
Sempre que se depara com um descalabro petista, o tucanato federal fala duas vezes antes de pensar. Quando o escândalo tem plumas e bico, o ninho silencia sem raciocinar. Acusado de trocar propinas por redução ou até cancelamento de multas, um auditor da Receita estadual do Paraná dediciu endurecer o dedo.
Após assinar um acordo de delação premiada com o Ministério Público, Luiz Antônio de Souza disse em depoimento prestado nesta sexta-feira que repassou cerca de R$ 2 milhões em verbas sujas para o comitê de campanha do governador tucano Beto Richa.
Preso em Londrina, Luiz Antônio é acusado de fraudar o fisco paranaense junto com outros 14 auditores e funcionários do Estado. Segundo ele, o esquema era comandado por um ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita estadual. Chama-se Márcio Albuquerque de Lima. Também está preso.
O delator sustenta que Márcio agia como preposto de Luiz Abi Antoun. Que, por sua vez, apresentava-se como primo do governador Beto Richa. Procurado, Richa limitou-se a dizer que assuntos de campanha deveriam ser tratados com o partido. E o diretório do PSDB no Paraná soltou nota. Nela, utilizou os mesmos argumentos que o PT usa para defender o tesoureiro preso João Vaccari.
Diz a nota que a arrecadação foi feita por um comitê financeiro. As contas estão “dentro da legalidade”. E foram “aprovadas integralmente pela Justiça Eleitoral.” Nessa toada, o PT ainda acusa o PSDB de plágio. E vice-versa.
UOL
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