Enquanto a Rede não sai, Marina Silva deverá reativar o Instituto Marina Silva, promovendo palestras, fóruns e arrebanhando novos projetos na área da sustentabilidade ambiental. Nesse primeiro momento após as eleições, a ambientalista vai descansar e se recolher com a família. Sobre 2018, marineiros dizem que ela terá cautela.
— Ela não vai se colocar como candidata antecipada e nem dizer: Me aguardem, que em 2018 eu venho aí. Não é a característica dela — diz um amigo e conselheiro.
Sem a estrutura financeira com a qual contava durante o auge do esforço de juntar signatários para a criação do partido, a Rede agora vai depender da boa vontade de voluntários.
Coordenador da campanha presidencial de Marina Silva e porta-voz da Rede, Walter Feldman admite um início de “dificuldade enorme” para o funcionamento do partido. E antes mesmo da criação da legenda, já fala em qualidade dos quadros.
— Teremos uma dificuldade enorme de funcionamento, com uma base parlamentar pequena. Para a Rede, nunca nada foi fácil, mas se fosse um partido grande, talvez não tivesse consistência.
Sobre a transição dos eleitos de seus partidos para a Rede, Feldman diz que cada caso será analisado individualmente.
— Cada realidade é própria. A migração será transparente para crescermos com segurança. Quem foi eleito, já militou e participou das reuniões da Rede, será mais fácil, diferente dos novos, que terão que passar por um processo.
Deputada federal pelo PPS, Eliziane Gama diz que não pensa na transição, mas reconhece que enfrentará dificuldades ao passar para a Rede.
— Estamos focados agora no segundo turno, e só depois iniciaremos essa conversa de transição. Mas sabemos que tempo de TV, por exemplo, é extremamente importante para a campanha eleitoral e que não teremos espaço. Mas muito mais do que isso, é preciso ter princípios e valores.
O plano é ter um número razoável de candidatos já nas eleições municipais de 2016. Pedro Piccolo, dirigente da executiva, também acredita que a legenda pode manter a parceria com o PSB selada na disputa presidencial deste ano.
— Acho que é viável mantermos a aliança em regiões que temos mais afinidade.
O Globo

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