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Congresso promulga PEC Emergencial, que viabiliza retomada do auxílio emergencial

Foto: Reprodução

O Congresso Nacional promulgou em sessão solene nesta segunda-feira (15) a Proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC Emergencial, que viabiliza a volta do auxílio emergencial.

A votação da PEC começou pelo Senado e foi concluída na madrugada desta sexta-feira (12) na Câmara dos Deputados. A proposta, além de pavimentar a volta do pagamento do auxílio emergencial, traz dispositivos para evitar o descontrole das contas públicas.

A sessão solene foi presidida pelo presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e contou com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). O evento foi realizado na modalidade semipresencial.

Emendas à Constituição são promulgadas pela mesa diretora do Congresso em sessão conjunta e não precisam da sanção do presidente da República.

A PEC Emergencial é vista pela equipe econômica do governo como uma forma de evitar a desorganização fiscal do país. De um lado, o texto reserva R$ 44 bilhões em gastos extras para financiar o auxílio. Ao mesmo tempo, cria mecanismos para tentar compensar esse gasto adicional ao longo dos próximos anos, com contenção de despesas (veja detalhes mais abaixo).

Durante a tramitação na Câmara, alguns trechos foram retirados do texto aprovado pelos senadores. Entre os dispositivos excluídos está o que vedava a promoção a servidores públicos em períodos de crise fiscal (determinados por critérios estabelecidos na PEC). A retirada desse trecho deve reduzir em R$ 1,5 bilhão a economia da proposta.

‘Para tudo há seu tempo’

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco afirmou em seu discurso que o Brasil já vem “empreendendo um notável esforço de ajuste fiscal” nos últimos anos, mas que “para tudo há seu tempo”. Pacheco disse ainda que o Congresso Nacional tem caminhado para o que “se espera” dele.

“Para cada comportamento, cada medida, há um justo momento. Durante os últimos anos o Brasil vem empreendendo um notável esforço de ajuste fiscal, compreendendo a fixação de um teto máximo de gastos do poder público, um orçamento que caiba na receita tributária do país, a modernização e a dinamização da economia”, disse.

“Temos caminhado para o que se espera deste Congresso Nacional em matéria de reformas e avanços institucionais, mas, como eu disse, para tudo há seu tempo”, completou.

Em seu discurso, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, afirmou que a PEC Emergencial possibilitará o pagamento do auxílio emergencial sem “aventuras fiscais” e que sua aprovação mostra que o “parlamento brasileiro está pronto para tomar medidas robustas e céleres”.

“O foco da nação é enfrentar a epidemia, salvando vidas e apoiando aqueles brasileiros que foram mais afetados pela crise, neste sentido a emenda constitucional nº 109/2021 permitirá que o estado pague um novo auxilio emergencial sem aventuras fiscais, sem comprometer as finanças públicas e a moeda nacional”, disse Lira.

“Esta emenda é também uma prova de que o parlamento brasileiro está pronto para tomar medidas robustas e céleres que respondam ao interesse nacional”, completou o presidente da Câmara dos Deputados.

Auxílio Emergencial

A PEC Emergencial não detalha valores, duração ou condições para o novo auxílio emergencial, que terão de ser definidos em outro texto.

A PEC estabelece que o governo poderá ter R$ 44 bilhões em despesas no ano que não ficarão sujeitos à regra do teto de gastos, que determina que as despesas de um ano devem ser iguais às do ano anterior, corrigidas apenas pela inflação, ou à regra de ouro, que impede o governo de se endividar para fazer despesas que não sejam investimentos.

Com isso, o governo fica livre para pagar o auxílio sem incorrer em irregularidade.

O valor aprovado não significa que o auxílio custará exatamente R$ 44 bilhões. O governo trabalha com a ideia de quatro parcelas de pagamentos. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que as parcelas devem ficar entre R$ 175 e R$ 375.

Contas da União

A PEC diz que sempre que as despesas obrigatórias da União superarem 95% da despesa total sujeita ao teto de gastos, alguns gatilhos de contenção, para evitar descontrole fiscal, serão automaticamente acionados. A PEC fala em despesa total sujeita ao teto porque nem todos os gastos obedecem à regra, como, por exemplo, os R$ 44 bilhões para o auxílio.

As despesas obrigatórias são aquelas que, por lei, o governo não pode deixar de fazer. Os gatilhos a ser acionados pelo dispositivo proíbem o governo de:

Reajuste salarial de servidores

contratar novos funcionários

criar bônus

Por acordo, os deputados retiraram da proposta os dispositivos que proibiam progressões e promoções de carreira de servidores públicos como forma de contenção de gastos.

A mudança foi uma forma de evitar uma maior desidratação da PEC e, segundo o líder do governo, Ricardo Barros (PP), deve ter impacto de R$ 1,5 bilhão ao ano.

Pelo texto, as novas contratações só se darão:

para repor vagas

para cargos de chefia

e desde que não representem aumento de despesa

Para a União, os gatilhos também serão acionados em caso de decreto de calamidade pública.

De acordo com projeções de especialistas, as despesas obrigatórias demorarão cerca de 4 anos para chegar ao patamar que dispara os gatilhos. Portanto, nesse ponto, a PEC não terá efeitos imediatos.

Incentivos fiscais

O texto diz que, em até seis meses após a entrada da PEC em vigor, o Executivo encaminhará ao Congresso plano de redução gradual de incentivos e benefícios federais de natureza tributária.

Pela proposta, os incentivos devem ser reduzidos em 10% no ano de promulgação da PEC e, no prazo de 8 anos, esses benefícios precisam representar até 2% do PIB (atualmente, representam cerca de 4%).

Não entrarão nesse plano, segundo a proposta, incentivos a zonas francas, instituições de filantropia, fundos constitucionais, cestas básicas e bolsas de estudos para estudantes de cursos superiores.

Contas dos estados

Caso as despesas representem 95% das receitas, governos estaduais e municipais poderão optar pelas medidas, mas os gatilhos serão adotados de forma separada pelos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. Se os entes não implementarem o pacote de restrições para conter gastos, sofrerão sanções.

A União não poderá servir como fiadora de empréstimo para um estado que se recusar a disparar os gatilhos de austeridade.

No caso de calamidade, os estados e municípios poderão acionar os gatilhos. Caso não adotem as medidas, sofrerão sanções, como a proibição de contratação de empréstimos tendo a União como fiadora.

G1

Opinião dos leitores

  1. A escolha sempre foi clara: Isolamento Vertical com idosos e portadores de comorbidades em cada e os demais trabalhando e mantendo a economia em pleno funcionamento.

    1. Isso é o romantismo do fanatismo.
      Mas a realidade é muito dura.

  2. Um auxílio emergencial que poderia ser evitavel se o presidente tivesse disposto a gerir o país, mesmo sem competência teria sido melhor assessorado. Mas, não precisa nem dizer qual foi a escolha dele.

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Rogério Marinho convoca coletiva de imprensa nesta quarta (21), na sede do PL em Natal

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL) convocou uma entrevista coletiva para esta quarta-feira (21), às 10h, na sede do Partido Liberal, em Natal.

A coletiva ocorre em meio às articulações finais da oposição para a definição das candidaturas ao Governo do RN e ao Senado que disputarão as eleições de 2026.

Veja a nota na íntegra:

COLETIVA DE IMPRENSA

O senador Rogério Marinho, presidente estadual do PL e líder da oposição no Senado Federal, convida os profissionais de imprensa para uma entrevista coletiva nesta quarta-feira (21), a partir das 10 horas, na sede do PL do Rio Grande do Norte, em Natal.

Local:

Casa do PL-RN

Rua Vereadora Maria Queiroz, 2346. Lagoa Nova.

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Justiça italiana adia novamente decisão sobre extradição de Carla Zambelli

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Corte de Apelação de Roma adiou a conclusão do julgamento do pedido do governo brasileiro para extraditar a ex-deputada federal Carla Zambelli. O caso deve ser retomado na primeira quinzena de fevereiro.

A análise estava prevista para dezembro, mas foi adiada a pedido da defesa, que solicitou mais tempo para avaliar documentos enviados pelo Brasil sobre o sistema prisional. Nesta terça-feira, a Corte não conseguiu finalizar a avaliação do processo.

O Ministério Público da Itália já deu parecer favorável à extradição.

Zambelli está presa desde julho no presídio de Rebibbia, nos arredores de Roma. Independentemente da decisão, ainda caberá recurso à Corte de Cassação, última instância da Justiça italiana.

Para viabilizar a extradição, o governo brasileiro informou que, caso seja entregue ao país, Zambelli cumprirá pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, as condições da unidade são consideradas “boas”, com separação por regime e monitoramento permanente de direitos.

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Parnamirim reestrutura rede de saúde com serviços em 21 UBSs e unidades hospitalares

A gestão da prefeita Nilda está promovendo uma ampla recuperação e manutenção em todas as Unidades Básicas de Saúde e unidades hospitalar. Atualmente, 21 UBSs já receberam os serviços. As ações contemplam pintura, melhorias estruturais e manutenção completa nas partes elétrica e hidráulica dos prédios, assegurando mais conforto, funcionalidade e qualidade nos espaços de saúde.

As intervenções estão sendo realizadas nas seguintes unidades de saúde: UBS Primavera, UBS Liberdade, UBS Parque Industrial, UBS Cidade Verde, UBS Santa Tereza (em fase de conclusão), UBS Emaús, UBS Santa Júlia, UBS Parque das Orquídeas, Márcio Marinho, UBS Vale do Sol, UBS Jockey Club, UBS Planalto, UBS Santos Reis, UBS Pium, UBS Pirangi (em fase de conclusão), CEPTUC, UBS Cohabinal, UBS Monte Castelo, UBS Nova Esperança e o CCPAR Sadi Mendes, garantindo melhorias estruturais em diferentes regiões do município e ampliando a qualidade dos serviços ofertados à população.

De acordo com a prefeita Nilda, investir na recuperação das unidades é investir diretamente no bem-estar da população. “Estamos cuidando dos espaços de saúde para que nossos servidores tenham melhores condições de trabalho e, consequentemente, possam oferecer um atendimento mais humanizado e eficiente à população. Esse é mais um compromisso da nossa gestão com a saúde de Parnamirim, cuidando das pessoas e valorizando quem cuida delas todos os dias”, destacou.

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Careca do INSS tentou emplacar, sem sucesso, três contratos milionários com o Ministério da Saúde

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Apontado pela Polícia Federal como um dos principais operadores de fraudes em aposentadorias, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, tentou vender ao Ministério da Saúde medicamentos à base de cannabis, testes rápidos de dengue e produtos de nutrição infantil.

Ele foi recebido ao menos uma vez na pasta, em janeiro de 2025, mas nenhuma compra foi realizada. As tentativas ocorreram antes e durante a Operação Sem Desconto, deflagrada em abril de 2025, que investiga desvios de até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

Mensagens de WhatsApp obtidas pela reportagem mostram que o Careca e seus funcionários prepararam termos de referência prevendo compras sem licitação, direcionadas a empresas ligadas ao grupo. A PF analisa o material.

No caso do canabidiol, a empresa World Cannabis chegou a elaborar um documento sugerindo a compra de 1,2 milhão de frascos. O Ministério da Saúde afirmou que não compra nem fornece o produto, que não faz parte do SUS.

Em janeiro de 2025, o lobista também tentou viabilizar a venda de testes rápidos de dengue. Mensagens indicam que ele se reuniu com o então secretário-executivo da pasta, Swedenberger Barbosa. Apesar disso, os testes distribuídos pelo governo foram adquiridos por licitação anterior, sem ligação com o investigado.

Outra frente envolveu uma parceria para fornecer produtos de nutrição infantil por meio da Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego). A proposta foi reprovada pelo ministério em agosto de 2025.

O STF autorizou a investigação após apontar o Ministério da Saúde como possível nova área de atuação da organização criminosa. A Anvisa também foi acionada para apurar eventuais irregularidades.

O Ministério da Saúde e o ex-secretário-executivo afirmam que as reuniões ocorreram dentro das regras e não resultaram em contratos ou benefícios ao lobista.

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Fachin antecipa volta a Brasília para gerenciar desgaste do STF no caso do Banco Master

Foto: Wilton Júnior

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, antecipou seu retorno a Brasília para discutir com colegas a crise de imagem do tribunal provocada por decisões no inquérito do Banco Master.

O caso é relatado pelo ministro Dias Toffoli e vem gerando críticas internas e externas, principalmente da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.

Toffoli afirmou a pessoas próximas que não pretende deixar a relatoria e que não vê motivos para se declarar impedido ou suspeito no processo.

Mesmo em férias, Fachin voltou antes do previsto alegando que “o momento exige” sua presença. Ele busca articular uma saída institucional para conter o desgaste do Supremo.

Durante o recesso, o ministro manteve conversas com Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Nunes Marques, Cristiano Zanin e o próprio Toffoli. Moraes responde pela presidência do tribunal no período. Nesta terça-feira (20), Fachin viaja a São Luís (MA) para se reunir com o ministro Flávio Dino.

Com informações de CNN e g1

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VÍDEO: BG comenta a repercussão do anúncio de Walter Alves de não assumir o Governo do RN e as eleições indiretas para governador ‘tampão’

No programa Meio Dia RN desta terça-feira (20), BG repercutiu o anúncio da decisão de Walter Alves de não assumir o governo do RN, após a renúncia de Fátima Bezerra, o rompimento do MDB-RN com o PT local e a consequente eleição indireta para governador ‘tampão’ do RN. Assista!

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MDB coloca cargos à disposição do Governo Fátima para exoneração

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O vice-governador e presidente MBR-RN Walter Alves colocou todos cargos do MDB na gestão da governadora Fátima Bezerra à disposição para exoneração.

O ato acontece um dia após o anúncio da decisão de Walter Alves em não assumir o governo do RN, quando a governadora Fátima Bezerra renunciar ao cargo para concorrer ao Senado nas eleições 2026.

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Geral

Prefeitura de São Gonçalo lança campanha do IPTU 2026 com desconto de até 20% para pagamento em cota única

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria Municipal de Tributação, lançou a campanha do IPTU 2026, oferecendo descontos de até 20% para os contribuintes que optarem pelo pagamento em cota única, além de facilidades e incentivos à regularização de imóveis no município.

De acordo com a SEMUT, quem pagar o imposto à vista poderá obter até 20% de desconto. Também estão previstos benefícios conforme a situação do imóvel e a regularidade do contribuinte: 20% de desconto para quem está em dia com seus impostos; 10% de desconto para imóveis parcelados que estejam rigorosamente em dia com todas as parcelas quitadas até 11 de novembro de 2025; e 5% de desconto para as demais unidades imobiliárias.

Outro ponto de destaque da política tributária municipal é o incentivo à regularização imobiliária. No Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITIV), o desconto pode chegar a até 60%, incluindo a redução das taxas de cartório, beneficiando quem deseja transferir o imóvel para o próprio nome e garantir segurança jurídica.

A Secretaria Municipal de Tributação também divulgou o cronograma de vencimento do IPTU 2026, organizado por grupos e regiões da cidade, facilitando o planejamento dos contribuintes:

* Vencimento em 09 de fevereiro de 2026: bairros Jardins, Guajiru e Maçaranduba;
* Vencimento em 09 de março de 2026: Regomoleiro, Golandim, Jardim Lola, Amarante, Novo Amarante, Jardins, Olho D’Água do Carrilho e Parque dos Ipês;
* Vencimento em 10 de abril de 2026: Centro, Santa Terezinha, Santo Antônio e demais localidades.

Para facilitar o acesso às informações, os contribuintes podem tirar dúvidas sobre valores, prazos, descontos e formas de pagamento por meio da Central de WhatsApp da Secretaria Municipal de Tributação, no número (84) 9 9621-7374.

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Política

Moraes autoriza Tarcísio a visitar Bolsonaro na quinta-feira (22)

Foto: Pedro Kirilos

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visite o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha.

O encontro deverá ocorrer na próxima quinta-feira (22), entre 8h e 10h, de acordo com a determinação do ministro.

*Em atualização

CNN

Opinião dos leitores

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Brasil

Governo reduz verba para a alfabetização enquanto infla o Pé-de-Meia

Foto: Kebec Nogueira

Em 2025, políticas consideradas estruturantes na educação básica, como programas de alfabetização e da educação em Tempo Integral, sofreram redução significativa de investimentos por parte do Ministério da Educação (MEC), em meio à forte alocação de recursos no programa Pé-de-Meia, considerado uma das principais iniciativas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir a evasão no ensino médio.

Dados da execução orçamentária mostram que os gastos com alfabetização caíram 42% em 2025 em comparação com 2024, sendo reduzidos de cerca de R$ 791 milhões para R$ 459 milhões, considerando valores ajustados pela inflação.

A situação é ainda mais drástica no caso do ensino em tempo integral. As transferências diretas do MEC praticamente desapareceram em 2025 após o governo aprovar uma emenda constitucional que vinculou uma parte do Fundeb, o principal mecanismo de financiamento da educação básica, a essa política, sem que a pasta precisasse investir recursos próprios.

Dessa forma, as redes de ensino passaram a usar valores que já lhes são garantidos pela legislação, enfraquecendo o papel redistributivo do fundo.

Historicamente, o MEC havia aplicado recursos significativos nesse campo, sendo R$ 2,1 bilhões em 2023 e R$ 2,5 bilhões em 2024, mas em 2025 esse valor caiu para apenas R$ 75,8 milhões em aportes diretos.

O que diz o governo
O ministério afirmou em nota que segue comprometido com o fortalecimento da educação básica, mas reconheceu que os sistemas de gestão orçamentária ainda não foram completamente atualizados, o que dificulta a consolidação final dos números por ministério.

O governo também declarou que buscará recompor recursos suprimidos durante a tramitação orçamentária no Congresso Nacional.

No orçamento de 2026 aprovado pelo Congresso, há reduções em ações como o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que já havia registrado queda de 12% entre 2024 e 2025, além de cortes adicionais em verbas de alfabetização e nas universidades federais.

Metrópoles

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