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Com restrições do Fies, crédito privado conquista espaço

Iniciar uma faculdade ou fazer uma pós-graduação fica cada vez mais difícil em um momento de redução da renda e crise econômica. Mas se a decisão é essa, o estudante pode acessar as linhas de crédito oferecidas por bancos e instituições de ensino e, dessa forma, viabilizar esse projeto. No entanto, é importante ficar atento: os juros nesse tipo de operação são superiores aos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), do governo federal. As condições também são menos amigáveis para o aluno.

As linhas de crédito para o pagamento de mensalidades universitárias, em especial para a graduação, sempre existiram, mas ganharam força do ano passado para cá. A razão foi a redução do Fies. Com o governo sem ter de onde tirar dinheiro, precisou enxugar o programa, o que resultou em maiores exigências para a elegibilidade ao Fies (nota mínima do Enem de 450 pontos e não ter tirado zero na redação) e prioridade para um determinado grupo de cursos.

Essas mudanças fizeram com que o saldo de novos contratos (diferença entre as concessões de novos financiamentos e cancelamentos) caísse à metade, passando de 732 mil em 2014 para 295 mil no ano passado. Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia ligada ao Ministério da Educação (MEC), o número de vagas oferecidas em 2016 ficará em torno de 314 mil.

CRESCIMENTO DE ATÉ CINCO VEZES

Com as restrições do Fies, faculdades e bancos passaram a ser mais ativos na concessão de crédito educativo, com o objetivo de manter o número de matrículas ou, pelo menos, evitar um tombo muito forte nelas. Mas, enquanto no Fies o juro é de pouco mais de 0,5% ao mês (6,5% ao ano), no sistema privado a taxa pode chegar a 3% ao mês — e o prazo de pagamento também é menor. Apesar do custo mais elevado, pode ser uma alternativa para quem considera importante obter uma maior qualificação profissional ou para quem já está perto de concluir o curso.

— Nos últimos 12 meses, o número de novos alunos financiados é cinco vezes superior ao período anterior — afirma Carlos Furlan, diretor executivo da Ideal Invest, que faz a gestão do Pravaler, programa de financiamento estudantil privado que, no período, finalizou mais de 180 mil análises de crédito.

Esse crescimento coincide justamente com as regras mais restritivas do Fies. A taxa de juros do Pravaler também é superior à do programa federal: 1,35% ao mês. O cadastro pode ser feito pelo site do Pravaler, que tem parceria com uma série de instituições de ensino, inclusive para cursos de pós-graduação, que estão fora da alçada do Fies.

O pagamento do empréstimo será feito em um prazo equivalente ao dobro do período financiado. Então, se o estudante passar os quatro anos da faculdade usando esse crédito, terá oito anos para pagar. Ou seja, em média, vai desembolsar mensalmente mais ou menos 50% do valor da mensalidade — no Fies, há uma carência de 18 meses para o início do pagamento, sendo que a dívida pode ser quitada em até três vezes o período financiado.

NÃO É PROBLEMA DE DEMANDA, mas DE OFERTA

Como em qualquer operação feita com um banco, há uma análise de crédito para a aprovação do financiamento. Segundo Furlan, a Pravaler tem aprovado, em média, um terço dos pedidos. A cautela é para evitar o aumento da inadimplência, que tende a ser maior em períodos de inflação elevada e desemprego em alta. Apesar dos juros mais elevados, a instituição tem feito parcerias com as universidades — como a Estácio de Sá, no Rio, e a São Judas Tadeu, em São Paulo — para ampliar a oferta. Além da análise de crédito, é preciso ter um avalista.

Para as faculdades, esse tipo de parceria apresenta vantagens, pois permite não perder um aluno que está em fim de curso e ainda garante novas matrículas.

fiesA Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), que tem 4,2 mil alunos na graduação, sentiu os efeitos das mudanças do Fies e buscou uma instituição financeira para oferecer alternativas. Ismael Rocha, diretor acadêmico do estabelecimento de ensino, conta que os alunos com Fies representavam 9% do total. Agora, essa participação caiu para 5%.

— Essa redução de alunos com financiamento do Fies não se deu por culpa da demanda e, sim, por culpa da oferta. Então buscamos um parceiro para dar essa alternativa — explica Rocha.

Outro plano da faculdade é ampliar o número de bolsas, em geral concedidas para aqueles mais bem colocados no vestibular. Mas, para o aluno em dificuldade financeira, como a perda do emprego próprio ou de alguém da família, o conselho dos especialistas é procurar o estabelecimento de ensino e negociar. Rocha conta que essa procura por descontos e bolsas temporárias, de até seis meses, cresceu muito recentemente:

— Se compararmos com o primeiro semestre do ano passado, aumentou em três vezes o número de pedidos de bolsas temporárias. Vamos ampliar essa oferta para reter talentos nesse momento.

Para os financiamentos, que estão disponíveis o ano todo e para cursos da graduação e pós, a ESPM tem uma parceria com o Bradesco, que também faz acordos com outras universidades.

O diretor de convergência de produtos e serviços do banco, Antônio Diniz, conta que cresceu a procura, desde o ano passado, por universidades interessadas em compensar a redução do Fies. Também há mais alunos buscando esse tipo de crédito em razão da atual situação econômica.

— Tem um aumento de demanda recente. Esse tipo de financiamento não tem uma relação tão direta com o nível de desemprego, mas sem dúvida afeta — afirma Diniz.

A taxa de juros pode ser de até 2,56% ao mês, a depender do acordo fechado com cada faculdade, já que algumas preferem subsidiar parte dos juros para promover as matrículas em determinados cursos ou campus. Esse subsídio pode chegar a 100% do juros — mas, neste caso, a correção da prestação é feita pela inflação, que ainda está em patamares elevados.

— Para a faculdade essa parceria é muito interessante, já que ela recebe os recursos de uma vez em seu caixa. Já o aluno passa a pagar mais ou menos 50% do valor da parcela, por isso a demanda crescente — explica Diniz, complementando que o prazo de pagamento é equivalente ao dobro do período do curso financiado.

QUANTO MAIOR O PRAZO, MAIOR O JURO

É também necessária uma avaliação de crédito. Atrelado a isso, o estudante abre uma conta corrente no banco e tem direito a um cartão de crédito com isenção de tarifa por um ano, entre outros benefícios. Não há necessidade de avalista se houver comprovação de renda. Os recursos podem ser usados tanto para o pagamento de mensalidades de um curso de graduação ou pós como para a compra de materiais (no caso de estudantes de odontologia, por exemplo) ou cursos no exterior.

O Santander também oferece esse tipo de crédito atrelado a parcerias com instituições de ensino. No caso de uma pós-graduação ou de especializações, a taxa de juros é de 2,39% ao mês, e o valor do curso pode ser parcelado em até 36 meses. Há também uma opção de crédito pessoal voltado à compra de materiais ou à matrícula. Neste caso, a parcela é de 2,89% ao mês se o total for pago em até 24 parcelas. Para prazos de 25 a 36 meses, a taxa sobe para 3,29% ao mês.

O Globo

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Análise

[VÍDEO] CAIO JUNQUEIRA: Governo Lula aciona modo vale-tudo pela reeleição

O analista político Caio Junqueira, da CNN, afirmou que o governo Lula adotou, na reta final da campanha, uma estratégia que chamou de “modo vale-tudo” pela reeleição. Para Junqueira, o governo passou a anunciar medidas e ações que não haviam sido apresentadas ao longo do mandato, citando reajuste do Bolsa Família, o fim das bets e o uso de temas religiosos.

“O governo acionou nessa reta final de campanha o modo vale-tudo pela reeleição”, afirmou.

O resultado da eleição ainda é imprevisível, mas Lula chega ao momento decisivo com condições competitivas. Ele também alertou para os efeitos desse tipo de estratégia sobre as próximas disputas eleitorais. “O problema do vale-tudo, porém, é que ele bagunça o tabuleiro desta e principalmente das próximas eleições”, comentou Junqueira.

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Geral

Grupo terrorista Hamas agradece a Lula por defender palestinos em discurso na ONU

oto: Ricardo Stuckert

O grupo terrorista Hamas elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o discurso do brasileiro na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ao Metrópoles, o representante político do grupo no Irã, Khaled Qaddoumi, classificou como “positiva” a posição de Lula sobre o conflito em Gaza.

Durante o discurso, Lula criticou as ações do governo de Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza, mas também condenou os ataques do Hamas contra civis israelenses.

“Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza. Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”, afirmou Lula.

Qaddoumi disse que o presidente brasileiro “escolheu estar do lado certo da história” e afirmou que Lula atua em defesa dos direitos dos palestinos. A posição de Lula sobre o conflito já havia sido elogiada pelo Hamas em 2024, após declarações do presidente brasileiro contra as ações israelenses em Gaza.

Com informações de Metrópoles

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Geral

MAIS TRANSPARÊNCIA: TSE amplia exigências sobre pesquisas eleitorais para o 2º turno

Foto: Antonio Augusto/TSE

Os institutos de pesquisa terão de fornecer informações mais detalhadas à Justiça Eleitoral nos levantamentos do segundo turno das eleições de 2026. A medida começa a valer em 5 de outubro, após a realização do primeiro turno.

A iniciativa foi do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que deverá comunicar oficialmente os institutos nos próximos dias. A mudança não cria novas obrigações legais, mas amplia a transparência dos dados já apresentados no registro das pesquisas.

Entre as novas exigências está o detalhamento da ordem das perguntas feitas aos entrevistados, medida apontada por especialistas como essencial para evitar viés em temas como intenção de voto e avaliação de governo, além de informações mais precisas sobre a população pesquisada, nível de confiança, margem de erro, metodologia e amostragem.

Em julho, Nunes Marques havia proposto um “Selo Acurácia Eleitoral” para destacar pesquisas que mais se aproximassem do resultado das urnas. A ideia foi abandonada após críticas de institutos, que argumentaram que pesquisas representam o cenário no momento da coleta e não funcionam como previsão do resultado.

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Mais uma pesquisa coloca Taveira Jr. entre os 24 mais citados para deputado estadual

O deputado estadual e candidato à reeleição Taveira Júnior (PSDB) aparece mais uma vez entre os 24 nomes mais citados pelos eleitores na disputa pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Na nova pesquisa DataCapital, realizada de forma espontânea, Taveira registra 1,3% das intenções de voto e ocupa a 21ª colocação entre os nomes citados.

A pesquisa ouviu 1.500 eleitores entre os dias 18 e 20 de setembro, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números BR-02345/2026 e RN-07960/2026

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FOTOS: Terceiro acidente na BR-304 em três dias deixa quatro pessoas feridas, duas delas em estado grave

Fotos: Divulgação/PRF

A BR-304 registrou neste sábado (26) o terceiro acidente com vítimas em apenas três dias no Rio Grande do Norte. A colisão entre um caminhão e um Chevrolet Onix ocorreu no trecho entre Assú e Angicos e deixou quatro pessoas feridas, sendo duas em estado grave.

O acidente teria ocorrido após um dos pneus do caminhão estourar, de acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O motorista tentou retirar o veículo da pista, mas acabou atingindo o Onix. Os dois veículos capotaram.

Com o acidente deste sábado, a BR-304 soma, em três dias, duas mortes e oito pessoas feridas. Na quinta-feira (24), dois acidentes foram registrados na BR-304. O primeiro, em Riachuelo, envolveu três veículos, deixou um morto e dois feridos. Horas depois, uma colisão entre um Volkswagen Polo e um Honda Civic ocorreu em Caiçara do Rio do Vento, a condutora do Polo morreu e duas pessoas ficaram feridas.

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Defesa de Flávio pede prisão de servidor Secretaria de Comunicação da Presidência da República que incentivou fake news sobre Nossa Senhora Aparecida

Foto: Reprodução/X

A defesa de Flávio Bolsonaro (PL) pediu à Justiça Eleitoral a prisão preventiva de George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, por incentivar a disseminação de uma fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida.

De acordo com a notícia-crime, Marques compartilhou no X uma publicação que orientava usuários a continuar espalhando a informação falsa de que Flávio e o PL pretendiam retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A postagem foi apagada posteriormente.

A defesa também pediu busca e apreensão dos equipamentos do servidor e a preservação de registros de suas redes sociais. O pedido ocorre após o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinar a remoção de conteúdos sobre o tema e classificar como “notoriamente inverídica” a afirmação atribuída a Flávio. O boato surgiu a partir da retomada de um projeto apresentado em 2007 por outro parlamentar, que foi posteriormente arquivado. Flávio não era autor da proposta.

A Secom não havia se pronunciado sobre o caso até publicação desta matéria.

George Marques da Silva e Silva é jornalista e analista político. Atua na Secom da Presidência da República e, desde setembro de 2025, ocupa o cargo de coordenador-geral de Estratégia e Informação. Está no Planalto desde janeiro de 2023.

Ao site Poder 360, George afirmou não concordar com a publicação sobre Nossa Senhora Aparecida. Ele disse ter lido o conteúdo, mas afirmou não se lembrar de ter dado RT e atribuiu um eventual compartilhamento a um erro. “Lembro de tê-lo lido, mas isso não significa que eu compartilhe este pensamento”, declarou.

Com informações de Poder 360 e Jovem Pan

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A oito dias da eleição, pesquisa mostra Carla Dickson em 2° lugar no partido

A Deputada Carla Dickson (PL-RN) registra 3,3% das intenções de voto espontâneas e ocupa a segunda posição entre os candidatos do seu partido na disputa para a Câmara Federal. O levantamento da Datacapital Pesquisas registra o resultado a oito dias da eleição, colocando a parlamentar entre os nomes citados pelos eleitores potiguares.

O resultado reforça a presença de Carla Dickson no cenário eleitoral do estado, com destaque para sua posição entre os candidatos da legenda e para o reconhecimento espontâneo de seu nome pelos entrevistados.

“É maus um resultado que recebo com gratidão e responsabilidade. Estar entre os nomes mais lembrados pelos potiguares, especialmente neste momento decisivo da campanha, aumenta ainda mais minha disposição de continuar trabalhando pelo nosso estado. Nossa caminhada é feita de fé, compromisso com as famílias e muito trabalho. Seguimos firmes, levando nossas propostas e ouvindo a população do Rio Grande do Norte”, afirmou Carla Dickson.

A parlamentar segue com sua agenda de mobilização no estado, apresentando suas propostas e dialogando com apoiadores e eleitores sobre as prioridades para o Rio Grande do Norte.

A pesquisa foi realizada pela Datacapital Pesquisas, com levantamento de intenção de voto espontânea para deputado federal no Rio Grande do Norte. O estudo apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-02345/2026 e RN-07960/2026.

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Às vésperas da eleição, governo Lula prorroga subvenção ao diesel por mais 30 dias

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, o governo Lula decidiu manter por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro para o óleo diesel. A decisão foi publicada pelo Ministério da Fazenda em edição extra do Diário Oficial da União na sexta-feira (25) e entra em vigor neste domingo (27).

A medida do governo para conter o preço do combustível, além de ocorrer em pleno período eleitoral, foi adotada em meio à alta do petróleo no mercado internacional.

A prorrogação ocorre após o fim da vigência da Medida Provisória 1.363. Segundo a Fazenda, a mudança mantém o valor total do benefício diante da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis.

O ministério afirmou que a medida não representa aumento da subvenção, mas evita a redução do valor atualmente praticado. A prorrogação havia sido antecipada nesta semana pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

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Defesa usa posições de Moraes e Gonet no Caso Master e pede ao STF liberdade de Jair Bolsonaro; entenda

Foto: Fellipe Sampaio/STF

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) entrou com uma nova ação no Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta sexta-feira (25), para pedir a liberdade do ex-presidente e a revisão de sua condenação por tentativa de golpe de Estado.

Na nova ação, a defesa sustenta que decisões diferentes para situações que considera semelhantes comprometem a segurança jurídica e o devido processo legal. Os advogados usam como argumento manifestações feitas por ministros do STF e pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante a análise do chamado Caso Master, especialmente na sessão de 15 de setembro.

Segundo a defesa, houve mudanças de entendimento sobre o princípio acusatório e a atuação de magistrados em investigações. Os advogados afirmam que questões consideradas válidas no processo contra Bolsonaro teriam recebido tratamento diferente no Caso Master.

A defesa também questiona a cadeia de custódia das provas digitais utilizadas no processo e afirma que não teve prazo suficiente para analisar todo o material apreendido. Os advogados ainda pediram a desistência de uma revisão criminal anterior, que estava sob relatoria do ministro Nunes Marques.

Com informações de CNN Brasil

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Governo Lula não devolverá R$ 2,5 bilhões das outorgas das bets; autorização para operar custou R$ 30 milhões por empresa

Foto: Reprodução/Youtube/Lula

O governo Lula não vai devolver os cerca de R$ 2,5 bilhões pagos pelas empresas de apostas online em outorgas para operar no Brasil. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (25) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após o governo Lula proibir o funcionamento das bets no país.

Desde a regulamentação do setor, em 2023, cada autorização custava R$ 30 milhões e tinha validade de cinco anos.

Segundo Durigan, os valores não serão ressarcidos porque as outorgas correspondiam a autorizações concedidas pelo governo e tinham natureza precária. O ministro afirmou ainda que outras medidas serão avaliadas para apurar eventuais valores devidos aos apostadores e danos à sociedade.

As empresas alegam que, além das outorgas, fizeram investimentos em publicidade, tecnologia, contratação de funcionários e estrutura para atuar no mercado regulado.

A decisão ocorre a nove dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Pesquisas da Secom apontam apoio majoritário da população a regras mais rígidas para o setor de apostas, com maior adesão entre mulheres e grupos religiosos, especialmente evangélicos.

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