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Outro detalhe que também chama atenção no balanço recente da cooperativa é a velocidade com que as despesas cresceram. Os números revelam uma escalada de custos que ajuda a explicar por que o lucro encolheu de forma tão acentuada.
Enquanto a receita avançou apenas 5,2%, praticamente no ritmo da inflação, as despesas seguiram em direção oposta. Os gastos comerciais aumentaram cerca de 20%. Mais expressivo ainda foi o salto na rubrica “outras despesas”, que cresceu mais de 117%, gerando impacto superior a R$ 30 milhões.
A diferença de ritmo é evidente. De um lado, receitas com crescimento moderado. De outro, gastos em forte expansão.
Quando as despesas correm soltas e a receita anda a passos curtos, o desfecho não costuma surpreender. A margem encolhe, o lucro evapora e a conta aparece no fim.
A gestão tenta maquiar o desequilíbrio financeiro apenas como detalhe contábil, quando ele já virou protagonista do resultado catastrófico da cooperativa.
1- resultado operacional acumulado do ano anterior( gestão FP): -15 milhões. Resultado operacional acumulado do ano( gestão MR): + 9 milhões
2- resultado financeiro liquido acumulado do ano anterior( gestão FP): + 38 milhões( calote na Coopaneste e recebeu antecipação de impostos). Resultado financeiro acumulado do ano( gestão MR) : – 9 milhões( tá pagando os juros do empréstimo do hospital)