
Por Folha/SP
1 – INÍCIO DIFÍCIL
Isaquias é nascido no interior baiano, na cidade de Ubaitaba, a 170 km de Salvador. Vindo de família pobre, sobreviveu a dois incidentes que quase lhe tiraram a vida, ainda novo. Aos 3 anos, uma panela de água fervente caiu sobre ele. Aos 10, sofreu uma hemorragia interna ao cair de uma árvore e teve um rim retirado. A canoagem só entrou em sua vida aos 11 anos, em 2005, quando entrou em um projeto social em sua cidade natal.
2 – MARÉ BAIXA
Em 2011, deu mostras do que poderia fazer com dois pódios no Mundial júnior: ouro no C1 200 m e prata no C1 500 m. No ano seguinte, porém, Isaquias sofreu seu primeiro grande baque. Ficou fora da seleção brasileira que foi aos Jogos Olímpicos de Londres. Ele não chegou a cogitar abandonar a modalidade, mas considerava-se fora do plano competitivo internacional. “Há quatro anos nem passava em remar no Rio”, disse.
3 – RESSUREIÇÃO
A má fase começou a passar em 2013, quando o COB (Comitê Olímpico do Brasil) contratou o técnico espanhol Jesús Morlán, que tinha cinco medalhas olímpicas no currículo. Ainda naquela temporada, Isaquias obteve dois pódios no Mundial (ouro no C1 500 m e bronze no C1 1.000 m). Em 2014, no Mundial de Moscou, veio a confirmação. Isaquias voltou ao pódio com bronze no C1 200 m e mais um ouro no C1 500 m.
4 – ARTIMANHA
Após o sucesso no Pan de Toronto, em 2015 –dois ouros e uma prata– e o título Mundial ao lado de Erlon Souza, na categoria C2 1.000 m, a Confederação Brasileira de Canoagem fez lobby dentro da federação internacional para que a ordem das provas da canoagem de velocidade fossem alteradas. A mudança favoreceu a participação do baiano no C1 200 m, no C1 1.000 m e no C2 1.000 m, possibilitando a disputa de três medalhas.
5 – RIO DE RECORDES
Nos Jogos do Rio, Isaquias já conseguiu uma prata no C1 1.000 m e um bronze no C1 200 m. Com isso, ele se igualou aos atiradores Guilherme Paraense e Afrânio da Costa (1920) e os nadadores Gustavo Borges (1996) e Cesar Cielo (2008), como únicos a conquistarem duas medalhas na mesma Olimpíada. Caso ele e Erlon subam ao pódio no C2 1.000 m, neste sábado, o baiano é protagonista: ele se tornará o único com três medalhas.
ISAQUIAS FAZ SUA ÚLTIMA PROVA NO RIO DE JANEIRO
A dupla Isaquias Queiroz e Erlon Souza avançou na primeira posição para a final da prova C2 1.000 m, que ocorrerá na manhã deste sábado (20), às 9h20. O tempo registrado (3min33s269), porém, não lhes agradou. “Tentamos fazer uma prova limpa, mas tinha muito vento e onda”, afirmou Isaquias.
Entrou em um Projeto social?
Seguindo o desejo dos coxinhas/trouxinhas ele nunca seria medalhista.
Parabéns. Para o melhor medalhista do Brasil . Em uma só olimpíadas.