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Com 'vergonha moral' do Brasil, movimento quer separar o Sul do resto do país

1509929_10152220844673239_5934382996022668436_nFoto: Fernanda Canofre/Vice Brasil

O movimento O Sul é Meu País surgiu em 1992 na cidade de Laguna, Santa Catarina, com a proposta de separar Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul do resto do Brasil. Segundo Celso Deucher, catarinense e atual presidente do movimento, contabilizando os simpatizantes nos três estados, atualmente há 6 milhões de pessoas em torno da ideia. A página oficial no Facebook registra pouco mais de 16 mil curtidas. São mais um, talvez o maior, entre os 53 movimentos separatistas que já apareceram na região. No site oficial, a organização se apresenta como “a consequência, de cujas causas não podemos ser acusados”.

No encontro realizado no dia 20 de setembro em um hotel em Passo Fundo, os separatistas do grupo falaram das óbvias razões que possuem para se separar do Brasil e volta e meia recaíram sobre a crítica à corrupção e à política nacional. Disseram aceitar pessoas de todos os credos, raças e tendências políticas, desde que o indivíduo esteja “imbuído do desejo separatista”. Na fala dos líderes e palestrantes, “tudo que está errado” é traduzido em repulsa ao Bolsa Família, às cotas raciais, ao processo do Mensalão.

“A gente vê o governo abrindo mais vagas no Bolsa Família, mas não vê postos de trabalho”, reclama Deucher. “Nós queremos nos livrar, porque esse Estado, Brasília, não nos representa. Ele não diz nada para nós, o que ele diz é só coisa ruim”, conclui. A rejeição a Brasília é o mote dos panfletos que os membros imprimem com dinheiro do próprio bolso e distribuem em suas cidades. O mais recente lembrava que, em 2013, os três estados do sul arrecadaram 152 bilhões de reais, mas tiveram “retorno” de apenas 29,3 bilhões. Em letras amarelas, o movimento faz a conta: 80% “do total arrecadado não retornou aos estados”.

Eles acreditam que a distribuição das contas desencadeou um processo de “favelamento do sul”. Fundador do movimento separatista paranaense República das Araucárias, Helio Ribas Micheleto chegou a ser demitido do emprego em 1993 por sua ligação com a causa. Nem por isso se afastou do movimento ou deixou de usar na lapela do paletó o broche que carrega o símbolo dos três estados. “Hoje, os dez maiores municípios do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, municípios com mais de cem mil habitantes, estão cheios de favelas. (…) De onde é que veio isso aí? Gerado pela pobreza, pela falta de investimento federal, deixando os governadores sem dinheiro e, consequentemente, os municípios”, afirma.

Os separatistas também se creem injustiçados na representação parlamentar. Deucher reconhece que algumas das “oligarquias que tomaram conta do Estado nacional” são do Sul. Ainda assim, acredita que o cálculo do quociente eleitoral – que divide o número de eleitores pelo número de cadeiras disponíveis – faz com que o Sul nunca seja ouvido. “Como eu preciso de 17 catarinenses para valer um voto de um cara, sei lá, do Acre? De onde que saiu essa conta tão louca que um tem que ter poder econômico e outro tem que ter poder político? Num tempo em que o voto universal é um voto, como que isso continua acontecendo no Brasil, né? Essa questão aí, ela é seríssima. Por quê? Porque ela tira o valor como cidadãos que nós temos, como brasileiros. Tira a nossa força de lutar por aquilo que nós queremos”, frisa.

Na conferência, as “oportunidades” de expansão do movimento e formas de se espalhar a ideia são discutidas durante uma Oficina de Planejamento Estratégico. Um dos participantes sugere que o movimento utilize a mesma estrutura do marketing multinível – o polêmico esquema de pirâmide – esclarecendo que aqui não entraria dinheiro. Ele explica que uma pessoa seria responsável por integrar outras três à organização; essas três, outras três; e assim por diante. Outro integrante reconheceu na ideia uma estratégia também utilizada por igrejas evangélicas para arrebanhar mais fiéis: “Ah, sim, na igreja chamamos isso de igreja em células. Pode funcionar!”, exclama.

Mas a polêmica maior é o ter ou não ter participação ativa na política brasileira. Um dos participantes, Hermes Aloisio, vice-presidente do movimento em Passo Fundo, foi também candidato a vice-governador do Rio Grande do Sul pelo PRTB, o partido de Levy Fidelix. No programa de governo de sua coligação, o plebiscito pela “autodeterminação política e econômica” é uma promessa. Deucher tenta se afastar disso. Fala que alguns políticos já demonstraram interesse em apoiá-los: “Só que nós não queremos esses apoios, entendes? Porque os caras são sujos, pô”.

deucher2Foto: Fernanda Canofre/Vice Brasil (Celso Deucher, presidente do movimento O Sul é o Meu País, em palestra no encontro realizado em Passo Fundo)

Na mesma época em que os catarinenses tentavam reunir os três estados sulistas em torno da causa com a fundação de O Sul é Meu País, em Porto Alegre, a República Federativa dos Pampas virava notícia nacional. Em 1993, Irton Marx, presidente da organização que defendia um território independente só para os gaúchos, protagonizou uma reportagem no Jornal Nacional da Rede Globo defendendo um país que falasse alemão. Acabou sendo acusado de nazista e processado pelo Estado. Uma imagem que, mesmo com a absolvição de Marx, ainda assombra os separatistas de hoje.

“O cara (Marx) criou um país inteiro. Ele sentou numa mesa e – com o perdão da palavra – se masturbou com a ideia e botou tudo ali. (…) Ele era radical, personalista, era ele que era o gostosão do negócio. Era ele que ditava as ordens, e isso começou a desagradar todo mundo”, critica Deucher.  Depois da secessão sulista, o movimento representado por ele decidiu se legalizar, registrando inclusive um CNPJ, se formalizando como pessoa jurídica.

O presidente alega que, na década de 1990, o grupo foi espionado pelo governo. Pessoas que se apresentavam como interessados na causa participavam das reuniões, gravavam conversas e, um tempo depois, aparecia um processo contra os separatistas. Outras vezes, recém-chegados pediam a palavra e revelavam um discurso fascista. Deucher conta que isso ainda se repete vez ou outra. Há oito meses, um militar da reserva gravou um dos encontros e registrou representação contra ele no Ministério Público com base na Lei de Segurança Nacional.

Ainda que Deucher critique o personalismo de Irton Marx, é difícil separar sua figura de O Sul é Meu País. Ele mesmo admite ser procurado para palestras dentro dos movimentos de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Amapá como referência do assunto. “Durante os anos, eu me especializei em Direito de Autodeterminação dos Povos. Talvez, assim, como professor, eu seja um dos maiores especialistas sobre isso na América Latina. Que é o quê? O estudo do significado desse direito”, conta. Um dos 27 livros que publicou (O Sul é Meu País), que estava à venda sobre uma mesa durante o encontro por R$ 25 reais, serve como referência constante nas falas dos integrantes. Na discussão sobre estratégias de disseminação da causa, impulsionar a venda da obra foi uma das questões apontadas. Um dos presentes chegou a brincar: “Bota uma Polar junto que vai vender rapidinho”, se referindo à cerveja gaúcha que usa a hipérbole do orgulho sulista em suas peças publicitárias.

Para o jornalista, professor e empresário Celso Deucher, o separatismo é pessoal. Vem daí sua terceira razão para a criação de um novo país: “É tu te sentir parte de um país. Nós não nos sentimos brasileiros. Não sei o porquê. Não sei o que é que houve. Cara, como é que tu vai me obrigar a me sentir brasileiro? Entendeste? Não tem outra nacionalidade que eu me sinta mais. Eu não me sinto alemão, não me sinto italiano, não me sinto nada: eu me sinto sulista”, revela. Assim como a maioria dos separatistas reunidos na conferência, além da geografia e mesmo a neve que, para eles, “respeita os limites geográficos” e não cai em São Paulo, o que os afasta da ideia do Brasil como nação é que o país passou a representar vergonha moral.

– Esse sentimento interno, essa coisa dentro de mim, dentro de milhões de outras pessoas, de não se sentirem brasileiros, de terem vergonha de serem brasileiros, de quando perguntada ‘De que país tu é?’, ‘Cara…meu, eu sou do Brasil, bicho. Desculpa’. Entendeste? Tu implorar desculpas pras pessoas por ser do Brasil. Cara, eu não sou daquele país lá da bunda grande, da mulata puta, do não sei o quê – eu não sou. Peraí, cara. Não é isso. Sabe, essa imagem que o Brasil faz questão de passar. Sabe, do tráfico humano, do tráfico sexual. Sabe, esse país erótico em que as menininhas com doze anos colocam os peitinhos para fora e chamam os gringos pra virem comer elas (sic). Esse país não é o meu, cara – destaca.

“Mas tu não achas que exploração sexual acontece no Sul também?”, perguntei.  – Acontece, acontece muito, justamente por quê? Porque nós temos lá inclusive uma sulista, uma Xuxa da vida, que erotizou a mulheradinha desde pequenininha. Qual é o negócio? Mostra a bundinha, filha. Mostra os peitinhos, filha. Diz que tu é gostosa, filha. Tu me entendeu? Quem é que fez isso, onde é que tá a mística desse troço aí? TV e outros meios de comunicação que sempre trabalharam isso como produto nacional. Nós somos um povo querido, alegre, e nossas mulheres são as mais gostosas. Não é isso? É isso que nós vendemos lá fora”.

Rebati: ‘Tu não achas que isso também é cultura do Sul, de certa forma?” -Não, não é. Aqui, o pai olha para a filha e diz: ‘Filha, tu vai te formar’. (…) Não que os outros povos sejam: ‘Ah, os outros são vadio (sic) e nós somos trabalhador (sic)’, não é essa a questão. (…) Nós reconhecemos, o Sul reconhece, que tu só pode prosperar via trabalho. Tu não vai prosperar ficando deitadinho na rede ou se ficar coçando as partes como a gente diz, deitadinho, esperando que o governo dê alguma coisa para ti. Uma Bolsa Família, uma Bolsa-não-sei-o-quê, esse paternalismo estatal.

A Constituição de 1988 estabelece em seus princípios fundamentais, no Artigo 1º, que a República brasileira é “formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal”. No entanto, também garante “a livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação” e concede a “liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar”. Os separatistas do sul se inspiram nos movimentos da Escócia, de Québec e da Catalunha. A região anexada pela Espanha no século XVIII, aliás, teve seu pedido de plebiscito negado pelo Parlamento Espanhol, mas aprovado dentro do Parlamento catalão.

Casos assim levam os separatistas brasileiros a acreditar que, tendo representação parlamentar, podem conseguir seu plebiscito: “Temos bancada evangélica, pecuarista, de direitos dos homossexuais; é disso que precisamos: uma bancada separatista”, explana Emerson Leme, professor de Londrina responsável pela Oficina de Planejamento Estratégico da conferência.

Anidria da Rocha, mãe de cinco filhos, se uniu ao movimento há dez meses e já se transformou em uma de suas maiores forças de trabalho. Em oito meses, ela recrutou mais de três mil pessoas em sua cidade, São Jerônimo, município de 22 mil habitantes na região metropolitana de Porto Alegre. Segundo Anidria, todos os filhos – exceto a caçula de dois anos – militam pela causa. Ela conta, orgulhosa, que a filha do meio, de 14 anos, chega a passar horas no telefone conversando sobre a ideia com amigos: “Eu digo pra ela: isso aí é uma independência que a gente vai buscar e que vocês vão viver. Eu e o pai de vocês não vamos viver isso aí. Vai demorar um pouco para acontecer, e a gente não vai viver. Vai ser para vocês”, salienta.

Os jovens são parcela representativa no movimento. Em uma das discussões, Deucher chega a se emocionar falando sobre isso: “Os pais nos chamam de nazistas e os filhos nos apoiam… Isso é o que vale, tirar essa ideia do chão”, destaca com a fala embargada e sendo abraçado por companheiros. Entre os jovens, está o catarinense natural de Florianópolis, Rafael Sardá, 19 anos.

Sardá começou a militar pela causa ainda com 16 anos. Descobriu o movimento pela internet, depois de uma conversa com o pai sobre por que o Sul era diferente do Brasil. O pai, no entanto, não é separatista nem participa dos eventos com o filho. Ainda na escola, Rafael enfrentava discussões com professores e colegas, alguns favoráveis, outros nem tanto. “Muitos acham que eu sou um bandido, que eu tenho que ser preso, sendo que eu não cometi nenhum crime. A gente age de acordo com a Constituição; a gente tem liberdade de pensamento, de expressão. Mas eles acham que eu sou um câncer no país, que é falta de nacionalismo meu”, conta. O lado contrário não o intimida: “Eu mandei costurar uma bandeira e carrego para os lugares. Peguei um cano de PVC, amarrei a bandeira e saí com ela pela cidade, as pessoas me perguntavam. Acho isso legal”.

E ele entrou de cabeça na causa. Na Conferência, Sardá apresentou o hino que compôs para o futuro novo país que sonha conquistar, intitulado “Um Grito no Sul do Mundo”. Segundo ele, a inspiração veio da Marselhesa e do Hino da URSS. “Eu não sou comunista, mas, durante aquele curto período de tempo, eu me torno comunista, eu quero ser comunista. Depois, eu volto ao normal”, explica para a plateia enquanto passa slides explicando a letra de sua obra. Deucher, porém, avisa que o hino não é oficial, é apenas a colaboração de um companheiro. Ele não quer que nada pareça apressado.

Deucher é um norte para os sulistas reunidos na bandeira celeste de seu grupo. Na hora em que discutem a redação dos valores e da missão, inspirados em empresas como a Coca-Cola e a Unilever, é para ele que olham, buscando uma referência. Ele calcula cada passo. Agora, diz, estão na fase de recrutar pessoas para ter força quando o momento do plebiscito chegar. Para isso, não se opõe explicitamente a nenhuma causa, a nenhum partido, a nenhuma ideia. A posição sobre as demarcações de terras indígenas, por exemplo, um dos conflitos mais negligenciados pelo poder público no Sul do país, é prova disso.

Vários integrantes desfilaram na conferência com a frase “Esta terra tem dono” estampada no lado esquerdo do peito. Alguns dizem que ela foi proclamada por Sepé Tiarajú enquanto ele era assassinado pelos espanhóis, em São Gabriel, no Rio Grande do sul. Outros, que era o grito de guerra usado pelo Cacique Guairacá em batalhas nas terras de Santa Catarina. Concordam que os índios são os donos da terra, mas chegam a dizer que a história do povo do Sul começa com a fundação dos Sete Povos das Missões. Deucher lembra que fala por si, não pelo movimento, e diz acreditar que um possível país independente saberia lidar melhor com a questão do que o Estado brasileiro atual:

“Nós temos de achar um meio de que o índio possa manter sua cultura e suas terras tradicionais. Agora, ele também tem de saber que nós estamos em um outro mundo e que, hoje, ninguém mais caça para sobreviver. Você tem o trigo, você tem o arroz, você tem o feijão. O índio do sul praticamente se aculturou. ‘Ih, cara, só porque ele se aculturou, nós vamos deixar o cara à margem da sociedade? Vamos jogar o cara na beirada da estrada e ele vai passar o resto da vida dele ali?’. Que tipo de ser humano nós somos, então? Então, nós temos de achar um meio, e isso os governantes não gostam de enfrentar, porque depende de criar ambientes que essas pessoas possam voltar a ser aquilo que elas são ou a fazer aquilo que o Cacique, aquele Cacique Mimbiá de Florianópolis, fez. Ele foi pra universidade, estudou, é advogado e está aí concorrendo como qualquer cidadão comum. Eu convivo, tenho muitos alunos indígenas. Não indígena que anda pelado por aí. Indígenas, em que tu olha para ele etnicamente e: ‘Cara, tu é um índio’. Os antepassados deles viviam no mato ali; no entanto, eles estão lá, estão estudando como qualquer outro ser humano”, frisa.

O movimento, de fato, é bastante democrático para ouvir ideias. Enquanto defende ser uma organização horizontal, elege a nova diretoria executiva – que trocou o presidente por Odilon Xavier, um gaúcho, respeitando o revezamento entre os três Estados –  e acompanha a palestra “Líderes para um Sul Livre”, baseada em ensinamentos de Gandhi e Abraham Lincoln. Nela, o palestrante Ozinil Martins de Souza, também professor, abordou desde a arte de falar em público à ameaça do crescimento muçulmano no mundo. “Eu sou politicamente incorreto, tá, gente? Eu odeio o politicamente correto, é uma coisa que me agride”, esclarece entre suas considerações.

Na semana em que a Escócia votou seu plebiscito, uma rádio do Rio Grande do Sul promoveu uma enquete pedindo a opinião dos gaúchos sobre o separatismo. O resultado: 12.834 votos para o sim (74%) contra 4.487 para o não (26%). Uma petição no Avaaz pedindo o plebiscito já passou das cinco mil assinaturas. Na hora de reunir pessoas, número é prioridade. Por isso, não convém fazer inimigos.

Matéria original publicada no site da Vice Brasil, via Operamundi, UOL

Opinião dos leitores

  1. já está na hora de irmos a uma guerra civil para acabar com maus brasileiros existentes em todas as regiões do pais.Nos estados unidos foi assim há dois séculos.Porque não aqui?

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Geral

Moraes manda defesa de Bolsonaro explicar fala de Eduardo sobre suposto acesso a vídeo em rede social

Eduardo Bolsonaro em evento conservador nos EUA em março de 2026. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explique, no prazo de 24 horas, uma postagem em que o filho dele Eduardo Bolsonaro afirma estar gravando um vídeo e mostrando ao pai, preso em regime domiciliar.

Jair Bolsonaro está detido em casa desde a última sexta-feira (27), após passar duas semanas internado em um hospital particular m Brasília, para tratar um quadro de broncopneumonia.

Quando Moraes converteu a prisão em regime domiciliar, ele determinou que o ex-presidente está sujeito a medidas cautelares. Entre elas, tem de usar tornozeleira eletrônica e está proibido de usar celular e redes sociais.

No pedido de esclarecimentos desta segunda-feira (30), Moraes cita trecho de uma participação de Eduardo Bolsonaro em um evento conservador realizado no Texas, nos Estados Unidos, no último fim de semana. O ex-deputado está morando nos EUA desde fevereiro do ano passado.

No vídeo, Eduardo aparece segurando o aparelho celular, e afirma que está gravando um vídeo para mostrar ao ex-presidente.

“Vocês sabem por que eu estou gravando este vídeo? Porque eu estou mostrando ele ao meu pai. E vou provar a todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento prendendo de forma injusta o líder desse movimento”, diz o ex-parlamentar.

Eduardo teve o mandato na Câmara cassado por faltas, após se mudar para o território norte-americano. Ele também responde a um processo judicial no Brasil suspeito de tentar influenciar e pressionar autoridades brasileiras sobre o julgamento da trama golpista, que condenou Jair Bolsonaro.

Eduardo falou em ‘censura’

A fala de Eduardo gerou repercussão nas redes sociais antes mesmo da decisão de Moraes. O ex-deputado rebateu as críticas em uma publicação, e afirmou que é o caso de uma “grande controvérsia”.

“Gravei minha entrada no CPAC e disse que meu pai veria as imagens. Eis o ‘crime’, pois argumentam que meu pai não pode ter acesso a redes sociais – e olha que nem disse quando ele as veria. Não se surpreenda”, escreveu.

O que diz a decisão

No documento desta segunda, Moraes destaca que Jair Bolsonaro teve regime domiciliar concedido mediante as seguintes regras:

  • proibição de uso de celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, diretamente ou por intermédio de terceiros;
  • proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros; e
  • proibição de gravação de vídeos ou áudios, diretamente ou por intermédio de terceiros.

Ou seja, caso Eduardo tenha de fato gravado um vídeo para comunicar-se com o pai, Jair Bolsonaro estaria infringindo essas medidas cautelares. Por isso, o ministro pediu esclarecimentos da defesa.

g1

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Denúncia

Gestante denuncia falta de ultrassonografia durante plantão em maternidade da Unimed

Foto: Reprodução

Um relato enviado ao BLOGDOBG nesta segunda-feira (30) fala sobre o atendimento em obstetrícia durante o período noturno no novo Hospital da Unimed. Segundo o denunciante, sua esposa, grávida de três meses, precisou de atendimento de urgência após apresentar sangramento durante a madrugada, mas não conseguiu realizar um exame essencial no momento mais crítico.

De acordo com o marido, o caso aconteceu por volta de 1h da manhã da semana passada. Ao chegar ao centro de obstetrícia, a gestante foi atendida por uma médica, que realizou avaliação clínica. No entanto, não havia disponibilidade de ultrassonografia naquele horário.

“A médica fez o exame clínico, mas não tinha como fazer a ultrassonografia. Disse que ela podia ficar lá até 8h da manhã se quisesse, para esperar começar o exame. Um absurdo”, relatou.

Ainda segundo o denunciante, a esposa retornou para casa e precisou voltar à unidade pela manhã, ainda com sangramento, para finalmente conseguir realizar o exame. “Graças a Deus ela está bem em casa. Fez a ultrassonografia com o médico e o nosso filho está bem!”, afirmou.

O homem questiona a estrutura oferecida no atendimento obstétrico. “Como um centro de obstetrícia não tem ultrassonografia para as grávidas? É como se o cardiologista não fizesse eletrocardiograma no paciente”, criticou.

“Talvez falando no programa, eles contratem um profissional para ficar de plantão e possam salvar mães, porque o final poderia ser trágico”, completou.

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Cidades

MPF vai à Justiça para apagar marcas da ditadura militar em ruas e bens de Natal

Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública contra o município do Natal para garantir a alteração do nome de bens e logradouros públicos que fazem apologia ao golpe militar de 1964 ou a agentes da ditadura (que durou até 1985). A iniciativa busca enfrentar os chamados ‘legados da ditadura’, que ainda persistem na capital potiguar, e foi tomada depois de a prefeitura e a Câmara Municipal demonstrarem omissão sobre o assunto.

De acordo com a ação, assinada pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão, Emanuel Ferreira, a manutenção de homenagens a figuras ligadas à repressão não é apenas uma questão de nomes em placas, mas uma prática que ajuda a naturalizar ideologias extremistas, como as que levaram à tentativa recente de golpe de estado, em janeiro de 2023, que teve em Natal um dos núcleos de apoio, com os acampamentos e protestos realizados na avenida Hermes da Fonseca, em frente a um quartel do Exército.

Celebrar o período autoritário enfraquece o regime democrático e pode incentivar movimentos que buscam a abolição violenta do Estado de Direito. A existência de homenagens como as das ruas “31 de Março”, “Presidente Costa e Silva” e “Presidente Médici” em bairros de Natal fere a Constituição Federal e os direitos humanos.

Lei específica

A ação destaca que a alteração de nomes de bens públicos depende apenas de um ato do prefeito, enquanto a mudança no nome de ruas exige que a Câmara Municipal crie uma lei específica. A prefeitura, no entanto, sequer respondeu à recomendação encaminhada pelo MPF, “mesmo diante de reiterações do expediente e da ressalva de que a ausência de resposta seria interpretada como recusa”.

Ao mesmo tempo, a Câmara Municipal também nunca aprovou normas que retirem as homenagens indevidas e proíbam novas irregularidades do tipo, apesar de já haver precedentes, como a lei que impede homenagens a pedófilos e estupradores em Natal.

O procurador reforça que o Brasil já foi condenado em cortes internacionais por não tratar adequadamente os reflexos da ditadura e a mudança desses nomes é um passo essencial para a justiça de transição e para a preservação da memória das vítimas.

Além de a Constituição Federal já estar em vigor há 37 anos, a expectativa para que todas as instâncias legislativas do país adotem legislações nesse sentido se intensificou nas últimas décadas, com a publicação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade, em 2014, e devido a mais uma tentativa de golpe de estado, em 8 de janeiro de 2023.

“Nenhum desses eventos, infelizmente, foi capaz de sensibilizar o poder legislativo local para que, exercendo o necessário papel de guardião político da democracia, editasse lei proibindo as homenagens objeto desta ação”, lamenta Emanuel Ferreira. Uma proposta de lei sobre o tema só surgiu após a recomendação do MPF, porém, mais de um ano depois, ainda não foi aprovada. Além disso, a proposta chegou a ter parecer contrário na Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final.

Pedidos – Na ação apresentada à Justiça, o MPF requer que a prefeitura e a Câmara Municipal de Natal sejam obrigados a:

* Realizar um estudo técnico, em até 90 dias, para identificar todos os bens públicos com nomes de colaboradores da ditadura, sejam prédios, salas, auditórios, centros culturais, escolas, vias, bairros e qualquer outro bem ou monumento público.

* Modificar, no prazo de 120 dias, do nome desses bens e logradouros indicados no estudo técnico.

* Publicar, também no prazo de 120 dias, nos sites, redes sociais e no diário oficial, os bens e logradouros renomeados e as razões das mudanças.

Além disso, o MPF pede que a Justiça Federal fixe um prazo para que a Câmara Municipal elabore uma norma proibindo nomes de vias e logradouros públicos que contenham referências, elogios ou homenagens a colaboradores da ditadura.

Novo Notícias

Opinião dos leitores

  1. Bota o nome da Av Dheodoro da Fonseca, de Av LulaLadrão da Silva.
    Aí fica bonito.
    Lembrando que tudo que exister em Natal ,ou foi os Alves ou os Maias no governo Militar que fizeram.
    De lá pra cá, só remendos nas ruas e nada mais de espressivo.
    Pra não ser injusto, a engorda da praia de ponta negra que também foi uma grande obra.
    Natal cresceu?
    Sim, mas tudo feito pelas mãos de empresarios.
    Simples Assim.

  2. Bota o nome da Av Dheodoro da Fonseca, de Av LulaLadrão da Silva.
    Aí fica bonito.
    Lembrando que tudo que exister em Natal ,ou foi os Alves ou os Maias no governo Militar.
    De lá pra cá, só remendos nas ruas e nada mais de espressivo.
    Pra não ser injusto, a engorda da praia de ponta negra que também foi uma grande obra.
    Natal cresceu?
    Sim, mas tudo feito pelas mãos de empresarios.
    Simples Assim.

  3. Tem coisa muito mais séria nos serviços públicos prestados no estado do RN pra esse Procurador se preocupar. Ele está sem ter o que fazer, é?

  4. Em Natal temos o conjunto Leningrado, assentamento Olga Benário e ocupação 08 de outubro – Ernesto Che Guevara (organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros – MLB), todos fazendo referência a ícones da esquerda.
    Além disso, as sedes do IFRN e da UFRN foram construídas pelo regime militar.
    Será que o MPF vai tomar providências também quanto a isso? Vai pedir para rebatizar os conjuntos e ocupação, e para demolir o IFRN e UFRN, já que foram obras da ditadura?

  5. LEGADO DA DITADURA MEUS EGGS! BOM TÁ AGORA, O PAÍS DOMINADO PELO CRIME ORGANIZADO, BOTA ORGANIZADO NISSO!!!

  6. Não esqueçam o patronato que assola o Estado, empregadores que se fingem de bonzinhos. Substituíram o nome da Avenida Bernardo Vieira por Nevaldo Rocha. Dêem uma passadinha, ou conversem com trabalhadores da Guararapes. Naonwsrou defendendo a ditadura, mas gostaria que ia senhores olhassem pra vida dura de algun6wue agora trabalhsm…

  7. Vivi na época do “regime militar”, onde a gente andava nas ruas até de madrugada sem problemas…

  8. Se calar diante da atual ditadura do judiciário também não enfraquece a democracia? É somente uma pergunta.

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Brasil

Genro de Lula recebe honraria jurídica em cerimônia em Brasília

Foto: Reprodução

O advogado Danilo Sampaio, genro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tomou posse no Colegiado Acadêmico de Ciências Jurídicas da Abrasci (Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura) e foi agraciado com o Colar do Mérito Jurídico e Cultural. A cerimônia foi realizada em Brasília na 6ª feira (27.mar.2026).

Sampaio é casado com a jornalista Lurian Lula, filha mais velha do presidente. Passa a ocupar a cadeira de número 173, cujo patrono é o jurista Ostólio de Barros Monteiro. Em discurso, afirmou que assume a função com responsabilidade institucional e compromisso com os valores da entidade.

“Assumo a cadeira com honra e profundo respeito, comprometendo-me a zelar pelos valores que orientam esta instituição e a promover o saber jurídico, a ética e o fortalecimento do colegiado em benefício da sociedade”, declarou.

O advogado também agradeceu a indicação para a vaga, atribuída ao procurador do Estado Frederico Dutra, e destacou o papel da família em sua trajetória profissional.

“Agradeço aos acadêmicos pela confiança e ao doutor Frederico Dutra pela indicação. Registro também minha gratidão à minha esposa, Lurian Lula da Silva, sempre presente ao meu lado. Esta conquista também é sua”, afirmou.

Em publicação em seu perfil no Instagram, Sampaio classificou o momento como marcante e disse que recebe a honraria com “responsabilidade, gratidão e humildade”.

“É um momento que levarei com honra, respeito e significado. Seguimos firmes, com propósito e compromisso com tudo o que sonhamos e acreditamos”, escreveu.

A Abrasci reúne juristas, acadêmicos e autoridades e concede o Colar do Mérito Jurídico e Cultural a personalidades que se destacam por contribuições relevantes à área jurídica, à cultura e à sociedade.

Lurian Lula também comentou a conquista em seu perfil no Instagram. Ela afirmou que o reconhecimento é fruto de dedicação e celebrou o título recebido pelo advogado.

Poder360

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Cidades

Após 30 meses, obras de reestruturação da Ponte de Igapó são concluídas

Foto: Divulgação

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que foram concluídas as obras de reestruturação do Complexo Viário da Ponte de Igapó, na BR-101, em Natal, na última sexta-feira (27). Ao todo, foram investidos cerca de R$ 30,8 milhões na execução dos serviços de melhoria da estrutura da ponte, que tiveram início em setembro de 2023.

De acordo com o DNIT, a estrutura caracterizada como Obra de Arte Especial (OAE) recebeu diversas melhorias destinadas ao reforço e recuperação dos elementos estruturais, com foco na readequação da capacidade de suporte e na durabilidade da vida útil da Ponte de Igapó.

Sob o gerenciamento do Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (PROARTE), a reabilitação contemplou o reforço das fundações e a recuperação da superestrutura que é composta por faixas de rolamento, passeios de pedestres e juntas de dilatação. Também foram executados o reforço das estacas, blocos e pilares, substituição de aparelhos de apoio, reforço de vigas e demolição e reconstrução de elementos estruturais.

Também foram incluídas nas obras da ponte, a implantação de uma estrutura cicloviária, em conformidade com a legislação vigente, que garante maior acessibilidade e segurança aos ciclistas, bem como a execução dos serviços de recomposição ambiental.

O órgão comunicou que a instalação de sinalizações de segurança já foi concluída, garantindo que a travessia atenda aos padrões necessários para a circulação segura. O tráfego de veículos já ocorre sem restrições, contribuindo para a melhoria da mobilidade e segurança nas regiões atendidas.

As ações integram o PROARTE, programa do DNIT voltado à eliminação de deficiências estruturais e funcionais em pontes, viadutos, túneis e passarelas, caracterizadas como Obras de Arte Especiais (OAEs), por meio da manutenção preventiva, corretiva e reabilitação.

As intervenções ampliam a vida útil das estruturas e aumentam sua capacidade de suporte, especialmente em obras com níveis comprometidos de conservação e grande relevância para a malha rodoviária federal.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

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Política

PARANÁ PESQUISAS: Para 52,2%, Lula não merece reeleição

Mais da metade da população brasileira avalia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não merece ser reeleito, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (27).

De acordo com a pesquisa, 52,2% dos entrevistados afirmaram que Lula não merece um novo mandato, enquanto 43,9% disseram que ele merece a reeleição. Outros 3,9% não souberam opinar.

Na comparação com o levantamento de janeiro deste ano, o índice de rejeição a um novo mandato do petista oscilou: no mês passado, 51% afirmaram que Lula não merecia a reeleição, enquanto 45,3% defendiam um novo mandato. Outros 3,8% não souberam responder.

Foram entrevistados 2.080 eleitores entre os dias 22 e 25 de fevereiro, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

CNN

Opinião dos leitores

  1. Para 99% da população o mito deveria estar na papuda. O 1% vai me responder com arregumentos chulos e sem nexo.

  2. Paraná Pesquisas
    Pesquisa mostra empate técnico entre Lula e Bolsonaro na corrida presidencial
    Por Wesley Oliveira

    Brasília

    29/07/2021 às 14:59

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Religião

Via Sacra na Praia de Ponta Negra reúne fiéis em noite de fé e reflexão

Foto: Divulgação

Hoje a noite a comunidade católica se reunirá nas areias da Praia de Ponta Negra, a partir das 19h, para um momento especial onde será celebrada a Via Sacra na Praia que completa 10 anos.

Tudo foi organizado para receber os fiéis que desejarem participar deste momento com toda a infra estrutura necessária. Ele se integra ao calendário religioso da Cidade do Natal.
A organização é da Paróquia de São José de Anchieta e é aberta a todos os que quiserem rezar diante da natureza e de um dos maiores cartões postais da nossa Cidade.

Padre Sávio, coordenador da Via Sacra faz o convite: “Não deixe de vir hoje, você e sua família, se possível com sua camisa branca, a Ponta Negra. Estamos na Semana Santa, tão importante para nós cristãos católicos. Será um momento de profunda reflexão, oração e fé.
Toda a família é convidada”.

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Acidente

Colisão frontal grave deixa uma pessoa morta e interdita avenida na zona Oeste de Natal

Foto:  Reprodução

Um grave acidente foi registrado nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (30) na Avenida Coronel Estevam, conhecida como Avenida 9, na zona Oeste de Natal. A Polícia Científica confirmou que uma pessoa morreu e que as circunstâncias do acidente deverão ser esclarecidas após a conclusão da perícia.

De acordo com informações preliminares, um veículo modelo Voyage, de cor preta, teria invadido a contramão e colidido frontalmente com outro carro que transportava frutas para comercialização em uma feira.

Um vídeo que circula nas redes mostra que, com a força do impacto, os dois veículos ficaram bastante destruídos. Um dos carros era um Voyage preto, que teve a frete destruída. Já o outro, era uma picape vermelha que carregava frutas para a feira. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), com três ambulâncias.

A Polícia Científica esteve no local para realizar os procedimentos de perícia. Durante o atendimento da ocorrência, a Avenida Coronel Estevam ficou totalmente interditada nos dois sentidos.

Tribuna do Norte

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Política

PESQUISA BTG/NEXUS: Lula e Flávio empatam numericamente no 2º turno

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados em um cenário de segundo turno das eleições presidenciais de 2026, segundo a primeira rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus.

Ambos registram 46% das intenções de voto no cenário estimulado, configurando empate numérico.

Nos demais cenários testados, o presidente mantém vantagem sobre outros nomes da centro-direita. Contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula tem 46% contra 40%.

Diante do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), a diferença é de 46% a 41%.

Já contra o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), Lula amplia a vantagem: 46% a 36%.

Os dados indicam um patamar estável de intenção de voto para Lula, que aparece com 46%% em todos os cenários simulados de segundo turno, enquanto seus adversários variam conforme o grau de conhecimento nacional e consolidação política.

Outro ponto relevante é o nível de indecisão e rejeição. No cenário contra Flávio Bolsonaro, votos em branco, nulos ou nenhum somam 7%. Esse índice sobe para 12% nos cenários com Zema e Caiado, e atinge 17% contra Eduardo Leite.

O percentual de eleitores que afirmam não saber ou não responder (NS/NR) permanece baixo, entre 0% e 2% nos diferentes cenários.

Exame

Opinião dos leitores

  1. Pesquisa não reflete o voto a muitos anos.
    Nem é necessário entrar em discussão política.
    Além de 18% dos eleitores que vivem em um mundo de faz de conta, quem vota nos autores do mensalão, petrolão, sítio de atibaia, triplex do guarujá, roubo dos aposentados, banco master??
    Se o cidadão tiver 1% de respeito e amor próprio e conseguir viver com a realidade, não vota em corrupto que desviou recurso público e voltou ao poder para desviar ainda mais. Alguma dúvida?

  2. Pesquisa não reflete o voto a muitos anos.
    Nem é necessário entrar em discussão política.
    Além de 18% dos eleitores que vivem em um mundo de faz de conta, quem vota nos autores do mensalão, petrolão, sítio de atibaia, triplex do guarujá, roubo dos aposentados, banco master??
    Se o cidadão tiver 1% de bom censo e conseguir viver com a realidade, não vota em corrupto que desviou recurso público e voltou ao poder para desviar ainda mais. Alguma dúvida?

  3. Gastos do governo Lula com anúncios nas redes sociais disparam e chegam a R$ 4,3 milhões em um mês
    30/03/2026 07h21 – Esse blogueiro BG sei não puxa para essa esquerda, acho que está no meio desses anúncios

  4. Que coisa patetica; misturam dados do pai com o do filho para encontrarem uma formula magica de engarem o povo.

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Geral

Governo Lula enfrenta dificuldade para transformar ações em “marca” do terceiro mandato

Foto: Ricardo Stuckert

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitem, nos bastidores, que o governo ainda não conseguiu consolidar uma identidade clara para o terceiro mandato. Apesar do volume de programas e entregas, a avaliação interna é de que falta uma mensagem central capaz de resumir as ações da gestão.

A informação é do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. De acordo com integrantes da equipe econômica, o problema não seria a ausência de resultados, mas sim a dificuldade de transformar essas iniciativas em uma “marca” facilmente reconhecida pela população. A área de comunicação da Presidência enfrenta desafios para dar unidade ao discurso e fixar as principais ações na percepção popular.

Entre as apostas para representar o governo, aliados citam a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. A medida é vista como uma das mais emblemáticas, mas ainda não conseguiu se consolidar como símbolo do mandato.

Nos bastidores, também há o reconhecimento de que adversários políticos têm sido mais eficazes na comunicação. A avaliação é que a direita consegue amplificar temas pontuais e transformá-los em pautas de grande repercussão, enquanto o governo enfrenta dificuldades para dar visibilidade consistente às próprias ações.

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