Política

Convenções partidárias para escolha dos candidatos começam na próxima terça

A partir da próxima terça-feira (10) até o dia 30 de junho, os partidos políticos com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderão realizar convenções destinadas à deliberação sobre coligações e à escolha de candidatos para as Eleições Gerais de 2014. As regras estão previstas na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997).

As convenções partidárias são reuniões dos filiados a uma legenda para a deliberação de assuntos de seu interesse. Elas devem ser realizadas em conformidade com as normas estatutárias da agremiação, uma vez que a Constituição Federal e a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995) asseguram às legendas autonomia para definir sua estrutura interna, sua organização e seu funcionamento.

As convenções partidárias de caráter não eleitoral ocorrem a qualquer tempo. Já as convenções para a escolha de candidatos e a formação de coligações devem ser realizadas de 10 a 30 de junho do ano da eleição, de acordo com o art. 8º da Lei 9.504. Para as eleições deste ano, serão escolhidos durante as convenções os candidatos aos cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal e deputado estadual/distrital.

Para a realização das convenções de caráter eleitoral, os partidos poderão usar gratuitamente prédios públicos, responsabilizando-se por danos causados com a realização do evento, devendo comunicar por escrito ao responsável pelo local, com antecedência mínima de 72 horas, a intenção de ali realizar a convenção.

A partir do dia 1º de julho, será suspensa a veiculação da propaganda partidária gratuita prevista na Lei 9.096 e não será permitido nenhum tipo de propaganda política paga no rádio e na televisão. Também será vedado às emissoras de rádio e TV, entre outros: transmitir imagens de realização de pesquisa ou consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados; veicular propaganda política, dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação; veicular qualquer programa com alusão ou crítica a candidato ou partido, exceto programas jornalísticos ou debates; e divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção.

Registro de candidatura

Cinco de julho é o último dia para os partidos políticos e coligações apresentarem no Tribunal Superior Eleitoral, até as 19h, o requerimento de registro de candidatos a presidente e vice-presidente da República. O prazo também vale para a apresentação, aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), dos requerimentos de registros de candidatos a governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal e deputado estadual ou distrital.

O pedido de registro de candidatura deverá ser apresentado obrigatoriamente em meio magnético gerado pelo Sistema de Candidaturas (CANDex), desenvolvido pelo TSE, acompanhado das vias impressas dos formulários Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap) e Requerimento de Registro de Candidatura (RRC), emitidos pelo sistema e assinados pelos requerentes.

O RRC conterá as seguintes informações: autorização do candidato; número de fac-símile no qual o candidato receberá intimações, notificações e comunicados da Justiça Eleitoral; endereço no qual o candidato poderá eventualmente receber intimações, notificações e comunicados da Justiça Eleitoral; dados pessoais (título de eleitor, nome completo, data de nascimento, unidade da Federação e município de nascimento, nacionalidade, sexo, cor ou raça, estado civil, ocupação, número da carteira de identidade com o órgão expedidor e a unidade da Federação, número de registro no CPF, endereço completo e números de telefone); e dados do candidato (partido, cargo pleiteado, número do candidato, nome para a urna eletrônica, se é candidato à reeleição, qual cargo eletivo ocupa e a quais eleições já concorreu).

O formulário RRC deverá ser apresentado com os seguintes documentos: declaração atual de bens, preenchida no Sistema CANDex e assinada pelo candidato; certidões criminais fornecidas pela Justiça Federal e pela Justiça Estadual ou do DF ou pelos tribunais competentes, quando os candidatos gozarem de foro especial; fotografia recente do candidato, obrigatoriamente em formato digital e anexada ao CANDex; comprovante de escolaridade; prova de desincompatibilização, quando for o caso; propostas defendidas pelos candidatos a presidente da República e a governador; e cópia de documento oficial de identificação.

De acordo com o Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) e a Lei de Inelegibilidades (Lei Complementar n° 64/1990), “qualquer cidadão pode pretender investidura em cargo eletivo, respeitadas as condições constitucionais e legais de elegibilidade e incompatibilidade, desde que não incida em quaisquer das causas de inelegibilidade”.

Conforme a Constituição Federal de 1988, são condições de elegibilidade a nacionalidade brasileira, o pleno exercício dos direitos políticos, o alistamento eleitoral, o domicílio eleitoral na circunscrição, a filiação partidária e a idade mínima para cada cargo, verificada na data da posse (35 anos para presidente, vice-presidente e senador; 30 anos para governador e vice; e 21 anos para deputado federal, estadual ou distrital).

Mais informações sobre as convenções partidárias e o registro de candidatos podem ser consultadas na Resolução nº 23.405 do TSE. Clique aqui para acessar a íntegra da norma.

LC/DB

Fonte: TSE

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Polícia

Casal é preso em flagrante por estelionato após aplicar golpes em farmácias da Grande Natal

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A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (23), um homem de 21 anos e uma mulher de 18 anos, suspeitos dos crimes de estelionato e fraude eletrônica, no bairro Nova Esperança, em Parnamirim/RN.

De acordo com as investigações, o casal é suspeito de aplicar golpes contra farmácias e outros estabelecimentos comerciais da Grande Natal. O esquema consistia na realização de pedidos de produtos, principalmente artigos infantis, mediante o envio de comprovantes bancários falsos gerados por aplicativo, simulando o pagamento das compras.

Após a comunicação de uma nova tentativa de golpe em um estabelecimento comercial de Macaíba, as equipes iniciaram diligências e acompanharam a entrega da mercadoria. A abordagem ocorreu no momento em que a suspeita recebia os produtos em uma residência localizada em Parnamirim.

Durante as buscas, os policiais apreenderam diversos produtos obtidos por meio das fraudes, entre eles fraldas descartáveis, latas de leite em pó, lenços umedecidos, pomadas, sabonetes líquidos, shampoos, artigos de enxoval, um nebulizador, aparelhos celulares e dinheiro em espécie.

Ainda durante as diligências, o segundo suspeito foi localizado em seu local de trabalho e preso.

Os suspeitos foram conduzidos à unidade policial para os procedimentos legais e, posteriormente, encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

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Denúncia

Pacientes transplantados denunciam falta de ciclosporina no RN e pedem providências urgentes

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Foto: Divulgação 

Na manhã desta sexta-feira (24), o BLOGDOBG recebeu um apelo da Associação Humanização e Apoio aos Transplantados de Medula Óssea do Rio Grande do Norte (HATMO RN) denunciando a falta de ciclosporina na rede pública de saúde do estado.

Segundo a entidade, o medicamento, indispensável para evitar a rejeição da medula óssea após o transplante, está em falta em todas as suas apresentações: cápsulas de 25 mg, 50 mg e 100 mg, além da versão em xarope.

A HATMO RN alerta que a ausência da medicação coloca em risco a vida de pacientes transplantados, já que a ciclosporina é essencial para o sucesso do tratamento e para evitar complicações graves decorrentes da rejeição da medula.

Em um post divulgado nas redes sociais, a associação faz um apelo às autoridades de saúde. “Essa caixa não deveria estar vazia. Ela deveria estar cheia de ciclosporina. O remédio que mantém um transplantado de medula óssea vivo”.

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Jornalismo

OPINIÃO: Arminio Fraga: “O quadro é desastroso”

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Foto: Reprodução 

Ex-presidente do Banco Central, um dos economistas mais respeitados do Brasil e com grande trânsito no exterior (foi convidado no início de julho por Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, para coordenar o grupo de trabalho que revisará a comunicação da instituição americana), Arminio Fraga não esconde a preocupação com o país. Os mais de 80 milhões de brasileiros inadimplentes e as dificuldades das empresas em rolar dívidas são sintomas de problemas no mercado de crédito que costumam anteceder a períodos recessivos. “O próprio governo encurta o perfil de sua dívida, o que é um sinal claríssimo de que a situação está difícil”, diz. De acordo com Fraga, que é CEO e sócio-fundador da Gávea Investimentos, o presidente Lula é um dos responsáveis pelos problemas. “Dizem que já temos austeridade fiscal demais, mas que austeridade é essa que fez a dívida pública crescer?”, questiona o economista, para quem cortar os gastos requer um compromisso dos três Poderes.

Qual é o aspecto econômico que melhor representa o terceiro mandato de Lula? As estatísticas de emprego e de crescimento foram boas até agora, mas os ingredientes para que o Brasil possa crescer a um ritmo mais acelerado e sustentável ainda não foram acionados. A taxa de investimento continua muito baixa. Sem isso e sem ganhos de produtividade, o país não vai andar. Nesse meio-tempo, as fragilidades da economia estão crescendo.

Que fragilidades são essas? A situação fiscal é bastante grave. Embora o governo tenha criado o arcabouço fiscal, chutou o pau da barraca logo de cara e os resultados estão aí. Em termos médicos, o Brasil está com uma baita febre, representada pelo fato de o país pagar uma taxa muito alta de juro para tomar dinheiro emprestado. Esse “febrão” não pode ser confundido com questões de curto prazo, cíclicas ou de inflação, porque os juros de longo prazo também estão altíssimos. Desde 1994, o crescimento per capita do Brasil foi de 1,3%, que é muito modesto, para não dizer medíocre.

“A situação fiscal é bastante grave. Embora o governo tenha criado o arcabouço fiscal, chutou o pau da barraca logo de cara e os resultados estão aí, na forma de juros altos”

Como o desequilíbrio fiscal agrava esse quadro? Do lado fiscal, as metas que foram definidas no início do mandato nasceram modestas e não foram cumpridas. O fato é que a situação não é sustentável. O mercado de crédito também dá sinais muito preocupantes. Há, pelo menos, 80 milhões de pessoas inadimplentes. Muitas empresas que se endividaram utilizaram instrumentos de securitização e hoje têm dificuldades de rolar suas dívidas. O próprio governo está encurtando o perfil de sua dívida, o que é um sinal claríssimo de que a situação está difícil. Eu entendo que o governo não queira emitir papel de trinta anos pagando inflação mais 8% ao ano, mas, por outro lado, assim ele aumenta o risco de sua própria rolagem.

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Ainda que muitos problemas acompanhem o país há décadas, há também a resistência de Lula em cortar gastos. Diante disso, o que se pode prever de um eventual quarto mandato dele? O presidente mantém uma liderança relevante nas pesquisas e é o favorito hoje para vencer as eleições. A pergunta que deve ser feita é qual será o Lula que teremos em um quarto governo. Sei que é difícil para o presidente aceitar, mas há uma certa semelhança com o governo de Dilma Rousseff, quando foi feito um grande esforço para vencer a eleição, estourando as contas de uma maneira espetacular. A situação atual do Brasil requer muito mais um governo do estilo Lula 1, do que do Lula 3 ou da Dilma. Não tem como tapar o sol com a peneira.

Tudo indica que o adversário de Lula na eleição será o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O que se pode esperar de um eventual governo dele? O que se pode levar em conta é o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, que foi imensamente problemático, a começar pela própria questão da sobrevivência da democracia, para mim inegociável. Seu pai trouxe um economista liberal para o governo, mas ele próprio não é um liberal, nem do ponto de vista econômico, nem do político. Aquilo criou várias tensões que não podemos esquecer. Foi um governo que não apoiou vacinação, facilitou a venda de armas e munições e não esteve à altura dos desafios sociais do país.

Recentemente, o senhor afirmou que romper a polarização política é essencial para o país voltar a crescer. Há condições de surgir uma terceira via nesta eleição? Entre os nomes mais conhecidos, eu diria que os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema talvez pudessem oferecer respostas que contassem com o apoio do Congresso para tirar o Brasil dessa situação. Quero crer que um Congresso que, apesar de alguns traços ideológicos confusos, pode ser visto como de centro-direita se sentiria mais responsável pelo país ao trabalhar com um governo da mesma linha política.

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Em março, o senhor declarou apoio à pré-candidatura de Eduardo Leite, ex-governador do Rio Grande do Sul. Sem ele na corrida eleitoral, o senhor pretende apoiar outro nome? Não pretendo. Eu me expus muito nos últimos anos e não me arrependo. Sou partidário de procurar o melhor voto possível para o Brasil. Eu tenho votado na linha original do PSDB, onde eu a encontrar. Sou um pouco órfão daquele PSDB histórico, pois é o que representava a melhor chance de o país se desenvolver e oferecer mais oportunidade a todos. O governador Eduardo Leite certamente se apresentava nessa linha geral. O governador Caiado tem um histórico mais conservador, mas fez um governo de qualidade em Goiás. Pode ser uma boa opção.

Que temas econômicos estão travados pela polarização política e merecem um debate menos apaixonado e mais racional? É saudável haver um pêndulo político que oscile um pouco para o conservadorismo e, depois, para a esquerda, mas ele precisa ser curto. O Brasil é um país muito desigual, por isso é difícil construir soluções, e é natural que haja essa oscilação, mas o pêndulo não precisa ser uma bola de demolição. Há alguns grandes blocos de soluções para o país se desenvolver. O primeiro é promover uma reforma importante da previdência, hoje deficitária a perder de vista. Outro aspecto tem a ver com a qualidade do Estado. Nenhum país se desenvolve sem um Estado que funcione bem, que entregue serviços de qualidade à população. Daí vêm ganhos de produtividade e sociais. Um terceiro bloco são os gastos tributários. Quando se somam todos os subsídios e benefícios fiscais, incluindo os estaduais, em parte injustificáveis, chega-se a 9% do PIB. Não é possível que a gente não consiga cortar pelo menos uns 3 pontos percentuais disso. O Brasil precisa passar por uma boa peneirada, porque o quadro geral é desastroso. Uma verdadeira vergonha. Por outro lado, há muito espaço para melhorar em todas as áreas, o que viabilizaria um crescimento acelerado e inclusivo.

O senhor concorda com quem diz que, sem um forte ajuste fiscal, o Brasil para em 2027?Eu não diria que o país vai parar, mas pode ser até pior. Acho que podemos entrar em uma recessão. O mercado de crédito dá sinais preocupantes e, quando isso acontece, geralmente acaba mal. Se o pior cenário se materializar, não tem muita mágica que se possa fazer.

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Em que ponto o atual governo mais errou?Há quem diga que o Brasil já tem austeridade fiscal demais, mas que austeridade é essa que fez o gasto público sair de um quarto do PIB para um terço nos últimos quarenta anos? Não houve austeridade nenhuma. Faltou prioridade. Faltou encarar esses gastos e também os gastos tributários que levam o governo a renunciar a receitas. Hoje, alguém pode ser tributado em 8% e outra pessoa com a mesma renda, em 27%.

“Não descarto uma recessão em 2027. Por isso, tenho recomendado às empresas e às pessoas que tomem muito cuidado com as dívidas. Preservem o caixa e não peguem empréstimos”

Mas o senhor já trabalha, de fato, com um cenário de recessão no ano que vem?Trabalho, sim. Acho até provável. Por isso, tenho recomendado às empresas bastante cuidado com o endividamento. É preciso preservar o caixa. Às vezes, pessoas perplexas com o que estão vendo me perguntam o que fazer agora. Em geral, eu começo dizendo para não tomarem dinheiro emprestado. O empréstimo será um paliativo, mas o custo é fatal. Não o tome. É o ponto principal. Tente organizar a sua vida. Reconheço que, para uma parcela enorme da população, é impossível se planejar financeiramente, porque as pessoas vivem na linha d’água e qualquer problema as quebra. Mas, para quem pode, tome cuidado.

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Após o Plano Real, havia a sensação de que o Brasil enfim decolaria. Em que ponto o país perdeu o rumo? O Plano Real foi um marco. Na sequência, o país enfrentou algumas crises que revelaram problemas antes ocultos pela inflação. Houve a crise bancária, a crise fiscal e depois a crise cambial. Elas foram resolvidas antes do primeiro governo Lula, que enfrentou uma crise de desconfiança. Lula e o PT tiveram uma atuação excelente no primeiro mandato e superaram a crise. No meio do Lula 1, eu realmente achava que o Brasil daria certo, mas logo a coisa começou a se perder. A disciplina fiscal foi desaparecendo, ideias velhas e fracassadas foram recicladas. Por várias razões — algumas externas, como a pandemia —, o Brasil saiu dos trilhos e não voltou até agora. É um problema de natureza política. Não é um problema tecnocrático. A pergunta que me faz perder o sono é por que a gente não aprende com esses erros do passado?

Sendo um problema político, quanto o Legislativo, que também pressiona por mais gastos, e o Judiciário, que defende os penduricalhos, são responsáveis por essa situação crítica nas contas públicas? Em termos econômicos, os penduricalhos do Judiciário têm algum peso e, sobretudo, são um absurdo ético. Mas a maior responsabilidade cabe ao Executivo e ao Legislativo. Cortar os gastos requer um grau de negociação que tem se mostrado difícil, mas é um fato que, sem o Legislativo, isso não andará. O maestro dessa orquestra é o Executivo, mas não se pode atribuir a ele toda a responsabilidade.

O presidente da Argentina, Javier Milei, é o modelo de parte da direita e promoveu grandes cortes de gastos. Como o senhor o avalia? Ele encontrou um país destruído por oitenta anos de peronismo. O grande mérito de Milei foi encarar essa questão de frente, ainda que do jeito dele. Sua visão libertária da economia tem feito muito bem à Argentina. Parte de seu ajuste foi meio tosco, mas não tinha jeito. Havia muito o que fazer nesse caso. Não vejo nele nenhuma inclinação ditatorial, como apontam alguns críticos, e, por isso, torço muito para que dê certo. Seria muito bom.

Veja

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Economia

EUA taxam produtos brasileiros em até 37,5% a partir desta sexta (24) e atingem 3 mil itens

Foto: Reprodução

Os Estados Unidos começaram a aplicar nesta sexta-feira (24) uma nova tarifa sobre produtos brasileiros que pode elevar a tributação de algumas exportações para até 37,5%.

A sobretaxa de 12,5% anunciada pelo governo americano se soma à tarifa adicional de 25% aplicada na semana passada e atinge cerca de 3 mil produtos brasileiros.

Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), os itens afetados representam cerca de US$ 12,5 bilhões (aproximadamente R$ 63,7 bilhões) em exportações anuais para o mercado dos EUA.

A maior parte dessas vendas, cerca de 85,3%, passa a acumular as duas tarifas, chegando à cobrança adicional de 37,5% para entrar no mercado americano.

Entre os produtos atingidos está o etanol brasileiro, que ficou fora das listas de exceção divulgadas pelo governo dos Estados Unidos. Com isso, o combustível passa a enfrentar a alíquota máxima aplicada pelas novas medidas.

As tarifas fazem parte de investigações abertas pelo governo americano com base na Seção 301 do Trade Act de 1974, que avalia possíveis práticas comerciais consideradas desleais e questões relacionadas ao trabalho forçado em cadeias produtivas.

Os efeitos das medidas já aparecem nas exportações brasileiras. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que 20 dos 27 estados brasileiros tiveram queda nas vendas para os EUA no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Desde março de 2025, as exportações brasileiras para o mercado americano recuaram 13%, uma redução equivalente a cerca de US$ 2,6 bilhões.

Veja alguns dos produtos que terão tarifa de até 37,5%

  • Etanol: etanol de cana-de-açúcar (combustível), álcool etílico não desnaturado para uso industrial ou em bebidas e álcool etílico para produção de químicos.
  • Polpa solúvel de alta pureza: celulose de madeira para fabricação de fios têxteis (como rayon e viscose), polpa para a produção de celofane e derivados químicos de celulose para plásticos.
  • Máquinas agrícolas e de mineração: tratores agrícolas, colheitadeiras, semeadoras, escavadeiras para mineração, britadeiras e componentes de borracha específicos para esses maquinários.
  • Transformadores elétricos industriais: transformadores de potência para subestações elétricas, transformadores de distribuição urbana e equipamentos de infraestrutura para centros de dados de inteligência artificial.
  • Calçados: sapatos e botas com sola e parte superior de couro, calçados esportivos (tênis) e calçados de segurança industrial.
  • Móveis de madeira: mesas, cadeiras, armários e estantes de madeira de lei ou compensados, exceto assentos técnicos específicos para aeronaves.
  • Vestuário novo: camisas de algodão, calças jeans, peças de moda íntima novas, blusas sintéticas e casacos de inverno.
  • Pisos e rochas ornamentais: placas de granito polido, blocos de mármore trabalhados, quartzito para bancadas e pisos de madeira engenheirada.
  • Equipamentos eletrônicos: equipamentos eletrônicos para uso geral, infraestrutura industrial ou aplicações de consumo.

Entre os itens isentos das novas sobretaxas, estão:

  • aeronaves civis, motores e componentes aeronáuticos;
    produtos de aço e alumínio já tributados pela Seção 232;
  • ferro-gusa, pelotas de minério de ferro, sucata metálica e hidróxido de alumínio;
  • materiais informativos, como livros e filmes;
  • doações humanitárias e bagagem de uso pessoal;
  • alguns produtos agrícolas e florestais, como determinados tipos de madeira tropical, café solúvel não aromatizado, mel orgânico e cortes específicos de carne bovina.

 

 

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Geral

ALERTA EM NATAL: Asfalto afunda perto do Viaduto da Urbana e STTU isola trecho

Foto: Divulgação/STTU

A STTU identificou, durante monitoramento na madrugada desta sexta-feira (24), um afundamento no pavimento nas proximidades do Viaduto da Urbana, em Natal.

O trecho foi isolado e sinalizado pelos agentes para evitar riscos aos motoristas que passam pela região.

Segundo a secretaria, a Seinfra já foi comunicada para realizar os serviços necessários de manutenção no local.

A STTU informou que continua acompanhando a situação e orienta os condutores a redobrarem a atenção até a conclusão dos reparos.

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Política

GASTOS DE LULA: Medidas em ano eleitoral já somam R$ 256 bilhões, diz levantamento

Foto: Divulgação

Um levantamento da CNN Money aponta que medidas anunciadas ou colocadas em prática pelo governo Lula em 2026 já somam pelo menos R$ 256,9 bilhões em programas sociais, linhas de crédito e ações consideradas extraordinárias.

Segundo o levantamento, parte dos valores envolve medidas como ampliação de programas sociais, financiamentos e ações para enfrentar impactos externos, como a alta dos combustíveis e o tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Entre os maiores volumes estão o MOVE Motoristas, com previsão de R$ 30 bilhões em linhas de financiamento; a ampliação da isenção do Imposto de Renda, estimada em R$ 31 bilhões; o crédito consignado privado, com R$ 22,9 bilhões já liberados; e o novo modelo de crédito imobiliário, calculado em R$ 22,3 bilhões.

O levantamento também inclui iniciativas como o Plano Brasil Soberano, com R$ 15 bilhões para apoiar exportadores; o Gás do Povo, com previsão de R$ 5,1 bilhões; o saque complementar do FGTS, estimado em R$ 8,4 bilhões; e medidas para reduzir impactos da guerra no Oriente Médio, com custo potencial de R$ 16 bilhões.

A maior parte dos valores, segundo especialistas ouvidos pela CNN, envolve despesas financeiras ou extraorçamentárias, que não entram diretamente no limite de gastos do arcabouço fiscal nem no cálculo do resultado primário.

O diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, Marcus Pestana, afirmou que esse modelo gera debate entre economistas, pois os recursos poderiam, segundo ele, ser utilizados para reduzir a dívida pública.

O governo federal, por outro lado, afirma que as medidas possuem base legal, estão contabilizadas e passam por controle dos órgãos responsáveis. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, os programas podem gerar impactos positivos no emprego, renda e arrecadação.

Um estudo técnico da pasta aponta que parte dessas iniciativas pode contribuir com cerca de R$ 110 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB).

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Economia

ROMBO: Dívida do Brasil dispara quase R$ 1 trilhão em 6 meses e bate recorde histórico de R$ 10,6 trilhões

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A dívida pública brasileira teve forte alta nos primeiros seis meses de 2026, segundo análise do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, com base nos dados oficiais.

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) aumentou cerca de R$ 950 bilhões desde janeiro e chegou a R$ 10,6 trilhões, ultrapassando pela primeira vez essa marca na história.

O valor da dívida também cresceu em relação ao tamanho da economia. No início do ano, ela representava 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Em julho, passou a equivaler a 81,1% do PIB.

Outro indicador, a Dívida Pública Federal (DPF), que reúne os débitos emitidos pelo Tesouro Nacional, também subiu. O montante passou de R$ 8,3 trilhões para R$ 8,68 trilhões em apenas seis meses.

Na prática, segundo o levantamento, o governo emitiu cerca de R$ 404 bilhões em novos títulos públicos, valores que serão pagos futuramente pelo Tesouro Nacional.

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Geral

ANÁLISE: Estados governados pela esquerda têm maiores altas de violência contra mulheres, diz Cláudio Humberto

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O RN aparece com um dos maiores avanços nos números de homicídios de mulheres do Brasil, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, com informações referentes a 2025. O estado registrou alta de 61,8% no indicador, segundo análise divulgada pelo colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Na avaliação do colunista, estados governados pela esquerda concentram os piores resultados no levantamento quando o assunto é violência contra mulheres.

O Amapá, governado pelo esquerdista Clécio Luís (à época do Solidariedade, agora no União), aparece com a maior variação do país, com aumento de 347,7% na taxa de feminicídios.

Antes de se hospedar no União Brasil, Clécio Luís teve como lar o PT, por 16 anos; o Psol, outros 11 anos; e a Rede, mais 4 anos, escreveu o colunista. Ele destacou ainda que o Amapá também registrou crescimento de 198,5% nos homicídios de mulheres.

O RN, governado pela petista Fátima Bezerra, aparece em segundo lugar no ranking citado por Cláudio Humberto, com alta de 61,8% no número de homicídios de mulheres.

O levantamento também aponta o Ceará, governado por Elmano de Freitas (PT), com a maior taxa de homicídios de mulheres por 100 mil habitantes entre os estados analisados: 6,2, acima da média nacional de 3,2.

Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que reúne informações oficiais sobre criminalidade no país.

Opinião dos leitores

  1. Esquerda sempre foi isso, muito discurso e nada na prática. Promete o céu e entrega o inferno. Mas a esquerda se aproveita de uma realidade da vida: o caminho pra o céu parece o inferno, e o caminho para o inferno parece o céu. A maioria sempre vai preferir o caminho largo.

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Política

[VÍDEO] Anna Ruth comenta o apoio de Ezequiel Ferreira a Zenaide Maia

Imagens: Reprodução

O presidente da Assembleia Legislativa do RN e presidente estadual do PSDB, deputado Ezequiel Ferreira, declarou nesta quinta-feira (23) apoio à reeleição da senadora Zenaide Maia ao Senado em 2026.

A movimentação foi analisada pela jornalista Anna Ruth Dantas, da 98 FM Natal, que afirmou que a senadora passa a contar com “um apoio de peso” para a disputa por um novo mandato.

Segundo Anna Ruth, Ezequiel representa uma força política importante por comandar um Poder e um partido no Estado.

“É o presidente de um poder e o presidente de um partido que chega e não chega sozinho”, avaliou a jornalista.

Ela destacou ainda que o apoio do deputado estadual pode ampliar a presença de Zenaide nos municípios potiguares, já que Ezequiel possui articulação com prefeitos aliados.

“Ezequiel Ferreira traz para o palanque da senadora Zenaide Maia também muitos dos prefeitos que estão no seu próprio palanque”, afirmou.

Na análise da jornalista, a composição política de Ezequiel para 2026 estaria definida com Zenaide Maia e Stevenson Valentim como candidatos ao Senado.

Para o Governo do Estado, Anna Ruth citou a formação da chapa com Álvaro Dias e Babá Pereira.

“A sucessão está começando”, declarou a jornalista ao comentar os primeiros movimentos da disputa eleitoral no RN.

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Política

[VÍDEO] Paulinho desmascara, mais uma vez, mentiras para prejudicar a cidade e chama alguns da oposição de cururu

Imagens: Reprodução/Paulinho Freire

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), reagiu a críticas de opositores e afirmou que existem pessoas tentando espalhar informações falsas para prejudicar a cidade.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Paulinho disse que alguns críticos reaparecem apenas para criar narrativas e desinformar a população.

“Enquanto alguns reaparecem apenas para espalhar desinformação, nós continuamos trabalhando com responsabilidade”, afirmou o prefeito.

Segundo Paulinho, em vez de transformar críticas em disputa política, os opositores deveriam contribuir com soluções para Natal. “A população merece fatos e verdade, não narrativas criadas para confundir”, declarou.

O prefeito também usou o termo “cururu” para se referir a alguns integrantes da oposição que, segundo ele, aparecem apenas para criticar e tentar atrapalhar o trabalho da gestão municipal.

Paulinho não citou nomes, mas afirmou que continuará focado nas ações da prefeitura e na entrega de resultados para a população de Natal.

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