Jornalismo

Decisão de Alexandre de Moraes contra perfis de bolsonaristas extrapola jurisdição e abre precedente para conflitos

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes aumentou nesta sexta-feira (31) a pressão sobre o Facebook no caso do bloqueio de perfis alvos do inquérito das fake news.

Após a empresa afirmar que não cumpriria a decisão de quinta-feira (30) que determinava o bloqueio internacional de perfis bolsonaristas, Moraes ampliou de R$ 20 mil para R$ 100 mil a multa diária pelo descumprimento e intimou o presidente da companhia no Brasil.

Segundo especialistas ouvidos pela Folha, o fato de o ministro ter jurisdição para decidir sobre determinado caso concreto não quer dizer que os efeitos de suas decisões possam extrapolar as fronteiras do Brasil.

A partir desta sexta, com a decisão de Moraes, a multa diária por descumprimento será de R$ 1,2 milhão –no total, 12 contas foram alvos do bloqueio.

O ministro do STF determinou a intimação pessoal do presidente do Facebook no Brasil, Conrado Leister, para que ele recolha a multa pendente e cumpra a determinação quanto ao bloqueio o Brasil e no exterior das contas dos perfis bolsonaristas.

Como mostrou a Folha, após terem suas contas bloqueadas no Brasil, tanto perfis bolsonaristas como seus seguidores puderam continuar a publicar e visualizar mensagens normalmente ao mudarem suas configurações de localização.

O episódio se soma às demais decisões polêmicas do controverso inquérito das fake news. Uma das principais críticas se refere à sua própria instauração: o ministro Dias Toffoli abriu o inquérito sem provocação de outro órgão, o que é incomum.

Foi nessa mesma apuração que houve censura, depois derrubada, aos sites da revista Crusoé e O Antagonista.

A decisão pelo bloqueio das contas dos alvos do inquérito por si só já havia sido alvo de inúmeras críticas por ferir a liberdade de expressão. Isso porque, ao bloquear as contas, o ministro estaria fazendo uma censura prévia e não limitando a circulação de conteúdos ilícitos determinados.

No entanto, a determinação de bloqueio internacional faz com que se entre em uma discussão ainda mais complexa, desta vez sobre direito e soberania nacional.

Segundo o advogado especialista em direito digital Henrique Rocha, “há na prática um extrapolar da jurisdição nacional aqui. Quando a gente avalia um ministro, ainda que do STF, determinando que haja a suspensão de atividades de um acesso realizado no exterior é objeto de curiosidade”.

Em sua última decisão, Moraes determina que o bloqueio seja feito “independentemente do acesso a essas postagens se dar por qualquer meio ou qualquer IP, seja do Brasil ou fora dele”. O IP se refere à conexão de internet do usuário.

Para Christian Perrone, que é pesquisador de direitos e tecnologias do ITS Rio (Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio), a decisão abre um precedente complexo e não é boa para o próprio sistema da internet, pois seria muito difícil lidar com a reciprocidade e os conflitos que podem advir dela.

“Imagina que fosse um país ditatorial que impedisse acesso internacionalmente a conta de alguém?”, questiona Perrone.

“Quando você está publicando na internet, você pode estar no Brasil, mas você está simultaneamente fazendo essa publicação em diversos lugares no mundo. Será que o juiz brasileiro pode impedir publicação de livro em outro país? Mas por que ele pode impedir a publicação de uma mensagem em todos os demais países?”

O pesquisador questiona o que aconteceria se as mesmas pessoas que são alvo do inquérito fossem a um tribunal no país-sede das empresas, no caso os Estados Unidos, onde o conceito de liberdade de expressão é mais amplo que no Brasil, e dissessem que estão violando esse seu direito. “O que aconteceria se a decisão do juiz de lá tivesse efeitos internacionais?”, completou.

Especialistas apontam que há precedentes internacionais de discussões sobre o tema. Um deles ocorreu na França e se referia a casos em se pedia para que as referências a determinada pessoa fossem excluídas dos sites de busca.

O Conselho Nacional de Informática francês queria que os pedidos de retirada de resultados na França valessem no mundo todo. O Google discordou, e o caso seguiu para o Tribunal de Justiça da União Europeia, que deu vitória à empresa.

Segundo a decisão da corte, no caso de decisões de remoção em um dos países da União Europeia, a empresa ficaria obrigada a remover as referências apenas dentro do bloco.

De acordo com Francisco de Mesquita Laux, especialista em direito digital e tecnologia, o argumento foi de que a corte não tinha como avaliar como o direito de outros países aborda determinada situação.

Laux questiona o motivo pelo qual determinou-se o bloqueio das contas alvos no inquérito do Supremo em outros países.

“Essas pessoas que estão acessando essa informação e as pessoas que o STF considerou que estão cometendo ilícitos no Brasil estariam cometendo ilícitos também no exterior? Não houve essa apuração de ilicitude ou não da conduta no estrangeiro, até porque não é nem competência do STF fazer isso.”

De acordo com o advogado Leonardo Sica, doutor em direito penal pela USP, há um caminho já estabelecido do que fazer em situações como essa.

“O juiz manda uma ordem para a autoridade central do país, que manda uma ordem para a autoridade do outro país, que então comunica o juiz de lá e, então, o juiz do outro local manda cumprir. Isso é para não invadir jurisdição internacional”, afirmou.

“Tem potencial de grande confusão. E se os juízes de todo lado começarem a fazer o mesmo? Existem instrumentos legais de cooperação e entendo que o ministro os driblou”, acrescenta.

Facebook decidiu que não cumprirá a determinação de retirar do ar internacionalmente os perfis. A empresa informou que recorrerá ao plenário do STF e, enquanto isso, manterá as contas no ar fora do Brasil.

“Respeitamos as leis dos países em que atuamos. Estamos recorrendo ao STF contra a decisão de bloqueio global de contas, considerando que a lei brasileira reconhece limites à sua jurisdição e a legitimidade de outras jurisdições”, afirma nota da assessoria de imprensa do Facebook.

Já o Twitter atendeu à decisão e bloqueou internacionalmente as contas alvo do inquérito. No entanto, classificou a ordem como desproporcional e anunciou que recorrerá da decisão de bloqueio.

De acordo com Francisco Brito Cruz, do InternetLab, a empresa tem pouca margem para recurso no confronto com Alexandre de Moraes.

“O Twitter pode recorrer no máximo ao próprio Supremo. Se o STF se pronunciasse definitivamente, ou seja, no plenário, não há foro internacional que tenha força de tornar inválida a decisão”, afirma.

“E se decidir desobedecer, estará desobedecendo uma ordem judicial válida, sendo passível de ser punido por isso.”

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro como o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), Sara Giromini (conhecida como Sara Winter), o blogueiro Allan dos Santos e os empresários Luciano Hang (da Havan) e Edgard Corona (das academias Smart Fit), alvos de investigação no âmbito do inquérito das fake news, tiveram suas contas suspensas no Twitter.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Esse STF é uma piada nacional.
    Alexandre o Grande.
    Pensa que o Brasil é uma favela dele.

    Diga senhor do engenho.

    O poder e efêmero.
    E os senadores covardes ,que for pedir voto para Prefeito e vereadores, É melhor ficarem em Brasília. O povo não perdoa.
    Já que os senadores 65% tem o rabo preso. Fico triste com o silêncio da associação dos magistrados que tá igual a maçonaria sem força. Servindo só para encontros festivos quando era possível. Os menbros jovens são surdo e mudos. E os velhos ficaram na escuridão comedo de morrer por causa da Covid.
    Enquanto isso o governo de SP vende as melhores fatias para China. Obrigado Alexandre o GRANDE por rasgar a constituição.
    Obrigado.
    Aos miltares vestido de verde que viram papagaio.
    Aos de Azul que vive nas nuvens de algodão doce.
    E os militares de branco com estrelas nos ombros que ficam esperando as ondas para Surfa.
    Espero que seus filhos não tenham vergonhas dos senhores quando passar os onze anos do Alexandre,Gilmar,Tofilli

  2. Não consigo entender os bolsonaristas reclamando de autoritarismo. Afinal, não eram eles que queriam uma ditadura?

  3. Será que vamos assistir de camarote esse ministro irresponsável implantar uma ditadura da toga e calar as pessoas que perdem o direito de se expressar, isso ultrapassa os limites da tolerância, será que já viramos uma corea do Norte com a atuação desse elemento Alexandre Careca rasgando a constituição federal todo dia e acabando com a democracia, isso é um absurdo tão grande que revolta o cidadão de bem , é o movimento de um ministro nomeado pelo Michel Temer , com um currículo pouco recomendável quando atuava no passado como advogado de criminosos, esse cidadão está se comportando como um ditador e militante político, é preciso que seus pares tenham responsabilidade em deter a mente doentia desse cidadão. O mundo está atordoado com as decisões desse sujeito, que Deus tenha misericórdia do Brasil.

  4. Conforme as boas lembranças que não nortearam a minha presença, devido a ausência por morar em outra cidade, me fez remeter a boa e controlada, e também muito ovacionada pelos momentos de outrora, visão e informações de muitos da sociedade potiguar que frequentadores, procer, e da Insigne e afamada dama dos serviços LUPANAR casulo (casa), tendo o codinome "MARIA BOA", da perfeita harmonia e reciprocidade do respeito de todos e para todos. Digo, Puteiros varonil, absorve mais respeito e admiração dos brasileiros do que o representar desse ministro a sociedade.
    Resumindo; MARIA BOA era mais respeitada do que esse cara. Lixão!, misericórdia.

  5. É uma "pena " eu nao ter o privilégio de conhecer o famoso e saudoso CABARÉ DA MARIA BOA"", Todos falam muito bem da performance e respeito saudoso desta dama, Aquilo era uma mulher de respeito. Certamente bem melhor do que esse ministro do STF e mais alguns.

  6. O ministro pensa realmente que manda no planeta… Vai já mandar prender o presidente dos EUA.kkkkk Isso é o resultado de se pegar um ex advogado de porta de xadrez e colocar no STF via politicagem….sem concurso e sem currículo…

  7. Alexandre de Morais investiga, decide, aplica multa e manda bloquear a conta corrente da empresa. Será que ninguém vê o absurdo disso?
    Se tornou o homem mais poderoso do Brasil, pois seu poder não tem limites. Agora, inclusive, quer que suas decisões tenham efeito global. Não sei como não pediu para ter efeitos galáticos ou universais…
    Esse dinheiro da multa, de algum modo, através de bolsas, subsídios, diárias, eventos, ou coisas do tipo ainda vai beneficia-lo.

  8. O STF tem que mudar o regimento para definir quais as decisões devem ser monocráticas e quais as colegiadas. Com isso, evita-se a decisão monocrática polêmica.

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Produtora de ‘Dark Horse’ diz que foi ameaçada, chantageada e que não tem nada para delatar caso seja presa

Foto: theconnectfaith no Instagram

Mônica Bergamo – Folha de S. Paulo

Um dos alvos, nesta quinta (10), da operação da PF (Polícia Federal) que investiga desvio de recursos de emendas parlamentares para o filme ” Dark Horse”, a produtora Karina Gama afirmou à coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, que se sente ameaçada e que, se for presa, não tem o que delatar.

Em telefonema para a coluna de Mônica Bergamo um dia antes de sofrer busca e apreensão, a produtora da cinebiografia de Jair Bolsonaro afirmou que estava se sentindo ameaçada e chantageada. Disse que pessoas se passando por oficiais de Justiça, mas sem apresentar documentos, tocaram a campainha da casa dela às 21h fazendo perguntas.

Fornecedores de empresas dela e familiares também teriam sido abordados. “Estou apavorada”, disse.

Karina, que é dona da produtora Go Up, afirma que está colaborando com as investigações e que não entende a razão de ser pressionada. “Quando a PF me pediu documentos, eu forneci imediatamente”, diz ela.

Karina afirma ainda que foi procurada por um pastor evangélico de Brasília, segundo ela ligado à esquerda, que ofereceu ajuda e sugeriu que firmasse um acordo de delação premiada para se livrar de penalidades mais duras.

“Eu nunca captei dinheiro para o filme, eu nunca lidei com financiadores. Eu não sei nada sobre isso. Eu prestei um serviço, de produzir o ‘Dark Horse’ e fui remunerada”, afirma Karina.

Além do suposto desvio de recursos de emendas parlamentares, a PF investiga, em outra ação, o financiamento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao filme. Os recursos a ele foram solicitados pelo pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, em novembro do ano passado.

Em mensagem enviada ao dono do Banco Master às vésperas da prisão do ex-banqueiro, o filho de Bolsonaro afirmou: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.

Dois meses antes, o senador escreveu ao dono do Banco Master para pedir dinheiro para “Dark Horse”, filme sobre seu pai.

Os recursos de Vorcaro foram enviados para o fundo Havengate, administrado por Paulo Calixto, advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

“Eu recebi recursos do fundo para produzir o filme, mas nunca soube quem eram seus financiadores”, afirma Karina.

Sobre a emenda de R$ 1 milhão que o deputado federal Mario Frias, também alvo da operação, destinou a um projeto desenvolvido pelo Instituto Conhecer Brasil, e que não teria sido realizado, Karina Gama afirma que todo o dinheiro ainda não usado está “em caixa”.

O projeto, de letramento financeiro para jovens empreendedores, recebeu os recursos no fim de 2025, diz ela. Era o fim do ano letivo, e por isso ele só avançou neste ano.

Mônica Bergamo – Folha de S. Paulo

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Geral

Ex-deputado Carlos Augusto Maia declara apoio à reeleição de Ivanilson Oliveira

O deputado estadual Ivanilson Oliveira amplia sua base política em Parnamirim com a chegada do ex-deputado estadual Carlos Augusto Maia ao seu grupo de apoio para as eleições de 2026.

Com forte ligação com o município, Carlos Augusto Maia teve uma trajetória de destaque na política local. Foi vereador, exerceu mandato de deputado estadual e disputou a Prefeitura de Parnamirim, alcançando mais de 25 mil votos na eleição municipal.

Atualmente à frente da Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Norte (JUCERN), Carlos Augusto Maia mantém atuação na vida pública e acompanha de perto as discussões relacionadas ao desenvolvimento de Parnamirim e do Rio Grande do Norte.

A adesão fortalece o grupo de Ivanilson no município, que já conta com o apoio de importantes lideranças locais, entre elas Kátia Pires, vice-prefeita de Parnamirim, e a vereadora Carol Pires.

A chegada de Carlos Maia representa ainda a união de lideranças com diferentes trajetórias políticas em torno da candidatura de Ivanilson à reeleição para a Assembleia Legislativa. O movimento sinaliza o crescimento das articulações do deputado em Parnamirim e a formação de uma base cada vez mais ampla para as eleições de 2026.

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Geral

DÍVIDAS: Inadimplência sobe e chega a quase 30% das famílias; alta é puxada pela população de menor renda

Foto: Reprodução

A inadimplência voltou a subir em agosto e atingiu 29,9% das famílias brasileiras. Já a parcela que declara não ter condições de pagar as dívidas em atraso chegou a 12,5%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira (10) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo a CNC, os números mostram menor controle das famílias sobre as contas, mesmo com prazos maiores para pagamento.

A piora foi puxada pela população de menor renda. As famílias que recebem até três salários mínimos foram as únicas a registrar aumento das dívidas em atraso, com avanço de 0,3 ponto percentual, chegando a 38,8%.

De acordo com a entidade, esse grupo tem orçamento mais restrito e depende mais do crédito para manter o consumo, o que aumenta o impacto sobre a capacidade de pagamento.

Com informações do InfoMoney

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Brasil

DARK HORSE: Dona de produtora expandiu negócios após conhecer deputado federal Mario Frias

Karina Gama e Mario Frias, alvos de operação da PF sobre suspeitas de desvio de emendas parlamentares para financiamento do filme “Dark Horse” (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Karina Gama, dona da produtora de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro, expandiu seus negócios após conhecer o deputado federal Mario Frias (PL-SP), em 2020. Os dois são alvos da operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (10), que investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares.

Segundo a Folha de S.Paulo, a aproximação com Frias abriu espaço para Karina em projetos do campo conservador. Suas empresas passaram a receber dinheiro de campanhas do PL, incluindo a do próprio deputado, além de verbas de emendas parlamentares.

Um dos maiores contratos envolvendo a empresária veio de um chamamento público de R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo para levar wi-fi a comunidades carentes. O acordo está sob investigação do Ministério Público e da Polícia Civil, que realizou buscas em endereços ligados a Karina em junho.

Antes de 2020, Karina tinha uma empresa individual aberta com capital de R$ 1 mil. Hoje, está à frente de pelo menos seis empreendimentos, com atuação da cultura à construção civil.

Karina afirmou à coluna Mônica Bergamo que os recursos foram aplicados corretamente e, ao comentar a possibilidade de delação, declarou: “Não tenho nada para delatar”.

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Flávio tenta colar Moraes em Lula; ala petista defende distância do ministro

Foto: Reprodução

A crise no Supremo Tribunal Federal entrou de vez na disputa presidencial. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pretende intensificar os ataques a Alexandre de Moraes e associar o ministro ao presidente Lula (PT), enquanto uma ala da campanha petista defende que o presidente marque distância do magistrado.

No entorno de Flávio, a avaliação é que o prolongamento da crise pode favorecer sua candidatura. A estratégia é manter Moraes e decisões do STF no discurso e na propaganda eleitoral, evitando ataques à Corte como instituição. Nos bastidores, a linha é resumida pela expressão “Lula é Moraes”.

Ao mesmo tempo, a campanha do senador teme os desdobramentos da investigação sobre o filme “Dark Horse”. A preocupação aumentou com a volta de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal e a possibilidade de novas medidas contra pessoas ligadas à produção, entre elas integrantes da produtora e o deputado Mario Frias.

Na campanha de Lula, parte dos aliados considera que a associação com Moraes pode trazer desgaste eleitoral e defende uma posição mais enfática diante da crise. O governo, porém, já entrou institucionalmente no caso ao recorrer contra o afastamento da cúpula da PF. Lula também defendeu a quebra completa do sigilo das investigações do caso Master, sem citar Moraes.

Com informações do g1

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ELEIÇÃO NA CÂMARA DE PARNAMIRIM: César Maia pensava que nadaria de braçada, mas vai ter disputa

Foto: Reprodução

COMPLICOU: César Maia, que caminhava para uma reeleição tranquila, poderá enfrentar dois adversários na disputa pela Presidência da Câmara Municipal de Parnamirim .

O presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, César Maia (MDB), caminhava para uma reeleição tranquila, mas o cenário mudou e, segundo fontes relataram ao Blog do BG, a disputa poderá ter até três candidatos. De acordo com a ansiedade e vontade de César, ele já quer fazer a eleição nos próximos dias, o que não irá acontecer.

A situação de César Maia começou a se complicar após uma série de trapalhadas e da postura dúbia do presidente, que abalaram a credibilidade dele com os demais vereadores e causaram desgaste na imagem da Câmara Municipal de Parnamirim como nunca antes.

Esse acúmulo de problemas, ainda segundo os relatos ouvidos pelo Blog do BG, levou vereadores que não cogitavam participar da disputa agora colocarem seus nomes internamente à disposição para disputar a eleição. Costuras estão sendo feitas nesse sentido.

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Zenaide chega a 41,4% e aparece novamente entre os eleitos em pesquisa Seta; DataVero também mostra reeleição

Foto: Divulgação

A senadora Zenaide Maia (PSD) lidera a preferência dos eleitores na segunda escolha para o Senado e aparece reeleita com 41,4% na soma do primeiro e do segundo voto, segundo pesquisa do Instituto Seta divulgada nesta quinta-feira (10). Na segunda escolha, Zenaide registra 19,1%, à frente de Styvenson Valentim (16,1%), Samanda (7,5%) e Rafael Motta (7,3%).

Na soma dos dois votos que serão dados pelo eleitor neste ano, Styvenson aparece com 47,3% e Zenaide com 41,4%. Na sequência estão Samanda, com 21%, Coronel Hélio, com 11,4%, e Rafael Motta, com 10,8%. O resultado coloca Zenaide novamente entre os dois nomes que aparecem na faixa de eleição para o Senado.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Seta entre os dias 3 e 5 de setembro de 2026, com 1.500 entrevistas, margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TRE-RN sob o número RN-03092/2026.

DataVero também mostra Zenaide novamente entre os eleitos para o Senado

A nova pesquisa DataVero, também divulgada nesta quinta-feira, mostra Zenaide novamente dentro das duas vagas para o Senado pelo Rio Grande do Norte. No resultado unificado, que reúne o primeiro e o segundo votos, a senadora aparece com 13,4%, se mantendo como reeleita. Styvenson lidera com 20,4%, enquanto Samanda chega a 9,2%.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores entre os dias 6 e 8 de setembro. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais e a pesquisa tem 95% de confiança.

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IGOR GADELHA: O que Moraes pretendia dizer em pronunciamento, agora cancelado

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, cancelou o pronunciamento que faria às 11h desta quinta-feira (10). Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, Moraes pretendia apresentar informações sobre o caso Master que também deve prestar ao presidente da Corte, Edson Fachin.

A manifestação havia sido anunciada horas antes e ocorreria em meio à crise no Supremo provocada pela divulgação de mensagens que expuseram a relação próxima entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Na semana passada, André Mendonça retirou o sigilo das mensagens e pediu que o plenário do STF avalie se há elementos para abrir uma investigação formal contra Moraes.

Fachin marcou para a próxima terça-feira (15) a sessão que analisará o caso. Na quarta-feira (9), o presidente do STF também retirou Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News.

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PF apreende sete armas de fogo do deputado federal Mario Frias em operação sobre ‘Dark Horse’

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal apreendeu sete armas de fogo ligadas ao deputado federal Mario Frias (PL-SP) durante buscas realizadas nesta quinta-feira (10) em endereços do parlamentar. A operação investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares e possível uso de dinheiro público no financiamento de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. O celular e o computador do deputado também foram apreendidos.

A PF encontrou ainda veículos de luxo em endereços relacionados aos alvos. Ao todo, são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, e conta com participação da Controladoria-Geral da União (CGU).

Entre os alvos está Karina da Gama, ligada à produtora responsável por “Dark Horse”. A investigação apura possíveis desvios de recursos de emendas destinados a entidades relacionadas à empresária. Segundo a PF, há indícios de que valores tenham sido direcionados a empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação dos serviços.

Uma das linhas da investigação busca saber se esses recursos foram usados na produção do filme. A PF também apura repasses do empresário Daniel Vorcaro para financiar “Dark Horse” e as circunstâncias dos pagamentos.

Com informações do Metrópoles

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Duas candidatas de Mossoró a deputada federal receberam juntas quase R$ 3,5 milhões do União Brasil

Fotos: Reprodução

Duas candidatas de Mossoró a deputada federal receberam juntas quase R$ 3,5 milhões do Fundo Eleitoral do Diretório Nacional do União Brasil. Os dados são do sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCand) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Dani Ribeiro, que se apresenta nas redes sociais como blogueira e influencer, foi quem recebeu o maior volume de recursos: mais de R$ 2,5 milhões. Já Nagila Diniz, ex-diretora do Hospital Psiquiátrico de Mossoró na gestão do ex-prefeito e candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil), recebeu um repasse de R$ 966.600,00.

As duas candidatas que tiveram as campanhas irrigadas com um volume generoso de recursos do União Brasil integram a coligação de Allyson Bezerra e, coincidentemente, ambas fazem dobradinha com a esposa dele, Cinthia Pinheiro, que é candidata a deputada estadual.

O que chama a atenção, além do valor em si, é que ambas fazem campanhas modestas, além de não aparecerem praticamente em nenhuma pesquisa para deputada federal. O partido resolveu apostar alto, com um vultuoso investimento financeiro, em duas candidaturas que aparentemente não têm viabilidade eleitoral?

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