Política

Condenação judicial abala intenção de voto em políticos, indica estudo

Por Folha de São Paulo

LULA DÁ A MÃO A APOIADORES

Já existe informação suficiente do malfeito cometido. Não faltam evidências ou mesmo provas do envolvimento em esquemas de corrupção. Há até mesmo condenações judiciais em primeira e segunda instâncias. Ainda assim, uma grande parcela dos eleitores e dos partidos aliados históricos do PT não consegue se livrar do “feitiço” do ex-presidente Lula.

Votar em políticos reconhecidamente corruptos não é um fenômeno particular do Brasil. Os exemplos existem, inclusive, em democracias avançadas. Por que pessoas continuam a votar em políticos desonestos, até mesmo naqueles já condenados pela Justiça? O que justifica esse comportamento aparentemente irracional?

É lógico esperar que o malfeito cometido por um político, uma vez revelado, leve os eleitores a penalizar comportamentos desviantes, a votar em políticos honestos. E isso de fato se confirma em certa medida: em pesquisa feita com Marcus André Melo (Universidade Federal de Pernambuco), publicada em 2015 no periódico acadêmico Latin American Politics and Society, demonstramos que prefeitos com contas rejeitadas pelos tribunais de contas têm chances 30% menores de reeleição.

No entanto, testemunhamos rotineiramente na história das democracias a eleição e reeleição de políticos corruptos, mesmo quando os cidadãos são informados sobre sua improbidade.

Essa constatação desafia a expectativa de que informação é ferramenta suficiente no cálculo da escolha de bons representantes. O que conta, então, na decisão aparentemente irracional de eleger políticos sabidamente desonestos?

Uma explicação possível é a oferta de bens materiais ou mesmo de bens públicos por governantes acusados de corrupção. Conforme demonstrado na pesquisa mencionada, o efeito negativo da rejeição das contas tende a diminuir quando a oferta de bens públicos aumenta –e não necessariamente por meio de desvio de recursos e pagamento de propinas, mas com a implementação de políticas públicas que levam à diminuição da pobreza e da desigualdade social, por exemplo.

A psicologia política tem oferecido ferramentas complementares para explicar o aparente paradoxo da existência de políticos que são, ao mesmo tempo, corruptos e populares. A conclusão é que eleitores podem tolerar comportamentos desonestos quando compartilham das preferências ideológicas dos candidatos.

IDEOLOGIA
A literatura especializada indica dois mecanismos psicológicos principais. O primeiro deles diz respeito a mudanças na percepção do que é corrupção. As pessoas têm resistência a reconhecer ato ilícito de alguém que pensa como elas. Os eleitores, portanto, tendem a desconsiderar ou diminuir a importância de informações sobre comportamentos desonestos de políticos que compartilhem sua ideologia.

Esse mecanismo permite aos eleitores reinterpretar desvios de conduta de seus candidatos e torna sua percepção de novos eventos e informações, mesmo quando revelados por instituições judiciais ou administrativas, maleável a ideias preconcebidas.

Assim, diminuem o peso do ato delituoso e consideram que ele “não foi tão grave”, quando cometido por alguém com quem se identificam. Não é incomum ouvirmos as frases “ele fez o que todos fazem” ou “todo político é corrupto” como uma forma de atenuar o malfeito.

O segundo mecanismo é o cálculo cognitivo de custo-benefício. Um cidadão pode reconhecer que um político é desonesto, mas se esse governante for eficiente na implementação de políticas congruentes com a ideologia desse eleitor, será preferido a um político honesto com outra visão e proposta.

Interessante notar que essa forma de raciocínio é percebida, indistintamente, tanto em pessoas de direita quanto de esquerda; ou seja, não é exclusiva de um só ramo do espectro político-ideológico.

Essa descrição teórica sobre o funcionamento da mente do eleitor pôde ser testada numa pesquisa de opinião experimental que desenvolvi na Fundação Getulio Vargas juntamente com os professores Lúcia Barros (Universidade Federal de São Paulo) e Rafael Goldszmidt (FGV).

Em um primeiro experimento, entrevistamos 1.045 participantes com perguntas e condições aleatórias, isto é, usando candidatos hipotéticos e sem fazer diferenciação baseada na orientação política real de cada um dos entrevistados.

Usando um algoritmo que criava suspeitas de corrupção para um ou outro candidato –hipoteticamente alinhado ou não com as preferências do participante–, encontramos evidências robustas de que a congruência de ideias entre o eleitor e o político aumenta a tolerância à corrupção.

Quando era alta a consonância ideológica sobre aspectos econômicos –intervenção do Estado na economia ou privatizações, por exemplo– e sociais –tais como casamento entre pessoas do mesmo sexo e descriminalização do uso de maconha–, o candidato alegadamente desonesto foi rejeitado por apenas 36% dos participantes.

A surpresa maior veio no segundo experimento, feito com uma amostra de 830 brasileiros, no qual manuseamos aleatoriamente as condições de suspeito versus condenado, isto é, as intenções do eleitor quanto a um candidato simplesmente acusado de corrupção ou já condenado pelo crime.

CONDENAÇÃO
Os resultados indicam que a congruência ideológica tem o efeito de cegar o eleitor especialmente quando o político ainda não foi sentenciado. Com a condenação pela Justiça, a escolha do cidadão fica menos sujeita a esse mecanismo e somente 11% dos participantes com identificação de valores com o candidato improbo continuam a votar nele.

Ou seja, antes da condenação, 64% dos eleitores permanecem votando no candidato suspeito de corrupção; quando um político é condenado, porém, esse número cai para 11%. Os entrevistados tornam-se mais suscetíveis a votar em candidatos alternativos, com os quais não necessariamente estão alinhados ideologicamente.

No final de janeiro, o Datafolha publicou a última pesquisa sobre intenção de voto à Presidência em 2018, feita após a condenação de Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O petista ainda é o primeiro colocado nas intenções de voto, mas subiu de 48% para 53% a fatia dos que não votariam em um candidato apoiado por Lula. Nossas pesquisas acadêmicas e esses resultados convergem e apontam uma luz no fim do túnel.

Opinião dos leitores

  1. O número de pessoas que saíram da miséria absoluta, que saíram da pobreza, cursaram escolas técnicas federais, ingressaram nas universidades, fizeram concursos públicos e tiveram acesso ao mercado de trabalho, adquiriram sua primeira casa, compraram seu primeiro carro ou moto, viajaram pra fora do país, entre outros inúmeros benefícios que nunca antes tínhamos visto em nosso país, foi absurdamente gigantesco.
    Não podemos esquecer disso só porque estamos babando de ódio e medo dele voltar se o deixarem concorrer.
    Querem ver se a grande população que é pobre e foi a mais beneficiada seu governo, não vai eleger ele de novo?
    Será que vão dizer as mesmas coisas sobre os pobres e nordestinos de novo?
    Ou será que vão lembrar de que foram justamente esses mesmos pobres e nordestinos que evitaram que um mega viciado e traficante de drogas fosse eleito presidente do Brasil?

  2. Sugiro que se leia sobre a expressão"imunidade cognitiva" que bem arremata o interessante texto.

  3. O numero de pessoas que se beneficiaram nesses treze anos de governo dos PeTralhas, é grande, beneficiou muita gente dos esquemas e das propinas, esse pessoal nunca teve vez nos governos anteriores, corruptos do mesmo jeito que seus sucessores, portanto é fácil entender apoio tão expressivo por parte da população brasileira, o restante é analfabetos e inocentes úteis. Tá feito o cabaré, inclusive podendo ganhar as eleições, um CORRUPTO com C maiúsculo, o LULADRAO.

  4. Parece ter lógica, afinal Lula saiu de 75% para 10% da intenção de votos.
    Quem vota em Lula não aceita nada, nem ninguém que venha a condená-lo, por mais que as provas mostrem suas ilegalidades. São seus seguidores e pronto, não possuem discernimento dos fatos, apenas seguem suas fantasias e estórias criadas no partido. São dependentes e necessitados das esmolas distribuídas com recurso e cargos públicos. São criaturas sem capacidade produtiva ou com enorme frustrações, cuja salvação foram alimentadas pelas promessas irrealizáveis do encantador de amebas.
    Assim ele será condenado n vezes e vão continuar com o mesmo discurso irreal, culpando os EUA, citando uma inexistente perseguição jurídica ou política, apontando culpados fantasmas, enfim, invertendo os fatos e esperando que um país se curve aos caprichos de um comprovado corrupto que levou o Brasil a pior recessão da história e não levou 5% das pessoas que mentia dizendo ter tirado da miséria.

  5. Sabendo que nossos juízes chegam as instâncias superiores por indicações políticas e que sentenças podem ser encomendadas se for pago o preço ou valor cobrado, protegendo descaradamente uns os Tucanos Aécio, Serra, Alckimin, Azeredo, Zezé Perrella e FHC; r perseguindo Lula, como posso acreditar em isenção e imparciudade.
    Essa pesquisa é um fake e encomendado para dfazer propaganda de uma coisa que não é verdade e está longe de ser. Pois a ficha já caiu para a grande maioria da população que sabe as reais motivações da condenação de Lula: Ele é povo e luta por ele.
    Lula livre e Presidente urgente!

    1. Seu olho não enxerga nada, quando juiz é nomeado no Brasil? Montou toda opinião em cima de sua total falta de conhecimento. Todo e qualquer juiz só entra POR CONCURSO. Não é como a turma petista no STF que estão ali escolhidos e nomeados pelo crivo de confiança do PT. Dos 11 ministros 07 foram colocados pelo PT.
      Você como bom petista vive DE MENTIRAS para criar suas versões absurdas pela condenações dos corruptos do PT. Alkimim, Serra, Azeredo nunca nomearam ninguém para o STF ou STJ, já o PT colocou um monte de togas vermelhas.
      APRENDA – JUIZ NÃO PODE SER NOMEADO, TODOS FAZEM CONCURSO PARA ENTRAR

    2. Já disse no seu comentário anterior o Pt indicou 7 sete ministros no STF que são 11
      E destes 7 3 advogaram
      Para o pt se eles não prendem os Tucanos como você diz é que não tem
      Provas entendeu ou tenho que desenhar e colorir

    3. Engraçado que vocês petistas falam as mesmas palavras do senador lindemberg. Deveriam ter opiniao própria ou pelo menos argumentos novos ou então tenrar usar sinonimos pra não parecerem papagaios.

    4. Talvez seja justamente por isso que estão agora em greve lutando pra manter seus privilégios imorais em forma de peduricalhos, tipo Auxílo Moradia pata quem nem ao menos precisa, alegando complementação de salários.
      Acordem, o ingresso é por concursos, que só Deus sabe como eram feitos antes, e agora de vez em quando vemos como é possível fraudá-los; mas a progressão na carreira e principalmente a ascessão aos Tribunais Superiores é um jogo pesado com interferências políticas fortes. Deixem de ser inocentes.
      Além disso, essa história de que o PT indicou ministros está muito mal contada. Pois de forma maliciosa é dissimulada vcs se esquecem de dizer que era é uma tarefa protocolar de Governadores e Presidentes da República ao vagar cargos por aposentadoria dos titulares. Assim, quem governa mais ou governa numa época o de há uma maior número de aposentadorias evidentemente vai cumprir a tarefa que lhe compete mais vezes.
      Dessa maneira, o que vcs deveriam questionar é a forma e os critérios para essas escolhas. Coisa que vcs não falam porque sabem que Lula e Dilma sempre nomearam os mais votatos e indicados por seus pares (como deve ser), ao contrário de Temer e outros que passaram antes.
      Vcs esquecem de dizer que os critérios de Lula e Dilma sempre foram republicanos procurando representar categorias excluídas nos mais altos escalões, como Joaquim Barbosa representando os negros.
      Vcs não dizem que foi justamente essa atitude réu Luciana que fez Lula e Dilma indicarem 7 Ministros e eles não o defenderam de forma acintosa e vergonhosa como fazem Gmar Mendes indicado por FHC e Alexandre Morais indicado por Temer escolhidos meramente por critérios políticos.
      Acordem, pous essa conversinha mole que vcs recebem como ração distribuída por sites contratados com dinheiro sujo vindo dos Estados Unidos não vão conseguir enganar todo mundo não.

  6. Quem disse Isso?
    Com uma justiça dessas que temos, onde juizes estão fazendo greve para manterem os absurdos e imorais Auxílios Moradia?

  7. Legalidade é uma questão de poder e não de justiça. Mandela, foi condenado, Ghandi também. Dependendo de quem condena, votaria sim em um condenado. Por exemplo, votarei em Lula porque não acredito na justiça tucana, seletiva e partidarizada do Brasil.

    1. Antes de começar a dar minha opinião, respeite a história de Ghandi e Mandela que nada tem haver com a de Lula. Talvez não saiba, mas Gandhi lutou pela liberdade da Índia contra o domínio Inglês. Mandela foi membro de um congresso africano considerado ilegal, acusado de incentivar a guerrilha em uma país com segregação racial. Nenhum deles se envolveu com corrupção, eles tinham causas nobres.
      A luta de Lula e sua turma era apenas e unicamente o poder pelo poder e para o poder, instituindo o domínio das instituições públicas, compra de apoio a qualquer custo e a submissão do povo através do populismo, distribuindo migalhas anunciadas como salvação.
      Faça melhor, além de votar nele, adote e leve-o para sua casa. Aproveite e leve junto o honesto José Dirceu, Vaccarri, Pallocci e todos os coitadinhos que foram condenados e são investigados, junte todos e vão morar no paraíso da Venezuela ou Cuba.

    2. Outra coisa vamos torcer para o Lula ser igual ao MANDELA que fique 26 anos preso

    3. Putz. Você merece ser mais que isso. Não se acomode com um bolsa família.

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REALIDADE PARALELA: Cadu afirma que “a gente não vive na Suíça”, mas defende que percepção de segurança melhorou e afirmou que “não há território onde a polícia não entre” no RN

Na sabatina com os candidatos ao Governo do Estado, realizada na terça-feira (11) no auditório da Fiern, Cadu Xavier (PT) defendeu que “a percepção de segurança” melhorou e afirmou que “não há território que polícia não entre” no Rio Grande do Norte.

“A gente não vive na Suíça, claro que não. Nós temos um desafio, que é a presença do crime organizado, mas é importante também registrar que no Rio Grande do Norte não há território que a polícia não entre”, disse o candidato ao ser questionado sobre o crescimento recente dos indicadores de violência e a presença de facções criminosas em Natal e em municípios do interior do RN.

A declaração contrasta com o avanço do domínio das facções criminosas sobre territórios no estado, principalmente em Natal e em Mossoró. A afirmação do candidato petista se choca também com os dados da 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados no final de julho, que apontam que o número de mortes violentas intencionais (MVI) cresceu 19,6% em 2025 no RN em comparação com 2024. Foi a maior alta entre os estados brasileiros no período, indo na contramão do cenário do país, que registrou redução de 8,2% – o menor patamar de violência letal desde o início da série histórica em 2012.

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[VÍDEO] Alexandre de Moraes descobriu fonte de jornalista que publicou reportagem contra Flávio Dino pelo WhatsApp Web e caso é acompanhado por Trump

O jornalista Paulo Cappelli revelou que Alexandre de Moraes identificou a fonte do jornalista que investigava Flávio Dino através de acesso ao WhatsApp Web, mesmo com a conta já deslogada, durante apreensão de equipamentos determinada pelo ministro do STF.

A partir dessa análise, Raimundo Cutrim, ex- secretário de Segurança do Maranhão e adversário político de Dino, foi alvo de busca e apreensão. De acordo com Cappelli, o caso é acompanhado de perto pelo governo de Donald Trump, que vê o episódio como possível afronta à liberdade de expressão.

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[VÍDEO] Jornalista que fez matéria sobre Flávio Dino reage à violação do sigilo da fonte e denuncia que é alvo de perseguição

Foto: Reprodução

O jornalista Luís Pablo publicou vídeo nas redes sociais reagindo à operação autorizada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, contra o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim, apontado pela Polícia Federal como fonte de reportagens publicadas sobre o ministro Flávio Dino. A medida foi solicitada pela PF e teve parecer favorável da PGR.

Luís Pablo afirmou estar preocupado com os rumos da investigação e acusou as autoridades de tentar “criminalizar” a atividade jornalística. Ele ressaltou que o direito ao sigilo da fonte é garantido pela Constituição Federal.

“O fato que eu denunciei não foi investigado, quem passou a ser investigado fui eu. Minha fonte jornalística foi identificada, minha vida particular passou a ser vasculhada e agora fatos e revelações particulares que não têm qualquer ligação com as minhas reportagens estão sendo usados para rebate me atribuir uma conduta criminosa”, denunciou o jornalista.

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Colapso na Segurança: Alcaçuz opera com 14 policiais penais para quase 1.800 presos, diz sindicato

Foto: Reprodução internet

A grave escassez de profissionais e a degradação da infraestrutura colocaram a segurança do Complexo Penal de Alcaçuz, em Nísia Floresta, no centro de uma crise institucional. O Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (SINDPPEN) acionou a 1ª Vara Regional de Execução Penal para alertar sobre o cenário crítico: a maior penitenciária do Estado conta com apenas 14 policiais penais para custodiar 1.796 detentos — uma média alarmante de um agente para cada 128 internos.

O desequilíbrio na escala impacta diretamente a rotina e o controle do complexo. No Pavilhão 4, por exemplo, apenas quatro servidores cobrem aproximadamente 960 custodiados. Diante dessa limitação, visitas sociais chegaram a ser canceladas para priorizar urgências médicas dos presos. A falta de contingente também fragilizou os procedimentos de vistoria diária nas celas e a fiscalização contra o crime organizado, fatores apontados pela entidade como determinantes para a recente fuga de 11 detentos no final de julho.

O baixo efetivo de policiais penais, a falta de vistoria das celas prisionais, e a ausência de uma postura firme do Estado contra o crime organizado foram abordados pela presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (SINDPPEN), Vilma Batista, em entrevista ao Tribuna Livre, da Jovem Pan News Natal, na manhã dessa terça-feira (11). Ela apontou que a baixa quantidade de efetivo foi um dos motivos que contribuiu para a fuga de 11 detentos do Complexo.

Durante a entrevista, a presidente explicou que a flexibilização do sistema prisional não é um problema recente e vem sendo alvo de denúncias constantes do Sindicato desde 2023. Em relação à última fuga do Complexo de Alcaçuz, registrada no dia 31 de julho, ela cita que a última vistoria na cela que abriga os fugitivos tinha sido feita sete dias antes. Isso porque o efetivo de policiais penais não é suficiente para atender a demanda atual de diferentes ações nas unidades prisionais.

“Os coletes dos policiais também estão vencidos, assim como os materiais de menor potencial ofensivo. Temos um monitoramento de ponta, mas até hoje nunca funcionou porque não colocaram uma internet compatível com o seu programa. [O monitoramento] inclusive tem leitor facial, sensor de presença, sirene, além de conseguir detectar carros com placa clonada”, destaca.

Ao jornal Tribuna do Norte, a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) do Rio Grande do Norte negou a informação de que a cela onde ocorreu a fuga dos 11 internos teria permanecido sem revista e disse que a unidade mantém rotina permanente de segurança, com rondas, revistas preventivas e inspeções.

Em relação aos coletes balísticos, a pasta não confirmou que os materiais estão vencidos, mas disse que realizou a aquisição dos equipamentos para todo o efetivo da Polícia Penal, em uma contratação superior a R$ 1,8 milhão, com previsão de entrega para o próximo mês.

Com informações da Tribuna do Norte

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Moraes determina investigação contra fonte de jornalista em reportagem sobre Dino

 Luiz Silveira/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a abertura de uma investigação, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para apurar o vazamento de dados e informações sigilosas de investigações conduzidas pelo tribunal envolvendo o ministro Flávio Dino.

​A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão contra o jornalista Luiz Pablo e o advogado Urbano Diniz Lima, ex-secretário municipal de Urbanismo e Habitação. A investigação busca apurar a origem de um repasse de R$ 1.000,00 feito pelo advogado ao jornalista, além de verificar se pagamentos estão relacionados a publicações de interesse do grupo e ao acesso a documentos sigilosos do gabinete do ministro no Maranhão.

O jornalista denunciou a violação de sua fonte e de sua vida privada, apontando que fatos particulares alheios às reportagens estão sendo usados para imputar-lhe condutas criminosas. Ele alerta para o risco sistêmico dessa prática para a imprensa: a destruição da confiança necessária para que fontes o procurem e a vulnerabilidade de toda a sua trajetória profissional. Conclui com um apelo direto para que a sociedade preste atenção ao caso e rejeite a criminalização do jornalismo.​

“Minha fonte jornalística foi identificada, minha vida privada passou a ser vasculhada… Eu construí minha trajetória vivendo de informação, protegendo minhas fontes… Eu peço ao Brasil que olhe para o que está acontecendo comigo.”, desabafou o profissional.

Com informações do Jornal Nacional

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Potiguar será presidente de um dos maiores congressos de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial do mundo que acontecerá no centro de convenções no mês de agosto

O Dr. Adriano RochaGermano, natural de Natal-RN estará presidindo o XXVII COBRAC. A cidade de Natal (RN) será o centro das discussões sobre os avanços da Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial entre os dias 26 a 28 de agosto de 2026, durante a realização do XXVII Congresso Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial (COBRAC 2026).

Promovido pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial (CBCTBMF). O evento deve reunir 2 mil congressistas e consolidar o Brasil como um dos principais polos mundiais de produção e difusão do conhecimento na especialidade.

Com o tema “Evidências Científicas na Era Digital”, o congresso reunirá mais de 40 palestrantes internacionais, além dos principais nomes brasileiros da área, em uma programação que privilegia o debate científico, a atualização profissional e a troca de experiências entre especialistas, pesquisadores, docentes e residentes.

Ao reunir especialistas renomados, pesquisadores, estudantes, indústria e entidades científicas em um único ambiente, o evento reforça o protagonismo brasileiro na especialidade e posiciona Natal, durante três dias, como a capital latino-americana da Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial.

Serviço:
XXVII Congresso Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial (COBRAC 2026)
Data: 26 a 28 de agosto de 2026
Local: Centro de Convenções de Natal (RN)
Informações: https://congressocobrac.com.br

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ANÁLISE: Medida de Alexandre de Moraes viola direito ao sigilo da fonte jornalística, que é garantido pela Constituição, diz advogada à CNN Brasil

Foto: STF/Wikipedia

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (11) uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens sobre uso de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e familiares. O advogado do jornalista também foi alvo da medida.

A medida atendeu a um pedido da Polícia Federal, contou com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi confirmada à CNN Brasil pela assessoria do STF e pela defesa de Cutrim.

O jornalista denuncia a violação de sua fonte e de sua vida privada, apontando que fatos particulares alheios às reportagens estão sendo usados para imputar-lhe condutas criminosas. Ele alerta para o risco sistêmico dessa prática para a imprensa: a destruição da confiança necessária para que fontes o procurem e a vulnerabilidade de toda a sua trajetória profissional. Conclui com um apelo direto para que a sociedade preste atenção ao caso e rejeite a criminalização do jornalismo.​

“Minha fonte jornalística foi identificada, minha vida privada passou a ser vasculhada… Eu construí minha trajetória vivendo de informação, protegendo minhas fontes… Eu peço ao Brasil que olhe para o que está acontecendo comigo.”, desabafou o jornalista.

Durante o programa CNN Prime Time, a advogada e professora titular da FGV-Easp, Ligia Maura Costa, analisou os desdobramentos e os impactos jurídicos da ordem do magistrado.

“Se o Cutrim foi identificado através da análise dos dados dos aparelhos telefônicos que foram apreendidos com o jornalista Luiz Plablo, então o que é que acontece? O Estado alcançou indiretamente aquilo que a própria Constituição tenta proteger, que é, na verdade, a identidade da fonte jornalística. Por que a proteção da identidade da fonte jornalística é tão importante? Porque só através disso é que nós continuaremos tendo denúncias, ou seja, nós continuaremos tendo informantes de boa-fé que vão poder trazer informações, principalmente, por exemplo, em caso de corrupção.”, comentou a advogada.

Com informações da CNN

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Gordofobia vira crime com pena de até 3 anos de prisão

Imagem: Freepik

O Projeto de Lei 1786/22 inclui a discriminação ou preconceito em razão do peso corporal relacionado à obesidade – a gordofobia – na lei que define os crimes resultantes de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional (7.716/89). Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta foi apresentada pelo deputado José Guimarães (PT-CE).

Na avaliação do parlamentar, “como a gordofobia é um preconceito entranhado na sociedade, encorajado por órgãos de saúde pública, campanhas publicitárias, programas de TV e filmes em que pessoas acima do peso viram alvo de piadas, a proteção legal é importante e necessária para que ocorram mudanças sociais significativas”.

Penas previstas
Pela proposta, praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito em razão do peso corporal relacionado à obesidade terá pena de reclusão de um a três anos e multa.

Já impedir, por gordofobia, o acesso de alguém devidamente habilitado a qualquer cargo da administração direta, indireta ou em concessionárias de serviços públicos será punido com reclusão de dois a cinco anos. A mesma pena valerá para quem impedir a promoção funcional por esse motivo.

Ainda conforme o projeto, negar ou ou obstar emprego em empresa privada por discriminação em razão do peso corporal será punido com reclusão de dois a cinco anos.

A mesma pena valerá para quem, por motivo de gordofobia, deixar de conceder os equipamentos necessários ao empregado em igualdade de condições com os demais trabalhadores; impedir a ascensão funcional do empregado ou obstar outra forma de benefício profissional; ou  proporcionar ao empregado tratamento diferenciado no ambiente de trabalho, especialmente quanto ao salário.

Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial; e de Constituição e Justiça e de Cidadania; e também pelo Plenário da Câmara.

Agência Câmara de Notícias

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Geral

A 53 dias da eleição, terceira via segue estagnada e não ameaça polarização

Foto: Montagem / Metrópoles

A 53 dias do primeiro turno das eleições, os candidatos da chamada “terceira via” — Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) — continuam estagnados e sem conseguir romper a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Nenhum dos candidatos alternativos supera 5% das intenções de voto. Caiado varia entre 4% e 5%, Renan fica entre 2,8% e 4%, e Zema flutua entre 2% e 3,3%. O presidente Lula lidera todas as pesquisas no primeiro turno (entre 39% e 42,4%), seguido por Flávio Bolsonaro (entre 28,7% e 35%). A distância do terceiro colocado para o segundo lugar chega a cerca de 30 pontos percentuais.

Embora demonstrem maior competitividade em simulações diretas de segundo turno contra Lula (com destaques para Caiado atingindo 42% e empate técnico), essa força teórica ainda não se traduz em votos suficientes para levá-los à segunda etapa do pleito.

Na pesquisa CNT/MDA divulgada nessa terça-feira (11/8), Caiado aparece com 4%, Zema, com 3,3%, e Renan, com 2,8%. Lula registra 42,4%, e Flávio, 28,7%. O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre 5 e 9 de agosto e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06935/2026.

A comparação com a rodada anterior da própria CNT/MDA é semelhante. Em junho, Caiado também tinha 4%, Zema aparecia com 2,8% e Renan, com 2%. Ou seja, o ex-governador de Goiás permaneceu no mesmo patamar, enquanto as oscilações de Zema e Renan ficaram abaixo de um ponto percentual e dentro da margem de erro.

O BTG/Nexus, divulgado na segunda-feira (10/8), apresenta cenário parecido. Caiado marca 5%, Renan, 4%, e Zema, 3%, contra 40% de Lula e 35% de Flávio. A distância entre o terceiro colocado e Flávio, portanto, chega a 30 pontos percentuais.

O próprio levantamento classifica o cenário como de estabilidade entre os principais candidatos em relação à rodada de 3 de agosto. Foram ouvidos 2.001 eleitores por telefone entre 7 e 9 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Com informações do Metrópoles

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Michelle ganha espaço e campanha de Flávio quer usá-la como trunfo

Foto:  Vittor Sales/Campanha Flávio Bolsonaro

Depois de semanas de desencontros e especulações sobre o papel de cada um no palanque bolsonarista, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro começa, finalmente, a ganhar espaço na campanha do enteado e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.

Segundo fontes da equipe de Flávio ouvidas pelo Metrópoles, Michelle, que concorre ao Senado pelo Distrito Federal, deve aparecer ao lado do senador em três eventos durante a corrida eleitoral. Essa é a previsão até o momento.

Nessa terça-feira (11), em clima de reconciliação durante gravações de propaganda eleitoral do PL, em Brasília, o presidenciável declarou, ainda, que a madrasta poderá ter “acesso direito à Presidência” para levar demandas do DF, caso ambos sejam eleitos.

Essa foi a primeira vez que os dois estiveram juntos desde a reconciliação pública.

Na campanha, a expectativa, no entanto, é que a participação da mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vá muito além dos palanques ao lado do senador.

A aposta seria transformar a força de Michelle nas redes sociais em uma espécie de cabo eleitoral digital de Flávio. Sendo assim, vídeos, publicações e manifestações favoráveis ao senador devem ser o principal instrumento de apoio da ex-primeira-dama.

Nos bastidores da campanha, a equipe também espera que ela ajude a aproximar lideranças femininas do PL e do movimento conservador. A ideia, ainda segundo a fonte, é ampliar o engajamento em torno da candidatura de Flávio.

Metrópoes

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