Jair Bolsonaro saiu descontrolado do Palácio da Alvorada. Esbravejou contra a imprensa e disse que não interferia na Polícia Federal. “Não tenho nada contra o superintendente do Rio”, afirmou.
O presidente só não explicou por que, então, tentou forçar a substituição do chefe do órgão no estado quatro vezes em menos de um ano e meio. Segundo o ex-juiz Sergio Moro, o presidente fez pressões pela mudança em agosto de 2019 e em janeiro, março e abril deste ano.
Na quinta tentativa, seus desejos foram atendidos. Ele precisou atropelar o Ministro da Justiça e demitir o diretor-geral da Polícia Federal, mas finalmente conseguiu mexer no órgão em sua base política. A recusa do presidente em explicar os motivos desse lance é reveladora.
O depoimento de Moro sobre a intervenção de Bolsonaro na PF, tornado público nesta terça (5), foi considerado “fraquíssimo” por quem acompanha o inquérito. O ex-juiz se negou a imputar crimes ao presidente e apresentou poucas provas da intromissão do antigo chefe.
As oito horas de declarações do ex-ministro evidenciaram apenas a fixação de Bolsonaro com um único posto. Embora a PF tenha 27 superintendências regionais, Moro afirmou que o presidente dizia querer “apenas uma, a do Rio de Janeiro”.
Em agosto, Bolsonaro disse que a justificativa era a baixa produtividade do órgão. Moro disse que aquele era um “motivo inverídico”. Depois, o presidente citou como causas investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco que só ocorreram meses depois de suas primeiras investidas pela troca.
Quando a mudança se concretizou, Bolsonaro se enfureceu com jornalistas que perguntavam sobre a interferência. Pela manhã, mandou os repórteres calarem a boca. No fim da tarde, deu uma resposta pela metade: “O Rio é o meu estado”.
Moro disse dez vezes à PF que os motivos da pressão de Bolsonaro “devem ser indagados ao presidente”. Dessa vez, ele não poderá mandar os investigadores se calarem.

Primeiro que não compete a polícia Federal a investigação do caso Maryelli, e segundo que não existe nenhuma investigação sobre nenhum dos Bolsonaro na PF do Rio, os bandidos estão na oposição ao presidente.
Até eu teria fixação se um porteiro me acusasse de algo que não fiz e os órgãos judiciários fizessem pouco caso.
Quem vai dizer se é crime são as instituições na investigação. O depoente apenas indicou o caminho. Esse povo é formado, parece em algum galinheiro.
Caro Arnaldo! Não há crime algum! Muita zuada pra nada dos inconformados que desejam encontrar um mínimo de crime para justificar um impeachment de um Presidente honesto que bateu de frente com o establishment! Ser honesto num pais dos acordinhos e acórdãos desagradam a maioria que sofrem de abstinência de uma droga chamada corrupção! Quem não vê a honestidade como uma virtude e sim como uma obrigação! Certamente terá está leitura! #Bolsonarotemrazao
Disse tudo Carlos Sampaio.