Judiciário

Cunhado de Ana Hickmann voltará a ser julgado por homicídio em setembro

Foto: Reprodução/TV Record

O cunhado da apresentadora Ana Hickmann, acusado de homicídio por ter matado um homem que a atacou, declarou estar “feliz e lisonjeado” com o apoio recebido do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Bolsonaro e o ministro da Justiça Sérgio Moro evocaram o episódio envolvendo a apresentadora e seu cunhado, Gustavo Corrêa, na sexta-feira (9) e no sábado (10), para voltar a defender a diminuição ou o fim da aplicação de pena por excesso em casos de homicídio por legítima defesa se o homicida tiver agido sob “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”, conforme prevê o pacote anticrime proposto por Moro.

“A gente sempre fica feliz, é um presidente dando o apoio, independentemente de qual seja. Ficaria feliz se fosse qualquer outro presidente”, afirmou Corrêa à Folha. Ele será julgado em segunda instância em setembro, após ter sido absolvido no ano passado.

Sobre a mudança no Código Penal proposta pelo presidente, ele apoia. “Bolsonaro tem total razão. Quando uma pessoa entra armada na sua casa, não deve existir nenhum tipo de lei nem nada que vá contra o que você pode fazer, independentemente se sejam dois, três ou trinta tiros. Ainda mais quando a arma é dessa pessoa e você está desarmado”, afirmou.

Em 21 de maio de 2016, Ana, Corrêa e Giovana, sua então esposa que trabalhava como assessora da apresentadora, estavam hospedados em um hotel em Belo Horizonte quando foram abordados por Rodrigo Augusto de Pádua, que se identificava como fã de Ana.

Segundo informações no inquérito, Rodrigo foi ao hotel com um revólver porque fora bloqueado das redes sociais da apresentadora, a quem mandava mensagens insistentemente.

Ele tomou os três como reféns em um quarto e, segundo afirmou Corrêa em interrogatório, passou a xingá-los e a ameaçá-los agressivamente com o revólver. A apresentadora desmaiou, o invasor se irritou e atirou na direção dela, acertando Giovana.

Após o tiro, Corrêa saltou sobre Pádua para tomar a arma. Já no chão, após luta corporal, ele pegou o revólver e deu três tiros na nuca do invasor, que morreu. As duas mulheres já haviam deixado o quarto, e o cabeleireiro da apresentadora, Júlio da Silva, estava do lado de fora do quarto e ouviu a disputa.

Gustavo foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais por homicídio doloso, quando há a intenção de matar, sob o argumento de que houve excesso na legítima defesa.

À época, o promotor Francisco Santiago disse que sua acusação tinha como cerne a localização dos tiros, na parte de trás da cabeça.

“Onde é que foram dados os tiros? Na nuca de alguém. Como eu posso entender legítima defesa com quem dá três tiros na nuca de alguém? (…) A legítima defesa exige que você tenha moderação na sua ação. A lei não diz que você pode matar. A lei diz que você pode se defender, mesmo que tenha que matar. A vítima estava dominada”, afirmou.

O caso interessa a Bolsonaro e Moro porque ilustra a mudança no Código Penal proposta pelo pacote anticrime, que patina na Câmara. O texto prevê que o juiz possa reduzir a pena por homicídio até a metade ou deixar de aplicá-la se o excesso decorrer de “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”.

“Pessoas não reagem a ataques injustos com régua e compasso na mão. Somos todos humanos”, escreveu Moro em suas redes sociais no sábado (10).

“É justo o cunhado da Ana Hickmann ir para tribunal do júri? Não vou nem falar em condenação. A proposta do Moro prevê acabar com isso aí. Nada mais claro que a legítima defesa. Nesse caso não tem que se levar em conta a questão do excesso”, disse Bolsonaro na sexta (9).

“Aquela pessoa não pode ser tratada como uma assassina. Defendeu a família. E as pessoas não são máquinas, podem cometer algum excesso”, completou o ministro.

Em abril do ano passado, Corrêa foi absolvido da acusação de homicídio. A juíza avaliou que ele agiu em legítima defesa. Sobre o excesso, escreveu que “não era exigível comportamento diferente de Gustavo”, já que “utilizou do meio que dispunha para se defender (a arma trazida pela própria vítima).” No entanto, o Ministério Público recorreu e ele será julgado em segunda instância, provavelmente em 10 de setembro.

Corrêa diz que “a posição mostrou porque os tiros foram na nuca. Caí atrás dele. Não me arrependi, faria tudo igual, não contaria quantos tiros eu daria. Se isso é excesso ou não, vamos descobrir na próxima audiência. Vamos ver o que vai acontecer com os desembargadores”, afirma, sobre o julgamento no mês que vem.

Gustavo também disse que falou por telefone em julho com Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente, e recebeu apoio do deputado. “Teve uma ligação, do Eduardo, para o meu irmão [Alexandre, casado com Ana Hickmann e famoso apoiador de Bolsonaro]. Disse que estava do nosso lado para o que precisasse.”

Para especialistas, a generalidade de cláusulas como “medo” e “violenta emoção”, que dão abertura a interpretações múltiplas, podem impactar as estatísticas sobre o crime no Brasil.

Casos de feminicídio, por exemplo, em que o homem diz ter sido atacado pela mulher e que a assassinou por ter sentido “medo” poderão se encaixar como eventos de ação justificada e implicar em pena reduzida ou dissolvida.

Estudo feito pelo Conselho Nacional do Ministério Público mostrou que, de 2011 a 2012, 83% dos homicídios com causa provável no estado de São Paulo tiveram motivos “fúteis” ou foram cometidos por “impulso”. Outros estados mostraram números semelhantes, como Santa Catarina (74,46%) e Pará (94,12%).

Também há temor de que a aprovação da proposta de Moro estimule as mortes causadas por policiais. Em 2018, 6.160 pessoas foram mortas por policiais, segundo levantamento do G1, do Núcleo de Estudos da Violência da USP e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Um policial que, ao ver um colega atingido durante ação, atira e mata uma pessoa, por exemplo, poderá afirmar que agiu sob violenta emoção e ter a pena abrandada ou eliminada.

O pacote anticrime de Moro também estabelece hipóteses de legítima defesa para policiais. Segundo o texto, está em legítima defesa o policial que age para prevenir agressões ou risco de agressões a si mesmo e a outras pessoas. Pela lei atual, o policial deve aguardar ameaça concreta ou a efetivação do crime para agir.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

    1. Gostaria de ver cada um desses promotores na mesma situacao

  1. Sejam todos bem vindos ao Brasil, onde o crime compensa APENAS PARA QUEM JÁ É DO RAMO. Poderiam regulamentar a profissão assinar a carteira dos criminosos profissionais, pois até salário já existe. Nunca vou entender a Lei do nosso país. Um país tão bonito e rico manipulado por mãos de gente incompetente e sem vergonha.

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Política

CPMI do INSS: governistas dizem que dados de Vorcaro não ligam material ao governo Lula

Foto: Kayo Magalhães/Metrópoles

Parlamentares da base do governo na CPMI do INSS afirmaram, nesta segunda-feira (16), que o material obtido com a quebra de sigilo do banqueiro Daniel Vorcaro não apresenta, até o momento, relação com o governo do presidente Lula ou com o PT, conforme a CNN.

Segundo integrantes da comissão, os dados analisados na chamada sala-cofre do Senado não trazem elementos ligados ao foco da investigação, que envolve possíveis irregularidades em empréstimos consignados do INSS. O deputado Paulo Pimenta afirmou que não encontrou documentos relacionados a crédito consignado ou descontos associativos.

O material foi entregue à CPMI do INSS na semana passada e está sendo analisado em ambiente restrito. De acordo com parlamentares, há grande volume de informações, mas parte não teria relevância direta para as apurações em andamento.

Ainda conforme relatos de governistas, não foram identificadas menções a integrantes da atual gestão ou filiados ao PT. Eles afirmam, no entanto, que haveria referências a nomes ligados ao governo anterior, embora o sigilo impeça a verificação pública dessas informações.

A análise dos dados segue em andamento. Segundo os parlamentares, o acesso ao conteúdo é limitado por regras rígidas de segurança, e novas conclusões devem depender do avanço das investigações dentro da comissão.

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Judiciário

CASO ZAIRA: mesmo com posição contrária do MP, Justiça concede semiaberto a condenado

Foto: Reprodução

A Justiça concedeu progressão para o regime semiaberto ao policial militar Pedro Inácio, condenado pela morte da jovem Zaira Cruz, em Caicó, no Seridó. Conforme informações da Ponta Negra News, a decisão foi tomada nesta segunda-feira (16), e o réu já deixou o sistema prisional.

De acordo com a decisão judicial, a defesa sustentou que o condenado cumpriu os requisitos previstos em lei para a progressão de regime. Entre os pontos apresentados estão o cumprimento da fração mínima da pena, 560 dias de remissão e bom comportamento durante o período de prisão.

Ainda segundo os autos, não houve registro de faltas disciplinares, o que, conforme a defesa, reforçou o pedido de mudança para o regime semiaberto. O juiz considerou atendidos os critérios objetivos e subjetivos exigidos pela legislação.

O Ministério Público do RN se manifestou contra a concessão imediata do benefício e solicitou a realização de exame criminológico. Segundo o órgão, a avaliação ajudaria a verificar a capacidade de reintegração social do condenado.

Apesar do parecer contrário, o magistrado entendeu que os elementos apresentados eram suficientes para autorizar a progressão. O caso ocorreu em 2019, durante o carnaval de Caicó, quando Zaira Cruz, de 22 anos, foi encontrada morta após desaparecer durante a festa. Pedro Inácio foi condenado a 20 anos de prisão por homicídio qualificado e estupro, conforme decisão do Tribunal do Júri.

 

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Política

Sala-cofre da CPMI guarda celular de Vorcaro com vídeos íntimos e imagens de políticos

Foto: Reprodução

O conteúdo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido e armazenado em uma sala-cofre da CPMI do INSS, no Congresso Nacional, tem acesso restrito e inclui material considerado sensível, segundo relatos de parlamentares que integram a comissão.

De acordo com integrantes da CPMI, o material está guardado em ambiente controlado e só pode ser consultado presencialmente, sem o uso de celulares ou qualquer dispositivo eletrônico, como forma de evitar vazamentos.

Segundo parlamentares ouvidos, o conteúdo inclui registros pessoais do empresário e imagens envolvendo políticos em momentos de descontração. Os relatos indicam que parte dos citados tem ligação com partidos do chamado Centrão.

Ainda de acordo com esses parlamentares, foi justamente a natureza sensível do material que levou a cúpula da comissão a adotar medidas mais rígidas de controle de acesso.

A CPMI do INSS segue analisando o conteúdo, e eventuais desdobramentos dependerão da avaliação oficial dos integrantes e de possíveis encaminhamentos dentro do Congresso Nacional.

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Economia

Inadimplência explode no país e atinge 73,7 milhões de brasileiros, dizem CNDL e SPC

Foto: Reprodução

O número de brasileiros com contas em atraso chegou a 73,7 milhões em fevereiro, o que representa 44,1% da população adulta do país, segundo levantamento da CNDL e do SPC Brasil. De acordo com as entidades, houve alta de 10,2% em relação ao mesmo mês de 2025.

Segundo o estudo, cada inadimplente devia, em média, R$ 4.992,43 no período analisado. Ainda de acordo com os dados, cada consumidor negativado possui dívidas com cerca de 2,29 empresas credoras.

O levantamento também aponta que 29,9% dos devedores têm dívidas de até R$ 500. Quando considerados débitos de até R$ 1.000, o percentual sobe para 42,5%, conforme a pesquisa.

Segundo as entidades, a inadimplência é mais concentrada entre adultos de 30 a 39 anos, grupo que soma 18 milhões de pessoas com o nome negativado. De acordo com o estudo, 53,1% da população nessa faixa etária está inadimplente.

A pesquisa mostra ainda uma leve predominância feminina entre os devedores, com 51,35% mulheres e 48,65% homens. Por região, o maior crescimento anual foi registrado no Sul (18,1%), seguido por Sudeste (18,0%), Norte (17,9%), Centro-Oeste (15,4%) e Nordeste (14,2%), segundo a CNDL e o SPC Brasil.

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Geral

Delegado Fábio Rogério é reconduzido à presidência da Adepol RN para o triênio 2026/2029

Foto: Divulgação

O delegado Fábio Rogério foi reconduzido, nesta segunda-feira (16), à presidência da Associação dos Delegados de Polícia Civil do RN (Adepol RN) para o triênio 2026/2029. A eleição ocorreu com votação em três cidades do estado e confirmou a continuidade da atual gestão à frente da entidade que representa os delegados da Polícia Civil potiguar.

De acordo com a comissão eleitoral da associação, Fábio Rogério recebeu 95 votos em Natal, 24 em Mossoró e 11 em Caicó, totalizando 130 votos de confiança dos delegados participantes do pleito.

Após a confirmação do resultado, o presidente reeleito agradeceu o apoio da categoria e destacou o compromisso de seguir trabalhando pela classe. “Recebo com muita gratidão os 130 votos de confiança na eleição de hoje, para o triênio 2026/2029. A cada amigo delegado que acreditou mais uma vez no nosso trabalho, deixo meu sincero agradecimento”, afirmou.

Segundo ele, a votação reforça o compromisso com o fortalecimento da categoria. “Essa confiança renova ainda mais meu compromisso com a nossa classe e me motiva a seguir trabalhando com ainda mais determinação, diálogo e dedicação”, declarou.

Ainda de acordo com o delegado, a gestão seguirá focada na busca de avanços institucionais e melhorias para os delegados da Polícia Civil do estado. “Seguiremos firmes, unidos e focados na busca de avanços e melhores resultados para toda a categoria”, concluiu.

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Mundo

Jornal diz que novo líder do Irã escapou por segundos de bombardeio que matou Ali Khamenei

Foto: Reprodução

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, escapou por poucos segundos de um bombardeio que matou seu pai, Ali Khamenei, além de familiares e integrantes do alto escalão do regime iraniano. A informação foi publicada pelo jornal britânico The Telegraph.

De acordo com a reportagem, um áudio obtido pelo veículo indica que Mojtaba estava próximo do pai no momento do ataque, mas deixou o local instantes antes para resolver algo no jardim da propriedade onde a família vivia.

Segundo o jornal, foi nesse intervalo que Israel lançou um míssil contra o complexo, às 9h32 do dia 28 do mês passado. O ataque teria atingido a residência onde estavam o antigo líder iraniano e outras autoridades ligadas ao regime.

A gravação, segundo o Telegraph, traria a voz de Mazaher Hosseini, chefe de protocolo de Ali Khamenei, relatando o ataque a comandantes da Islamic Revolutionary Guard Corps, força militar ligada ao regime iraniano.

Ainda de acordo com o jornal britânico, o áudio teria sido gravado durante uma reunião realizada em 12 de março. Mojtaba Khamenei teria sofrido um ferimento na perna no bombardeio, enquanto sua esposa e um de seus filhos morreram no ataque, conforme o relato divulgado pela publicação.

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Judiciário

“Tudo pode virar falta grave”, dizem magistrados após decisão de Flávio Dino

Foto: Divulgação/STF

A decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que determina que o CNJ aplique a perda do cargo como punição máxima para magistrados em casos de violações disciplinares graves provocou forte repercussão entre juízes e desembargadores em todo o país. A medida foi tomada durante o julgamento de uma ação envolvendo um magistrado do TJRJ.

Nos bastidores da magistratura, segundo relatos de magistrados ouvidos por veículos de imprensa, a decisão passou a ser debatida em grupos de mensagens que reúnem juízes e desembargadores. Parte deles manifestou preocupação com possíveis impactos da medida na atuação da magistratura.

Um desembargador ouvido sob condição de anonimato afirmou que há receio sobre a definição do que seria considerado falta grave. Segundo ele, dependendo da interpretação, situações ocorridas durante audiências ou decisões judiciais poderiam ser alvo de questionamentos disciplinares.

Em nota, a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais afirmou que a interpretação adotada pelo ministro seria inconstitucional. A entidade argumenta que mudanças no regime disciplinar da magistratura deveriam ocorrer por meio de lei complementar aprovada pelo Congresso Nacional, conforme prevê o artigo 93 da Constituição.

Na decisão, Dino determinou que o CNJ passe a aplicar a perda do cargo como sanção máxima em casos disciplinares graves, substituindo a aposentadoria compulsória. Segundo o ministro, a chamada aposentadoria compulsória punitiva não se encaixaria mais no ordenamento jurídico atual. A perda da função, porém, deverá ser confirmada por decisão judicial no STF em razão da vitaliciedade do cargo.

Opinião dos leitores

  1. Concordo parcialmente com o ministro, só quero saber quem vai julgar os possiveis erros dele, faz tempo que acontecem e geram críticas. Um dia desses, dizem que ele se livrou de um processo dele, isso pode, por outra, esse particularmente sonha em ser presidente, essa decisão cheira a lambança.

  2. Kkkkkkk,não vão pedir penico agora não,vcs juízes ajudaram a criar os monstros,eles agora estão se virando contra vcs,simmmm,metendo tb na grande “imprensa “ do país,eu achoooooooo é pouco.Edtpu adorando assistir de camarote

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Geral

ABC x AMÉRICA: Finais do Campeonato Potiguar terão VAR e 27 mil ingressos à venda, com 10% da carga para torcida ‘visitante’

Foto: Divulgação/Arena das Dunas

A Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol definiu nesta segunda-feira (16) a carga de ingressos para as finais do Campeonato Potiguar 2026 entre América Futebol Clube (RN) e ABC Futebol Clube. As duas partidas serão disputadas na Arena das Dunas, com 27 mil ingressos disponíveis em cada jogo.

Do total, 24.300 bilhetes serão destinados à torcida do mandante e 2.700 à torcida visitante, o equivalente a 10% da carga.

O primeiro confronto será na quarta-feira (18), às 20h30, com mando do América.

A partida decisiva acontece no sábado (21), às 16h, com mando do ABC, pela melhor campanha ao longo do campeonato.

Também ficou definido o uso do árbitro de vídeo (VAR) nas duas partidas. A possibilidade de arbitragem com profissionais do quadro da FIFA ainda está em avaliação.

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Geral

CNJ ‘puniu’ com aposentadorias compulsórias 126 juízes nos últimos 20 anos

Foto: CNJ/divulgação

O Conselho Nacional de Justiça aposentou compulsoriamente 126 magistrados no Brasil nos últimos 20 anos, medida que até agora era considerada a punição disciplinar mais severa na magistratura.

A partir de decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, essa sanção deixa de ser aplicada, e faltas graves deverão resultar na perda do cargo.

Segundo o CNJ, as aposentadorias compulsórias ocorreram entre 2006 e 2026. Levantamento citado pela imprensa indica que apenas sete magistrados foram demitidos no mesmo período, mostrando que a aposentadoria era, na prática, a principal forma de punição.

Estimativa feita em 2024 aponta que o Judiciário gasta cerca de R$ 59 milhões por ano com esses magistrados aposentados como sanção disciplinar, que continuam recebendo vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.

A punição está prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional, de 1979. Na decisão, Dino afirmou que a chamada “aposentadoria compulsória punitiva” não faz mais sentido e que infrações graves devem levar à demissão do magistrado.

O entendimento foi dado em um caso envolvendo um juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, mas tende a orientar decisões futuras, inclusive em processos disciplinares em análise no CNJ e no Superior Tribunal de Justiça, como o que envolve o ministro Marco Buzzi.

Com a decisão, o CNJ passa a ter três caminhos diante de infrações: absolver o magistrado, aplicar outra sanção administrativa ou encaminhar o caso à Advocacia-Geral da União para propor ação de perda do cargo. A aposentadoria compulsória deixa, assim, de ser utilizada como punição disciplinar.

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Geral

Sem Neymar, Ancelotti chama Endrick e Rayan na última convocação antes de lista definitiva para Copa do Mundo

Imagem: reprodução/YouTube CBF

O técnico Carlo Ancelotti anunciou nesta segunda-feira (16) os jogadores convocados para a Seleção Brasileira nos amistosos da Data Fifa de março. O atacante Neymar não aparece na lista.

A convocação marca a última oportunidade de testes antes da relação final para a Copa do Mundo de 2026, prevista para a segunda quinzena de maio.

O Brasil enfrenta França e Croácia nos dias 26 e 31 de março. As partidas fazem parte da preparação da equipe para o Mundial.

A possível presença de Neymar era um dos temas entre torcedores antes do anúncio da lista.

O camisa 10 ficou longo período afastado da Seleção após a grave lesão no joelho sofrida em outubro de 2023 e ainda busca retomar ritmo competitivo.

A comissão técnica acompanha a condição física do atacante enquanto define os últimos nomes do grupo para o ciclo da Copa.

Veja a convocação da Seleção Brasileira

Goleiros

  • Alisson – Liverpool
  • Bento – Al-Nassr
  • Ederson – Fenerbahce

Laterais

  • Alex Sandro – Flamengo
  • Danilo – Flamengo
  • Douglas Santos – Zenit
  • Wesley – Roma

Zagueiros

  • Bremer – Juventus
  • Gabriel Magalhães – Arsenal
  • Ibañez – Ah-Ahli
  • Léo Pereira – Flamengo
  • Marquinhos – PSG

Meias

  • Andrey Santos – Chelsea
  • Casemiro – Manchester United
  • Danilo – Botafogo
  • Fabinho – Al-Ittihad
  • Gabriel Sara – Galatasaray

Atacantes

  • Endrick – Lyon
  • Gabriel Martinelli – Arsenal
  • Igor Thiago – Brentford
  • Luiz Henrique – Zenit
  • Matheus Cunha – Manchester United
  • Raphinha – Barcelona
  • Rayan – Bournemouth
  • Vinícius Júnior – Real Madrid
  • João Pedro – Chelsea

CNN

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