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Controvérsia cósmica: Universo pode estar se expandindo mais rápido do que foi calculado

Por interino

Existe uma crise em ebulição no cosmos ou, talvez, na comunidade cosmológica. Para alguns astrônomos, o universo estaria se expandindo rápido demais.

Medições recentes das distâncias e velocidades de galáxias longínquas não concordam com o “modelo padrão” do cosmo, conquistado a duras penas e prevalente nas últimas duas décadas.

O resultado mais recente mostra uma discrepância de 9% no valor da constante de Hubble, um número muito procurado que descreve a velocidade de expansão do universo. Só que em uma demonstração de quão exata os cosmólogos pensam que sua ciência se tornou, essa pequena disparidade estimulou um debate sobre o quanto conhecemos acerca do cosmos.

“Se for real, vamos aprender uma física nova”, diz Wendy Freedman, da Universidade de Chicago, que passou a maior parte da carreira mapeando o tamanho e o crescimento do universo.

A constante de Hubble, que leva esse nome por causa de Edwin Hubble, astrônomo dos observatórios de Mount Wilson e Carnegie que descobriu que o universo está em expansão, sempre animou os astrônomos. Num universo em expansão, quanto mais longe algo está de você, mais rápido ele se afasta. A constante de Hubble diz o quanto.
Porém, efetuar essa medição exige adivinhar as distâncias das luzes no céu – estrelas e galáxias inteiras que nunca poderemos visitar nem recriar em laboratório. Desde a época de Hubble, a estratégia tem sido achar as “velas padrão”, estrelas ou galáxias cujas distâncias podem ser calculadas pela intensidade de seu brilho em relação ao planeta Terra.

Só que essas referências em si precisam ser calibradas, o que levou a uma cadeia frágil de hipóteses e medições na qual pequenos erros e discordâncias – por exemplo, sobre quanta poeira interfere na observação – podem tomar proporções cósmicas. Há apenas três décadas, astrônomos renomados não chegavam a um consenso se o universo tinha dez bilhões ou 20 bilhões de anos. Agora, todos concordam que sua idade é de cerca de 13,8 bilhões de anos.

Usando uma nova geração de instrumentos como o Telescópio Espacial Hubble, os astrônomos têm diminuído continuamente a incerteza da constante de Hubble.

Chegando perto

Imagem do telescópio Hubble, da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), mostra um grupo de galáxias interagindo, o chamado Arp 273

Em 2001, uma equipe liberada por Freedman informou um valor de 72 quilômetros por segundo por megaparsec (perto de 3,3 milhões de anos-luz), nas unidades mastodônticas que os astrônomos preferem. O dado significava que a cada 3,3 milhões de anos-luz que uma galáxia se afastava de nós, ela se movia 72 quilômetros por segundo mais rapidamente.
A estimativa original de Hubble era muito mais alta – 500 nas mesmas unidades de medição.

O resultado de Freedman tinha uma margem de erro que o deixava alegremente constante com outros cálculos mais indiretos, que obtiveram um valor levemente menor de 67 para a constante de Hubble. Esses outros cálculos derivam de estudos das micro-ondas emitidas e ainda vibrando no céu desde a primeira bola de fogo do Big Bang.

Por causa disso, nos últimos anos, os astrônomos criaram uma receita para o universo que é tão negro e decadente quanto um pedaço de bolo de chocolate meio amargo. O universo é composto de aproximadamente cinco por cento de matéria atômica por peso, 27 por cento da misteriosa matéria escura e 68 por cento da ainda mais misteriosa energia escura que acelera a expansão cósmica. Não faz mal que não saibamos exatamente o que é essa coisa escura. Os astrônomos têm uma boa teoria sobre como o universo se comporta, o que lhes permitiu contar uma história plausível sobre como o universo evoluiu desde quanto tinha um trilionésimo de segundo de idade até agora.

Mas agora a precisão do Hubble ficou aparentemente melhor, e o universo pode novamente ter problemas.

Em meados do ano passado, uma equipe chefiada por Adam Riess, da Universidade Johns Hopkins, e o Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, usando o Telescópio Espacial Hubble e o gigantesco Telescópio Keck, em Mauna Kea, Havaí, e as explosões de supernovas como marcadores definitivos de distâncias, chegaram a um valor de 73, mais ou menos 2,4 por cento, para aquela constante evasiva.

Isso teve efeitos porque, se fosse verdade, a constante de Hubble como observada hoje era claramente incompatível com o resultado do valor menor e mais baixo de 67, calculado a partir de dados obtidos, em 2013, pela sonda europeia Planck a partir da radiação cósmica de fundo do Big Bang. As observações da missão Planck que mostram o universo quando ele tinha somente 380 mil anos são consideradas o padrão de excelência da cosmologia.

O fato de a receita cósmica padrão poder agora ser modificada – por exemplo, para levar em conta uma nova espécie de partículas subatômicas circulando pelo espaço por causa do Big Bang – depende da pessoa com quem se fala. Há quem diga ser cedo demais para se animar com a nova física esgueirando-se por uma discrepância tão pequena em um campo famoso pela controvérsia. Com mais dados e melhor compreensão das incertezas estatísticas, há quem diga que a discrepância pode desaparecer.

“Nenhuma explicação que eu conheça é menos feia do que o problema”, afirma Lawrence M. Krauss, teórico da Universidade Estadual do Arizona.

Para outros, este pode ser o começo de algo grande. David Spergel, cosmólogo da Universidade Princeton e da Fundação Simons, chamou a discrepância de “muito intrigante”, mas não se disse convencido de que esse seria o sinal de uma física nova. Para Michael S. Turner, da Universidade de Chicago, “se a discrepância for real, este pode ser o rompimento do atual modelo padrão altamente bem-sucedido da cosmologia e justamente o que a geração mais jovem deseja – uma chance para grandes descobertas, novos insights e revoluções”.

Riess e o colega Stefano Casertano conseguiram praticamente a mesma resposta de 73 em meados do ano passado, fortalecendo a afirmativa de incompatibilidade das constantes de Hubble. Eles utilizaram dados anteriores da sonda europeia Gaia, que está medindo as distâncias de mais de um bilhão de estrelas por triangulação, permitindo assim aos astrônomos saltar alguns dos patamares inferiores da escala de distância.

Eles calcularam que a probabilidade de essa discrepância ser um acaso estatístico era inferior a uma parte em cem – o que pode ser bom no pôquer, mas não na física, que exige probabilidades de menos de um em um milhão para fundamentar a afirmativa de uma descoberta.

“Acho que isso tem o potencial de ser um tema sério. Nessa linha de pesquisa, o diabo está nos detalhes. E depois que os detalhes são corrigidos, ficamos com um grande quebra-cabeça”, afirma Alex Filippenko, astrônomo da Universidade da Califórnia que faz parte da equipe.

George Efstathiou, da Universidade de Cambridge, e um dos líderes da missão Planck responsável pela análise cosmológica, acredita que Riess e equipe subestimaram os erros em sua medição.

“Assim, em resumo, eu acho que os resultados da Planck são seguros”, ele afirma. Referindo-se aos outros astrônomos, “eles podem estar certos e nós temos de modificar o modelo padrão, mas a prova me parece fraca”.

Riess e colegas, entretanto, defendem seu trabalho, e a coisa se complicou ainda mais em dezembro, quando o grupo H0LiCOW (não pergunte por que) do Instituto Max Planck para Astrofísica, em Garching, Alemanha, anunciou um valor de 72 para a constante de Hubble, também inconsistente com a análise da missão espacial Planck.

Chefiados por Sherry Suyu, do Max Planck, o grupo mensurou os raios de luz de cinco quasares cintilantes enquanto seguiam diferentes caminhos ao redor de galáxias maciças lá do espaço sideral até nós. Segundo eles, a técnica depende somente da geometria e da teoria da gravidade de Einstein, da relatividade geral, tornando-a independente de outras suposições a respeito de poeira ou da composição dos astros.

No ano passado, o Levantamento Espectroscópico da Oscilação dos Bárions (Boss, na sigla em inglês), definiu a constante de Hubble em 68, baseado em como 1,5 milhão de galáxias estavam aglomeradas no espaço e no tempo, mas ele empregou dados das micro-ondas cósmicas de fundo para calibrar.

E agora?

Para Riess, existe espaço para interpretações, e tanto os resultados modernos quanto os antigos podem estar corretos, pois o Planck mede a constante de Hubble de forma indireta como um dos vários parâmetros no modelo padrão do universo. Outros parâmetros podem ser ajustados.

É aí que a nova física pode surgir.

Segundo Riess, os candidatos mais prováveis a preencher a lacuna podem ser a nova forma das partículas fantasmas chamadas neutrinos, conhecidas por serem abundantes no cosmos. Os neutrinos são de três tipos, e podem se transformar uns nos outros enquanto viajam pelo espaço; físicos sugeriram a possibilidade de haver um quarto tipo, os neutrinos estéreis, que não interagem com nada.

A descoberta poderia abrir novos campos na física de partículas e, talvez, lançar luzes, por assim dizer, na busca pela compreensão da matéria escura que inunda o espaço e dá sustentação gravitacional às galáxias.

Outra possibilidade é que a mais popular versão da energia escura – conhecida como constante cosmológica, inventada por Einstein cem anos atrás e, depois, rejeitada como uma gafe – pode ter que ser substituída no modelo cosmológico por uma forma mais virulenta e controversa conhecida como energia fantasma, que poderia fazer o universo se expandir com tanta rapidez que até os átomos seriam rasgados em uma Grande Ruptura, daqui a bilhões de anos.

“Essa é uma tensão muito interessante”, diz Riess. “É por isso que jogamos esse jogo. Procuramos algo que não se encaixa.”

Ainda segundo ele, “pistas sobre o setor escuro ou sobre a física fundamental estão em jogo”.

Esta é a era da “cosmologia da precisão” e embora todos concordem que ainda é cedo demais para saber, a avalanche de dados de Gaia e do futuro telescópio espacial James Webb só está começando, assegura Freedman. Ela espera que, nos próximos anos, a constante de Hubble possa ser medida com uma exatidão de um por cento.

“É isso o que deixa tudo interessante – o fato de ser factível; e muito trabalho está sendo realizado agora que nos permitirá resolver a questão nos próximos anos. É isso que nos faz querer trabalhar novamente com a questão”, diz ela.

Segundo Freedman, a situação se parece com a do final da década de 1990, quando as distâncias discrepantes para explosões de supernovas longínquas levaram à descoberta de que a expansão do universo estava acelerando sob a influência da energia escura. Riess ganhou um Prêmio Nobel por sua participação nessa pesquisa, e a energia escura conquistou seu lugar na ortodoxia cósmica.

“Não chega a ser um ‘déjà vu’, mas é engraçado que sempre que meus colegas e eu olhamos o universo contemporâneo com nossos equipamentos para medir velocidade, ele se expande rápido demais para as expectativas contemporâneas”, afirma ele.

UOL

 

Opinião dos leitores

  1. Vai se expandir até converter toda energia em matéria e não sobrar mais nenhuma luz no universo, só que nesse momento eu já terei voltado a ser pó a milênios.

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ALERTA: Estudo relaciona remédios para emagrecer a depressão e pensamentos suicidas

 

 

 

Foto: Reprodução

Um estudo publicado na revista científica sul-coreana Korean Journal of Family Practice encontrou associação entre o uso de medicamentos prescritos para emagrecer e maiores chances de sintomas depressivos e pensamentos suicidas. A pesquisa, porém, não estabelece relação de causa e efeito e não avaliou especificamente as chamadas canetas emagrecedoras da classe GLP-1.

O levantamento analisou dados de 27.741 adultos na Coreia do Sul, dos quais 846 relataram uso de medicamentos para perder ou manter peso. Entre os usuários, 22,1% apresentaram sintomas depressivos, contra 11,4% entre quem não utilizava esses remédios. Pensamentos suicidas foram relatados por 9,9% dos usuários e 4,5% dos não usuários.

Após ajustes por fatores como idade, sexo, renda, escolaridade e estado civil, os pesquisadores identificaram entre os usuários chance 93% maior de sintomas depressivos e 2,68 vezes maior de pensamentos suicidas. Também houve associação com procura por aconselhamento de saúde mental, planejamento e tentativa de suicídio.

O estudo apontou ainda relação entre reganho de peso e problemas de saúde mental. Entre participantes que recuperaram 10 kg ou mais, a chance de relatar pensamentos suicidas foi 3,67 vezes maior na comparação com aqueles que ganharam entre 3 kg e menos de 6 kg.

Os próprios pesquisadores destacam limitações importantes: o estudo é observacional e transversal, não identificou quais medicamentos foram utilizados e não permite concluir que os remédios provoquem depressão ou comportamentos suicidas. Novos estudos serão necessários para investigar a relação.

Com informações do Metrópoles

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Flávio modera críticas ao STF com empresários, mas endurece nas ruas e pede impeachment de Moraes

Foto: Rebeca Ligabue/Metrópoles

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem adotado tons diferentes sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) de acordo com o público. Em encontro com empresários e banqueiros, evitou falar em impeachment de ministros. Dias depois, no 7 de Setembro, voltou aos ataques contra Alexandre de Moraes e defendeu a saída do ministro da Corte.

Em jantar com integrantes do mercado financeiro, em 27 de agosto, Flávio afirmou que a crise entre os Poderes deveria ser resolvida pela política e defendeu “virar a página, sem revanchismos”. O encontro ocorreu em meio à reaproximação do candidato com setores do mercado, após o desgaste provocado pelas revelações sobre sua relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

O discurso mudou no ato de 7 de Setembro, na Avenida Paulista. Diante de apoiadores, Flávio chamou Moraes de “laranja podre”, afirmou que o ministro “vai cair” e defendeu seu impeachment. “Temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes”, disse.

A pauta contra o Supremo ganhou força após a crise entre Moraes e André Mendonça nas investigações do caso Master. O PL também colocou o Senado no centro da estratégia eleitoral: Flávio anunciou apoio a 47 candidatos à Casa, que terá 54 das 81 cadeiras em disputa neste ano.

O objetivo é ampliar a bancada a partir de 2027. Cabe ao Senado analisar pedidos de impeachment de ministros do STF e aprovar ou rejeitar indicações presidenciais para a Corte.

Com informações do Metrópoles

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AGORA VAI? Após anos de atraso, Governo do Estado retoma obra do Centro de Treinamento de Queimados do Walfredo Gurgel

 José Aldenir/O Correio de Hoje

O Governo do Rio Grande do Norte assinou a ordem de serviço para retomar, na última segunda-feira (14), a reforma e modernização do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Complexo Hospitalar Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. O investimento totaliza R$ 2.053.359,30, com recursos garantidos no orçamento do Fundo de Saúde estadual por meio de convênio e verbas ordinárias.

A reforma do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Walfredo Gurgel tinha recursos previstos desde 2019, mas só começou efetivamente em junho de 2024. Desde então, a obra ficou travada com apenas 2,33% de execução. Agora, depois de anos de atraso, o titular da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), Alexandre Motta, anunciou a retomada da reforma.

A execução dos serviços ficou a cargo da HB Engenharia Ltda., selecionada por dispensa emergencial de licitação após impasses contratuais com gestões anteriores. O contrato tem vigência de 210 dias, enquanto o prazo estipulado para a conclusão da obra é de 150 dias corridos a partir da emissão da ordem de serviço.

Inaugurado em 2006, o CTQ é a única referência especializada no atendimento a pacientes com queimaduras em todo o estado, atendendo tanto a rede pública quanto a privada. A requalificação havia tido início em agosto de 2024, com previsão inicial de entrega em seis meses, mas sofreu paralisações devido a problemas com empresas anteriores.

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SESSÃO HISTÓRICA: STF decide nesta terça se investigará Alexandre de Moraes no Caso Master


Breno Esaki/Metrópoles

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (15), a partir das 10h, uma sessão extraordinária de plenário para decidir sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Caso Master. O procedimento ocorre após relatório da Polícia Federal apontar 52 mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao magistrado (sem indicação das respostas).

Antes de entrar no mérito, a Corte deve analisar questões de ordem e votações preliminares referentes ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório da PF produzido a partir de uma solicitação do ministro André Mendonça. Caso as preliminares sejam negadas, o plenário prossegue para a pauta principal sobre a investigação de Moraes. A análise específica da conduta de Mendonça, contudo, está agendada separadamente para o dia 23 de setembro.

Dilema do quórum e impedimentos

Um dos principais impasses nos bastidores envolve a definição de quem poderá votar na sessão. O ministro Dias Toffoli já havia se declarado suspeito em investigações do Caso Master no início do ano e precisa se pronunciar novamente. A participação de Alexandre de Moraes e André Mendonça é discutida nos bastidos e, no caso específico de Moraes, ele chegou a ser aconselhado a colegas a não integrar a sessão. Como o STF hoje tem 10 ministros, seriam sete magistrados aptos a se pronunciar, se os três não puderem.

Com informações do Metrópoles

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Economista da equipe de Flávio Bolsonaro projeta corte de impostos e contas no azul em eventual governo


Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), apresentou propostas centrais para um eventual governo do candidato. Entre as principais medidas anunciadas estão a reversão de impostos criados ou aumentados durante a gestão de Fernando Haddad e a eliminação de mais de mil normas burocráticas.

Inspirada pela gestão do presidente argentino Javier Milei, a possível ministra do eventual governo de Flávio Bolsonaro indicou que a equipe econômica mapeou obrigações e normas consideradas excessivas para desatar nós burocráticos do país.

No campo fiscal, Marques enfatizou que o foco de uma futura administração será colocar as contas públicas no azul. Para ela, a responsabilidade com o orçamento é o único caminho para permitir que o Banco Central reduza os juros de forma sustentável. “Quem não cuida das contas não cuida das pessoas. Então a gente vai focar em botar as contas no azul, para que se permita que haja redução de juros no Brasil.”

A coordenadora também reforçou o respeito à autonomia técnica do Banco Central, atualmente liderado por Gabriel Galípolo, destacando que a independência da instituição é vital contra a inflação, descrita por ela como o imposto mais cruel para a população de baixa renda. Na mesma linha, criticou a gestão econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando-a como irresponsável diante de desafios matemáticos das contas públicas.

Questionada a respeito de cortes de gastos, Marques assegurou que programas sociais serão preservados. A economista explicou que um eventual governo de Flávio vai concentrar esforços para o enxugamento da máquina pública, direcionando exclusivamente ao combate a privilégios e à revisão de incentivos e subsídios tributários.

Com informações de O Globo

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Caravana 22 toma conta da Zona Oeste de Natal e mobiliza moradores de Cidade Nova e Felipe Camarão


Divulgação / Campanha

A Caravana 22 tomou conta da Zona Oeste de Natal no final da tarde e início da noite desta segunda-feira. A mobilização percorreu os bairros de Cidade Nova e Felipe Camarão e foi recebida de braços abertos pela população, em uma demonstração de carinho, confiança e apoio à candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Rio Grande do Norte.

Por onde passou, Álvaro recebeu manifestações de apoio dos moradores, em uma mobilização marcada pela proximidade com a população. O candidato esteve acompanhado do vice na chapa, Babá Pereira; da vice-prefeita de Natal, Joanna Guerra; dos vereadores Preto Aquino, Daniel Santiago, Luciano Nascimento e Subtenente Eliabe; do candidato a deputado estadual Léo Souza; e do secretário municipal de Infraestrutura de Natal, Felipe Alves.

Durante a passagem pelos bairros, Álvaro defendeu a retomada do desenvolvimento do Estado e criticou a atual gestão. “Precisamos reencontrar os caminhos do desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Precisamos de um governador que coloque a ordem na casa. Já fizemos muito por Natal e agora vamos fazer pelo RN. Vamos endireitar o Estado”, afirmou.

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[VÍDEO] Álvaro Dias defende investigação contra Alexandre Moraes


Reprodução / Redes Sociais

O ex-prefeito de Natal e candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), defendeu nesta segunda-feira (14), em entrevista ao jornalista Renato Cunha Lima, a investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

“Eu entendo que é um fato muito grave, é um fato inédito, nunca aconteceu, nunca ocorreu isso no nosso país. E o ministro Alexandre Morais precisa ser investigado. Qualquer cidadão, qualquer autoridade que tenha as suspeitas que estão recaindo hoje sobre o ministro Alexandre Morais precisa e deve ser investigado. As coisas têm de vir público da forma mais transparente, clara e limpa possível”, disse Álvaro Dias. 

A declaração levanta o questionamento sobre a disposição dos demais candidatos em também manifestarem publicamente suas posições acerca da abertura de investigação que será deliberada nesta terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF).

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[VÍDEO] EDUARDO OINEGUE: O STF vai entrar para história colocando Moraes para correr ou passando vergonha?


Reprodução / BandNews

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (15) uma sessão crucial para analisar as decisões tomadas pelo ministro André Mendonça no âmbito da investigação que envolve o Banco Master. O caso ganhou repercussão devido a um contrato de R$ 130 milhões estabelecido entre a instituição financeira e o escritório de advocacia pertencente à esposa do ministro Alexandre de Moraes e virou pauta do comentário de Eduardo Oinegue, na Band News.

“Vamos imaginar que o STF põem Alexandre de Moraes para correr. Vamos imaginar que seja esse o desfecho da sessão que começa nesta terça e que será histórica. A gente só não sabe como ela vai entrar para a história, como um episódio de orgulho ou um momento vergonhoso do supremo. Porque não dá pra achar normal que um escritório da mulher de um ministro da mais alta Corte feche um contrato de R$ 130 milhões com o dono do Banco Master que corrompeu todo mundo e diga que essa dinheirama era pra cuidar de Complaice”, comentou o apresentador.

Durante a plenária, a Corte avaliará múltiplos aspectos processuais, incluindo a legalidade das diligências ordenadas por Mendonça, o teor do relatório elaborado pela Polícia Federal e os desdobramentos da continuidade das investigações após a menção ao ministro Alexandre de Moraes. Além disso, o plenário poderá debater se há materialidade suficiente para fundamentar a investigação de um magistrado da mais alta Corte, bem como a eventual necessidade de seu afastamento das funções durante o andamento do processo.

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SINAL VERMELHO: Campanha de Lula sofre pressão após Quaest mostrar avanço de Flávio Bolsonaro na reta final


Foto: Evaristo Sa/AFP

A nova a pesquisa de intenção de votos da Quaest divulgada na manhã desta segunda-feira (14), gerou forte repercussão na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), trazendo críticas internas a uma “atuação analógica” da equipe governista. O que mais alarmou o entorno petista foi o crescimento de dez pontos percentuais de Flávio Bolsonaro (PL) na faixa de eleitores que ganham de dois a cinco salários mínimos. Além disso, o eleitorado feminino tem demonstrado maior abertura para o candidato do PL, enquanto o segundo turno aponta um empate técnico com vantagem numérica absoluta para a oposição.

A estratégia da campanha de Lula tem sido considerada ultrapassada por aliados e governistas. O modelo tradicional, mantido por preferência do próprio presidente, não tem gerado o impacto esperado, especialmente após a pesquisa capturar os reflexos das novas informações relacionadas ao Banco Master. O objetivo nos bastidores não é a busca por culpados, mas sim a realização de uma guinada estratégica na reta final que antecede a votação.

O cenário atual tem sido comparado por interlocutores ao pleito de 2018, quando Jair Bolsonaro saiu vitorioso com ampla vantagem no uso das plataformas digitais. Enquanto o governo aposta na divulgação de fatos e dados concretos, a oposição tem se destacado pelo domínio de narrativas.

Outro ponto de destaque apontado pelo levantamento da Quaest é que a principal preocupação do eleitorado passou a ser a violência. A corrupção subiu para o segundo lugar nas apreensões populares após os desdobramentos da crise institucional envolvendo o STF, embora a tentativa de associar o desgaste ao candidato do PL não tenha surtido o efeito esperado pela cúpula petista.

Com informações do Estadão

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[VÍDEO] WAACK: O STF consegue julgar a si mesmo?


Reprodução / CNN Brasil

O jornalista William Waack comentou nesta segunda-feira (14), em seu programa na CNN Brasil, a crise de confiança enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em meio as investigações do Banco Master e citou uma velha frase da política para retratar o caso. “O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente”.

Ao citar essa frase, o comentarista apontou que o STF deixou de ser uma Corte constitucional para ser converter no ‘clube de muita gente poderosa’. Para o jornalista, o Brasil vive uma etapa de acelerada dissolução dos equilíbrios entre os poderes da República, processo que chega a um momento crítico.

Wacack disse que o julgamento em pauta não envolvia apenas o destino individual de um de seus integrantes, o ministro Alexandre de Moraes, mas colocava em xeque o próprio órgão de poder perante a opinião pública.

“Seja o que for que aconteça daqui a 12h na sessão desta terça-feira, o STF não mais será o que foi. É fortíssima a pressão externa por reforma judicial, como por exemplo, mandatos para o ministro. O que seja que vai acontecer, neste momento é imprevisível. Depende das próximas eleições, do comportamento de lideranças e do famoso clamor popular”, disse Waack.

Opinião dos leitores

  1. Dependendo da condução ou resultado desse julgamento de Moraes, então o Supremo melhora a sua imagem ou enterra de vez a sua reputação. A sociedade também faz o seu julgamento.

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