Decotelli alega que racismo influenciou seu desgaste, acusa a FGV de fraude e dispara “Há muitos brancos com imperfeições em currículo trabalhando sem incomodar ninguém”

Carlos Alberto Decotelli, o ministro da Educação que foi sem nunca ter sido, afirmou em entrevista ao UOL que o racismo influenciou em seu processo de desgaste no governo Jair Bolsonaro.

“Há muitos brancos com imperfeições em currículo trabalhando sem incomodar ninguém”, afirmou Decotelli, em referência às informações falsas que constavam de versões anteriores do seu currículo –ele também foi acusado de plágio.

O quase-ministro também criticou a FGV, que negou que ele tivesse sido professor “de qualquer das escolas da fundação” –Decotelli foi professor colaborador e participou de um seminário da FGV dois dias antes de ser nomeado para o MEC.

Para ele, a FGV atuou por “interesses obscuros, não declarados, na intenção de apoiar outro ministro a ser indicado”.

“[Me sinto] destruído e massacrado na minha integridade como professor. Mesmo assim, após o ocorrido, lecionei ontem à noite utilizando a plataforma Zoom, em respeito aos alunos, que não têm culpa da fraude da FGV”, acrescentou.

O ANTAGONISTA

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gabriel Martins disse:

    Para quem não sabe, a remuneração dos professores depende da titulação. Portanto, passar-se por doutor sem ter o título pode ter rendido uma remuneração indevida a qualquer um que use o pseudo título. Para fazer um estágio pós-doutoral é necessário apresentar o título de doutor. Como foi que ele conseguiu? Ou não fez o estágio pós-doutoral e usou essa informação falsa durante esses anos todos para melhorar sua imagem como professor? O currículo lattes não é um currículo qualquer, feito em word. Ele está numa plataforma oficial do CNpQ e deve ser utilizado com responsabilidade e veracidade. Um professor universitário que não sabe usar as ferramentas ali constantes e não sabe diferenciar um doutorado concluído de um doutorado interrompido não deveria sequer estar em sala de aula. Quem sujou a carreira dele foi ele próprio.

  2. Manoel C disse:

    Racismo, se ele mentiu em diversas partes do currículo?

  3. Anti-Político de Estimação disse:

    Isso é mi,mi,mi. Se não tivesse cometido tanta fraude estaria no cargo, simples assim.

  4. Luciano disse:

    Para a turma do PT, vidas negras só importam se for alguém do lado deles, se não meta o pau!

    • Anti-Político de Estimação disse:

      Nem todo mundo que faz uma crítica ao governo federal é, necessariamente, petista ou comunista. Não superestime tanto quem você tem raiva, kkkkk.

  5. Manoel disse:

    Engraçado disso tudo é que a esquerda que diz mais defender os negros e ser contra o racismo foi quem mais atacou o professor negro, é verdade sim, tem muito branco se passando pelo que não é por aí…

  6. Marcos Benício disse:

    Se fosse um branco, com certeza teria sido efetivado no cargo. A elite brasileira é cruel!

  7. Cap. Presença disse:

    Cansei de pegar CV alterado quando trabalhei com turismo aqui em Natal. Candidato dizia que tinha inglês fluente no CV, mas quando chegava na hora da entrevista parecia um ator de filme pornô "oh, yeah, oh yeah, oh yeah."

  8. Pelé Branco disse:

    Quanto mais se defende.. em suma, quanto mais mexe, mais fede…

  9. Birigui disse:

    Imperfeições no curriculo uma ova. Um currículo totalmente fraudado. E agora vem com esse papo de racismo? É muita cara de pau.

  10. Minion alienado disse:

    Olha a vitimização do fraudador.

  11. Antonio Turci disse:

    Realmente o componente racial parece que influenciou. Tivemos caso de equívocos curriculares até com a ex-presidente Dilma Rousseff. Agora, que a FGV "sacaneou" o Decotelli, "sacaneou", sim. Não precisava humilhar o cidadão.

  12. Riva disse:

    A ideia era eleger militar pra acabar com a mamata dos políticos. Agora tem mamata de militar E de político.

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