Coreia do Norte se diz disposta a dialogar com o governo dos Estados Unidos

Depois de anos de desavenças e ameaças de guerra, o governo da Coreia do Norte anunciou neste domingo (25) estar disponível para conversas coms os Estados Unidos. A declaração foi dada pelo general norte-coreano Kim Yong-chol, líder da delegação do país durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de PyeongChang, na Coreia do Sul.

O militar da Coreia do Norte teve, ainda, um compromisso de aproximadamente uma hora com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, antes da cerimônia. “O presidente Moon enfatizou que o diálogo entre EUA e Coreia do Norte deve também, o mais rápido possível, melhorar as relações entre as duas Coreias para a fundamental solução das questões relacionadas à península coreana”, disse o porta-voz da Presidência, Kim Eui-kyeom, em comunicado.

Moon demonstrou apreço pelo processo de aproximação que ocorre entre os governos de Seul e Pyongyang, capitais das Coreias do Sul e do Norte, respectivamente. Na cerimônia de abertura dos Jogos, as delegações dos dois países desfilaram sob uma única bandeira. Apesar dos atos simbólicos, o mandatário sul-coreano pontuou a necessidade de mais avanços nas relações bilaterais.

“A delegação do Norte transmitiu o desejo do líder Kim Jong-un de fazer isso”, complementou o comunicado. Durante o encerramento das Olimpíadas de Inverno, o general norte-americano se sentou próximo do general Vincent Brooks, principal comandante militar dos EUA, e de Ivanka Trump, filha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e líder da delegação norte-americana na cerimônia.
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Apesar da possibilidade de diálogo, a relação entre os dois países não tem sido a mais amigável nos últimos dias. Na sexta-feira (23), Trump anunciou o maior pacote de sanções já imposto pelos EUA à Coreia do Norte. O governo norte-coreano classificou as medidas como um ato de guerra. Destinado a 56 companhias de transporte marítimo, o pacote do governo dos EUA tem o objetivo de pressionar Pyongyang a interromper programas nuclear e bélico.

Ansa