Diversos

Como a música ‘Jenifer’ nasceu de piada, superou rejeição e virou o sucesso ‘chiclete’ no verão

Gabriel Diniz faz show em em Fernando de Noronha — Foto: Keila Castro/Divulgação

“Jenifer” tem uma trajetória de superação. Primeiro, os pais hesitaram sobre seu nascimento. Depois, um homem assumiu compromisso e a abandonou. Ela ainda enfrentou dúvida de gente experiente até ganhar o Brasil.

Na quarta-feira (9), a música irreverente desbancou o comportado pagonejo “Atrasadinha” no topo do Spotify no Brasil. “Jenifer” também já é líder no YouTube, onde acumula 67 milhões de views. É o primeiro nº 1 nacional de Gabriel Diniz, cantor de forró com um quê de humorista.

“É uma música diferente. É minha cara: alegre, ousada, irreverente. Eu sei que brasileiro gosta da fuleiragem, da cachorrada”, diz o cantor Gabriel Diniz em tom de brincadeira. É a cara do Brasil: a resenha, a brincadeira, o bom humor. Eu sabia que ia ser estouro.”

Mas o caminho para o estouro foi acidentado. A ideia quase não vingou entre seus 8 compositores, que buscavam músicas diferentes. Depois, Gusttavo Lima assinou contrato para gravar e desistiu. Gabriel Diniz assumiu a tarefa mesmo com a desconfiança da própria equipe…

Gabriel Diniz, cantor de ‘Jenifer’, com as atrizes do clipe. À esquerda, Mariana Xavier, encarna a Jenifer. A ex-namorada ciumenta é a ex-BBB Aline Gotschalg — Foto: Divulgação

A casa dos oito pais

Não era nada sério mesmo. O refrão sobre a tal Jenifer do Tinder, difícil de desgrudar da cabeça, veio de uma brincadeira de amigos. A diferença é que era um grupo de compositores de Goiânia, que soube transformar o papo em hit. “Jenifer” foi feita por oito compositores.

Na época, a turma de autores, que se autointitula Big Jhows, dividia uma casa em Goiânia. A união é comum no aquecido mercado musical goiano. Os membros dos “coletivos” de autores passam o dia fazendo músicas juntos e tentando vender para cantores famosos.

“A gente lá era tipo empresa mesmo. Todo dia almoçava junto e às 14h começava a compor. Primeiro sentava todo mundo na varanda. Depois separava em grupos e ia até umas 20h, quando começava a gravar e mandar para os artistas. Até 5 músicas por dia”, explica Léo Souza, 23 anos.

A ideia inicial de “Jenifer” foi de Junior Lobo, de 35 anos. Um dia, ele estava lanchando com amigos e, do nada, apareceu uma mulher e abraçou um deles. “A menina era meio feinha, e depois que ela foi embora, fui zoar ele: ‘E aí, é sua namoradinha?’. Ele respondeu: ‘Não, é do Tinder'”, diz.

A menção ao aplicativo de paquera acendeu uma luzinha na cabeça dele. “Veio na hora: isso é tema. A gente tem que botar Tinder numa música. Aí fui para outra dimensão. A gente lanchando lá e eu ‘matutando’ como ia ser a música”.

A casa em Goiânia onde nasceu ‘Jenifer’: Na imagem, estão 6 dos 8 autores entre amigos. Da esquerda, Junior Lobo (de boné preto) e sua esposa, Bárbara. Junior Avelar (boné azul), Thales Gui (boné para trás) e Allef Rodrigues (camisa preta, último à direita). Abaixados, Léo Souza e Thawan Alves — Foto: Arquivo Pessoal

‘Cindy’ contra a corrente

Mesmo inspirado, Lobo voltou para a casa e não falou nada com os colegas compositores. “Ele segurou, porque ele sabia que a gente não ia gostar muito. Estávamos numa ‘vibe’ de muita bachata e música romântica na época”, explica Léo.

Não eram só os compositores na casa que estavam nessa “vibe” em 2018. A suave bachata e as juras de amor pós-pegação dominam o sertanejo atual. Cantar sobre paquera no Tinder não cai tão bem entre muitos cantores de hoje.

O autor demorou dois dias para superar a hesitação e jogar a ideia na roda, no dia 4 de junho de 2018. Além de Léo, e Lobo, estavam na casa Thales Gui, Thawan Alves, Allef Rodrigues, João Palá, Fred Wilian e Junior Avelar. “Cada um vai falando uma bobagem e vai saindo a música”, descreve Léo.

De início, Lobo queria rimar Tinder com Cindy, mas a moça virou Jenifer. Encaixou melhor. De resto, os outros sete compositores seguiram a história que ele “matutou” para o personagem: “A mulher mandou ele embora, ele encontrou outra menina no Tinder, tava lá de boa com ela. A ex vê, se arrepende e chega lá xingando o cara. Ele dá a volta por cima”, resume Lobo.

Largada por Gusttavo Lima

Jenifer nasceu e foi apresentada ao mundo. Os compositores gravaram uma versão “demo” e mandaram a empresários e artistas. Lobo recebeu uma mensagem rápida no Instagram. Era Gusttavo Lima, que fechou com eles e pagou pelo direito exclusivo de gravar a música. Gol dos Big Jows.

Era só esperar o lançamento. Mas não rolou. “Ele fechou com a gente em um dia, e no outro já até gravou. Mas não soltou a música. Ele pagou e desistiu”, lembra Léo.

Gusttavo chegou a cantar “Jenifer” no mega festival São João de Campina Grande, em 1º de julho. “Recebi uma música de um amigo meu há uma semana”, ele disse no palco. “Nunca gravei músicas assim com esse tema. Achei muito engraçada essa letra.” Ele ensinou os fãs a cantar verso por verso e ainda comentou no fim: “Tem cheiro de hit”.

O vídeo se espalhou pelo YouTube já como “a música nova do Gusttavo Lima”. Léo especula sobre a desistência: “Talvez ele não tenha gostado muito do comentário dos fãs nesses vídeos”, ele diz, notando que ela foge da linha super romântica atual do cantor.

GD na ponte ‘forronejo’

“Jenifer” foi salva da gaveta de Gusttavo Lima por um cantor ativo na ponte entre Nordeste e Centro-Oeste. Gabriel Diniz. 28 anos, nasceu em Campo Grande (MS), mas foi criado em João Pessoa (PB), onde mora.

GD, como é conhecido, é astro do forró, mas transita bem no sertanejo. “Desde 2015 eu vou para Goiânia atrás de compositores. Fui o primeiro cara que saiu do Nordeste nessa busca. Depois foi o pessoal todo pra Goiânia: Wesley, Xand, até Simone e Simaria. Abrimos esse espaço para músicos e compositores”, ele diz.

Os maiores sucessos anteriores dele eram “Acabou, acabou”, com o parceiro de escritório Wesley Safadão (62 milhões de views no YouTube desde novembro de 2017) e “Paraquedas”, com Jorge e Mateus (18 milhões desde março de 2017).

Assim como Gusttavo Lima, Gabriel já era amigo dos Big Jhows. “Eles estavam me mostrando músicas, mas aí quando chegou em ‘Jenifer’, eles falaram ‘essa não, já está com o Gusttavo’. Eu quis ouvir mesmo assim. ”

Trocada por ‘Homem de família’

“Na mesma viagem, eu ia encontrar o Gusttavo”, diz o bem-relacionado GD. “Ele queria minha opinião sobre algumas músicas.”

Eu disse: “Você está com um estouro mundial, que é ‘Jenifer’. Mas ele respondeu; “Eu tenho a música ‘Homem de família’ [lançada por Gusttavo em 2016] . Acho que essa não cabe gravar nesse momento. Eu falei: ‘Se for desistir, me diga'”

Gusttavo estourou em 2011, com o “hoje vai rolar o tche tchererê tche tchê”, de “Balada”. Após fazer um dos maiores hits do “sertanejo pegação”, hoje é rei das rádios com o tal romantismo “de família”. O G1 procurou o cantor para comentar, mas não teve resposta.

No fim, Gabriel conseguiu comprar de Gusttavo a exclusividade de “Jenifer”, pelo mesmo valor que ele tinha pago aos compositores (eles não revelam a quantia). Tudo de forma amigável.

Lançado em setembro, o clipe tem a atriz Mariana Xavier, a Marcelina de “Minha mãe é uma peça”, encarnando a Jenifer. A ex ciumenta é a ex-BBB Aline Gotschalg. A música “foi crescendo devagarinho” pelo país, conta Gabriel. Ele diz que a equipe não esperava o resultado.

“Ninguém achou que ia ser esse sucesso. Nem o pessoal do meu escritório, nem meu empresário. O Wesley [Safadão, um dos sócios do escritório] não acreditou, ninguém acreditou. Foi uma aposta minha, sozinho mesmo”, diz Gabriel Diniz.

Hit do carnaval?

A um mês do carnaval, a chegada de “Jenifer” ao 1º lugar a coloca na pole position da corrida para ser o grande hit da festa. Gabriel tem 12 shows marcados para os 4 dias de folia: Salvador, Recife, Olinda e Brasília são as principais cidades no circuito.

Ao contrário do personagem de “Jenifer”, Gabriel namora há dois anos e meio. Seu pai, que era bancário, hoje trabalha na administração de seu escritório. A mãe também cuida da sua carreira.

Ele é brincalhão ao comentar a música, mas sério ao falar de negócios. Diz que ainda vai avaliar os convites para shows e trabalhos no Rio e São Paulo. “O pessoal está pedindo, mas vamos estudar ainda como entrar. Não dá pra ir aleatoriamente”.

Léo, que no fim do ano saiu da casa dos Big Jhows para focar na sua própria dupla, Thales & Léo, reflete sobre o sucesso da composição, de longe o maior hit a sair da casa: “Tanta música sofrida, e fomos emplacar logo a ‘Jenifer’…”

G1

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Política

Novo ministro do Empreendedorismo votou a favor de impeachment de Dilma

Foto: Beto Neves

O novo ministro do Empreendedorismo, Tadeu Alencar (PSB-PE), votou a favor e é apontado como um dos articuladores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff quando deputado federal, em 2016.

A nomeação, na última sexta-feira (2), rendeu dor de cabeça dentro do PSB e críticas em alas do PT. Há pedidos dentro da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que ele seja exonerado.

Tadeu era secretário-executivo da pasta durante a chefia de Márcio França (PSB-SP). Segundo relatos ouvidos pela CNN, ao fazer a nomeação o governo não ouviu o presidente da legenda, João Campos, que tinha outro nome para a vaga e teria acionado a articulação política do Palácio.

O filho do novo ministro é casado com a irmã de João Campos. O presidente do PSB, no entanto, indicava preferência pelo atual secretário nacional do consumidor, Paulo Pereira, para a função. O partido chegou a parabenizar Tadeu pela posse, mas apagou a postagem depois.

A leitura entre parte dos governistas é de que Tadeu foi uma solução automática, em uma movimentação mais ampla em que vários secretários executivos assumiram a chefia das pastas com as saídas dos titulares por causa da desincompatibilização eleitoral. Entre a velha guarda do PT, no entanto, a nomeação está sendo alvo de críticas.

CNN

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Cidades

Policiais civis e servidores da Segurança fazem protesto e cobram avanços do Governo do RN

Foto: Divulgação

Policiais civis e servidores da Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte realizam, nesta segunda-feira (6), um dia de protesto em Natal. A mobilização acontece em frente à Central de Flagrantes, na chamada Cidade da Polícia.

O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Policiais Civis do RN e, segundo a entidade, ocorre diante da falta de avanço nas negociações com o Governo do Estado.

De acordo com o sindicato, as tratativas vêm sendo realizadas há meses, mas as demandas das categorias ainda não foram atendidas. Por isso, os servidores decidiram intensificar a mobilização para cobrar respostas.

Em nota, o presidente do SINPOL-RN, Nilton Arruda, afirmou que há pautas já acordadas que seguem sem encaminhamento. Entre as reivindicações estão a publicação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) referente ao auxílio-alimentação dos policiais civis e a nomeação dos alunos formados na terceira turma do curso de formação da Polícia Civil, conforme decisão judicial.

As categorias também cobram o andamento do projeto de promoção por merecimento e a conclusão do Plano de Cargos, Carreira e Salários dos servidores da Sesed.

Até o momento, não houve posicionamento oficial do Governo do Estado sobre as reivindicações apresentadas durante o protesto.

Portal da Tropical

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Brasil

BC impõe sigilo de 8 anos sobre documentos da liquidação do Master

Foto: Reprodução

O Banco Central impôs um sigilo de 8 anos sobre os documentos relacionados à decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master. As informações foram obtidas pelo jornalista Jonatas Martins, via Lei de Acesso à Informação.

Segundo o BC, a divulgação imediata dos documentos contraria o “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país”. A imposição do sigilo se deu em novembro de 2025 pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo.

Outro argumento utilizado pelo BC foi que a divulgação dos documentos pode comprometer atividades de inteligência em andamento, como as de investigação e fiscalização relacionados à prevenção ou repressão de infrações financeiras.

Sendo assim, os documentos sobre a liquidação extrajudicial do Master ficarão em sigilo até novembro de 2033.

Poder360

Opinião dos leitores

  1. 👉🏿👉🏿👉🏿Uma investigação jornalística internacional divulgada no início de abril de 2026 revelou uma suposta campanha de desinformação e espionagem orquestrada pela Rússia contra o governo do presidente argentino Javier Milei. Documentos vazados apontam para uma rede de influência financiada pelo Kremlin para desestabilizar a gestão atual.
    👉🏿Acho que esse filme também rodou por aqui, durante o governo Bolsonaro.
    🔎🔎🔎E haja sigilos!!! Pra quem falava que era o primeiro ato do governo, acabar com sigilos. 👺👺👺

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Polícia

Crianças são encontradas em situação de abandono e em condições precárias de higiene em Natal:

Foto: Ilustrativa

Na madrugada deste domingo (05), policiais militares do Comando de Policiamento da Capital, por meio da 3ª Companhia do 4º BPM, em patrulhamento se depararam com crianças na rua em possível situação de vulnerabilidade no lot. josé Sarney, no bairro Lagoa Azul, Zona Norte de Natal.
No local, os policiais encontraram quatro crianças — com idades entre 2 e 12 anos — sozinhas na residência, sem a presença de qualquer responsável legal. Segundo verificado no local, os menores estavam há cerca de quatro dias desacompanhados, vivendo em condições precárias de higiene e cuidado.
Diante da gravidade da situação, os policiais realizaram diligências na tentativa de localizar familiares, porém sem êxito. A ocorrência foi então encaminhada aos órgãos competentes.
Com base nas informações, o Ministério Público requereu medida de proteção, e o Poder Judiciário, em decisão interlocutória, determinou o acolhimento institucional das quatro crianças, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), diante da situação de abandono e negligência.
Os menores foram encaminhados para unidade de acolhimento institucional em Natal, onde passarão a receber assistência adequada, enquanto o caso segue sob acompanhamento dos órgãos competentes.
Atuação exemplar da equipe
Ressalta-se que a atuação da guarnição foi diligente, proativa e pautada nos princípios da legalidade, eficiência e, sobretudo, da proteção integral à criança e ao adolescente. A equipe do 4º BPM adotou todas as providências necessárias diante da situação de flagrante vulnerabilidade.
Destaca-se o empenho dos policiais militares, que, além de realizarem as diligências cabíveis para localização de responsáveis e acionamento da rede de proteção, buscaram solução junto ao Poder Judiciário diante da ausência de resposta inicial de outros órgãos. Os policiais também permaneceram acompanhando os menores durante todo o processo até a resolução da ocorrência, inclusive prestando assistência material imediata, custeando alimentação com recursos próprios.
A conduta evidencia elevado grau de compromisso, sensibilidade e zelo no exercício da função policial.

Opinião dos leitores

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Judiciário

Auditoria do TCE pede suspensão de contrato do Nogueirão e aponta suspeitas de irregularidades na gestão Alysson Bezerra

Foto: Reprodução

A contratação realizada pela gestão do prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra, para a construção do novo Estádio Nogueirão e do Centro Administrativo Municipal está sob análise pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) após identificação de indícios graves de irregularidades no processo licitatório.

Após auditoria da Diretoria de Controle de Infraestrutura e Meio Ambiente (DIA), que apontou falhas que vão desde o descumprimento de exigências legais até a inviabilidade econômica do modelo proposto, a equipe técnica recomendou medida cautelar para suspensão imediata da licitação.

Entre as principais irregularidades identificadas está o não envio da documentação ao TCE com antecedência mínima de 120 dias, prazo obrigatório para análise prévia de legalidade. A auditoria também constatou a ausência de uma Matriz de Alocação de Riscos no edital — item exigido pela nova Lei de Licitações — o que compromete a segurança jurídica do processo e afasta potenciais investidores.

Outro ponto considerado crítico é a falta de fundamentação dos valores apresentados. Segundo o TCE, não há memória de cálculo nem pesquisa de mercado que justifique os preços e avaliações imobiliárias utilizados na modelagem do projeto.

A análise financeira do contrato acendeu ainda mais o alerta da Corte de Contas. Os cálculos indicam que seriam necessários 333 meses — quase 28 anos — apenas para amortizar o investimento inicial, sem qualquer pagamento de outorga ao município nesse período. Considerando uma taxa de retorno de 8%, o modelo projetado geraria prejuízo estimado de R$ 12 milhões ao investidor.

“O empreendimento se mostra completamente inviável”, aponta o relatório técnico, destacando que o contratado teria como resultado um prejuízo significativo ao longo da execução.

O contrato prevê uma concessão de 35 anos à iniciativa privada, com investimento estimado em R$ 40,9 milhões. Em contrapartida, parte de um terreno público seria permutada para viabilizar a construção do Centro Administrativo de Mossoró — operação que também entrou no radar do TCE pela falta de justificativas técnicas consistentes.

Além disso, a auditoria do Tribunal alertou que a ausência de documentos inviabilizou o acompanhamento adequado do processo, configurando risco à legalidade da contratação e possibilidade de danos ao erário.

O relator já notificou a prefeitura de Mossoró.

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Economia

RN pode perder até R$ 232,6 bilhões sem regulamentação para data centers

Foto: Alex Régis

O Rio Grande do Norte pode deixar de captar até R$ 232,6 bilhões em investimentos em data centers caso não avance na criação de uma regulamentação competitiva para o setor. A estimativa, da Comissão de Energias Renovaveis da Fiern (Coere), considera projetos de grande porte. Conforme o setor produtivo, o estado pode perder espaço na disputa com outras unidades do Nordeste que já avançaram na definição de regras e na atração desses empreendimentos. Os dados da Coere, baseados em projeto de 1 GW por ano, indicam o potencial econômico perdido pelo RN sem regulamentação específica para o setor.

De acordo com as estimativas, o estado pode deixar de captar até R$ 232,6 bi em investimentos, considerando os aportes em infraestrutura, equipamentos e energia. O impacto também se reflete na geração de empregos, com potencial de até 53.670 postos diretos e indiretos.

Também há efeitos na arrecadação. O RN pode deixar de arrecadar cerca de R$ 497,6 milhões por ano em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) potencial bruto (20%), considerando a renda gerada pelos empreendimentos. Em um cenário conservador, com aproveitamento de 50%, a perda estimada na fase operacional chega a aproximadamente R$ 248,8 milhões ao ano.

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) analisa uma minuta para regulamentar o licenciamento desses sistemas, mas o RN ainda fica atrás de estados vizinhos em termos de agilidade normativa. Além da questão ambiental, o setor aponta a necessidade de definição sobre tributação, como o ICMS, e regras para uso da rede elétrica durante o carregamento de sistemas de armazenamento de energia em baterias (Battery Energy Storage Systems – BESS).

A resolução sobre a implementação de BESS e data centers foi incluída na pauta da 101ª reunião ordinária do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conema), prevista para o dia 14 de abril de 2026. O processo ainda depende do atendimento, por parte do Idema, a ajustes solicitados pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) na minuta da resolução.

Sérgio Azevedo, presidente da Coere, afirma que o RN ainda não conseguiu converter esse potencial em um ambiente regulatório moderno, previsível e competitivo. “O Rio Grande do Norte ainda está atrasado nessa agenda. E isso é preocupante, porque estamos falando de dois segmentos estratégicos para o futuro da economia: data centers e armazenamento em baterias”, defende.

Para a comissão, a ausência de regulamentação tem afastado investidores do estado, já que a decisão de investir não depende apenas da disponibilidade de energia, mas também de segurança jurídica.“Quando a regulamentação demora demais, o estado já começa a perder”, pondera Azevedo. O Ceará, por exemplo, é o terceiro do Brasil com maior número dessas estruturas, com 12 unidades instaladas, segundo a plataforma Data Center Map. Na região, a Bahia conta com um data center, Pernambuco com três e a Paraíba com dois.

Tribuna do Norte

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Trânsito

Paralisação do transporte rodoviário intermunicipal nesta segunda-feira (6)

Foto: Reprodução 

O sistema intermunicipal começou a ser paralisado ao longo da manhã desta segunda-feira (6) por ordem do SINDICATO DOS RODOVIÁRIOS (SINTRO/RN) em virtude do atraso de salários; As empresas, por sua vez, alegam que o custo do diesel tem tornado a operação deficitária, uma vez que não contam com subsídio por parte do Governo do Estado;
A paralisação é de todo o sistema de transporte, envolvendo linhas de ônibus e de alternativos que atuam no transporte intermunicipal, por ordem do SINTRO/RN;
Ônibus estão sendo recolhidos às garagens gradativamente;
A paralisação ocorre tanto nas linhas metropolitanas, quanto nas rodoviárias de longa distância;
Não há previsão oficial para retomada do serviço.

Quem é responsável pelo sistema
A gestão do transporte intermunicipal é do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte;
O órgão é vinculado ao Governo do Estado, através da Sec de Infraestrutura.

Por que o sistema entrou em colapso
Aumento expressivo no preço do diesel nas últimas semanas;
Custos operacionais considerados insustentáveis pelos operadores;
Ausência de subsídio direto por parte do Governo do Estado;
Falta de medidas emergenciais para manter a operação.

Opinião dos leitores

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Mundo

Irã descarta reabrir Estreito de Ormuz em troca de cessar-fogo temporário

Foto: Stringer/Anadolu via Getty Images

Autoridades do Irã indicaram que não há disposição para reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um cessar-fogo temporário no conflito em andamento na região.

Segundo um alto funcionário iraniano, o país avalia que os Estados Unidos ainda não demonstraram compromisso com um acordo definitivo, o que dificulta qualquer avanço nas negociações imediatas.

Uma proposta apresentada pelo Paquistão prevê um acordo em duas etapas, com um cessar-fogo inicial seguido por um entendimento mais amplo em até 20 dias. O plano, no entanto, ainda está sendo analisado por Teerã, que resiste a pressões externas e prazos considerados rígidos.

A tensão aumentou após ameaças do presidente Donald Trump, que condicionou novos ataques à reabertura da passagem estratégica, essencial para o fluxo global de petróleo e gás.

Enquanto as negociações avançam lentamente, a região segue sob instabilidade, com novos bombardeios registrados e impactos diretos no mercado energético mundial, já que o bloqueio do estreito afeta uma das principais rotas comerciais do planeta.

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Geral

Lula articula no STF para tentar anular quebra de sigilo de Lulinha

Foto: Reprodução

Movimentações nos bastidores indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca reverter no Supremo Tribunal Federal a decisão que autorizou a quebra de sigilo do filho, Fábio Luís Lula da Silva, no âmbito das investigações relacionadas ao caso do INSS.

A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça, a partir de pedido da Polícia Federal do Brasil, e envolve dados bancários, fiscais e telemáticos. Interlocutores apontam que há pressão para que a decisão seja revista dentro da própria Corte.

Nos bastidores políticos, aliados do governo também comemoraram o enfraquecimento da comissão parlamentar que tratava do tema, após a desarticulação da CPMI do INSS e a não prorrogação dos trabalhos. A movimentação foi interpretada como uma vitória estratégica para o Planalto.

Relatos indicam ainda que o presidente acompanhou de perto as articulações políticas nas últimas semanas, cobrando atuação de parlamentares do PT para barrar o avanço das investigações no Congresso.

O caso segue em disputa tanto no campo político quanto jurídico, com expectativa de novos desdobramentos envolvendo decisões do STF e possíveis recursos relacionados à quebra de sigilo.

Com informações do Diário do Poder

Opinião dos leitores

  1. Lula disse semana passada que vai pegar os grandes infratores.
    Kkkkkkkkkkkkk…
    Ah ladrão!

  2. Esse sigilo desmontou a CPMI do INSS, não é coisa pouca, não. A quadrilha petista vibrou igual a uma conquista de copa do mundo.

  3. A FAMÍLIA DO LARÁPIO NÃO É A MAIS “ONESTA” DO MUNDO!? QUEM NÃO DEVE NÃO TEME! VAI JUMENTADA, ACREDITEM NO LULA!!!👺👺👺

  4. O que Lula aprendeu foi roubar. Então ensinou e continua dando exemplo ao filho. Roubar , roubar e roubar. Esse é o lema do pai para o filho

  5. Foi ele que em entrevista olhou nos olhos do filho e disse que ele provasse a inocência.
    Vai pedir ajuda ao puxadinho do governo pra provar a inocência do filho

  6. Enquanto do Lulinha esse blog afirma no caso das rachadinhas e do banco Master esquece de afirmar que o centro e a direita estão enrolados até o pescoço.

  7. Uma verdadeira vergonha,sinceramente esse país está sem rumo,o que me admira é assistir pessoas instruídas apoiar esse governo,os analfabetos eu até que relevo,os que tem maiores nível de sabedoria passa a ser piores que os demais.

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Geral

Eduardo Bolsonaro elogia PF em casos Master e INSS, mas nega mérito ao governo Lula

Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro avaliou positivamente a atuação da Polícia Federal do Brasil nas investigações envolvendo o Banco Master e o INSS, mas criticou o governo do presidente Lula, afirmando que não há mérito da atual gestão no avanço das apurações.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles. Na avaliação do ex-parlamentar, o trabalho recente da PF contribui para recuperar a credibilidade da instituição, que, segundo ele, teria sido afetada por decisões ligadas ao Supremo Tribunal Federal, especialmente sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Eduardo também contestou a autonomia da corporação no cenário atual, defendendo que, durante o governo de Jair Bolsonaro, a Polícia Federal teria atuado com mais independência. Para ele, hoje haveria influência política nas investigações.

Ao comentar a quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, o ex-deputado afirmou que a medida só ocorreu por pressão da CPI e da opinião pública, e não por iniciativa do governo federal.

As declarações foram feitas em meio ao embate político sobre a condução das investigações, que também envolve críticas de aliados do governo e discussões sobre a independência das instituições no país.

Opinião dos leitores

  1. O Eduardo Bananinha devia trabalhar no programa É de Casa, para fazer justamente o que mais gosta: fofocas

  2. não foi o pai dele que mostrou a capacidade do Bananinha em fritar hamburger? Então, traz esse infeliz pro Brasil e bota pra fritar hamburger na Av. Paulista.. Aí ele deixa de ficar contando mentiras pro Trump

  3. Esse Eduardo, imbecil e melhor que ficasse calado , poid, a unica coisa que ele faz, é prejudicar o Partido o pai e o irmao.

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