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Como o Peru conseguiu reduzir 50% da pobreza em 10 anos

Em 2005, cerca de 55% da população do Peru sofria com a pobreza. Mas, desde então, houve uma mudança significativa na estrutura social do país, que conseguiu reduzir drasticamente sua população pobre.

Atualmente, a pobreza atinge 22% dos moradores do país. Nos últimos cinco anos, 7 milhões de pessoas deixaram de ser pobres no Peru. A vida de quem está nas áreas urbanas melhorou bastante, como constatam os próprios peruanos.

Tony Palomino, por exemplo, vive na Villa El Salvador, um distrito da província de Lima, que um dia foi considerado uma região de miséria. Agora os edifícios são feitos de tijolos e os vizinhos contam com serviços com os quais antes só podiam sonhar.

“Tudo era um deserto”, conta.

Eu cheguei aqui quando tinha 13 anos. Fui o primeiro a sair do meu povoado, que ficava nas montanhas. Venho de uma família de extrema pobreza.

“Minha mãe teve 18 filhos e eu via meus irmãos e irmãs morrendo de pobreza. Saí de lá para ajudá-los a melhorar de vida.”

“Tudo era muito difícil aqui, a princípio. Não havia água, nem luz. Tínhamos que caminhar quilômetros para conseguir comida. Mas cada família tinha um terreno onde podia viver.”

Em alguns aspectos, o Peru é hoje irreconhecível, conforme descreve à BBC o presidente Pedro Pablo Kuczynski.

“Alguns dos principais empresários peruanos de hoje, há uma década, estavam manobrando caminhão. A elite comercial do Peru atualmente é completamente diferente do que era no passado e acredito que isso é um bom sinal da mudança.”

“Em 2005, cerca de 55% da população do Peru sofria com a pobreza. Mas, desde então, houve uma mudança significativa na estrutura social do país, que conseguiu reduzir drasticamente sua população pobre”, diz o presidente.

Como chegaram lá

A história começa nos anos 1990, quando o país liberou sua economia como parte do programa de ajuste estrutural do Banco Mundial.

Abrir-se a novos mercados permitiu ao Peru se beneficiar dos preços recordes da exportação de seus minerais, especialmente para a China, e atraiu investimento estrangeiro – o que fez com que o país conseguisse diminuir a dívida pública e a inflação e aumentar sua reserva nacional.

Agora, o Peru tem uma das economias de maior crescimento da América Latina.

Diego de la Torre, presidente do Pacto Mundial da ONU no Peru, ressalta que é a economia de livre comércio a responsável pelo sucesso peruano.

“No passado, tivemos enormes problemas econômicos que foram superados. O Peru está se inserindo na economia global. Fizemos acordos de livre comércio, que foi o que nos ajudou a reduzir a pobreza.”

Protestos vitais

O dinheiro certamente chegou a rodo. As exportações aumentaram de US$ 3 bilhões em 1990 para US$ 36 bilhões em 2010.

Sob o governo de Alberto Fujimori (de 1990 a 2000) – que atualmente se encontra preso condenado por crimes contra a humanidade – a economia se estabilizou e continuou crescendo.

No entanto, os níveis de pobreza continuaram subindo até 2001, quando o impacto social do programa de ajuste se fez evidente.

Políticas como a de austeridade severa levaram a cortes no orçamento e déficit de empregos. Foi aí que as pessoas decidiram sair às ruas para protestar contra o governo – Toni Palomino estava entre os manifestantes, juntamente com outras pessoas da Vila El Salvador.

“Desde o início, sabíamos que a ajuda não viria fácil… água, luz… sabíamos que teríamos que lutar por tudo. Aqui temos um ditado: ‘Por que não temos nada, faremos de tudo’. Construímos uma escola, um campo de futebol, uma comunidade.”

“A Vila se desenvolveu porque organizamos grandes protestos no Palácio do Governo para reclamar sobre esses serviços. Em seis anos, passamos a ter água e luz. Outras comunidades tiveram de esperar 10, 15 ou 20 anos.”

“Não foi o governo que veio de boa vontade nos oferecer isso. Foi exigência da população e isso nós conquistamos.”

Início da mudança

Assim, as comunidades de baixa renda desempenharam um papel vital na velocidade e no grau de mudança que aconteceu no Peru, exercendo pressão sobre os governos saindo às ruas e fazendo protestos.

Tentando recuperar o apoio, principalmente na última década do século passado, os sucessivos governos de Fujimori investiram em grandes programas para promover serviços públicos, especialmente em áreas urbanas de poucos recursos.

“Houve programas como o de extensão para assentamentos informais, outros para expandir o acesso à água, outros de títulos para aumentar a propriedade de terra nos assentamentos, além de empréstimos para melhorar as moradias”, explica a especialista em pobreza Paula Lucci, do Instituto de Desenvolvimento de Ultramar, com sede em Londres.

“Outros lugares também se beneficiaram da situação econômica positiva, que fez surgir mais empregos formais e permitiu que as pessoas tivessem mais dinheiro para sustentar seus filhos e melhorar de vida.”

Inclusão

“O crescimento econômico do Peru na última década tem sido inclusivo”, explicou à BBC a economista Carolina Trivelli, que foi a primeira Ministra de Desenvolvimento e Inclusão Social do Peru.

“Os que mais se beneficiaram do rápido crescimento econômico foram os 40% mais pobres do país”, assegura ela, que agora trabalha no Instituto de Estudos Peruanos, que se dedica a reduzir a desigualdade do país.

O crescimento econômico inclusivo é a política chave neste caso: ajudar quem está embaixo tanto quanto quem está em cima.

E, por meio de uma série de programas sociais do governo, foi possível atingir esse objetivo, de acordo com Trivelli.

“O importante é providenciar para os mais pobres recursos suficientes para sobreviver, enquanto se investe no futuro, garantindo que todos os seus filhos – e especialmente as filhas – possam ir à escola todos os dias e que possam contar com serviços básicos de saúde, vacinas, etc.”

“Assim, a próxima geração poderá aproveitar as oportunidades que cada vez mais o país irá oferecer.”

Esse programa – semelhante ao Bolsa Família brasileiro – é chamado “Juntos”, oferece US$ 30 por mês às mulheres chefes de família, e tem se espalhado pelo mundo.

Mas esse não foi o único programa implementado pelo governo com o objetivo de diminuir a pobreza. Nos últimos cinco anos, outras ações contribuíram para isso:

– “Cuna Más” – para melhorar o desenvolvimento infantil de meninos e meninas menores de 3 anos nas regiões de pobreza extrema.

– “Qali Warma”, que significa criança vigorosa em Quecha, é um dos programas de alimentação escolar.

– “Pensión 65” – visa a proteção dos adultos a partir dos 65 anos de idade que carecem das condições básicas de sobrevivência.

Mas o Peru não é o único país da região que soube aproveitar e se beneficiar de booms econômicos. Aconteceu também no Brasil, na Argentina, no Chile e no Uruguai.

Por que, então, destacar o modelo peruano?

“É um caso especial”, opina Henrietta Moore, diretora do Instituto para a Prosperidade Global da University College em Londres.

“Não se trata só de gastar dinheiro. A questão é que eles conseguiram realmente compartilhar os benefícios do auge econômico para todos. Assim, ao mesmo tempo que a riqueza do país aumentou, a desigualdade está reduzindo, e isso é algo muito importante”, explica.

“A situação de todos melhorou, não só a dos mais ricos.”

A especialista destaca a importância de “investir na subsistência das pessoas e em sua proteção social” para que o país possa avançar.

“A Europa, por exemplo, esquece que isso não é um custo, e sim um investimento”, completou Moore.

Problemas

Nem todos os problemas sociais do Peru foram resolvidos, no entanto. Apesar de ter tido considerável redução na última década, a taxa de pobreza rural segue sendo alta. Muitas pessoas ainda ficaram “de fora” das melhorias e a população ainda pede mais investimento em saúde e educação.

Grande parte da economia do Peru é informal, o que significa que muita gente não paga impostos – e os impostos são essenciais para que o governo consiga investir em saneamento básico, educação e saúde para consolidar a nova classe média peruana.

Outro problema é a corrupção, considerada endêmica no país.

“Nós temos sentido isso na pele”, disse Palomino, fazendo referência especificamente ao programa social “Pensión 65”, que oferece uma ajuda mensal aos idosos acima de 65 anos para sobrevivência.

“A corrupção tem prejudicado os benefícios que deveriam ir para esse programa”, disse. O processo burocrático necessário para aderir ao programa faz com que fique mais difícil para os necessitados terem acesso ao dinheiro.

Isso faz com que a melhora das condições de vida da população ainda seja precária. E o Peru agora está sofrendo o mesmo problema que o Brasil começou a sofrer depois dos anos de “bonança” econômica: a economia do país está desacelerando.

“O que os governos fazem quando para de entrar tanto dinheiro? Implementam políticas de austeridade, que acabam sempre resultando em desigualdade social”, analisa Moore.

Então, tudo vai abaixo agora?

“Não tem que ser assim. Tudo depende do que você faz quando já não há mais tanto dinheiro: você continua garantindo a distribuição do que existe de uma maneira sensata?”, questiona a antropóloga social.

“Não importa o nível de crescimento econômico, um melhor acesso a educação e saúde, e as políticas sociais focadas melhoram a vida dos pobres e garantem um crescimento mais sólido do país.”

Para Palomino, que se beneficiou bastante das mudanças sociais que aconteceram no Peru, também houve aspectos negativos nelas. “As famílias melhoraram de vida economicamente, é verdade, mas essa economia liberal tem feito com que as pessoas sejam mais individualistas. As pessoas costumavam pensar em suas famílias, no bairro.
Como comunidade, não somos mais ricos.”

*Essa matéria faz parte da série ‘My Perfect Country’ (Meu País Perfeito)

BBC Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Nos 8 anos do governo LULA, o BRASIL também esteve assim. O congresso ajudava a governar. E o País estava de vento em popa. Onda de crise aqui, era marolinha. Mas LULA vai voltar!!!

  2. E se o Brasil continuar fazendo as mesmas coisas, vai continuar tendo os mesmos resultados: PRIVATIZAÇÕES E REFORMAS JÁ.

  3. O país enriquece graças ao Liberalismo,
    Depois que fica rico pode até começar a fazer umas graças com dinheiro,
    sobretudo de impostos.

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Grupo 3 Corações instala Centro de Distribuição em São Gonçalo e prevê geração de 300 empregos

São Gonçalo do Amarante vai receber uma nova operação do Grupo 3 Corações, que há mais de 50 anos leva produtos à mesa dos consumidores. Em uma área construída de 11 mil metros quadrados, localizada no espaço da antiga fábrica da Coteminas, a previsão de início das atividades já é em novembro 2026. A estrutura do Centro de Distribuição, que funcionará como depósito com tecnologia voltada à operação logística, deve gerar 300 empregos quando estiver em pleno funcionamento. Só na fase de preparação do espaço, 22 postos de trabalho já foram criados.

Segundo o gerente comercial Luiz Carlos, a nova unidade integra o processo de expansão nacional do grupo e dará suporte às marcas Kitano e Yoki, ampliando a capacidade de armazenamento e distribuição. Neste momento, o recebimento e a seleção de currículos estão sendo conduzidos internamente pela própria empresa.

O prefeito Jaime Calado visitou a montagem das instalações e destacou o impacto da chegada do empreendimento para a geração de oportunidades no município. “Sou muito feliz em receber esse grupo em São Gonçalo, onde vai agregar no desenvolvimento do município e gerar empregos de qualidade para o nosso povo, para a nossa gente”, afirmou.

A chegada do Grupo 3 Corações integra o movimento de atração de novos investimentos para São Gonçalo, ampliando a atividade econômica e abrindo espaço para novas oportunidades de trabalho. Também acompanharam a agenda o chefe do Gabinete Civil, Mário David, e o vice-presidente da FIERN, Sílvio Torquato.

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Fachin afirma que pretende arquivar inquérito das Fake News

Foto: Alejandro Zambrana/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pretende arquivar definitivamente o inquérito das Fake News, aberto em 2019 para investigar ataques à Corte e a seus integrantes. A intenção foi comunicada ao ministro Luiz Fux em ofício enviado nesta sexta-feira (9).

Fachin informou que foram identificados 108 procedimentos investigatórios vinculados ao inquérito. Antes de determinar o arquivamento, a Presidência do STF vai analisar pendências e eventuais pedidos de diligências à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF).

“Sob a atual Presidência, pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito, garantindo-se então a ampla publicidade de todos os atos e o acesso integral a que almeja o ministro Luiz Fux”, explicou Fachin.

A manifestação ocorreu após Fux solicitar acesso a processos sigilosos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo os inquéritos das Fake News e das milícias digitais, além da investigação sobre a trama golpista.

No mês passado, Fachin retirou do ministro Alexandre de Moraes a relatoria do caso, instaurado em março de 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, que designou Moraes para conduzir a investigação.

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Flávio Bolsonaro promete aliviar dívidas de estados após apelo de Cleitinho


Jefferson Rudy/Agência Senado

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) assumiu o compromisso de promover um novo alívio na dívida dos estados caso vença o segundo turno da eleição, atendendo a um pedido do governador eleito de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).

Cleitinho, que garantiu sua vitória ainda no primeiro turno no segundo maior colégio eleitoral do país, declarou apoio formal à candidatura de Flávio e cobrou publicamente a revisão do débito mineiro, uma medida que, contudo, pode reduzir as receitas da União e expandir o endividamento do país.

Em vídeo divulgado nas redes sociais na última quinta-feira (8), o governador eleito externou o pleito: “Vim pedir para ele, não só eu, mas todos os deputados e senadores aqui, a humildade de entender que, assim que ele ganhar, a gente poder dialogar sobre a dívida que o estado tem com o governo federal. Isso é extremamente importante. Flávio está fazendo esse compromisso de poder rever essa dívida”.

Logo em seguida, após ser cobrado diretamente por Cleitinho para oficializar o pacto, o presidenciável respondeu: “Está feito o compromisso”.

Minas Gerais foi um dos principais beneficiados pelo Propag, programa de renegociação de dívidas implementado sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa teve origem em propostas do Ministério da Fazenda, estruturadas após forte pressão liderada pelo então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Durante a tramitação legislativa, os benefícios do programa foram ampliados, resultando em uma versão final que reduziu as taxas de juros de 4% para até zero, variando conforme a modalidade de adesão, além de aliviar a correção monetária da dívida. O Tesouro Nacional estimou que o programa provocará uma perda de R$ 347 bilhões aos cofres públicos em um período de 30 anos, sendo que R$ 82,9 bilhões serão destinados a Minas Gerais em valores correntes.

Apesar do montante, a bancada mineira e o governador eleito avaliam que a iniciativa ainda é insuficiente. Atualmente, o estado acumula uma dívida de R$ 187,5 bilhões com a União, de acordo com os dados mais recentes atualizados pela Secretaria Estadual de Fazenda.

Com informações da Folha de São Paulo

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TRÂNSITO: STTU anuncia interdições e desvios no Alecrim durante ato com Lula

Imagem: Reprodução/STTU

A circulação de veículos no Alecrim terá mudanças neste sábado (10), das 7h às 13h, devido a um ato político com a presença do presidente Lula. Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), haverá interdições temporárias e alterações nos itinerários do transporte público.

A avenida Coronel Estevam será interditada entre as ruas Presidente Leão Veloso (avenida 5) e Presidente Quaresma (avenida 1). Já a rua Amaro Barreto terá bloqueio entre as ruas Presidente Quaresma (avenida 1) e Presidente José Bento (avenida 3). As vias serão liberadas após a passagem do evento.

No sentido Quintas/Cidade Alta, os motoristas deverão seguir pela avenida 5 e acessar, à esquerda, a avenida Interventor Mário Câmara (avenida 6).

No sentido Cidade Alta/Quintas, o desvio será pelas ruas Sílvio Pelico, Ary Parreiras e Henrique Câmara, com acesso à rua Doutor Mário Negócio.

A STTU orienta motoristas e passageiros a observar a sinalização e planejar os deslocamentos com antecedência.

Linhas de ônibus com itinerários alterados

As mudanças abrangem as linhas N-05, N-15, N-25, N-27, N-43, N-61, N-64, N-70, N-75, O-21, O-22, O-38, O-40, O-59, L-52, L-54, 302, 303, 309, 311 e 403.

Durante as interdições, os ônibus que vêm do Centro seguirão pela rua Fonseca e Silva, com conversão à direita na rua Sílvio Pelico e, em seguida, à esquerda na rua Ary Parreiras, prosseguindo até a rua Henrique Câmara, onde retomarão o itinerário normal.

Conforme o sentido da viagem e o itinerário de cada linha, os desvios também poderão utilizar as ruas dos Canindés e dos Paiatis, além das avenidas Coronel Estevam, Presidente Bandeira e Almirante Alexandrino de Alencar.

A STTU orienta os passageiros a verificar as alterações antes de iniciar seus deslocamentos. Um mapa ilustrativo com a indicação dos desvios acompanhará esta publicação para facilitar a orientação de motoristas e usuários do transporte público. Em caso de dúvidas, a população pode entrar em contato com o Alô STTU pelo telefone 156.

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DESESPERO: Lula muda equipe de campanha, traz caciques do PT e tenta virada na reta final


Breno Esaki/Metrópoles

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisou passar por uma profunda reformulação logo após o revés no primeiro turno, que colocou o adversário Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da disputa eleitoral. A reestruturação interna foi impulsionada pela necessidade de conter atritos, abafar críticas públicas entre aliados e tentar reverter o cenário desfavorável para a reta final.

O próprio petista admitiu publicamente que esta tem sido a campanha “menos organizada” de sua trajetória desde 1989, quando disputou a Presidência pela primeira vez. Diante do resultado adverso, Lula passou a semana em reuniões com lideranças partidárias e candidatos eleitos para tentar salvar o projeto de reeleição.

A apenas 15 dias do segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, a estratégia da equipe mudou de foco: tentar capturar os votos de eleitores que optaram por branco ou nulo e combater os altos índices de abstenção.

Nova ofensiva nas ruas e nos redutos eleitorais

Tentando conter o desgaste, Lula retomou as viagens de campanha neste sábado (10). Na sexta-feira (9), ele participou de uma passeata em Ceilândia (DF) ao lado do candidato local Leandro Grass (PT), e seguiu para Natal (RN), onde cumpre agenda com o aliado Cadu de Lula (PT) hoje.

A nova estratégia aposta em palanques estaduais fortes e em uma guinada de comunicação nas redes sociais, mirando os maiores colégios eleitorais do país como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de tentar estancar a perda de votos no Nordeste, principal reduto histórico do partido.

Dança das cadeiras no núcleo duro

Para tentar injetar fôlego na disputa, o núcleo de coordenação da campanha sofreu uma intervenção drástica: o senador e ex-ministro Camilo Santana assumiu a articulação política, enquanto o também senador eleito Rui Costa ficou encarregado da gestão da agenda presidencial. Rafael Fonteles, governador eleito do Piauí assumiu o comando da estratégia de comunicação, enquanto a coordenação geral permaneceu com Edinho Silva, presidente nacional do PT.

A área de comunicação também foi alvo de mudanças drásticas, com a chegada de marqueteiros baianos e pernambucanos que atuaram nas campanhas de Jerônimo Rodrigues (BA) e João Campos (PE). A alteração ocorre após fortes cobranças internas por uma presença mais agressiva e eficiente do presidente nas redes sociais, apontada por aliados como uma das maiores falhas da primeira fase da eleição.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Essa virada, só se for um capotamento na reta final próximo de Brasília, era só o que faltava, arruma as mala 👛 que a rural vai te apanhar Sr Lula, vão ver o mar.

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Mensagens revelam que Vorcaro acionou Edinho Silva para evitar obstrução do PT em votação de compra do Banco Master


Foto: Reprodução/Instagram

Novas mensagens divulgadas pelo site Fatos On-line indicam que o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou ter acionado o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, com o objetivo de impedir que parlamentares da legenda obstruíssem uma votação na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) referente à compra do Banco Master pelo BRB.

De acordo com as conversas publicadas, o diálogo ocorreu em 19 de agosto de 2025, data em que o projeto de interesse da instituição financeira controlada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) tramitava no Legislativo local.

Nas mensagens enviadas a Vorcaro, um interlocutor identificado como Paulo Henrique (PH) alertou: “Tem uma orientação do PT Nacional de obstruir a votação”. Na sequência, o presidente do BRB questionou se o presidente Lula apoiava ou não a operação. Diante disso, Vorcaro afirmou que acionaria o grupo, ouvindo de PH que aquela era “a maior disputa aqui”. O banqueiro respondeu em seguida: “Edinho avisado, disse que vai atuar”.

Procurada para comentar o caso, a assessoria de imprensa de Edinho Silva emitiu uma nota na qual declarou que “esse diálogo é de total desconhecimento do presidente Edinho Silva, portanto uma ilação sem lastro com a realidade”.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Tudo que é comprovado por mensagens e áudios, é mentira, foi ilação, fora de contexto, pqp, é de lascar e o que é prova com fundamentos nesse Brasil? É prova virando mentiras? Ê Brasil vei de guerra, sempre uma desculpa, difícil, foi um surto, tomou remédio controlado e bebeu cachaça, complicado.

    1. Mas na democracia relativa é assim mesmo Dr., ou você já se esqueceu o que sua gente faz ?

    2. As únicas provas válidas no Brasil é a DELAÇÃO DO MAURO CID, SOBRE PRESSÃO E A MENTIRA DO 🍉🍉🍉, EX-COMANDANTE DA AERONÁUTICA. ATÉ A FALTA DE UM 🚕 PARA COLOCAR O PUNHAL VERDE E AMARELO EM PRÁTICA FOI VERDADE. são não é verdade as tramóias que a esquerda faz. Simples assim.

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AGU pede direito de resposta à Veja e denuncia “desinformação” em matéria sobre filme de Lula


Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou nesta sexta-feira (9) um pedido de direito de resposta em face de uma reportagem publicada pela revista Veja. A matéria jornalística menciona um trecho da delação de Daniel Vorcaro a respeito de um suposto financiamento de documentário voltado a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em nota oficial, o órgão governamental destacou que a solicitação visa garantir espaço para contestar os dados veiculados.

A iniciativa da AGU atende a uma solicitação conjunta formulada pela Secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência da República e pelo Ministério da Saúde. Em ofício encaminhado ao órgão, a Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos apontou a ocorrência de um possível crime de calúnia cometido em períodos de campanha eleitoral.

O secretário especial da Presidência, Marcelo Weick Pogliese, argumentou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia manifestado entendimento pelo arquivamento das delações apresentadas pelo fundador do Banco Master em razão da ausência de provas. O documento aponta que a revista optou por publicar as acusações atribuídas a Vorcaro mesmo tendo ciência da decisão prévia de arquivamento.

“Há fortes indícios de manipulação, falseamento e desinformação, com dano à imagem institucional da Presidência da República, à credibilidade de políticas públicas da União e à integridade do processo eleitoral”, declarou o secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República.

Em paralelo, a defesa técnica de Daniel Vorcaro manifestou-se nesta sexta-feira para declarar que “não confirma o conteúdo de qualquer material divulgado, cuja origem, autenticidade e integridade não são reconhecidas”.

Em comunicado à imprensa, a PGR disse que, como não houve prosseguimento na delação, sequer teve depoimento oral do fundador do Banco Master. “As tratativas de colaboração premiada envolvendo o senhor Daniel Vorcaro foram sempre mediadas por advogados contratados pelo investigado, como devido”.

Por sua vez, a Polícia Federal também afirmou em nota que Vorcaro não apresentou depoimento ou documentos que comprovem as informações relatadas pela revista Veja. “As propostas de colaboração premiada que foram apresentadas à PF pela defesa do investigado não foram acolhidas em razão do não atendimento aos requisitos legais, conforme decisão fundamentada de conhecimento da defesa”, declarou a instituição.

Com informações do UOL

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STF aciona a Polícia Federal para investigar esquema de ameaças contra o ministro Flávio Dino


Foto: Adriana Machado/Reuters

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, informou que acionou a Polícia Federal após o ministro Flávio Dino relatar ter sido alvo de ameaças.

Em nota oficial, Fachin declarou que uma avaliação técnica de segurança sobre as ameaças identificadas contra Dino foi encaminhada à Polícia Federal para que sejam adotadas as medidas cabíveis no âmbito de sua competência. O presidente da corte reforçou que o tribunal segue vigilante quanto à integridade de seus integrantes e mantém articulação constante com os órgãos competentes.

Relato de Dino

Flávio Dino utilizou suas redes sociais na última sexta-feira (9) para expor a situação. O magistrado afirmou ter recebido um relatório de segurança do STF que aponta a existência de “milhares” de ameaças de assassinato e diversos tipos de agressão direcionadas a ele.

Para Dino, o clima de ódio demonstrado nas mensagens é fruto da propagação contínua de inverdades com o intuito de estimular a violência. O ministro destacou que o descontentamento com decisões da Justiça deve ser combatido por meio de recursos aos órgãos colegiados competentes, e não com apelos para assassinar magistrados ou discursos de ódio que incitam perseguições.

“Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário”, pontuou o ministro.

Apesar da gravidade dos episódios, Dino garantiu que suas atividades profissionais não sofrerão nenhuma alteração, assegurando que sua postura, voz e convicções permanecem inabaladas diante das intimidações.

Com informações do UOL

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[VÍDEO] “MENOS JANJA, MAIS LULA”: Lobista amiga de Lulinha defende Kátia Abreu e critica ataques à ex-senadora


Vídeo: Reprodução/Jornal da Cidade Online

A lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha veio a público se manifestar sobre a repercussão de seus recentes comentários a respeito de um posicionamento político da ex-senadora Kátia Abreu. Em meio a debates eleitorais, Luchsinger endossou a frase “menos Janja, mais Lula” e afirmou que a ex-senadora apenas verbalizou o que muitos pensam, mas poucos têm coragem de dizer publicamente.

De acordo com Roberta, o episódio gerou uma onda de ataques direcionados a Kátia Abreu, o que ela considera um “absurdo”. A lobista destacou que a ex-senadora possui vasta experiência política, tendo passado por múltiplos mandatos e vivências institucionais, o que legitimaria sua liberdade de emitir opiniões sobre o cenário político atual.

Apesar de concordar com a declaração, Luchsinger ressaltou que suas opiniões refletem uma observação pessoal sobre o cenário político e o comportamento dos eleitores durante o segundo turno, e que não possui qualquer vínculo com equipes de campanha. A ativista reforçou ainda o argumento de que a primeira-dama, Janja, não está disputando nenhum cargo eletivo, tratando a discussão como uma análise sobre os rumos e a comunicação do governo perante o eleitorado.

Opinião dos leitores

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Prefeita de Extremoz declara apoio a Allyson Bezerra


Foto: Yuri Kairon

A prefeita de Extremoz, Jussara Sales (PL), anunciou nessa sexta-feira (9) apoio a Allyson Bezerra (44) no segundo turno da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte. No primeiro turno, ela esteve com Álvaro Dias.

Extremoz é a sétima maior cidade do estado, com 61.635 habitantes pelo Censo 2022 do IBGE, e foi o município potiguar que mais cresceu nos últimos anos. A cidade tem 39.583 eleitores aptos a votar em 2026 e está entre os dez maiores colégios eleitorais do RN.

Opinião dos leitores

  1. Horrível o candidato Alisson. Gente decente tem que ter lado. Ficar em cima do muro é falta de respeito aos eleitores.

  2. Não voto em Cadu pq é PT e não voto em Allyson pq não tem posição, políticos sem posição são muito perigosos e sem confiança.
    Meu voto é 22 para presidente e 22 para governador. Dê o que der.

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