Em troca do aumento para R$ 50 bilhões do socorro federal aos Estados e municípios, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AC), fizeram um acordo para congelar os salários e as promoções de carreira dos servidores públicos até dezembro de 2021. Em 2022, ano de eleições, a concessão de reajustes volta a ser permitida.
A medida, que vale para União, Estados e municípios, tem impacto potencial de uma economia de R$ 179 bilhões, de acordo com cálculos da equipe econômica que levaram em consideração o crescimento das despesas de pessoal nos últimos três anos. Desse total, R$ 70 bilhões de economia nos Estados, R$ 62 bilhões nos municípios e R$ 47 bilhões na União.
Enquanto o governo estima que 24,5 milhões dos 33,6 milhõe s de trabalhadores com carteira assinada (ou seja 73% do total) terão os salários reduzidos ou os contratos suspensos em decorrência da crise provocada pelo novo coronavírus no Brasil, a “cota de sacrifício” sugerida a Guedes ao funcionalismo é ficar sem reajustes “por um ano e meio”.
Relator do projeto, o presidente do Senado deve apresentar o parecer até quinta-feira, 30, e convocar uma sessão extraordinária para votar o texto no sábado, deixando a proposta pronta para ser votada na Câmara dos Deputados.
A oferta inicial da equipe econômica era uma transferência de R$ 40 bilhões em valor fixo, por três meses para Estados e municípios usarem nas ações de combate aos efeitos da pandemia da covid-19. Guedes ampliou a oferta para quatro meses, o que vai elevar o repasse para um valor próximo de R$ 50 bilhões.
“Há 15 dias, a discussão não era não sobre reajuste de salário, mas de cortar 25% dos salários dos servidores estaduais, municipais e federais. Evitar o reajuste por 18 meses seria um gesto de contrapartida para o repasse”, afirmou Alcolumbre, em sessão remota do Senado.
Para a iniciativa privada, o governo passou a permitir acordos individuais para o corte de jornada e salários em até 70% por três meses e suspensão de contratos por dois meses.
O presidente Bolsonaro e parlamentares resistem a mexer no valor dos salários dos servidores públicos. Em entrevista, depois de reunião com Bolsonaro, no Palácio da Alvorada, Guedes disse que servidores públicos devem fazer sacrifício e mostrem “que estão com o Brasil” em meio à crise econômica causada pelo novo coronavírus.
“Precisamos também que o funcionalismo público mostre que está com o Brasil, que vai fazer um sacrifício pelo Brasil, não vai ficar em casa trancado com geladeira cheia e assistindo a crise enquanto milhões de brasileiros estão perdendo emprego”, afirmou Guedes, ao lado de Bolsonaro.
ESTADÃO CONTEÚDO

Os servidores da Saúde do Estado/RN estão sem reajuste já tem mais de 10 anos e também estão com a mudança de nível atrasada. Com essa medida, só a certeza que o "sonho' de um reajuste se realize em 2022. Isso se papai Noel nos ajudar ?
O setor saúde não tem trégua, muito menos em tempos de pandemia, porém é o menos favorecido, principalmente, quando se trata de remuneração. Essa medida deveria ser limitada aos setores onde os servidores recebem altos salários. Fica a dica e a esperança de uma servidora da Saúde que almeja dias melhores e condições mais dignas de trabalho, pq o caos na saúde não veio com a pandemia, acontece há anos, consequência do descaso com a dignidade humana.
Eu nao concordo que congelam meu salário, mas diminuem o salário do judiciário e do legislativo ninquem fala, ai vem falar do funcionário público do executivo mais sofrido , no RN temos dois salários em aberto é ainda querem congelar o salário, ministro me poupe , corte o seu salário, pois minha geladeira está vazia e eu estou endividado, não é por que quero nao , é por que eu tenho 2 salários ATRASADOS !
Com os políticos(TRÊS PODERES) eles não mexem. Eles são os próprios beneficiados. O povão é que paga a conta. E os eleitores ainda vivem BRIGANDO por essa CORJA. Com esses mandatários do BRASIL estamos é F_ _ _ _ _S. E o pior é que não temos OPPÇÃO . São todos do mesmo saco.
O pior desse MINISTRO, tem todo conhecimento que o contribuinte tinha direito de sua reposição da inflação sobre o IMPOSTO DE RENDA, o que ELE fez ABORTOU e ñ deu.
O POVO ñ tem que esperar algum desde DESGOVERNO.
Os nobres vereadores, prefeitos, deputados estaduias, fderais, senadores, juizes, desembargadores, ministros de um modo geral…………tambem tenham seus salrios congelados para o bem do Brasil. será q o servidor, da base da piramide vai continuar como bóde espiatório?
Verdade!!! Concordo!! A acrescentaria mais… que eles abrissem mão das gratificações (a exemplo, de moradia, de ternos etc). Pq o simples funcionário público haverá de pagar? De se sacrificar?
E como ficam os ministros, juízes, desembargadores, promotores, deputados, etc? Eles também vão sofrer o congelamento do subsídio? Por que não vão contribuir com a política do governo? Só vendo para crer!! Eles possuem as maiores remunerações.
Porque não começa zerando os enormes benefícios à classe política e ao pessoal do judiciário. Seria mais interessante ver esse resultado pra depois mexer no servidor público em geral