Por Interino
As gravações do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com políticos do PMDB, feitas como parte de sua estratégia para conseguir o acordo de delação premiada homologado pelo Supremo Tribunal Federal, não afastam a possibilidade dele ser julgado na 13ª Vara Federal, em Curitiba – origem e sede dos processos em primeiro grau da Operação Lava Jato. Considerado o novo “homem-bomba” do escândalo Petrobras, o medo de Machado é ser julgado pelo juiz Sérgio Moro, responsável por 158 prisões e 93 condenações no caso.
Até aqui, foram tornadas públicas conversas com o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), o ex-presidente José Sarney (AP) e o senador Romero Jucá (RR) – exonerado do cargo de ministro do Planejamento, um dia após a divulgação dos conteúdos. Nos áudios os peemedebistas mencionam a preocupação com a prisão de Machado, por Moro, e os avanços da Lava Jato, em Curitiba.
Até aqui, foram tornadas públicas conversas com o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), o ex-presidente José Sarney (AP) e o senador Romero Jucá (RR) – exonerado do cargo de ministro do Planejamento, um dia após a divulgação dos conteúdos. Nos áudios os peemedebistas mencionam a preocupação com a prisão de Machado, por Moro, e os avanços da Lava Jato, em Curitiba.
É nessa apuração que o ex-executivo da Transpetro ainda pode virar réu de Moro pelos crimes praticados por ele de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Investigadores e advogados especialistas em delação, ouvidos em reservado, avaliaram que ao arrastar políticos da cúpula do PMDB com foro privilegiado para o centro do escândalo, a delação premiada de Machado pode ter afastado temporariamente o risco de uma prisão preventiva decretada em Curitiba – tratada nas conversas como a “Torre de Londres”, referência ao castelo inglês que nos séculos 16 e 17 foi prisão e local de torturas. Mas não afasta a possibilidade de denúncia criminal contra ele por crimes na Transpetro – a não ser que o Supremo expressamente proíba esse desmembramento.
Em outros casos da Lava Jato, como o que envolve suposto recebimento de propina pelo presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ministro Teori Zavaski – relator da Lava Jato no STF – mandou seguir com Moro os processos contra sua mulher, Cláudia Cruz, e contra outros delatores, como o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
Estadão

Assim como já fez antes com as listas de Furnas e da Odebreachet, é preciso calar esse torpedo que tem a força de conter o golpe e revelar que a cúpula do PMDB aliado ao PSDB-DEM, com Aécio intocável na proa, são indiscutivelmente dignos de proteção para que todo processo de tomada de poder e afastamento da presidente se consolide.
É preciso prendê-lo com urgência, calar a sua boca, decretar sigilo e fazer agora tudo ao contrário de como era feito antes, quando visava atingir Lula e Dilma para derrubá-los do cavalo.
Vazamentos não existirão mais, quer apostar?
Divulgações e matérias bombásticas não mais interessam…
É a velha malandragem brasileira brotada do jeitinho brasileiro de fazer o que quer desrespeitando a lei e o que tiver pela frente.
Qual a importância do Gilmar Mnedes visitar extraoficialmente o Temer num sábado e ainda mais a noite?
Qual o significado disso?
Quais as mensagens ocultas e/ou diretas que esse governo está passando para a população quando fecha o Ministério da Cultura (só reabrindo na pressão), a Secretaria das Mulheres, nomeia um espancador de mulheres para seu gabinete, nomeia o advogado de Cunha para o Ministério da Justiça, recece Alexandre Frota em audiência na Educação, entre inúmeras outras pérolas questionáveis em pouco tempo?