Finanças

Dilma era um trem desgovernado, diz Armínio Fraga

Temer: segundo Armínio, apesar de alguns tropeços houve uma “mudança de peso” na economia no governo Temer (Agência Brasil)

Decorridos quase nove meses desde que o presidente Michel Temer assumiu o cargo, em 12 de maio, o economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, já não vê o Brasil à beira do precipício, como nos tempos de Dilma Rousseff.

Segundo Arminio, apesar de alguns tropeços aqui e ali, da crise política e das incertezas geradas pela Lava Jato, houve uma “mudança de peso” na economia no governo Temer. “Aquela sensação de que o Brasil era um trem desgovernado passou”, afirma.

Ainda assim, ele acredita que a tarefa de recolocar o País nos eixos está longe de acabar e que serão necessários “muitos ajustes e reformas” para isso acontecer.

Nesta entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Arminio fala também que a volta do crescimento será lenta, porque “não estamos vivendo um ciclo econômico normal”, e que o setor privado tem a sua parcela de culpa na crise.

Com o presidente Michel Temer prestes a completar nove meses no cargo, qual é a sua avaliação do governo?

No geral, a minha visão é de que, desde o afastamento da presidente Dilma Rousseff, houve uma mudança de peso em relação ao que se tinha antes. Apesar do ambiente político carregado, houve algumas reformas importantes.

Agora, existe uma agenda. Boa parte dela foi apresentada antes mesmo do impeachment, o que ajudou bastante. Essa agenda inclui itens importantes, com impacto no longo prazo, como o controle dos gastos públicos e a reforma da Previdência.

Que outras mudanças estão contribuindo para melhorar o cenário econômico?

Além das mudanças que envolvem o Legislativo, vale a pena destacar o que vem acontecendo na Petrobrás, no Banco Central, no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), na Eletrobras e em outros lugares. Isso faz parte desse quadro de mudança que está em curso e já mostra bons resultados.

É verdade que, de vez em quando, uma coisa ou outra negativa acontece. O País vive uma recessão colossal e ainda há muita incerteza, muito sofrimento, pela frente.

Há muita incerteza também em relação ao que vem por aí em 2018, nas eleições presidenciais. Mas, dentro do possível, acredito que o governo tem trabalhado bem.

Qual a sua percepção do governo Dilma?

Eu tinha uma leitura muito negativa do que estava acontecendo no governo anterior. Achava que o Brasil caminhava para o caos. Mesmo. Esse caminho agora foi invertido.

Antes, às vezes, surgiam problemas e eles iam aumentando, porque não eram enfrentados de forma adequada.

Agora, os problemas surgem, mas geram uma reação de correção. Isso é muito bom. Hoje, o Brasil segue vulnerável, mas aquela sensação de que era um trem desgovernado, de que estávamos indo para o precipício, passou.

Não é nada fácil a missão que eles têm pela frente, porque pegaram um quadro de terra arrasada e vêm conseguindo avançar, a despeito de tudo o que está acontecendo no meio político e no Judiciário, que não é pouca coisa, embora seja, obviamente, muito positivo para o País.

O que exatamente o senhor quer dizer quando fala que o governo Temer herdou um “quadro de terra arrasada”?

Houve uma extraordinária deterioração no crédito do governo, nas finanças públicas de forma geral, incluindo os Estados e municípios, que vão exigir um esforço monumental de correção.

Houve também uma impressionante perda de dinamismo e de produtividade, como resultado de uma série de políticas equivocadas adotadas pelo governo anterior, batizadas depois de Nova Matriz Econômica.

O Estado se tornou não apenas um veículo para a adoção de políticas populistas. Ele foi capturado por interesses partidários e por interesses privados.

Em função dessa captura, o Estado fazia mal à economia, para beneficiar alguns poucos, para que ajudassem a perpetuar esse modelo.

Tudo isso se mistura e tem raízes comuns com o que está acontecendo no mundo político. Hoje, isso tudo está sendo exposto – e é uma das coisas boas do que está aí – e aos poucos vem sendo corrigido. Mas não é uma doença de tratamento fácil.

Ao menos o governo Temer parece empenhado em deixar o setor privado trabalhar de uma forma mais solta…

É verdade, mas o setor privado ficou meio viciado nisso tudo. Foi parte nisso tudo. É preciso não isentar de culpa o setor privado.

Enquanto esse modelo complicado não for corrigido, o setor privado não terá condições muito boas para tocar a vida. Isso deixou sequelas. Internamente, sempre fica no ar o receio de uma fadiga no ímpeto reformista.

Do lado externo, as condições foram quase as ideais durante muitos anos, com abundante liquidez e com bons mercados para os nossos produtos.

Hoje, se algo acontecer, se houver outra crise, se a economia chinesa tiver uma desaceleração mais forte, se os juros americanos derem um salto, nós estamos muito fragilizados. Temos de ser realistas.

Depois de dois anos de recessão e outro de crescimento quase zero, o governo prevê um aumento de apenas 1% no PIB em 2017. Não é pouco?

Nós não estamos vivendo um ciclo econômico normal. Ele está embrulhado com todas essas outras questões. Normalmente, quando se vive uma recessão dessa magnitude, a economia tem uma reação natural.

É o famoso ciclo econômico. Chega um ponto em que o ciclo se esgota e começa a se reverter. Em parte, isso está acontecendo, mas, como não é um ciclo normal, a retomada está sendo mais lenta.

Como falei há pouco, as incertezas vão seguir elevadas, não só as externas, que assustam, mas também as internas. Isso também atrapalha. Não tem jeito.

Quais devem ser os próximos passos?

O quadro fiscal ainda é extremamente preocupante, mesmo se contarmos com o sucesso na reforma da Previdência. Houve uma deterioração fiscal equivalente a uns seis pontos porcentuais do PIB (Produto Interno Bruto).

A dívida pública cresceu e vai continuar a crescer por algum tempo. Isso significa que o saldo primário (resultado das contas públicas sem os gastos com os juros da dívida) terá de passar por uma correção maior do que os seis pontos de piora – e isso será muito difícil.

Nós estamos falando de sair de um déficit primário de 3% do PIB para um superávit primário de 4% do PIB ou mais.

Não se deve minimizar o tamanho do desafio. Muito se fez desde o afastamento de Dilma, mas muito ainda terá de se fazer. Não há outra saída. Esse é o drama e vai exigir muita perseverança.

Fora lidar com a questão fiscal, o que mais é preciso fazer?

O desafio fiscal tem de ser complementado por muita coisa no mundo da produtividade. Há muitas reformas e muitos ajustes a serem feitos.

Acredito que faz falta também acelerar um pouco esse ajuste, para reduzir a pressão em cima do Banco Central. O Banco Central tem trabalhado bem e está encontrando espaço para reduzir os juros, em cima da confiança em relação às melhorias que ocorrerão no futuro. Mas, se o ajuste for mais rápido, dará ao Banco Central mais liberdade para administrar a política monetária.

Até que ponto os desdobramentos da Lava Jato podem prejudicar a retomada do crescimento?

Infelizmente, essa é talvez a parte mais difícil se não impossível de se administrar, porque ela tem vida própria – e tem de ter vida própria. Nesse caso, o governo tem de reagir como for possível.

É um elemento que dá esperança de que pode acontecer uma mudança nessa área, para muito melhor. Mas, enquanto ela não ocorre, o meio político seguirá gastando uma energia tremenda com esse assunto.

As pessoas vão continuar esperando a cada dia as notícias, procurando se defender. Isso gasta tempo, espaço de agenda e há também um lado emocional forte. As pessoas estão com medo da prisão, da condenação. Não é fácil, não.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Exame

 

Opinião dos leitores

  1. Se era um trem desgovernado, agora temos um trem sem rumo e sem comandante. Paraíso da maracutaia, da corrupção e do desmantelo!!!

    1. O PT chama o PMDB pra suruba, quando acendem-se a luzes, agora vem posar de santa.

  2. Pois é o trem esta de volta aos trilhos.. e nos vagões esta o dinheiro do povo brasileiro e milhares de panelas sem fazer barulho!!! parabéns coxinhas vcs conseguiram o que ta acontecendo e merito so de vocês…rsrsrs

    1. Vai demorar anos para consertar a hecatombe que vcs mortadelas (lato sensu) deixaram. Vide o RN, que recuou mais de 8% em termos de PIB no último biênio.
      Bati panelas, e bateria de novo, com mais ênfase. Temer tem acertado mais do que errado. Que passem as reformas. Quem não gostar, vote em quem prometer desmanchá-las. Vai ser igual a Lula que passou anos demonizando a LRF e o fator previdenciário, mas nada fez para revogá-los. É bom que os outros façam o serviço pesado (impopular) para que os outros possam depois jogar pra platéia.

    2. Vamos la cara repita comigo (eu fui massa de manobra) não doí nada…e faz um bem danado a consciência…

    3. Netto talvez o que demore anos é a ficha de vocês alienados cair e perceber que tudo foi uma grande jogada pra salvar a velha classe política corrupta e ferrar ainda mais a população brasileira!

    4. IB, vc fala da mesma velha classe política que juntou os trapinhos com o PT para manter as coisas onde sempre estiveram?
      Oráculo, massa de manobra é você e seus pares. Tenho plena consciência do que fiz, os resultados já sabia de antemão, com os prós e contras. Não tenho a ilusão de que A ou B seja monopolista das boas intenções, acredito só em pragmatismo

    5. Só num país de lobotomizados mesmo que um governo lança a economia numa depressão econômica e ainda tem quem o defenda. Resta culpa as elites que não querem que pobre consuma (se o cara não entender a contradição disso, tem mais é que pastar) ou culpar fatores externos.

  3. Trem desgovernado na política;
    De português reprovado;
    De raciocínio desencontrado;
    De lógica atropelada;
    Sem controle emocional e tudo mais que não tem razão, noção, cabimento e correção.
    Um acidente de percurso colocado pelo maior populista político que passou nessas terras e financiados por recursos públicos de origem duvidosa.
    Ganharam na politicagem sórdida e afundaram a economia do país, em um gasto inútil financiando quem não trabalha, jogando o povo numa ilusão que durou até a ralidade vir cobrar o preço: Inflação de 02 dígitos e 12 milhões de desempregados. Mais de 5000 pontos comerciais fechados em 2014 e 2015 e a petrobras, correios, fundos de pensões passando pela pior crise de suas histórias.
    Foi tarde Dilma.
    Lula nunca mais, espero vê-lo concorrer a um cargo para assistir sua derrota em primeiro turno. Sem os recursos desviados das estatais, sem as empreiteiras dando dinheiro, sem as classes C e D votando nele, politicamente só sobrevive no sonho irracional dos petistas amestrados

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Eleições 2026

Saiba quem são os candidatos mais ricos na disputa à Presidência

Fotos: Ricardo Stuckert/PR, Geraldo Magela/Agência Senado, Agência Cora/Divulgação, ALMG/Divulgação e Reprodução/YouTube

Uma das etapas obrigatórias para que uma candidatura possa ir às ruas é o registro dela na Justiça Eleitoral. O candidato precisa mostrar que está com o CPF e as contas em dia — e dizer qual é o tamanho do seu patrimônio. Até o final da tarde desta quinta-feira, 13, seis candidatos a presidente já registraram suas candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Há mais sete nomes que ainda devem ser registrados.

Entre os que já registraram seus patrimônios ao TSE, Romeu Zema (Novo) até agora é quem mais tem dinheiro em conta. Ele declarou ser dono de 178 milhões de reais, majoritariamente compostos de participações societárias. Ele também disse ser dono de uma casa de pouco mais de 700 mil reais. Depois dele, o segundo lugar é de Veterinário Wilson Grassi (Democrata), que declarou um patrimônio de 50 milhões de reais em imóveis financiados, sem dar mais detalhes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou possuir 4,7 milhões, principalmente em casas e terrenos em São Bernardo do Campo, seu berço político, além de fundos de investimento e aplicações. Flávio Bolsonaro ainda não registrou a sua candidatura — ele ia fazer isso nesta quinta, 13, mas foi filiado à revelia ao Missão, sigla criada pelo MBL. O ministro Nunes Marques, presidente do TSE, concedeu uma liminar determinando o retorno imediato do senador ao PL, para que ele possa registrar a sua candidatura.

A última declaração de Flávio à Justiça Eleitoral é de 2018, quando ele disputou a vaga ao Senado que ocupa até agora. Na época, ele declarou possuir 1,7 milhão de reais, distribuídos entre um carro, um apartamento e participações societárias na Bolsotini Chocolates e Café LTDA, a polêmica franquia da Kopenhagen sobre a qual pairava a suspeita de que era usada para lavar dinheiro.

É possível que o segundo lugar dos candidatos mais ricos seja ocupado por algum dos candidatos que ainda não registrou a candidatura. Ronaldo Caiado (PSD) disse em 2022, quando disputou o governo de Goiás, ser dono de 24 milhões de reais, patrimônio construído por fazendas, glebas de terra, cabeças de gado e um apartamento. Além dele e de Flávio, Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) também não registraram suas candidaturas.

Veja a lista dos bens declarados pelos candidatos

  • Hertz Dias (PSTU): não possui bens
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT): declarou ter um patrimônio de R$ 4.775.650,64, composto por terrenos, uma casa em construção, 50% de um apartamento, fundos de investimento e aplicações
  • Renan Santos (Missão): declarou R$ 795.089,00 distribuídos em quotas societárias e dinheiro em conta
  • Samara Martins da Silva Feitosa (UP): declarou R$ 33.000,00, soma de um automóvel e dinheiro em uma conta poupança
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): declarou ser dono de um patrimônio de R$ 50.000.000,00 em imóveis financiados, sem especificar detalhes
  • Romeu Zema (Novo): declarou ter um patrimônio de R$ 178.707.610,09, composto de participações societárias, fundos de investimento e uma casa de R$ 704 mil

 

Com informações de Veja

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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro registra candidatura à Presidência após TSE restabelecer filiação ao PL

Pedido foi protocolado na noite desta quinta-feira (13), horas depois de Nunes Marques determinar a correção do vínculo partidário e liberar o sistema para o registro. Foto: Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou, na noite desta quinta-feira (13), sua candidatura à Presidência da República. O pedido foi enviado à Justiça Eleitoral às 19h43, tendo o deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça Neto como candidato a vice-presidente.

O registro ocorreu horas depois do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinar o restabelecimento imediato da filiação de Flávio ao Partido Liberal e liberar o Sistema Candex para o processamento da candidatura.

Pela manhã, a equipe de Flávio havia sido impedida de concluir o procedimento depois de identificar que o Sistema de Filiação Partidária (FILIA) apontava o senador como desfiliado do PL e vinculado de forma fraudulenta ao Partido Missão.

A situação levou a defesa a acionar o TSE. Ao analisar o pedido, Nunes Marques reconheceu a urgência do caso e determinou que a filiação de Flávio ao PL fosse restabelecida desde a data originária, com a exclusão do vínculo falso atribuído ao Missão.

O episódio da filiação que tentou prejudicar o registro de Flávio também será investigado. Nunes Marques determinou a preservação dos registros de acesso ao Sistema FILIA e a expedição de ofício à Polícia Federal para instauração de inquérito destinado a identificar a autoria da alteração.

O próprio TSE atesta que não houve invasão ou hackeamento do sistema. Segundo o tribunal, a filiação ao Missão foi realizada por meio do uso indevido da ferramenta por alguém que possuía credenciais no Missão para efetivar filiações.

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Política

Senado aprova quase US$ 2 bilhões em empréstimos para Estados e municípios

Foto: Marcelo Camargo

O Senado aprovou 16 operações de crédito externo para Estados e municípios que somam chegam a quase US$ 2 bilhões. Os financiamentos serão contratados com instituições internacionais e terão garantia da União. A votação ocorreu no plenário da Casa na tarde desta quinta-feira, 13.

As operações precisam do aval dos senadores, porque Estados e municípios não podem contratar diretamente empréstimos externos sem autorização. Antes de chegar ao Congresso, os pedidos passam pela análise do governo federal, responsável por encaminhar as mensagens que autorizam a apreciação dos financiamentos pelo Senado.

A cidade de São Paulo concentra o maior volume aprovado, com três operações que, juntas, chegam a aproximadamente US$ 701 milhões, todas com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A maior delas, de quase US$ 497 milhões, vai ser destinada ao Programa de Redução da Emissão de Gases Poluentes, voltado à eletrificação da frota de ônibus da capital.

Com informações da Revista Oeste

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Brasil

“EMPATIA FRIA”: PF diz que jornalista alvo de Moraes causou ‘perturbação do equilíbrio psicológico’ em Dino

Foto: Divulgação/EBC

A Polícia Federal enviou um documento ao Supremo Tribunal Federal afirmando que o jornalista Luís Pablo abalou o “equilíbrio psicológico” do ministro Flávio Dino depois das reportagens sobre o uso irregular de um carro do Tribunal de Justiça do Maranhão por sua família. A investigação, parte do Inquérito das Fake News, identificou Raimundo Cutrim como a fonte de Luís Pablo. A PF considera que as matérias configuram crime de perseguição, que não exige comprovação de dano físico.

A Polícia Federal (PF) enviou um documento ao Supremo Tribunal Federal (STF). O órgão afirmou que o jornalista Luís Pablo abalou o “equilíbrio psicológico” do ministro Flávio Dino. O impacto ocorreu depois da publicação de reportagens sobre o ministro.

As reportagens denunciaram o uso de um carro do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do magistrado. A investigação tramita no Inquérito das Fake News sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. O processo acabou identificando Raimundo Cutrim como a fonte do jornalista.

No pedido de investigação, a PF afirmou que a atuação de Luís Pablo se enquadra no crime de perseguição. “A prática reiterada de atos invasivos ou intimidatórios gera sofrimento emocional, medo constante, sensação de vigilância permanente e perturbação do equilíbrio psicológico da vítima”, diz o documento obtido pelo jornal Gazeta do Povo.

Com informações da Revista Oeste

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Brasil

“MANDRUVÁ”: Despesas relacionadas a Janja aumentam quase 100% em apenas dois anos

Foto: Reprodução

Os gastos relacionados à primeira-dama, Janja da Silva, passaram de R$ 63 milhões, em 2024, para R$ 117.595.549,73.

Os dados estão disponíveis no site “Janjômetro – medindo o quanto ela esbanja do seu suor“, iniciativa do deputado estadual por São Paulo Guto Zacarias (União Brasil).

Para acessar os dados, o cidadão precisa realizar um cadastro na plataforma e pode receber alertas sobre novas informações relacionadas aos gastos de Janja.

O Janjômetro foi criado em junho de 2024.

Zacarias revelou que Janja bloqueou seu perfil nas redes sociais após a divulgação do Janjômetro:

“A Janja ficou pistola comigo!“, escreveu.

Com informações de O Antagonista

 

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Eleições 2026

TSE adia julgamento e trava R$ 2,3 bi do Fundo Eleitoral; PT sonha abocanhar R$ 620 mi

Foto: Secom/TSE

Um pedido de vista da ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), vai manter travados R$ 2,3 bilhões do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) até a conclusão do julgamento de uma ação movida pelo PT (Partido dos Trabalhadores).

O valor corresponde à parcela do fundo que deve ser distribuída proporcionalmente ao tamanho das bancadas dos partidos na Câmara dos Deputados.

O pedido de vista foi apresentado nesta quinta-feira (13), durante a análise de um processo em que o PT pede a revisão do cálculo de sua parcela no Fundo Eleitoral de 2026. O partido argumenta que, para definir sua participação, devem ser considerados os 69 deputados eleitos em 2022, e não os 68 contabilizados atualmente pelo TSE.

Caso o pedido seja aceito, o valor a ser recebido pelo PT no Fundo Eleitoral passará para R$ 620 milhões, cerca de R$ 5 milhões a mais do que o valor previsto no cálculo atual.

Com informações da CNN

 

 

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Brasil

PAULO CAPPELLI: Mudanças na PF esvaziam investigações sobre Lulinha e levantam suspeitas de blindagem

Imagem: Reprodução/X

O jornalista Paulo Cappelli afirmou que, após mudança na cúpula da Polícia Federal, promovidas em abril, as investigações contra o filho do presidente Lula, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, caíram de três para apenas uma.

Peritos que tocavam o caso foram remanejados. Um deles, que coordenava as investigações contra Lulinha, foi remanejado para o caso do Banco Master. O episódio abriu crise com o STF e levou o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a acusar o chefe da PF, Andrei Rodrigues, de interferir na corporação para blindar Lulinha.

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Mundo

EUA planejam operações terrestres contra traficantes em parceria com países da América Latina

Foto: Wikimeia

Os Estados Unidos planejam ampliar a ofensiva contra organizações criminosas na América Latina e estudam realizar operações em terra contra traficantes, em parceria com forças de segurança de países da região.

A estratégia faz parte da escalada da política do presidente Donald Trump de combate ao narcotráfico. A iniciativa prevê maior integração entre os EUA e governos latino-americanos, com compartilhamento de inteligência e ações coordenadas contra grupos criminosos.

A Colômbia já autorizou operações militares conjuntas com os Estados Unidos e passou a integrar formalmente o chamado Escudo das Américas, coalizão liderada por Washington que reúne cerca de 20 países da América Latina e do Caribe.

O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que a cooperação tem como objetivo destruir redes de narcoterrorismo e combater o crime organizado transnacional.

A movimentação representa uma mudança de escala na estratégia americana, que vinha concentrando ações contra o tráfico no mar e agora avalia ampliar a atuação para operações terrestres dentro de países parceiros.

A ofensiva ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e governos latino-americanos e à reafirmação, pelo governo Trump, da intenção de ampliar a influência dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental.

Com informações do G1

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Brasil

Vândalos do MST picham Embaixada dos EUA em Brasília, queimam bandeira e veneram Fidel

Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira, 13, a fachada da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília exibiu pichações com críticas à política bélica do país. O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) afirmou ser responsável pela ação. O grupo invasor de terras divulgou imagens de militantes com faixas, além de uma bandeira norte-americana alterada e queimada.

Entre as frases pichadas, uma se destacava: “Os EUA fazem guerra e lucram com a morte”. Segundo nota do MST, a manifestação integra a 17ª Jornada Nacional da Juventude Sem Terra e homenageia o centenário de Fidel Castro, ex-ditador cubano.

No local, funcionários da embaixada tentaram cobrir as inscrições durante a manhã. A pichação foi feita no muro lateral do prédio, no Setor de Embaixadas Sul, que atualmente passa por reformas. A segurança da área é supervisionada pelo 5º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.

Com informações da Revista Oeste

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Eleições 2026

BATEU O PÉ: Campanha de Cadu desafia MPE e diz que não abrirá mão de associar nome do candidato do presidente Lula

Foto: Reprodução

Após o Ministério Público Eleitoral (MPE) pedir ao TRE-RN que impeça o candidato do PT ao Governo do Estado Cadu Xavier de utilizar “Cadu de Lula” como nome de urna, a campanha reagiu e afirmou que não pretende abrir mão da associação com o presidente Lula.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (13), a assessoria do candidato disse que o nome “não nasceu em um escritório ou em uma petição”, mas “nas ruas, no abraço da militância e no sentimento do povo do Rio Grande do Norte”.

O MPE argumenta que o nome escolhido pode provocar confusão no eleitor e sugerir um parentesco inexistente com o presidente Lula. A campanha informou que apresentará sua defesa jurídica no momento adequado e reforçou que seguirá “ao lado de Lula e da militância”.

Leia a íntegra da nota divulgada pela assessoria de Cadu Xavier:

O nome “Cadu de Lula” não nasceu em um escritório ou em uma petição: nasceu nas ruas, no abraço da militância e no sentimento do povo do Rio Grande do Norte que, há quase um ano, já nos chama assim.

Quem colocou o “de Lula” ao lado do Cadu foi o eleitor. Cadu é de Lula pelo projeto que defende, pelas bandeiras que carrega e pela história de transformação que une o Time que Cuida do povo, sempre como prioridade. Trata-se de vínculo de coração, de pertencimento.

A nossa defesa jurídica apresentará todos os argumentos técnicos no momento e fórum adequados. Mas a nossa maior defesa já tem sido feita: pelo povo e pelo próprio presidente Lula.

Seguimos firmes, ao lado de Lula e da nossa militância.

Coordenação de Comunicação e Marketing da Campanha de Cadu de Lula

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