De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, seis governadores implicados nas delações da Odebrecht receberam, na campanha vitoriosa ao governo, R$ 42,1 milhões em caixa dois, segundo delatores da empreiteira.
Em alguns casos, o caixa dois chega à quase metade dos valores declarados oficialmente à Justiça Eleitoral.
O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), lidera a lista dos maiores beneficiários, tendo supostamente recebido R$ 20,3 milhões da empreiteira, segundo o diretor de infraestrutura da Odebrecht Benedicto Júnior, o BJ. O valor corresponde a 45% de tudo que o então candidato declarou oficialmente na campanha.
Além dele, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), Marconi Perillo (PSDB-GO), Beto Richa (PSDB-PR), Raimundo Colombo (PSD-SC) e Marcelo Miranda (PMDB-TO) são acusados de supostamente terem recebido recursos não contabilizados em 2014.
A campanha do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pretende usar politicamente a repercussão de um vídeo que flagra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), desembarcando de um jatinho ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A estratégia visa intensificar os ataques diretos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As imagens foram publicadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, no último domingo (20). O registro audiovisual mostra o magistrado e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, descendo de uma aeronave no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em agosto de 2025.
Conforme apurado junto a integrantes da equipe do senador, a ordem no QG da campanha é vincular o episódio diretamente a Lula, avaliando inclusive levar o tema para o horário eleitoral gratuito na televisão e no rádio.
O parlamentar já iniciou as investidas públicas. Logo após a circulação das imagens, Flávio publicou um vídeo em suas redes sociais no qual retoma os ataques a Moraes e tenta colar a imagem do ministro à gestão federal.
Na gravação, o senador responsabiliza o magistrado pelo retorno de Lula ao cenário eleitoral e dispara duras críticas contra o governo: “Sentou na cadeira, aparelhou o Estado e sua máfia implodiu a democracia, sob o falso pretexto de ‘protegê-la’”. Em peças publicitárias anteriores, a campanha do liberal já havia tentado associar o ministro do STF ao Planalto, denunciando um suposto “desequilíbrio institucional”.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou a diretores do Banco Central (BC) que possuía seis rotas de fuga para escapar de uma eventual prisão pela Polícia Federal (PF). A revelação consta em um depoimento prestado à PF em julho de 2026 por Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-chefe adjunto do Departamento de Supervisão Bancária do órgão regulador.
Segundo o depoimento, a informação foi repassada por Ailton de Aquino, então diretor de Fiscalização do BC, nas primeiras horas da manhã de 17 de novembro de 2025, data em que Vorcaro foi detido e a liquidação do Banco Master foi oficialmente decretada.
Às 6h30 daquele dia, Ailton enviou uma mensagem comunicando a prisão do banqueiro e de Augusto Lima, além de alertar sobre a necessidade de monitorar a liquidez do Banco de Brasília (BRB). No mesmo contato, o diretor teria mencionado abertamente as supostas rotas de fuga do empresário. Questionado pelo delegado federal Albert de Moura, Paulo Sérgio confirmou que a declaração foi direcionada ao grupo de diretores e técnicos. “Se ele tem seis rotas, com certeza a Polícia Federal tem tudo isso mapeado”, avaliou o ex-chefe do BC na ocasião.
PF identifica planos de fuga e contatos estratégicos
Nas investigações do chamado “Caso Master”, a Polícia Federal descobriu que Vorcaro mantinha pelo menos três voos preparados para deixar o país. No dia da operação, os investigadores mapearam contatos do banqueiro com Paulo Sérgio e com Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária.
Ainda no mesmo dia, Vorcaro realizou uma reunião com Ailton de Aquino para tentar viabilizar a venda do Banco Master ao Grupo Fictor. A tentativa, no entanto, foi frustrada e o banqueiro acabou preso pela PF na noite de 17 de novembro, quando já se encontrava no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, preparando-se para embarcar com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tornou-se o eixo central das principais decisões políticas do Congresso Nacional neste momento, acumulando em suas mãos o poder de atender ou frustrar tanto os planos do Palácio do Planalto quanto as demandas da oposição em meio a uma forte agenda de pautas represadas.
Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensifica cobranças públicas pela votação de propostas de forte apelo popular, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1, o bloco oposicionista pressiona o comando da Casa por uma resposta institucional à crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o impeachment de Alexandre de Moraes. Contudo, Alcolumbre ocupa uma posição estratégica de controle sobre a pauta do plenário, o ritmo das votações e o trâmite de eventuais pedidos de impeachment contra magistrados.
A principal demanda do governo federal é a aprovação da PEC que reduz a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial. Embora o texto já tenha passado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e esteja pronto para votação no plenário, Alcolumbre optou por postergar a análise, gerando insatisfação pública em Lula. A pauta faz parte de um pacote de entregas do Executivo que também inclui a PEC da Segurança Pública.
Pautas que estão na mesa de Alcolumbre:
Fim da escala 6×1: Aprovada pela CCJ, a PEC aguarda liberação de espaço na pauta do plenário, sob controle exclusivo da presidência do Senado
PEC da Segurança Pública: A proposta ainda aguarda a conclusão de sua análise técnica no âmbito do Senado antes de avançar;
Pedidos de impeachment contra Moraes: Representações e denúncias continuam acumuladas na Casa, dependendo unicamente de um aval da presidência para iniciar tramitação;
Reação à crise no STF: Parlamentares da oposição articulam alternativas para tentar reduzir o poder individual de Alcolumbre sobre os pedidos de impeachment e pressionam por reformas no regimento interno.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino utilizou suas redes sociais nesse domingo (20) para denunciar o que classificou como um “indisfarçável preconceito regional, de matriz racista” presente em algumas críticas direcionadas à sua atuação na Corte. Na publicação, acompanhada de um mapa das regiões Norte e Nordeste, o magistrado, que é natural do Maranhão, apontou a existência de um “ódio à procedência regional”.
Dino destacou trechos de ataques públicos recebidos em veículos de imprensa, citando expressões como “jurista de província”, “pessoa destituída de qualquer qualificação” e “oratória grandiloquente de província”. Embora reconheça que a vida pública exige submissão ao debate, o ministro ressaltou que é seu dever apontar quando manifestações violam as leis, a dignidade e a decência.
Segundo o magistrado, o tom preconceituoso busca desqualificar seu repertório intelectual e acadêmico, especialmente o uso de referências a pensadores como Aristóteles, Max Weber e Thomas Hobbes em seus votos e decisões. “Mas como? No Maranhão e em Pernambuco se estuda Aristóteles? – perguntarão os preconceituosos. Da minha parte, seguirei citando a Constituição Federal, as leis, Aristóteles, Max Weber, Hobbes, e tudo que eu achar pertinente, inclusive Chico César e Fábio Porchat”, ironizou.
O ministro também enfatizou que não se curvará a avaliações de quem se autoproclama intérprete das “metrópoles” do país ou de nações estrangeiras. “Sou magistrado, e por isso zelo pela independência funcional diante de todos os poderes públicos e privados, pois sem ela não existe Poder Judiciário”, concluiu.
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) chega ao Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (21) para uma série de mobilizações em Natal. A agenda reúne Flávio, o candidato a governador Álvaro Dias, o candidato ao Senado Coronel Hélio, o senador Rogério Marinho, além de lideranças e apoiadores da coligação Endireita RN, em uma programação com motocarreata e comício na capital potiguar.
A programação começa com a chegada de Flávio ao Aeroporto Internacional Aluízio Alves, prevista para as 11h22, onde será recebido por lideranças e apoiadores.
Em Natal, a concentração para a Motocarreata Onda 22 começa às 15h22, no Centro de Convenções, com saída prevista para as 16h22. O percurso será encerrado na Praça Cívica, às 19h22, com Flávio Bolsonaro e lideranças da coligação participando do Comício Onda 22.
A passagem pelo Rio Grande do Norte dá continuidade à agenda de Flávio Bolsonaro pelo Nordeste. Nos últimos dias, o candidato cumpriu compromissos de campanha no Ceará, Pernambuco e Bahia, com participação em mobilizações e encontros.
SERVIÇO
Flávio Bolsonaro no RN
Data: segunda-feira, 21/09
11h22 – Recepção no Aeroporto Internacional Aluízio Alves
15h22 – Concentração da Motocarreata Onda 22 – Centro de Convenções
16h22 – Saída da motocarreata
19h22 – Comício Onda 22 – Praça Cívica, Natal
Fotos: Marcelo Camargo Agência Brasil/ e Andressa Anholete/Agência Senado
A 15ª rodada da pesquisa presidencial BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (21), aponta um cenário de estabilidade na corrida pelo Palácio do Planalto. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) tanto no primeiro quanto no segundo turno, mas a proximidade dos números configura empate técnico na disputa.
Na simulação de segundo turno, Lula registra 46% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro. Na rodada anterior, realizada em 14 de setembro, o filho primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pontuava 46%, enquanto o petista aparecia com 47%. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os concorrentes seguem tecnicamente empatados.
O levantamento também aponta empates técnicos de Lula na segunda etapa da eleição contra outros nomes: o petista empata com o escritor Augusto Cury (Avante), marcando 45% a 43%, e com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), em que ambos aparecem com 45%. Caiado registrou uma alta de quatro pontos percentuais em relação ao levantamento passado. Nos cenários de embate contra Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), Lula lidera isoladamente com 47% contra 41% e 39%, respectivamente.
Cenário de Primeiro Turno
Na disputa de primeiro turno, Lula mantém a liderança, mas registrou uma oscilação negativa de dois pontos percentuais, indo a 40%.Flávio Bolsonaro se mantém estável com 37%.A diferença de três pontos percentuais entre os dois principais candidatos também se mantém dentro da faixa da margem de erro, reforçando o acirramento do pleito.
Completando o panorama da primeira etapa, Augusto Cury permanece na terceira colocação com 6%, seguido por Ronaldo Caiado, que pontua 5%.
A 15ª rodada foi encomendada pelo BTG Pactual e realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, da FSB Holding. Foram ouvidos 2.006 eleitores, por telefone, entre os dias 18 de setembro e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, com intervalo de confiança de 95%.
O assassinato ocorreu por volta das 18h50 na localidade de Vila Nogueira durante uma movimentação política. De acordo com relatos, Flávio foi abordado por dois homens armados que vestiam fantasias do personagem “Homem-Aranha” para ocultar os rostos. Ao se aproximarem da vítima, os suspeitos atiraram diversas vezes contra ele, causando pânico e correria.
Até o momento, as forças de segurança ainda não divulgaram detalhes aprofundados sobre a motivação da troca de tiros, mas o caso segue sob investigação rigorosa pelas autoridades competentes para apurar as circunstâncias do crime.
O irmão da prefeita de Doutor Severiano, Maria de Fátima, foi morto a tiros durante uma movimentação política na comunidade de Vila Nogueira, neste domingo (20).
De acordo com relatos de testemunhas uma pessoa fantasiada de Homem-Aranha teria se aproximado de Flávio e efetuados os disparos de arma de fogo.
Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre as regras da Igreja Católica provocou reação de bispos. Durante encontro com integrantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a instituição enfrenta dificuldades por manter o celibato e não permitir mulheres como padres e bispos.
“Enquanto a Igreja Católica não acabar com o celibato e permitir que as mulheres possam ser padres, bispas, a gente vai ver a Igreja Católica passar dificuldades. Essa é uma vantagem que a Igreja Evangélica tem. As mulheres são tratadas em igualdade de condições”, afirmou.
O bispo de Piracicaba, dom Devair Araújo da Fonseca, criticou a declaração e disse que políticos deveriam se concentrar nos problemas do país. “Nós estamos vendo políticos que tentam dizer até o que a igreja precisa fazer. Tentam falar até do celibato dos padres, quando deviam estar cuidando do país. Estão cuidando muito mal”, afirmou.
Durante uma celebração no sábado (19), dom Devair também pediu aos fiéis “consciência na hora de apertar os botões na urna” e que não escolhessem “aqueles que querem acabar com a nossa liberdade”.
Já o bispo de Formosa, dom Adair José Guimarães, afirmou que a declaração não o surpreende. “Geralmente os líderes, quando eles são apedeutas, querem se meter em tudo”, disse.
Dom Adair ainda declarou concordar com uma fala atribuída ao arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eugênio Sales, que teria classificado Lula como “caótico, apostático e romântico”, em vez de um católico apostólico romano.
A Frente Parlamentar Católica da Câmara dos Deputados também divulgou uma nota de repúdio à declaração. O documento foi publicado na sexta-feira (18) e assinado pelo presidente da frente, deputado Luiz Gastão (PSD-CE).
Em época de eleição esses comentários expressam a opção política de quem comenta. Outrossim, não seria melhor criticar a roubalheira que fizeram no caso do banco Master.
Um levantamento da Folha de S.Paulo aponta diferença nos prazos adotados pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conceder garantias da União a empréstimos solicitados por estados e capitais.
De acordo com os dados, o prazo médio para liberar o aval do Tesouro Nacional a operações internas foi de 35,7 dias. Mas este período passa a ser bem maior quando a solicitação é feita por estados e capitais comandadas por opositores ao governo Lula.
Em estados governados por adversários políticos de Lula a espera foi de 83,9 dias, em média, em São Paulo, administrado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), e 83 dias em Mato Grosso, governado até março por Mauro Mendes (União Brasil).
Em contraste, nos estados geridos por aliados, os prazos médios são bem menores. Operações do Ceará, governado por Elmano de Freitas (PT), levaram 30,7 dias; no Piauí, de Rafael Fonteles (PT), 29,4 dias; e em Alagoas, de Paulo Dantas (MDB), 14,8 dias. No Amapá, estado ligado politicamente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), uma operação foi liberada em apenas seis dias após a Fazenda flexibilizar regras.
Os estados buscam a garantia da União para conseguir empréstimos com juros menores, já que o governo federal assume o pagamento em caso de inadimplência. Os recursos são utilizados principalmente em obras, infraestrutura e reorganização de dívidas.
O levantamento considerou 182 operações de estados entre janeiro de 2023 e agosto de 2026, com base em dados do sistema Sadipem. A reportagem excluiu operações sem garantia da União e aquelas submetidas a programas específicos de ajuste fiscal.
São Paulo foi o estado que mais esperou pela concessão de garantias internas, mas também foi o que recebeu o maior volume de recursos: R$ 21,9 bilhões durante o governo Lula. O governo paulista afirma que a demora prejudicou o planejamento de obras e cita, entre os casos, uma operação de R$ 5,45 bilhões que levou 87 dias para receber autorização final.
A Prefeitura de São Paulo também reclamou da demora em três operações externas. Os pedidos ficaram por mais de três meses na Casa Civil após terem sido encaminhados pelo Ministério da Fazenda. As autorizações foram enviadas ao Senado em agosto, depois de o assunto ganhar repercussão no período eleitoral.
O Ministério da Fazenda negou qualquer tratamento político e afirmou que os prazos variam conforme a complexidade das operações e a necessidade de documentos ou informações adicionais. A Casa Civil também declarou que os processos seguem os trâmites administrativos e técnicos previstos.
Absurdo morar num país onde a corrupção é cultural e a conta sempre recai na população. Vamos às reformas!!!