeiçoar os serviços oferecidos ao mercado. Diante desse cenário, temos investido consistentemente na formação e no aperfeiçoamento dos profissionais em diferentes tecnologias e técnicas de negócios”, afirma.

A matrícula no curso pode ser feita até 9 de março pelo site.

Exame

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Diversos

Empresas reforçam o controle de produtividade e passam a monitorar os funcionários no home office

Foto: Morsa Images/Getty Images

A adoção do home office por empresas de diversos setores levou a uma série de análises apressadas. Alguns especialistas disseram que os escritórios sumiriam do mapa (claro que houve uma transformação, mas o desaparecimento está longe). Outros afirmaram que o trabalho a distância impulsionaria os comércios locais, já que, ao ficar mais tempo em casa, as pessoas realizariam maior parte de suas compras nos arredores da residência. Isso não ocorreu por uma simples razão: com a explosão do comércio eletrônico, foram as corporações gigantescas que mais se expandiram. A terceira projeção imprecisa diz respeito à liberdade para cumprir a labuta diária. No trabalho a distância, cravaram os observadores corporativos, os profissionais teriam liberdade para fazer o que bem entendessem, usufruindo do tempo da maneira que considerassem adequada. Nada poderia ser mais falso do que a última premissa. No home office, os funcionários nunca foram tão vigiados pelas grandes companhias, que passaram a usar a tecnologia para fazer marcação cerrada nos colaboradores. De certa forma, os chefes jamais estiveram tão atentos aos movimentos dos subordinados — cada e-mail, conversa, site visitado ou relatório está na mira de quem manda.

A americana Microsoft, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, criou um software para medir a produtividade dos funcionários. Chamado Productivity Score, ele identifica tudo o que o colaborador faz durante o dia. Com o equipamento, os chefes sabem quantos e-mails profissionais foram enviados, quem desliga a câmera em reuniões e até o tempo que a pessoa fica na frente do computador. Para tornar o sistema mais rigoroso, os funcionários receberiam uma pontuação de acordo com as informações coletadas pelo software. A ideia da Microsoft parecia tão radical — e recebeu tantas críticas — que a companhia decidiu voltar atrás, abandonando o tal sistema de pontuação. “A liberdade de trabalho é uma ficção do home office”, diz o consultor Eduardo Tancinsky. “Por mais que o mercado tenha mudado nos últimos anos, ainda é ousado demais permitir que o empregado disponha da maneira que quiser do seu tempo, incluindo não fazer nada.”

Há uma certa ironia no fato de as empresas de tecnologia, supostamente mais abertas às inovações impostas pelos ventos da transformação, serem as mais preocupadas em controlar os funcionários. A também americana Zoom, que viu seu programa de videoconferência se tornar uma febre na pandemia, adotou o home office em larga escala, mas usa um software de monitoramento para acompanhar o expediente de sua equipe.

(Foto: Arte/Veja)

No Vale do Silício, o lar das empresas de tecnologia dos Estados Unidos, programas como o Sneek, que tira fotos com a webcam, viraram a febre do momento. O funcionário que trabalha em casa é fotografado em períodos predeterminados — a cada cinco, quinze ou vinte minutos, a depender da rigidez do chefe ­—, como se fosse uma máquina programada apenas para trabalhar. O Sneek se tornou um sucesso global. Segundo a empresa, a base de usuários semanais cresceu 250% desde o início da pandemia. É mais ou menos isso o que faz a Time Doctor, empresa que se define como “um instrumento para empresas e indivíduos se tornarem mais produtivos”, mas que no fundo consiste apenas em um software que capta fotos periódicas da webcam. Outro programa, criado pela startup Einable, usa inteligência artificial para calcular a rapidez com que os colaboradores em home office executam diferentes tarefas.

A crescente vigilância suscita alguns questionamentos. Até que ponto as empresas têm o direito de controlar o que os funcionários fazem no expediente? Segundo a nova Lei Geral de Proteção da Dados (LGPD), o monitoramento deve ser limitado ao uso de dados relacionados ao trabalho e não é permitido que as companhias tornem públicas as informações obtidas através da vigilância. A avaliação de desempenho do empregado, porém, não está prevista nas novas regras da LGPD. De todo modo, dizem os especialistas, a recente legislação precisa de tempo para ser assimilada pelas empresas e pela sociedade.

De todas as transformações impostas pela pandemia do coronavírus, o home office talvez seja a mais efetiva. O trabalho a distância, de fato, é uma tendência que veio para ficar. Não significa, porém, que o ambiente de trabalho será revirado do avesso. Há desafios pela frente. Como será possível construir uma cultura empresarial se parte dos funcionários trabalha a distância? A construção de um DNA corporativo deve-se, sobretudo, ao relacionamento entre as equipes, à troca diária entre chefes e subordinados, aos acertos — e erros — compartilhados. Como fazer isso se as pessoas estão separadas? Como criar redes colaborativas permanentes se cada profissional está em seu próprio canto? A tecnologia encurta caminhos e é forte aliada, mas não traz respostas para tudo. Esse é um desafio que as empresas terão de superar.

Veja

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Diversos

Hotmart abre 400 vagas de emprego com home office para sempre

Sede da Hotmart em Belo Horizonte: empresa foi fundada em 2011 pelos empreendedores João Pedro Resende e Mateus Bicalho. Foto: (Hotmart/Divulgação)

A Hotmart, empresa de ensino por meio de tecnologia, está com 400 vagas abertas para seu time de tecnologia. E com a decisão de não retornar aos escritórios, os novos desenvolvedores vão trabalhar em home office para sempre.

A nova modalidade de trabalho vale para as sedes no Brasil, em São Paulo e em Belo Horizonte, e nos escritórios no exterior, na Holanda, Espanha, Estados Unidos, México, Colômbia e França.

A decisão foi acelerada por causa das incertezas com a segunda onda de contágios pelo novo coronavírus. Após 2021, os escritórios serão abertos, mas os funcionários não terão obrigação de voltar ao trabalho presencial.

Segundo João Pedro Resende, CEO e cofundador da Hotmart, o objetivo é se adaptar à nova realidade do trabalho remoto e criar escritórios que sejam funcionais e atrativos.

“Nossa ideia é criar escritórios tão incríveis que, mesmo sem obrigatoriedade, muitos vão querer estar lá, próximos uns dos outros. Mas isso não será uma imposição da empresa”, salienta ele.

A empresa prevê um aumento de contratações em 2021. Os candidatos poderão estar em qualquer estado do Brasil — ou até em outros países — mas serão vinculados à sede mais próxima de sua localização para fins de logística.

Confira as vagas pelo site de carreiras.

Exame

Opinião dos leitores

  1. São vagas altamente qualificadas e a maioria delas para bilíngues. (Espanhol, inglês, japonês e holandês). Aqui não falamos nem “putugueis” direito.

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Diversos

Home office consolida ‘jornada híbrida’ como preferida dos trabalhadores, diz pesquisa

Foto: Divulgação

Com o home office cada vez mais consolidado como modelo de trabalho eficiente, chegou a 91% o percentual de profissionais qualificados que acreditam que o futuro do trabalho será de modelo híbrido, revezando entre dias presenciais e remotos.

Os dados fazem parte da 14ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH) realizada pela consultoria de recrutamento. O recorte foi cedido com exclusividade ao G1. Por “profissionais qualificados”, a empresa define trabalhadores com 25 anos ou mais e com formação em ensino superior.

Foram entrevistados 1.161 destes profissionais, além de recrutadores. Os três grupos foram divididos igualmente e responderam à pesquisa entre 10 e 25 de novembro. A amostra também foi distribuída proporcionalmente por todas as regiões do Brasil, de acordo com dados do mercado de trabalho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dentre os que concordam que as equipes híbridas são uma parte permanente do cenário de empregos, os principais motivos apontados foram:

Os profissionais almejam flexibilidade: 66%

A pandemia ainda é uma realidade: 61%

A produtividade se manteve/aumentou: 57%

Melhora do engajamento: 26%

Outro: 6%

Quem discorda da afirmação de que equipes híbridas devem predominar, aponta motivos quase inversos:

Ao final da pandemia, o presencial voltará a prevalecer: 61%

É mais desafiador disseminar a cultura corporativa: 25%

Piora do engajamento: 25%

Dificuldade de manter a produtividade: 25%

Outro: 11%

Readaptação

Ainda que a percepção de produtividade na maior parte dos entrevistados tenha sido positiva, a forma de gerir o dia a dia do trabalho é o principal desafio para o trabalho híbrido, segundo os gestores e recrutadores. Quase dois terços (64%) disse que as ferramentas e estruturação para gerir pessoas nesse formato são mais desafiadores do que manter a cultura empresarial (60%), por exemplo.

Outro aspecto de preocupação bastante citado é a dificuldade de evitar os ruídos de comunicação (52%). Há também quem tenha dificuldades com o planejamento de médio e longo prazo (26%).

Para os profissionais em geral, a comunicação adequada com a equipe foi a maior preocupação (25%). Em seguida, veio a organização e planejamento de tarefas (24%). A proximidade com a equipe também tem destaque, com 21% das respostas. Apenas 15% disse estar preocupado com a produtividade.

Eles também consideram a flexibilidade — seja de horários, local de trabalho ou jornada — como o principal ganho de experiência para as empresas vividas durante a pandemia (71%).

G1

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Diversos

ALÉM DO HOME OFFICE: Semana de 4 dias e escritórios sem aperto são tendências fortes no mundo do trabalho pós-pandemia

TUDO EM CASA – Agatha Matias, gerente de marketing da Unilever, trabalha sempre acompanhada do gatinho Fubá: “Em tempos tão difíceis, o home office me proporcionou segurança e melhor qualidade de vida”. A empresa é pioneira em flexibilização, o que facilitou sua adaptação à pandemia – Egberto Nogueira/Ímãfotogaleria/VEJA

“A única coisa que devemos temer é o próprio medo”, discursou o presidente americano Franklin Delano Roosevelt (1882-1945) em março de 1933, durante o lançamento do New Deal, o bem-sucedido plano de recuperação econômica para combater a crise de 1929, a Grande Depressão. O programa revolucionou o mercado com inovações como o salário mínimo, a redução da jornada de trabalho e o seguro-desemprego. Quase um século depois, outro grande e trágico acontecimento — a pandemia do novo coronavírus — também mudará para sempre a vida do trabalhador e dos patrões. Cada vez mais, flexibilização será regra do jogo, mesmo depois de a vacina chegar. Em tempos normais, apenas algumas empresas consideradas excêntricas apostavam no home office. O isolamento social, porém, pôs o paradigma do trabalho remoto à prova e agora até mesmo os mais céticos reconhecem que é possível ganhar dinheiro, até mais, fora do escritório — na mais visível das mudanças provocadas pela disseminação do vírus, que mexeu também com as famílias (leia aqui) e com os serviços de telemedicina (leia aqui).

VEJA entrevistou nos últimos dias executivos de algumas das maiores empresas do Brasil para descobrir quais tendências dominarão o mercado daqui por diante. Logo de cara, ficou evidente: não há pressa para voltar ao escritório. O Itaú já avisou seus 55 000 colaboradores que o trabalho remoto será mantido ao menos até fevereiro de 2021. Na companhia de alimentos Kraft Heinz, só 10% do pessoal tem ido até a sede, mas apenas às segundas e terças-feiras, e sempre de forma voluntária. Aqueles que pertencem ao grupo de risco ou usam transporte público estão proibidos de retornar. Já a XP Investimentos decidiu dar um passo além das rivais e aboliu definitivamente o trabalho presencial.

Todas as empresas consultadas pela reportagem afirmaram que estão plenamente satisfeitas com o desempenho de seu pessoal durante a pandemia e que, mesmo a distância, a produtividade aumentou. Segundo David Vélez, CEO do banco digital Nubank, as taxas de engajamento dos funcionários que estão em casa bateram recorde de 90% durante a pandemia. “Todos os times reportaram ganhos de produtividade”, afirma. O corte de custos, a melhora na qualidade de vida e a possibilidade de contratar talentos em qualquer parte do mundo são outros benefícios do trabalho remoto apontados pelos gestores. A falta de interação pessoal, aquele cafezinho no corredor que pode suscitar ideias geniais, é um ponto negativo, mas as empresas estão atrás de soluções. “Tivemos de revisar as formas de comunicação, com reuniões pontuais e concisas”, diz Maurício Rodrigues, vice-presidente de finanças da farmacêutica alemã Bayer.

AMBIENTE AREJADO – Selda Klein, gerente de RH da C&A, na reformada sede da empresa: “Agora temos espaços mais abertos e integrados, sem baias nem mesas fixas, e com fácil comunicação” – Egberto Nogueira/Ímãfotogaleria/VEJA

Gigantes estrangeiros como Twitter e Facebook já sinalizaram o desejo de implementar o home office permanente para quem assim preferir. No Brasil, o Bradesco deu a seus funcionários a opção de trabalhar remotamente de forma fixa, oferecendo uma ajuda de custo de 1 080 reais no primeiro ano para cobrir gastos com internet e luz. A tendência geral, porém, caminha em direção ao modelo “híbrido”, com os funcionários indo de um a três dias até a firma.

A pandemia, sem dúvida alguma, quebrou as barreiras do horário comercial e rotinas preestabelecidas. A multinacional Unilever, que foi pioneira em medidas de flexibilização no Brasil, como o job sharing (no qual pessoas dividem uma mesma função e trabalham apenas três dias por semana) e jornada de meio período, pretende ampliar seu leque, com horários livres para os funcionários — eles decidem o melhor período para a labuta. Algumas empresas usam a tecnologia para monitorar e controlar os horários dos funcionários, mas a tendência é que as relações sejam cada vez mais de confiança. “O que importa é entregar as tarefas”, diz Flavia Caroni, diretora de RH da Kraft Heinz. Entre as novas ideias destaca-se a adoção de um dia a mais de descanso, incentivada até por governos como o da Alemanha, Nova Zelândia e Reino Unido. “A semana de quatro dias pode funcionar em qualquer negócio ou país”, diz o neozelandês Andrew Barnes, autor do livro The 4 Day Week (A Semana de Quatro Dias). “A redução da jornada de trabalho protege todas as tradições e estilos de vida, fatores cruciais para a coesão familiar, qualidade de vida e senso de comunidade.”

A maioria das empresas brasileiras, porém, não se entusiasma com a ideia de reduzir a jornada. Na realidade, os funcionários têm trabalhado mais, o que explica inclusive a alta produtividade. Especialmente no começo da pandemia, muitos esticaram a jornada temendo perder o emprego. A conta, porém, sempre chega e a saúde mental passou a ser prioridade. A Ambev criou um departamento exclusivo para o atendimento psicológico de seus funcionários. Palestras e aulas de mindfulness (atenção plena) foram incorporadas ao expediente.

O novo normal afetou mais drasticamente o topo e a base da pirâmide corporativa. Os mais jovens se ressentem do acompanhamento presencial, o que exige maior capacidade de adaptação e amadurecimento, mas têm a seu favor a familiaridade com as tecnologias. Já os chefes tiveram de se tornar mais facilitadores e menos controladores. “A pandemia trouxe tristeza, mas também aprendizado”, afirma Sofia Esteves, fundadora da Cia de Talentos, a maior empresa de recrutamento do país. “O líder tinha uma exigência muito grande de ser o super-­homem e, diante da incerteza, teve de assumir suas fragilidades e desenvolver sua sensibilidade.”

Nesse cenário, os escritórios não vão morrer, mas terão de ser “ressignificados”, para usar uma palavra típica do mundo corporativo. “A sede da empresa é um catalisador de sua cultura e ganhou um papel mais importante, já que as pessoas não têm de estar lá o tempo todo. O novo escritório tem de ser uma experiência mais atrativa e sedutora”, diz Sérgio Athié, presidente do Athié Wohnrath, maior escritório de arquitetura do país, especializado em projetos corporativos. “As grandes mesas com porta-retratos da família devem ser extintas e dar lugar a espaços colaborativos. Até pelo temor de uma nova pandemia futura, espaços mais abertos e ventilados, como a cobertura dos prédios ou o térreo, devem ser reaproveitados.”

Diante da necessidade de cortar custos, os chamados coworkings, ou escritórios compartilhados, tendem a ganhar tração. “A demanda por flexibilidade, que já existia, explodiu”, diz Lucas Mendes, CEO da WeWork no Brasil. Recentemente, a empresa lançou um cartão que dá acesso a todos os prédios da empresa no mundo. No Brasil, o passo mais ousado, reafirme-se, foi da XP Investimentos. A empresa aboliu o trabalho presencial e está construindo a Villa XP, um câmpus amplo e futurista que lembrará as sedes de Apple e Google, no Vale do Silício, e da Tencent, em Shenzhen, China.

São Roque, no interior de São Paulo, receberá o projeto, que contará com hotel, restaurantes, áreas de lazer e esportes, clínicas médicas, creches, laboratórios, auditórios e salas de reuniões abastecidas por fontes de energia renováveis. Engana-se, porém, quem pensa que os funcionários terão de se deslocar para o ambiente. O espaço receberá eventos corporativos, e não só da XP, além de atividades pontuais para funcionários, como o treinamento de novos contratados. “A ideia é ter um espaço moderno, em consonância com a dinâmica do trabalho descentralizado”, diz Guilherme Sant’Anna, head de gente e gestão da XP. “O escritório será utilizado só por funcionários em treinamento e para reuniões específicas.”

A tecnologia, evidentemente, se torna cada vez mais fundamental para viabilizar essa mudança. A Via Varejo, dona de Casas Bahia, Ponto Frio e do site de vendas do Extra, avançou a digitalização da empresa, pondo de pé um modelo até então ignorado pelas varejistas: a venda pelo Whats­App. As questões relacionadas aos benefícios também demandam mudanças. “Estando mais em casa, o colaborador deve ter maior autonomia e flexibilidade”, diz Raphael Machioni, CEO da Vee, startup de benefícios como vale-cultura e planos de academias de ginástica. “Ele pode, por exemplo, trocar o vale-transporte por um auxílio home office.” As novidades do mercado também são fruto da reforma trabalhista, que atualizou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e regulamentou o teletrabalho. Melhor ou não, só o tempo dirá, mas certamente o novo mundo profissional será muito diferente.

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Diversos

Para 96%, home office será diferencial para escolher um emprego, diz pesquisa

Foto: Reprodução

Quanto mais a pandemia se prolonga e algumas empresas estendem o home office, mais os colaboradores e gestores passam a enxergar o trabalho remoto como uma alternativa que veio para ficar. Pesquisa da Workana, plataforma que conecta freelancers a empresas, mostra que, para 96,7% dos profissionais entrevistados, o benefício do home office será um diferencial na hora de escolher a empresa onde desejam trabalhar. Já 94,2% dos profissionais com carteira assinada gostariam de continuar trabalhando remotamente após a pandemia.

O levantamento foi realizado entre abril e maio com 2.810 entrevistados entre CLTs, gestores, empreendedores e freelancers.

Trabalhar com foco em resultados é possível, bem como cumprir todas as tarefas sem a necessidade de estar em um escritório durante 8 horas por dia, sem contar o tempo gasto em deslocamento. Foi o que apontaram 91% dos CLTs entrevistados.

E a opinião dos gestores não foi muito diferente: 84,2% deles pensam em promover o trabalho remoto e acreditam que o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal é um aspecto que terão de priorizar, considerando também a flexibilidade de horários.

Para o country manager da Workana no Brasil, Daniel Schwebel, esses números altos e positivos sobre o home office mostram que os trabalhadores provaram uma nova realidade e gostaram.

“As pessoas têm se atentado mais à qualidade de vida, à importância de estar em um ambiente confortável, junto à família, e com mais liberdade”, diz.

Mas, por que todas as vantagens dessa modalidade de trabalho não eram notadas antes?

Segundo a pesquisa da Workana, 59,1% dos líderes de empresa responderam que, mesmo antes da pandemia, sempre incentivaram o home office. Porém, não é que os colaboradores dizem, tanto que só 36,3% dos profissionais CLT afirmaram que o trabalho remoto era incentivado nas empresas antes do isolamento social.

Schwebel acredita que o motivo dessa diferença de opiniões pode estar na dificuldade em abandonar padrões antigos – que até então mantinham todos na zona de conforto, num ambiente de trabalho controlado -, para identificar as novas necessidades dos líderes e colaboradores e se readequar.

As empresas que mudaram rapidamente seus padrões, ouvindo mais seus funcionários, foram as que demonstraram ter se adaptado mais facilmente ao “novo normal”.

Para 35,2% dos profissionais, o trabalho ficará mais flexível e o sucesso será medido pelo resultado oferecido e não pelas horas trabalhadas. Para 17,2%, haverá mais liberdade e autonomia no trabalho e, mais do que nunca, os chefes terão que se tornar líderes; e 16,4% acreditam que a empresa deverá ter uma comunicação mais transparente para que o colaborador esteja alinhado com seus objetivos, mesmo à distância.

Da ótica dos gestores, os dados mostram que as prioridades e desafios daqui para frente – que vêm ao encontro das necessidades dos trabalhadores – estão ligados exatamente à comunicação, mas também à empatia. Para 28,6% dos líderes, o desafio está em gerar mais flexibilidade nas horas de trabalho para garantir o equilíbrio entre vida e trabalho, e para 14,3%, oferecer alguma solução para ajudar os pais que trabalham em casa com crianças.

Melhora da tecnologia

Outra barreira encontrada por colaboradores e empresas diante dessas mudanças é o aprimoramento da tecnologia e da conectividade. Na atual conjuntura, a estrutura ou a falta do departamento de TI, por exemplo, podem ditar se o home office será uma experiência positiva ou não para um negócio.

Para que a continuidade do trabalho remoto se dê de forma eficiente, 35,7% das empresas disseram que precisarão melhorar a tecnologia e a conectividade e, para 7,1%, será prioridade atualizar computadores e servidores para que os funcionários possam usá-los normalmente em casa.

G1

 

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Finanças

NOVO NORMAL COMEÇA A GANHAR FEIÇÕES: Com home office, Banco do Brasil vai devolver 19 de 35 edifícios de escritórios no país

Foto: Junior Silgueiro/Gcom-MT

O coronavírus forçou mudanças mesmo nas empresas mais tradicionais do País. O Banco do Brasil resistiu por anos ao home office. No início de 2020, antes do início da pandemia de covid-19, a instituição financeira tinha um total de 257 pessoas de seus 93 mil trabalhadores trabalhando de casa (menos de 0,3%) Desde março, tudo mudou: o banco colocou 32 mil trabalhadores para trabalhar de casa. Agora, essa experiência em larga escala vai se traduzir em uma economia de R$ 1,7 bilhão em 12 anos, com a devolução de 19 de um total de 35 edifícios de escritórios que o BB hoje ocupa em sete Estados e no Distrito Federal.

De acordo com o vice-presidente corporativo do BB, Mauro Ribeiro Neto, o programa internamente apelidado de Flexy, que previa a modernização dos escritórios da instituição, estava sendo estruturado desde 2019, mas ganhou novo significado e mais velocidade durante a pandemia. O executivo diz que o banco, a exemplo de milhares de outras empresas, foi obrigado a testar o modelo remoto. A avaliação foi de que os resultados foram positivos e deixaram a proposta de transformação de espaços corporativos ainda mais ousada.

A redução de espaço será profunda e vai afetar as grandes áreas corporativas do BB – o Flexy, por ora, não está sendo aplicado a agências ou a pequenos escritórios espalhados pelo País. Do total de 5 milhões de metros quadrados de área locada do banco, 750 mil metros incluem escritórios de maior porte em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná e Pernambuco, além do Distrito Federal. Com a aposta de longo prazo no home office, 38% desses espaços, ou 290 mil metros quadrados, serão devolvidos, segundo o executivo.

Restarão 16 grandes edifícios corporativos nessas localidades. “Vamos nos concentrar nas lajes de maior porte, que permitem uma aplicação maior do escritório de conceito aberto”, explica Ribeiro Neto. No redesenho dos espaços corporativos, o BB vai ficar mais parecido com os modelos associados a empresas de tecnologia: saem as estações de trabalho individuais e entram os espaços compartilhados; as salas de reunião ficam mais flexíveis, priorizando grupos menores; e o escritório ganha armários para que os funcionários guardem pertences pessoais, que devem ser levados para casa ao fim de cada expediente.

Por trás da mudança de perfil dos escritórios, que vai custar um total de R$ 500 milhões, deverá ser iniciada este ano e concluída em 2022, está também uma meta de economia: entre cortes de custos com aluguéis e manutenção, o BB prevê uma redução de gastos anual na casa de R$ 185 milhões. Em 12 anos, já descontados os valores gastos com a reforma, a economia não será nada desprezível: R$ 1,7 bilhão.

Muitas empresas estão buscando espaços mais flexíveis para o período pós-pandemia, uma vez que ficou claro que o home office é uma possibilidade a ser considerada. No BB, cerca de 30% dos trabalhadores – ou mais de 30 mil pessoas – vão continuar a atuar parcialmente de casa mesmo depois que a pandemia estiver controlada. “A medição de produtividade por permanência no escritório é coisa do passado. Precisamos deixar isso para trás”, diz o vice-presidente do banco.

Tendência

Segundo Fábio Maceira, presidente da JLL, companhia que administra espaços corporativos, as grandes empresas vão inevitavelmente repensar a função de seus escritórios no pós-pandemia. Tanto é assim que algumas companhias proprietárias de imóveis corporativos já começam a flexibilizar os contratos de aluguel para permitir permanências mais curtas. Muitos clientes, de acordo com o especialista, deverão optar por contratos mais flexíveis por algum tempo para medir com exatidão se precisam mesmo de todo o espaço que atualmente ocupam.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Correio Braziliense, com Estadão

Opinião dos leitores

  1. Essa pandemia trouxe a baila uma realidade que poderá mudar a estrutura do estado e das empresas, trabalhos em home office teremos condições desinchar a máquina administrativa do estado, reduzindo a folha, e todo o custo pesado da máquina, como pessoal, passagens aéreas, diárias, estruturas físicas, carros de representação, salários. Caso um gestor perceber as vantagens e tiver espírito público, revolucionará a forma de governar, e terá mais recursos para investir nas reais nescessidades do país, e assim desempenhar o real papel de estado.

  2. Dois setores vão sofrer muito no futuro próximo: o de lajes corporativas e os shoppings centers. Quem tem FI desse setor vai ter perda grande.

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Diversos

Saiba quais são os direitos para quem faz home office

O advogado trabalhista Douglas Soares tirou as principais dúvidas existentes sobre o home office, em temas como carga horária, férias e horas extras. Assista aqui via Band.

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Diversos

Empresas entregam escritórios para enxugar custo e ampliam home office até fim do ano

Benjamim Quadros, CEO da BRQ, que vai ter todos os funcionários remotos, diz que vai manter escritórios apenas para servirem como ambientes de convivência — Foto: Divulgação

Os 150 funcionários que trabalhavam no escritório da LafargeHolcim, no centro no Rio de Janeiro, não vão mais voltar para lá quando a pandemia passar. Eles atuam na área administrativa da multinacional suíça que fabrica materiais de construção e, a partir de agora, vão trabalhar de casa. A companhia, que emprega 1.500 funcionários no país, vai entregar o imóvel do escritório carioca e estima economizar R$ 2 milhões por mês, ao eliminar custo fixo com aluguel, condomínio, estacionamento, copa, manutenção e recepcionista. O teletrabalho para a área administrativa já era adotado uma ou duas vezes por semana, mas a pandemia foi o empurrão para que a prática fosse estendida em tempo integral nesta unidade, segundo a diretora de recursos humanos, Juliana Andrigueto.

Empresas ouvidas pelo Valor estão indo na mesma direção. Como a LafargeHolcim, algumas já decidiram entregar escritórios e colocar uma parte dos funcionários trabalhando definitivamente de casa após o fim da pandemia. Outras estudam adotar o regime para todo o efetivo e há ainda as que estenderam a permanência do home office para o fim deste ano ou 2021. A justificativa, em geral, é o ganho de produtividade que obtiveram nesse período experimental, além do corte de custos fixos com a manutenção de escritórios. A tendência, na visão delas, é que os escritórios virem espaços para reuniões, treinamentos e não representem mais o local para o expediente de trabalho.

Leia matéria completa da Valor AQUI.

Opinião dos leitores

    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk "moro de vrgonha". Moro é a volta do PSDB ao governo.

    2. Terá meu voto se candidato. Melhor que qualquer outro que existe por aí. Apesar de ser atacado agora tanto pela esquerda quanto pela direita é o único com passado limpo e perspectiva de futuro limpo.

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Saúde

Adoção em grande escala do home office em função do isolamento social tem afetado a saúde mental de profissionais brasileiros; 62% mais ansiosos e estressados

Foto: © Reuters/Kevin Lamarque/Direitos Reservados

A adoção em grande escala do home office [escritório em casa] em função do isolamento social para conter o novo coronavírus tem afetado a saúde mental de profissionais brasileiros.

Uma pesquisa do LinkedIn, que ouviu duas mil pessoas na segunda quinzena de abril, indica que 62% estão mais ansiosos e estressados com o trabalho do que antes. O LinkedIn é a maior rede social profissional do mundo.

O levantamento mostrou, também, que, para o brasileiro, a falta de interação com colegas de trabalho tem sido impactante: 39% dos entrevistados se sentem solitários, 30% se confessam estressados pela ausência de momentos de descontração no trabalho e 20% sentem-se inseguros porque têm dificuldades em saber o que está acontecendo com seus colegas de trabalho e a empresa onde trabalham.

Por outro lado, a falta de interação com os colegas e a redução das interrupções relacionadas ao ambiente do escritório fazem com que 33% considerem que estão mais produtivos.

Não é só a saúde mental que está sendo afetada. A física também sofreu impacto com a chegada da quarentena: 43% dos entrevistados estão se exercitando menos e 33% disseram ter o sono afetado negativamente.

Horas extras

O home office também tem significado horas extras de trabalho para muitos profissionais. Segundo o estudo, 68% dos brasileiros que estão em casa têm trabalhado pelo menos uma hora a mais por dia, com alguns profissionais chegando a trabalhar até quatro horas a mais/dia (21%).

Além das horas extras, trabalhar em casa impõe outro desafio para os profissionais: desligar-se das atividades do trabalho. A pesquisa revelou, ainda, que 24% se sentem pressionados a responder mais rapidamente e estar online por mais tempo do que normalmente estariam.

A preocupação de se mostrar ocupado com o trabalho tem relação com o medo de perder o emprego, destacado por 18% dos entrevistados.

Essa pressão também faz com que os profissionais adotem algumas posturas para mostrar que, mesmo em casa, estão labutando muito, levando 27% a enviar e-mails fora do horário do expediente.

Desafios do trabalho em casa

Além das preocupações com as atividades do trabalho, a necessidade de conciliar o trabalho com a atenção à família e, ao mesmo tempo, gerenciar a preocupação com o avanço do coronavírus representam desafios em casa.

O estudo mostra, também, que 34% acabam por se distrair ouvindo ou assistindo notícias sobre a covid-19, 20% enfrentam dificuldades para conciliar o trabalho e o cuidado com os filhos e 22% consideram desafiador trabalhar com o parceiro em casa.

Mesmo que com impactos negativos em algumas áreas, o trabalho remoto trouxe benefícios em outros aspectos. Os entrevistados indicam ganhos na convivência familiar: 59% afirmam que, com a quarentena, o tempo de qualidade com a família aumentou. Outro ponto positivo foi a adoção de uma alimentação mais saudável, apontada por 32%.

Retorno ao trabalho

A expectativa é que a volta para o escritório implique em mudanças de comportamento, tanto nas relações pessoais e aspectos emocionais quanto no uso de recursos tecnológicos.

Quando voltarem ao trabalho, 52% acreditam que os contatos com os colegas serão mais frequentes, 41% apostam no uso mais intenso da tecnologia e 28% acreditam que a ansiedade vai diminuir por poderem interagir com outras pessoas ao voltar para o escritório.

Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. O que está deixando as pessoas mais anciosas e estressadas é a incerteza, a doença, o medo de adoecer ou de transmitir para outra pessoa.

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Saúde

‘Zoom fatigue’: quando o home office pode levar à exaustão mental

Foto: Freepik / Yanalya

A necessidade do isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus levou muitos profissionais a recorrerem ao chamado home office, traduzido como trabalho em casa. Mas a prática, acompanhada de reuniões por vídeo, tem gerado relatos de exaustão mental.

O cansaço gerado pelo excesso de videoconferências já inclusive recebeu nome: Zoom fatigue. O termo pode ser traduzido como cansaço do Zoom, e faz referência à empresa estadunidense que fornece serviços de chamadas de vídeo.

Thaís Gameiro, neurocientista com doutorado na UFRJ e sócia da empresa de assessoria e educação corporativa Nêmesis, destaca que o termo é novo, se espalhou com a crise e tem motivado estudos sobre a relação entre uma quantidade alta de videoconferências e uma sensação de exaustão. A expressão vale para qualquer chamada de vídeo, incluindo pelo WhatsApp, Skype, Google Meet e outras plataformas.

Para ela, a grande causa do fenômeno é uma ausência de mudanças da rotina de trabalho para o mundo virtual. “A rotina de trabalho presencial foi substituída pela virtual, mas sem discussões sobre limitações e adaptações necessárias”, comenta Thaís.

As reuniões são exaustivas não apenas por serem feitas em grande quantidade e demorar mais tempo, mas também porque a tela de computadores e notebooks, e as imagens mostradas por eles, geram mais estímulos para o cérebro, que gasta mais energia para interpretá-los. É esse gasto de energia que gera a sensação de exaustão.

“A expectativa em torno do home office é que ele trouxesse mais qualidade de vida, mais tempo livre e menos cansaço físico ou mental ao economizar o tempo e processo de deslocamento”, observa Thaís, destacando que para muitos essa expectativa acabou não se confirmando.

A neurocientista alerta, porém, que o Zoom fatigue é diferente da chamada síndrome de Burnout. “O Burnout é uma exaustão por conta do trabalho, mas é um excesso de trabalho acompanhado de sentimentos negativos, como frustração, falta de retorno ou um ambiente de trabalho nocivo”, explica Thaís. Apesar do fenômeno ser recente, a princípio o Zoom fatigue não se associa a esses sentimentos negativos.

Além da exaustão, a exposição a telas por longos períodos de tempo também pode levar à dor de cabeça e dores musculares: a própria luz emitida por elas cansa, e também faz com que pisquemos menos, favorecendo um ressecamento e irritação dos olhos.

“A dor de cabeça vem pelo excesso de funcionamento da parte cognitiva do cérebro, localizada principalmente na testa, já que ela funciona em uma velocidade e um tempo em que não estamos acostumados. Quando prestamos atenção na tela também tencionamos alguns músculos faciais, o que gera dor”, explica Thaís.

Mas como solucionar esses problemas? A neurocientista pondera que a solução depende das empresas e dos empregados. Para as empresas, ela considera que “é importante que os membros da área de recursos humanos possam conversar com os colaboradores, entender a situação deles e passar treinamentos para conscientizar a organização a respeito dos limites das pessoas”.

Nesse sentido, medidas práticas que já ajudam são a diminuição de quantidade e da duração de reuniões por chamadas de vídeo. Elas podem ser substituídas por conversas via mensagens de texto, e-mails ou por áudios. A eliminação das imagens, que estimulam muito mais o cérebro que textos ou áudios, já reduz o trabalho do cérebro e evita a sensação de cansaço mental, evitando problemas para a equipe de trabalho e uma queda da produtividade.

Já o empregado deve identificar as mudanças na rotina que pode fazer para diminuir a fatiga. É importante focar em uma atividade por vez, já que fazer várias, ou pensar em várias, ao mesmo tempo gera cansaço. O uso de câmeras em reuniões pode ser limitado a situações de necessidade, também para retirar o estímulo das imagens em movimento na tela. Além disso, deve-se evitar passar todo o período de trabalho olhando para a tela do computador ou notebook, e procurar tirar alguns descansos esporádicos.

Expectativa x realidade

Para a neurocientista o cenário atual também está ligado a uma expectativa de que o home office traria mais produtividade para as pessoas, o que gera não apenas uma autocobrança, mas também uma exigência por parte das empresas.

“É importante lembrarmos que não é um home office tradicional, estamos no meio de uma pandemia, isolados, saindo pouco, e tudo isso estressa a gente. São elementos de dificuldade que competem pela atenção, isso afeta a disposição”, observa Thaís.

Nesse sentido, é necessário entender o que pode ser feito nas condições atuais, buscando não aumentar a produtividade, mas apenas mantê-la dentro do possível: “busque uma rotina que faz sentido para você, defina o que é essencial para o dia e o que pode passar para o outro dia caso não dê para entregar, e seja gentil consigo e suas dificuldades”.

Emais – Estadão

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